Os investimentos globais em tecnologia da informação devem ultrapassar os R$ 31,19 trilhões em 2026, segundo levantamento da Thunderbit. O volume reforça o papel estratégico da TI na sustentação de operações digitais, escalabilidade de sistemas e competitividade das empresas em um ambiente cada vez mais orientado por dados.
O crescimento acompanha a aceleração da transformação digital em diferentes setores, com foco em iniciativas ligadas à inteligência artificial, automação de processos, análise de dados e desenvolvimento de plataformas digitais.
Na prática, a tecnologia deixa de ser apenas suporte operacional e passa a atuar como pilar central das estratégias de negócio.
O levantamento reúne indicadores sobre adoção tecnológica, a expansão dos investimentos também está diretamente relacionada à necessidade de modernização de infraestrutura, com empresas buscando maior eficiência, integração entre sistemas e capacidade de processamento para lidar com volumes crescentes de dados.
Velocidade e experiência do usuário ganham peso
Com a digitalização avançando, aspectos técnicos ligados à performance passaram a impactar diretamente indicadores de negócio. Um dos principais pontos é a velocidade de carregamento de páginas e aplicações.
Dados divulgados por Saad Armek indicam que 53% dos usuários de dispositivos móveis abandonam um site quando ele leva mais de três segundos para carregar, o que evidencia o impacto direto da performance técnica na experiência de navegação.
Outro indicador relevante são os Core Web Vitals, conjunto de métricas utilizadas pelo Google para avaliar carregamento, interatividade e estabilidade visual. Atualmente, apenas cerca de 54,6% dos sites atendem aos critérios recomendados, o que aponta para gargalos técnicos ainda presentes na maior parte das aplicações web.
Nesse contexto, temas como otimização de front-end, arquitetura de sistemas, uso de CDNs e monitoramento contínuo de performance ganham protagonismo nas áreas de tecnologia.
IA, dados e novas arquiteturas
Para especialistas do setor, o avanço dos investimentos deve intensificar a adoção de arquiteturas mais robustas e orientadas a dados, além de acelerar a integração de soluções baseadas em inteligência artificial no dia a dia das empresas.
“Estamos vendo uma mudança estrutural em que TI passa a ser responsável não apenas pela sustentação, mas pela geração de valor direto ao negócio. Isso envolve desde a adoção de IA até a construção de ambientes mais resilientes, escaláveis e orientados à experiência do usuário”, avalia Felipe Cardoso, CEO da Rank Certo.
Com o aumento consistente dos investimentos em TI, a tendência é que a competitividade entre empresas esteja cada vez mais ligada à capacidade de integrar infraestrutura, dados e experiência digital.


