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Microsoft anuncia novos recursos do Copilot

Hoje, a Microsoft anunciou 12 novas funcionalidades que tornam o Copilot mais pessoal, mais útil e mais conectado às pessoas e ao mundo à sua volta. No vídeo do YouTube (em inglês) publicado hoje no YouTube, Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI, e Jacob Andreou, diretor de Produto da Microsoft AI, apresentam as novidades e falam sobre a importância de desenvolver uma inteligência artificial a serviço das pessoas.

Para conhecer os lançamentos Copilot, você assistir ao vídeo no YouTube, ler o blog que acompanha o anúncio aqui, e visitar esta página principal, na qual encontrará links para o vídeo e o blog originais.

A seguir um resumo das notícias e funcionalidades anunciadas hoje:

  • A IA deve ser social, não isoladora. Com o Groups, o Copilot passa a ser uma experiência compartilhada – permitindo colaborar em tempo real para fazer brainstorming, escrever e estudar em conjunto com até 32 pessoas.
  • Com Memory & Personalization, pode pedir ao Copilot para memorizar informações importantes – como o treino para uma maratona ou um aniversário – e recuperar esses dados em futuras interações.
  • Com os conectores, o Copilot aproxima ainda mais o seu conteúdo, tornando fácil pesquisar e encontrar o que precisa em várias contas, usando linguagem natural.
  • Copilot for Health responde a uma das necessidades mais comuns dos utilizadores: questões relacionadas com saúde.
  • Com o Learn Live, o Copilot pode ajudar na educação, tornando-se um tutor com comando por voz que guia o utilizador através de conceitos, em vez de apenas fornecer respostas.
  • modo Copilot no Edge está evoluindo para um navegador com IA tornando-se um companheiro dinâmico e inteligente.
  • Copilot no Windows transforma qualquer PC Windows 11 num PC com IA. Com o comando de ativação “Hey Copilot”, pode iniciar uma conversa a qualquer momento, desde que a funcionalidade esteja ativada e o PC desbloqueado.

Todas as funcionalidades mencionadas estão já disponíveis no Copilot, embora a disponibilidade específica varie de acordo com o mercado, dispositivo e plataforma.

Mês da Cibersegurança: especialistas orientam sobre proteção contra ataques

Outubro marca o Mês da Conscientização sobre Cibersegurança, uma efeméride internacional que destaca a importância da segurança digital em um cenário de desafios crescentes. No Brasil, a urgência do tema se intensifica diante de um retrocesso em conhecimento e práticas, conforme revelado pelo estudo National Privacy Test (NPT) 2025, conduzido pela NordVPN. A pesquisa aponta uma queda na consciência sobre privacidade e na gestão de riscos digitais, com um aumento na parcela de usuários com preparo limitado, os chamados Cyber Tourists e Cyber Wanderers.

Diante desse panorama, especialistas ressaltam que a cibersegurança vai além de ferramentas tecnológicas, exigindo uma cultura de conscientização. “Nesse mês, é importante reforçar que a segurança digital não é apenas um tema técnico, mas um hábito diário”, afirma o especialista em cibersegurança e Diretor Executivo da HexaDigital, Daniel Tieppo.

Para usuários e empresas, a criação de uma cultura de cibersegurança envolve a adoção de medidas práticas. O COO da BugHunt, empresa brasileira pioneira em Bug Bounty na América Latina, Bruno Telles e o co-founder & COO da ViperXstartup de segurança ofensiva pertencente ao Grupo Dfense, Rodolfo Almeida, sugerem o uso de senhas robustas e exclusivas, a ativação da autenticação de dois fatores e a manutenção de sistemas atualizados. “Evitar clicar em links e e-mails suspeitos e utilizar redes seguras, como VPNs corporativas, também são recomendações”, analisa Telles.

Para empresas, a gestão de acessos e a conscientização contínua dos colaboradores por meio de treinamentos são estratégicas. Relatar incidentes e evitar o uso de dispositivos pessoais para dados corporativos complementam essas práticas”, comenta Almeida.

Cultura ciber

A cultura organizacional deve colocar a cibersegurança no centro das prioridades, orientando o comportamento de todos os colaboradores para a proteção dos dados e sistemas. Essa mudança é fundamental, já que grande parte dos ataques tem origem em falhas humanas durante atividades rotineiras de trabalho, como aponta um estudo recente da consultoria Gartner.

O futuro da segurança digital no Brasil, segundo os especialistas, será moldado pela velocidade na adoção de tecnologias avançadas e pela educação da sociedade. Tieppo projeta a consolidação da inteligência artificial como pilar estratégico, desde que acompanhada de conscientização. 

Precisamos de um esforço conjunto entre setor privado, governo e educação para criar um ecossistema resiliente. Nos próximos anos, veremos a IA consolidada como pilar estratégico, mas seu impacto só será pleno se vier acompanhado de conscientização e formação contínua”, explica Tieppo.

Rodolfo Almeida prevê defesas mais automatizadas e inteligentes, além de maior regulamentação e métricas de reporte de incidentes, tornando a segurança parte da rotina de negócios. A disciplina em reduzir exposição e proteger identidades será um diferencial competitivo.

A inteligência artificial já permite ataques mais rápidos e convincentes, desde mensagens que imitam vozes até fraudes envolvendo cadeias de fornecedores. Em resposta, veremos defesas cada vez mais automatizadas e inteligentes, capazes de antecipar padrões e sinais de fraude”, afirma Almeida.

Como reforça o especialista da BugHunt, a construção de um futuro digital mais seguro passa por disciplina, colaboração e visão estratégica. “Segurança não é um destino, mas um processo contínuo. Precisamos cultivar hábitos diários de proteção, alinhar esforços entre empresas, governo e sociedade, e entender que cada ação individual contribui para um ecossistema mais resiliente”, conclui Telles.

Black Friday: 5 estratégias para fidelizar antes da data mais competitiva do varejo

Em meio à expectativa pela Black Friday, que acontece no dia 28 de novembro, marcas se preparam para um cenário de alta concorrência e consumidores cada vez mais exigentes. Segundo o Google, 89% das pessoas reconhecem a data, e seis em cada dez pretendem comprar algum produto. 

Os setores que devem registrar alta nas vendas são eletrônicos, moda, beleza, brinquedos e eletrodomésticos, de acordo com a Abiacon (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce). Para a associação, os varejistas devem investir em campanhas antecipadas, promoções segmentadas e experiências de compra fluidas, especialmente no ambiente mobile e com atenção ao pós-venda. 

Outro estudo, da Kantar, reforça que o atacarejo já está presente em 80% dos lares brasileiros e que 17% das compras são realizadas em promoção, um aumento de 4,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Mais revelador ainda é o dado de que os consumidores estão 4,2 vezes mais propensos a trocar de marca do que de canal, o que torna relacionamento e experiência fatores decisivos para a fidelização nesta época do ano. 

Para Leopoldo Jereissati, fundador e CEO da All Set Comunicação – agência especializada em operações in-house e retail media que atende empresas como Mercado Ads, Iguatemi e Nestlé — o período pré-Black Friday é estratégico justamente por isso. 

“Antes de competir por preço, é o momento de mostrar valor. Quando a comunicação transmite atenção, escuta e personalização, a marca fortalece o relacionamento e gera impacto real”, afirma o executivo.  

Pensando nesse cenário, confira cinco estratégias para fidelizar clientes e potencializar resultados na Black Friday em qualquer setor: 

  1. Valorize a comunidade de clientes

Antes de lançar descontos agressivos, reconheça quem já é cliente fiel. Programas de pontos, conteúdos exclusivos e experiências VIP criam conexão emocional e diferenciam a marca. 

Segundo Jereissati, personalização, engajamento e responsabilidade socioambiental são os novos pilares da fidelização. “Empresas que souberem alinhar tecnologia, estratégia e empatia estarão mais bem posicionadas para conquistar e manter clientes em um mercado cada vez mais competitivo”, reforça. 

  1. Personalize a experiência

Utilize dados de CRM e histórico de compras para criar ofertas e mensagens sob medida. O consumidor quer sentir que a marca o conhece e se importa. 

Um bom exemplo é a Nike, que integrou inteligência artificial ao programa NikePlus e aumentou em 30% o valor vitalício dos clientes (CLV), oferecendo recomendações e produtos personalizados, até tênis com ajustes biomecânicos baseados na pisada. 

  1. Use o período para ouvir o cliente

Antes da Black Friday, é essencial saber o que o público espera. Pesquisas rápidas e canais de feedback ativo demonstram atenção e ajudam a ajustar a comunicação e as ofertas. 

“No mercado, há diversas formas de mensurar satisfação, como NPS (Net Promoter Score), CSAT (Customer Satisfaction Score) e CES (Customer Effort Score)”, explica Leopoldo. “Ouvir o cliente é o primeiro passo para encantá-lo.” 

  1. Aposte no relacionamento omnichannel

Integrar canais digitais e físicos garante jornadas de compra mais fluidas e aumenta as chances de conversão. 

Dados do Instituto Locomotiva e da QuestionPro mostram que 70% dos consumidores brasileiros preferem descontos diretos, enquanto o cashback tem maior aceitação no público digital. Já promoções do tipo “leve 2, pague 1” funcionam melhor em supermercados e fast fashion, o que reforça a importância de adequar a estratégia por canal. 

  1. Reforce o propósito da marca

O consumidor da Black Friday 2025 quer mais do que preço. Mostrar valores, propósito e impacto positivo, social, ambiental ou cultural, é essencial para conquistar lealdade. 

Pesquisa da Nexus revela que 6 em cada 10 consumidores brasileiros deixaram de comprar produtos nos últimos dois anos por questões éticas ou de conduta das marcas. Os principais motivos são: desrespeito ou discriminação (47%), corrupção (42%), impacto ambiental negativo (32%) e politização (26%). 

Com o consumidor mais atento e exigente, a Black Friday deixou de ser apenas uma corrida por descontos e passou a ser um teste de relacionamento. Marcas que começarem a construir vínculos agora estarão melhor posicionadas não só para vender mais, mas também para fidelizar por mais tempo.

Tecnologia impulsiona eficiência no varejo e atacado e prepara o setor para a Black Friday e o Natal

Com a aproximação das datas mais movimentadas do comércio, a Black Friday e o Natal, empresas de varejo e atacado intensificam seus esforços para atender a uma demanda cada vez mais exigente e imediatista. Nesse contexto, a tecnologia tem se tornado peça-chave para garantir eficiência, agilidade e competitividade.

Segundo Rodolfo Cassorillo, especialista em tecnologia para o varejo e gestão de operações, a transformação digital deixou de ser tendência e passou a ser um fator de sobrevivência no setor. “Hoje, o diferencial não está apenas em vender mais, mas em vender melhor. A tecnologia permite antecipar demandas, otimizar estoques e oferecer experiências personalizadas que fidelizam o cliente mesmo após o período promocional, com o é o caso da Black Friday”, explica.

Soluções como sistemas integrados de gestão (ERP), análises de dados em tempo real, inteligência artificial e automação de processos logísticos estão entre as ferramentas mais adotadas por empresas que buscam eficiência. Esses recursos ajudam desde a previsão de estoque até o atendimento ao cliente, etapas críticas durante o aumento do volume de vendas.

Em épocas como a Black Friday, uma falha de comunicação entre estoque e ponto de venda, por exemplo, pode significar perdas financeiras e de credibilidade. Por isso, a integração entre os canais físicos e digitais é essencial para garantir uma operação fluida e sem rupturas.

Além da performance operacional, a tecnologia também tem papel estratégico na experiência do consumidor, especialmente nas vendas online. Plataformas omnichannel, sistemas de recomendação e atendimento automatizado são soluções que ajudam o cliente a encontrar o produto ideal e ter uma jornada de compra mais prática e intuitiva.

“O consumidor quer conveniência e segurança. As marcas que usam dados para entender o comportamento do público conseguem oferecer ofertas mais assertivas e evitar frustrações, como falta de estoque ou atrasos nas entregas”, complementa Cassorillo.

Com o varejo e o atacado cada vez mais integrados, o especialista ressalta que a análise de dados será o grande diferencial competitivo neste fim de ano. “O futuro do setor está em transformar informação em ação. Quem conseguir usar a tecnologia para prever demandas e ajustar estratégias em tempo real vai se destacar não só na Black Friday, mas também nas vendas de Natal e ao longo de todo o ano”, conclui Rodolfo Cassorillo.

Otimismo com a IA estimula brasileiros a renovar dispositivos e investir em uma vida mais conectada, aponta pesquisa

A maioria dos brasileiros tem uma percepção positiva sobre o uso da inteligência artificial (IA) no trabalho e do impacto da inovação em seu dia a dia nos próximos 10 anos. De acordo com a pesquisa “A Década Conectada” da Assurant, 65% dos indivíduos no Brasil acreditam que a IA terá uma influência positiva nos próximos anos. Essa perspectiva favorável é mais acentuada entre os jovens das Gerações Z, Millennials e X, que já estão mais familiarizados e expressam otimismo em relação à IA no futuro.

Os benefícios da IA, ao transformar os dispositivos em produtos mais eficientes, personalizados e integrados, impulsiona também o desejo das pessoas por mais tecnologias conectadas: 93% dos brasileiros planejam trocar seus dispositivos atuais por modelos mais modernos nos próximos 12 meses, especialmente para fins de entretenimento, lazer e segurança residencial.

Entre os principais itens estão smartphones com 74% dos consumidores pretendendo comprá-los, 40% fones de ouvido e mais de 30% têm preferências por notebook, smartwatches, vídeo games, aspirador de pó, fechaduras e sistemas de iluminação inteligentes residenciais. Smart TVs, caixas de som com Wi-Fi e Bluetooth e aparelhos de streaming também estão na lista.

Enquanto as gerações mais jovens priorizam o entretenimento ao adquirir novos dispositivos conectados, os consumidores mais maduros focam na segurança doméstica, de acordo com a pesquisa que foi realizada com 9 mil consumidores de 18 a 76 anos de nove países (Brasil, Austrália, Canadá, Alemanha, Índia, Japão, México, Coreia do Sul e Reino Unido). No Brasil, o levantamento ouviu 1.000 consumidores – 59% são Millennials, 16% Geração Z, 19% Geração X e 6% Baby Boomers.

“O levantamento revela que os brasileiros estão em busca de um ecossistema tecnológico mais integrado e eficiente, capaz de conectar múltiplos dispositivos para facilitar o dia a dia. Há um interesse crescente por soluções que funcionem de forma coordenada, oferecendo uma experiência mais fluida e inteligente”, explica Mariana Roth, Superintendente de Marketing da Assurant no Brasil.

‘Observamos também que, na percepção dos participantes da pesquisa, a inteligência artificial está se incorporando ao cotidiano. Cada vez mais consumidores já utilizam dispositivos com IA para gerenciar rotinas, aplicativos de bem-estar e iniciativas voltadas à qualidade de vida”, afirma.

Popularidade dos dispositivos conectados

Ao analisar a amostra por país no Brasil e Índia, se destacam com o maior número de dispositivos conectados nas residências, com médias de 10.7 e 12.9, respectivamente. O Brasil supera países como Alemanha, Reino Unido e Japão em índice de conectividade.

No Brasil, os smartphones são os dispositivos mais presentes na vida dos participantes da pesquisa, com 84% de uso em todas as gerações. Outros aparelhos conectados relevantes incluem:

  • 69% TV conectada à internet (Smart TV) – todas as gerações usufruem.
  • 58% notebooks – Geração X e Millennials são os maiores usuários.
  • 52% fones de ouvido – mais presentes entre Geração Z e Millennials.
  • 46% computador (desktop) – Millennials e Baby Boomers são os que têm mais.

Canais de compra e pagamentos

Quando se trata de adquirir um novo dispositivo ou item eletrônico, a modalidade online é a preferida por 56% dos entrevistados. Os Millennials são os que mais pesquisam e compram online. Os Baby Boomers, por sua vez, pesquisam na internet, mas preferem finalizar a compra na loja física.

Em relação aos meios de pagamento, há uma tendência geral de uso do PIX, principalmente entre a Geração Z (38%), os Millennials (33%) e a Geração X (28%). No entanto, para a Geração X (49%) e os Baby Boomers (59%), o cartão de crédito continua sendo o método de pagamento preferido.

Proteções e assistências

A pesquisa também revela um crescente interesse dos brasileiros por serviços de proteção e assistência ao adquirir novos dispositivos conectados, sejam eles de uso pessoal, entretenimento ou para a casa. Os dados mostram que 5 em cada 10 planejam comprar uma garantia estendida no futuro.

“À medida que a adoção de dispositivos inteligentes acelera, também aumenta a necessidade de proteção. Os consumidores reconhecem o valor de garantir que sua tecnologia permaneça funcional, segura e com suporte, em qualquer situação de imprevisto”, reforça.

A coleta e as análises das respostas online da pesquisa “Década Conectada” da Assurant foram realizadas em janeiro deste ano, em parceria com a Mega Research.

Saiba mais sobre a pesquisa “Década Conectada” em: Link

O que está por trás da Black Friday das grandes marcas: dados, IA e decisões em tempo real

A Black Friday não é mais apenas uma data para vender. Se tornou um grande campo de prova para a tecnologia que sustenta o varejo digital. Quando o tráfego dispara, os sistemas são pressionados ao limite e cada segundo de navegação pode definir o sucesso, ou o prejuízo, de qualquer operação de vendas. Por trás das campanhas, ofertas e vitrines virtuais, existe um ecossistema invisível composto por estratégia, dados, automação e inteligência que garante que tudo funcione com sucesso e em tempo real. É nesse bastidor que empresas especializadas, como a Quality Digital, vêm se consolidando como um “braço” estratégico das principais marcas e marketplaces do país, ajudando a transformar cada interação em aprendizado e cada venda em inteligência contínua.

Roberto Pereira Ave Faria, vice-presidente da Quality Digital, diz que é preciso estar atento a possíveis gargalos que, muitas vezes, passam despercebidos no dia a dia, mas que fazem enorme diferença quando a pressão de vendas aumenta. “E a Black Friday, sem dúvidas, é um grande teste de maturidade digital de uma operação”, afirma.

Em um e-commerce, pequenas mudanças podem gerar grandes resultados. Foi o que aconteceu com a Pandora, por exemplo, que enfrentava uma queda na taxa de conversão por um motivo simples: em páginas longas de produtos, o botão de compra desaparecia durante a rolagem. A solução foi fixar o botão durante toda a navegação, mantendo a ação de compra visível o tempo todo. O impacto foi imediato, com mais 2,5% em adições ao carrinho e mais 1% em visualizações de produto, gerando 95% de significância estatística. 

O mesmo princípio orientou o trabalho com a Levi’s, que possuía um bom tráfego, mas uma taxa de conversão abaixo do esperado. A análise comportamental revelou que faltavam estímulos no momento da decisão. A inclusão de mensagens de escassez e exclusividade, como “últimas unidades disponíveis na sua região”, ajudou a acelerar a decisão do consumidor, gerando aumento de 14% nas adições ao carrinho e de 4% em pedidos concluídos.

“É no detalhe da jornada que a diferença acontece. Às vezes, o problema não está na tecnologia, mas na comunicação, no tempo da mensagem ou na disposição de um botão”, explica Roberto.

Na Kipling, a barreira estava no cálculo automático de frete, exibido cedo demais na jornada, o que gerava desistências antes mesmo do checkout. Ao redesenhar o fluxo para exibir o frete sob demanda, a Quality reduziu a fricção cognitiva e aumentou a taxa de conclusão de compras. Já em uma das grandes varejistas do país, a companhia antecipou informações críticas de entrega e disponibilidade de produtos para o início da navegação, garantindo previsibilidade e consolidando o Delivery Promise como um diferencial estratégico permanente. “Antecipar a informação certa, no momento certo, é um dos pilares da boa experiência. Quando o cliente sente transparência e fluidez, a conversão vem naturalmente”, explica o executivo.

Um dos maiores desafios do e-commerce é o abandono de carrinho, que chega a 80% no Brasil, segundo o E-commerce Radar. Para reduzir essa perda, a Quality Digital, em parceria com a Tá no Bolso, lançou o Chat-Commerce, solução que leva a jornada de compra para o WhatsApp, canal usado por mais de 90% dos brasileiros.

O cliente pode retomar o carrinho, revisar o pedido e concluir o pagamento diretamente no aplicativo, sem redirecionamentos. “Com o Chat-Commerce, o varejo começa a estar onde o cliente realmente está. A fronteira entre site e conversa desaparece, e a jornada se torna contínua e natural”, destaca Roberto. Na Black Friday de 2024, a ferramenta de recuperação de carrinhos alcançou 5% de taxa de conversão e gerou mais de R$ 160 mil em receita líquida adicional em poucas semanas para um dos clientes, chegando a um ROI de 742%. Esses resultados foram obtidos sem a nova versão com IA. Para 2025, a expectativa é que a versão evoluída com venda ativa e recomendação inteligente, chegue a 15% ou mais de conversão.

Além disso, uma das novas apostas da Quality Digital para apoiar as marcas em 2025 tem sido a Sinatra, um copiloto de inteligência artificial para e-commerce capaz de monitorar toda a jornada digital e corrigir automaticamente falhas que afetam conversão, estoque e campanhas. A solução já demonstrou impacto real em operações de grande escala: evitou mais de US$ 11 milhões em fraudes internas, corrigiu erros de precificação em mais de 500 SKUs e identificou, em apenas 90 segundos, um vazamento de cupom com 100% de desconto. “A Sinatra representa o próximo estágio da transformação digital no varejo. Estamos saindo do modelo de análise pós-evento para uma gestão em tempo real, onde a IA age de forma preventiva e autônoma”, afirma o VP.

Carlos Henrique é o novo CEO da Sttart Pay

Sttart Pay é um Provedor de Serviços de Pagamento (Payment Service Provider – PSP) brasileiro com atuação consolidada em diversos países da América do Sul, incluindo Paraguai, Argentina, Uruguai e Costa Rica, anuncia a chegada de Carlos Henrique como novo CEO. Com ampla experiência nas áreas de compliance, jurídico e operações, o executivo chega com a missão de impulsionar o crescimento da empresa e consolidar sua presença no mercado internacional de meios de pagamento digitais.

“Assumir a Sttart Pay é um passo importante na minha trajetória e uma grande oportunidade de liderar uma empresa que une inovação, tecnologia e propósito . Nosso foco será expandir operações e fortalecer parcerias estratégicas”, afirma o novo CEO.

Advogado focado no mercado financeiro, com especialização em Planejamento e Gestão Corporativa pela FAAP e certificado ABT2 pela Associação Brasileira de Câmbio, Carlos acumula passagens por gigantes do setor financeiro como ABN Amro Bank, Citi, Crefisa, Advice Compliance Solutions e Frente Corretora, onde atuou como Chief Compliance & Legal Officer (CCLO) e, posteriormente, como Chief Operating Officer (COO).

Como fidelizar os clientes depois da Black Friday?

A Black Friday está se aproximando e essa data continua sendo bastante aguardada pelo varejo. Em 2024, a ação movimentou R$ 9,3 bilhões no e-commerce brasileiro, segundo dados da Neotrust. Para 2025, a expectativa é ainda mais otimista, com projeções de crescimento.

É fato que muitas críticas surgiram porque marcas prometeram pequenos descontos ou, simplesmente, não sustentaram o nível de serviço prometido no pós-Black Friday, o que gerou frustração. Por outro lado, para quem é transparente, entrega valor real e se diferencia pelo atendimento, a data se torna uma verdadeira porta de entrada para novos clientes, gerando fidelização o ano todo.

O segredo é não olhar para a Black Friday como um fim em si mesma, mas como o início de uma jornada que pode se estender a longo prazo. Marcas que adotam esse mindset constroem relacionamentos mais duradouros, mesmo em um cenário competitivo. E o grande segredo são os dados.

Cada compra realizada na Black Friday é uma oportunidade de entender preferências e comportamentos, frequência de consumo e até ticket médio. Por exemplo, se um cliente comprou um smartphone, faz sentido que a próxima oferta seja um acessório compatível ou um plano de serviços.

Mais do que a venda cruzada, a inteligência de dados permite construir jornadas personalizadas, enviando recomendações relevantes no tempo certo, no canal preferido e com linguagem adequada. Com o uso de plataformas de comunicação, conseguimos automatizar esse raciocínio, criando trilhas personalizadas de relacionamento. Assim, é possível transformar o “cliente da Black Friday” em um cliente que se sente reconhecido e lembrado o tempo todo, com ofertas contextualizadas e personalizadas – e não com oportunidades genéricas.

Nesse sentido, é preciso manter uma atenção especial ao canal de relacionamento. O segredo é orquestrar os canais de forma integrada, evitando excesso de mensagens e priorizando a relevância e a preferência de cada cliente. Os e-mails oferecem ótimas oportunidades para ofertas personalizadas e conteúdos mais ricos, enquanto SMS e RCS são ideais para mensagens rápidas, diretas e com alta taxa de abertura. Já o WhatsApp cria proximidade, permitindo tanto a comunicação promocional quanto o suporte pós-venda, além dos push notifications, que funcionam bem em apps, especialmente com gatilhos em tempo real.

Em um cenário em que o consumidor busca mais do que preço, aliar os canais a estratégias eficazes pode fazer toda a diferença. Entre elas, está a criação de conteúdo educativo, como tutoriais, webinars, e-books e guias práticos, que ajudam o cliente a usar melhor o produto ou tomar decisões mais inteligentes.

Criar uma experiência de comunidade com grupos exclusivos, fóruns ou clubes de vantagens que conectam clientes entre si promove um senso de pertencimento altamente valorizado – assim como serviços agregados, como consultorias rápidas, atendimento humanizado ou programas de fidelidade. Tudo isso gera muito mais reconhecimento de marca por parte do consumidor, criando a percepção de benefícios exclusivos para quem comprou na Black Friday, como acesso antecipado a novas coleções ou até mesmo ofertas VIP.

Contudo, alguns pontos são essenciais e devem ser levados em consideração – entre eles, a transparência, evitando prometer o que não se pode cumprir. A agilidade é outro aspecto fundamental, mantendo o cliente informado sobre entrega, suporte e eventuais problemas. Da mesma forma, a personalização permite a construção de ofertas e comunicações baseadas em histórico e preferências, o que desperta um sentimento de proximidade.

Vale lembrar que a fidelização não acontece de forma automática; ela é construída diariamente a partir de experiências consistentes. Quando a marca entrega mais do que o esperado, cria um vínculo emocional. O cliente deixa de enxergar a empresa apenas como fornecedora de produtos e passa a vê-la como parceira – alguém que entende suas necessidades e entrega valor contínuo. Isso é o que sustenta a fidelização no longo prazo e gera lucros o ano todo.

Automação no WhatsApp recupera um terço das vendas perdidas por abandono de carrinho

Carrinhos cheios, poucas vendas. No mundo do comércio eletrônico, encher o carrinho não significa, necessariamente, fechar a compra. De acordo com o E-commerce Radar, mais de 80% das compras iniciadas no ambiente online não são concluídas. É um dado que assombra varejistas digitais e revela um gargalo ainda pouco explorado. Estamos falando do abandono do checkout, mais conhecido como “abandono de carrinho”.

Mas o que leva um consumidor a desistir de uma compra? A pesquisa aponta três principais vilões: os custos adicionais inesperados, os prazos de entrega pouco competitivos e os processos de pagamento burocráticos. O resultado é um número alto de carrinhos esquecidos e de faturamento perdido.

Mas uma mudança começa a virar esse jogo. Cada vez mais empresas estão usando o WhatsApp como canal estratégico de recuperação de vendas, apoiadas por soluções de automação que transformam a forma de conversar com o cliente.

A experiência de um cliente do setor de e-commerce ilustra o impacto. “Ao adotar as soluções de marketing conversacional para atendimento inteligente via WhatsApp, a empresa alcançou uma taxa de conversão de 27% em apenas quatro semanas, superando as expectativas”, disse Luan Mileski, head de Produto e Negócios da paranaense Irrah Tech, desenvolvedora do Dispara Aí, plataforma de automação que ajuda na gestão e personalização do atendimento, criação de campanhas de vendas e na recuperação de carrinhos.

Outro caso de uso da Dispara Aí mostra um crescimento ainda maior: 32% de vendas recuperadas em relação ao mesmo período sem automação. Uma terceira empresa destacou que, além de vender mais, conseguiu melhorar o atendimento e oferecer previsibilidade de resultados.

“É uma solução que potencializa a comunicação entre empresas e clientes em tempo real, unindo automação inteligente, personalização avançada e mensuração rigorosa de resultados”, explica Mileski.

Segundo o especialista, no e-commerce, cada segundo importa. Um consumidor que abandona o carrinho hoje pode, em questão de minutos, estar comprando no concorrente. “Um lead quente que não é atendido rapidamente pode esfriar. Com fluxos inteligentes, gatilhos automatizados e mensagens personalizadas, é possível responder na hora certa, nutrir leads e acelerar o fechamento, mesmo com equipes enxutas”, observa Luan Mileski.

É aí que entram os fluxos automáticos de WhatsApp, que garantem respostas instantâneas e mantêm vivo o interesse do cliente. A ferramenta permite programar mensagens de boas-vindas, disparar follow-ups no momento exato e segmentar ofertas de acordo com o perfil e comportamento de cada lead. “Com tecnologia, leads quentes não esfriam, oportunidades não são perdidas e a equipe consegue focar no que realmente exige atenção humana”, reforça o executivo.

Além da recuperação de carrinhos, a automação ajuda a equilibrar duas demandas opostas: personalização e escala. A tecnologia possibilita ainda que pequenas equipes operem como grandes operações, mantendo o atendimento humano para interações mais complexas e usando inteligência automatizada para todo o restante.

Segundo Luan, isso se torna ainda mais estratégico em períodos críticos para o e-commerce: “Em datas como Black Friday e festas de fim de ano, a automação no WhatsApp é essencial para aumentar o faturamento, reduzir o abandono e melhorar a experiência de compra online.”

Os resultados já se traduzem em escala. Hoje, a Dispara Aí processa mais de 16 milhões de mensagens por mês, está presente em 15 países e reúne uma base de 650 mil usuários.

No fim, a lógica é uma só: quanto mais rápido e personalizado for o atendimento, menor será a distância entre um carrinho cheio e um pedido fechado.

Quem sustenta os marketplaces no Brasil? Allied revela perfis dos sellers que movem o varejo digital

Os marketplaces consolidaram-se como a principal porta de entrada do consumidor brasileiro no comércio eletrônico. Estima-se que 85% das pessoas que compram online no Brasil já realizaram compras em uma dessas plataformas. Mas, por trás da vitrine digital, há um motor silencioso que sustenta esse crescimento: os sellers.

Dados do 1º trimestre de 2025 do Magazine Luiza mostram que 41% das vendas online vieram de sellers terceirizados (os chamados sellers, modelo 3P), movimentando mais de R$ 4,6 bilhões. Em plataformas como Mercado Livre e Amazon, a participação ultrapassa 50% e, no caso da Shopee, chega a 100%.

“Quando o consumidor clica em ‘comprar’, ele não vê a complexidade que existe por trás daquele botão. Essa ação ativa uma rede invisível que conecta um microempreendedor do interior, um distribuidor regional, uma indústria global e um super seller digital”, explica Pedro Gabriel Silva, diretor de Varejo Digital da Allied.

Quem são os sellers

Segundo análise de Silva, esses sellers podem ser agrupados em três perfis principais:

  • Pequenos (P): microempreendedores e pequenas empresas, geralmente com poucos produtos, ticket médio baixo e operação enxuta.
     
  • Médios (M): empresas estruturadas, muitas vezes com e-commerce próprio ou lojas físicas, que utilizam os marketplaces como canal complementar (cerca de 30% da receita).
     
  • Grandes (G): indústrias, distribuidores e “super sellers” altamente especializados, responsáveis por grande parte do volume financeiro em algumas categorias.
  • Dentro do grupo dos grandes, os super sellers merecem destaque. Empresas quase 100% digitais, operam com portfólio enxuto e profundo, decisões ágeis e grande conhecimento das regras das plataformas. Esses sellers são frequentemente os primeiros a testar novas funcionalidades e influenciam diretamente a evolução dos marketplaces.

De acordo com a Allied, três movimentos devem marcar a próxima fase do varejo digital:

Curadoria mais rigorosa: plataformas darão prioridade a sellers com reputação e consistência;
 

  1. Integração tecnológica: gestão baseada em dados, automação e inteligência artificial como diferenciais competitivos;
     
  2. Relação mais próxima entre marketplaces e sellers: as plataformas tendem a atuar quase como aceleradoras, oferecendo insights, capacitação e até suporte financeiro.
     

“O que vai diferenciar o ecossistema dos marketplaces daqui para frente não é apenas tecnologia, mas a profissionalização e diversidade desses sellers”, afirma Pedro. “Entender profundamente esses perfis será determinante para o crescimento sustentável desse modelo no Brasil”, conclui.