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Evento em Miami destaca nova etapa digital e pressão crescente por integração no sistema financeiro nas Américas

A transformação digital do sistema financeiro nas Américas entra em uma nova fase. O setor atravessa um período de intensa evolução tecnológica, impulsionado pelo avanço da inteligência artificial, pelo crescimento das iniciativas de compartilhamento de dados financeiros lideradas pela indústria, pela expansão dos pagamentos digitais e pelo surgimento de novos modelos de serviços financeiros baseados em plataformas e dados.

Esse cenário amplia o potencial de inovação das instituições financeiras, permitindo o desenvolvimento de soluções mais ágeis e alinhadas às novas demandas dos clientes. Ao mesmo tempo, traz um desafio crescente: lidar com a complexidade tecnológica das operações, o que exige novas estratégias de integração de sistemas, gestão e governança de dados.

Nos últimos anos, bancos e fintechs aceleraram suas iniciativas de digitalização, ampliaram canais e passaram a incorporar serviços financeiros a diferentes plataformas digitais. Como resultado, cresce a necessidade de arquiteturas tecnológicas capazes de sustentar a inovação contínua sem aumentar a fragmentação dos sistemas.

Hoje, muitas instituições enfrentam um dilema: como inovar com velocidade para acompanhar o mercado sem elevar a complexidade operacional gerada por sistemas isolados e múltiplas camadas de integração.

Nesse contexto, ganha espaço a adoção de plataformas integradas. A Topaz apresenta o Topaz One, plataforma desenvolvida para instituições financeiras que buscam modernizar sua infraestrutura tecnológica. Desenvolvida e implementada integralmente pela própria empresa, a solução oferece uma arquitetura unificada que reduz significativamente riscos de integração e complexidade operacional, desafios comuns em ambientes compostos por múltiplos fornecedores e sistemas.

Com arquitetura API-first, modular e preparada para ambientes em nuvem, a plataforma integra core bancário, pagamentos, canais digitais, dados e serviços financeiros em um único ambiente, capaz de sustentar iniciativas como compartilhamento de dados financeiros, inteligência artificial e embedded finance.

A proposta é reduzir a fragmentação tecnológica e evitar arquiteturas compostas por múltiplos sistemas desconectados, os chamados “Frankensteins de software”, que aumentam riscos operacionais e dificultam a evolução dos negócios. Com uma base mais integrada, bancos e fintechs conseguem lançar novos produtos e experiências digitais com maior agilidade e eficiência.

“Instituições financeiras precisam evoluir para modelos tecnológicos capazes de sustentar ciclos contínuos de inovação. Plataformas integradas criam uma base mais eficiente para conectar core bancário, pagamentos, dados, investimentos, wealth management e experiência digital, reduzindo complexidade e abrindo espaço para novas oportunidades de negócio”, afirma Jorge Iglesias, CEO da Topaz.

O tema também estará no centro da participação da Topaz no Fintech Americas 2026, realizado entre os dias 24 e 26 de março, em Miami (EUA). A conferência reúne líderes do setor financeiro da região e, nesta edição, tem como tema “A 4ª Dimensão: IA com Alma”.

Durante o encontro, Marcial del Pozo, diretor Latam de Negócios e Operações da Topaz, será moderador do painel “La Nueva Banca Digital: Tecnología, Escalabilidad y Liderazgo en la Era de la Adaptación” (O Novo Banco Digital: Tecnologia, Escalabilidade e Liderança na Era da Adaptação), que discutirá como tecnologia, capacidade de escala e liderança estratégica estão moldando a próxima geração de bancos digitais nas Américas.

A empresa também apresentará sua visão sobre o papel das plataformas integradas na construção da próxima geração da infraestrutura financeira na região.

Plataformas que conectam

Esse cenário também aparece na 7ª edição da pesquisa Pulso – O futuro dos pagamentos digitais na América Latina, conduzida pela Topaz em parceria com a consultoria Celent.

Os dados mostram que os pagamentos digitais se consolidaram como um dos principais vetores de transformação do setor: 68% das instituições financeiras apontam essa modalidade como o principal motor de eficiência operacional, enquanto 51% destacam seu papel na ampliação da inclusão financeira.

Por outro lado, o avanço da digitalização expõe gargalos estruturais. Para 42% dos executivos ouvidos, as limitações da infraestrutura tecnológica ainda são o principal obstáculo para escalar a inovação. Outros 34% apontam segurança e prevenção a fraudes como prioridade estratégica.

“Durante muito tempo, a transformação digital foi tratada como sinônimo de adoção de novas tecnologias. Agora entramos em uma etapa em que o desafio é integrar essas capacidades em uma arquitetura coerente, capaz de sustentar inovação em escala”, afirma Iglesias.

Segundo o executivo, a fragmentação tecnológica segue como um dos principais entraves para a evolução do setor. Sistemas de core bancário, pagamentos, canais digitais, dados e segurança frequentemente operam de forma isolada, exigindo integrações complexas, elevando custos e reduzindo a velocidade de inovação.

“Quando cada nova iniciativa depende de múltiplas integrações, a inovação passa a gerar mais complexidade. O próximo ciclo do setor dependerá de arquiteturas mais integradas, capazes de conectar toda a jornada financeira de forma consistente”, conclui o CEO.

Human Premium mostra que a próxima fronteira do varejo não é tecnológica, é relacional

Em um cenário em que preço, logística e sortimento já se equivalem entre concorrentes, a experiência volta ao centro da estratégia. Segundo o relatório CX Trends 2025, 78% dos consumidores brasileiros preferem comprar de marcas que oferecem uma boa experiência, mesmo que isso signifique pagar mais. O dado revela o avanço do Human Premium como novo eixo competitivo no e-commerce e nos marketplaces, um conceito que transforma a qualidade da interação em ativo estratégico de retenção e margem.

Na prática, isso não significa substituir tecnologia por atendimento humano, mas combinar as duas dimensões de forma estratégica. A automação garante escala e velocidade, enquanto a sensibilidade humana interpreta contexto, antecipa necessidades e age nos momentos de exceção. É nessa integração que se constrói percepção real de valor ao longo da jornada.

A distância entre o que as empresas acreditam entregar e o que o cliente de fato percebe expõe a urgência dessa mudança. De acordo com a consultoria Gartner, 80% das companhias acreditam oferecer um bom atendimento, mas apenas 8% dos consumidores concordam. A lacuna não é de intenção, mas de método, já que processos automatizados garantem velocidade sem necessariamente gerar conexão.

Os consumidores indicam com precisão onde essa percepção se constrói. Resolução ágil de problemas, flexibilidade no frete, benefícios para compras futuras e comunicação proativa sobre prazos são elementos que pesam diretamente na avaliação das marcas.

Em situações de problema, um pós-venda capaz de interpretar o contexto e resolver a demanda sem recorrer a respostas padronizadas transforma o atendimento em experiência. Por exemplo, um cliente que recebe um produto com defeito pode ser atendido rapidamente com reposição imediata e um cupom de cortesia, criando uma percepção de cuidado real. Quando esses pontos são bem executados, o resultado aparece no comportamento do cliente, que volta a comprar, indica a marca e para de comparar preço.

“Experiência hoje não é atributo de marca, é variável de receita. Quando a interação é consistente e personalizada, o consumidor reduz a sensibilidade a preço e aumenta a recorrência. É isso que sustenta crescimento com margem”, afirma Lourival Júnior, cofundador e Growth Leader da Lope Digital Commerce.

O impacto é também financeiro. Conquistar um novo cliente pode custar entre cinco e sete vezes mais do que manter um cliente atual, transformando o investimento em experiência em alavanca direta de rentabilidade.

“Se na última década o setor competiu por escala, o fortalecimento do Human Premium indica uma nova etapa. Empresas que souberem combinar tecnologia e conexão humana vão crescer com mais margem e construir marcas mais difíceis de substituir”, conclui o executivo.

IA já está mudando o papel do CEO no varejo — e isso será um dos temas centrais do VTEX DAY

A um mês do VTEX DAY 2026, o evento reforça uma nova vertente estratégica para o comércio digital ao reunir, nos 9 palcos oficiais, debates sobre as transformações que vêm redefinindo a forma como empresas tomam decisões, estruturam operações e se relacionam com consumidores.

Entre os principais temas da programação estão discussões sobre como a inteligência artificial está redefinindo a gestão das empresas, incluindo o futuro de posições executivas como CEO, CTO e CMO diante da evolução da inteligência artificial geral (AGI). Os painéis também exploram o impacto da IA generativa na lucratividade do varejo, analisando como a tecnologia pode transformar áreas como marketing, operações, personalização de experiências e eficiência comercial. Nesse contexto, executivos irão debater como líderes podem tomar decisões em organizações cada vez mais orientadas por dados, automação e novos níveis de maturidade tecnológica.

Sob o conceito “Protagonists of a New Era”, o evento convida todos os participantes — de palestrantes a telespectadores — a assumirem o protagonismo de suas próprias trajetórias e a liderarem suas jornadas com mais consciência e impacto. Neste ano, a proposta é aprofundar a discussão sobre operações, resultados reais e o papel das lideranças em um cenário em que a inteligência artificial, as mudanças no comportamento de consumo e as pressões por crescimento sustentável estão redefinindo as prioridades do varejo global.

A programação também aborda temas centrais para o crescimento do setor, como a evolução da jornada do consumidor, com discussões sobre fidelidade, recorrência e construção de ecossistemas de consumo. O evento inclui ainda mesas-redondas com CEOs sobre o que realmente diferencia empresas líderes em um ambiente de transformação constante, além de painéis dedicados ao aprendizado com grandes marcas globais e às estratégias necessárias para crescer de forma rentável em cenários de alta volatilidade econômica.

Com isso, o VTEX DAY reforça sua proposta de ir além da discussão de tendências tecnológicas e se posicionar como um espaço de debate sobre liderança, estratégia e modelos de negócio capazes de sustentar o crescimento do varejo na próxima década.

Estratégia orientada à experiência: o novo modelo competitivo do varejo digital

O e-commerce está sob um cenário de competição intensa, maior maturidade digital e consumidores cada vez mais criteriosos. Com o crescimento contínuo das compras online e a consolidação de novos hábitos de consumo, o foco das empresas deixou de ser apenas a expansão de vendas e passou a incluir eficiência operacional, experiência consistente e relacionamento de longo prazo com o cliente. Nesse contexto, tecnologia, logística e atendimento deixam de atuar de forma isolada e passam a ser pilares estratégicos da proposta de valor.

A evolução do setor evidencia que vencer no ambiente digital exige decisões mais precisas sobre preço, entrega, personalização e pós-venda. Entender o comportamento do consumidor, estruturar operações logísticas eficientes e integrar canais tornou-se essencial para a conversão, fidelização e crescimento sustentável. A seguir, alguns dos principais fatores que têm moldado a dinâmica do e-commerce e a relação das marcas com seus clientes.

  1. Preferências e comportamento do consumidor:

O consumidor online brasileiro se torna cada vez mais sensível a preço e custo de frete: de acordo com a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada pelas empresas Tray, Bling, Octadesk e Vindi, (unidades da LWSA), 48% dos entrevistados relataram desistência de compra devido a frete caro. Por outro lado, 53% disseram estar dispostos a esperar mais se o frete for gratuito. Isso demonstra que, em 2026, oferecer frete competitivo e clareza nas condições é requisito básico para conversão de clientes.

  1. Entrega rápida e logística como diferencial:

A pressão pela velocidade de entrega se intensifica: segundo levantamento Future Shopper da VML, 57% dos brasileiros esperam entrega em até 24 horas, sendo um indicador claro de urgência e expectativa por eficiência. Além disso, os dados mais recentes mostram o crescimento do volume de pedidos no país: o e-commerce movimentou R$ 100,5 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025, com forte expansão da base de compradores. Para 2026, quem garantir frete ágil, rastreamento em tempo real e prazos confiáveis ganha vantagem competitiva.

  1. Personalização, tecnologia e canais integrados:

A expansão do e-commerce atrai consumidores mais diversos, com diferentes perfis e expectativas, o que torna a personalização um diferencial importante. A digitalização ampliada e o crescimento das vendas por dispositivos móveis reforçam a necessidade de integração entre canais: sites, apps, marketplaces e redes sociais. Com isso, acredito que a omnicanalidade e a experiência fluida entre esses pontos serão essenciais para aumentar a conversão e a fidelização dos clientes.

  1. Pós-venda, clareza e confiança como parte da proposta de valor:

A logística e o serviço pós-venda deixam de ser custos operacionais e reafirmam-se como pilares da experiência do cliente. Lojas que oferecem rastreamento transparente, política de devolução clara e entrega confiável estarão mais propensas a conquistar confiança e fidelização — especialmente em um contexto de consumidores mais cautelosos e exigentes.

Portanto, o futuro do e-commerce não será definido apenas por preço ou descontos, mas por quem consegue entregar relevância, conveniência e consistência em cada ponto da jornada do cliente. A combinação de logística eficiente, comunicação transparente, tecnologia e integração entre canais define quem estará à frente. Para marcas que entenderem e responderem a essas demandas, 2026 oferecerá oportunidades expressivas de crescimento e fidelização.

*Isadora Vecchi é diretora de Desenvolvimento de Novos Negócios, Marketing e CX, da Loggi

Atendimento ao cliente: o desafio é saber usar a IA. Sem alucinação.

Antes, o centro da atenção estava na própria tecnologia, seus modelos, algoritmos e precisão técnica. Agora, o diferencial competitivo está em saber o que se faz com ela, isto é, se ela será implementada alinhada com a estratégia e objetivos do negócio. Não se trata mais de experimentos aleatórios para ver se a tecnologia vai dar certo.

Nos últimos anos, especialmente com o avanço dos modelos de IA, a tecnologia de ponta tornou-se amplamente acessível a diferentes perfis de organizações empresariais e governamentais. Hoje é possível usar grandes modelos pré-treinados por meio de IA para executar tarefas específicas e com resultados que ainda podem barrar a precariedade do planejamento.

O diferencial competitivo deixou de ser o acesso à tecnologia. Passou a ser a capacidade de aplicá-la ao negócio de forma inteligente.

IA conversacional não gera valor por falar bem. Gera valor quando resolve problemas reais, entende o contexto do cliente e se integra à estratégia da empresa.

Exemplos comprovados mostram que conversar com o cliente pode ser o mais próximo possível do que o usuário deseja. Pedimos a um amigo que conversasse com uma agente virtual de uma indústria alimentícia, especialmente do mercado de carnes.

De posse de seus recentes exames médicos, ele pergunta qual tipo de carne é ideal para uma pessoa com pré-diabetes. Ele não esperava uma resposta, considerando o tipo de pergunta. Mas, a agente explicou que ela entende a preocupação, mas ela não dá aconselhamento médico ou nutricional. É melhor falar com seu médico ou nutricionista sobre pré-diabetes.

Porém, ela indicou cortes magros de carne, como Filé Mignon e Patinho, e sugeriu modos de preparo mais leves.

Esta é a nova realidade da IA Conversacional: ser capaz de conversar sobre um tema relacionado ao seu escopo. Isso somente é possível se o projeto considerar todas as nuances das expectativas do cliente em uma conversa com a marca.

Para este modelo foram considerados:

– Ter uma agente de IA que antecipa necessidades em vez de simplesmente responder perguntas;
– Contextualizar as respostas a partir de uma base de conhecimento robusta e precisa;
– Oferecer respostas com contexto de histórico do cliente;
– Automação de processos internos com fluxo de conversação eficiente.

A tecnologia continua sendo crucial

Ela não pode se tornar uma commodity. Seu uso deve estar alinhado aos objetivos dos negócios, devendo IA conversacional estar conectada às expectativas do cliente. Sem modelos adequados, a execução pode falhar. Mas, se a base técnica for fraca, a solução não irá funcionar e o cliente não voltará tão cedo para uma conversa com a marca.

Os aspectos que devem ser considerados para o sucesso da IA Conversacional

Sabemos que a sua execução e as estratégias são difíceis, e que muitas empresas ainda tropeçam na definição de caso de uso claro, na governança de dados, nas métricas de sucesso e na adaptação cultural da organização para esta nova realidade.

As tecnologias abriram a porta para uma infinita variedade de usos. No entanto – hoje – diferenciar-se é saber como utilizá-la a partir de modelos eficientes que cumprem os objetivos do projeto. O verdadeiro valor está em planejar e executar com foco no impacto real — algo que demanda metodologia, visão e alinhamento estratégico.

Luiz Tardelli é CEO da Getbots.

Americanas registra aumento de 13% de venda por metro quadrado de lojas em 2025 e protocola saída da Recuperação Judicial

A Americanas divulgou hoje o balanço financeiro de 2025 com melhora expressiva nos indicadores financeiros e operacionais e desempenho de vendas acima da inflaçãoNo consolidado do ano anterior, a companhia registrou o crescimento de 7,8% nas vendas brutas no índice “mesmas lojas”, que evidenciou o crescimento de 13% da receita bruta por m² em comparação com o ano anterior. Os resultados apresentados estão em linha com a nova proposta de valor da companhia, que tem a loja física como protagonista e o digital como complemento da jornada omnicanal para uma experiência completa de compra.

O Ebitda Ajustado ex-IFRS 16, que exclui as despesas e eventos relacionados à recuperação judicial e às investigações da fraude e inclui o pagamento de aluguéis, foi de R$ 277 milhões. A melhora no indicador é de R$ 169 milhões ano contra ano e traduz a execução disciplinada das iniciativas para a reconstrução do negócio. O amadurecimento operacional também é refletido nas despesas com SG&A em 2025, que, excluindo depreciação e amortização, totalizaram R$ 748 milhões, uma redução de 18,1% em relação ao ano anterior.

Resultado Líquido apresenta melhora de R$ 280 milhões

A Americanas encerrou o ano de 2025 com um resultado líquido das operações continuadas positivo de R$ 98 milhões, uma melhora de R$ 280 milhões. É importante notar que este resultado financeiro não é comparável aos R$ 8,6 bilhões positivos de 2024, uma vez que o ano anterior foi beneficiado pelos haircuts dos credores com a novação da dívida no âmbito da execução do plano de recuperação judicial; ao excluir esse efeito relacionado aos haircuts, o prejuízo registrado em 2024 foi de R$ 182 milhões negativos.

Analisando especificamente o quarto trimestre de 2025, a Americanas registrou um lucro líquido de operações continuadas (excluem as operações de Hortifruti Natural da Terra e Grupo Uni.co, em processo de venda pela companhia) de R$ 206 milhões, contra uma perda de R$ 385 milhões no mesmo período de 2024 e encerra o período com Caixa Líquido – caixa maior do que dívida trazida a valor presente -, resultado da combinação de estrutura de capital sólida e eficiência, com redução do consumo de caixa operacional.
 

Centenário e plano estratégico até 2029
 

Com sua base financeira e operacional reestruturada, a Americanas entra em um novo ciclo estratégico trienal até 2029, em agenda dupla dedicada ao aprofundamento no conhecimento do consumidor, a partir de um fluxo médio de visitas de mais de 95 milhões de pessoas nas lojas, no site e no app da Americanas. O primeiro pilar, de Performance, foca em acelerar resultados com excelência operacional e evoluir na experiência do cliente através de uma estratégia comercial alinhada à precificação, à relação reformulada com fornecedores, à melhoria no atendimento e à modernização das lojas.

A segunda agenda, de Transformação, busca uma mudança significativa na experiência de compra em categorias alinhadas à expectativa do consumidor, ampliando a conexão através do programa de fidelidade “Cliente a”. Hoje, a varejista já possui mais de 40% de compras identificadas nas lojas, apresentando um gasto médio mais alto do cliente fidelizado e uma recorrência duas vezes e meia maior. “Estamos definitivamente vivendo uma nova fase em 2026, concluindo um ciclo de 3 anos de uma reestruturação intensa em todas as frentes de negócios e preparando a companhia para voltar a crescer”, comenta Fernando Soares, CEO da Americanas.

Saída da Recuperação Judicial

A conclusão do ciclo mencionado pelo executivo coincide com o pedido de encerramento do processo de Recuperação Judicial junto à 4ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, protocolado nesta quarta, 25. A solicitação foi feita pouco mais de dois anos após a homologação do Plano de Recuperação Judicial. A companhia cumpriu com todas as obrigações previstas nos dois anos de fiscalização do plano e vem se reestruturando financeira e operacionalmente, desde janeiro de 2023, após a descoberta da fraude de resultados cometida pela gestão anterior.

“A saída da RJ libera a nossa agenda. Deixamos as discussões que já se esgotaram e partimos em direção ao futuro. Estamos prontos para acelerar o crescimento sustentável com muita responsabilidade e otimismo. Não existe futuro sem presente, e é isso que estamos construindo juntos na Americanas”, conclui Fernando Soares.

TP-Link inaugura loja oficial na Shopee e aposta em segurança residencial e conectividade acessível

A novidade chega acompanhada de benefícios atrativos para o consumidor, como cupons de primeira compra, frete grátis oferecido pela plataforma e condições promocionais em produtos selecionados — além da possibilidade de participação no programa de afiliados da Shopee, que permite que criadores de conteúdo e usuários monetizem suas recomendações por meio de links comissionados.

Entre os destaques da nova loja, estão produtos voltados tanto para o dia a dia quanto para quem busca mais tecnologia e segurança em casa:

Destaques da loja TP-Link na Shopee

UB500 – Adaptador Bluetooth 5.0
Ideal para quem quer conectar fones, teclados, controles e outros dispositivos ao computador com mais estabilidade e alcance. O modelo é um dos destaques da loja e está com preço promocional de lançamento, tornando-se uma opção acessível para upgrade de conectividade.

🔸 Tapo C200 – Câmera de segurança interna
Um dos modelos mais populares da marca, a Tapo C200 oferece visão noturna, rotação 360°, áudio bidirecional e monitoramento em tempo real via aplicativo — ideal para ambientes internos, como salas, quartos e escritórios.

🔸 Tapo C500 – Câmera externa inteligente
Projetada para áreas externas, a C500 conta com resistência às intempéries, visão noturna avançada e monitoramento remoto, sendo uma solução eficiente para quem busca reforçar a segurança da casa ou do negócio.

Câmera Mercusys MC510 – O novo lançamento Mercusys usa a resolução 2K combinada com Inteligência Artificial para manter seu lar seguro. Com proteção contra chuva e poeira, a Mercusys MC510 manda avisos para seu smartphone cada vez que algo potencialmente perigoso acontece na sua área de cobertura.

E-commerce mais acessível e colaborativo

Além dos preços competitivos, a Shopee oferece uma experiência de compra facilitada, com benefícios como: Cupons de desconto para novos usuários, frete grátis em diversas ofertas e promoções sazonais e campanhas relâmpago.

Outro diferencial é o programa de afiliados da Shopee, que funciona de forma semelhante ao de grandes plataformas globais: qualquer pessoa pode divulgar produtos por meio de links personalizados e receber comissão por vendas realizadas, criando oportunidades de renda no ambiente digital.

Com a chegada à Shopee, a TP-Link amplia sua presença nos principais marketplaces do país, acompanhando o comportamento do consumidor brasileiro, cada vez mais digital e sensível a custo-benefício.

A iniciativa também reforça o posicionamento da marca em oferecer tecnologia de qualidade com acesso facilitado, tanto para usuários domésticos quanto para pequenos empreendedores que buscam soluções inteligentes para o dia a dia.

Varejo abre 2026 com alta de 3,4%, segundo Mastercard SpendingPulse

O início de 2026 mantém crescimento para o varejo brasileiro. Conforme dados do Mastercard SpendingPulse, que mensura vendas do varejo físico e online e contempla todos os métodos de pagamento, sem ajustar pela inflação, o setor registrou crescimento de 3,4% em relação a ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 10 setores da economia analisados, com seis deles apresentando desempenho acima da média nacional.

No recorte regional, 15 das 27 unidades federativas superaram o crescimento médio do país, indicando uma recuperação heterogênea do consumo entre as diferentes regiões.

“O resultado de janeiro reforça a resiliência do consumidor brasileiro, com destaque para o setor de Restaurantes, que apresentou forte dinamismo. A região Nordeste segue como destaque positivo, enquanto observamos oportunidades de crescimento em setores como Móveis e decoração, por exemplo”, afirma Gustavo Arruda, Economista-Chefe para a América Latina do Mastercard Economics Institute (MEI).

No desempenho setorial, áreas consideradas discricionárias mostraram uma aceleração. Os principais números positivos foram Restaurantes (12,3%), Joias (10,8%), Eletrônicos (9,6%). Por outro lado, alguns setores tiveram um fraco desempenho, como Materiais de construção (-0.9%) e Móveis e decoração (-3.6%), por exemplo.

Regionalmente, todas elas tiveram o Nordeste liderou o crescimento com 5,9%, enquanto o Sudeste registrou a menor expansão (2,2%). Os dois estados com melhor desempenho foram da região Nordeste: Ceará (7,7%) e Bahia (7,3%), seguidos de Santa Catarina (6,4%) no sul.

Fim de 2025

Os resultados do primeiro mês do ano seguem a trajetória positiva do último mês de 2025. Ainda segundo o MEI, o varejo fechou o mês de dezembro com alta de 4,9%, com os setores de destaque sendo Farmácias (13,8%), Hospedagem (8,3%) e Restaurantes (7,4%). Nos estados, dois se repetem: Santa Catarina (10,8%) e Ceará (9,7%), com Sergipe (9,9%) entre eles.

IA no testing: o dilema entre velocidade e qualidade ficou para trás

A Inteligência Artificial generativa já entrou de vez no ciclo de desenvolvimento de software, e, com ela, surgiu uma dúvida comum nas empresas: é possível ganhar velocidade sem comprometer a qualidade? Na prática, essa não é mais a pergunta certa. Segundo o Capgemini Research Institute, mais de 55% das organizações já exploram o uso dessa tecnologia em desenvolvimento e testing, com foco em eficiência e redução de tempo. O avanço é claro. O ponto agora é outro: como transformar essa velocidade em qualidade de forma consistente.

A automação assistida por IA já permite reduzir significativamente o esforço operacional em tarefas repetitivas. Em projetos recentes, registramos reduções de até 80% em ciclos de regressão, liberando equipes para atividades mais estratégicas, como análise de risco e validação de negócio.

Esse movimento também acelera a adoção de práticas mais maduras, como a antecipação dos testes ao longo do desenvolvimento. Com apoio da tecnologia, é possível identificar vulnerabilidades mais cedo, estruturar cenários de teste antes mesmo da codificação e aumentar a consistência das validações. Mas acelerar não significa, necessariamente, melhorar.

A IA ainda pode gerar inconsistências, omitir contexto ou exigir revisões humanas. Sem uma estratégia clara de qualidade, o ganho de velocidade pode amplificar riscos — e impactar diretamente o negócio. Por isso, o papel do testing está mudando. Segundo o World Quality Report, as equipes de qualidade estão migrando para funções de maior valor, com foco em análise de risco, validação de impacto e supervisão de resultados gerados por IA.

Na prática, o tester deixa de ser apenas executor e passa a atuar como um agente de decisão. alguém que interpreta, prioriza e garante que o que chega à produção esteja alinhado com o negócio. Ao mesmo tempo, não estamos apenas usando IA para testar, mas cada vez mais testando soluções construídas com ela. Isso exige ampliar os critérios de qualidade, considerando consistência, comportamento dinâmico e resposta a cenários não lineares.

O valor dessa tecnologia no testing não está em substituir o trabalho humano, mas em potencializá-lo. Organizações que conseguem equilibrar automação com critério técnico e visão de negócio tendem a capturar ganhos reais, não apenas em produtividade, mas em qualidade e competitividade. Porque, no fim, ir mais rápido só faz sentido quando também significa chegar melhor.

*Paola Aguirre é Líder de Testing na Ecosistemas Global, onde trabalha com estratégias de asseguramento de qualidade, automação e evolução de práticas de QA para ambientes de transformação digital.

Brasileiros fazem quase 500 mil buscas mensais por velocidade de internet no Google

A internet ruim deixou de ser apenas um incômodo doméstico e passou a afetar trabalho, estudo e entretenimento. 

Pesquisa feita pela redação com base no volume de buscas do Google indica que o termo “velocidade de internet” concentra quase 500 mil pesquisas mensais no Brasil, refletindo uma preocupação crescente dos usuários com lentidão, oscilações de sinal e desempenho real dos serviços contratados.

Essa pressão já aparece no comportamento dos usuários também em outros estudos. Um levantamento divulgado pela Gazeta do Povo, por exemplo, mostra que 54% deles podem trocar de plano de celular por problemas de sinal.

Além disso, as reclamações sobre a qualidade da internet seguem em alta: a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou um aumento de 14,3% nas queixas ao longo de 2024.

Nesse cenário, os principais impactos da velocidade da conexão no cotidiano ficam mais evidentes:

• Influencia diretamente a qualidade do trabalho remoto, estudo e videoconferências.
• Determina a rapidez no carregamento de páginas, vídeos e aplicativos.
• Afeta a fluidez da transmissão de dados, reduzindo ou ampliando travamentos.
• Precisa sustentar vários dispositivos simultâneos sem perda de desempenho.

Para quem depende da rede, a diferença entre uma conexão rápida e outra instável aparece em detalhes básicos. Uma reunião sem travamentos, uma aula sem atrasos ou um vídeo que roda sem pausas podem definir a satisfação com o serviço contratado.

Com isso, a concorrência entre operadoras tende a aumentar. A demanda por serviços mais estáveis continua em alta, e a capacidade de reduzir oscilações se torna um dos principais fatores em um mercado cada vez mais dependente de conectividade.

Telecom expande infraestrutura em meio à pressão por estabilidade

As operadoras têm ampliado investimentos para acompanhar a demanda por desempenho. A expansão do 5G avança nesse movimento e deve responder por 43% do tráfego de dados móveis até o fim de 2025, segundo o Ericsson Mobility Report.

O mercado brasileiro de telecomunicações também segue em crescimento. Avaliado em US$ 32 bilhões em 2024, o setor pode chegar a US$ 43 bilhões em 2029, movido pela demanda por redes mais eficientes.

Na banda larga fixa, a fibra óptica continua como padrão de conectividade. Especialistas apontam que novas gerações da tecnologia podem oferecer velocidades acima de 10 Gbps nos próximos anos, ampliando a capacidade de transmissão.

Para representantes da NIO Internet, empresa do setor de telecomunicações, entregar internet de qualidade deixou de ser diferencial. Estabilidade e baixa latência passaram a ser requisitos essenciais para atender às expectativas dos usuários.

Com investimentos acelerados e concorrência em alta, o setor tenta equilibrar expansão e melhorias perceptíveis ao consumidor. A expectativa é de que a modernização das redes reduza desigualdades e eleve o patamar de conectividade no país.