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Falso bolão, comprovantes falsos de PIX e transmissões piratas: como se proteger de golpes digitais durante a Copa?

A Copa do Mundo movimenta milhões de torcedores, mas também atrai a atenção de criminosos virtuais que aproveitam o aumento da atividade online para aplicar golpes. Falsos bolões, comprovantes fraudulentos de PIX, transmissões piratas, promoções inexistentes e sites falsos de apostas estão entre as principais ameaças que circulam durante o torneio.

Segundo Jardel Torres, Sócio e Diretor Comercial (CCO) da OSTEC, empresa com soluções completas em cibersegurança, grandes eventos esportivos costumam criar um ambiente favorável para ataques digitais porque combinam senso de urgência, emoção e aumento das transações online.

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“A Copa gera um comportamento diferente do habitual. As pessoas compram mais, fazem apostas, participam de bolões e compartilham conteúdos relacionados aos jogos. Os criminosos sabem disso e utilizam esse momento para criar golpes cada vez mais convincentes, explorando a confiança e a empolgação dos torcedores”, afirma.

O cenário se torna ainda mais preocupante com o avanço da Inteligência Artificial (IA). Pesquisa do Reclame AQUI mostra que 63% dos entrevistados afirmam não conseguir identificar golpes produzidos com IA. A tecnologia permite que criminosos criem anúncios, mensagens, sites e até vídeos falsos com aparência cada vez mais legítima.

Empresas também precisam redobrar a atenção

Além dos consumidores, empresas também precisam reforçar os cuidados. Durante os jogos, é comum que colaboradores acessem transmissões online, bolões e promoções utilizando dispositivos corporativos, o que pode abrir portas para ataques de phishing, roubo de credenciais e vazamento de informações.
 

“A segurança corporativa depende de cada colaborador. Um simples acesso indevido pode colocar toda a organização em risco. Por isso, é fundamental verificar se os sites são oficiais, evitar clicar em links desconhecidos e não utilizar dispositivos ou contas corporativas para atividades pessoais relacionadas à Copa”, alerta Torres.

Segundo o executivo, a prevenção continua sendo a principal ferramenta de proteção. “Segurança não é apenas tecnologia, mas também comportamento. Criar uma cultura de atenção digital é uma das formas mais eficazes de reduzir riscos”, acrescenta.

PIX e falsos bolões lideram tentativas de fraude

Com a facilidade do Pix, as fraudes financeiras também costumam crescer durante grandes eventos esportivos como a Copa. Entre as práticas mais comuns estão os falsos bolões, em que criminosos arrecadam dinheiro prometendo premiações relacionadas aos jogos, além do uso de comprovantes falsificados de PIX para simular pagamentos.

Segundo Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder, empresa especializada em inteligência antifraude, o aumento de pagamentos e transferências durante grandes eventos esportivos cria oportunidades para criminosos. “É neste tipo de evento que observamos um crescimento significativo das tentativas de fraude. O volume de pagamentos aumenta rapidamente e os criminosos aproveitam esse cenário para aplicar golpes cada vez mais sofisticados”, destaca.
 

“Muitos criminosos utilizam comprovantes falsificados de PIX para simular transferências ou criam estruturas envolvendo contas de terceiros para dificultar o rastreamento dos recursos. Antes de qualquer pagamento, é importante verificar a legitimidade da operação e buscar referências sobre quem está promovendo a ação”, orienta Rafaela.

Como evitar cair em golpes durante a Copa?

Para Marcos Gomes, sócio-fundador da Dédalo, consultoria do Grupo OSTEC especializada em certificações ISO e normas de Segurança e Privacidade, a proteção contra fraudes não depende apenas de ferramentas tecnológicas, mas também de processos estruturados de gestão de riscos e governança.

“Empresas que investem em boas práticas de segurança da informação e em normas reconhecidas internacionalmente, como a ISO 27001, tendem a estar mais preparadas para responder a incidentes e reduzir vulnerabilidades”, afirma.

Para reduzir os riscos, os especialistas recomendam ainda desconfiar de promoções com promessas de ganhos fáceis, evitar clicar em links recebidos por mensagens, verificar a autenticidade de sites e plataformas, utilizar autenticação em duas etapas, manter senhas fortes e monitorar regularmente as movimentações financeiras.

“Por sim, o melhor caminho continua sendo a informação, atenção e boas práticas de segurança, especialmente online, em um cenário de golpes cada vez mais sofisticados por meio da IA. Pontos fundamentais para consumidores e empresas aproveitarem e se divertirem na Copa sem prejuízos”, conclui Torres.

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