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Dia das Mães deve movimentar R$ 37,9 bilhões e amplia risco de golpes em compras online

Mais de 127 milhões de brasileiros devem ir às compras no Dia das Mães, com movimentação estimada em cerca de R$ 38 bilhões no comércio e setor de serviços, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas. O volume expressivo de consumo acende um alerta para a atuação de cibercriminosos, que aproveitam a data para intensificar golpes em ambientes digitais.

De acordo com especialistas da ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, a combinação entre alta conectividade, apelo emocional da data, busca por melhores preços e de opções de última hora amplia a exposição a fraudes. Entre as práticas mais recorrentes de cibercriminosos em datas de grande movimentação no varejo está a criação de sites clonados, que reproduzem com alto nível de fidelidade o visual de grandes varejistas, aproveitando-se da confiança da população nas grandes marcas. Esses endereços costumam apresentar promoções agressivas que atraem e induzem os consumidores ao erro.

Outro golpe frequente envolve o phishing, técnica em que criminosos enviam mensagens por e-mail, SMS ou redes sociais com links que direcionam para páginas falsas, simulando lojas legítimas. Com promoções chamativas e descontos com “tempo regressivo” para concluir a compra, o consumidor pode ficar tentado a acessar esse ambiente e finalizar a compra. Uma vez que já está no domínio fraudulento, dados pessoais e bancários podem ser capturados ou a pessoa ainda pode ser levada a concluir pagamentos. Em alguns casos, após uma tentativa de pagamento com cartão, o usuário é informado de uma suposta falha e orientado a finalizar a compra via Pix ou boleto.

“Os golpes não acontecem apenas em sites desconhecidos. Muitas vezes, eles começam em anúncios patrocinados ou mensagens aparentemente legítimas que aparecem no cotidiano digital do consumidor, como nas redes sociais. Isso amplia o alcance das fraudes e exige um olhar mais crítico, mesmo em canais considerados confiáveis”, afirma Thales Santos, especialista em segurança da informação na ESET Brasil.

Preferência por compras digitais gera oportunidades para golpes

Ainda de acordo com o estudo da CNDL/SPC Brasil, cerca de 47% dos consumidores pretendem realizar as compras online, principalmente por aplicativos (75%), sites (60%) e redes sociais, como o Instagram (25%). Entre os canais mais utilizados estão varejistas internacionais (55%), sites especializados em cosméticos (40%) e lojas de departamento (35%). No ranking de produtos mais procurados, itens de moda lideram com 53%, seguidos por perfumes e cosméticos (50%). Chocolates e flores aparecem com 24% cada, enquanto experiências como jantares, spas e viagens são mencionadas por 19%.

“A preferência crescente do consumidor em compras online, com a praticidade de poupar tempo e não precisar sair de casa, somada ao grande leque de lojas e opções, acaba gerando um ambiente extremamente favorável para que golpistas se infiltrem entre promoções e páginas verdadeiras com links e sites maliciosos”, comenta Santos.

Também são comuns no ambiente digital abordagens por meio de perfis fraudulentos em redes sociais e falsos atendentes, que entram em contato para oferecer suporte ou condições especiais de compra. Nessas situações, o objetivo é induzir o compartilhamento de informações sensíveis ou redirecionar o pagamento para canais não oficiais.

Segundo Santos, o uso de novas tecnologias tem elevado o grau de sofisticação dessas práticas. “Hoje, os criminosos conseguem personalizar abordagens com base no comportamento do usuário, utilizando dados públicos e padrões de consumo para tornar o golpe mais convincente. Isso faz com que a fraude não dependa apenas da tecnologia, mas também da forma como a mensagem é construída”, explica.

Para reduzir o risco de cair em golpes, a ESET recomenda adotar as seguintes práticas:

  • Desconfiar de preços muito abaixo da média de mercado;
  • Evitar clicar em links recebidos por mensagens, e-mails ou redes sociais;
  • Acessar lojas digitando diretamente o endereço no navegador;
  • Verificar se o site possui conexão segura (https) e se o domínio está escrito corretamente;
  • Pesquisar a reputação da loja antes da compra;
  • Utilizar soluções de segurança que bloqueiem sites maliciosos;
  • Preferir pagamentos com cartão de crédito, que permitam contestação.

Para além das ferramentas tecnológicas, o comportamento do usuário é um fator determinante na prevenção. “Grande parte dos golpes depende de decisões tomadas com pressa. Interromper esse impulso, revisar informações e validar a origem da oferta são atitudes simples que reduzem significativamente o risco de prejuízo”, conclui Santos.

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