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ID Logistics Amplia Participação Feminina em Cargos de Liderança

A ID Logistics Brasil, que faz parte do grupo líder europeu de logística de mesmo nome, presente em 19 países, acaba de ampliar para todas as suas 2.561 (47,12% do quadro ) colaboradoras, do total de 5.436 pessoas, distribuídas por 72 sites em todo o Brasil, programa corporativo exclusivo voltado ao desenvolvimento da liderança feminina. O IDelas quer levar as mulheres da empresa a posições importantes para que sejam cada vez mais protagonistas de suas histórias e da história da empresa[CA1] [CA2] .

Quatro mulheres dão seu testemunho de como é construir carreira na área da logística, segmento conhecido pela ampla presença masculina. Falam da sua opção profissional pela logística, pela agilidade intrínseca à dinâmica pulsante dos centros de distribuição, a energia do fazer acontecer e a agilidade que transforma desafios em soluções. De como superaram e superam as manifestações de preconceito, sustentadas não apenas por sua competência, mas também com o trabalho contínuo e consistente da empresa em zerar esse tipo de comportamento. Contam com entusiasmo o seu sucesso com brilho nos olhos e de como é trabalhar uma empresa que as apoia, as acolhe, as orienta, as incentiva e dá suporte.

O IDelas tem como como base três pilares: Autoconhecimento, Comunicação e Posicionamento. O conteúdo engloba os temas Solidariedade, que visa estimular as participantes a entenderem o seu poder, criando igualdade de gênero; Empreendedorismo e Excelência, que pretende incentivar as colaboradoras a terem iniciativas de inovar e vender suas ideias; e Altos Padrões que pretende levar às participantes à atingirem o nível de exigência voltado a entrega de resultados.

De acordo com levantamento de 2025, realizado pela ABOL – Associação Brasileira dos Operadores Logísticos, apenas 10% da força de trabalho da logística no Brasil é composta por mulheres. Na filial brasileira do Grupo ID Logistics, que se consolida como um dos principais operadores logísticos do País, elas representam 47,12% do quadro de colaboradores.

Essas e outras iniciativas traçadas e conduzidas com visão e comprometimento pela atual diretoria – um time de executivos brasileiros, liderados pelo CEO Gilberto Lima – impulsionaram a empresa a dobrar de tamanho nos últimos três anos.

NOS BASTIDORES DESSE CRESCIMENTO ESTÃO MUITAS MULHERES

Larissa Fernandes acorda e às 6h da manhã já está na academia, mantendo a disciplina que leva também para o trabalho. Treino concluído, ela parte para Ribeirão das Neves, na região metropolitana da Belo Horizonte, Minas Gerais, onde está localizado o maior centro de distribuição da região. Lá ela chega pontualmente às 8h, senta-se a sua mesa onde lidera, transforma e inspira.

Aos 28 anos, Larissa é gerente de um Fullfilment Center de 50 mil m², que opera para um dos maiores players mundiais de e-commerce e abriga cerca de 450 colaboradores. Um desafio de grande porte conduzido com muita determinação.

 “Depois de cursar engenharia de produção, entrei como trainee em um operador logístico e não sei dizer o que mais me faz brilhar os olhos, eu fui moldada na logística” diz categórica.

“O tempo corre diferente na logística, um ano de atuação na área equivale a cinco anos. É quase uma experiência de vida igual à minha idade porque é um ambiente extremamente dinâmico e acelerado”, conta.

Segundo ela, a ID Logistics tem uma presença muito forte em Extrema, MG, onde trabalhava em outro operador, e conhecia a sua capacidade, seus procedimentos e altos padronizações.

“Eu entrei na empresa muito voltada para o desafio. Eu ia para a posição de gerente de site com muitas responsabilidades e com muitas áreas suporte como segurança do trabalho, recursos humanos, segurança patrimonial, de qualidade e treinamento”, explica.

Já atuando à frente da operação afirma que “omo mulher, pela minha sensibilidade, não vou olhar o armazém do ponto de vista do que entra e do que sai. Apesar de aqui lidarmos com produtos de todos os tipos, eles não são nossa propriedade. A nossa principal responsabilidade aqui são as pessoas. O que a gente coloca aqui é a expertise, é a emoção. É o desenvolvimento dos colaboradores, o relacionamento entre eles, esse é nosso principal bem”.

“Aqui a gente cuida do fator humano para cuidar bem dos produtos do cliente”, explica. “Isso traz não só resultados positivos para engajamento e melhorias, mas para as próprias pessoas também, que se sentem valorizadas e acabam crescendo como profissionais”, afirma.

QUANDO A LOGISTICA CHEGA E TE FAZ MUDAR DE RUMO

 Luciana Lacerda começou dando aulas do pacote Office e Corel Draw. Um dos seus alunos enxergou nela talento e a convidou para trabalhar no setor de TI da McLane Company, uma das maiores empresas americanas de distribuição, que na época operava no Brasil como operador logístico, mas já não está mais no Brasil. Então em 1999, dava seu primeiro passo no mundo da tecnologia e em 2008, ela assumia a Coordenação de Sistemas.

“Gosto da área de logística pelo seu dinamismo, as coisas acontecem muito rápido. A gente ganha um cliente e temos de 3 a 4 meses para concretizar um projeto. Então acho que é essa dinâmica que me encanta”, afirma

Em 2013, a McLane vendia as operações para uma concorrente europeia. Luciana permaneceu e continuou crescendo por mais 13 anos e depois assumiu também a área de projetos com foco em melhoria contínua e então migrou para operações. “Eu já tinha traçado para mim o caminho de operações e em 2020 passei para a diretoria”, conta.

“Ao longo da minha carreira, eu passei por várias áreas e isso me capacitou estar à frente das operações. Eu desenhei operações, eu vendi operações, eu implementei operações e fiz melhorias”, conta. Eu via os diretores operacionais e sabia que podia estar naquele lugar também, fazendo um trabalho com mais qualidade”, relembra.

Em 2025, Luciana foi contratada para ser a Diretora de Operações da ID Logistics Brasil. “Foi uma decisão muito acertada, realmente foi uma mudança de patamar. A ideia de cuidar de mais de 60 operações no Brasil, eu vi isso como um desafio e uma oportunidade de crescimento”, conta.

Na ID Logistics, a diretoria é muito coesa, aqui o time é muito unido, é um time que trabalha em prol de um objetivo. Todo mundo é respeitado e entrega resultados. Ela tem no DNA a inovação e eu acho isso fantástico. Não é só discurso. É realidade dentro das operações”, afirma.

A gente quer ver cada vez mulheres sendo capacitadas para assumirem cargos de liderança com programas como o IDelas, que é uma formação específica para elas assumirem cargos de gestão. É o que a gente almeja como empresa e como mulher”, afirma.

TODAS COMEÇARAM A TRAÇAR OS SEUS CAMINHOS MUITO CEDO

Najla Maroun, 45 anos, começou a trabalhar aos 15 anos para ajudar no sustento da família. Foi dona de confecção por pouco mais de seis anos, mas era um setor muito competitivo e decidiu partir para trabalhar na área de TI, mesmo graduada em Ciências Econômicas. Passou a dar consultorias fiscal e contábil e transitou por vários segmentos, até chegar à ID Logistics.

“Eu estava cansada da consultoria, cada dia estava em um lugar solucionando problemas pontuais. Surgiu a oportunidade de atuar na área de TI da empresa e aceitei”, conta ela.

Najla entrou no começo da ID Logistics no Brasil e teve a oportunidade de pegar projetos do começo ao fim, como a implantação do sistema TMS e BMS.

A ID Logistics é muito aberta a ideias. Tem uma ideia, faz. Aqui tenho total liberdade, assim como toda a área de TI. E você é reconhecido por isso. Tanto que eu virei coordenadora de TMS, depois da BMS, até virar gerente de TI”, conta.

Inclusive tivemos a oportunidade de implantar a inteligência artificial na empresa, na parte de RH o e-learning, depois o Andon na operação e o Check List, solução criada e desenvolvida por nós. O meu escopo cresceu por causa dessas oportunidades”, explica.

Na ID Logistics, eles se abriram para me conhecer e entender as minhas limitações e as minhas coisas maravilhosas. Aqui souberam me acolher, até porque sou autista. Tive muito acolhimento, principalmente dos meus chefes, dos meus colegas de trabalho”, conta.

O DESPERTAR DE UM PROPÓSITO CAPAZ DE REDIRECIONAR CARREIRAS

Caroline Apezzatto entrou na logística quase por acaso, mas encontrou ali o que se tornaria seu grande caminho. Na época, trabalhava na Amcham (Câmara Americana de Comércio), na área de Promoção Comercial do Setor de Comércio Exterior, liderando um projeto estratégico.

Um de seus patrocinadores era um 3PL e, sem perceber, ela passou a conectar demandas entre a McLane Company e potenciais clientes, apoiando empresas americanas que chegavam ao país, entendendo desafios da cadeia e se aprofundando no negócio para viabilizar entregas.

Quando vi, já estava completamente envolvida no universo logístico e foi ali que descobri uma paixão que mudaria toda a minha trajetória profissional”, conta.

Nesse movimento, inclusive, em 2011 que Caroline conheceu Luciana. A afinidade profissional virou aliança: juntas, atravessaram diversos desafios, uma parceria que se fortaleceu ao longo dos anos e segue guiada por propósito, entrega e visão compartilhada, agora dentro da ID Logistics.

Ao longo dos anos, Caroline transitou por diversas áreas: comercial, gestão de contratos e projetos, mas muitas vezes, atuou no piso da operação, mergulhando nos processos para buscar melhorias e apoiar resultados. “Cada etapa reforçou minha paixão por transformar estratégia em resultado e por construir times que entregam performance com propósito. A logística me ensinou a força que nasce quando unimos técnica, sensibilidade e colaboração.”

A combinação de propósito, entrega e empatia, hoje se reflete na liderança

de Caroline, que acredita profundamente no poder do exemplo e no impacto de criar ambientes onde mulheres se sintam preparadas, seguras e encorajadas a crescer. Sua trajetória, construída com coragem e consistência, tornou‑se combustível para impulsionar outras mulheres do seu time a ocuparem espaço, ampliarem voz e assumirem novos voos dentro da ID Logistics.

Desde que entrei na ID Logistics, há 11 anos, vivi um período intenso de muito crescimento e aprendizado da subsidiária local. E, acima de tudo, encontrei uma empresa alinhada aos meus valores: um lugar onde fazer a diferença para as pessoas é tão importante quanto entregar resultados para o negócio.”

Mais recentemente, o maternar trouxe novas camadas ao seu olhar profissional. “Ser mãe ampliou minha compreensão sobre o equilíbrio entre múltiplos papéis, sobre coragem, empatia e sobre o diferencial que nós, mulheres, imprimimos nos espaços que ocupamos. Também reforçou a importância de sermos felizes em todas as nossas facetas e de ocuparmos posições de liderança com autenticidade.” Essa transição veio acompanhada de acolhimento: ela alega que pode viver esse momento sem abrir mão de sua trajetória, com apoio genuíno e respeito.

QUANDO É PRECISO ENCARAR O PRECONCEITO

Por Larissa:

Eu convivo com dois estigmas: de gênero e de idade. Ao logo da minha carreira, por vezes ouvi comentários tipo “mas tão novinha assim”, o comentário blindado, que parece sem intenção nenhuma, até positivo, mas você sabe que tem um quê de surpresa e até de questionamento de mérito. Mas eu logo penso beleza, pode achar que eu sou mulher, novinha, mas me coloca para trabalhar que a gente conversa em cima dos resultados. E é assim entrou por um ouvido e saiu pelo outro” conta.

Mas ao mesmo tempo eu nunca me senti reprimida ou inferior por trabalhar em um ambiente onde impera o masculino, que é o ambiente de operações. Sou confiante no que sei e ajo de acordo com os meus valores, seguindo o meu senso de ética e justiça”, afirma ela.

Por Caroline:

“Como muitas mulheres que ingressam cedo em um setor majoritariamente masculino, enfrentei dúvidas, olhares enviesados e questionamentos sobre a capacidade da “menina” doce, delicada e determinada a fazer o seu melhor. Mas, com o tempo, com técnica, comprometimento e resultados consistentes, passei a ser vista como realmente sou: forte, focada em resultado, firme nas decisões, resiliente e preparada para atuar de igual para igual, competindo de frente e abrindo meus próprios espaços.”

Por Najla

Eu nunca cheguei a passar por uma situação constrangedora porque a minha postura é mais impetuosa. Sou filha de libanês e a gente é criada um pouco na realeza, é homem que tem que fazer as vontades da mulher. A cultura é machista, mas o meu pai teve a “infelicidade” de casar com a minha mãe (brasileira) nada machista, então ela não se dobrou”, explica Najla.

E continua: “Mas eu entendo que tem alguns comentários tipo, quando estou estressada, não é porque estou atarefada ou porque estou passando por um momento específico, é porque estou carente, porque estou de TPM. Hoje o comentário é de brincadeira, mas já foi mais taxativo. Mas mesmo na brincadeira, se não gosta não pode deixar passar”.

Por Luciana:

A diretora de Operações remete ao passado e conta que Company, por exemplo, o vestuário para trabalhar tinha regras muito rígidas, eram diretrizes da própria empresa. Uma mulher não podia vestir camiseta regata ou usar uma saia que não estivesse na altura do joelho.

“Se não seguíssemos essas regras éramos advertidas. E isso foi flexibilizando ao longo do tempo. Por exemplo, apesar de ser diretora, estou de terninho, mas usando tênis. Eu abandonei o salto faz pelo menos uns 5 anos, e só coloco em reuniões com clientes. Mas no dia a dia, tem que ser prático, temos de estar confortáveis, não dá mais para ter esse sofrimento que tínhamos em anos anteriores”.

O QUE FAZER PARA REDUZIR A ZERO O PRECONCEITO

Luciana explica que a orientação é coibir situações de assédio dentro das operações. “Essas mulheres são chefiadas por líderes que na visão delas têm o poder, por exemplo, de demíti-las, dessa forma podem se sentir coibidas a ter algum tipo de reação.”

“Temos um canal de ética que funciona muito bem e protege o denunciante e realiza de forma contundente as investigações”, complementa.

O trabalho intensivo é realizado junto às lideranças, que estão próximas dos demais colaboradores, para que o comportamento deles seja ajustado ao que deveria ser o padrão de respeito.

A gente vem trabalhando muito isso com o Recursos Humanos para que a gente tenha mais operações sem preconceito, essa é nossa bandeira, esse é o conceito da empresa”. “É o que pregamos com os regionais e que a gente desdobra também para nossos gerentes das operações”, diz.

“Isso inclui treinamentos de ética, comportamentais, com investimento contínuo no desenvolvimento de líderes para que conduzam times de forma engajadora. “As pessoas passam a maior parte de suas vidas nas operações. Então, que seja em um ambiente saudável e de respeito, para que elas consigam enxergar oportunidades de crescimento”, explica.

Há também um compromisso com equidade e oportunidades, rompendo com viéses históricos. “Nós temos que gerar equidade e oportunidades e tirar esse viés do passado, do patriarcado, coisas que não cabem mais e nunca deveriam ter existido”, afirma.

É difícil, mas estamos dando um passo importante. Essas iniciativas partem do setor privado, mas estamos todos no mesmo barco, nesse mesmo caminho e eu acredito que isso faz uma mudança importante na cultura da sociedade. Então eu acho que a gente está no caminho certo”, afirma.

Luciana conclui, mencionando a inclusão: “Nós damos oportunidades iguais para todos, homens, mulheres, PCDs. Esse viés discriminatório não cabe mais na nossa empresa”.

O QUE DIZER PARA A MULHER QUE ESTÁ CHEGANDO

É possível se tiver as ferramentas certas e força de vontade. É importante que a pessoa procure uma empresa que forneça essas ferramentas. É possível chegar em qualquer cargo como eu cheguei. Estou à frente da Diretoria de Operações em um segmento com predominância masculina”, diz Luciana.

“Comece, não pense duas vezes porque é mulher, porque é nova. Tem que ter confiança e a humildade de saber no que você no que é boa e o que precisa desenvolver, aprender, mas confiante de suas habilidades. Temos total condição de conquistar o nosso espaço, comprometidas e dedicadas ao que a gente se propõe a fazer, então é só começar”, afirma Larissa.

Aprendi o poder que temos de nos transformar e de fortalecer o ambiente à nossa volta por meio da empatia. A logística é um setor vibrante, desafiador e repleto de possibilidades para quem acredita na força da transformação. Eu diria para as mulheres que estão chegando: não tenham medo de se lançar em novas áreas, de aprender na prática, de se aproximar da operação e entender o negócio de verdade. Isso foi o que guiou minha carreira.”, posiciona Caroline.  

 Além de estudar, porque na área de TI sempre há algo novo, eu diria que quando passar por uma situação de preconceito não é precisa se calar, porque tem a mesma força de qualquer homem. Irá chegar mais longe entregando trabalho, entregando verdade. Eu quando venho pra cá, venho para entregar o meu melhor, entregar soluções”, finaliza Najla.

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