Início Site

WPP Commerce e Eitri apostam em tecnologia para escalar apps de R$ 280 milhões em GMV

A WPP Commerce e a Eitri anunciaram uma parceria estratégica para modernizar a operação de aplicativos móveis de varejistas que atuam no ecossistema VTEX no Brasil. O acordo prevê a migraçãode aproximadamente 50 aplicativos, que juntos representam cerca de R$ 280 milhões em GMV por ano, para a plataforma Eitri App Shopping ao longo das próximas semanas. A expectativa das empresas é que a atualização tecnológica contribua para um crescimento decerca de 45% no GMV gerado por esses aplicativos e para um aumento médio de conversão estimado em 180%, sem alteração nos custos atuais para os clientes envolvidos.

Resultado da fusão estratégica entre Corebiz e Enext, duas referências no segmento e integrantes do Grupo WPP, a WPP Commerce passa a ser a maior operação end-to-end de digital commerce na América Latina.Ao longo de sua trajetória, a empresa desenvolveu cerca de 300 aplicativos de varejo e atende alguns dos maiores clientes do ecossistema VTEX, com grande potencial de adoção da nova tecnologia dentro de sua base.

A tecnologia da Eitri sustenta operações móveis que processam quase R$ 1 bilhão em vendas anuais por meio de aplicativos de varejo no Brasil. A empresa está à frente de uma nova geração de app commerceSaaS, baseada no conceito já consolidado para as plataformas de e-commerce e diferente das soluções atuais de mobile app, em que os aplicativos deixam de ser produtos fechados e passam a evoluir continuamente, com mais flexibilidade e autonomia para as marcas.Após a primeira etapa de migração, conduzida em cerca de nove semanas, as empresas estimam alcançar 128 aplicativos ativos até o final de 2026, com uma capacidade produtiva conjunta de aproximadamente 20 novos aplicativos ou projetos de evolução por mês. Emprojetos recentes, clientes que adotaram a tecnologia da Eitri registraram incremento de receita em torno de 43% após a adoção da nova estrutura tecnológica.

Com o acordo, os clientes passam a utilizar aplicativos nativos para iOS e Android conectados diretamente à infraestrutura de e-commerce, com sincronização completa de catálogo, preços, estoque e checkout da plataforma VTEX. A tecnologia também automatiza atualizações exigidas pelos sistemas operacionais das lojas de apps, reduzindo a necessidade de intervenções técnicas frequentes e simplificando a gestão das aplicações móveis.

“Esta parceria reforça nosso compromisso em entregar as melhores soluções do mercado aos nossos clientes. A Eitri traz uma plataforma moderna, que complementa perfeitamente o ecossistema VTEX, permitindoque os varejistas acelerem suas vendas no canal mobile com uma solução robusta e escalável”, afirma Felipe Macedo, CEO da WPP Commerce.

Entre os aplicativos que operam na nova plataforma ou estão em fase avançada de implementação estão marcas como Sawary, Levi’s, BAW, Intimissimi e Calzedonia, que poderão se tornar grandes cases da iniciativa.

“O mobile commerce representa uma oportunidade gigantesca para o varejo brasileiro. Nossa parceria com a WPP Commerce nos permite levar a melhor tecnologia de aplicativos para uma base ainda maior devarejistas, com um modelo que elimina as dores de cabeça típicas de manutenção e atualização de apps”, afirma Guilherme Martins, cofundador e CEO da Eitri.

A migração dos aplicativos será conduzida de forma gradual, seguindo um cronograma estruturado, com acompanhamento direto das equipes das duas empresas para garantir continuidade das operações e adaptaçãoprogressiva à nova infraestrutura tecnológica.

Os aplicativos contemplados pela iniciativa pertencem a segmentos como Moda, Beleza e Farmácia, com possibilidade de priorização de determinados setores considerados estratégicos para o comércio digital.

Além da modernização inicial dos aplicativos, as empresas avaliam ampliar a parceria no decorrer dos próximos meses, expandindo a adoção da tecnologia dentro da base da WPP Commerce e possivelmente paranovas operações de varejo que ainda não utilizam aplicativos mobile.

A parceria também prevê a continuidade das condições comerciais atuais para os clientes migrados, garantindo previsibilidade durante o processo de atualização tecnológica.

Os aplicativos desenvolvidos na plataforma da Eitri incluem recursos voltados à performance e engajamento do consumidor, como notificações push para comunicação direta com usuários, acompanhamento de pedidos em tempo real e otimizações que contribuem para melhorar a conversão no ambiente mobile.

Diversidade de meios de pagamentos online influenciam comportamento dos consumidores online e boleto atinge mínima histórica de 27% no e-commerce, revela camara-e.net

Levantamento inédito da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net), em parceria com a consultoria Gmattos, revela que o boleto bancário registrou em março sua pior performance histórica, sendo aceito por 27% das lojas monitoradas.

Em 2021, o boleto bancário era aceito por 85% das lojas — patamar que vem caindo de forma consistente até atingir os atuais 27%, a mínima histórica. No mesmo período, o cartão de débito permaneceu praticamente estável, na faixa dos 15%, enquanto o Pix avançou de forma contínua e consolidou sua liderança entre os meios de pagamento à vista.

O levantamento mostra que o foco atual do e-commerce está na expansão das linhas de crédito como motor de vendas. A oferta de parcelamento com juros no cartão de crédito atingiu o recorde de 35% dos estabelecimentos virtuais no primeiro trimestre de 2026.

Avalia o estudo também que, embora apenas cerca de 10% dos clientes que pagam com cartão optem pelo parcelamento com juros, essas vendas não ocorreriam sem a opção do parcelamento de longo prazo.

Esse movimento de crédito flexível também impulsiona alternativas fora do ecossistema de cartões. O modelo de crediário direto e o Buy Now, Pay Later (BNPL) – compre agora, pague depois, traduzido para o português –, ganham força, com exemplo das inovações no setor aéreo.

No campo da facilitação de pagamentos, o Click to Pay – que possibilita pagamento por um clique – manteve sua taxa de aceitação estagnada em 5,1%, indicando que a massificação da modalidade na hora de fechar a compra ainda é um desafio no país.

Promoções 

Além dos meios de pagamento, os dados trazem um raio-x das estratégias promocionais de março de 2026, marcadas por uma retração na agressividade dos descontos. O levantamento aponta que 40% das lojas limitaram suas ofertas a um teto de 60% de desconto, um cenário bem diferente dos 15% registrados na última Black Friday. Os descontos acima de 80% despencaram e foram encontrados em apenas 1,7% dos e-commerces, contra 20% no mesmo período promocional de novembro.

Para compensar essa redução, o varejo apostou na logística. A oferta de frete grátis foi o grande destaque, presente em 10,2% das lojas, um volume quase três vezes maior do que o mensurado no início do ano.

Metodologia

O Estudo Gmattos de Pagamentos monitora as principais lojas online, a cada 2 meses desde janeiro de 2021. As lojas observadas, de diversos segmentos, são representativas do mercado, correspondendo a mais de 80% das vendas online, no Brasil. O critério de observação é o mesmo desde sua origem, garantindo sustentação para comparações a análise de tendências e identificação de práticas promocionais e de meios de pagamento.

A nova fronteira do Retail Media onde creators, dados e varejo se encontram

Segundo o DataReportal, estudo realizado com apoio da Meltwater e da We Are Social, cerca de 70% dos brasileiros estão conectados às redes sociais, o que representa um universo de aproximadamente 150 milhões de pessoas interagindo digitalmente. Complementando esse cenário, uma pesquisa da Youpix em parceria com a Nielsen, realizada em fevereiro de 2025, aponta que 80% dos brasileiros já tomaram decisões de compra influenciados por creators digitais.

Esses dados reforçam um comportamento já evidente: no Brasil, os influenciadores desempenham um papel central na jornada de consumo. Ao mesmo tempo, revelam uma grande oportunidade para o Retail Media, ao conectar varejo, dados e creators de forma estratégica para potencializar a tomada de decisão do consumidor no momento certo e no canal mais relevante.

Essa parece, em primeira instância, uma resposta fácil, basta criar campanhas utilizando influenciadores e os espaços de mídias habituais. Não é tão simples. A diferença entre o Retail Media e as mídias tradicionais (aqui podemos incluir mídias sociais como tradicionais) está diretamente vinculada a um entendimento mais profundo sobre o perfil de compra de um determinado cliente, o que significa que o diferencial do Retail Media consiste em compreender não apenas o dado comportamental do cliente, mas toda a sua jornada de consumo. Isso porque as marcas de produtos fitness, por exemplo, podem até encontrar o cliente interessado em assuntos de academia, mas só o varejista é capaz de entender se esse cliente coloca, além do Whey, chocolate e salgadinho no carrinho.

Se levarmos em conta que, segundo a YouPix, 50% dos brasileiros ativos nas redes sociais preferem comprar produtos indicados por especialistas da área, em especial influenciadores entre 10 mil e 1 milhão de seguidores, em vez de celebridades, fica evidente o potencial estratégico dos creators de médio porte na construção de relevância, confiança e conversão. A partir deste cenário, chegamos a uma clara fórmula de sucesso: com os dados do varejo entendemos o perfil de compra do consumidor e com os influenciadores falamos diretamente com esse mesmo consumidor por meio de um canal de confiança.

Mas atenção, a estratégia deve ser clara: o influenciador precisa estar ligado à sua marca, a confiança do consumidor final é essencial para o resultado da estratégia de mídia.  Pois, a partir dessa integração, as mídias do varejista, como offsite e DOOH, tornam-se canais estratégicos de amplificação, enquanto as redes sociais ativam a base mais consolidada de consumidores e as telas em loja reforçam a mensagem no momento decisivo da compra. Estudos globais de mercado conduzidos por consultorias como McKinsey e BCG, além de entidades como IAB e NielsenIQ, indicam que esse modelo omnichannel de Retail Media pode multiplicar o retorno sobre o investimento em até 5 a 10 vezes e gerar incremento de até 60% nas vendas das marcas.

Por fim, vale concluir que os dados transacionais, conteúdo personalizado e perfil com autoridade e confiança podem gerar um resultado sem precedentes. E essa é uma estratégia que apenas o Retail Media consegue construir. 

*Mateus Gonçalves é Gerente de Operações Digitais na Unlimitail, plataforma de Retail Media do Grupo Carrefour

Pix e checkout instantâneo: novos recursos impulsionam a conversão no varejo digital em 2026

As inovações no e-commerce destacam-se pela aderência às demandas do consumidor moderno, acelerando as vendas com maior eficiência e praticidade.

A consolidação do Pix e a implementação do checkout instantâneo transformaram a jornada de compra no varejo digital brasileiro em 2026. Liderados por empresas focadas em tecnologia financeira, como a Treeal, esses avanços revolucionam as transações online ao priorizar a conveniência e a segurança, reduzindo drasticamente o abandono de carrinhos.

Dentro de um cenário onde a digitalização é o motor da retomada econômica, essas ferramentas financeiras desempenham um papel vital. Elas refletem a adaptação do setor às expectativas de um público que exige agilidade, simplificando processos que antes eram burocráticos e lentos.

A adoção massiva dessas soluções por consumidores e lojistas confirma que o pagamento em tempo real tornou-se o novo padrão de mercado. Além da rapidez, a percepção de segurança reforçada tem sido um fator determinante para que o checkout instantâneo se consolidasse como a funcionalidade preferida para compras recorrentes e por impulso.

Com essa popularização, o varejo digital passa por uma transformação que atinge toda a cadeia produtiva. O compromisso em oferecer experiências de compra fluidas não apenas fortalece a relação entre cliente e empresa, mas também eleva o nível de competitividade do setor no Brasil.

A expectativa é que a ampliação desses recursos impulsione ainda mais o volume de vendas online, tornando-os elementos-chave para a conversão. A eficácia operacional do Pix aliada à praticidade do checkout otimiza as transações, gerando oportunidades reais de crescimento para empresas de todos os portes.

Como funciona o rastreio de um pedido?

Se você é do tipo que finaliza uma compra e já corre para acompanhar cada atualização do pedido, atualizando a página várias vezes ao dia para ver onde ele está, este conteúdo é para você.

Antes o rastreamento se limitava a poucas atualizações ao longo do caminho, hoje já é possível visualizar toda a etapa da entrega em tempo real, com muito mais precisão e transparência. Isso é resultado do chamado rastreio inteligente, uma tecnologia que vem redefinindo a logística.

Hoje, empresas utilizam tecnologia que combina GPS, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial para monitorar continuamente cada etapa da entrega e antecipar possíveis problemas antes mesmo que eles aconteçam.

Diferente do modelo tradicional, que apenas informa onde o pedido está em determinados momentos, o rastreio inteligente analisa dados em tempo real para prever falhas, sugerir ajustes e garantir mais eficiência em toda a operação. Isso significa que, ao invés de reagir a atrasos ou erros, o sistema atua de forma preventiva, corrigindo rotas, identificando inconsistências e otimizando o processo de entrega de ponta a ponta.

“O consumidor quer a visibilidade total do processo. O rastreio inteligente permite exatamente acompanhar, prever e melhorar a experiência em cada etapa”, afirma André Mortari, CEO da LETS, empresa de tecnologia para orquestração de entregas.

Tudo começa assim que a compra é confirmada. O pedido é integrado automaticamente aos sistemas logísticos e passa por um processo de roteirização inteligente, que define a melhor forma de entrega com base em fatores como localização do ponto de origem e destino, trânsito, prazo e capacidade operacional das transportadoras. A partir daí, o item é preparado, despachado e segue em transporte, sendo monitorado por meio de tecnologias de geolocalização.

Ao longo desse processo, cada movimentação gera uma atualização automática. E quando o pedido sai para entrega, o cliente pode acompanhar em tempo real a rota feita pelo entregador, com visualização de mapa e ruas, inclusive. Quando o entregador já está próximo do endereço uma nova notificação é enviada para o cliente, facilitando a conclusão do processo. Em muitos casos, há ainda recursos adicionais de segurança, como confirmação por código ou registro fotográfico no momento da entrega.

Toda essa movimentação acontece após a compra, quando um link de rastreamento é enviado por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagem, trazendo visibilidade para o cliente e reduzindo a ansiedade no processo. Com isso, não é mais necessário entrar em contato com o atendimento para saber o status da entrega, já que todas as informações ficam disponíveis de forma clara e atualizada.

“Esse link de rastreamento é gerado automaticamente no momento em que o pedido entra na plataforma e passa a ser monitorado de ponta a ponta. A partir daí, as atualizações não dependem de uma pessoa inserindo informações manualmente. Elas acontecem de forma integrada, com base nos sistemas das transportadoras, nos aplicativos dos entregadores e nos dados de geolocalização. Cada movimentação, como a saída para entrega ou a proximidade do destino, é registrada automaticamente e refletida para o cliente quase instantaneamente”, explica André.

Ao antecipar falhas como endereços incompletos, dificuldades de acesso ou riscos de atraso, o rastreio inteligente reduz a necessidade de reentregas e torna o processo mais ágil e previsível.

As compras online já se consolidaram como a nova forma de consumir com maior praticidade e digitalização dos serviços. Com o avanço constante da tecnologia, soluções como o rastreio inteligente tornam o processo mais transparente, eficiente e confiável, permitindo que empresas se conectem de maneira mais próxima com seus clientes. Para os varejistas, os resultados são claros: o NPS mais até 40%, o número de insucessos reduz em cerca de 30% e o custo total de frete é aproximadamente 25% mais barato quando utilizado uma ferramenta de orquestração logística aplicada. A tendência é que o varejo continue evoluindo, com experiências mais personalizadas para o consumidor, consolidando os números e resultados excepcionais.

O paradoxo dos marketplaces: quanto mais você vende, menos o negócio é seu

O marketplace se consolidou como um dos principais motores de crescimento do varejo digital. A promessa é clara: tráfego, escala e conveniência. Mas há um efeito colateral pouco discutido e raramente mensurado. À medida que os sellers crescem dentro dessas plataformas, tornam-se dependentes delas para sustentar o crescimento.

O problema não está apenas nas comissões, que podem chegar a 20% em algumas categorias. O ponto central é a falta de controle sobre o principal ativo do varejo: o relacionamento com o consumidor.

Segundo a McKinsey, empresas que utilizam dados proprietários de forma consistente podem crescer até 2,5 vezes mais em receita. Sem acesso direto a essas informações, o seller opera com visibilidade limitada sobre seu próprio público, o que compromete margem, retenção e previsibilidade.

Esse cenário cria um paradoxo: quanto mais o vendedor escala dentro do marketplace, menos controle tem sobre o próprio crescimento. Cresce em volume, mas enfraquece o negócio.

O ponto cego da jornada

O marketplace cumpre bem o papel de aquisição. Abandoná-lo não é uma estratégia viável. O problema está no que acontece depois da venda.

Segundo a Bain & Company, um aumento de 5% na retenção pode elevar os lucros entre 25% e 95%. Ainda assim, grande parte das operações trata cada venda como um evento isolado. O momento mais negligenciado, e mais estratégico, é o pós-venda imediato.

É nesse ponto que se define se a compra será apenas uma transação ou o início de uma relação de longo prazo.

De tráfego alugado a base própria

O que separa operações que escalam das que giram volume é simples: quem constrói base própria.

Isso passa por capturar e ativar os dados disponíveis após a compra, integrando essas informações aos sistemas do varejista. A partir daí, torna-se possível estabelecer um canal direto com o consumidor.

O WhatsApp tem se consolidado como um dos principais vetores dessa estratégia, não só como canal de atendimento, mas como meio de relacionamento e conversão. Com taxas de abertura que, segundo benchmarks de mercado, frequentemente superam 90%, o canal encurta a distância entre interesse e compra e torna ineficiente continuar tratando aquisição como único motor de crescimento, reduzindo o desperdício de mídia.

Na prática, isso significa sair de uma venda única para múltiplas compras do mesmo consumidor, sem precisar pagar novamente pela aquisição.

Escala sem perder contexto

A inteligência artificial resolve um problema central do varejo: como personalizar sem perder escala. E faz isso conectando dados, contexto e execução na mesma camada.

Na pré-venda, isso aparece de forma direta. Com IA integrada ao catálogo e ao histórico de interações, cada dúvida deixa de ser um gargalo e passa a ser uma oportunidade de conversão. A resposta chega no momento certo e com contexto, reduzindo fricção e acelerando a decisão de compra. Segundo a Forrester, empresas que respondem imediatamente podem aumentar suas taxas de conversão em até três vezes.

No pós-venda, a lógica se mantém: usar dados para dar continuidade à relação. A IA organiza interações, automatiza comunicações e garante consistência em escala. O que antes era um conjunto de processos desconectados passa a ser uma jornada contínua.

O ponto não é automatizar tarefas, mas usar inteligência para decidir o que dizer, quando e para quem. Recomendações, reativação e comunicação deixam de ser genéricas e passam a refletir o comportamento real das pessoas.

É isso que transforma dados em resultado e escala em relacionamento.

Crescimento exige controle

No fim, a diferença não está no canal. Está em quem controla a relação.

Quem depende exclusivamente de marketplace terceiriza o crescimento. Quem constrói base própria passa a operar com previsibilidade, margem e controle. E isso se viabiliza por meio de canais diretos como o WhatsApp.

Isso desloca a competição de preço para relacionamento. Preço e sortimento continuam importantes, mas deixam de ser suficientes. Experiência passa a ser o único diferencial sustentável.

O marketplace vai continuar sendo parte do jogo. Mas não pode ser o negócio.

Porque vender dentro de um marketplace é crescer na vitrine de outra empresa. E quem cresce sem construir base própria não está criando um negócio, está operando uma dependência.

Visa lança programa “Agentic Ready” para impulsionar o comércio agêntico no Brasil

A Visa, líder global em pagamentos digitais, anunciou o lançamento do Visa Agentic Ready no Brasil, um programa global criado para preparar o ecossistema de pagamentos para a próxima fase do comércio agêntico. A iniciativa já conta com a participação inicial de Banco do Brasil, Bradesco, Dock, Santander e XP.

O programa se baseia no Visa Intelligent Commerce, a estrutura da Visa que viabiliza experiências de compra confiáveis e impulsionadas por inteligência artificial em larga escala.

Nesta primeira fase, o Visa Agentic Ready está focado na preparação dos emissores, oferecendo um caminho estruturado para que parceiros possam testar e validar transações iniciadas por agentes em ambientes controlados de produção, em colaboração com a Visa e com comerciantes selecionados.

Por meio do programa, os emissores participantes passam a ter experiência prática sobre como plataformas de comércio agêntico podem iniciar e concluir transações com segurança em nome dos consumidores, mantendo os níveis de confiança, controle e proteção que caracterizam a rede Visa.

“À medida que agentes de inteligência artificial passam a influenciar cada vez mais a forma como as pessoas compram, os pagamentos precisam acompanhar essa evolução”, afirma Catalina Tobar, Head de Produtos de Crescimento e Parcerias da Visa para América Latina e Caribe. “O Visa Agentic Ready vai ajudar emissores brasileiros a se prepararem para pagamentos iniciados por agentes, com segurança e escala, apoiados em uma infraestrutura já confiável.”

Desenvolvido para o Brasil, com base em uma infraestrutura já consolidada

O Brasil se destaca como um ambiente propício para testes e colaboração, com alta adoção de tokenização, passkeys e autenticação avançada, capacidades já amplamente estabelecidas na rede global da Visa.

Os tokens da Visa já reduziram fraudes em 70% e aumentaram as taxas de aprovação em 9%. Com mais de 70% do e-commerce já tokenizado, a empresa trabalha para ampliar essa adoção e sustentar uma nova geração de experiências de consumo seguras e impulsionadas por inteligência artificial.

O Visa Agentic Ready é viabilizado pela camada de confiança da Visa, que integra tokens, identidade, gestão de risco e controles para permitir pagamentos iniciados por agentes com segurança em diferentes canais e contextos.

Essa abordagem permite que os emissores levem proteções já conhecidas para novas experiências com IA, utilizando tokenização e autenticação biométrica para garantir que cada transação esteja vinculada a uma pessoa real, com consentimento e controle em todas as etapas.

Da preparação à escala real

Levar o comércio agêntico à escala exige coordenação entre diferentes participantes do ecossistema de pagamentos. A Visa já conta com diversos clientes integrados ao programa, e a expectativa é de expansão contínua.

Por meio de testes controlados em ambientes reais, com comerciantes selecionados, os participantes conseguem validar como os pagamentos iniciados por agentes funcionam na prática, ganhando confiança à medida que essas soluções evoluem do conceito para a aplicação no dia a dia.

Essa iniciativa reforça a visão da Visa de um comércio mais inteligente e programável, no qual credenciais confiáveis e a infraestrutura da rede permitem que pagamentos respondam de forma segura e flexível à intenção, ao contexto e às preferências do consumidor. 

À medida que a jornada de compra se torna mais automatizada, a Visa trabalha para garantir que agentes possam atuar de forma fluida em nome dos consumidores, mantendo-os sempre no controle.

Os primeiros emissores e processadores participantes do Visa Agentic Ready no Brasil incluem Banco do Brasil, Bradesco, Dock, Santander e XP — todos brasileiros — com novos parceiros previstos à medida que o programa evolui.

“A participação do Banco do Brasil na primeira transação agentica reforça nosso compromisso com a inovação responsável e com a evolução do ecossistema de pagamentos. Estamos atentos às transformações impulsionadas pela inteligência artificial e trabalhando para garantir que essas novas experiências aconteçam com segurança e confiança para os clientes”, afirma Pedro Bramont, Diretor de Soluções e Serviços de Pagamentos do Banco do Brasil.

“O Bradesco está se preparando para o comércio agêntico, pois entendemos que esse será o futuro das transações, com decisões mais inteligentes e pagamentos cada vez mais fluidos”, afirma Guilherme Jorge de Oliveira, Group Product Manager do Bradesco.

“Na Dock, temos orgulho de apoiar o programa Visa Agentic Ready à medida que o ecossistema se prepara para essa nova fase do comércio agêntico. Com transações cada vez mais inteligentes e integradas, uma infraestrutura confiável é essencial para viabilizar pagamentos iniciados por agentes com segurança e escala, garantindo que essas soluções avancem com consistência e confiança”, afirma Henrique Casagrande, CEO SaaS da Dock.

“A evolução do comércio impulsionado por inteligência artificial representa uma transformação relevante na forma como os consumidores interagem com os pagamentos. No Santander, vemos o avanço dos agentes como uma oportunidade de oferecer experiências mais simples, seguras e personalizadas, mantendo o cliente no centro das decisões. Participar do Visa Agentic Ready reforça nosso compromisso com o teste e a expansão de inovações que combinam tecnologia, confiança e controle”, afirma Gustavo Santos, Diretor de Cartões e Everyday Banking do Santander Brasil.

“A evolução dos pagamentos passa pela automação inteligente, permitindo jornadas mais autônomas, fluidas e seguras para milhões de clientes. Fazer parte do Visa Agentic Ready representa um passo importante rumo a uma transformação na forma como as pessoas interagem com pagamentos e experiências de compra. Essa iniciativa reforça o compromisso da XP com excelência no atendimento aos seus clientes”, afirma Ciro Moreira, Head de Cartões da XP Inc.

O Agentic Ready se soma a lançamentos recentes na Europa e na Ásia-Pacífico, além de avanços na América do Norte e no Oriente Médio, contribuindo para tornar o comércio com inteligência artificial uma realidade global.

Empresas interessadas em participar do programa Visa Agentic Ready podem entrar em contato com seu executivo de contas da Visa para mais informações.

Shopee lança Shopee Vip, programa de fidelidade por assinatura com benefícios exclusivos

A Shopee anuncia o lançamento do Shopee Vip, seu primeiro programa de assinatura no país que foi desenvolvido para oferecer mais vantagens e economia aos usuários da plataforma. Disponível para todos os usuários a partir desta quarta-feira, o programa reúne benefícios exclusivos para deixar a experiência ainda mais vantajosa desde a primeira compra. Com assinatura mensal de R$ 9,90, a adesão é rápida e pode ser feita diretamente pela aba Eu (de perfil) no aplicativo.

Entre os principais benefícios estão cupons de frete grátis ilimitados para compras acima de R$10 e cupons para descontos de até RS10 OFF por mês para pedidos a partir de R$40. Os assinantes também têm acesso a cupons extras em campanhas especiais, como as datas duplas da Shopee, ampliando as oportunidades de economia ao longo do mês.

“O Shopee Vip surge para oferecer ainda mais benefícios aos nossos consumidores, com vantagens desde a primeira compra após a assinatura. Buscamos oferecer a melhor experiência aos usuários, mostrando que a Shopee com VIP compensa ainda mais”, comenta Felipe Piringer, diretor de marketing da Shopee.

O programa ainda oferece prioridade no atendimento ao consumidor e vantagens adicionais, como 35% de desconto em serviços de assistência pet. A adesão ao programa também pode ser realizada por meio do Shopee Pay. Com o Shopee Vip, a plataforma reforça sua proposta de oferecer uma experiência de compra mais vantajosa e conveniente, incentivando a recorrência e fortalecendo o relacionamento com os usuários.

Pequenas empresas são as principais vítimas de vazamento de dados

A crescente incidência de vazamentos de dados tem acendido um alerta para empresas de todos os portes, especialmente para os pequenos negócios. Levantamento conduzido pela Proton, em parceria com a Constella Intelligence, identificou mais de 300 milhões de registros comprometidos circulando na dark web, distribuídos em 794 incidentes apenas em 2025. Quando considerados conjuntos agregados de dados, o número de ocorrências ultrapassa 1.500 casos, evidenciando a dimensão do problema.

O estudo revela ainda que pequenas e médias empresas são os principais alvos dos ataques cibernéticos. Organizações com até 249 colaboradores concentram 71% dos vazamentos registrados, sendo 48% em empresas com 10 a 249 funcionários e outros 23% em negócios com menos de 10 colaboradores. A vulnerabilidade está, em grande parte, na ausência de estruturas robustas de segurança da informação, o que torna esses empreendimentos mais suscetíveis a invasões e à exploração de dados.

Diante desse cenário, a Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ) destaca a importância da adoção de normas internacionais voltadas à segurança da informação, como a família ISO/IEC 27001, como ferramenta essencial para proteger dados, mitigar riscos e fortalecer a confiança no ambiente digital.

A norma estabelece diretrizes para a implementação de Sistemas de Gestão de Segurança da Informação (SGSI), permitindo que organizações identifiquem vulnerabilidades, adotem controles adequados e promovam uma gestão contínua dos riscos cibernéticos. Entre os principais benefícios estão a proteção de dados sensíveis, a prevenção de incidentes e a capacidade de resposta rápida diante de ameaças.

Para o vice-presidente de Sistemas e Pessoas da ABRIQ, José Antônio Ferreira da Cunha, o cenário atual demonstra que a segurança da informação deixou de ser uma preocupação exclusiva de grandes corporações. “Os dados mostram que pequenas empresas estão no centro dos ataques cibernéticos. Sem uma estrutura adequada de proteção, esses negócios se tornam alvos fáceis, o que pode comprometer não apenas suas operações, mas também a confiança de clientes e parceiros”, afirma.

Segundo Cunha, a adoção da norma representa um passo estratégico para a maturidade digital das organizações. “A norma oferece um caminho estruturado para que empresas implementem políticas, processos e controles de segurança de forma contínua e eficaz. Não se trata apenas de tecnologia, mas de gestão, cultura organizacional e prevenção”, destaca.

A ABRIQ ressalta ainda que, em um ambiente cada vez mais digitalizado, a proteção de dados tornou-se um fator determinante para a competitividade. Vazamentos de informações podem resultar em prejuízos financeiros, danos reputacionais e sanções regulatórias, especialmente em um contexto de maior rigor na proteção de dados pessoais.

Além disso, a entidade enfatiza que a Infraestrutura da Qualidade desempenha papel fundamental ao garantir que normas como a ISO/IEC 27001 sejam aplicadas de forma confiável, por meio de processos de certificação, auditorias e avaliação da conformidade conduzidos por organismos acreditados.

Para a ABRIQ, o fortalecimento da segurança cibernética no Brasil passa pela adoção de padrões reconhecidos internacionalmente e pela conscientização das empresas sobre a importância da gestão de riscos. “A segurança da informação precisa ser tratada como prioridade estratégica. É isso que garante resiliência, confiança e sustentabilidade para os negócios em um cenário cada vez mais exposto a ameaças digitais”, conclui o vice-presidente.

Social commerce avança no Brasil onde 73% dos usuários já compraram via Instagram

O avanço do social commerce no Brasil deixa de ser apenas uma tendência de comportamento digital e passa a se consolidar como uma mudança estrutural na forma como o consumo acontece online. Em vez de começar em buscadores ou marketplaces, a jornada de compra se desloca para dentro das redes sociais, onde descoberta, influência e decisão passam a ocorrer no mesmo ambiente.

Com cerca de 150 milhões de usuários ativos no país, segundo o DataReportal 2026, plataformas como Instagram e TikTok concentram atenção e começam a transformar esse tempo de uso em canal direto de venda. Estudos da Accenture indicam que compras originadas em redes sociais avançam até três vezes mais rápido do que no e-commerce tradicional, o que ajuda a explicar a aceleração desse modelo.

O movimento se intensifica com a disputa entre TikTok Shop e Instagram Shopping. O TikTok deve movimentar cerca de R$ 39 bilhões no Brasil até 2028, enquanto a Meta amplia o alcance do Instagram Shopping para 22 países em uma tentativa de fortalecer sua presença no comércio digital. O contexto é de expansão do setor, com o e-commerce brasileiro tendo superado R$ 200 bilhões em 2025 e projeção de crescimento contínuo nos próximos anos.

Mais do que crescimento de mercado, o que muda é a estrutura da decisão de compra. Dados do Opinion Box mostram que 73% dos usuários já compraram produtos descobertos no Instagram e 69% foram influenciados por criadores ou outros usuários. Isso reposiciona o papel dos influenciadores, que deixam de atuar apenas na construção de marca e passam a interferir diretamente na conversão.

As plataformas também encurtam o caminho entre interesse e compra, explica Hygor RoqueHead of Revenue da Divibank. “No Instagram, criadores podem vincular produtos diretamente em publicações, especialmente em formatos como Reels, enquanto o TikTok avança com um fluxo mais integrado de checkout em alguns mercados. A diferença entre elas está justamente na etapa final da jornada, ainda parcialmente fragmentada no ecossistema da Meta”, afirma.

Esse encurtamento da jornada cria um novo padrão de consumo digital, no qual o usuário não sai da lógica do feed para decidir o que comprar. Em muitos casos, a decisão ocorre durante o próprio consumo de conteúdo, o que reduz etapas intermediárias e aumenta o peso da recomendação.

Ao mesmo tempo, o live commerce ganha força como extensão desse modelo. Já consolidado na Ásia, onde representa cerca de 20% do e-commerce, o formato começa a crescer no Brasil tanto no varejo quanto no ambiente B2B, com transmissões que integram demonstração de produtos e venda em tempo real. Em alguns casos, operações já ultrapassaram R$ 25 milhões em uma única live, sinalizando o potencial de escala do modelo.

No conjunto, o que se desenha é um varejo cada vez mais dependente de atenção e menos baseado em busca ativa. As redes sociais deixam de ser apenas canais de descoberta e passam a ocupar o centro da decisão de compra, redefinindo a dinâmica entre conteúdo, influência e conversão no ambiente digital.