Dia dos Pais: 5 estratégias que impulsionam os comerciantes na data

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O Dia dos Pais de 2026, celebrado em 9 de agosto, chega como uma das janelas mais fortes do segundo semestre para o varejo. Projeções da CNDL/SPC Brasil indicam que 106,3 milhões de consumidores devem ir às compras na data, repetindo o movimento do ano anterior, quando o período faturou R$ 27 bilhões, segundo estudo do IBEVAR (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) em colaboração com a FIA Business School.

O comportamento de 2025 mostra onde esse volume se concentra. De acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), na semana da data, apurada entre 4 e 10 de agosto, o faturamento do varejo cresceu 5,9% ante o mesmo período de 2024, puxado pelo e-commerce, que avançou 8,9%, enquanto o presencial subiu 5,2%. 

Ou seja, o consumidor da data começa a jornada digital e conclui a compra em canais variados. Para transformar isso em crescimento, o comércio precisa ir além da gestão de estoque. Nesse cenário, especialistas apontam estratégias de operação que apoiam o varejo e garantem a fidelização de clientes, especialmente em datas movimentadas.

  • Integração logística através da tecnologia:

Apoiando organizações de diversos portes e setores – desde varejo e indústria até bens de consumo e e-commerce, a nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina, aposta na integração de todo o ecossistema logístico para resultados cada vez mais estratégicos, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais. Segundo Helena, Diretora de Varejo da nstech, a organização para a data exige atenção especial ao aumento do fluxo de consumidores, e a personalização das operações para atender a cada necessidade específica é o grande diferencial. 

“No e-commerce brasileiro, por exemplo, frete e prazo chegam a representar mais de 70% dos abandonos de carrinho. E não é só no digital: na loja física, o pico do Dia dos Pais pressiona reposição e ruptura de gôndola, e a venda perdida por falta do produto na hora certa não volta. Nos dois canais, a raiz é a mesma, uma operação que não enxerga estoque e transporte em tempo real. Em uma data de pico como o Dia dos Pais, essa perda de receita escala. Só aumentar seu estoque em uma data sazonal não resolve: o que define quem converte é a capacidade de integrar venda, estoque e operação em tempo real, prometer um prazo competitivo e confiável, e cumpri-lo. Quem conecta a operação transforma a logística em argumento de venda. Quem não conecta perde o pedido antes do checkout”, afirma a executiva.

  • Diversidade de meios de pagamento para não perder a venda no fim da jornada

Com atuação que vai do empreendedor individual aos maiores varejistas do país, a Cielo defende que oferecer meios de pagamento variados deixou de ser diferencial e virou condição para converter o pico da data. Além de ampliar as chances de conversão, a diversidade de opções permite atender diferentes perfis de consumidores, seus hábitos de compra e necessidades financeiras. Segundo a Pesquisa Cielo de Hábitos de Pagamento no Varejo, Pix e cartão de crédito aparecem empatados nas compras presenciais, com 57% cada, e o comportamento muda conforme o valor: o Pix domina as compras do dia a dia, enquanto o cartão lidera nas de maior valor, em que o parcelamento pesa na decisão. Na prática, isso significa aceitar Pix por aproximação e QR Code, débito, carteiras digitais e crédito parcelado, para oferecer mais conveniência ao cliente e evitar perdas de vendas por falta da forma de pagamento desejada.

O passo seguinte é estender a operação para os canais em que o cliente já conversa com a loja. O link de pagamento com autenticação 3DS encerra a venda dentro da própria conversa no WhatsApp ou no Instagram, com a segurança de um e-commerce tradicional e sem redirecionar o cliente para um site à parte quando a compra já está decidida. “Na semana da data, o lojista raramente perde a venda por falta de interesse, perde por atrito na hora de pagar”, afirma Adriana Garbim, vice-presidente Comercial da Cielo. “Quem oferece Pix, débito, crédito parcelado e link de pagamento consegue atender diferentes preferências de pagamento e ampliar o potencial de conversão, sem que o consumidor precise trocar de loja.”

  • Experiência de marca para fortalecer a conexão no ponto de venda:

Criar experiências relevantes dentro da loja deixou de ser um detalhe para se tornar um diferencial competitivo na atração e fidelização de clientes em datas de grande movimentação, independentemente do porte do comércio. Nesse cenário, o branding para ambientes e o design de experiências ganham espaço — agregando princípios inspirados na neuroarquitetura para tornar a visita ao ponto de venda mais envolvente e fortalecer a conexão entre consumidor e marca. Com atuação integrada em branding, comunicação e espaços, a DEA Design defende que o ambiente físico deve ser planejado de forma estratégica, refletindo a identidade da marca e contribuindo para uma experiência de compra mais intuitiva e memorável, principalmente em datas comemorativas.

“O consumidor nem sempre consegue explicar por que se sentiu bem em uma loja, mas essa percepção influencia diretamente sua experiência. Quando o espaço traduz de forma coerente o que a marca promete para ocasiões especiais como o Dia dos Pais, ele gera confiança e fortalece também o vínculo com o cliente. Já quando há incoerência entre ambiente e posicionamento, a experiência perde força. Por isso, o ambiente de marca deve ser pensado como uma extensão estratégica do posicionamento, capaz de criar conexões duradouras com o público”, afirma Silvia Kanayama, gestora e sócia da DEA Design.

  • Inteligência dados na prevenção de fraudes no pagamento

Apoiando lojistas e operações de e-commerce, a Quod, datatech especializada em inteligência de dados, aposta na análise preditiva em tempo real para garantir transações de crédito seguras e livres de fricção nas vendas. Segundo Danilo Coelho, Diretor de Produtos e Dados da Quod, datas de forte apelo comercial, como o Dia dos Pais, geram um pico expressivo de transações em um curto espaço de tempo, criando o ambiente propício para fraudes e exigindo uma preparação tecnológica robusta por parte dos lojistas.

“Em datas comemorativas, há uma pressão para aprovar compras rapidamente, mas o varejista não pode afastar bons compradores com regras de antifraude excessivamente rígidas ou por conta de falsos positivos. O diferencial está em cruzar dados transacionais com inteligência analítica em tempo real para identificar comportamentos suspeitos na velocidade que o mercado exige, protegendo a rentabilidade do negócio e preservando a experiência do cliente”, afirma o executivo.

  • Atendimento automatizado e personalizado com IA

Especializada em agentes de IA para e-commerce e marketplaces, a Loopia aposta na automação do atendimento como estratégia para aumentar a conversão e agilizar a jornada de compra em datas sazonais, como o Dia dos Pais. A plataforma centraliza mensagens de canais como WhatsApp, redes sociais e marketplaces em um único ambiente e utiliza sua IA proprietária, a Luna, para compreender o contexto do consumidor, identificar intenções de compra e sugerir produtos de forma personalizada. 

Segundo Tiago Vailati, CEO da Loopia, o principal desafio do varejo em datas comemorativas é responder rapidamente ao consumidor sem perder personalização. “Quando o cliente recebe uma recomendação alinhada ao perfil de quem será presenteado e tem a dúvida resolvida em segundos, a decisão de compra acontece com muito mais facilidade. Em períodos de alta demanda, velocidade e relevância fazem diferença direta na conversão”, afirma. A empresa informa que a solução responde em menos de 30 segundos e resolve 92% das demandas de forma autônoma e aumenta a taxa de conversão de vendas dos lojistas em até 50%.

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