Apesar do varejo e das marcas destinarem parcelas cada vez maiores de orçamentos para redes sociais, criadores de conteúdo e mídia programática hipersegmentada, a conversão final continua despencando e o Custo de Aquisição de Cliente (CAC) não para de subir.
A confirmação desse cenário veio com o estudo recém-divulgado The Pace Principle 2.0, da WARC, que revela que o marketing focado exclusivamente em redes sociais e criadores atinge limites estruturais de crescimento. A pesquisa alerta que o ecossistema atual viciou as empresas em produzir volume para alimentar feeds em vez de gerar memória e atenção reais ao consumidor.
No entanto, o levantamento traz um caminho claro para destravar o crescimento: o alinhamento correto entre o mercado-alvo e a estratégia criativa pode elevar a efetividade das campanhas em até 70%. Dados consolidados da Kantar e da própria WARC reforçam que anúncios verdadeiramente eficazes e interativos chegam a multiplicar por até 4 vezes o retorno financeiro (ROI) e os lucros da operação.
Para superar as barreiras apontadas pelo estudo, como a dependência do feed e a perda rápida de relevância, ganha força no mercado o conceito de Driven Media, que é a transição da compra de mídia por volume para a busca científica pela atenção real do consumidor por meio de tecnologia criativa, interatividade e entretenimento.
“O modelo antigo de mídia puramente técnica ruiu porque o consumidor simplesmente aprendeu a ignorar anúncios passivos. O conteúdo pode ser relevante e a segmentação perfeita, mas se o formato criativo não engajar e não reter a atenção nos primeiros segundos, o investimento é jogado fora”, analisa Rodrigo Coutinho, Diretor da Newsroom AI e especialista em tecnologia criativa.
Para o executivo, a virada de chave no varejo exige que a tecnologia seja usada a serviço da experiência do usuário, extrapolando a dependência das plataformas tradicionais. “O futuro do ROI no e-commerce e no varejo físico não está em produzir mais peças genéricas para alimentar o algoritmo, mas sim em aplicar inteligência de dados e formatos interativos, desde o smartphone até a Smart TV, com o objetivo de transformar a passagem de tela em engajamento real”, completa Coutinho.



