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VAREJO_ChatGPT já converte 31% mais que o Google e muda quem vende no e-commerce

Enquanto muitas empresas ainda tratam SEO, produção de conteúdo e hiperpersonalização como iniciativas independentes, a jornada de compra passa por uma transformação que une essas estratégias em torno de um mesmo objetivo. O conteúdo deixa de servir apenas para atrair visitantes e assume papel central na forma como marcas são compreendidas por ferramentas de IA, identificam sinais de intenção de compra e constroem experiências mais personalizadas para os consumidores.

A análise foi apresentada por Vinicius Teixeira, diretor de Growth e Performance da Quality Digital, durante palestra no Fórum E-Commerce Brasil. Segundo o executivo, a fragmentação entre áreas reduz o potencial de aproveitar os dados gerados ao longo da jornada do consumidor. “Durante muito tempo, o mercado enxergou conteúdo como uma ferramenta de aquisição. Hoje, a mesma arquitetura de conteúdo determina se uma marca será recomendada por plataformas de IA e, ao mesmo tempo, fornece informações para personalizar toda a experiência de compra. São estratégias que passaram a depender da mesma base”, afirma.

Pesquisas, comparações de produtos, avaliações e consultas realizadas em ambientes guiados por inteligência artificial revelam contexto, interesse e intenção de compra. Para ele, esse conjunto de informações passa a orientar toda a operação digital das empresas, influenciando recomendações de produtos, vitrines, CRM, relacionamento com clientes e conversão.

Páginas de produto, comparativos, perguntas frequentes, guias e conteúdos educativos passam a cumprir uma função que vai além dos mecanismos de busca. Esses conteúdos também abastecem motores generativos, plataformas conversacionais e agentes de inteligência artificial, responsáveis por interpretar contexto, recomendar produtos e, futuramente, executar compras em nome de consumidor.

Durante a palestra, Teixeira defendeu que SEO, AEO (Answer Engine Optimization), GEO (Generative Engine Optimization) e AIO (Agentic Intelligence Optimization) forma uma estratégia integrada. O SEO mantém a função de garantir visibilidade nos buscadores tradicionais, enquanto o AEO estrutura conteúdos para responder perguntas em interfaces conversacionais, o GEO aumenta as chances de uma marca ser compreendida, citada e recomendada por motores generativos, e o AIO organiza informações para que agentes inteligentes interpretem conteúdos, comparem produtos e executem ações ao longo da jornada de compra.

Dados da Adobe Analytics mostram que sessões iniciadas pelo ChatGPT registram 31% mais conversão em comparação ao tráfego orgânico de buscas sem marca. Levantamento da Similarweb revela crescimento de 357% nas referências originadas por chatbots. Estudo da Visibility Labs reforça que essas sessões geram 10,3% mais receita por visita. O indicador de participação do tráfego de IA na receita orgânica dos e-commerces também avançou de 1,48% para 2,2% em poucos meses, indicando consumidores mais próximos da decisão de compra.

“SEO, GEO e hiperpersonalização deixaram de ser iniciativas independentes. Quando cada área trabalha isoladamente, a empresa perde eficiência porque produz conhecimento que não circula entre as operações. O conteúdo passa a exercer um papel estratégico para todo o negócio e não apenas para a geração de tráfego”, explica Teixeira.

O executivo citou o Universal Commerce Protocol, anunciado pelo Google, que permitirá concluir compras diretamente na página de resultados de busca, além da evolução de agentes de inteligência artificial capazes de pesquisar produtos, comparar alternativas e realizar compras sem que o consumidor precise navegar por diferentes sites. Para Teixeira, empresas que integrarem conteúdo, dados, personalização e IA em uma única estratégia terão vantagem à medida que essas experiências se consolidarem.

Com a descoberta de produtos sendo feita em buscadores generativos, plataformas conversacionais e agentes inteligentes, o conteúdo deixa de ser apenas um ativo de marketing para se tornar um dos principais fatores de competitividade no comércio eletrônico. “É essencial entender quanto conhecimento cada interação produz sobre o consumidor e como essa informação pode melhorar todas as próximas decisões da operação”, finaliza.

Wicomm lança plataforma de SEO baseada em IA

A Wicomm, consultoria especializada em e-commerce e performance digital, lança a Ártemis, nova plataforma de SEO baseada em inteligência artificial. Criada para centralizar automações, análises, relatórios e agentes inteligentes em um único ambiente, a Ártemis transforma processos manuais em fluxos escaláveis orientados por IA e um mascote exclusivo. A plataforma foi construída para acelerar operações, ampliar a capacidade dos times e otimizar estratégias de tráfego orgânico, permitindo análises mais rápidas e decisões mais assertivas. 

“A inteligência artificial vem mudando a forma como as empresas trabalham dados, identificam oportunidades e tomam decisões estratégicas. Com a Ártemis, reunimos tecnologia e inteligência para tornar as operações de SEO mais eficientes e preparadas para uma nova realidade do mercado digital”, afirma Felipe Coelho, CEO da Wicomm. 

Com atuação integrada desde a base tecnológica até estratégias de aquisição, conversão e fidelização, a companhia atende marcas de grande porte como Iguatemi, Rede Américas, Zema e Black Skull. Além disso, possui 20 soluções proprietárias de inteligência artificial aplicadas a áreas como SEO, tecnologia, Business Intelligence (BI) e User Experience (UX), desenvolvidas para ampliar a profundidade das análises e apoiar decisões mais rápidas e assertivas no ambiente digital. Reconhecida pelo mercado, a companhia possui o selo Great Place to Work e foi premiada no CRO Awards. 

Boticário estima alta de 45% em vendas no e-commerce para o Dia dos Pais

Acompanhando o movimento de varejo nacional, o Boticário projeta um crescimento de 12% nas vendas de presenteáveis para o Dia dos Pais e aponta a liderança do e-commerce entre seus canais, com alta de 45% das vendas, em comparação ao mesmo período de 2025. Analisando as mudanças comportamentais dos consumidores que buscam por opções cada vez mais práticas, personalizadas e que agregam valor por meio de experiências, a marca estima vender mais de 2 milhões de presentes do seu portfólio em todo o país.

A estratégia para a data foi desenvolvida com base nas tendências de consumo e os hábitos adotados pelos consumidores que têm apostado em soluções completas como kits prontos ou personalizados, embalagens sofisticadas e outras combinações que transformam o ato de presentear em uma oportunidade para incentivar o autocuidado. Pensando nesse contexto, os kits presenteáveis ganham protagonismo dos consumidores ao representar 85% da meta de vendas da marca para a data comemorativa.

“Os kits em edição limitada estão entre as principais alavancas para a data, além dos combos que projetamos um crescimento de 9%. Esta performance reflete a crescente busca por soluções que ofereçam conveniência, praticidade, custo-benefício permitindo ao consumidor encontrar presentes completos sem abrir mão da praticidade”, explica Paulo Roseiro, diretor-executivo de Perfumaria, DEOs e Presentes do Grupo Boticário.

Outro comportamento destacado nas compras realizadas às vésperas do Dia dos Pais. Segundo a pesquisa interna realizada pelo Boticário, 51% das pessoas adquirem os presentes a poucos dias da celebração, enquanto 30% se programa para comprar com mais antecedência. “Este movimento reforça a importância de uma estratégia omnicanal robusta, capaz de oferecer conveniência, disponibilidade de estoque e rapidez na entrega”, observa Roseiro.

Quando olhamos para as tendências de consumo, o estudo ainda indica que 72% das compras são representadas pelo público feminino. Ao trazer um recorte geracional liderado pela Geração Z, a marca mapeou que 33% prefere realizar as compras nos canais digitais.

Para todos os gostos e bolsos

Com o objetivo de alcançar os diferentes perfis de pais, o Boticário preparou uma curadoria especial que reúne algumas das principais marcas do portfólio como Malbec, Zaad, The Blend Clash, com kits e combos a partir de R$54,90. Neste ano a marca também amplia a oferta de opções ao incluir nos kits montados as fragrâncias Zaad Intense Coffee Man Addictive, e itens complementares como shower gel e body splash.

Outra novidade para o período é o Crie o Seu Presente, uma iniciativa que convida o consumidor a personalizar o seu kit de acordo com os itens selecionados, permitindo criar combinações de acordo com o estilo do presenteado. O programa também oferece um desconto progressivo: na compra de dois itens, o cliente tem 20% de desconto; a partir de três itens, o benefício chega a 25%.
 

“Mais do que um produto, o consumidor está cada vez mais atento ao valor simbólico do presente. Por isso, investimos em uma curadoria que combina perfumaria de alta qualidade em composições exclusivas que contemplam vantagem financeira em comparação à compra de itens avulsos, embalagem pronta para presente e ampla disponibilidade por meio de lojas físicas, e-commerce e consultoras de venda direta”, conclui o diretor-executivo.

Reconhecida como a marca preferida para presentear*, o Boticário aposta na combinação entre inovação, conveniência e relevância emocional para fortalecer sua liderança na data e atender às novas expectativas dos consumidores.

Muito além da conversão: o novo papel do Retail Media na construção de marcas

Durante muito tempo, o Retail Media foi tratado como o território da conversão. Quanto mais próximo da compra, maior seu valor. Mas essa lógica começa a ficar limitada diante da transformação que o próprio varejo digital vive. À medida que marketplaces e aplicativos se consolidam na jornada do shopper como espaços de descoberta, comparação e influência, as marcas percebem que esses ambientes também são decisivos para construir lembrança, preferência e diferenciação. O Retail Media deixa, assim, de ser apenas uma ferramenta para vender mais e passa a integrar também as estratégias de branding dos anunciantes.

Essa transformação ocorre por duas razões complementares. A primeira está na própria evolução das plataformas de varejo, que expandiram seus inventários para além dos tradicionais anúncios patrocinados. Hoje vídeos, formatos display, compra programática e plataformas de demanda (DSPs) oferecem possibilidades semelhantes às encontradas em grandes ecossistemas de mídia, permitindo campanhas voltadas à construção de marca.

A segunda mudança vem do comportamento do consumidor. O marketplace deixou de ser apenas o destino final da compra para se tornar uma etapa natural do processo de compra. Depois de assistir a um vídeo, consumir um conteúdo nas redes sociais ou receber uma recomendação, o consumidor frequentemente acessa um aplicativo de varejo para comparar produtos, conhecer marcas e avaliar alternativas antes de decidir pela melhor opção.

Esse movimento explica um dado relevante observado por diversos varejistas: grande parte das buscas realizadas dentro dos marketplaces é composta por termos genéricos, e não por marcas específicas. Isso significa que muitos consumidores chegam abertos à descoberta, criando uma oportunidade valiosa para empresas influenciarem suas escolhas antes mesmo da decisão de compra.

Nesse contexto, branding e performance deixam de disputar protagonismo. Pelo contrário: tornam-se complementares. Nenhuma estratégia de crescimento é sustentável apoiando-se exclusivamente na conversão. A performance captura demanda já existente, enquanto o branding cria a demanda futura.

É exatamente essa lógica que passa a orientar o Retail Media, agora mais maduro. Enquanto campanhas de topo de funil trabalham atributos, posicionamento e diferenciação da marca, as ações de performance convertem consumidores que já foram impactados anteriormente. Trata-se da mesma construção full funnel aplicada aos canais de mídia tradicionais e já consolidados. Agora essa metodologia é potencializada pelos dados proprietários do varejo.

Os formatos também acompanham essa evolução. Vídeos tornam-se especialmente relevantes para comunicar propósito e diferenciais da marca. Displays e ativações programáticas ampliam alcance utilizando inteligência em segmentar a audiência. Já nos aplicativos dos varejistas, banners, vitrines patrocinadas e notificações conseguem atuar em momentos de alta intenção, quando o consumidor está comparando categorias, avaliando preços e considerando as alternativas.

Naturalmente, essa mudança exige uma nova forma de medir resultados. O retorno sobre investimento continua importante, mas deixa de ser o único indicador relevante. Métricas como alcance, frequência, conversões assistidas, viewability, taxa de visualização e share of voice passam a oferecer uma leitura mais completa da contribuição do Retail Media para a construção de marca.

Entre esses indicadores, a conversão assistida ganha protagonismo ao demonstrar como campanhas de awareness influenciam vendas realizadas posteriormente. Da mesma forma, acompanhar a participação da marca nas impressões das buscas permite entender sua presença competitiva dentro dos ambientes de varejo, fortalecendo sua lembrança junto ao consumidor.

A inteligência artificial acelera ainda mais essa transformação.

Além de permitir a criação rápida de múltiplas variações criativas para campanhas institucionais, a IA amplia significativamente a sofisticação das segmentações. Hoje é possível construir audiências baseadas em comportamentos específicos, como consumidores que pesquisaram concorrentes, possuem determinados hábitos de pagamento ou demonstraram mais interesse por determinadas categorias de produtos.

Ao mesmo tempo, dados do varejo começam a extrapolar os próprios marketplaces. Plataformas de streaming, por exemplo, já permitem campanhas de vídeo segmentadas a partir de informações de compra e comportamento coletadas pelos grandes ecossistemas de Retail Media. Essa integração aproxima televisão conectada, mídia programática e varejo digital em uma estratégia única de comunicação.

O resultado é um planejamento cada vez menos fragmentado. Retail Media deixa de ser um canal isolado para ocupar seu espaço dentro de um plano de mídia integrado, acompanhando o consumidor em diferentes momentos da jornada e utilizando o mesmo ativo que o tornou tão valioso desde sua origem: dados de alta qualidade.

Nos próximos anos, as marcas que compreenderem essa mudança provavelmente conquistarão uma vantagem competitiva importante. Ao investir desde cedo na construção de presença dentro dos ecossistemas de varejo, elas tendem a formar audiências mais qualificadas e engajadas, fortalecer sua lembrança de marca, fidelizar consumidores e, consequentemente, tornar suas estratégias de mídia mais eficientes e rentáveis ao longo do tempo.

No fim, a maior transformação talvez seja justamente essa: o Retail Media deixa de ser apenas um mecanismo para vender mais hoje e passa a ser uma plataforma para construir as marcas que venderão mais amanhã.

(*) Henrique Casagranda é Media Director & Associate Partner da Cadastra, empresa global especialista em serviços tecnológicos aplicados ao marketing para fazer as empresas crescerem. 

O que está colocando pequenos vendedores para competir com os gigantes do e-commerce

Grandes equipes e altos investimentos em mídia já não estão mais definindo quem ganha o cliente no momento da compra no comércio eletrônico. Enquanto os gigantes do setor travam guerras bilionárias por tráfego, muitos vendedores de menor porte têm conquistado cada vez mais território.

Com a consolidação dos marketplaces como principal ambiente transacional do varejo digital, sellers de menor porte passaram a competir em níveis mais equilibrados com grandes operações, especialmente em categorias de alta recorrência e forte pressão logística.

A mudança ocorre em um momento de expansão acelerada do setor. Segundo projeções da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), o e-commerce brasileiro deve ultrapassar R$ 258 bilhões em faturamento em 2026, impulsionado pela digitalização do consumo, crescimento do mobile commerce e avanço da automação operacional.

Mas o que eles estão fazendo para mudar esse jogo?

A resposta está em três fatores, segundo Claudio Dias, CEO da Magis5, hub de automação e integração de sellers com marketplaces como Mercado Livre, Amazon, Magalu e Shopee. “Tudo começa na excelência na execução operacional, combinada a uma vantagem de difícil competição: a logística. Sustentando tudo isso, está o acesso cada vez mais amplo a tecnologias de ponta”, afirma.

O executivo explica que ferramentas de automação e inteligência logística tornaram-se cada vez mais acessíveis e de fácil implementação, permitindo que lojistas menores operem com o mesmo nível técnico dos líderes de mercado.

Outro diferencial que tem colocado sellers de menor porte cara a cara com os grandes está na proximidade com o cliente, combinada à agilidade operacional. Os empreendedores locais enxergam o mercado com mais precisão e agem mais rápido.

Tudo começa com os sistemas de geolocalização, que ajudam a identificar onde está a demanda, mapear regiões com maior volume de compras e reorganizar a operação a partir disso, inclusive na escolha de parceiros logísticos mais eficientes. O resultado é uma redução drástica nos prazos de entrega, algo que estruturas burocráticas de grande porte não conseguem replicar com a mesma velocidade.

Em marketplaces cada vez mais orientados por performance operacional, a eficiência logística se tornou um ativo estratégico. Estudos recentes do setor mostram que consumidores brasileiros priorizam cada vez mais velocidade de entrega, previsibilidade e experiência pós-compra como fatores decisivos na conversão.

Para Dias, é nesse ponto que sellers menores conseguem disputar espaço. “É preciso que tudo esteja sincronizado. Quando existe integração entre ERP, marketplaces e operadores logísticos, tudo funciona como um fluxo único, com menos erro, menos atraso e mais previsibilidade. O pedido entra, é processado e entregue dentro do que foi prometido, de forma automatizada e quase em tempo real. Quando há demora, o custo vem em forma de cancelamento, retrabalho e perda de cliente”, diz Dias.

Ao reduzir complexidade com tecnologia e operar com mais controle, sellers menores conseguem responder mais rápido ao consumidor e sustentar uma experiência consistente, sem depender de escala para isso. “Os grandes competem por volume. Os menores conseguem competir por proximidade, especialização e domínio da própria operação”, diz o CEO da Magis5.

Com uso de dados geográficos, análise de demanda e inteligência de distribuição, operações menores conseguem reorganizar estoques, ajustar malhas logísticas e selecionar parceiros de entrega com maior agilidade do que estruturas mais burocráticas. 

Para Dias, tentar replicar o modelo dos grandes sem ter a estrutura necessária é o caminho mais rápido para se perder. A alternativa é conhecer o próprio público, organizar o processo e executar com consistência. “No e-commerce, tamanho ajuda. Mas execução decide”, conclui.

Carrefour passa a vender na Amazon Brasil e acelera vendas online

A Amazon anuncia a chegada de milhares de produtos do Carrefour, rede que faz parte do Grupo Carrefour Brasil, à Amazon.com.br. A parceria amplia o portfólio disponível para milhões de clientes em categorias essenciais do dia a dia, em um momento em que o e-commerce brasileiro segue em trajetória de expansão, com crescimento de 15% em 2025, alcançando R$235 bilhões em faturamento, segundo a ABComm.

Clientes da Amazon.com.br já têm acesso a mais de 1.300 itens — incluindo eletrodomésticos, eletrônicos, smartphones e itens de mercearia não perecíveis. Todas as compras contam com a Garantia de A a Z da Amazon, que assegura proteção adicional ao consumidor.

O Carrefour opera como vendedor independente no marketplace da Amazon, com gestão integral de toda a cadeia — do estoque à entrega e ao pós-venda. A operação logística será centralizada no centro de distribuição de Cajamar (Grande São Paulo), de onde partirão todas as entregas para clientes em todo o Brasil, garantindo agilidade e eficiência no atendimento.

A Amazon construiu no Brasil uma rede integrada que combina tecnologia internacional com escala e conhecimento local — alcançando 100% dos municípios e milhões de clientes todos os dias de forma rápida e segura. Quando um parceiro como o Carrefour traz seus produtos para dentro do nosso marketplace, ele ganha acesso imediato a essa infraestrutura e tecnologia para crescer. E o cliente ganha mais variedade, mais marcas de confiança e velocidade de entrega. É assim que construímos juntos o e-commerce mais completo do Brasil”afirma Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil.

Estamos muito entusiasmados com essa parceria, que representa um avanço importante na nossa estratégia digital e reforça a presença do Carrefour em um ecossistema cada vez mais conectado. Ao ampliar a integração entre canais, evoluímos nossa proposta omnichannel e fortalecemos o e-commerce, sempre com o objetivo de oferecer mais conveniência, acessibilidade e uma experiência fluida ao cliente. A evolução tecnológica é uma prioridade para o Grupo Carrefour Brasil, e seguimos focados em gerar resultados concretos tanto para o negócio quanto para o consumidor“, afirma Aydes Marques, CDO do Grupo Carrefour Brasil.

Nos meses iniciais, a operação já demonstra tração significativa. As categorias de maior destaque nas vendas refletem a forte demanda por bens duráveis e por entretenimento, lideradas por Eletrodomésticos (72%), TV e Vídeo (12%); Eletrônicos (6%); Bazar e Outros (10%).

Para os membros Amazon Prime, essa conveniência é amplificada pelo frete grátis em produtos selecionados e pelos demais benefícios de compras e entretenimento que já fazem parte da assinatura, como acesso ilimitado ao Prime Video, 100 milhões de músicas e podcasts no Amazon Music e jogos grátis com Amazon Luna.

Desde sua chegada ao país com a AWS em 2011, a Amazon tem demonstrado compromisso crescente com o desenvolvimento do Brasil. Com mais de R$ 75 bilhões investidos em logística, entretenimento, desenvolvimento local de tecnologia, serviços de nuvem, geração e qualificação profissional, a Amazon também fomenta o empreendedorismo e iniciativas voltadas às comunidades locais.

BB e Pagaleve lançam nova experiencia de crédito para e-commerce

O Banco do Brasil, em parceria com a fintech Pagaleve, líder em soluções de parcelamento via Pix, lança uma nova experiência de crédito para o e-commerce que integra pagamento e financiamento diretamente na tela de pagamento das lojas virtuais. A novidade nasce da conexão entre o Banco e a startup investida pelo BB Ventures, em mais uma iniciativa alinhada à estratégia de inovação aberta da instituição para gerar valor para os clientes.

A solução vem para transformar a experiência de crédito no ambiente online, combinando conveniência, inovação e uma jornada de contratação mais simples e intuitiva. No momento da compra, ao selecionar a forma de pagamento “Parcelamento via Pix” da Pagaleve, o cliente passa a visualizar de forma simples e integrada as condições de parcelamento disponíveis. E para clientes do Banco do Brasil, são ofertadas opções de financiamento em até 60 vezes, ampliando a capacidade de compra da pessoa física em categorias de maior valor agregado.

A oferta é feita por meio da integração da Pagaleve com o BB Pay, que permite a identificação automática do cliente via API, em tempo real, e o acesso personalizado ao crédito do Banco.

A integração gera valor para as lojas parceiras da Pagaleve ao viabilizar aumento de conversão e impulsionar vendas de tickets mais altos, especialmente em segmentos nos quais o prazo estendido é decisivo para a conclusão da compra. Para o Banco, representa a expansão da distribuição do crédito, de forma sustentável, em ambientes digitais de grande escala. O modelo conecta, em um único fluxo, meios de pagamento, crédito e experiência digital com resposta imediata.

Estamos avançando na integração entre crédito e meios de pagamento, levando ao cliente uma experiência mais simples, transparente e eficiente no momento da compra. Essa parceria amplia o acesso ao crédito de forma responsável e fortalece a presença do Banco do Brasil no e-commerce digital”, afirma Viviane Silva, executiva de financiamentos do BB.

Disponível em lojas dos segmentos de vestuário, eletroeletrônicos, informática, móveis, eventos, joias, perfumaria, entre outros, a nova solução conjunta reforça o posicionamento do Banco do Brasil na evolução do crédito digital e amplia o alcance comercial da rede da Pagaleve. Para fortalecer a visibilidade da iniciativa e ampliar o engajamento com o público, o Banco do Brasil destaca, no site bb.com.br/bbrealiza, algumas lojas parceiras já integradas. Em breve, mais lojas parceiras estarão disponíveis.

Confira como usar o crédito BB em lojas parceiras via Pagaleve 

1. Escolha o Pix Parcelado Pagaleve 
Ao finalizar a compra na loja parceira, selecione o Pix Parcelado Pagaleve como forma de pagamento. 

2. Simule a opção de crédito BB 
No painel da Pagaleve, clientes Banco do Brasil visualizam opções de financiamento em até 60 parcelas. Clique em “Simular sem compromisso” para ser direcionado ao App BB. 

3. Confirme a contratação no App BB 
Faça login com segurança no aplicativo, confira as condições do crédito e conclua a contratação. 

4. Finalize a compra 
Após a confirmação no App BB, você retorna automaticamente à loja. O pagamento é confirmado, a compra é concluída e o lojista segue com o envio do produto.

O Banco do Brasil já é nosso parceiro há alguns anos, mas agora conseguimos fortalecer ainda mais essa parceria. A iniciativa entre Banco do Brasil e Pagaleve representa mais um avanço importante na oferta de crédito no momento da compra, conectando de forma simples e inteligente o cliente ao financiamento. Um dos desafios de um banco é conseguir oferecer crédito para seu correntista no momento da compra e é exatamente onde nós estamos. Poder proporcionar para o consumidor a possibilidade de utilizar uma linha de crédito que ele já tem disponível em seu banco é uma forma inovadora de conceder crédito, até porque de vez em quando o consumidor sequer sabe disso”, afirma Eduardo Zucareli, responsável pelas áreas Comercial e Operações da Pagaleve.

A Pagaleve é uma startup de meios de pagamento especializada em parcelamento via Pix. Fundada em 2021, a fintech brasileira atua com soluções de parcelamento no modelo Buy Now, Pay Later e já tem parceria com mais de 10 mil varejistas, oferecendo a possibilidade de milhões de brasileiros parcelarem suas compras via Pix sem juros, além de contar também com parcelamentos mensais e mais longos com foco em ampliar conversão do varejista e aumentar acesso ao consumo.

Dia dos Pais: 5 estratégias que impulsionam os comerciantes na data

O Dia dos Pais de 2026, celebrado em 9 de agosto, chega como uma das janelas mais fortes do segundo semestre para o varejo. Projeções da CNDL/SPC Brasil indicam que 106,3 milhões de consumidores devem ir às compras na data, repetindo o movimento do ano anterior, quando o período faturou R$ 27 bilhões, segundo estudo do IBEVAR (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) em colaboração com a FIA Business School.

O comportamento de 2025 mostra onde esse volume se concentra. De acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), na semana da data, apurada entre 4 e 10 de agosto, o faturamento do varejo cresceu 5,9% ante o mesmo período de 2024, puxado pelo e-commerce, que avançou 8,9%, enquanto o presencial subiu 5,2%. 

Ou seja, o consumidor da data começa a jornada digital e conclui a compra em canais variados. Para transformar isso em crescimento, o comércio precisa ir além da gestão de estoque. Nesse cenário, especialistas apontam estratégias de operação que apoiam o varejo e garantem a fidelização de clientes, especialmente em datas movimentadas.

  • Integração logística através da tecnologia:

Apoiando organizações de diversos portes e setores – desde varejo e indústria até bens de consumo e e-commerce, a nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, aposta na integração de todo o ecossistema logístico para resultados cada vez mais estratégicos, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais. Segundo Helena, Diretora de Varejo da nstech, a organização para a data exige atenção especial ao aumento do fluxo de consumidores, e a personalização das operações para atender a cada necessidade específica é o grande diferencial. 

“No e-commerce brasileiro, por exemplo, frete e prazo chegam a representar mais de 70% dos abandonos de carrinho. E não é só no digital: na loja física, o pico do Dia dos Pais pressiona reposição e ruptura de gôndola, e a venda perdida por falta do produto na hora certa não volta. Nos dois canais, a raiz é a mesma, uma operação que não enxerga estoque e transporte em tempo real. Em uma data de pico como o Dia dos Pais, essa perda de receita escala. Só aumentar seu estoque em uma data sazonal não resolve: o que define quem converte é a capacidade de integrar venda, estoque e operação em tempo real, prometer um prazo competitivo e confiável, e cumpri-lo. Quem conecta a operação transforma a logística em argumento de venda. Quem não conecta perde o pedido antes do checkout”, afirma a executiva.

  • Diversidade de meios de pagamento para não perder a venda no fim da jornada

Com atuação que vai do empreendedor individual aos maiores varejistas do país, a Cielo defende que oferecer meios de pagamento variados deixou de ser diferencial e virou condição para converter o pico da data. Além de ampliar as chances de conversão, a diversidade de opções permite atender diferentes perfis de consumidores, seus hábitos de compra e necessidades financeiras. Segundo a Pesquisa Cielo de Hábitos de Pagamento no Varejo, Pix e cartão de crédito aparecem empatados nas compras presenciais, com 57% cada, e o comportamento muda conforme o valor: o Pix domina as compras do dia a dia, enquanto o cartão lidera nas de maior valor, em que o parcelamento pesa na decisão. Na prática, isso significa aceitar Pix por aproximação e QR Code, débito, carteiras digitais e crédito parcelado, para oferecer mais conveniência ao cliente e evitar perdas de vendas por falta da forma de pagamento desejada.

O passo seguinte é estender a operação para os canais em que o cliente já conversa com a loja. O link de pagamento com autenticação 3DS encerra a venda dentro da própria conversa no WhatsApp ou no Instagram, com a segurança de um e-commerce tradicional e sem redirecionar o cliente para um site à parte quando a compra já está decidida. “Na semana da data, o lojista raramente perde a venda por falta de interesse, perde por atrito na hora de pagar”, afirma Adriana Garbim, vice-presidente Comercial da Cielo. “Quem oferece Pix, débito, crédito parcelado e link de pagamento consegue atender diferentes preferências de pagamento e ampliar o potencial de conversão, sem que o consumidor precise trocar de loja.”

  • Experiência de marca para fortalecer a conexão no ponto de venda:

Criar experiências relevantes dentro da loja deixou de ser um detalhe para se tornar um diferencial competitivo na atração e fidelização de clientes em datas de grande movimentação, independentemente do porte do comércio. Nesse cenário, o branding para ambientes e o design de experiências ganham espaço — agregando princípios inspirados na neuroarquitetura para tornar a visita ao ponto de venda mais envolvente e fortalecer a conexão entre consumidor e marca. Com atuação integrada em branding, comunicação e espaços, a DEA Design defende que o ambiente físico deve ser planejado de forma estratégica, refletindo a identidade da marca e contribuindo para uma experiência de compra mais intuitiva e memorável, principalmente em datas comemorativas.

“O consumidor nem sempre consegue explicar por que se sentiu bem em uma loja, mas essa percepção influencia diretamente sua experiência. Quando o espaço traduz de forma coerente o que a marca promete para ocasiões especiais como o Dia dos Pais, ele gera confiança e fortalece também o vínculo com o cliente. Já quando há incoerência entre ambiente e posicionamento, a experiência perde força. Por isso, o ambiente de marca deve ser pensado como uma extensão estratégica do posicionamento, capaz de criar conexões duradouras com o público”, afirma Silvia Kanayama, gestora e sócia da DEA Design.

  • Inteligência dados na prevenção de fraudes no pagamento

Apoiando lojistas e operações de e-commerce, a Quod, datatech especializada em inteligência de dados, aposta na análise preditiva em tempo real para garantir transações de crédito seguras e livres de fricção nas vendas. Segundo Danilo Coelho, Diretor de Produtos e Dados da Quod, datas de forte apelo comercial, como o Dia dos Pais, geram um pico expressivo de transações em um curto espaço de tempo, criando o ambiente propício para fraudes e exigindo uma preparação tecnológica robusta por parte dos lojistas.

“Em datas comemorativas, há uma pressão para aprovar compras rapidamente, mas o varejista não pode afastar bons compradores com regras de antifraude excessivamente rígidas ou por conta de falsos positivos. O diferencial está em cruzar dados transacionais com inteligência analítica em tempo real para identificar comportamentos suspeitos na velocidade que o mercado exige, protegendo a rentabilidade do negócio e preservando a experiência do cliente”, afirma o executivo.

  • Atendimento automatizado e personalizado com IA

Especializada em agentes de IA para e-commerce e marketplaces, a Loopia aposta na automação do atendimento como estratégia para aumentar a conversão e agilizar a jornada de compra em datas sazonais, como o Dia dos Pais. A plataforma centraliza mensagens de canais como WhatsApp, redes sociais e marketplaces em um único ambiente e utiliza sua IA proprietária, a Luna, para compreender o contexto do consumidor, identificar intenções de compra e sugerir produtos de forma personalizada. 

Segundo Tiago Vailati, CEO da Loopia, o principal desafio do varejo em datas comemorativas é responder rapidamente ao consumidor sem perder personalização. “Quando o cliente recebe uma recomendação alinhada ao perfil de quem será presenteado e tem a dúvida resolvida em segundos, a decisão de compra acontece com muito mais facilidade. Em períodos de alta demanda, velocidade e relevância fazem diferença direta na conversão”, afirma. A empresa informa que a solução responde em menos de 30 segundos e resolve 92% das demandas de forma autônoma e aumenta a taxa de conversão de vendas dos lojistas em até 50%.

Z.ro Global Payments anuncia Guilherme Nazar para o Conselho Consultivo

O Z.ro Global Payments, techfin especializada em soluções financeiras para grandes empresas, nomeia Guilherme Nazar como novo conselheiro da companhia. O executivo passa a integrar o Conselho Consultivo em um momento de forte expansão internacional, contribuindo com a experiência acumulada na escalabilidade de negócios globais, na inovação tecnológica, na construção de ambientes regulatórios e no desenvolvimento de novos mercados.

Com mais de 15 anos de atuação em empresas de tecnologia e serviços financeiros, Guilherme Nazar construiu sua trajetória liderando operações de companhias globais no Brasil e na América Latina. Ao longo desse percurso, ocupou posições de liderança na Binance e Uber, participando da criação de modelos de negócios inovadores e da construção das bases regulatórias necessárias para o crescimento dessas operações em diferentes mercados.

Para Guilherme Nazar, integrar o Conselho representa a oportunidade de contribuir para a próxima fase de crescimento de uma empresa cuja evolução acompanha há alguns anos. “Eu acompanho o avanço do Z.ro há alguns anos e conheci a empresa inicialmente como cliente. Isso me permitiu entender de perto a qualidade da tecnologia, da operação e da estratégia para posicionar o Z.ro Global Payments como uma plataforma global de infraestrutura para pagamentos”, afirma Nazar.

O novo conselheiro vai contribuir para o desenvolvimento da companhia compartilhando a experiência acumulada na expansão internacional de operações, trazendo questionamentos estratégicos, conectando pessoas e colocando à disposição do Z.ro uma rede de relacionamentos construída ao longo da carreira. “O papel de um conselheiro não é substituir quem está na operação, mas agregar perspectivas, provocar boas discussões e ajudar a empresa a tomar decisões cada vez melhores”, complementa Nazar.

“Estamos vivendo um momento muito importante de expansão do Z.ro, especialmente com o avanço da nossa atuação internacional. A trajetória de Nazar em empresas globais será extremamente relevante para apoiar essa nova etapa da companhia. Ele traz uma visão estratégica construída na consolidação de negócios inovadores, uma ampla rede de relacionamentos e profundo conhecimento de ambientes altamente regulados, fortalecendo ainda mais nossa capacidade de tomar decisões de longo prazo”, ressalta Edísio Pereira Neto, presidente do Z.ro Global Payments.

Vale ressaltar que, em 2025, o Z.ro Global Paymants criou duas unidades de negócios voltados a estratégia de internacionalização da instituição, o Z.ro International, empresa do grupo responsável pelo recolhimento de pagamentos em outros países, e o Z.ro Digital Assets, responsável por transferências e pagamentos internacionais com stablecoins e outros ativos digitais. Assim, a companhia já iniciou operação na Argentina, Chile, Peru e México. A empresa também possui licença de Instituição de Pagamentos no Brasil e é uma entidade regulada na Suíça, com escritório em Zurique.

Com a chegada de Guilherme Nazar, o Conselho Consultivo do Z.ro Global Payments passa a reunir perfis complementares. Eduardo Gouveia agrega ampla experiência na liderança de grandes empresas e no mercado financeiro brasileiro; Silvio Meira é referência em inovação, tecnologia e transformação digital; enquanto Guilherme Nazar acrescenta uma visão internacional construída na evolução de plataformas globais, infraestrutura financeira, blockchain e mercados regulados. Juntas, essas diferentes competências fortalecem a governança da companhia e ampliam a capacidade do Conselho de apoiar as decisões estratégicas para os próximos ciclos de desenvolvimento.

Buscas no Google por Dia dos Pais crescem 800% antes da data

Um estudo da agência de link building Do Follow revela que o interesse dos brasileiros pelo Dia dos Pais cresce 800% em relação aos três meses anteriores à data, com base em dados do Google Trends coletados entre maio e julho de 2026. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 10%, o que sugere um avanço real e não apenas uma variação pontual. 

Celebrado no segundo domingo de agosto, neste ano o Dia dos Pais cai no dia 9, mas o levantamento mostra que a movimentação nas buscas começa bem antes disso, concentrada em dois momentos específicos que antecedem o período de campanhas mais intensas do varejo.

Dia das Mães antecipa o interesse pela data

O primeiro salto ocorreu em 9 de maio, véspera do Dia das Mães. Nesse dia, o termo “Dia dos Pais” saiu de patamares próximos a zero para 18 pontos no Google Trends. A proximidade entre as duas datas comemorativas parece motivar parte das buscas: ao pesquisar sobre o Dia das Mães, o usuário busca também confirmar quando será a próxima celebração familiar do calendário.

O segundo pico, e o mais expressivo antes de julho, aconteceu em 20 de junho, quando o interesse chegou a 88 pontos. A data é próxima ao Father’s Day, celebrado nos Estados Unidos no terceiro domingo de junho – em 2026, no dia 21. Campanhas publicitárias, publicações em redes sociais e coberturas jornalísticas sobre a data americana parecem gerar buscas de brasileiros interessados em confirmar se a comemoração também ocorre no Brasil na mesma época.

“Esses picos mostram que o consumidor não espera o calendário oficial do varejo para começar a se organizar. Ele reage a outros gatilhos, inclusive de fora do país, e isso muda o momento certo de aparecer para esse público com conteúdo relevante”, afirma Alice Bachiega, especialista em comunicação e PR da Do Follow.

De informação à intenção de compra

Ao longo do período analisado, os termos de calendário, como “dia dos pais quando é” e “qual dia dos pais”, perderam espaço, com quedas entre 30% e 60%. Em contrapartida, as buscas relacionadas a presentes cresceram: “presente dia dos pais” subiu 120% e “dia dos pais presente”, 130%.

“A mudança indica uma transição na etapa da pesquisa. Uma vez esclarecida a data, o usuário direciona a busca para a escolha do presente, o que representa uma etapa mais avançada da decisão de compra”, analisa Bachiega.

Essa mudança também aparece nas Consultas em Alta do Google Trends, todas classificadas como “Grande aumento” no período. Entre os dez termos com maior crescimento estão pesquisas por presentes personalizados, lembrancinhas, canecas personalizadas, decoração temática, murais e kits de churrasco. Esse é um sinal de que parte da procura recai sobre itens específicos e não apenas sobre categorias genéricas de presente.

O que os dados revelam para as marcas?

O potencial econômico do Dia dos Pais reforça a importância de compreender o comportamento do consumidor ao longo da jornada de compra. Pesquisa da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom) aponta que o Dia dos Pais de 2026 deve movimentar R$ 10,56 bilhões no varejo digital.

Paralelo a isso, o estudo da Do Follow mostra que a jornada de busca do consumidor começa muito antes de agosto. O interesse pela data já aparece em maio, com o primeiro pico na véspera do Dia das Mães, e cresce ao longo de junho e julho, à medida que a celebração se aproxima. Esse comportamento indica que a decisão de compra começa a ser construída semanas antes do período tradicional das campanhas.

“Para as marcas, acompanhar esse movimento e antecipar a produção de conteúdo e o planejamento das ações digitais pode influenciar diretamente a indexação e o desempenho orgânico das páginas”, explica explica Carolina Glogovchan, CEO da Do Follow e especialista em posicionamento de marca. Conteúdos publicados com antecedência têm mais chances de serem rastreados, indexados e conquistarem posições relevantes nos mecanismos de busca antes do aumento da concorrência por palavras-chave relacionadas ao tema.

Esse raciocínio também se aplica às buscas realizadas por meio de plataformas de inteligência artificial. Conteúdos publicados com antecedência, estruturados de forma clara e respaldados por fontes confiáveis, têm mais oportunidades de serem utilizados tanto nos resultados tradicionais quanto nas respostas geradas por sistemas de IA.

“Quando entendem esse comportamento e publicam conteúdo com antecedência, as marcas aumentam as chances de serem encontradas exatamente no momento em que o consumidor inicia sua jornada de compra”, conclui Glogovchan. “Não basta estar presente durante a campanha. É preciso construir relevância antes, para que os mecanismos de busca e as plataformas de IA reconheçam aquele conteúdo como uma fonte confiável quando o interesse do público atingir seu pico.”

Neste Dia dos Pais, os dados mostram que a disputa pela atenção do consumidor começa muito antes das campanhas promocionais. Quem compreende essa jornada  (da curiosidade sobre a data à escolha do presente) amplia as oportunidades de conquistar visibilidade, relevância e resultados nos mecanismos de busca e nas plataformas baseadas em inteligência artificial.