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SEO deixa de ser o único fator para a descoberta de marcas na era da inteligência artificial

A confirmação da OpenAI, na quinta-feira (6), da expansão dos anúncios do ChatGPT para o Brasil inaugura uma nova etapa para o marketing digital. Mais do que abrir um novo espaço para publicidade, a novidade pode acelerar uma mudança na forma como consumidores pesquisam produtos, serviços e empresas nos próximos anos. Para especialistas, o movimento indica que as marcas precisarão construir autoridade não apenas para aparecer nos mecanismos de busca tradicionais, mas também para serem compreendidas e recomendadas pelas plataformas de inteligência artificial.

Para Hugo Silveira, especialista em vendas, estrategista de crescimento e cofundador do Grupo HRZ, holding especializada em crescimento empresarial, aceleração comercial e aumento de receita, o principal impacto dessa novidade não está na mídia, mas na mudança de comportamento que ela pode estimular.

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“Durante muito tempo, a principal preocupação das empresas foi aparecer nas primeiras posições do Google. Com a inteligência artificial ganhando espaço na rotina das pessoas, a tendência é que parte dessa busca migre para conversas com plataformas como o ChatGPT. Isso faz com que as empresas precisem pensar em como serão interpretadas e recomendadas também pela IA”, afirma Hugo.

Segundo o especialista, o SEO continuará sendo importante, mas deixará de ser suficiente para garantir relevância digital. “O desafio passa a ser construir uma presença digital sólida, baseada em informações confiáveis, conteúdos relevantes e consistência. A inteligência artificial tende a privilegiar fontes que demonstrem autoridade, e isso amplia a importância da reputação digital das empresas”, ressalta.

Construir autoridade passa a ser tão importante quanto investir em mídia

Caso essa transformação avance, marketing, relacionamento e tecnologia deverão trabalhar de forma ainda mais integrada. A simples presença na internet tende a deixar de ser suficiente para que uma marca seja encontrada pelas plataformas de inteligência artificial.

Para João Vinas, engenheiro, empresário, especialista em CRM, automação comercial e inteligência artificial aplicada a vendas, sócio do Grupo HRZ, a tendência é que esses sistemas utilizem diferentes sinais de confiabilidade antes de apresentar uma resposta ao usuário. “Não basta uma empresa estar presente na internet. A tendência é que conteúdos consistentes, informações atualizadas, boa reputação e organização dos dados aumentem a relevância da marca dentro das plataformas de IA. É uma construção que envolve marketing, CRM, experiência do cliente e relacionamento”, destaca.

Segundo o especialista, essa transformação exige que as empresas organizem melhor seus ativos digitais. “A inteligência artificial trabalha conectando informações de diferentes fontes. Quanto mais estruturada e consistente for a presença digital de uma empresa, maiores tendem a ser as chances de ela aparecer como referência quando essas plataformas responderem às perguntas dos usuários. É uma mudança que exige planejamento desde agora”, acrescenta.

Na avaliação de João, esse processo também reduz a distância entre estratégia comercial e produção de conteúdo. “Cada conteúdo publicado, cada interação com clientes e cada informação disponível sobre a empresa passa a contribuir para a construção dessa autoridade digital. A presença online deixa de ser apenas uma vitrine e passa a funcionar como um ativo estratégico para alimentar os modelos de inteligência artificial”, afirma.

A inteligência artificial pode encurtar a jornada de compra

Se essa mudança de comportamento ganhar escala, a jornada de compra também poderá passar por uma transformação. Hoje, um consumidor normalmente pesquisa um tema no Google, visita diferentes sites, compara avaliações, consulta redes sociais e somente depois decide pela compra.

Com a inteligência artificial, boa parte desse caminho poderá ser reduzida a uma única conversa. Para Iury Borges, estrategista de vendas, criador do método Venda 10X e sócio-diretor do Grupo HRZ, essa tendência tende a alterar a forma como consumidores descobrem marcas e tomam decisões.

“É possível que, cada vez mais, as pessoas iniciem a busca por produtos ou serviços fazendo perguntas diretamente para uma inteligência artificial. Em vez de navegar por vários sites, elas poderão receber uma resposta estruturada com recomendações, comparações e explicações em uma única conversa. Isso muda completamente a forma como as empresas disputarão atenção no ambiente digital”, afirma Iury.

Segundo ele, essa possibilidade também amplia o papel estratégico da produção de conteúdo. “Durante muito tempo, muitas empresas produziram conteúdo pensando apenas em gerar visitas para o site. Se a inteligência artificial passar a intermediar essa relação com o consumidor, esse conteúdo precisará responder dúvidas reais, organizar conhecimento e transmitir confiança. A tendência é que isso passe a influenciar diretamente a forma como uma marca será apresentada pelas plataformas de IA”, explica o estrategista de vendas.

O conteúdo passa a disputar espaço também nas respostas da IA

Na avaliação dos especialistas, essa transformação não significa o fim dos mecanismos de busca tradicionais, mas amplia a responsabilidade das empresas na construção de autoridade digital.

A lógica deixa de ser apenas conquistar cliques e passa a envolver a produção de conteúdos consistentes, informações atualizadas, presença digital organizada e relacionamento contínuo com os consumidores.

Segundo Hugo Silveira, as empresas que começarem esse processo agora terão mais facilidade para acompanhar a evolução do mercado. “Não se trata apenas de uma mudança na publicidade. O comportamento das pessoas pode mudar, e isso altera a forma como elas encontram empresas, pesquisam soluções e tomam decisões. Quem começar a construir autoridade desde já estará mais preparado caso esse modelo realmente se consolide”, destaca.

A próxima disputa será pela confiança

Assim como o Google redefiniu a forma como empresas passaram a disputar visibilidade na internet há mais de duas décadas, a inteligência artificial pode inaugurar um novo ciclo de transformação digital.

Na avaliação dos especialistas do Grupo HRZ, a expansão dos anúncios do ChatGPT representa apenas um dos primeiros movimentos dessa mudança, que tende a aproximar ainda mais tecnologia, marketing e estratégia comercial.

“A próxima disputa não será apenas por quem aparece primeiro em uma busca. Ela poderá acontecer também entre as empresas que conseguirem ser reconhecidas pela inteligência artificial como fontes confiáveis de informação. É uma mudança que começa agora e que poderá redefinir a presença digital das marcas nos próximos anos”, conclui Hugo Silveira.

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