A FreteGlobal, startup especializada em fretes internacionais e soluções logísticas para operações envolvendo o Brasil, celebra este mês o primeiro aniversário de sua operação de logística reversa de e-commerce no Aeroporto Internacional de Viracopos (VCP). O marco consolida a posição da companhia como o primeiro agente de cargas a estruturar e executar a devolução de remessas expressas internacionais, de cargas de e-commerce, a partir do terminal em Campinas.
O projeto, que teve início em 2025, foi liderado pela FreteGlobal e envolveu uma coordenação estratégica entre terminais aeroportuários, Receita Federal e clientes. O objetivo foi viabilizar operações reversas courier, das cargas de e-commerce oriundas dos grandes marketplaces da Ásia, que precisam ser devolvidas partindo de VCP com escala em Guarulhos (GRU), ampliando drasticamente as opções de rotas internacionais para a devolução dessas mercadorias.
“Quando uma remessa internacional não é liberada pela alfândega, o desafio logístico está apenas começando. Em Viracopos, a menor disponibilidade de rotas diretas de retorno era um gargalo para o setor. Nossa solução de escala em GRU trouxe a previsibilidade necessária para que essas cargas retornem ao exterior de forma regular e documentada”, afirma Débora Chiquitano, CEO da FreteGlobal.
Complexidade Alfandegária e E-commerce
O crescimento das compras em marketplaces globais como AliExpress, Alibaba e Mercado Livre aumentou o volume de remessas expressas (courier) que chegam ao Brasil. No entanto, o não atendimento a exigências legais e regulatórias — como falta de autorização, informações inexatas, não pagamento de tributos — resulta na não autorização de entrada pela Receita Federal ou órgãos anuentes (Anvisa, Ibama, Anatel, Exército, entre outros).
Diferente do que se imagina, essas encomendas não “voltam sozinhas”. A operação exige uma coordenação precisa entre o operador logístico, a companhia aérea e as autoridades fiscais. No último ano de operação em Viracopos, a FreteGlobal já gerenciou a devolução de mais de 160 mil encomendas que não obtiveram anuência de importação, garantindo o cumprimento da legislação de remessas internacionais e o rechaço sanitário quando determinado.
“Com o aumento exponencial do e-commerce e o volume cada vez maior de compras feitas nos mercados asiáticos, o problema dos marketplaces vão tomando proporções maiores com a legislação brasileira e buscar uma solução efetiva era urgente”, disse a CEO da FreteGlobal.



