A mudança nas regras do Pix anunciada pelo Banco Central, que amplia de 30 para 80 dias o prazo para comerciantes e pequenos empresários contestarem fraudes e estornos indevidos, trouxe alívio para quem vende, mas acendeu um alerta no setor de segurança digital.
Embora o aumento do prazo estenda o prazo em casos de falsas contestações (o famoso “golpe do estorno”), a medida atua na consequência, e não na causa do problema.
Para analisar o impacto real da medida no dia a dia dos negócios, o especialista em riscos digitais e cibersegurança Luiz Milagres pondera que a ampliação do calendário não evita a ocorrência da fraude
“Dada a burocracia bancária, a extensão para 80 dias ajuda o empreendedor a tentar recuperar o dinheiro, mas não resolve o problema do golpe em si. É uma medida que dá mais fôlego para o comerciante correr atrás do prejuízo, mas não impede a ação do estelionatário. Aqui a prevenção ainda é melhor do que transferir dinheiro de boa-fé nessas situações”



