Início Site Página 2

Mecalux auxilia a Gerresheimer na otimização da logística de dispositivos médicos nos EUA com dois armazéns automatizados

Entregar dispositivos médicos às unidades de saúde em tempo hábil é essencial para a saúde e o bem-estar dos pacientes. Recentemente, Mecalux apoiou Gerresheimer, fornecedor inovador de sistemas e soluções e parceira global para as indústrias farmacêuticas, biotecnológicas e cosméticas para otimizar a logística de seus dispositivos médicos nos Estados Unidos. Como parte da expansão da capacidade de produção e logística de sua fábrica em Peachtree City, Geórgia, Gerresheimer contratou da Mecalux dois armazéns automáticos para paletes. Esse investimento duplo responde ao forte aumento da demanda por dispositivos médicos e reforça sua estratégia de crescimento baseada em automação.

“A expansão de nossa unidade em Peachtree City representa um passo crucial para fortalecer nossa presença nos Estados Unidos e nos aproximar ainda mais de nossos clientes da área da saúde”, explica Tobias Gebhard, responsável global de Automação de fabricas Inteligentes para sistemas médicos de Gerresheimer. O projeto inclui a criação de mais de 400 novos empregos, a adição de salas limpas de última geração, o comissionamento de linhas de produção altamente automatizadas e a modernização de toda a nossa logística interna.

Após anos operando com processos manuais, a Gerresheimer optou pela automação de seus fluxos de materiais para obter precisão, segurança e eficiência, fatores críticos na indústria médica. “Em um ambiente onde cada componente deve ser manuseado com o máximo cuidado, a automação traz uma nova dimensão de controle e confiabilidade”, afirma Gebhard.

O Sistema de Gerenciamento de Armazém Easy WMS da Mecalux monitoriza a movimentação de mais de 30 referências de dispositivos médicos desde as linhas de produção. O sistema atribui uma localização a cada produto com base em seu nível de demanda e envia instruções específicas para os transelevadores para sua movimentação. Isso garante a disponibilidade imediata de todos os dispositivos quando necessário e mantém um controle abrangente e em tempo real de cada unidade armazenada.

Este projeto, fruto de estreita colaboração e trabalho conjunto entre a Gerresheimer e a Mecalux, estabelece as bases para uma logística mais inovadora e eficiente, pronta para impulsionar o crescimento sustentável da empresa no exigente setor médico.

Casa Ronald McDonald Brasil renova aliança com a Shopee para fortalecer o McDia Feliz 2026

A Casa Ronald McDonald Brasil contará novamente com a parceria da Shopee para ampliar o alcance do McDia Feliz 2026, uma das maiores campanhas de mobilização social do país. Pela segunda vez consecutiva, a plataforma será parceira na campanha e disponibilizará a venda de tíquetes digitais do Big Mac em seu aplicativo com possibilidade de resgate de cupons com até 30% de desconto, subsidiado pela empresa, estratégia que busca incentivar ainda mais a adesão dos consumidores e fortalecer a arrecadação da campanha no ambiente digital.

Para Bianca Provedel, CEO da Casa Ronald McDonald Brasil, a parceria conecta a causa a novos públicos e impulsiona a arrecadação que financia projetos de acolhimento, diagnóstico precoce, estrutura hospitalar e apoio às famílias em diferentes regiões do país.

“O McDia Feliz sempre foi um movimento de mobilização nacional, mas hoje as formas de engajar as pessoas mudaram. Ampliar essa parceria com a Shopee significa levar a campanha para um ambiente cada vez mais presente na rotina dos brasileiros e tornar a solidariedade mais acessível, prática e conectada ao dia a dia das pessoas”.

A mecânica funciona de forma simples: o consumidor precisa resgatar o cupom de desconto na aba “Cupons” no aplicativo da Shopee e em seguida acessar “Ingressos e Gift Cards”, seleciona o tíquete do McDia Feliz no carrinho, aplica o cupom resgatado e garante até 30% de desconto na compra, limitado a R$ 30 por CPF. Mesmo com o benefício ao consumidor, a Casa Ronald McDonald Brasil recebe o valor integral do tíquete, já que o desconto é custeado pela Shopee em formato de parceria.

“Estamos muito felizes em participar mais uma vez de uma das maiores iniciativas sociais do país. Na Shopee, acreditamos que a tecnologia tem o poder de tornar a solidariedade mais simples, acessível e presente no dia a dia. Nosso objetivo é ampliar o alcance dessa corrente do bem, permitindo que cada vez mais pessoas possam contribuir de forma prática. Parcerias como essa reforçam nosso propósito de ir além da experiência de compra, gerando impacto positivo e contribuindo para transformar a sociedade.”, comenta Luciana Ferraz, gerente de responsabilidade corporativa.

Os tíquetes digitais poderão ser trocados por um Big Mac no dia oficial da campanha, em 22 de agosto, em restaurantes McDonald’s participantes de todo o país.

Mais do que uma ação promocional, a parceria reforça o avanço da digitalização das campanhas sociais e o potencial da tecnologia para ampliar impacto. Em um cenário em que o terceiro setor disputa atenção em múltiplas plataformas, a presença em um dos maiores aplicativos de e-commerce do país representa uma nova frente de mobilização para a causa.

Impacto de norte a sul

Neste ano, o McDia Feliz beneficiará 69 projetos de 46 instituições em 18 estados e no Distrito Federal, alcançando 38 cidades e todas as cinco regiões do Brasil. Os recursos arrecadados apoiam iniciativas ligadas ao acolhimento de famílias durante o tratamento, melhoria da infraestrutura hospitalar, qualificação do atendimento e fortalecimento da jornada de cuidado de crianças e adolescentes em tratamento de saúde.

A Casa Ronald McDonald Brasil vive atualmente um dos momentos de maior expansão de sua trajetória. Ao longo de 27 anos, a organização já investiu mais de R$ 445 milhões em saúde infantojuvenil, impactou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes e apoiou mais de 2 mil projetos em 111 instituições brasileiras. Nesse período, também treinou mais de 50 mil profissionais e estudantes da saúde em diagnóstico precoce.

Com o mote “Quando a solidariedade entra em campo, a esperança ganha força. E com o Big Mac, a gente vira o jogo”, a campanha busca levar aos quatro cantos do Brasil o acesso ao cuidado e transformar a jornada de milhares de famílias.

WhatsApp deixa de ser canal de apoio e passa a operar como infraestrutura estratégica no B2B

O WhatsApp deixou de ser apenas uma ferramenta de comunicação e passou a ocupar um papel estratégico dentro das operações B2B. Cada vez mais empresas utilizam jornadas conversacionais integradas para acelerar negociações, centralizar relacionamento, reduzir fricções operacionais e oferecer experiências mais ágeis e contextualizadas ao longo de toda a jornada do cliente.

O movimento acompanha uma transformação mais ampla no comportamento do mercado corporativo. Em um cenário cada vez mais orientado por velocidade, personalização e continuidade de experiência, empresas passaram a revisar processos tradicionalmente fragmentados entre e-mail, CRM, atendimento, suporte e equipes comerciais.

Segundo levantamento da Salesforce, 81% dos clientes esperam interações mais rápidas à medida que a tecnologia avança, enquanto 73% afirmam que a experiência oferecida pelas empresas é tão importante quanto os produtos e serviços comercializados. Já dados da HubSpot mostram que consumidores e clientes priorizam canais com respostas rápidas, comunicação simplificada e interações mais fluidas.

Nesse contexto, o atendimento conversacional ganhou protagonismo por permitir comunicação em tempo real, continuidade de contexto e integração entre diferentes etapas da jornada em um único ambiente. O WhatsApp passou a ser utilizado não apenas para atendimento, mas também para qualificação de leads, acompanhamento comercial, atualização de pedidos, suporte técnico, retenção e relacionamento contínuo entre empresas e clientes.

Para a Hi Platform, empresa especializada em operações conversacionais, experiência do cliente e inteligência aplicada ao relacionamento, essa transformação representa uma mudança estrutural na forma como as empresas se conectam com seus públicos.

“As empresas perceberam que experiência deixou de ser apenas diferencial competitivo e passou a impactar diretamente crescimento, retenção e eficiência operacional. O problema é que muitas operações ainda funcionam em canais desconectados, sem continuidade e sem contexto. O atendimento conversacional resolve isso porque integra relacionamento, dados e ação em tempo real”, afirma Marcelo Pugliesi, CEO da Hi Platform.

Além da comunicação direta, o avanço da inteligência artificial e da automação vem ampliando o papel das plataformas conversacionais dentro das empresas. Hoje, organizações já utilizam IA para qualificar oportunidades, apoiar equipes comerciais, resumir históricos de atendimento, recomendar próximas ações, automatizar processos e acelerar operações de suporte sem perder personalização.

A integração entre IA, canais e dados também vem impulsionando uma nova geração de operações omnichannel, capazes de conectar atendimento, vendas e relacionamento em jornadas contínuas e centralizadas.

Segundo a Meta, o WhatsApp possui mais de 3 bilhões de usuários no mundo, consolidando-se como um dos principais canais digitais de comunicação global. No Brasil, o aplicativo faz parte da rotina da maior parte da população conectada, ampliando seu impacto também nas relações corporativas.

Para a Hi Platform, a tendência é que empresas invistam cada vez mais em operações conversacionais inteligentes capazes de unificar experiência, eficiência e crescimento em um único ecossistema.

“O futuro do relacionamento entre empresas será cada vez menos baseado em canais isolados e mais em jornadas contínuas, inteligentes e contextuais. As organizações que conseguirem integrar comunicação, dados e inteligência artificial em tempo real terão vantagem competitiva em vendas, retenção e experiência”, completa Pugliesi.

Dopamina e consumo consciente no varejo

O varejo digital vive um grande paradoxo. De um lado, as marcas têm ferramentas incríveis para entender o consumidor. Do outro, o cliente nunca esteve tão cansado. A grande virada de chave para as marcas hoje não é falar mais alto, e sim ter uma comunicaçãomais assertiva e personalizada. É aqui que o loyalty (fidelização) se distancia da velha política do “desconto pelo desconto” e assume seu verdadeiro papel: criar conexão real e valor para o consumidor e também para as marcas.

A neurociência explica que a dopamina é a química da antecipação, aquilo que nos move em direção a uma recompensa. No varejo, as mecânicas de jogos — como missões, níveis e conquistas — são ótimas para criar recorrência, desde que usadas com respeito.. Propor”missões” simples (como completar o cadastro, interagir com uma dica de uso ou participar de uma ação socioambiental) transforma a compra em uma experiência de progresso.

Subir de nível em um programa de fidelidade deve gerar reconhecimento e orgulho, e não uma nova enxurrada de ofertas invasivas. É o fim da compra puramente transacional e o início de uma relação de parceria. E o maior inimigo da fidelização é a falta de contexto.Disparar comunicações em massa, sem segmentação, é o caminho mais rápido para o cliente silenciar a sua marca.

Imagine o exemplo: um consumidor é palmeirense roxo. Ele acompanha o time, compra os produtos oficiais e tem orgulho dessa identidade. Se ele recebe uma notificação de uma loja de esportes oferecendo desconto na camisa do São Paulo, o estrago está feito. Oalgoritmo falhou, a personalização foi zero e a marca “queimou o filme”.

Esse tipo de erro mostra que a empresa não faz ideia de quem é o cliente. Para não deixar o consumidor esfriar, a assertividade precisa ser cirúrgica. Se você não tem dados suficientes para personalizar com precisão, é melhor silenciar do que errar o alvo.O dado serve para limpar o ruído, não para criar mais spam.

Outro grande erro do varejo é achar que todo cliente só se move por preço. O desconto linear é uma ferramenta que corrói a margem do lojista e atrai o cliente digamos mais econômico, que vai embora pelo próximo centavo a menos na concorrência. 

Quando olhamos para consumidores com maior poder aquisitivo, a lógica muda. Esse público não quer 20% de desconto; ele quer exclusividade e reconhecimento. Para eles, o programa de fidelidade precisa oferecer o que o dinheiro não compra facilmente, como porexemplo, acesso antecipado a lançamentos e coleções limitadas; canal de atendimento ultra personalizado (como um concierge), além de experiências mais completas e únicas.

O verdadeiro alinhamento entre marca e consumidor acontece quando a empresa entende o estilo de vida do cliente e se integra a ele de forma natural. O equilíbrio entre a dopamina (o estímulo) e o consumo consciente se resume a uma palavra: respeito. A tecnologiae os dados não devem ser usados como armadilhas para prender a atenção à força, mas como pontes para uma conversa inteligente e oportuna.

Quando uma marca gera valor real antes mesmo de pedir o cartão de crédito, ela deixa de ser um gasto na fatura e passa a ser uma escolha consciente. O futuro do varejo não pertence às marcas que notificam mais, mas àquelas que conhecem melhor os seus clientese sabem a hora exata de aparecer.

NielsenIQ: 89,7% dos brasileiros devem realizar compras online no segundo trimestre de 2026

Levantamento produzido pela NielsenIQ mostra que 89,7% dos brasileiros pretendem fazer compras online no segundo trimestre de 2026. A parcela de brasileiros que compram por meios digitais se destaca à medida que avançam as dificuldades financeiras, com aumento de 7,8 p.p. na fatia de famílias que alegam estar em pior situação financeira em comparação com o 1º trimestre do ano.

Hoje, 33,9% dos lares entrevistados apontam piora na condição financeira, segundo o estudo. Outros 37,7%, contudo, dizem ter observado alguma melhora. De acordo com a NielsenIQ, a piora na percepção financeira pressiona a intenção de compra. “Entre os que não pretendem consumir, a maior parte se encontra em situação financeira pior do que no ano anterior. Apesar disso, a compra por meios online já é extremamente consolidada no Brasil, o que justifica a alta intenção de compra”, explicou Andrea Stoll, líder para e-commerce da NielsenIQ.

O pessimismo em relação à economia também é maior entre as pessoas que estão em situação financeira pior do que a anterior. Questionados sobre acreditar que a situação financeira estará melhor a partir de julho de 2026, 35,6% desse grupo disseram que a situação financeira tende a piorar. Na amostra total, contudo, 46,4% acreditam que estarão em situação melhor a partir do meio do ano.

Cestas

A cesta Cosméticos & Perfumaria teve o maior destaque no trimestre. De acordo com a pesquisa da NielsenIQ, 74,7% pretendem comprar algum item da cesta nos próximos meses. No mesmo período do ano passado, a porcentagem era de 53,7%.

Logo em seguida, vem a cesta de Saúde, com 68,7% de intenção de compra, também com alta expressiva em relação ao segundo trimestre de 2025 (48,5%). Em terceiro lugar aparece Casa e Decoração, com 68,3%, frente a 45,2% no ano passado.

Entre os consumidores que declararam comprar por ocasiões especiais (10,6%), 25,8% estavam inclinados a buscar por produtos da cesta de Cosméticos & Perfumaria para presentear as mães na data. Datas especiais também impactaram Eletrodomésticos (15,7%), Alimentos (13,9%), Bebidas não alcoólicas (12,5%), Moda e Acessórios (12,2%) e outras.

O Dia das Mães foi um importante impulsionador para Cosméticos & Perfumaria, influenciando 25,8% a buscarem produtos da cesta para presentear as mães na data. O impacto também foi relevante em cestas como Eletrodomésticos (15,7%), Alimentos (13,9%), Bebidas não alcoólicas (12,5%), Moda e Acessórios (12,2%) e outras.

Categorias

A principal categoria da cesta de Alimentos e Bebidas em intenção de compras online continua sendo a de Bebidas Alcoólicas. Em comparação com o segundo trimestre de 2025, a categoria passou de 41% para 43,2% em 2026. Na sequência, aparecem as bebidas não alcoólicas, que registraram crescimento ainda maior na intenção de compra: o índice, que era de 29,7% em 2025, saltou para 38,9% neste ano.

Dentre os produtos, vinhos e cerveja são os mais procurados neste trimestre, sendo a intenção de compra para 63,3% para vinhos e 62,4% para cervejas, no segundo trimestre de 2026.

Em Casa e Decoração, o principal avanço foi observado em itens de Cama, Mesa e Banho, com alta de 16,4 p.p. na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a maior intenção de compra dentro da cesta segue com Utilidades Domésticas, que alcançou 60,0% no segundo trimestre de 2026.

Na cesta de Cosméticos e Perfumaria, os produtos ligados ao cuidado com o cabelo são o principal destaque. No segundo trimestre de 2025, a intenção de compra desses itens era de 42,9%, chegando agora a 60% em 2026.

Já na cesta de Eletrodomésticos, ar-condicionado e aspiradores de pó são os produtos mais buscados do trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, ar-condicionado cresceu 6,7 p.p., enquanto aspiradores de pó avançaram 10,4 p.p.

Perfil

Dos respondentes que pretendem realizar compras online nos próximos meses, 60,5% são homens e 39,4%, mulheres. A maior parte (58,1%) está concentrada na região Sudeste. A faixa etária com mais compradores é a de 35 a 64 anos, que representa 65,7% dos respondentes. Por fim, 32,8% possuem renda familiar de 4 a 10 salários mínimos. Ao todo, a pesquisa contou com 1.550 entrevistados de todo o país.

A era do B2A já começou e as empresas ainda estão falando com o público errado

Durante anos, o marketing B2B operou sob uma lógica relativamente previsível: marcas falando com pessoas, disputando atenção, construindo autoridade e, no melhor dos cenários, gerando demanda. Mas essa dinâmica acaba de mudar e de forma silenciosa.

A ascensão dos agentes de inteligência artificial inaugurou uma nova camada nas relações de mercado: a era do B2A, ou Business to Agent. Não se trata apenas de automação ou ganho de eficiência operacional. Estamos falando de sistemas que passam a intermediar decisões, filtrar informações, recomendar fornecedores e, em muitos casos, decidir antes mesmo que um humano entre em cena.

Isso muda tudo.

Se antes o desafio era ser relevante para quem decide, agora é preciso ser compreendido, interpretado e priorizado por quem recomenda: os algoritmos. E isso exige uma revisão profunda das estratégias de marketing e vendas, especialmente no universo B2B, onde o ciclo de decisão é mais complexo.

Hoje, agentes de IA já participam ativamente da jornada de compra. Eles resumem pesquisas, comparam soluções, analisam reputação digital e indicam caminhos com base em critérios objetivos. Nesse cenário, não basta mais ter um bom discurso. É preciso ter uma presença digital estruturada, consistente e, acima de tudo, legível para máquinas.

Isso começa por algo básico, mas negligenciado por muitas empresas: organização de dados. Sites confusos, conteúdos genéricos, informações desatualizadas, além da falta de clareza, dificultam não só a experiência humana, mas também a interpretação por sistemas de IA. Se o algoritmo não entende o que você faz ou não encontra evidências confiáveis, você simplesmente deixa de existir na nova lógica de recomendação.

Outro ponto crítico é a autoridade digital. Durante muito tempo, a autoridade foi associada à percepção humana: branding, reputação, presença em eventos. Agora, ela passa também por sinais objetivos: consistência de conteúdo, menções qualificadas, avaliações, tempo de resposta e coerência de informações em diferentes canais. Agentes de IA não “acreditam” em marcas, eles validam dados e apresentam fatos.

Isso impacta diretamente a geração de demanda. O funil tradicional, baseado em atração, nutrição e conversão, começa a ser redesenhado. Parte desse processo passa a ser mediado por sistemas que chegam ao lead já com uma pré-análise feita. Isso encurta ciclos, aumenta a exigência sobre a clareza da oferta e reduz o espaço para abordagens superficiais e exige transformar o relacionamento comercial.

Esse movimento já começa a se refletir no mercado de trabalho. Análises recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que a inteligência artificial não necessariamente substitui funções, mas reconfigura tarefas dentro das ocupações, ampliando o nível de exposição à tecnologia em diferentes setores. O impacto, portanto, não está apenas na eliminação de postos, mas na transformação do trabalho como um todo, exigindo novas competências e acelerando a necessidade de adaptação por parte de empresas e profissionais.

No Brasil, essa transformação tende a ser ainda mais desafiadora. Embora o país apareça entre os líderes globais em automação e adoção de IA, muitas empresas ainda convivem com sistemas legados, processos fragmentados e baixa maturidade digital. Na prática, isso revela um paradoxo: o Brasil avança rápido na adoção de IA, mas ainda lento na capacidade de transformar tecnologia em valor de negócio. Esse descompasso tende a se tornar um dos principais fatores de diferenciação competitiva nos próximos anos.

O resultado pode ser uma nova divisão de mercado. De um lado, empresas e profissionais que enxergam a inteligência artificial como estratégia de negócio e investem em governança, integração, capacitação e geração de valor. Do outro, organizações que seguem tratando IA apenas como ferramenta pontual, sem revisar processos, cultura ou modelo operacional.

Alguns setores B2B tendem a sair na frente nessa corrida. Tecnologia, serviços financeiros, saúde e indústrias com alto nível de digitalização já possuem uma base mais estruturada para incorporar agentes de IA em suas operações. Mas a oportunidade não está restrita a esses segmentos, ela está disponível para qualquer empresa disposta a reorganizar sua forma de comunicar, vender e se posicionar.

A grande mudança, no fim das contas, é de perspectiva.

Não estamos mais apenas competindo por atenção. Estamos competindo por interpretação.

E, na era do B2A, vence quem consegue ser compreendido primeiro pelas máquinas, depois pelas pessoas.

*Victor Paiva é fundador da HIP, agência especializada em storytelling e marketing B2B com atuação internacional, e organizador do TEDxFortaleza.

Juspay entra para a rede Mastercard Engage para expandir o Click to Pay globalmente

A Juspay, empresa global de tecnologia de pagamentos, anuncia sua entrada na rede de parceiros Mastercard Engage como parceira terceirizada certificada para o Mastercard Click to Pay. A plataforma Mastercard Engage é um ecossistema global que conecta a Mastercard a parceiros tecnológicos qualificados, ajudando instituições financeiras e comerciantes a implementar soluções de pagamento com mais agilidade. A inclusão no portal Engage representa um passo relevante na missão da Juspay de oferecer experiências de pagamento digital mais rápidas, seguras e fluidas para comerciantes e consumidores ao redor do mundo.

Com base no sucesso da operação no Brasil, a Juspay agora expande o Click to Pay para outros mercados globais, ajudando comerciantes a oferecer uma experiência de checkout consistente, segura e sem fricções. O Click to Pay simplifica os pagamentos online com cartão ao eliminar a necessidade de digitar os dados manualmente, o que melhora as taxas de conversão e torna o processo de compra mais ágil.

Por meio dessa integração, a Juspay oferece recursos avançados, como:

  • Autenticação biométrica com passkeys, viabilizando transações seguras sem necessidade de senha
  • Tokenização de cartões, para mais segurança e menor risco de fraude
  • Checkout simplificado, reduzindo abandono de carrinho e atritos na finalização da compra

“Integrar a rede de parceiros Mastercard Engage é um marco importante na nossa expansão global do Click to Pay”, disse Mark Ronayne, Diretor Associado Internacional da Juspay. “Na Juspay, estamos focados em eliminar fricções no checkout sem abrir mão dos mais altos padrões de segurança. Com o Click to Pay, permitimos que os comerciantes ofereçam uma experiência de compra em um clique, melhorando a conversão e proporcionando uma jornada de pagamento mais fluida para os consumidores.”

Com a entrada na plataforma Mastercard Engage, a Juspay também fará uma colaboração com a Mastercard para apoiar comerciantes na adoção do Click to Pay. A parceria deve fortalecer ainda mais a posição da Juspay como parceira de confiança em pagamentos para grandes empresas e instituições financeiras ao redor do mundo.

Com o propósito de tornar os pagamentos mais acessíveis e intuitivos, a Juspay segue investindo em inovações que simplificam o checkout, mantendo altos padrões de segurança e confiabilidade. Processando mais de 300 milhões de transações por dia em regiões como Ásia-Pacífico, Oriente Médio, Europa, América Latina, Reino Unido e América do Norte, a Juspay atende grandes empresas e bancos globais como Amazon, Google, HSBC, Swiggy, entre outros.

Setor logístico aposta na otimização de estruturas diante da escassez de espaços industriais

O setor logístico brasileiro segue em transformação, impulsionado por mudanças no comportamento de consumo e pela consolidação do comércio eletrônico. No entanto, um novo desafio ganha protagonismo: a escassez de áreas disponíveis para novos empreendimentos em regiões com grandes concentrações de pessoas e conhecidas como polos industriais.

Com a limitação de terrenos, somada ao aumento dos custos de construção e às restrições legais e ambientais, a tendência é de desaceleração no volume de novos galpões logísticos nos próximos anos.

De acordo com Jocelito Granemann Ribeiro, gerente comercial da Delta Industrial, o momento exige uma mudança estratégica na forma como as operações são pensadas, principalmente no melhor aproveitamento dos espaços existentes:

“Hoje, não se trata apenas de expandir fisicamente, mas de extrair mais eficiência do que já está disponível. A inteligência no uso do espaço passou a ser um diferencial competitivo importante para operadores logísticos e indústrias”, afirma.

Entre os principais fatores que vêm influenciando esse novo ciclo do mercado logístico, destacam-se as operações omnichannel. Modelos como “comprar online e retirar na loja” aumentam a necessidade de estoques mais robustos e bem posicionados, exigindo centros de distribuição estrategicamente localizados para garantir agilidade no reabastecimento.

Outro ponto relevante é a ampliação do mix de produtos. Com consumidores cada vez mais exigentes e diversificados, empresas precisam trabalhar com uma maior variedade de itens, o que impacta diretamente na demanda por espaço e organização dentro dos armazéns.

Para Ribeiro, esse conjunto de fatores cria um ambiente de oportunidades, especialmente para empresas que investem em soluções de intralogística e modernização de layout.

“Estamos caminhando para um ciclo menos volátil, em que eficiência operacional será o principal motor de crescimento. Empresas que conseguirem adaptar suas estruturas com inteligência terão vantagem competitiva significativa”, destaca.

O avanço do comércio eletrônico também segue como um dos principais vetores de transformação. Segundo especialistas do setor, operações de e-commerce podem demandar até três vezes mais espaço logístico do que operações tradicionais, devido à necessidade de armazenar maior variedade de produtos, agilizar envios diretos ao consumidor e gerenciar devoluções.

O mercado logístico brasileiro se reposiciona, abrindo espaço para investimentos em tecnologia, automação e soluções que priorizam a otimização de áreas já existentes, estratégia que tende a definir os próximos passos do setor.

DXC lança plataforma para conectar bancos a ecossistemas de fintechs e acelerar oferta de novos serviços

A DXC Technology anuncia o lançamento do DXC CoreIgnite, plataforma nativa em nuvem desenvolvida para conectar instituições financeiras a ecossistemas de fintechs, orquestrar fluxos financeiros e apoiar a criação de novas fontes de receita sem a necessidade de substituir os sistemas bancários já existentes.

A solução opera tanto no ambiente da plataforma bancária DXC Hogan quanto em outros sistemas core de mercado. Por meio de integrações pré-configuradas e recursos de orquestração em tempo real, o CoreIgnite oferece acesso a redes de pagamentos, ecossistemas de ativos digitais, soluções de finanças embarcadas e parceiros como Ripple, Splitit, Aptys Solutions e ArcOne.

O lançamento ocorre em um contexto de transformação do setor financeiro, impulsionado pelo avanço das finanças embarcadas, dos ativos digitais e dos pagamentos instantâneos. No entanto, muitas instituições ainda enfrentam desafios relacionados à integração de sistemas, arquiteturas legadas e custos de modernização. Nesse cenário, a nova plataforma busca simplificar a conexão com parceiros e acelerar a implementação de novos serviços.

No Brasil, a evolução dos pagamentos instantâneos, do Open Finance e dos modelos de finanças embarcadas tem ampliado a integração entre instituições financeiras, fintechs e plataformas digitais. Esse movimento aumenta a necessidade de soluções capazes de conectar diferentes ecossistemas financeiros de forma mais simples, ao mesmo tempo em que atendem requisitos de segurança, governança e escalabilidade. 

“A velocidade com que novos modelos financeiros chegam ao mercado exige que bancos e demais instituições consigam integrar parceiros e lançar serviços com mais agilidade. O CoreIgnite foi desenvolvido para simplificar esse processo, permitindo que as organizações ampliem suas capacidades digitais e respondam mais rapidamente às demandas dos clientes e às mudanças do setor”, afirma Ricardo Ferreira, VP & General Manager Latam da DXC Technology. 

Desenvolvido por especialistas da DXC com experiência no setor bancário, o CoreIgnite funciona como uma camada única de orquestração, permitindo que instituições financeiras conectem, gerenciem e ampliem capacidades de fintech sem alterar os sistemas centrais utilizados em suas operações diárias. Sua arquitetura modular e modelo de execução em tempo real contribuem para reduzir a complexidade de integração e acelerar a disponibilização de novas soluções ao mercado.

A plataforma pode apoiar iniciativas relacionadas a pagamentos em tempo real, finanças embarcadas, modelos de Buy Now, Pay Later (BNPL), ativos digitais e integração com ecossistemas financeiros digitais. 

“Com o CoreIgnite, instituições financeiras podem incorporar novas capacidades, orquestrar fluxos financeiros e ampliar a oferta de serviços digitais sem comprometer os sistemas centrais já existentes. A plataforma foi desenvolvida para reduzir a complexidade das integrações, acelerar a inovação e apoiar a geração de novas oportunidades de receita”, afirma Sandeep Bhanote, Global Head and General Manager of GrowthX da DXC Technology.

Segundo a empresa, a plataforma também simplifica processos relacionados à integração de parceiros, elegibilidade de serviços, pagamentos e gestão operacional, permitindo que bancos ampliem ou adaptem suas capacidades de acordo com as necessidades do negócio.

O DXC CoreIgnite faz parte da iniciativa DXC GrowthX, unidade estratégica da companhia voltada ao desenvolvimento de softwares, plataformas e soluções setoriais para apoiar a transformação digital de seus clientes. A solução também se apoia na plataforma bancária DXC Hogan, utilizada globalmente na gestão de mais de 300 milhões de contas de depósito e mais de US$ 5 trilhões em depósitos.

Loja temporária da SHEIN em Curitiba tem recorde histórico de público

A SHEIN, varejista global de moda, beleza e lifestyle, celebra os resultados de sua última loja temporária em Curitiba, que funcionou até domingo (31/05). Instalada em um espaço de 850 m2 no Ventura Shopping, a ação recebeu mais de 17.200 pessoas ao longo dos cinco dias de operação – o maior movimento de clientes já registrado desde 2022, quando a marca realizou sua primeira pop-up store no País.

“Mais uma vez, Curitiba comprovou sua importância para a nossa plataforma. Fomos muito bem recebidos nessa segunda passagem pela cidade, concentrando o maior público da história das pop-ups no País”, afirma Rodrigo Eimori, diretor de marketing da SHEIN no Brasil. “Estamos muito felizes com os resultados e esperamos voltar”.
O executivo lembra que a primeira edição na cidade, há dois anos, reuniu cerca de 8 mil pessoas em um espaço relativamente menor.

Em termos de vendas, a pop-up teve 82% do seu estoque consumido e as peças não comercializadas serão destinadas à organização Laço Rosa, que atua para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce do câncer de mama, por meio de carretas de mamografia e outras iniciativas.

Entre os 14 mil itens levados à loja temporária, os campeões de venda roram as peças mais leves, como calças e blusinhas femininas. Já os acessórios para pets e artigos esportivos (incluindo blusas de moletom femininas, shorts, camisetas e regatas linha fitness até jaquetas e camisetas masculinas) foram as categorias que esgotaram mais rápido. A parte de pets teve 97% do estoque vendido, já os artigos esportivos tiveram 93% do total esgotado. Um outro destaque foram as camisolas femininas, que tiveram as vendas aceleradas no final de semana, chegando a 95% dos estoques vendidos.

Aproveitando a proximidade com uma das principais datas do varejo, a loja teve uma curadoria especial de Dia dos Namorados, com peças das várias marcas próprias da SHEIN distribuídas em um cenário todo pensado na data mais romãntica do ano. Para quem não conseguiu visitar a pop-up, uma boa notícia: ainda é possível conferir os looks na página online da loja (link) e aproveitar os mesmos descontos de 10% off em todos os produtos e 20% off em compras acima de R$399 utilizando o cupom SHEINCURITIBA26. A promoção vai até o dia 15 de junho.

Essa foi a 14ª loja temporária da SHEIN desde 2022 e a segunda do ano. A expectativa é seguir com as lojas itinerantes ao longo de 2026. “As pop-ups são parte relevante da nossa estratégia de marca e tem como objetivo, acima de tudo, de gerar conexão com o cliente local”, completa Eimori.