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Ship From Store Nacional da Eu Entrego mira 4 milhões de pedidos e entrega em até 2 dias

A Eu Entrego anuncia o lançamento do Ship From Store Nacional, solução que expande seu modelo pioneiro de coleta em lojas para conectar estoques físicos a qualquer destinodo Brasil, com entregas que podem ser realizadas em até dois dias na região sudeste. A novidade chega ao mercado apoiada por uma operação consolidada, com coletas diárias em mais de 500 cidades. A expectativa é movimentar cerda de 4 milhões de pedidos em 2026,podendo representar até 30% do faturamento da companhia no período.

Na prática, a modalidade permite que pedidos feitos em lojas físicas sejam coletados pela Eu Entrego e, dependendo do destino, encaminhados para parceiros estratégicos responsáveispela última milha, sob gestão centralizada da empresa. A operação combina a capilaridade das coletas locais com uma rede qualificada de distribuição nacional, garantindo padronização, rastreabilidade e controle de SLA ao longo de toda a jornada. Para pedidoslocais, o prazo é no mesmo dia, enquanto as entregas na região sudeste são realizadas em até dois dias, ampliando o alcance dos varejistas sem comprometer a experiência do consumidor.

A solução foi estruturada para aumentar a eficiência logística e reduzir custos em comparação a modelos tradicionais de envio. A otimização de rotas e a integração com parceirosestratégicos permitem ganhos relevantes de produtividade, ao mesmo tempo em que mantêm o nível de serviço. As coletas diárias diretamente nas lojas também aceleram o fluxo dos pedidos, diminuindo o tempo parado e aumentando a previsibilidade das entregas,o que se reflete em maior aderência aos prazos e melhor experiência para o cliente final.

Neste primeiro momento, a operação de coleta está concentrada na cidade de São Paulo, funcionando como base para validação e ganho de escala. A estratégia prevê expansão gradualpara outras regiões do país, com o objetivo de consolidar o sistema em nível nacional mantendo consistência operacional e padrão de serviço.

A operação é suportada por tecnologia proprietária da Eu Entrego, que conecta todos os elos envolvidos na jornada logística e garante rastreamento em tempo real, oferecendovisibilidade ponta a ponta e maior controle sobre cada etapa da entrega. “O Ship From Store Nacional nasce como uma evolução natural da nossa atuação, permitindo que o varejista utilize o estoque das lojas de forma estratégica para atender o Brasil inteiro,com velocidade, controle e eficiência. Nosso papel é integrar toda essa operação, garantindo padrão de serviço e previsibilidade, mesmo em uma malha logística complexa”, afirma Norton Canali, diretor comercial da Eu Entrego.

Quando a meta deixa de impulsionar e começa a travar resultados

*Por Denise Joaquim Marques, consultora de negócios especializada em Vendas e Marketing, com foco em estratégias de alta performance, liderança comercial e diferenciação de mercado  

Você sabe que o time pode mais e o seu time sabe que você sabe. Ainda assim, o mês fecha abaixo do esperado. Quando isso se repete, passa a ser padrão. E padrão, em gestão, normalmente apontapara uma decisão mal calibrada. 

Existe um ponto silencioso em que a meta deixa de orientar e passa a bloquear. Ele não aparece em reunião, não chega como feedback direto, não vira pauta. Mas está ali. É quando o profissional,diante de um objetivo que considera inalcançável, recalibra internamente o que acredita ser possível e passa a trabalhar dentro desse limite. Um limite menor do que o potencial real, menor do que o histórico e, muitas vezes, menor do que o que ele mesmo jáentregou. 

Não é falta de comprometimento: é ajuste de expectativa. Quando a meta parece distante demais, o esforço perde sentido. A energia muda, o ritmo desacelera, a ambição encolhe. Ainda que a equipe siga ativa, ela jogasem acreditar em grandes resultados.  

No outro extremo, metas fáceis também cobram um preço. Os resultados são alcançados, mas não constroem evolução. O time cumpre, mantém a rotina e segue sem tensão. Só que, quando o cenáriomuda e exige mais, falta repertório. Falta velocidade e preparo para responder. A zona de conforto, nesse caso, vira atraso. 

É nesse intervalo que a liderança de fato faz diferença. Definir metas não é só projetar número – é leitura de contexto, é entender o momento do mercado, o histórico da equipe, os recursosdisponíveis e o quanto aquele objetivo mobiliza sem travar. 

Uma boa meta provoca movimento. Ela tira o time do automático e não rompe a crença de que é possível chegar, ainda que exija mais do que foi feito até agora, sem ignorar a realidade. Certamente,haverá tensão, mas o suficiente para gerar ação e não para paralisar. 

Isso solicitará também mudança na forma de acompanhar. Não basta olhar o número no fim do mês. É preciso observar o que está sendo construído ao longo do caminho, qual a atitude, o comportamento, a consistência, a qualidadeda execução. Quando o foco está apenas no resultado, perde-se a chance de ajustar o que realmente produz esse desempenho. 

Equipes de alta performance nascem de metas que fazem sentido e não de metas extremas. Metas que são entendidas, assumidas e perseguidas, que pedem evolução, e, ainda assim, são reconhecidascomo possíveis. 

O ponto de equilíbrio na definição de uma meta não está em um lugar fixo, entre o difícil e o fácil. Esqueça isso! Ele está na capacidade de leitura ao longo do caminho, está em perceber quandoo desafio virou bloqueio e quando a facilidade virou acomodação. E, principalmente, estar atento ao propósito,  ao significado, à fome de conquista que conecta a equipe ao alcance da meta proposta, e fazer ajustes, antes que o time literalmente puxe a tomada. 

Seus líderes falam pela empresa todos os dias. Mas quem está orientando o que eles dizem? 

Por Marina Mosol e Mariana Hinkel, fundadoras da Agência NoAr

Nos últimos meses, executivos de empresas como Google, Microsoft e Meta passaram a comentar publicamente temas como inteligência artificial, regulação e mudanças de mercado antes mesmo de anúncios oficiais. Em muitos casos, são essas falas que orientam como o mercado interpreta os próximos movimentos dessas companhias.

Esse comportamento ganhou escala recente. Dados divulgados pelo LinkedIn no início de 2026 mostram que publicações feitas por executivos cresceram mais de 30% em engajamento global no último ano, superando, em muitos casos, o alcance dos perfis institucionais. Na prática, isso muda onde a reputação começa a ser formada e exige um novo nível de organização do PR.

Na rotina, esse efeito aparece de forma mais clara em três pontos:

1. Repetição com direção constrói reconhecimento

Executivos não precisam falar sobre tudo, mas precisam ser consistentes no que escolhem abordar.

Quando um mesmo tema aparece de forma recorrente, mesmo em contextos diferentes, ele começa a se fixar como parte da identidade daquela liderança. No PR, isso se aproxima da ancoragem temática: a ligação entre um nome e os assuntos que ele sustenta ao longo do tempo.

Esse reconhecimento costuma vir de alguns padrões simples:

  • o executivo volta ao mesmo tema em entrevistas, eventos e redes
  • aprofunda o assunto sob diferentes ângulos, em vez de só repetir opinião
  • conecta esse tema com decisões reais do negócio

Um exemplo claro aparece no setor de tecnologia de consumo. A Apple reforça há anos discussões sobre privacidade e proteção de dados. Esse tipo de repetição faz com que a marca seja lembrada pelo tema que sustenta, algo que aparece de forma consistente em campanhas, posicionamentos e decisões da empresa.

Com o tempo, o nome passa a carregar o tema junto.

2. Nem toda fala atravessa o tempo, algumas param no momento

Grande parte do que é dito no dia a dia desaparece rápido. Mas algumas falas continuam aparecendo, sendo citadas ou usadas como base para outras análises. O que muda não é o assunto é a forma.

No PR, isso aparece na capacidade de sustentação: quando uma fala consegue se manter relevante mesmo fora do contexto em que surgiu.

Isso fica mais evidente quando olhamos para diferentes setores. Um executivo que se limita a dizer que “o mercado está mudando” tende a desaparecer no fluxo de informações. Já aquele que explica quais forças estão por trás dessa mudança, como isso impacta o negócio e quais decisões estão sendo tomadas cria um conteúdo que continua sendo retomado.

Um ponto de reflexão ajuda a entender isso melhor: as falas das suas lideranças hoje ajudam o público a entender o que está acontecendo ou só registram que algo está acontecendo?

Quando existe explicação, o conteúdo continua circulando.

3. Mais vozes não significam mais clareza, sem alinhamento, acontece o contrário

À medida que diferentes executivos ganham espaço, a percepção da marca passa a ser formada pelo conjunto dessas falas.

Isso pode fortalecer ou confundir. No PR, esse trabalho aparece no alinhamento narrativo, garantir que, mesmo com vozes diferentes, exista uma direção clara sendo construída.

Na prática, isso pede alguns cuidados:

  • definir quais temas cada liderança deve ocupar
  • evitar sobreposição ou contradição entre falas
  • manter uma linha de raciocínio reconhecível ao longo do tempo

Hoje, a reputação se forma no que é dito sobre ela, inclusive por quem a representa. E, quanto mais essas falas se acumulam, mais elas influenciam a forma como a empresa passa a ser entendida no mercado.

BBM Logística estrutura frente de sustentabilidade e amplia frota elétrica

A BBM Logística iniciou a estruturação de uma frente dedicada à sustentabilidade e à construção de soluções logísticas de menor emissão de carbono. Como parte desse movimento, a companhia aderiu ao The Climate Pledge, criou um comitê interno voltado à agenda ambiental e vem ampliando os testes com veículos elétricos em suas operações urbanas e de distribuição.

A companhia passou a integrar o grupo de empresas signatárias do The Climate Pledge, compromisso global cofundado pela Amazon e pela Global Optimism, que reúne atualmente mais de 650 empresas em 49 países com a meta de neutralizar suas emissões de carbono até 2040 — dez anos antes do prazo estabelecido pelo Acordo de Paris.

Entre os compromissos assumidos pelos signatários estão a medição e divulgação periódica das emissões de gases de efeito estufa, a implementação de estratégias de descarbonização e a compensação de emissões residuais.

A iniciativa marca uma nova etapa da estratégia da empresa, que passa a consolidar uma agenda mais estruturada de sustentabilidade alinhada às transformações do setor logístico e às exigências crescentes de grandes embarcadores e operações de e-commerce.

Internamente, a BBM também criou um comitê voltado à consolidação de diretrizes e iniciativas relacionadas à sustentabilidade e à redução de emissões em suas operações. A proposta é integrar diferentes áreas do negócio na construção gradual de soluções logísticas mais eficientes e sustentáveis.

“Queremos deixar de atuar apenas de forma reativa e passar a levar ao mercado soluções sustentáveis estruturadas. É um movimento importante para posicionar a BBM como um operador logístico preparado para as novas demandas do setor”, afirma Luís Felipe Günther Bastos, diretor corporativo de operações da BBM Logística.

Na prática, a companhia já vem avançando nos testes de eletrificação da frota. Recentemente, a BBM adquiriu seu oitavo veículo elétrico — entre vans, caminhões leves e um triciclo — utilizados principalmente em operações urbanas e entregas de distribuição.

Segundo Bastos, os veículos têm papel estratégico no desenvolvimento de conhecimento operacional e na avaliação da viabilidade técnica e econômica dos modelos para diferentes tipos de operação.

“A viabilidade de operações com veículos elétricos ainda exige construção colaborativa com os clientes, independentemente do setor, seja indústria, varejo ou marketplaces. O custo de aquisição ainda é mais elevado e a infraestrutura no Brasil segue limitada, mas é um caminho sem volta e que precisa ser desenvolvido”, destaca.

Com presença nacional e atuação em diferentes segmentos da logística, a BBM busca integrar a sustentabilidade ao desenvolvimento de soluções mais customizadas e eficientes para seus clientes, especialmente em operações urbanas, nas quais a eletrificação já demonstra maior viabilidade operacional.

“Estamos no início dessa jornada, testando modelos e construindo soluções. A sustentabilidade já faz parte da estratégia de geração de valor da companhia”, conclui Bastos

Digitail Conference 2026 reúne líderes do varejo e indústria para discutirem o uso estratégico da IA e o novo papel do varejo digital no Brasil

A transformação digital deixou de ser tendência para se consolidar como motor central dos negócios. É nesse cenário que a Gouvêa Experience promove, no dia 16 de junho, o Digitail Conference 2026 que terá como tema “IA como Ecossistema de Negócios e com Resultados Comprovados”. No encontro, realizado na ESPM, executivos de grandes empresas do país discutirão como a inteligência artificial está redefinindo estratégias, transformando o consumo, mudando as operações, a competitividade e a relação com o consumidor.

Com uma agenda intensa ao longo do dia, o Digitail propõe uma visão prática e aplicada da IA, abordando desde produtividade interna até novas formas de engajamento e conversão no ambiente omnichannel.

Entre os destaques da programação está o painel sobre o omniconsumidor e como a inteligência artificial tem redefinido expectativas e experiências de compra. A discussão, mediada por Marcos Gouvêa, Fundador e Diretor-Geral da Gouvêa Ecosystem, trará reflexões sobre personalização em escala, eficiência operacional e os impactos das mudanças tecnológicas na relação entre empresas, consumidores e colaboradores.

Outro ponto central será o debate sobre dados proprietários como diferencial competitivo, com moderação de Eduardo Yamashita, CEO da Gouvêa Inteligência, e participação de Carolina Lantaller, diretora de trade marketing da Unilever. Já o painel sobre “Agentic Commerce” contará com moderação de Roberto Wajnsztok, Sócio-Diretor da Gouvêa Consulting, e participação de Lívia Masiero, Diretora Executiva de E-commerce do Grupo Boticário e Sérgio Ferraz, Diretor de E-commerce da Leroy Merlin.

Já o painel sobre competitividade reunirá Alan Barsi, Vice-presidente de Excelência Operacional e Customer da MadeiraMadeira, e Eduardo Sá, Diretor de Supply Chain da Natura, para discutir a eficiência operacional e entrega de valor. Na sequência, Graciela Kumruian, CEO da Netshoes, abordará a integração entre o físico e o digital.

O painel sobre marketing omnicanal orientado por inteligência artificial contará com Igor Cardoso, Head de Branding da Keetam e José Caporrino, Head de Criação da Chilli Beans. A discussão sobre o fator humano e liderança será conduzida por Caio Nalini Diretor de Gestão de Pessoas do Magazine Luiza, que trará uma perspectiva sobre cultura organizacional em tempos de transformação acelerada.

A programação inclui ainda apresentações de cases, momentos de networking e uma palestra de encerramento, reforçando o objetivo do Digitail Conference de conectar teoria e prática, tendências e resultados concretos.

Com uma curadoria voltada à aplicabilidade e à geração de valor, o Digitail 2026 é um dos principais fóruns para discussão do futuro do varejo e dos negócios digitais no Brasil, reunindo decisores que estão na linha de frente da transformação do setor.

Sobre a Gouvêa Experience

A Gouvêa Experience integra a Gouvêa Ecosystem e atua na vertical de experiências de marca, eventos e relacionamento com as principais lideranças do setor varejista no Brasil e no exterior. Suas missões internacionais e eventos proporcionam acesso direto às inovações e tendências que moldam o varejo global.

Sobre a Gouvêa Ecosystem

A Gouvêa Ecosystem é um ecossistema de consultorias, soluções e serviços que atua em todas as frentes do setor de consumo, varejo e distribuição. Fundada em 1988, é referência no Brasil e no mundo por sua visão estratégica, atuação prática e profunda compreensão do setor. É membro do Ebeltoft Group, consórcio global de consultorias especializadas em varejo.

Digitail Conference 2026

Data: 16 de junho de 2026

Horário: das 9h às 18h30

Local: Auditório da ESPM – Rua Doutor Álvaro Alvim, 123 Vila Mariana

São Paulo

Informações e inscrições:

https://www.sympla.com.br/evento/digitail-conference-2026/3302574

Treinamento em içamento offshore: por que é preciso aumentar a segurança

Em operações offshore, a movimentação de cargas está entre as atividades com maior potencial de risco. Dados da International Association of Oil & Gas Producers apontam que incidentes relacionados a operações de içamento permanecem entre as principais causas de acidentes graves na indústria de óleo e gás, frequentemente associados a falhas humanas, comunicação inadequada e leitura incorreta das condições operacionais.  

Análises de organismos internacionais indicam que uma parcela relevante desses eventos ocorre mesmo em ambientes tecnicamente estruturados, o que desloca o foco da discussão para a qualidade da preparação das equipes. 

No Brasil, embora não exista uma estatística consolidada específica para acidentes com cargas em ambientes portuários, os diferentes recortes disponíveis apontam para o mesmo vetor de risco. Dados do Ministério Público do Trabalho, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho, indicam que o setor de transporte, armazenagem e correio registrou mais de 40 mil acidentes de trabalho em 2023, com forte incidência em atividades ligadas à movimentação de cargas.  

Relatórios recentes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, publicados entre 2022 e 2023, também apontam falhas em operações de içamento, amarração e movimentação como ocorrências recorrentes em auditorias de segurança nos portos organizados. Estudos da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, como o levantamento técnico de 2021 sobre acidentes em operações logísticas, reforçam que eventos envolvendo queda de carga, esmagamento e falhas em equipamentos de içamento estão entre os mecanismos mais frequentes de acidentes graves.  

Por conta disso, operadores e prestadores de serviço têm feito uma revisão mais profunda dos seus modelos de capacitação. O treinamento deixou de ser um evento pontual, voltado a certificação ou cumprimento de norma, e passou a ser tratado como um processo contínuo, diretamente conectado à realidade da operação.  

Em ambientes offshore, onde variáveis como vento, movimento da unidade, visibilidade e interação entre equipes mudam rapidamente, a capacidade de interpretar contexto e tomar decisão sob pressão tornou-se tão relevante quanto o domínio técnico do equipamento. 

Impacto do comportamento e da comunicação 

Erros cognitivos, como excesso de confiança, viés de confirmação e falhas de comunicação situacional estão presentes em uma parcela relevante dos acidentes com içamento. Por conta disso, os treinamentos passaram a incorporar elementos de comportamento e percepção, além de trazer diferentes funções da organização para o contexto.  

Um comando mal interpretado, um atraso na resposta ou uma leitura equivocada de sinalização podem desencadear uma cadeia de eventos com impacto relevante. Por isso, empresas especialistas têm incorporado a simulação de interações que ocorrem no dia a dia das operações, refletindo a complexidade do ambiente offshore.  

Outro eixo importante é o uso de dados operacionais para retroalimentar a capacitação. Empresas mais estruturadas têm integrado registros de quase acidentes, desvios operacionais e eventos críticos aos programas de treinamento. Em vez de trabalhar com exemplos genéricos, os exercícios passam a refletir situações reais vividas pela própria operação. Essa abordagem aproxima o treinamento da prática e reduz a distância entre o que é ensinado e o que efetivamente acontece no campo. 

Além disso, a análise sistemática desses dados permite identificar padrões que dificilmente seriam percebidos de forma isolada. Frequência de falhas em determinados tipos de operação, recorrência de erros em interfaces específicas entre equipes ou inconsistências em procedimentos tornam-se insumos para revisão contínua do conteúdo de treinamento. O aprendizado deixa de ser reativo e passa a ser estruturado. 

Esse movimento tem um impacto direto na cadeia de comando dentro da operação. Quando a equipe é treinada com base em eventos reais, a percepção de risco se calibra de forma mais precisa. Operadores que já simularam as consequências de uma falha de comunicação durante um içamento em mar agitado reagem de maneira diferente diante da mesma situação no ambiente real. A memória construída no treinamento passa a funcionar como referência de decisão, reduzindo o tempo de resposta nos momentos em que parar a operação é a escolha mais segura. 

Simulação e formação prática: onde o método encontra o ambiente real 

A capacitação em içamento offshore não se esgota na dimensão comportamental. Ela precisa incluir, com igual profundidade, o conhecimento técnico sobre os equipamentos que compõem o sistema de elevação, as normas que regem sua especificação e os critérios que determinam quando um componente deve ser retirado de operação. 

Cabos de aço, lingas, manilhas, cintas e acessórios de içamento funcionam dentro de parâmetros técnicos precisos. A carga de trabalho segura de cada componente é definida a partir da aplicação específica, e ignorar esse dimensionamento, seja por desconhecimento ou por pressão operacional, é um caminho direto para falhas que a inspeção visual não consegue prever. Normas como a ABNT NBR ISO 4309, que estabelece critérios para descarte de cabos de aço em equipamentos de içamento, e as famílias NBR 13541 e NBR 15637 e suas referências, aplicáveis a lingas e cintas de elevação, fornecem o referencial técnico que precisa estar no repertório de qualquer profissional que atua nessa atividade. 

A inspeção periódica dos elementos de içamento é, nesse contexto, uma extensão do treinamento. Profissionais capacitados para identificar sinais de desgaste abrasivo, fadiga por flexão, corrosão localizada e deformações estruturais são capazes de agir antes que o problema se torne um evento. Incidentes com cargas em plataformas offshore geram paralisações, danos a equipamentos, custos de manutenção e, em casos graves, afastamentos e consequências irreversíveis para as equipes. 

Por Fernando Fuertes, Eng.º e Desenvolvedor de Novos Negócios da Acro Cabos.

Por fim, o caminho que as organizações mais maduras do setor vêm percorrendo é o de integrar comportamento, dados operacionais, simulação prática e conhecimento técnico dos equipamentos em um programa coeso e contínuo. Quando esse conjunto funciona de forma articulada, o treinamento deixa de ser um requisito a ser cumprido e passa a ser a base sobre a qual a operação se sustenta, mesmo quando o mar não colabora. 

J&T Express intensifica estratégia de marca no Brasil para ampliar a base de clientes locais

J&T Express – empresa global de logística especializada em entregas expressas para o e-commerce, listada na Bolsa de Valores de Hong Kong – passou a intensificar sua estratégia de comunicação no Brasil para aumentar a visibilidade da marca e ampliar a base de clientes locais.

A iniciativa, que parte de um plano mais abrangente de expansão no País, envolve o aumento da presença em eventos do setor, campanhas com influenciadores, ativações de marca em datas-chave para o varejo, impulsionamento nas redes sociais, bem como reforço em ações de relações públicas e relacionamento com a imprensa.

Dessa maneira, a empresa busca popularizar a marca e alcançar desde o microempreendedor e o pequeno lojista, que vendem online em menor escala, até o médio e o grande varejista, que despacham milhares de encomendas por dia.

“Depois de um hiato, em 2025, focado na expansão e na otimização da rede de entregas, da infraestrutura e da operação, retomamos os investimentos em marketing e comunicação para chegarmos ao público que ainda não nos conhece. Nesse ano, com uma agenda intensa de eventos e ações com influenciadores, imprensa e cliente final, esperamos popularizar a marca e tornar a J&T Express a empresa de logística mais lembrada pelos brasileiros, assim como já acontece no sudeste asiático, onde somos líderes”, afirma Boby Wang, diretor de Gerenciamento de Redes da J&T Express no Brasil.

A empresa já patrocinou em 2026 o VTEX Day e ao longo do ano participará em diversos outros eventos do setor, como a ExpoEcomm, o MAP Experience e o Fórum E-Commerce Brasil. Além disso, a J&T promoverá ativações de marca em datas importantes para o brasileiro, como, por exemplo, ações durante os jogos da Seleção na Copa do Mundo.“Depois de um hiato, em 2025, focado na expansão e na otimização da rede de entregas, da infraestrutura e da operação, retomamos os investimentos em marketing e comunicação para chegarmos ao público que ainda não nos conhece. Nesse ano, com uma agenda intensa de eventos e ações com influenciadores, imprensa e cliente final, esperamos popularizar a marca e tornar a J&T Express a empresa de logística mais lembrada pelos brasileiros, assim como já acontece no sudeste asiático, onde somos líderes”, afirma Boby Wang, diretor de Gerenciamento de Redes da J&T Express no Brasil.

A empresa já patrocinou em 2026 o VTEX Day e ao longo do ano participará em diversos outros eventos do setor, como a ExpoEcomm, o MAP Experience e o Fórum E-Commerce Brasil. Além disso, a J&T promoverá ativações de marca em datas importantes para o brasileiro, como, por exemplo, ações durante os jogos da Seleção na Copa do Mundo.

Samsung e Google revelam primeira prévia de novos óculos inteligentes

A Samsung Electronics e o Google revelam hoje novos óculos inteligentes1, apresentando pela primeira vez, durante o Google I/O 2026, dois modelos premium criados em parceria com as marcas Gentle Monster e Warby Parker. Projetados para funcionar como um dispositivo complementar ao smartphone, os novos óculos possibilitam acessar assistência por comando de voz e se conectar ao smartphone de forma integrada, tudo em um formato já familiar aos usuários.

Desenvolvidos em parceria com as marcas de eyewear, os óculos inteligentes combinam recursos avançados de AI com conforto e estilo, unindo a liderança da Samsung em engenharia de hardware e a tecnologia de AI do Google a um design premium de óculos. Cada marca traz uma abordagem própria ao dispositivo. Reconhecida por sua trajetória na moda eyewear, a Gentle Monster apresenta modelos com estética ousada e sofisticada, enquanto a Warby Parker aposta em designs refinados e atemporais.

Criados para compreender o mundo ao lado dos usuários em tempo real, os novos óculos inteligentes oferecem suporte para o dia a dia enquanto mantêm as mãos livres e cabeça erguida. Os usuários podem receber assistência de navegação ao perguntar, com a voz, para o Gemini, receber sugestões personalizadas, como uma cafeteria próxima no trajeto da caminhada, ou até fazer pedidos para retirada. Também é possível receber resumos de notificações importantes e adicionar compromissos ao calendário. Entre os recursos adicionais estão traduções em tempo real com áudio sincronizado à voz do interlocutor, além da capacidade de traduzir textos em menus ou placas dentro do campo de visão do usuário. Em fluída integração com o ecossistema Galaxy, o dispositivo ajuda a gerenciar tarefas do cotidiano e capturar fotos com praticidade, sem precisar tirar o smartphone do bolso.

Tray amplia oferta de IA para PMEs e automatiza operação de e-commerce em múltiplos canais 

A Tray, plataforma de e-commerce da LWSA, anunciou a ampliação de sua oferta de soluções de Inteligência Artificial voltadas a pequenos e médios lojistas. Integradas de forma nativa ao painelda plataforma, as novas funcionalidades automatizam etapas da operação online – da criação de lojas e anúncios à publicação em marketplaces – e buscam aumentar a eficiência, a escalabilidade e a capacidade de vendas dos empreendedores em diferentes canaisdigitais.

Com a nova oferta, a empresa amplia sua estratégia de acelerar negócios de todos os tamanhos, especialmente de empreendedores em início de operação, que passam a contar com mais autonomia para gerenciar o negócio e ampliar suas chances de crescimento no e-commerce.

De acordo com a empresa, os novos recursos permitem que PMEs ganhem produtividade para operar simultaneamente em lojas próprias, marketplaces e outros canais digitais. O segmento de e-commerce da LWSA reúne mais de 211 mil lojistas, que movimentaram R$ 20,3bilhões em vendas no 1T26, considerando o GMV transitado pelo ecossistema, incluindo lojas próprias, marketplaces, ERP e integradores.

IA nativa e acessível: o avanço na democratização tecnológica

A Tray aposta em uma aplicação mais integrada e simplificada de IA para plataformas de e-commerce. Entre os principais diferenciais está a integração nativa da tecnologia ao painel administrativo da plataforma. Os novos recursos foram desenvolvidos para usodireto pelo lojista, independentemente de experiência prévia, ampliando o acesso à tecnologia no contexto das PMEs.

“Como parceiros da jornada do empreendedor, entendemos que, ao investir em IA, precisávamos trazer soluções que realmente impactassem a operação, como precificação e padronização de anúncios – um desafio para quem vende em múltiplos canais ao mesmo tempo, jáque cada plataforma possui exigências diferentes de imagem e descrição. Ao trazer a IA para o centro do negócio, ajudamos esse empreendedor a ganhar escala e mais resiliência no primeiro ano do e-commerce”, afirma Thiago Mazetto, diretor-geral da Tray.

Entre os destaques está o Wizard com IA, um assistente que permite criar uma loja virtual completa em minutos, configurando automaticamente categorias, SEO, identidade visual e páginas institucionais. Correção inteligente de anúncios – inicialmente para Amazon–, publicação automatizada em marketplaces e criação de landing pages, categorias e conteúdos institucionais via IA são outras funcionalidades. Tudo operado por comandos simples, em linguagem natural.

A principal mudança para os lojistas está no impacto operacional. Enquanto a automação tradicional executa tarefas pré-definidas, os novos recursos baseados em IA passam a analisar dados em tempo real e sugerir ações para otimizar a operação, aproximando oe-commerce de um modelo mais autônomo.

Entre os principais benefícios estão a economia de tempo, o ganho de escalabilidade e o aumento da inteligência de negócio, com acesso facilitado a informações sobre comportamento do consumidor e oportunidades de venda incorporadas à operação.

LWSA tem investimentos de IA em todo ecossistema

As iniciativas da Tray integram a estratégia de adoção de Inteligência Artificial em todo o ecossistema do grupo, que consolidou, no último ano, seu core business na oferta de soluções tecnológicas para o e-commerce. A IA já faz parte das operações de unidadescomo o Bling, voltado à gestão de lojistas. A Octadesk conta com o Woz, solução que automatiza grande parte das interações de atendimento ao cliente.

De acordo com Rafael Chamas, CEO da LWSA, a IA está integrada à infraestrutura da operação. “A LWSA está na infraestrutura operacional do e-commerce brasileiro, com dados estruturados, workflows críticos integrados, domínios operacionais conectados, governançae capacidade de execução. Essa é exatamente a camada sobre a qual agentes de IA precisam operar para funcionar. Não somos apenas uma interface; somos a base que viabiliza uma operação confiável”, destaca.

Pesquisa GPTW Varejo 2025 destaca empresas que superaram crescimento do PIB brasileiro

O Great Place To Work® (GPTW), consultoria global referência em cultura organizacional e ambientes de trabalho saudáveis, acaba de divulgar a 12ª edição do Ranking das Melhores Empresas para Trabalhar™ – Varejo 2025. O estudo contou com a participação de 294 empresas, impactando mais de 555 mil colaboradores em todo o país.

Ao todo, 60 organizações foram reconhecidas por suas práticas consistentes de gestão de pessoas. Entre as premiadas, estão 10 empresas de pequeno porte20 de médio porte20 de grande porte e 10 classificadas como super grandes.

As companhias vencedoras estão distribuídas em 16 estados brasileiros. O estado de São Paulo lidera com 15 empresas premiadas, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul, com sete cadaSanta Catarina aparece com seis organizações reconhecidas, enquanto Ceará e Distrito Federal contam com cinco cada.Mato Grosso e Minas Gerais somam três empresas premiadas cada, e o Rio de Janeiro registra duas. Já Alagoas, Amazonas, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Rondônia e Roraima possuem uma empresa premiada cada.

De acordo com o levantamento, as Melhores Empresas para Trabalhar no Varejo apresentaram crescimento de 16% no faturamento em 2025, superando o avanço de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no mesmo período. 

Perfil etário

A análise revelou mudanças pontuais na distribuição etária dos colaboradores em 2025. Os profissionais entre 45 e 54 anos passaram a representar 12% do total, com leve variação de um ponto percentual, enquanto a participação daqueles com 55 anos ou mais cresceu 2% em relação ao ano anterior. A faixa etária de 35 a 44 anos permaneceu estável, concentrando 24% dos colaboradores. Por outro lado, o grupo de 26 a 34 anos, que era majoritário em 2023 com 33%, apresentou retração de quatro pontos percentuais, alcançando 29% em 2025. Já os profissionais com até 25 anos mantiveram-se como o maior grupo entre as empresas premiadas do setor, representando 30% do total, mesmo com uma oscilação de um ponto percentual em relação ao ano anterior.

Tempo de casa

O tempo de permanência nas empresas reforça a alta rotatividade característica do setor varejista, que lidera entre os segmentos com maior concentração de profissionais com pouco tempo de casa. Em 2025, 49% dos colaboradores tinham até dois anos de empresa, um aumento de 5 pontos percentuais em relação a 2024. A participação de profissionais com dois a cinco anos de empresa também cresceu, passando de 22% para 24%. Já o grupo com seis a dez anos registrou leve avanço, atingindo 14%.

Por outro lado, houve redução na parcela de colaboradores com maior tempo de casa: aqueles com 11 a 15 anos apresentaram queda de nove pontos percentuais em relação ao ano anterior. E os profissionais com longas trajetórias seguem como minoria, com apenas 3% concentrando-se nas faixas de 16 a 20 anos ou acima de 20 anos de empresa.

Perfil por gênero 

Neste recorte, a pesquisa mostra que as empresas de varejo reconhecidas no ranking GPTW se destacam pela maior representatividade feminina, com 53% de mulheres em seus quadros. Esse percentual posiciona o varejo entre os três rankings setoriais com maior presença de mulheres. Ainda assim, o índice está dois pontos percentuais abaixo do registrado em 2023. 

Liderança

A análise da relação entre gênero e níveis de gestão revela avanços na participação feminina em 2025. Na alta liderança, as mulheres passaram a ocupar 28% dos cargos, um crescimento de cinco pontos percentuais em relação aos 23% registrados em 2023.

Na média liderança, houve leve aumento de um ponto percentual, retornando ao patamar de 2023, com 43%. Já nas demais posições de liderança, o avanço foi mais significativo, com a participação feminina alcançando 49% em 2025.

Os dados indicam que, embora as empresas premiadas no ranking GPTW Varejo 2025 se destaquem em comparação à maioria das listas setoriais pela maior presença feminina em cargos de liderança, ainda há desafios a serem superados para fortalecer a diversidade degênero em todos os níveis de gestão.

Índice de Inovação (IVR)

Em 2025, 42% das empresas premiadas operam no estágio funcional de inovação, avanço de quatro pontos percentuais em relação ao ranking anterior e 12% com relação a 2023. No entanto, o estudo também identificou uma redução de três pontos percentuais (14%) em relação ao último ranking, de empresas nos estágios acelerado de inovação. A pesquisa reforça que a capacidade de adaptação e inovação vem se fortalecendo entre as empresas premiadas, apesar de as organizações em estágio de atrito ainda representarem a maioria com 44 pontos percentuais. 

Fatores de permanência

A pesquisa identificou que a remuneração apresentou crescimento de cinco pontos percentuais em relação a 2024 e de sete pontos percentuais quando comparada a 2023. A qualidade de vida também registrou avanço, com alta de quatro pontos percentuais de 2024 para 2025, enquanto a estabilidade cresceu dois pontos percentuais no mesmo período.

O alinhamento de valores manteve-se estável, com 10%. Já a oportunidade de crescimento, embora siga sendo o principal motivo de permanência entre os colaboradores das empresas premiadas, citada por 36% dos respondentes, apresentou redução de 11 pontos percentuais em relação a 2024.

Confira o ranking neste link:

https://conteudo.gptw.com.br/estudo-ranking-varejo-2025