A Pipedrive, CRM fácil e inteligente para pequenas e médias empresas, anuncia o lançamento do novo relatório “AI and humanity at work: How professionals are balancing efficiency and human connection”. O estudo analisa como profissionais de diferentes setores, formatos de trabalho e faixas etárias estão lidando com a adoção da IA, e revela um paradoxo. Embora a tecnologia esteja cada vez mais presente na rotina de trabalho de milhões de pessoas, a maioria dos profissionais entrevistados ainda afirma que são o julgamento, os relacionamentos e a confiança, e não a tecnologia, que determinam seu sucesso.
A pesquisa revelou que quase 40% dos profissionais utilizam ferramentas de IA diariamente, incluindo 23,2% dos entrevistados que as utilizam várias vezes ao dia. O uso diário de IA chega a 50,2% entre os profissionais contratados em período integral e a quase 58% entre os estudantes entrevistados.
A adoção, no entanto, está longe de ser universal: entre os participantes que atualmente não utilizam IA, mais de 76% afirmam que provavelmente não começarão a utilizá-la nos próximos 12 meses. Vale destacar que a resistência não está concentrada entre os profissionais mais jovens ou mais velhos. Mais da metade da resistência à IA identificada na pesquisa vem de profissionais experientes entre 35 e 54 anos, indicando que a adoção da tecnologia é tanto um desafio de gestão da mudança quanto uma questão tecnológica.
“A IA claramente já se tornou parte do cotidiano, mas isso não significa que todos estejam convencidos”, afirma Joe Futty, Chief Product and Technology Officer na Pipedrive. “A próxima onda de crescimento não virá da conversão dos céticos, mas das pessoas que já confiam na IA. A verdadeira oportunidade para as empresas está em mostrar aos profissionais experientes que a IA pode fortalecer sua capacidade de julgamento, em vez de substituí-la.”
Principais descobertas da pesquisa
- A IA está se tornando uma parceira de pensamento, e não apenas uma ferramenta de automação: Os usos mais comuns da IA são pesquisa e coleta de informações (46,6%), escrita ou edição (35,1%) e brainstorming (32,4%), muito à frente da automação de fluxos de trabalho (16,3%) e programação (10,7%). Apenas 5,6% dos entrevistados acreditam que a IA deveria substituir a maior parte das funções desempenhadas por humanos quando possível;
- Os ganhos de produtividade são reais, mas não universais: 32,1% dos entrevistados afirmam que a IA os torna melhores e mais rápidos no trabalho, enquanto mais da metade concorda que a tecnologia libera tempo para interações mais significativas com colegas e clientes. Ainda assim, 22,2% dizem que a IA não os torna nem melhores nem mais rápidos, reforçando que ter acesso à tecnologia, por si só, não garante geração de valor;
- O julgamento humano continua sendo o principal fator para o sucesso profissional: Mais da metade dos entrevistados (51,1%) afirma que seu sucesso é impulsionado principalmente pela experiência pessoal e pela capacidade de julgamento, enquanto apenas 15,1% apontam as ferramentas avançadas de IA como principal fator. 73% consideram construir conexões humanas genuínas algo muito ou extremamente importante em sua vida profissional;
- As pessoas não querem menos IA, mas querem que ela pareça mais humana: 44% dos entrevistados afirmam nunca utilizar IA para se comunicar e preferem mensagens escritas por pessoas, enquanto 27,5% dizem se incomodar ao receber uma mensagem que sabem ter sido gerada por IA. Entre aqueles que utilizam IA para se comunicar, 70% afirmam que é pelo menos um pouco importante que o conteúdo produzido tenha a sua própria voz, incluindo 46% que consideram isso essencial;
- Conteúdos gerados por IA ainda enfrentam uma lacuna de confiança: Quase 30% dos entrevistados afirmam que conteúdos gerados por IA ainda parecem genéricos ou robóticos demais, enquanto apenas 12,1% consideram que eles têm a mesma qualidade de conteúdos escritos por humanos. O resultado aponta para a autenticidade, e não apenas para a precisão, como o próximo desafio da IA para os profissionais.
“Os dados da pesquisa da Pipedrive mostram que as pessoas não estão rejeitando o trabalho gerado por IA. Elas estão rejeitando aquilo que parece impessoal”, acrescenta Futty. “Isso é um sinal, não uma reclamação. As ferramentas que terão sucesso daqui para frente não serão necessariamente aquelas capazes de gerar mais conteúdo com maior velocidade, mas as que ajudam as pessoas a se expressarem de uma forma mais autêntica.”
Metodologia
O relatórioé baseado em uma pesquisa com mil entrevistados de diferentes setores, formatos de trabalho e faixas etárias. Os participantes responderam a perguntas quantitativas sobre suas percepções em relação à tecnologia e à conexão humana na era da IA. Os dados foram coletados em junho/julho de 2026 por meio de um questionário online estruturado.
Para saber mais sobre o relatório “AI and humanity at work: How professionals are balancing efficiency and human connection”, acesse o estudo completo aqui.



