Se existisse um único objeto capaz de resumir como o brasileiro pesquisa antes de comprar, esse objeto caberia no bolso. Segundo o estudo “O Mapa da Busca no Brasil 2026“, da Optimiza Marketing, 77,7% dos consumidores usam smartphones com Android e outros 12,1% usam iPhone como dispositivo mais frequente para pesquisar. Juntos, os celulares somam praticamente 9 em cada 10 buscas no país.
O que sobrou para desktop, notebook e tablet
Todos os outros dispositivos dividem, juntos, a fatia residual que restou. Notebooks aparecem com apenas 6,5% de uso frequente para esse tipo de pesquisa, desktops com 3%, tablets com 0,4% e assistentes de voz com 0,2%. A diferença de escala é tão grande que, somados, esses quatro formatos chegam a um décimo do uso do celular sozinho.
Por que a tela pequena pesa tanto na percepção de saturação
Essa realidade mobile-first, segundo a análise do estudo, ajuda a explicar outro achado da mesma pesquisa: a sensação de saturação publicitária relatada pelos consumidores tem tudo a ver com o tamanho da tela em que ela acontece.
Em buscas feitas no celular, os anúncios chegam a ocupar até 100% da primeira dobra, um espaço que, numa tela de computador, dividiria a atenção com vários resultados ao mesmo tempo, mas que, no smartphone, vira a totalidade do que os olhos do usuário conseguem ver antes de rolar a tela.
“Ainda vejo empresa testando site em desktop e só depois adaptando para celular. Isso está de trás para frente: se 9 em cada 10 buscas acontecem no smartphone, o desenho, a velocidade e a experiência têm que nascer pensando primeiro no celular, e o desktop é que vira a versão secundária”, afirma Júlia Neves, CEO da Optimiza Marketing.
Para empresas de tecnologia e times de produto digital, o dado é uma confirmação categórica. Qualquer estratégia de busca, conteúdo ou e-commerce que não seja desenhada primeiro para o celular está, na prática, desenhada para um público que já não representa o comportamento predominante do consumidor brasileiro em 2026.



