Com a chegada do Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, as empresas intensificam as estratégias para entender melhor o comportamento do público e converter as oportunidades em vendas. No ano passado, o e-commerce brasileiro faturou 8,3 bilhões de reais, segundo levantamento da Neotrust Confi. Ao todo, foram 61 milhões de produtos vendidos, um salto de 27,8% na comparação anual. Diante de um cenário tão competitivo e promissor, a personalização se consolida como uma aliada estratégica para marcas que desejam se destacar e construir relacionamentos mais duradouros com seus clientes.
E por que a personalização é essencial? De acordo com a McKinsey, 71% dos clientes esperam interações personalizadas e 76% se frustram quando recebem ofertas ou comunicações genéricas. A mesma consultoria aponta que a personalização pode reduzir custos de aquisição em até 50%, aumentar receitas entre 5% e 15% e elevar o retorno sobre investimento (ROI) em até 30%. “A personalização real vai muito além de inserir o nome do cliente em um e-mail. Trata-se de usar o CRM para entender o histórico, o tempo médio de atendimento e o engajamento prévio para criar uma conexão humana apoiada por dados”, afirma André Prezoto, Sales Team Lead da Pipedrive.
Regionalizar para atingir os consumidores certos
Antes de mais nada, é fundamental compreender quais mercados vão ser explorados. A partir dessa leitura, é possível conectar dados e comportamentos às necessidades reais do cliente. Vale lembrar que essas características variam conforme o idioma, perfil do consumidor, setor de atuação e maturidade digital da região.
Um exemplo prático é o uso do WhatsApp no Brasil. Segundo dados da Statista, 147 milhões de pessoas usam o aplicativo no Brasil, o que corresponde a 99% dos brasileiros. Isso faz com que o canal tenha papel central na jornada de compra, diferentemente de outros mercados, onde o e-mail ou outras plataformas ainda predominam. Ignorar essa particularidade significa perder oportunidades de contato direto e ágil com o consumidor.
Dados inteligentes exigem equipes preparadas
A análise aprofundada do perfil do consumidor dentro do CRM é decisiva para oferecer recomendações mais inteligentes e entender quais pontos fortalecem realmente a conexão com o público. Perguntas como qual é o melhor tipo de conteúdo, qual abordagem gera mais engajamento, se houve tentativa prévia de contato e qual foi o histórico de interações deixam de ser detalhes operacionais e passam a orientar decisões estratégicas.
Além disso, a IA já faz parte do dia a dia dos vendedores. O relatório da Pipedrive, State of Sales and Marketing 2024-2025, mostra que 74% dos entrevistados que adotaram a IA afirmam que ela aumentou sua produtividade, enquanto 50% relatam uma melhoria geral no desempenho. No entanto, para extrair o máximo potencial dessas ferramentas, é indispensável investir na capacitação das equipes. Workshops, treinamentos e conteúdos educativos ajudam a transformar dados em insights acionáveis, equilibrando tecnologia e sensibilidade humana no processo de venda.
Visibilidade e estratégia caminham juntas
Para que a personalização e a inteligência de dados gerem resultados concretos, é essencial que o CRM seja visto como uma ferramenta estratégica e não apenas operacional. As equipes precisam alimentar o sistema com informações de qualidade, além de ter acesso claro a indicadores como qualidade dos leads, tempo médio de atendimento, taxa de conversão e gargalos no funil. Os relatórios bem estruturados permitem identificar erros, ajustar rotas e realinhar metas com mais agilidade.
No fim das contas, a tecnologia não vende, mas potencializa as pessoas. “Empresas que utilizam o CRM de forma estratégica, combinando dados, inteligência artificial e uma liderança próxima das equipes, conseguem transformar o Dia do Consumidor em muito mais do que uma data sazonal”, conclui André Prezoto.


