{"id":93457,"date":"2026-03-04T12:50:55","date_gmt":"2026-03-04T15:50:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecommerceupdate.com.br\/?p=93457"},"modified":"2026-03-04T12:50:58","modified_gmt":"2026-03-04T15:50:58","slug":"ia-no-varejo-a-transformacao-do-setor-pelo-open-source","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecommerceupdate.com.br\/pt_pt\/ia-no-varejo-a-transformacao-do-setor-pelo-open-source\/","title":{"rendered":"IA no varejo: a transforma\u00e7\u00e3o do setor pelo open source"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante anos, a intelig\u00eancia artificial (IA) no varejo foi tratada como promessa. Experimentos isolados, pilotos de personaliza\u00e7\u00e3o e automa\u00e7\u00f5es pontuais dominaram o discurso de l\u00edderes, gerentes e tomadores de decis\u00f5es. No entanto, o \u00faltimo National Retail Federation (NRF), maior feira de varejo internacional no mercado, realizado na primeira quinzena de janeiro, mostrou a todos que essa etapa ficou para tr\u00e1s. O segmento entrou em uma fase mais madura, integrada diretamente com uma estrat\u00e9gia omnichannel, fazendo com que, aos poucos, a IA deixe de ser um um diferencial e passa a se tornar parte operacional de neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estandes e palestras em Nova Iorque deixaram claro que a transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 mais em \u201ctestar tecnologia\u201d para solu\u00e7\u00f5es sob medida e para aspectos laterais de neg\u00f3cios, mas sim em conectar dados, processos e decis\u00f5es em escala, em um cen\u00e1rio de custos elevados, consumidores exigentes e cadeias de suprimento cada vez mais complexas. Em um contexto de oportunidades menos evidentes e marcas cada vez mais \u00e1vidas por reter clientes, a&nbsp;intelig\u00eancia artificial apresenta-se como uma metodologia integrada para reduzir fric\u00e7\u00f5es, aumentar a previsibilidade e sustentar o crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o se trata de apenas adotar solu\u00e7\u00f5es prontas para impulsionar a produtividade e flexibilizar o atendimento, mas sim de construir toda uma percep\u00e7\u00e3o no varejo a respeito da import\u00e2ncia de tecnologias abertas e arquiteturas colaborativas. Poderoso catalisador da inova\u00e7\u00e3o, o open source t\u00eam sido essencial para empresas de diferentes tamanhos aumentaram sua capacidade de adapta\u00e7\u00e3o com as novas tend\u00eancias do mercado, por meio de estruturas mais flex\u00edveis, \u00e1geis e, principalmente, resilientes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Intelig\u00eancia artificial: da teoria \u00e0 pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para muitos, esse salto para o ecossistema de intelig\u00eancia artificial pode parecer uma for\u00e7a\u00e7\u00e3o de barra, principalmente para Pequenas, M\u00e9dia e Microempresas que, raramente, disp\u00f5em de margem no or\u00e7amento para realizar investimentos em tecnologia de m\u00e9dio e curto prazo, no entanto, um levantamento recente da NVIDIA apontar para um cen\u00e1rio diversos. Lan\u00e7ado no come\u00e7o de janeiro, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/click.cse360.com.br\/Click\/AddCampaignEmailClick\/d38113da-c41b-483c-2f86-08de6f94bd98\/https%253a%252f%252fwww.nvidia.com%252fen-us%252flp%252findustries%252fstate-of-ai-in-retail-and-cpg%252f\/84c0c0e9-fd5e-445c-a78f-e53349cae971\/guilherme@ecommerceupdate.com.br\/True\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">State of AI in Retail and CPG<\/a>&nbsp;indica que mais de 58% do ecossistema global de neg\u00f3cios utiliza ativamente solu\u00e7\u00f5es, ferramentas ou metodologias de IA, um salto de 16 por cento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa passada.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda que exista um&nbsp;<em>gap<\/em>&nbsp;de 21 pontos entre as formas de uso da tecnologia para neg\u00f3cios com mais de 1 mil colaboradores (68%) e micro, m\u00e9dias e pequenas empresas (49%), a IA se tornou un\u00e2nime para alavancar receitas, reduzir custos operacionais e aumentar efici\u00eancia operacional e a produtividade de times em diferentes frentes do segmento. Seja para o ecossistema cadeia de suprimentos, back office ou lojas f\u00edsicas, 91% dos tomadores de decis\u00f5es concordam em que investir em intelig\u00eancia artificial est\u00e1 nos planos para 2026 por meio de solu\u00e7\u00f5es que tragam resultados \u00e1geis e concretos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como ressalta o&nbsp;<a href=\"https:\/\/click.cse360.com.br\/Click\/AddCampaignEmailClick\/d38113da-c41b-483c-2f86-08de6f94bd98\/https%253a%252f%252fsebraepr.com.br%252ftendencias%252f%253fsrsltid%253dAfmBOooWBO2oHQM5F9DRdVUGXRpbJjpy44RpWMeGLFYMEHGTnZMs0cc-\/84c0c0e9-fd5e-445c-a78f-e53349cae971\/guilherme@ecommerceupdate.com.br\/True\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">Guia de Tend\u00eancias do Sebrae<\/a>, organizado especialmente para o NRF, na realidade brasileira esses investimentos em tecnologia se traduzem: na ado\u00e7\u00e3o da IA ag\u00eantica (tamb\u00e9m conhecida como agentes de IA); na personaliza\u00e7\u00e3o da jornada da compra de clientes em multicanais; na antecipa\u00e7\u00e3o de gargalos operacionais buscando n\u00e3o s\u00f3 evitar o desabastecimento de estoques, como tamb\u00e9m integra\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es em m\u00faltiplos canais de atua\u00e7\u00e3o e; principalmente, no aumento da seguran\u00e7a de opera\u00e7\u00f5es, seja no e-commerce, em marketplaces ou ainda no atendimento presencial nas lojinhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De forma geral, o documento suscita que o futuro da \u00e1rea representa uma aproxima\u00e7\u00e3o decisiva da tecnologia do&nbsp;<em>core business<\/em>&nbsp;do varejo. Observando os benef\u00edcios, os casos de sucesso e os encaminhamentos para este ano, fica claro que a IA, bem como outras metodologias-irm\u00e3s como a automa\u00e7\u00e3o e a moderniza\u00e7\u00e3o de infraestrutura t\u00e9cnica, ser\u00e3o indispens\u00e1veis para o sucesso de neg\u00f3cios e na melhora do atendimento de consumidores. Como o pr\u00f3prio relat\u00f3rio sublinha, n\u00e3o se trata, de delegar \u00e0 IA e \u00e0s novas metodologias toda a criatividade, inova\u00e7\u00e3o e engenhosidade do segmento, mas sim fazer uso dessas solu\u00e7\u00f5es para que o&nbsp;<em>human touch<\/em>&nbsp;no atendimento, nas conversas e no trato direto com o p\u00fablico seja mais assertivo e decisivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>C\u00f3digo aberto: um investimento de intelig\u00eancia no varejo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por mais que a tecnologia apresente benef\u00edcios inquestion\u00e1veis e duradouros para diferentes tipos de neg\u00f3cios, no Brasil, organiza\u00e7\u00f5es ainda enfrentam obst\u00e1culos na sua ado\u00e7\u00e3o. De acordo com um relat\u00f3rio recente da&nbsp;<a href=\"https:\/\/click.cse360.com.br\/Click\/AddCampaignEmailClick\/d38113da-c41b-483c-2f86-08de6f94bd98\/https%253a%252f%252fwww.fecomercio.com.br%252fnoticia%252finteligencia-artificial-no-varejo-diagnostico-e-expectativas-para-o-setor%253f%25252Fnoticia%25252Finteligencia-artificial-no-varejo-diagnostico-e-expectativas-para-o-setor%253d\/84c0c0e9-fd5e-445c-a78f-e53349cae971\/guilherme@ecommerceupdate.com.br\/True\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">Fecom\u00e9rcio<\/a>, disponibilizado na coluna de Kelly Carvalho, assessora do \u00f3rg\u00e3o, mais do que um problema de custo elevado de implementa\u00e7\u00e3o (36%), a maior barreira vivida por empresas \u00e9 entrave cultural, ou seja, n\u00e3o disp\u00f5em de um ambiente preparado (processos, gest\u00e3o de pessoas, capacita\u00e7\u00e3o de profissionais, valida\u00e7\u00e3o de resultados) para absorver essas mudan\u00e7as \u00e1geis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste cen\u00e1rio de desafios, o c\u00f3digo aberto se apresenta como um grande aliado para empresas realizarem o&nbsp;<em>on-boarding&nbsp;<\/em>na IA e outras tecnologias, de maneira progressiva, descomplicada e a um baixo custo de aquisi\u00e7\u00e3o. Seu diferencial \u00e9 oferecer centenas de milhares de softwares, cursos e capacita\u00e7\u00f5es gratuitas para organiza\u00e7\u00f5es irem construindo a sua pr\u00f3pria base tecnol\u00f3gica. Mais do que uma maneira simples de mergulhar no vasto mundo da tecnologia, a metodologia aberta se apoia sobre uma cultura colaborativa universal, na qual cada indiv\u00edduo contribui para um bem maior. Tamb\u00e9m conhecido como&nbsp;<em>pay it forward<\/em>, o princ\u00edpio tem guiado a comunidade a alavancar a inova\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 40 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa abordagem colaborativa permite que equipes ajustem modelos de IA, personalizem fluxos e criem diferenciais competitivos com rapidez, especialmente quando combinada com dados pr\u00f3prios de clientes, estoque e comportamento, algo essencial diante das demandas por personaliza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e log\u00edstica integrada discutidas na NRF 2026. Mas falar \u00e9 f\u00e1cil, dif\u00edcil \u00e9 colocar todas essas ideias em pr\u00e1tica. Por isso, dois casos de sucesso merecem nossa aten\u00e7\u00e3o para entender o potencial desse neg\u00f3cio:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Walmart: Escalando IA com arquiteturas abertas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Walmart provou que o c\u00f3digo aberto pode se tornar um pilar estrat\u00e9gico em opera\u00e7\u00f5es de escala global. A empresa adotou tecnologias abertas como o Hadoop, o Spark e uma arquitetura de Kubernetes para construir e escalar seus sistemas de dados e intelig\u00eancia artificial, integrando milh\u00f5es de transa\u00e7\u00f5es, estoques e intera\u00e7\u00f5es entre canais f\u00edsicos e digitais em tempo real<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa flexibilidade permitiu ao Walmart n\u00e3o s\u00f3 abarcar omnichannel como padr\u00e3o operacional, mas tamb\u00e9m refinar previs\u00f5es de demanda, otimizar rotas log\u00edsticas e personalizar experi\u00eancias em escala, transformando assim todo o seu ecossistema produtivo. Em outras palavras, gra\u00e7as \u00e0s solu\u00e7\u00f5es e metodologias open source, a gigante do varejo internacional pode aprimorar seu planejando em solo americano e projetar sua expans\u00e3o para diferentes territ\u00f3rios nas Am\u00e9ricas e, principalmente, em outros mercados com h\u00e1bitos, culturas e economias pr\u00f3prias<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Magazine Luiza: open source como alavanca de crescimento no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, o Magazine Luiza exemplifica como varejistas podem incorporar IA com base em tecnologias abertas para adaptar-se \u00e0 realidade local. Ao construir sua plataforma tecnol\u00f3gica sobre metodologias open source, integrando dados de lojas f\u00edsicas, marketplace e canais digitais, a empresa ganhou agilidade para ajustar fluxos de pedidos, antecipar gargalos log\u00edsticos e personalizar ofertas com base em comportamento real de compra de brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa capacidade de conectar dados e processos internamente traduz-se em maior efici\u00eancia operacional, uma resposta clara aos desafios nacionais de dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica e diversidade regional, enfrentados por lojistas de diferentes segmentos e, mais importante, apresenta-se como uma base estrat\u00e9gica para planejar a jornada digital da companhia, seja quando implementar novidades de intelig\u00eancia artificial e IA ag\u00eantica ou apenas na automatiza\u00e7\u00e3o de respostas, scripts e outras tecnologias de impacto para a companhia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Varejo e c\u00f3digo aberto: um futuro da IA \u00e0 vista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante desse cen\u00e1rio, fica evidente que a intelig\u00eancia artificial deixou de ser uma tend\u00eancia futurista para se consolidar como um componente estrutural do varejo contempor\u00e2neo. Para al\u00e9m de ganhos pontuais em efici\u00eancia e escala, a IA tornou-se um elo entre dados, processos e decis\u00f5es, permitindo que empresas respondam com maior precis\u00e3o \u00e0s demandas de consumidores cada vez mais conectados e exigentes. A maturidade apontada pelo NRF, por exemplo, refor\u00e7a que o diferencial competitivo n\u00e3o est\u00e1 apenas na ado\u00e7\u00e3o da tecnologia, mas sim na sua integra\u00e7\u00e3o profunda ao&nbsp;<em>core&nbsp;<\/em>do neg\u00f3cio, respeitando contextos locais, escalas operacionais e, sobretudo, preservando o papel humano na constru\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias relevantes para clientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse movimento de protagonismo da tecnologia, o open source se afirma como um aliado decisivo de democratiza\u00e7\u00e3o e sustentabilidade da inova\u00e7\u00e3o no varejo. Ao derrubar barreiras de custo, acelerar o aprendizado organizacional e fomentar uma cultura colaborativa pautada pela inova\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a, as solu\u00e7\u00f5es abertas permitem que empresas de todos os portes avancem de forma progressiva na jornada de transforma\u00e7\u00e3o digital. Em suma, investir em c\u00f3digo aberto deixou de ser uma escolha t\u00e9cnica e hoje se tornou uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica de longo prazo para um varejo mais resiliente, adapt\u00e1vel e centrado no cliente, seja no mercado internacional ou em nosso quintal de grandes oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>*<\/em>Fabiano Assis&nbsp;<\/strong><em>\u00e9 diretor comercial para a Red Hat Brasil<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante anos, a intelig\u00eancia artificial (IA) no varejo foi tratada como promessa. 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