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Pesquisa aponta tendências e oportunidades logísticas para a Black Friday de 2025

Como tendência para a Black Friday de 2025, as regiões Sudeste e Sul são apontadas como os principais pólos logísticos esse ano, tanto na origem quanto no destino dos pacotes no país. Os dados são do levantamento do Mapa da Logística, realizado pela Loggi, com base em análises preditivas e inteligência de dados considerando as perspectivas de movimentações de pacotes do último ano. A pesquisa apresenta, pela primeira vez, uma seção dedicada à data, destacando tendências e previsões para um dos períodos mais importantes do varejo digital. O estudo ainda prevê aumento expressivo na movimentação de mercadorias nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, refletindo a expansão geográfica do consumo online no Brasil.

Entre as categorias com maior potencial de crescimento para a data estão cosméticos e perfumaria; seguido de vestuário e moda; calçados, eletrônicos e informática; artigos esportivos e alimentos. Também podem ganhar destaque os segmentos de jóias e bijuterias; jogos e brinquedos; além de papelaria, livraria e impressão gráfica — evidenciando a diversificação no perfil de compras e nas oportunidades para negócios de diferentes nichos.

Em relação ao valor médio por pedido, o estudo revela expectativas distintas conforme o porte do negócio. Para grandes marcas, o possível ticket médio é de R$ 197, enquanto os pequenos podem registrar média de R$ 184, reforçando a relevância das PMEs e marcas independentes em categorias e produtos com boas perspectivas de ganhos. 

Interior do Brasil movimenta o e-commerce de PMEs

Ainda de acordo com o Mapa da Logística, o e-commerce brasileiro tem se expandido para regiões que antes registravam menor presença nesse setor. O estudo revela que as pequenas e médias empresas (PMEs) – localizadas em capitais como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Brasília (DF) – apresentaram crescimento expressivo de 194% no envio de pacotes para consumidores de cidades do interior, como Niterói (RJ), Ribeirão Preto (SP), Sorocaba (SP), São José dos Campos (SP) e Vila Velha (ES). Esse movimento evidencia o avanço da digitalização do consumo fora dos grandes centros urbanos e reforça a importância da logística na conexão entre diferentes regiões do país.

Além disso, há outro dado que confirma a dinamização das vendas online: o aumento de 80% no volume de pacotes enviados por empresas situadas em cidades do interior, como São José dos Pinhais (PR), Brusque (SC), Joinville (SC), Serra (ES) e Londrina (PR), com destino a outras cidades interioranas como Santos (SP), Jundiaí (SP), Uberlândia (MG), Maringá (PR) e São José do Rio Preto (SP). Esse dado mostra que o interior também se consolida como polo emissor e receptor de compras online, ampliando a circulação de produtos fora dos grandes centros metropolitanos.

PMEs optam por pontos de recebimento

Um modelo que vem ganhando a atenção e a preferência dos empreendedores, especialmente devido ao maior acesso e à redução nos custos de envio, é o uso de pontos de recebimento para envio de pacotes — conhecidos como PUDOs (Pick up and Drop off points). O uso destes aumentou em 22% no terceiro trimestre do ano, em comparação com o segundo trimestre. 

Regiões e categorias de destaque no e-commerce brasileiro

No terceiro trimestre de 2025, novos estados ganharam destaque no Mapa da Logística em termos de movimentação de pacotes no país, acompanhando a evolução e diversificação do e-commerce entre pequenos, médios e grandes negócios em diferentes regiões do Brasil.

No período, o Centro-Oeste se consolida como uma região estratégica, com Goiás liderando o ranking de crescimento (+202%) – enquanto o Paraná estreou entre os cinco estados com maior movimentação (+15%). O Nordeste e Norte também avançam: Bahia, Ceará, Pernambuco e Rondônia se consolidam como pólos logísticos estratégicos. As regiões Sudeste e Sul se destacaram pela maior presença de PMEs, com 13% e 22%, respectivamente, superando as grandes marcas, que registraram 11% e 12% nessas mesmas regiões. Em termos de categorias, artigos esportivos registraram a maior taxa de crescimento do trimestre (150%), enquanto óticas cresceram 310% no 1º semestre.

Airbnb em condomínios: decisão judicial reacende debate sobre função social da propriedade e novas regras 

No último mês, a Justiça de Goiânia proibiu um morador de alugar seu apartamento por meio do Airbnb em um condomínio residencial. A decisão trouxe novamente à tona a discussão sobre a função social da propriedade e os limites do direito individual frente ao interesse coletivo. O magistrado considerou que a prática configurava hospedagem comercial, vedada pela convenção condominial, documento principal que rege a vida em um condomínio, e determinou a suspensão imediata das locações, reforçando o papel desse instrumento como regulador da convivência. O debate ganha relevância diante da expansão do Airbnb no Brasil: em 2024, a plataforma registrou hóspedes em 2.500 cidades, correspondendo a quase 45% do total de municípios brasileiros, segundo dados da própria empresa. 

O entendimento do juiz indica que a convenção condominial tem papel central na vida comunitária, funcionando como uma espécie de “constituição” interna ao estabelecer regras de convivência entre os moradores. Embora não possa se sobrepor à lei, esse documento possui força normativa para disciplinar práticas que impactam a coletividade, incluindo atividades comerciais ou hospedagens que possam comprometer a segurança, o sossego e a salubridade. O Código Civil, em seu artigo 1.336, já impõe limites claros ao uso da propriedade, garantindo ao condômino liberdade sobre sua unidade, desde que não cause prejuízo aos demais. 

Segundo Rafael Verdant, sócio do Contencioso Cível do Albuquerque Melo Advogados, a decisão reforça justamente esse equilíbrio entre direitos individuais e coletivos. “A convenção é o instrumento mais importante para os condôminos se autogovernarem. Ela disciplina o uso das áreas comuns e protege a comunidade de práticas que possam gerar insegurança, excesso de barulho ou desgaste na convivência. É nesse sentido que o interesse coletivo muitas vezes se sobrepõe ao individual”, afirma. 

O especialista lembra que o direito de propriedade não é absoluto. “O Código Civil estabelece que cada condômino pode usar sua unidade livremente, desde que não prejudique os demais. Ou seja, a convivência em condomínio impõe uma condição natural: o interesse coletivo tende a prevalecer sobre o individual em caso de conflito”, acrescenta Verdant. Para ele, esse é o ponto central da decisão de Goiânia, que reforça a prevalência da coletividade sobre a exploração econômica do imóvel em determinados contextos. 

Além da interpretação jurídica, a discussão envolve aspectos práticos do cotidiano do condomínio. Entre os principais riscos apontados pelos moradores em relação às locações de curta temporada estão a entrada frequente de pessoas desconhecidas, a possibilidade de festas e barulho, o desgaste acelerado das áreas comuns e a quebra do senso de comunidade. Esses fatores ajudam a explicar por que, em muitos casos, o coletivo busca impor limites à exploração econômica individual do imóvel. 

O debate ultrapassa os limites de cada prédio. Projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, como o PL 2030/2025 e o PLP 78/2025, discutem se esse tipo de locação deve ser tratado como aluguel ou como hospedagem, com propostas que exigem autorização expressa dos condomínios e regras mais próximas às aplicadas a hotéis e pousadas. Para Verdant, uma regulamentação equilibrada é necessária. “Não se trata de proibir indiscriminadamente. É preciso reconhecer que essa modalidade é uma realidade econômica e social, mas ela precisa de parâmetros claros. A solução passa por regras internas que exijam, por exemplo, cadastro prévio de hóspedes, limitação de tempo ou frequência das locações e penalidades em caso de descumprimento.” 

A própria plataforma disponibiliza recursos para proteger anfitriões, hóspedes e comunidades, incluindo políticas de verificação de identidade, seguro contra danos e canais de denúncia de comportamentos inadequados. A experiência internacional mostra que a regulação é essencial: na Espanha, o governo intensificou recentemente a fiscalização e aplicou restrições ao aluguel de curta temporada em meio à crise habitacional, evidenciando como políticas públicas podem equilibrar o uso econômico de imóveis com a preservação do direito à moradia e à segurança coletiva. Essa perspectiva reforça a necessidade de regras claras e adaptadas à realidade local, garantindo que os condomínios possam proteger a coletividade sem ignorar a viabilidade econômica do Airbnb. 

O advogado conclui que o grande desafio é harmonizar direitos. “Uma regulamentação eficiente deve garantir o direito de propriedade e de exploração econômica do imóvel, mas também preservar o interesse coletivo, permitindo que os condomínios deliberem sobre restrições e condições. Não existe um modelo único: o que funciona em um prédio de perfil familiar pode não ser aplicável a um condomínio com perfil mais turístico ou comercial”, afirma.  

Cartão de Crédito lidera e Pix avança no e-commerce, aponta Octadesk

Segundo a pesquisa Ecommerce Trends 2026 da Octadesk, pltaforma de atendimento da LWSA, o PIX já é usado por 22% dos consumidores durante as compras online,  enquanto o cartão de crédito parcelado ainda lidera com 53%. O Pix tende a aumentar sua penetração no País ao passo que surgem novas oportunidades de utilização como a Pix Programado.  Confira a pesquisa aqui. 

Outras formas, como cartão de débito (3%), QR Code (2%), carteiras digitais (2%), boleto bancário (1%) e pagamento por reconhecimento facial (1%) ainda enfrentam baixa adesão. O WhatsApp Pay, por exemplo, é usado por menos de 1% dos entrevistados. “Apesar da curiosidade por novidades, a decisão final ainda é guiada por confiança, familiaridade e praticidade. Para as marcas, o recado é direto: oferecer variedade importa, mas garantir as opções preferidas pelo cliente é o que realmente fecha a venda”, conclui Mahara Scholz, Head de Revenue da Octadesk.

* O E-commerce Trends 2026 ouviu mais de 2000 consumidores, com idade acima de 18 anos, sendo de diferentes regiões, classes sociais e faixas etárias. Todos os entrevistados realizaram pelo menos uma compra nos últimos 6 meses. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. 

53% dos consumidores já confundiram mensagens legítimas com golpes, aponta a Sinch

Em um momento em que o volume de comunicações digitais cresce exponencialmente, a Sinch, líder global em soluções de comunicação omnichannel, divulga novos dados do estudo State of RCS in Customer Communications 2025, revelando uma tendência preocupante: mais da metade dos consumidores (53%) já confundiu uma mensagem legítima de marca com uma tentativa de fraude. 

Ao mesmo tempo, 80% afirmam confiar mais interações com clientes que exibem sinais claros de verificação, como logotipos e selos de autenticidade. Esse dado reforça o papel da mensageria verificada (RCS) como um recurso essencial para empresas que buscam proteger clientes e fortalecer a credibilidade de suas comunicações. 

“O aumento das tentativas de fraude digital exige que as marcas adotem padrões mais altos de segurança e transparência. O RCS oferece essa camada de autenticidade — combinando identidade verificada, autenticação visual e uma experiência rica e interativa”, explica Miriam Liszewski, Gerente de Produto Comercial RCS da Sinch. 

Temporada de festas: pico de comunicações, pico de risco 

O estudo alerta que a temporada de fim de ano é o período de maior risco, já que o volume de comunicações corporativas cresce junto com o número de tentativas de fraude. Nesse cenário, a credibilidade se torna o novo fator decisivo para a visibilidade de uma marca — uma mensagem que não inspira segurança pode nem chegar a ser aberta. 

Entre as principais demandas dos consumidores, a pesquisa aponta que eles desejam: Sinais claros de confirmação, como logotipos e selos de verificação; Informações sensíveis enviadas por canais seguros e autenticados; e Mensagens personalizadas e relevantes.

Por outro lado, os consumidores rejeitam comunicações com aparência suspeita, interações com clientes de remetentes desconhecidos e alertas que pareçam spam. 

RCS: a nova referência em confiança digital

O RCS (Rich Communication Services) para negócios vem se consolidando como uma alternativa mais segura e interativa em relação ao SMS tradicional, entregando perfis verificados, logotipos e autenticação visual que protegem tanto empresas quanto consumidores. 

De acordo com o relatório, 59% dos consumidores afirmam preferir receber informações sensíveis, como senhas temporárias (OTPs), por meio de canais verificados como o RCS. O estudo também revela que 96% dos varejistas já utilizam algum formato de comércio conversacional, reforçando a tendência de integração entre marcas e consumidores por meio de canais digitais. 

Entre os líderes empresariais, 54% dos executivos do setor financeiro e 57% do setor de saúde destacam a segurança como o principal benefício do RCS, enquanto 59% consideram a tecnologia um verdadeiro divisor de águas para seus segmentos, evidenciando seu potencial transformador na comunicação corporativa. 

“A segurança deixou de ser um diferencial e se tornou o pilar central da comunicação corporativa. Em um ambiente digital cada vez mais barulhento, as marcas que adotam canais verificados garantem não apenas a entrega da mensagem, mas também o fortalecimento da relação com o consumidor”, acrescenta Miriam. 

A credibilidade como nova moeda

A pesquisa conclui que, na era da hiperconectividade, a credibilidade é a nova moeda das relações entre marcas e consumidores. A mensageria verificada não é apenas uma ferramenta de defesa contra fraudes, mas também uma estratégia de crescimento sustentável para empresas que valorizam segurança, transparência e personalização.

Perigot leva o cuidado do pet shop para dentro de casa e fortalece presença no varejo

O cuidado que começa no pet shop agora continua em casa, com a campanha “A experiência Perigot que você ama, agora ao seu alcance”, a marca referência em cosméticos e produtos de higiene para pets dá um passo estratégico rumo ao consumidor final, sem renunciar à excelência técnica que a consagrou entre os profissionais do setor. 

A proposta da Perigot é transformar o cuidado profissional em parte da rotina de afeto entre tutores e animais, criando uma ponte entre o toque técnico e o gesto de carinho. A marca quer estar presente não apenas nos momentos de banho e tosa, mas também nas pequenas interações diárias, quando o vínculo se fortalece e o cuidado se torna natural. A campanha reforça que quem ama, cuida e quem cuida, escolhe Perigot. 

Com fragrâncias, texturas e fórmulas desenvolvidas para levar o padrão profissional ao lar, a linha Pronto Uso prolonga os efeitos do banho e mantém o bem-estar entre os intervalos. O portfólio inclui Shampoo e Condicionador Melancia 250ml, Banho a Seco ao Leite de Cabra 150ml e Colônia Melancia 60ml, produtos pensados para unir desempenho e praticidade no dia a dia. 

A estratégia 360° envolve ativações digitais e parcerias com influenciadores, reforçando o posicionamento da Perigot e aproximando a marca do consumidor final. Nas redes sociais, a campanha será trabalhada a partir de bastidores da produção e conteúdos que mostram o conceito de continuidade do cuidado entre o pet shop e o lar, enquanto pet shops parceiros recebem materiais de experiência e vitrines que apresentam a proposta da campanha. 

Com essa expansão, a Perigot amplia sua presença no varejo e fortalece o relacionamento direto com o público, mantendo o compromisso com inovação, qualidade e experiência sensorial. O cuidado profissional, que sempre fez parte da história da marca, agora se estende ao dia a dia dos tutores, porque o cuidado não termina no banho, ele continua em casa, todos os dias.

WhatsApp na Black Friday: como conversas em massa geram vendas de impacto

Com o calendário da Black Friday 2025 se aproximando, o desafio para varejistas e marcas digitais é claro: ser rápido, relevante e direto e nisso, o WhatsApp surge como linha de frente dessa corrida por atenção dos consumidores.

Uma pesquisa da Sinch revela que em mercados mobile‑first como o Brasil, o WhatsApp lidera nos canais de mensagem preferidos em grandes campanhas sazonais e que 40,9% dos consumidores priorizam canais de mensagem em eventos de vendas como esse.  Pesquisas com esse tipo de dado, confirmam que a comunicação precisa mudar de volume para relevância, e o WhatsApp aparece como o canal que reúne abertura, intimidade e ação imediata.

Quem observa de perto essa transformação é Luiz Santos, fundador da plataforma de CRM e automações via API oficial do WhatsApp, Unnichat. Ele afirma que “em ocasiões como a Black Friday, cada segundo conta, e quem responde rápido no canal certo ganha a venda” e que “o WhatsApp deixou de ser apêndice da campanha para virar canal de decisão”.

O que as marcas precisam entender é que o ciclo de compras nessa data não é mais linear. Enquanto e-mails e anúncios disputam atenção, o WhatsApp entra com vantagem por sua natureza conversacional e reativa. Em artigos recentes, especialistas estimam taxas de abertura de até 98 % e conversão entre 45 % e 60 % quando bem automatizadas em eventos de grande proporção. Na prática isso significa que a mensagem que chega no momento certo, no formato certo e com ação imediata, como botão ou link de compra, pode fazer total diferença entre fechar ou perder o cliente.

Para explorar esse canal com eficácia, a preparação começa bem antes da data‑pico. O primeiro passo é construir uma base de opt‑ins ativa, segmentar o público por intenção de compra ou categoria e testar fluxos de automação. Em seguida entra a automação que deve lidar com múltiplos cenários: ofertas de tempo limitado, recuperação de carrinhos abandonados, notificações de estoque e ativações de recompra. Luiz destaca que “planejar campanhas só na semana da Black Friday é de alto risco, o WhatsApp exige aquecimento, teste e maturação de fluxo”.

Durante a Black Friday, a automação deve ser aliada à IA para responder em massa com personalização: identificar quem clicou no link, quem abandonou o carrinho, quem abriu a mensagem e adaptar a próxima interação de acordo com esse comportamento. O WhatsApp permite uso de catálogos, links de pagamento, botões interativos e mensagens ricas, recursos que reduzem fricção e aceleram a compra. Um estudo da CM Group mostra que campanhas via WhatsApp com botões interativos atingem taxas de engajamento 15 a 35 % maiores que SMS ou e‑mail. 

Contudo, o volume de mensagens em Black Friday exige mais do que automação: exige monitoramento em tempo real, contingência para erros e fluidez entre humano e máquina. A infraestrutura deve suportar picos, o time de dados deve acompanhar a performance, e a experiência do cliente deve permanecer conversacional, sem parecer uma enxurrada promocional. O especialista conclui dizendo que “se o usuário enxerga a marca como invasiva ou repetitiva no WhatsApp, o efeito é pior que não ter canal algum”.

Privacidade e personalização: o novo dilema da automação no marketing

A automação nunca foi tão eficiente, nem tão desafiadora. Em meio à corrida por personalização, as marcas enfrentam uma questão delicada: como criar experiências únicas e relevantes sem ultrapassar o limite da privacidade? Com consumidores mais atentos ao uso de seus dados e regulações cada vez mais rigorosas, o marketing digital vive hoje um dos seus maiores dilemas.

Uma pesquisa da McKinsey & Company mostrou que 71% dos consumidores esperam interações personalizadas com as marcas, mas, ao mesmo tempo, 76% se frustram quando esse padrão não é atingido. E mais: empresas que investem em personalização de forma estratégica chegam a gerar 40% mais receita do que seus concorrentes diretos. O problema é que, para entregar esse tipo de experiência, é preciso lidar com dados sensíveis, o que exige cuidado técnico, transparência e bom senso.

Luiz Santos acompanha essa discussão de perto. Fundador da Unnichat, plataforma de CRM e automações via API oficial do WhatsApp,  é especialista em estratégias digitais com foco em automação, inteligência artificial e comunicação em escala. Após anos atuando com marketing digital e estruturação de negócios, Luiz defende que “automatizar bem hoje é tão importante quanto saber até onde automatizar”. Para ele, o risco não está só no mau uso da tecnologia, mas na falta de estratégia ao tratar dados como meras métricas.

O avanço da IA e das ferramentas de automação tornou possível personalizar mensagens com base em comportamento, localização, histórico de compra e até no momento do dia. Mas isso só é eficaz quando o cliente sente que tem controle. “Se o usuário não entende por que está recebendo determinada mensagem, ou se acha que foi invadido, a marca perde valor na hora”, alerta o empresário.

A busca por equilíbrio passa por um conceito em ascensão no marketing: a personalização com consentimento. Isso inclui deixar claro como os dados são usados, permitir que o cliente escolha que tipo de comunicação deseja receber e oferecer valor real em troca. “Quando a automação respeita o tempo, o perfil e o contexto do cliente, ela deixa de ser uma máquina de envio e passa a ser uma ferramenta de relacionamento”, explica Luiz.

Além disso, cresce o uso de estratégias como privacy-first personalization, abordagem que prioriza o respeito à privacidade mesmo em fluxos automatizados. De acordo com uma análise publicada pelo CMSWire, essa prática vem ganhando força entre empresas que querem se diferenciar não apenas pela eficácia das suas mensagens, mas também pela ética no uso dos dados.

No Brasil, esse tema também se torna mais relevante à medida que a LGPD avança na regulamentação e fiscalização das empresas. Isso significa que automações mal configuradas, sem consentimento explícito ou com coleta exagerada de dados, podem não só comprometer a imagem da marca, como gerar sanções legais.

O caminho, segundo Luiz Santos, está em usar a tecnologia como meio, não como fim. “O que fideliza o cliente não é o volume de mensagens, e sim o quanto elas fazem sentido para ele. A personalização não pode parecer vigilância. Tem que aparentar cuidado.”

No fim das contas, personalizar com inteligência e respeito deixou de ser diferencial. Agora é condição básica para que qualquer automação funcione e gere resultados. O desafio das empresas não é apenas se tornarem mais eficientes com IA e dados, mas também mais humanas e transparentes no processo.

Black Friday: pesquisa revela principais reclamações dos consumidores

Anualmente, a tradicional Black Friday movimenta o consumo com a proposta de preços mais baixos que os convencionais, mas este período de promoções também levanta dúvidas e receios. Uma pesquisa realizada entre os dias 1º de outubro e 3 de novembro, para medir a expectativa dos consumidores antes da data oficial, mostrou que os problemas na finalização da compra lideram as queixas, representando 38,5% do volume total de reclamações de pessoas que já compraram durante a Black Friday em anos anteriores. O levantamento feito pela coordenadora do Centro de Estudos em Marketing Digital da FGV/EAESP, Lilian Carvalho, em parceria com a Polis Consulting, reuniu 124 mil menções ao tema e 182 milhões de impressões, revelando padrões importantes para estratégias de marketing digital e gestão de experiência do cliente no varejo brasileiro. 

Lilian explica que esta categoria de reclamações engloba dificuldades técnicas no checkout, falhas em sistemas de pagamento, indisponibilidade de plataformas e problemas no processamento de pedidos. “Trata-se de uma concentração considerável e que sugere ineficiências significativas na infraestrutura tecnológica dos varejistas durante períodos de alta demanda”, avalia.

estorno do valor pago aparece como segunda maior reclamação, correspondendo a 23,8% do total, evidenciando problemas críticos na gestão de devoluções e reembolsos, processos fundamentais para a confiança do consumidor. “Esse é um ponto de demanda que exige um cuidado ainda maior por afetar diretamente o bolso dos consumidores. A demora na devolução de valores tem impacto na satisfação e aumenta o risco reputacional das marcas”, alerta a doutora em marketing. 

Na sequência, o atraso na entrega representa 22,1% das reclamações, indicando deficiências significativas na logística e no cumprimento de prazos prometidos. Durante a Black Friday, o pico de volume de pedidos frequentemente sobrecarrega sistemas de distribuição, resultando em falhas operacionais.

Já a propaganda enganosa, um aspecto bastante abordado durante o período de promoções,  corresponde a 15,6% das reclamações registradas. “Não é incomum, durante a Black Friday, observarmos relatos que indicam fraude nas promoções, como o famoso ‘tudo pela metade do dobro’. Pode parecer um problema menor para muitos, afinal, existe a máxima do ‘compra quem quer’, mas é importante que as marcas e empresas entendam que esse tipo de divergência entre as expectativas criadas pelas campanhas de marketing e a realidade das ofertas disponibilizadas podem não apenas comprometer a credibilidade dos varejistas, como também gerar consequências legais relacionadas ao Código de Defesa do Consumidor”, reforça Lilian Carvalho. 

IA vira aliada estratégica do varejo frente à nova agenda nacional contra o desperdício de alimentos

O lançamento da II Estratégia Intersetorial para Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, conduzida pelo Governo Federal em parceria com a Embrapa e outros órgãos, inaugura um novo capítulo para o varejo alimentar no Brasil. A iniciativa posiciona o combate ao desperdício como um eixo central da política pública e o conecta diretamente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial os ODS 2 (Fome Zero), 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e 13 (Ação Climática). Nesse cenário, tecnologias de inteligência artificial deixam de ser apenas mecanismos de eficiência e passam a representar instrumentos estratégicos de aderência a metas internacionais de sustentabilidade, competitividade e responsabilidade social.

Enquanto o governo estabelece diretrizes para transformar os sistemas alimentares, o mercado já encontra respostas concretas no uso da inteligência artificial. A Aravita se destaca como uma das soluções mais avançadas ao aplicar IA para prever, planejar e automatizar o abastecimento de frutas, legumes e verduras em redes supermercadistas. A plataforma cruza histórico de vendas, clima, sazonalidade, comportamento do consumidor e condições logísticas para definir o pedido ideal de cada loja, garantindo que o produto esteja disponível na quantidade certa, no ponto de maturação adequado e no momento exato da demanda.

Os resultados são expressivos: em uma grande rede de São Paulo, a Aravita reduziu em 30% as rupturas nas gôndolas e cortou em 25% o desperdício de FLV, demonstrando que tecnologia de dados é hoje uma das ferramentas mais eficazes para enfrentar um problema que impacta margens de lucro, reputação de marca e indicadores globais de sustentabilidade. Em um setor no qual boa parte dos alimentos podem ser desperdiçados antes de chegar ao consumidor final, a inteligência artificial muda a lógica de abastecimento – sai o modelo reativo baseado em achismo, entra a gestão preditiva e orientada por dados.

Essa transformação tem efeito direto no posicionamento estratégico do varejo. Ao reduzir perdas e rupturas, os supermercados não só aumentam a rentabilidade como também atendem a uma demanda crescente do consumidor, que está mais atento à origem, qualidade e ao impacto ambiental dos alimentos que consome. Além disso, varejistas que adotam tecnologias alinhadas aos ODS passam a integrar um movimento global de boas práticas, fortalecendo sua atuação ESG e ampliando sua atratividade perante investidores, parceiros e programas governamentais.

O hortifrúti, tradicionalmente visto como um centro de perdas e risco operacional, passa agora a ser um diferencial competitivo e de reputação. A IA aplicada ao FLV fortalece a experiência de compra, aumenta a recorrência dos clientes e consolida o varejo como protagonista na agenda nacional de combate ao desperdício. No momento em que o Brasil assume compromisso internacional para tornar seus sistemas alimentares mais resilientes, a tecnologia desenvolvida pela Aravita se apresenta como um dos caminhos mais eficazes para transformar metas em resultados reais, unindo eficiência econômica, impacto social e sustentabilidade ambiental.

Buy Now, Pay Later: os benefícios para o e-commerce

Agora, além de contar com o modelo tradicional, consolidado e amplamente aceito de parcelamento no cartão de crédito, o lojista por contar com o modelo Buy Now, Pay Later (BNPL), ou “Compre agora, pague depois”, que está transformando o varejo digital e se consolidando como uma das tendências do comércio eletrônico. O sistema permite que o consumidor adquira produtos e serviços parcelando o pagamento mesmo sem ter cartão de crédito ou limite bancário, através de pagamentos parcelados via Pix. Essa simplicidade tem atraído cada vez mais usuários, mas seus benefícios vão além da experiência de compra, pois o BNPL se tornou um acelerador de conversão e fidelização para empresas que vendem online.

De acordo com dados do Instituto DataFolha, o volume global de transações via BNPL atingiu US$ 316 bilhões em 2023, com crescimento anual de 18%. A expectativa é que esse número chegue a US$ 452 bilhões até 2027, crescendo a uma taxa média de 9% ao ano. Essa evolução mostra que o modelo não é apenas uma moda passageira, mas uma revolução permanente nos hábitos de consumo.

Países como Alemanha e Suécia já são referência, com 21% do total de transações de e-commerce realizadas via BNPL. Essa penetração mostra o potencial do modelo, que ainda tem amplo espaço para crescer em mercados emergentes como o brasileiro, onde o acesso ao crédito é mais restrito e os consumidores valorizam alternativas simples e transparentes.

Para os lojistas, isso significa maior conversão de vendas, ticket médio mais alto e fidelização de clientes. Em um ambiente competitivo e saturado, oferecer facilidades de pagamento pode ser o diferencial que transforma uma visita em compra e um comprador ocasional em cliente recorrente.

Integração com Open Finance e Inteligência Artificial

Os próximos anos trarão uma nova onda de evolução para o BNPL. A integração com o Open Finance permitirá análises de crédito mais precisas e inclusivas, ampliando o público elegível e reduzindo riscos de inadimplência. Ao acessar dados financeiros abertos, as fintechs poderão avaliar a capacidade de pagamento do consumidor de forma dinâmica e em tempo real.

Além disso, a inteligência artificial já começa a atuar na personalização das ofertas de crédito. Algoritmos podem ajustar automaticamente limites, prazos e condições conforme o comportamento de cada usuário, criando experiências únicas e mais seguras. Essa personalização é um dos maiores trunfos do BNPL moderno, capaz de equilibrar conveniência para o cliente e rentabilidade para o lojista.

Benefícios diretos para o e-commerce

Implementar uma solução BNPL traz uma série de vantagens concretas para o comércio eletrônico. A principal é o aumento da taxa de conversão, pois consumidores que antes desistiram da compra por falta de crédito ou falta de limite no cartão passam a ter uma alternativa imediata. Desse modo, as lojas que adotam BNPL registram crescimento no volume de vendas, especialmente em categorias de maior valor agregado, como eletrônicos, moda e turismo.

Outro benefício é o aumento do ticket médio. Como o consumidor não precisa pagar o valor total de uma vez, ele se sente mais confortável para adquirir produtos de maior valor ou adicionar itens extras ao carrinho. Essa elasticidade de compra é extremamente valiosa em períodos de promoções e datas sazonais, como Black Friday e Natal.

O BNPL também melhora a fidelização. Clientes satisfeitos com a experiência de compra e pagamento tendem a retornar, especialmente quando percebem transparência, segurança e flexibilidade nas condições oferecidas. Isso reduz custos de aquisição de novos clientes e fortalece a base de consumidores recorrentes.

Além disso, com o apoio de instituições financeiras e fintechs, o lojista não assume o risco de crédito, já que a operação é intermediada por empresas especializadas. Isso garante o pagamento e liquidação para o e-commerce no prazo contratado, enquanto o provedor de BNPL administra o parcelamento junto ao cliente final.

Desse modo, com a combinação de tecnologia, dados e regulação responsável, o BNPL redefine o crédito e consolida o futuro do consumo digital; um futuro em que pagar depois é sinônimo de comprar com mais liberdade, confiança e inteligência.