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Ang pagtaas sa digital nga panikas nag-usab sa paagi sa pag-validate sa mga dokumento sa mga kompanya

Por Juliana Bauer Lomonaco Quinto, Gerente de Marketing da Access para Latam 

O Brasil registrou quase 7 milhões de tentativas de fraude digital apenas no primeiro semestre de 2025, o que representa uma tentativa a cada 2,3 segundos, segundo dados do Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian. O número é recorde e reflete uma alta de 29,5% sobre o mesmo período do ano anterior. A escalada não é coincidência: o movimento acompanha a massificação dos serviços financeiros digitais, a consolidação do Pix como principal meio de pagamento e, sobretudo, a chegada de ferramentas de inteligência artificial generativa ao arsenal dos fraudadores.  

Empresas de todos os portes do setor financeiro estão sendo forçadas a abandonar modelos tradicionais de verificação documental e adotar arquiteturas mais robustas, com o uso de automação e IA. O setor bancário e de cartões concentra mais da metade de todas as ocorrências envolvendo crimes digitais, respondendo por 53,7% das tentativas no primeiro semestre de 2025. O prejuízo potencial, ou seja, o valor que seria perdido se as fraudes não fossem barradas, alcançou R$ 39,8 bilhões no período, contra R$ 29,9 bilhões no intervalo correspondente de 2024.  

O problema também atinge o varejo digital. Segundo o Mapa da Fraude 2024 da ClearSale, foram 2,8 milhões de tentativas no e-commerce brasileiro, com R$ 3 bilhões em valores potencialmente perdidos e ticket médio fraudulento de R$ 1.072. Celulares, eletrodomésticos e informática são os segmentos mais visados.  

     

    A mudança mais significativa nesse ciclo de ameaças é o papel da inteligência artificial generativa como ferramenta de industrialização da fraude. A Sumsub aponta que o Brasil concentra 39% de todos os deepfakes detectados na América Latina, com incidência cinco vezes superior à dos Estados Unidos. No primeiro trimestre de 2025, os ataques com deepfake cresceram 700% em relação ao mesmo período do ano anterior, e as tentativas com documentos sintéticos avançaram 195%.  

    Segundo o Entrust Identity Fraud Report 2025, a fraude documental digital ultrapassou pela primeira vez a falsificação física, respondendo por 57% dos casos globais. Um em cada 50 documentos falsificados identificados em 2025 foi gerado por ferramentas de IA generativa. 

    A resposta do mercado brasileiro tem sido proporcional à ameaça. A 34ª Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária, conduzida pela Deloitte, apontou que os bancos brasileiros planejavam investir, no ano passado, um número 13% superior em relação a 2024. Cerca de 10% do orçamento de TI bancário é direcionado a cibersegurança e prevenção a fraudes, e 100% dos bancos entrevistados classificam o tema como prioridade estratégica. Os investimentos em IA, analytics e big data devem crescer 61% no ano, com 80% das aplicações concentradas em detecção de fraude e lavagem de dinheiro. 

    A mudança mais significativa nesse ciclo de ameaças é o papel da inteligência artificial generativa como ferramenta de industrialização da fraude. A Sumsub aponta que o Brasil concentra 39% de todos os deepfakes detectados na América Latina, com incidência cinco vezes superior à dos Estados Unidos. No primeiro trimestre de 2025, os ataques com deepfake cresceram 700% em relação ao mesmo período do ano anterior, e as tentativas com documentos sintéticos avançaram 195%.  

    Segundo o Entrust Identity Fraud Report 2025, a fraude documental digital ultrapassou pela primeira vez a falsificação física, respondendo por 57% dos casos globais. Um em cada 50 documentos falsificados identificados em 2025 foi gerado por ferramentas de IA generativa. 

    A resposta do mercado brasileiro tem sido proporcional à ameaça. A 34ª Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária, conduzida pela Deloitte, aponto que os bancos brasileiros planejavam investir, no ano passado, um número 13% superior em relação a 2024. Cerca de 10% do orçamento de TI bancário é direcionado a cibersegurança e prevenção a fraudes, e 100% dos bancos entrevistados classificam o tema como prioridade estratégica. Os investimentos em IA, analytics e big data devem crescer 61% no ano, com 80% das aplicações concentradas em detecção de fraude e lavagem de dinheiro. 

    A validação documental, especificamente, tornou-se uma arquitetura mais complexa, que o mercado denomina IDP, sigla para Processamento Inteligente de Documentos. A tecnologia combina captura e pré-processamento de imagens, classificação automática com aprendizado de máquina, extração por OCR inteligente, verificação cruzada em bases oficiais como Receita Federal, Senatran e TSE, além de biometria facial com prova de vida ativa ou passiva e análise forense de metadados. 

    Estudos de consultorias globais de tecnologia indicam reduções de custo de até 20% e processamento 34% mais rápido com a adoção integrada dessas camadas. 

    Na biometria, testes do NIST demonstram falha de apenas 0,2% nos algoritmos de topo, enquanto soluções brasileiras de validação de identidade digital reportam acurácia de 99,9%, processando dezenas de milhões de validações mensais. A lógica de defesa, contudo, migrou da biometria isolada para o que especialistas chamam de abordagem multicamadas: a identidade do cliente é validada de forma contínua ao longo do relacionamento, cruzando dados de dispositivo, comportamento de navegação, geolocalização e histórico transacional com as informações documentais e biométricas coletadas na entrada. 

    Do backoffice à arquitetura de segurança.  

    O que muitas empresas ainda não perceberam, entretanto, é que validar um documento na porta de entrada não basta quando o ciclo de vida interno desse documento é frágil. Uma vez aprovado, o contrato, o comprovante de renda ou a procuração precisa trafegar por um fluxo rastreável, com trilhas de auditoria imutáveis, controle granular de permissões, versionamento e políticas de retenção automatizadas. 

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