Termina nesta terça-feira (31) o prazo para circulação de produtos com selos antigos do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) no mercado brasileiro. A medida marca o início de uma nova etapa com recursos digitais de segurança, que ampliam a rastreabilidade e fortalecem o combate a fraudes e falsificações, possibilitando a verificação direta pelo consumidor. Inicialmente, a obrigatoriedade do selo digital se aplica a produtos de alto impacto na segurança da população, como extintores de incêndio, capacetes e cilindros de GNV.
A mudança faz parte da transição para o novo modelo de certificação, que incorpora QR Codes e permite a validação da autenticidade dos produtos pelo aplicativo “Inmetro na Palma da Mão”, fortalecendo a segurança e confiança do consumidor ao adquirir esses produtos. A iniciativa já registra forte adesão, com mais de 55 mil leituras realizadas por consumidores em todo o país.
Desde o início do projeto, em maio de 2025, mais de 25 milhões de novos selos já foram entregues, com mais de 3.800 pedidos realizados por fabricantes e 1.800 empresas cadastradas no sistema.
Com o encerramento do prazo, fabricantes e comerciantes entram agora em período final de adequação, até 31 de junho, quando os selos antigos deixarão definitivamente de ser aceitos e apenas os novos, com verificação digital, poderão circular regularmente no país.
Inmetro na Palma da Mão
O aplicativo “Inmetro na Palma da Mão” permite ao consumidor verificar a autenticidade dos produtos ao apontar a câmera do celular para o QR Code presente no selo. A ferramenta também oferece acesso a informações detalhadas sobre a certificação, além de suporte por meio de assistente virtual, integrada ao WhatsApp.
A nova tecnologia inclui ainda a integração de dados gerados pelas leituras realizadas pelos usuários. Essas informações alimentam uma base nacional que permite ao Inmetro identificar padrões de uso irregular, mapear tentativas de fraude e direcionar ações de fiscalização com maior precisão.
A partir de abril, o Instituto inicia uma nova fase de implementação do projeto, com a ampliação do uso dos selos digitais para produtos como lâmpadas, fios e cabos, peças automotivas, colchões, isqueiros e panelas de pressão.


