Você sabia que empresas logísticas chegam a gastar um quilo de filme plástico apenas para manter a carga presa ao pallet de transporte? O material descartável não pode ser reaproveitado pelo setor e é descartado após o uso. Conhecido como ‘stretch’, a solução ainda é utilizada por quase todo setor logístico, mas o cenário pode mudar com uma inovação brasileira: as cintas reutilizáveis. O recurso desenvolvido pelo engenheiro Leandro da Silva Hiebl, CEO da AgilFix, já impediu o uso de mais de 7500 toneladas de plástico em uma década de comercialização.
O executivo explica que, além de gerar um volume massivo de resíduos, o plástico descartável representa um custo recorrente elevado para as empresas. “Em um cenário em que práticas ESG ganham protagonismo, reduzir esse desperdício deixou de ser apenas uma questão ambiental e passou a ser também uma decisão estratégica. O empresário conta que, fazendo a troca, é possível obter o Retorno sobre Investimento (ROI) em até três meses em alguns casos”, afirma.
Sustentabilidade como pilar estratégico da logística
O CEO da AgilFix, que hoje produz cerca de 17 mil cintas reutilizáveis por mês e já conta com os produtos em praticamente todo território nacional, destaca que os temas da sustentabilidade e das práticas ESG se tornaram um pilar que as empresas logísticas precisam alcançar para crescer no mercado. No entanto, o investimento neste tipo de solução reutilizável não é apenas uma decisão guiada pela cultura das empresas, mas, sobretudo, pela eficiência financeira e operacional.
Para facilitar essa análise, a AgilFix desenvolveu uma calculadora própria, que estima a economia e a redução de emissões de CO₂ com base no volume de pallets movimentados. Ao substituir um insumo descartável por um produto reutilizável com vida útil de até 5 anos, a AgilFix transforma a lógica de consumo dentro da logística, mostrando que eficiência operacional e sustentabilidade podem caminhar juntas. O ganho não é só ambiental e financeiro: em termos de produtividade, a solução também se destaca, com aplicação em menos de 45 segundos por pallet, chegando a ser até três vezes mais rápida do que o uso do filme stretch.
Outro ponto, é que com os conflitos no Oriente Médio, o preço do plástico no mercado brasileiro passou por reajustes expressivos com a alta do petróleo. Nesse sentido, Hiebl explica que a demanda por soluções reutilizáveis segue uma trajetória de ascensão nos últimos meses e pode indicar uma escolha sustentável e economicamente mais segura para lidar com diferentes cenários geopolíticos. “Na ponta do lápis, as soluções reutilizáveis são a melhor escolha, o que falta é uma ampliação no interesse das empresas em mudar um modelo tradicional para um mais eficiente”, conclui o executivo.


