{"id":1918,"date":"2024-07-26T09:43:14","date_gmt":"2024-07-26T12:43:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecommerceupdate.com.br\/?p=1918"},"modified":"2024-07-26T09:45:38","modified_gmt":"2024-07-26T12:45:38","slug":"varejo-no-brasil-tendencias-e-perspectivas-para-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecommerceupdate.com.br\/pt\/varejo-no-brasil-tendencias-e-perspectivas-para-2024\/","title":{"rendered":"Varejo no Brasil: tend\u00eancias e perspectivas para 2024"},"content":{"rendered":"<p>Com o primeiro trimestre do ano caminhando para sua conclus\u00e3o, podemos tra\u00e7ar um quadro mais claro da economia brasileira, do varejo e dos investimentos em tecnologia em 2024. Em um pa\u00eds que vem passando por anos de crescimento baixo e in\u00fameras turbul\u00eancias pol\u00edticas e econ\u00f4micas, os empres\u00e1rios t\u00eam trabalhado com muita cautela, adiando investimentos e procurando evitar riscos. Mas, na minha vis\u00e3o, \u00e9 preciso adotar um olhar mais otimista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, apesar de \u201carautos do apocalipse\u201d que teimam em prever um colapso da economia brasileira, o cen\u00e1rio \u00e9 positivo. O Banco Central, por exemplo, vem empreendendo desde agosto de 2023 uma redu\u00e7\u00e3o consistente da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic: nos \u00faltimos sete meses, o pa\u00eds saiu de uma taxa de 13,75% ao ano para os atuais 11,25% \u2013 e a expectativa do mercado financeiro \u00e9 que em dezembro estejamos entre 9% e 9,5%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse recuo de mais de quatro pontos percentuais dever\u00e1 trazer um al\u00edvio para o balan\u00e7o das empresas, reduzindo as despesas financeiras, prejudicadas pelas dificuldades de acesso ao cr\u00e9dito em 2023 depois do \u201cepis\u00f3dio Americanas\u201d. Esse cen\u00e1rio mais positivo facilita a rolagem de d\u00edvidas e aumenta a capacidade de investir em expans\u00e3o, tecnologia e estoques. Por si s\u00f3, esse \u00e9 um ponto essencial para o comportamento do varejo em 2024 e al\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 mais boas not\u00edcias no&nbsp;<em>front<\/em>&nbsp;macroecon\u00f4mico: o Boletim Focus, compilado pelo Banco Central a partir da vis\u00e3o dos principais agentes financeiros, estimava, no in\u00edcio de mar\u00e7o, um crescimento de 1,77% para a economia brasileira em 2024, com alta de 2% no ano que vem. Considerando que o varejo, tradicionalmente, cresce acima do PIB, existem boas perspectivas no horizonte de empresas que souberem identificar oportunidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A infla\u00e7\u00e3o em desacelera\u00e7\u00e3o \u00e9 outro ponto positivo. O Boletim Focus projetava um IPCA de 3,76% para 2024 e 3,51% em 2025, ambos dentro da meta do BC \u2013 o que abre espa\u00e7o para a continuidade da queda dos juros e melhora da renda da popula\u00e7\u00e3o em geral. Menos infla\u00e7\u00e3o significa mais poder de compra, mais consumo e mais empregos, criando um ciclo virtuoso que beneficia toda a sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem poder\u00e1 crescer em 2024?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A perspectiva de crescimento do varejo pode ser segmentada em dois grandes blocos. O primeiro \u00e9 o dos setores dependentes de renda e emprego, como supermercados, farm\u00e1cias e pet: com um ano de expectativas positivas, mas relativamente est\u00e1veis para a evolu\u00e7\u00e3o da massa salarial e do percentual de desemprego, \u00e9 de se esperar que esses segmentos tenham um crescimento moderado \u2013 acima do PIB, mas nada espetacular.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, os segmentos dependentes de cr\u00e9dito e da confian\u00e7a dos consumidores, como bens semidur\u00e1veis e (em especial) bens dur\u00e1veis, poder\u00e3o finalmente deixar para tr\u00e1s uma longa sequ\u00eancia de trimestres ruins e passar a ter uma perspectiva mais positiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, diferentes empresas aproveitar\u00e3o o momento de diversas maneiras. Da mesma forma como nos \u00faltimos anos vimos muitas companhias com problemas s\u00e9rios, outras apresentaram desempenhos espetaculares. O mais importante \u00e9 a capacidade que cada varejista tem de desenvolver uma estrat\u00e9gia coerente e execut\u00e1-la com efici\u00eancia. \u00c9 preciso cada vez mais contar com a an\u00e1lise de dados dos clientes e do desempenho do neg\u00f3cio para tomar decis\u00f5es r\u00e1pidas e alinhadas \u00e0 estrat\u00e9gia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 porque o vento come\u00e7a a soprar a favor que todo mundo estar\u00e1 na posi\u00e7\u00e3o ideal para encher as velas e navegar com tranquilidade. Especialmente porque o primeiro semestre ainda dever\u00e1 ser de pequenas turbul\u00eancias, com um cen\u00e1rio melhor a partir de julho. Com as elei\u00e7\u00f5es municipais a caminho no m\u00eas de outubro, mas em um momento pol\u00edtico menos tensionado do que vimos em 2022, a instabilidade dever\u00e1 ser menos sentida pelo varejo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, \u00e9 preciso estar atento ao que acontece fora do pa\u00eds. Como disse Thomas Friedman, vivemos em um mundo plano: movimentos globais t\u00eam impacto muito r\u00e1pido sobre as economias e podem provocar mudan\u00e7as r\u00e1pidas nas expectativas, nos comportamentos e nas decis\u00f5es de neg\u00f3cios. No \u00faltimo ano, por exemplo, fatores como os conflitos entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia e entre Israel e Hamas trouxeram tens\u00f5es geopol\u00edticas, enquanto um navio encalhado no Canal de Suez atrapalhou a cadeia de suprimentos em todo o mundo. O Canal do Panam\u00e1 vem sofrendo com a falta de chuvas na regi\u00e3o, diminuindo sua capacidade de transporte de carga, j\u00e1 o El Ni\u00f1o refor\u00e7a a emerg\u00eancia mundial que \u00e9 o aquecimento global.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando para fora da \u201cIlha Brasil\u201d, existem muitos motivos para preocupa\u00e7\u00e3o. Embora esses fatores estejam, de forma geral, fora do nosso alcance, \u00e9 necess\u00e1rio estar preparado para reagir rapidamente e, se necess\u00e1rio, mudar planos, metas e iniciativas para dar conta de novos cen\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tecnologia, inova\u00e7\u00e3o,&nbsp;<\/strong><strong><em>venture capital<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista de inova\u00e7\u00e3o e investimentos em capital de risco, o contexto que come\u00e7amos a viver, de queda dos juros e aumento da capacidade de retomada de projetos pelas empresas, \u00e9 bastante positivo. Em 2022 e, em especial, 2023, as iniciativas de transforma\u00e7\u00e3o digital ficaram desaquecidas em muitas empresas, mais preocupadas em garantir a sobreviv\u00eancia no curto prazo. O problema \u00e9 que deixar de investir em aspectos estruturantes do neg\u00f3cio praticamente garante o fracasso no longo prazo. Um dilema complicado, que a economia em 2024 vai aos poucos ajudando a destravar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com juros mais baixos e infla\u00e7\u00e3o sob controle, aumentam os incentivos para investimentos em risco, especialmente em empresas de tecnologia com propostas s\u00f3lidas e respostas claras a \u201cpontos de dor\u201d do varejo. Estamos longe da \u201cexuber\u00e2ncia irracional\u201d de alguns anos atr\u00e1s, o que \u00e9 at\u00e9 bom: ideias sem aplica\u00e7\u00e3o efetiva perdem espa\u00e7o em um ambiente de pragmatismo. A rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio e a capacidade de gera\u00e7\u00e3o de vantagens reais para as empresas \u00e9 o que determinar\u00e1 o tamanho do \u201ccheque\u201d que as startups v\u00e3o receber ao longo de 2024.&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o primeiro trimestre do ano caminhando para sua conclus\u00e3o, podemos tra\u00e7ar um quadro mais claro da economia brasileira, do varejo e dos investimentos em tecnologia em 2024. 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