{"id":3779,"date":"2024-09-19T13:25:49","date_gmt":"2024-09-19T16:25:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecommerceupdate.com.br\/?p=3779"},"modified":"2024-09-19T13:25:51","modified_gmt":"2024-09-19T16:25:51","slug":"operadores-logisticos-receita-bruta-cresce-e-chega-a-r-192-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecommerceupdate.com.br\/pt\/operadores-logisticos-receita-bruta-cresce-e-chega-a-r-192-bi\/","title":{"rendered":"Operadores Log\u00edsticos: Receita Bruta cresce e chega a R$ 192 bi"},"content":{"rendered":"<p>O resultado integra a edi\u00e7\u00e3o 2024 do &#8216;Perfil dos Operadores Log\u00edsticos&#8217;, estudo promovido pela ABOL. Entre as novidades, informa\u00e7\u00f5es sobre como essas companhias lidam com temas como descarboniza\u00e7\u00e3o e infraestruturas portu\u00e1ria e aeroportu\u00e1ria. Dados de faturamento, investimentos, inova\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de empregos tamb\u00e9m foram mapeados.<\/p>\n\n\n\n<p>Com melhora significativa, os Operadores Log\u00edsticos (OLs) atuantes no Brasil registraram, em 2023, Receita Bruta Operacional (ROB) de R$192 bilh\u00f5es, cerca de 15% a mais do que o verificado em 2021, \u00faltima vez em que o montante foi apurado e ficou em R$166 bilh\u00f5es. O valor atual \u00e9 equivalente a quase 2% do PIB e a 17% dos custos de transporte e armazenagem do Pa\u00eds, que somam R$1,1 trilh\u00e3o. 76% das empresas informaram aumento no faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes e outros n\u00fameros fazem parte da edi\u00e7\u00e3o 2024 do \u2018Perfil dos Operadores Log\u00edsticos\u2019, estudo promovido desde 2014, a cada dois anos, pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Operadores Log\u00edsticos (ABOL) e encomendado ao Instituto de Log\u00edstica e Supply Chain (ILOS). O material analisa a performance das operadoras e revela, ainda, detalhes sobre a import\u00e2ncia, evolu\u00e7\u00e3o, desafios e anseios do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as novidades, est\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre a jornada de descarboniza\u00e7\u00e3o das companhias e a percep\u00e7\u00e3o delas sobre as infraestruturas portu\u00e1ria e aeroportu\u00e1ria brasileiras. Dados sobre faturamento, investimentos, inova\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de empregos seguem parte do mapeamento e demonstraram crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa estimou um universo de 1.300 empresas, de pequeno, m\u00e9dio e grande portes, que atenderam a pr\u00e9-requisitos determinados, como a Classifica\u00e7\u00e3o Nacional de Atividades Econ\u00f4micas (CNAE) e servi\u00e7os oferecidos. Deste, 127 operadores, entre eles, os associados \u00e0 ABOL, colaboraram diretamente com o material. Juntos, eles representam 40% do faturamento do setor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Arrecada\u00e7\u00e3o, trabalho e investimentos<\/strong><br>No per\u00edodo, os OLs arrecadaram R$ 43 bilh\u00f5es em tributos. Quando comparado ao total de impostos recolhidos no Brasil, os OLs foram respons\u00e1veis por 0,5%, 1,1% e 0,7% do m\u00e1ximo arrecadado pelas esferas municipais, estaduais e federais, respectivamente. Al\u00e9m disso, foram respons\u00e1veis por cerca de 2,3 milh\u00f5es de empregos diretos e indiretos, sendo a maioria no regime CLT, no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs dados apurados refor\u00e7am a relev\u00e2ncia dos operadores log\u00edsticos n\u00e3o apenas para a evolu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da modalidade de servi\u00e7os no Brasil, mas tamb\u00e9m para o desenvolvimento da economia nacional. Essa representatividade se evidencia diante dos investimentos feitos em 2023, que chegaram a R$20 bilh\u00f5es\u201d, destaca a diretora executiva da ABOL, Marcella Cunha.<br><br>Em 2023, 68% dos OLs avan\u00e7aram nos investimentos em compara\u00e7\u00e3o ao volume injetado em 2022. Em 2021, o percentual foi de 59% em rela\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio anterior. O foco dos OLs foi nos softwares (83%).<br><br>As obras de infraestrutura receberam capital de 78% dos operadores respondentes e aparecem em segundo lugar no ranking de aportes. Logo depois vem a aquisi\u00e7\u00e3o de novas m\u00e1quinas ou equipamentos, por 69%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio aos novos projetos, os OLs sentiram o impacto do incremento no pre\u00e7o do combust\u00edvel em 2023, tamb\u00e9m constatado na edi\u00e7\u00e3o anterior. Outras despesas com acr\u00e9scimos relevantes foram: m\u00e3o de obra, equipamentos e transporte rodovi\u00e1rio, todos com aumento considerado m\u00e9dio ou alto por mais de 60% dos operadores. No geral, 75% n\u00e3o repassaram a eleva\u00e7\u00e3o dos custos para o valor do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 de hoje que os OLs driblam a alta do combust\u00edvel, que sempre representa uma parcela significativa dos seus custos operacionais, e v\u00eam buscando alternativas para evitar grandes preju\u00edzos. Quando se trata de investimentos, a constante evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica tem impacto direto, uma vez que os operadores precisam acompanhar as tend\u00eancias, aumentando a produtividade e mantendo a competitividade\u201d, ressalta Marcella.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descarboniza\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Com as aten\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o dos impactos das suas opera\u00e7\u00f5es no meio ambiente, diante de um cen\u00e1rio no qual 13% das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa s\u00e3o feitas pelo setor de transporte, 94% dos Operadores Log\u00edsticos j\u00e1 contam com um departamento respons\u00e1vel por temas relacionados \u00e0 sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os OLs com maior avan\u00e7o nesta quest\u00e3o (39%) t\u00eam metas e objetivos claros e a \u00e1rea respons\u00e1vel tem um or\u00e7amento definido. Outros 23% tamb\u00e9m j\u00e1 t\u00eam um setor com indicadores, mas ainda sem defini\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se trata de descarboniza\u00e7\u00e3o, o objetivo m\u00e9dio para redu\u00e7\u00e3o de pegada de carbono \u00e9 de 37% em at\u00e9 oito anos. Para as empresas que buscam diminuir em 100%, o prazo seria entre 20 e 26 anos. O cumprimento dos per\u00edodos estipulados est\u00e1 alinhado a iniciativas como a redu\u00e7\u00e3o da idade m\u00e9dia da frota (55%), otimiza\u00e7\u00e3o da malha log\u00edstica (47%) e a roteiriza\u00e7\u00e3o (47%). Entre as medidas j\u00e1 adotadas est\u00e3o o uso de ve\u00edculos el\u00e9tricos e utiliza\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel, com 41% e 53% das empresas apostando nessas solu\u00e7\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A busca de outras fontes de combust\u00edvel tamb\u00e9m faz parte dos planos dos OLs dentro da premissa ESG (Environmental, Social and Governance). A eletricidade para ve\u00edculos, conforme apontado por 39% das empresas consultadas, teve a prefer\u00eancia. Outras fontes em uso s\u00e3o o etanol (33%) e o GNV (26%). Ambos possuem baixos n\u00edveis de emiss\u00e3o de carbono e maior quantidade de pontos de abastecimento espalhados pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda o biog\u00e1s, diesel verde, g\u00e1s natural liquefeito e hidrog\u00eanio verde, usados por menos de 10% dos operadores, por\u00e9m com grande potencial para se desenvolverem no m\u00e9dio e longo prazos. A maior parte dos OLs (63%) afirmou que absorve totalmente os custos para redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es, sem qualquer tipo de repasse para o pre\u00e7o final de seus servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ABOL tem participado ativamente desse processo por meio do grupo ESG, que h\u00e1 quase 3 anos vem desenvolvendo e a\u00e7\u00f5es e projetos importantes para contribuir de forma direta na jornada de descarboniza\u00e7\u00e3o de cada associada, uma vez que percebemos que os OLs estavam em est\u00e1gios diferentes de maturidade. Conseguimos que todas se nivelassem a partir da constru\u00e7\u00e3o da sua matriz de materialidade e invent\u00e1rio de emiss\u00f5es. Agora, elas sabem exatamente quais problemas e desafios devem enfrentar quando o assunto \u00e9 ESG e, em especial, emiss\u00f5es de GEE. Juntos, buscamos as melhores solu\u00e7\u00f5es e oferecemos subs\u00eddios para que possam decidir qual caminho seguir. At\u00e9 dezembro, por exemplo, entregaremos \u00e0s afiliadas o projeto piloto \u2018Invent\u00e1rio de Emiss\u00f5es dos Associados \u00e0 ABOL\u2019. Tamb\u00e9m acompanhamos de perto a regulamenta\u00e7\u00e3o do \u2018Mercado de Carbono\u2019 brasileiro, em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional, assim como o \u2018PL dos Combust\u00edveis do Futuro\u2019, que incentiva o desenvolvimento de tecnologias e alternativas menos poluentes\u201d, relata a diretora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abrang\u00eancia<\/strong><br>Onde est\u00e3o os operadores log\u00edsticos que atuam em solo nacional? Do total de OLs, 47% operam nas cinco regi\u00f5es brasileiras ao mesmo tempo e 40% possuem participa\u00e7\u00e3o internacional, revelando um incremento ao longo dos \u00faltimos anos na atua\u00e7\u00e3o regional das empresas. Em 2022, 37% estavam presentes em todas as regi\u00f5es brasileiras. Desde a edi\u00e7\u00e3o 2020 da pesquisa, as altas foram de 25% para 51% no Norte, de 43% para 69% no Nordeste, de 37% para 70% no Centro Oeste, de 63% para 76% no Sul e de 92% para 94% no Sudeste.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas de maior porte s\u00e3o as de superior abrang\u00eancia geogr\u00e1fica: 81% delas est\u00e3o presentes em todas as regi\u00f5es. Por outro lado, os OLs de menor porte s\u00e3o aqueles com atua\u00e7\u00e3o mais regional, com boa parte se posicionando como especialistas em mercados locais. Em m\u00e9dia, cada um opera 19 instala\u00e7\u00f5es, como galp\u00f5es, CDs, Transit Points e cross docking. No entanto, 64% dos participantes da pesquisa garantiram que est\u00e3o incrementando esse n\u00famero.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ind\u00fastrias atendidas<\/strong><br>Com o aumento da posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos OLs, cresceu tamb\u00e9m os segmentos da economia atendidos. Em 2024, o levantamento revelou que os operadores atuam em mais de 20 setores diferentes, posicionando-se em diversos elos da cadeia de suprimentos. Cada um possui, em m\u00e9dia, clientes de nove ind\u00fastrias distintas. No topo da lista est\u00e1 o setor de bebidas, com 72%, alta de 14% em compara\u00e7\u00e3o a 2022. Em seguida, aparece Automotivo e Autope\u00e7as, com 70% e expans\u00e3o de 13% nos \u00faltimos dois anos. Na terceira posi\u00e7\u00e3o est\u00e3o os cosm\u00e9ticos, com 66% e eleva\u00e7\u00e3o de 2%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Infraestrutura portu\u00e1ria e aeroportu\u00e1ria<\/strong><br>A edi\u00e7\u00e3o 2024 do \u2018Perfil dos Operadores Log\u00edsticos\u2019 traz, pela primeira vez, o posicionamento um pouco mais aprofundado das empresas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s infraestruturas portu\u00e1ria e aeroportu\u00e1ria do Pa\u00eds. No caso dos portos, os operadores entendem que s\u00e3o necess\u00e1rias melhorias estruturais, de forma que apenas 18% n\u00e3o apontam gargalos log\u00edsticos nas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os OLs tamb\u00e9m destacaram a exist\u00eancia de potenciais oportunidades de melhoria na infraestrutura aeroportu\u00e1ria para o transporte de cargas. O levantamento revela que 26% observam car\u00eancia de disponibilidade para carga nos aeroportos brasileiros. Ao analisarem as rotas a\u00e9reas dom\u00e9sticas, dos 46% que atuam nesse modal, somente 6% dos entrevistados caracterizam-nas como \u00f3timas.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O resultado integra a edi\u00e7\u00e3o 2024 do &#8216;Perfil dos Operadores Log\u00edsticos&#8217;, estudo promovido pela ABOL. Entre as novidades, informa\u00e7\u00f5es sobre como essas companhias lidam com temas como descarboniza\u00e7\u00e3o e infraestruturas portu\u00e1ria e aeroportu\u00e1ria. 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