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Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment no Rio Grande do Sul e reduz prazo de entrega em até 50% na região

Shopee, marketplace que conecta consumidores e vendedores em todo o Brasil, inaugurou um novo centro de distribuição no modelo fulfillment no Rio Grande do Sul. Localizado na região metropolitana de Porto Alegre, o espaço é o primeiro da empresa nesse formato no estado e deve reduzir em até 50% o prazo de entrega para pedidos na região Sul, permitindo entregas no mesmo dia ou no dia seguinte para consumidores de cidades como Porto Alegre e Florianópolis.

A nova unidade tem capacidade para armazenar mais de 1 milhão de itens e deve gerar mais de mil empregos diretos e indiretos, contribuindo para o fortalecimento da infraestrutura logística e para o desenvolvimento econômico regional.

Entrega rápida e escala para vendedores locais
Com a inauguração, a Shopee dobra o número de centros de distribuição no modelo fulfillment já no início de 2026 comparado com o ano passado, passando a operar quatro unidades no Brasil. O espaço se soma às estruturas já em funcionamento em São Paulo, Pernambuco e Goiás, ampliando a capacidade logística da empresa e reforçando sua presença no Sul do país.

Para os lojistas, o modelo fulfillment simplifica a operação ao centralizar etapas como armazenagem, separação e envio dos pedidos, permitindo que os empreendedores foquem no crescimento de seus negócios. O formato também contribui para o aumento da competitividade por meio da eficiência logística.

A operação faz parte da estratégia da Shopee de acelerar as entregas e dar mais escala aos vendedores brasileiros.

Impacto na região

“Com essa inauguração, levaremos ainda mais agilidade nas entregas para os consumidores da região Sul ao mesmo tempo que aceleramos os envios dos itens de vendedores do Rio Grande do Sul para todo o Brasil.”, afirma Felipe Lima, Diretor de Desenvolvimento de Negócios e Operações de Fulfillment da Shopee. 

A operação no local será multicategoria, contemplando todos os tipos de produtos, incluindo, moda, beleza e tecnologia. O impacto positivo da operação também contempla a geração de mais de mil novos empregos na região. O estado também conta com um centro de distribuição no modelo cross-docking, 12 hubs logísticos e mais de 150 Agências Shopee, estabelecimentos comerciais que, além de suas atividades habituais, funcionam como pontos de retirada, coleta e logística reversa. O Rio Grande do Sul está entre os 10 estados com mais vendedores ativos na Shopee, ocupando o sétimo lugar.

Estrutura logística da Shopee

Ao todo já são 18 centros de distribuição (14 no modelo cross-docking e 4 fulfillment) e mais de 200 hubs de primeira e de última milha da Shopee em operação no Brasil. Além disso, a empresa conta com mais de 3 mil Agências Shopee espalhadas por todo o país, que reduzem os prazos de entrega, facilitam e melhoram a experiência do consumidor e também criam oportunidades econômicas, sendo uma fonte de renda extra para pequenos e médios comerciantes. Além disso, temos mais de 45 mil motoristas parceiros que realizam as entregas ao consumidor.

OpenAI recua em checkout e reforça disputa por controle da jornada de compra

A OpenAI decidiu reformular sua aposta em comércio dentro do ChatGPT após enfrentar dificuldades para transformar o chatbot em um canal direto de vendas. A nova estratégia abandona, na prática, a ambição inicial de concluir transações dentro da própria interface e reposiciona a ferramenta como um motor de descoberta e comparação de produtos. O movimento revela os limites atuais do chamado “AI commerce”.

O ponto de inflexão foi o desempenho abaixo do esperado do Instant Checkout, recurso lançado como o “próximo passo” das compras mediadas por inteligência artificial. A proposta era permitir que usuários comprassem itens diretamente no chat, integrando varejistas como Walmart, Shopify e Etsy. Na prática, a execução esbarrou em desafios estruturais, como a dificuldade de integrar lojistas em escala, inconsistências nos dados de produtos e limitações em funcionalidades básicas do e-commerce, como carrinhos com múltiplos itens e programas de fidelidade.

Diante desse cenário, a empresa passou a priorizar a etapa anterior à compra. A nova experiência permite que usuários busquem produtos descrevendo o que procuram, ou até enviando imagens, e recebam resultados mais visuais, comparáveis e personalizados. Segundo a companhia, houve melhorias em velocidade, relevância e atualização dos dados, reforçando a ideia de que o valor da inteligência artificial, neste momento, está mais na curadoria do que na conversão.

A mudança também reposiciona o papel dos varejistas dentro do ecossistema. Em vez de depender de um checkout centralizado, empresas como Target, Sephora e Nordstrom passam a alimentar o ChatGPT com seus catálogos e promoções, mantendo o controle sobre a etapa final da compra. Esse modelo híbrido, em que a descoberta acontece na IA e a transação permanece no ambiente do varejista, se aproxima da lógica já consolidada em buscadores e marketplaces.

De acordo com Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank, o recuo da OpenAI é visto menos como um fracasso isolado e mais como um ajuste natural de mercado. “O fato de a OpenAI recuar não muda a direção desse mercado. Esse espaço será ocupado por outros players. O lado positivo é que a hegemonia das grandes plataformas de e-commerce tende a diminuir, abrindo caminho para um modelo mais descentralizado, no qual as empresas têm mais autonomia para construir jornadas de compra alinhadas às preferências dos seus clientes”, avalia.

Ao mesmo tempo, parceiros como a Shopify avançam em integrações próprias, permitindo que lojistas conectem seus estoques ao ChatGPT e finalizem compras via navegador interno. Já a Walmart aposta em uma experiência mais integrada, com funcionalidades como login, programas de fidelidade e pagamentos incorporados ao chatbot, indicando que grandes varejistas não pretendem abrir mão da relação direta com o consumidor.

No pano de fundo, o movimento expõe uma tensão central no avanço da inteligência artificial no varejo. Enquanto a tecnologia evolui rapidamente na recomendação e personalização, a infraestrutura transacional, que envolve pagamentos, logística, compliance e experiência do usuário, segue complexa e fragmentada. Ao priorizar a descoberta em vez da compra, a OpenAI sinaliza que, ao menos por agora, a inteligência artificial deve atuar mais como uma camada de decisão do que como o ponto final da jornada de consumo.

Shopee lança o Clube do Esporte e convida os praticantes a aproveitarem benefícios

Shopee anuncia seu novo Clube do Esporte, um espaço na plataforma voltado para atletas de todas as modalidades, dos treinos na esteira aos grandes campeonatos. O Clube reunirá grandes marcas e uma variedade de produtos, como roupas, acessórios e suplementos alimentares.

A participação no clube é gratuita e oferece um pacote de benefícios, incluindo cupons exclusivos e uma curadoria de produtos para diversos esportes. Para celebrar o lançamento, os membros receberão um cupom de R$ 30 de desconto em compras acima de R$ 299. O benefício poderá ser utilizado em produtos de marcas já conhecidas pelos atletas (amadores e profissionais), como Speedo, Kappa, Penalty, Fut Fanatics, Bold, Integralmedica, Max Titanium e Atlhetica Nutrition.

Para se tornar parte do Clube, basta acessar o aplicativo e clicar no banner de status que indica “Não Inscrito” para preencher o formulário. Em poucos passos, já será possível acessar as vantagens exclusivas para os membros. Com o lançamento do Clube do Esporte, a Shopee expande sua plataforma de clubes oficiais, trazendo ofertas e marcas que conversam diretamente com as diferentes comunidades de compradores que acessam o app. A novidade se une ao Clube do Mecânico, Clube da Beleza e Clube do Bebê.

7 dicas para utilizar Geotargeting Ads no planejamento de mídia

A publicidade digital evoluiu significativamente nos últimos anos, e uma das estratégias que mais ganhou relevância nesse cenário é o geotargeting: a segmentação de anúncios com base na localização geográfica do usuário. Essa tecnologia permite impactar pessoas no momento e no lugar certo, tornando as campanhas mais eficientes e relevantes.

Quando bem aplicado no planejamento de mídia, o geotargeting pode aumentar o engajamento, melhorar as taxas de conversão e até gerar visitas em lojas físicas. Estudos do setor indicam que campanhas baseadas em localização podem gerar até 40% mais conversões do que anúncios não segmentados, além de aumentar consideravelmente as taxas de engajamento e resposta do público.

A seguir, confira 7 dicas práticas para utilizar Geotargeting Ads de forma estratégica.

1 – Defina áreas prioritárias para a campanha

O primeiro passo é identificar regiões com maior potencial de consumo para o produto ou serviço anunciado. O geotargeting permite segmentar desde países até bairros específicos, direcionando a comunicação a públicos realmente relevantes. Essa estratégia reduz a dispersão de verba e aumenta a eficiência do investimento em mídia.

2 – Utilize dados de comportamento e deslocamento

Campanhas de geotargeting se tornam mais eficientes quando consideram hábitos e rotinas da audiência, como locais que o público costuma frequentar ou rotas de deslocamento. Essa análise permite impactar o consumidor em momentos de maior interesse ou proximidade com a decisão de compra, tornando a comunicação mais contextual e relevante.

3 – Integre mídia online com presença física

Uma das aplicações mais poderosas do geotargeting é a capacidade de conectar o ambiente digital ao ponto de venda físico. Anúncios podem incentivar consumidores que estão próximos a uma loja a visitá-la, aumentando o fluxo no local. Essa estratégia, conhecida como drive to store, é especialmente eficaz para setores como varejo, restaurantes e franquias.

4 – Combine diferentes canais de mídia

geotargeting tende a gerar melhores resultados quando faz parte de uma estratégia multicanal, combinando formatos como display, mobile, áudio, DOOH (Digital Out of Home) e TV conectada. Essa integração amplia o alcance da campanha e reforça a mensagem da marca em diferentes momentos da jornada do consumidor.

5 – Personalize a mensagem de acordo com a localização

Criar criativos e mensagens adaptadas à região aumenta significativamente a relevância da comunicação. Isso pode incluir referências locais, promoções específicas ou eventos regionais. Quanto mais contextualizada for a mensagem, maiores tendem a ser os níveis de engajamento.

6. Monitore os resultados em tempo real

Uma das vantagens do geotargeting é a possibilidade de acompanhar o desempenho da campanha em tempo real e realizar ajustes rapidamente. Isso permite otimizar o investimento, reforçando a presença em regiões com melhor performance e reduzindo a exposição onde os resultados são menores.

7. Use retargeting baseado em localização

Além de impactar o usuário no momento em que ele está em determinado local, o geotargeting também permite continuar a comunicação com essa audiência posteriormente, reforçando a mensagem da marca. Esse retargeting ajuda a aumentar a lembrança de marca e fortalecer a consideração ao longo da jornada de compra.

*Rylson Silva é diretor comercial da Proxy Media, empresa especializada em geração de tráfego qualificado para ações estratégicas de marketing – e-mail: proxymedia@nbpress.com.br

Amazon expande programa logístico no Brasil que poderá pagar mais de R$ 300 milhões ao ano para pequenas empresas que entregarem pacotes nas suas comunidades

A Amazon anuncia a expansão do Amazon Hub Delivery, programa logístico que oferece aos clientes a experiência de entrega Amazon enquanto gera renda extra para pequenas e médias empresas por meio da entrega de pacotes em suas comunidades. Com a expansão do programa no Brasil, PMEs parceiras poderão receber, juntas, mais de R$ 300 milhões por ano em receita adicional.

Com o Amazon Hub Delivery, negócios locais que abrangem ampla variedade de serviços — como floriculturas, minimercados, papelarias, lojas de celular, oficinas, cafeterias, postos de gasolina e salões de cabeleireiro — podem receber até R$ 30.000 ao ano em renda adicional ao realizar entregas de pacotes da Amazon diariamente. A projeção de ganhos é baseada no volume de entregas realizadas e está sujeita à capacidade individual de cada parceiro. Os parceiros atuam com total autonomia e flexibilidade, utilizando sua própria infraestrutura, equipe e veículos, sem necessidade de investimentos ou recursos adicionais.

Lançado em 2024 no Brasil, o programa — com sucesso comprovado em 9 países ao redor do mundo, incluindo Japão, Espanha e Índia — entra em uma nova fase de expansão acelerada. Atualmente com operação em 10 estados no Brasil, o Amazon Hub tem permitido que diversas regiões do país tenham seus prazos de entrega reduzidos de até 5 dias para até 1 dia.

O Amazon Hub Delivery é um exemplo da nossa combinação única entre tecnologia e expertise global com aplicação nacional. Por meio deste programa, não apenas aceleramos entregas pelo Brasil, mas também contribuímos com empreendedores locais ao criar oportunidades flexíveis e complementares para sua renda mensal“, conta Marcio Neves, líder de Transportes da Amazon Brasil. “Com o Amazon Hub, funcionários dos estabelecimentos realizam entregas nos horários em que há menor movimento em seus negócios. Por exemplo, o dono de um salão de cabeleireiro, com maior fluxo de clientes pela manhã e à noite, pode usar o programa para preencher os horários vagos durante a tarde. Quando crescemos com as comunidades onde operamos, criamos um ciclo virtuoso de desenvolvimento que beneficia a todos.

Os pacotes são disponibilizados aos parceiros do Amazon Hub diariamente, e eles têm flexibilidade para fazer entregas ao longo do dia, de acordo com a dinâmica de seus negócios. Os estabelecimentos selecionam a quantidade de pacotes que conseguem receber por dia para realizarem entregas no horário comercial, podendo operar até 7 dias por semana, conforme a disponibilidade de tempo e equipe. Para participar, é necessário documentação regularizada e espaço seguro para guardar temporariamente os pedidos diários. Atualmente, a Amazon está recrutando parceiros em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Goiânia e João Pessoa.

Com mais de R$ 55 bilhões investidos no Brasil na última década, a Amazon vem construindo uma das redes logísticas mais abrangentes do país — adicionando mais de 100 centros logísticos à sua rede somente no último ano e dobrando seu quadro de funcionários. Impulsionada por programas como o Amazon Hub, essa rede opera por meio de um sistema interconectado de parceiros locais e mais de 250 centros logísticos em todo o país, estabelecendo novos recordes de velocidade e conveniência para os brasileiros. Desde dezembro, clientes em São Paulo e Rio de Janeiro já podem receber produtos de mais de 30 categorias em poucas horas, com janelas de horário que eles mesmos escolhem no momento da compra — e agora, com o lançamento do Amazon Now, alimentos, bebidas, produtos de beleza e itens do dia a dia chegam em até 15 minutos em bairros elegíveis de oito grandes cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte.

Nosso compromisso com o Brasil vai além de entregar pacotes rápidos — é sobre transformar a experiência de compra dos brasileiros. Hoje, clientes em vários cantos do país podem receber seus pedidos em horas ou até minutos, escolhendo a janela de entrega e a opção que melhor se encaixa na sua rotina. Alimentos frescos, produtos de beleza, itens internacionais — tudo ao alcance de um clique. Cada investimento que fazemos em infraestrutura, tecnologia e parcerias locais existe para que mais brasileiros — em mais cidades, com mais categorias de produtos — tenham acesso a uma experiência de compra verdadeiramente conveniente, confiável e sem barreiras“, afirma Marcio Neves 

As inscrições para o Amazon Hub Delivery podem ser realizadas através do site. 

Jadlog anuncia João Bosco Valle como novo gerente executivo de B2B

Jadlog, uma das principais transportadoras de cargas fracionadas no mercado de negócios entre empresas e no-commerce brasileiro, anuncia a chegada do executivo João Bosco Fernandes Valle para ocupar o cargo de Gerente Executivo de B2B.

A chegada de João Bosco, que irá se reportar diretamente ao CEO Bruno Tortorello, ocorre no momento que a Jadlog mira a expansão dos negócios B2B, segmento em que atua desde a sua fundação, e reforça o compromisso com a excelência comercial e o foco no cliente – pilares estratégicos para a empresa.

Os mercados-alvo para expansão da transportadora estão no B2B leve, com cargas de até 30 kg, que abrange vestuário e calçados, beleza e cuidados pessoais, peças de reposição (eletrônica), alimentos e bebidas sem controle de temperatura, educação e livros, e produtos de alta tecnologia.

Atualmente, no B2B, a Jadlog realiza coletas e entregas em milhares de estabelecimentos comerciais e industriais, movimentando roupas, calçados, cosméticos, alimentos industrializados, peças automotivas e brindes promocionais, entre outros produtos. Empresas como a Fini fazem parte do portfólio de clientes B2B da transportadora. A Jadlog, neste segmento, também realiza a distribuição de documentos relacionados às loterias da Caixa, como volantes e bobinas, para mais de 14 mil lotéricas espalhadas pelo Brasil.

“Queremos reforçar nossas operações no B2B e a experiência, visão de mercado e capacidade de execução do João Bosco serão decisivas para fortalecer ainda mais nossa atuação junto às empresas clientes, dentro do nosso padrão de excelência”, afirma Bruno Tortorello.

João Bosco é um executivo com sólida trajetória em vendas, desenvolvimento de negócios e liderança comercial. Ele acumula mais de três décadas de experiência em empresas de grande porte do setor de logística e transporte, como FedEx e Rapidão Cometa.

“Estou muito entusiasmado em iniciar este novo desafio na Jadlog e contribuir para o fortalecimento das operações B2B. Acredito que, com trabalho em equipe e foco no cliente, podemos alcançar resultados ainda mais expressivos e impulsionar a expansão dos nossos negócios”, afirma João Bosco.

Ao longo de sua carreira, o novo gerente executivo da Jadlog construiu resultados consistentes, liderou times de alta performance e contribuiu de forma estratégica para o crescimento sustentável de operações B2B em ambientes altamente competitivos.

A vida além do hype: o que a maturidade da IA revela sobre o marketing digital

Nos últimos anos, a inteligência artificial ocupou o centro das conversas sobre o futuro do marketing digital. Promessas de automação total, substituição de funções e decisões totalmente guiadas por algoritmos dominaram eventos, relatórios e discursos de mercado. Mas, à medida que a tecnologia avança e as implementações ganham escala, uma nova fase começa a se desenhar: a da maturidade, e ela é bem menos glamourosa que o hype.

A realidade operacional mostra que a IA não é uma solução mágica. Ela é uma ferramenta poderosa, mas profundamente dependente da qualidade dos dados, da integração dos sistemas e da capacidade humana de formular boas perguntas. Sem isso, o que se tem não é inteligência, é apenas processamento.

De acordo com estudo realizado pela Conversion, 41,3% dos profissionais destacam que o aumento da produtividade com uso de IA é uma das maiores prioridades dos entrevistados. O mesmo relatório aponta ainda que 82,4% dos entrevistados utilizam tecnologia diariamente em 2025, representando um crescimento exponencial, em relação ao ano anterior, quando a porcentagem era de 43,7%,

Grande parte das empresas percebeu que o desafio não está apenas nos modelos de IA, mas na base que sustenta esses modelos. Dados fragmentados, métricas inconsistentes, sistemas que não conversam entre si e processos manuais ainda são parte do cotidiano de muitas operações de marketing. Aplicar IA sobre essa estrutura é como tentar construir um prédio inteligente sobre um alicerce instável.

O mercado começa a reconhecer isso. Muitos projetos de IA foram recalibrados, pilotos foram revistos e expectativas ajustadas. A transformação está acontecendo, mas não na velocidade nem no formato que se imaginava. E isso não é um fracasso, é um amadurecimento.

Outro ponto que ficou mais claro é que a inteligência artificial não elimina a necessidade de inteligência humana. Criatividade, repertório, leitura de contexto e capacidade de interpretação continuam sendo insubstituíveis. Em muitas situações, vemos profissionais gastando mais tempo supervisionando e ajustando respostas de IA do que levariam para executar a tarefa do zero. A produtividade não vem automaticamente, ela precisa ser construída.

O valor real da IA está em assumir tarefas repetitivas, organizar grandes volumes de informação e ampliar a capacidade analítica. Quando bem aplicada, ela libera tempo e energia para que as equipes façam o que humanos fazem melhor: pensar, criar, interpretar e decidir.

No marketing digital, isso significa uma mudança importante de foco. Sai a obsessão pela ferramenta da vez e entra a preocupação com a arquitetura de dados, governança de informação e qualidade de mensuração. Sai o discurso de substituição e entra o de amplificação.

Estamos entrando na fase em que a pergunta deixa de ser “quem está usando IA?” e passa a ser “quem está usando IA com base sólida?”. Essa diferença tende a separar iniciativas cosméticas de resultados consistentes.

A vida além do hype é menos espetacular, mas muito mais produtiva.

CTO e Sócio da NeoPerformance, com uma carreira marcada pela inovação no marketing e na tecnologiPablo Lemos, CTO da NeoPerformancea. Publicitário por formação, começou como redator e rapidamente se tornou um desenvolvedor autodidata, combinando essas habilidades para criar softwares de governança de dados para clientes como Vale e Bradesco. Esse caminho resultou na criação do NeoDash, um software avançado que modela e interpreta dados de publicidade. NeoDash é hoje a espinha dorsal da operação de dados da NeoPerformance. Com dois leões de Cannes na bagagem, sua expertise tem beneficiado grandes anunciantes no Brasil e no exterior, ajudando-os a entender e otimizar os resultados de suas campanhas de mídia paga. Como diretor de produto do NeoDash e CTO da Neoperformance, Pablo continua a liderar iniciativas tecnológicas que impulsionam o marketing digital, consolidando sua posição como um inovador na indústria.

América Latina lidera crescimento global de apps de e-commerce

De acordo com o Mobile App Trends 2026, relatório da Adjust, empresa especializada em mensuração e analytics, no comércio eletrônico, a América Latina foi a região com melhor desempenho, registrando crescimento de 17% em instalações 30% em sessões.

Esse resultado aponta para um usuário mais disposto a adotar aplicativos de compras e, principalmente, a usá-los com maior frequência. “O aumento das sessões indica que o comportamento não se limita à experimentação: o consumidor entra mais vezes nos apps para pesquisar, comparar preços e concluir compras”, diz Fernando Cabral, Diretor de Novos Negócios para a América Latina na Adjust.

Globalmente, as instalações de apps de e-commerce caíram 10%, já as sessões cresceram 5%.

Entre vídeos e compras, TikTok testa limites da segurança no e-commerce

A transformação do TikTok em uma plataforma de consumo em escala tem comprimido a jornada de compra a poucos segundos, dissolvendo etapas tradicionais de decisão. Com mais de 1,6 bilhão de usuários no mundo e cerca de 111 milhões no Brasil em 2025, o aplicativo consolidou um modelo em que descoberta, desejo e transação ocorrem no mesmo fluxo. A chegada do TikTok Shop ao país, em maio, formaliza essa mudança ao integrar conteúdo e varejo de forma quase imperceptível para o usuário.

Os números refletem a velocidade dessa expansão. Segundo o Itaú BBA, o volume bruto de vendas da ferramenta saltou de cerca de US$ 1 milhão em maio para US$ 46,1 milhões em agosto — alta superior a 4.500% em poucos meses. Projeções indicam que o TikTok Shop pode movimentar até R$ 39 bilhões até 2028, o equivalente a até 9% do e-commerce nacional. Hoje, são cerca de 50 mil lojas ativas e aproximadamente 500 mil criadores atuando nesse ecossistema.

Esse modelo altera diretamente o comportamento do consumidor. Dados da NielsenIQ mostram que 74% dos brasileiros já compraram produtos recomendados por criadores de conteúdo, enquanto a Opinion Box aponta que um em cada três usuários adquiriu itens descobertos dentro da plataforma. Mais do que adesão, observa-se a eliminação de etapas: o consumidor deixa de pesquisar e comparar para responder a estímulos narrativos e concluir a compra no mesmo fluxo.

A redução de fricção, embora eficiente para conversão, amplia vulnerabilidades. Ao integrar a compra ao entretenimento, enfraquecem-se mecanismos de verificação, criando um ambiente propício a fraudes. Levantamento da NordVPN indica que o volume de sites falsos cresce cerca de 250% em períodos promocionais, com páginas que imitam grandes varejistas registrando altas superiores a 200%. Práticas como venda de produtos falsificados, descontos irreais e redirecionamento para pagamentos fora da plataforma tornam-se mais eficazes nesse contexto, especialmente em um país onde apenas 27% dos usuários conseguem identificar tentativas de phishing.

“Quando a decisão de compra acontece no mesmo fluxo do entretenimento, o consumidor perde etapas fundamentais de verificação. Isso não só aumenta a conversão, mas também amplia proporcionalmente o risco de fraude”, afirma Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank.

No Brasil, a combinação de alta penetração de redes sociais, cultura de influência digital e facilidade de pagamento intensifica esse cenário. A venda mediada por criadores, embalada em narrativas pessoais, reduz a percepção de risco e aproxima a publicidade de uma recomendação informal. O resultado é um ambiente em que a velocidade supera a verificação e no qual o principal desafio deixa de ser tecnológico para se tornar comportamental: preservar o senso crítico em um sistema desenhado para eliminá-lo.

Evento em Miami destaca nova etapa digital e pressão crescente por integração no sistema financeiro nas Américas

A transformação digital do sistema financeiro nas Américas entra em uma nova fase. O setor atravessa um período de intensa evolução tecnológica, impulsionado pelo avanço da inteligência artificial, pelo crescimento das iniciativas de compartilhamento de dados financeiros lideradas pela indústria, pela expansão dos pagamentos digitais e pelo surgimento de novos modelos de serviços financeiros baseados em plataformas e dados.

Esse cenário amplia o potencial de inovação das instituições financeiras, permitindo o desenvolvimento de soluções mais ágeis e alinhadas às novas demandas dos clientes. Ao mesmo tempo, traz um desafio crescente: lidar com a complexidade tecnológica das operações, o que exige novas estratégias de integração de sistemas, gestão e governança de dados.

Nos últimos anos, bancos e fintechs aceleraram suas iniciativas de digitalização, ampliaram canais e passaram a incorporar serviços financeiros a diferentes plataformas digitais. Como resultado, cresce a necessidade de arquiteturas tecnológicas capazes de sustentar a inovação contínua sem aumentar a fragmentação dos sistemas.

Hoje, muitas instituições enfrentam um dilema: como inovar com velocidade para acompanhar o mercado sem elevar a complexidade operacional gerada por sistemas isolados e múltiplas camadas de integração.

Nesse contexto, ganha espaço a adoção de plataformas integradas. A Topaz apresenta o Topaz One, plataforma desenvolvida para instituições financeiras que buscam modernizar sua infraestrutura tecnológica. Desenvolvida e implementada integralmente pela própria empresa, a solução oferece uma arquitetura unificada que reduz significativamente riscos de integração e complexidade operacional, desafios comuns em ambientes compostos por múltiplos fornecedores e sistemas.

Com arquitetura API-first, modular e preparada para ambientes em nuvem, a plataforma integra core bancário, pagamentos, canais digitais, dados e serviços financeiros em um único ambiente, capaz de sustentar iniciativas como compartilhamento de dados financeiros, inteligência artificial e embedded finance.

A proposta é reduzir a fragmentação tecnológica e evitar arquiteturas compostas por múltiplos sistemas desconectados, os chamados “Frankensteins de software”, que aumentam riscos operacionais e dificultam a evolução dos negócios. Com uma base mais integrada, bancos e fintechs conseguem lançar novos produtos e experiências digitais com maior agilidade e eficiência.

“Instituições financeiras precisam evoluir para modelos tecnológicos capazes de sustentar ciclos contínuos de inovação. Plataformas integradas criam uma base mais eficiente para conectar core bancário, pagamentos, dados, investimentos, wealth management e experiência digital, reduzindo complexidade e abrindo espaço para novas oportunidades de negócio”, afirma Jorge Iglesias, CEO da Topaz.

O tema também estará no centro da participação da Topaz no Fintech Americas 2026, realizado entre os dias 24 e 26 de março, em Miami (EUA). A conferência reúne líderes do setor financeiro da região e, nesta edição, tem como tema “A 4ª Dimensão: IA com Alma”.

Durante o encontro, Marcial del Pozo, diretor Latam de Negócios e Operações da Topaz, será moderador do painel “La Nueva Banca Digital: Tecnología, Escalabilidad y Liderazgo en la Era de la Adaptación” (O Novo Banco Digital: Tecnologia, Escalabilidade e Liderança na Era da Adaptação), que discutirá como tecnologia, capacidade de escala e liderança estratégica estão moldando a próxima geração de bancos digitais nas Américas.

A empresa também apresentará sua visão sobre o papel das plataformas integradas na construção da próxima geração da infraestrutura financeira na região.

Plataformas que conectam

Esse cenário também aparece na 7ª edição da pesquisa Pulso – O futuro dos pagamentos digitais na América Latina, conduzida pela Topaz em parceria com a consultoria Celent.

Os dados mostram que os pagamentos digitais se consolidaram como um dos principais vetores de transformação do setor: 68% das instituições financeiras apontam essa modalidade como o principal motor de eficiência operacional, enquanto 51% destacam seu papel na ampliação da inclusão financeira.

Por outro lado, o avanço da digitalização expõe gargalos estruturais. Para 42% dos executivos ouvidos, as limitações da infraestrutura tecnológica ainda são o principal obstáculo para escalar a inovação. Outros 34% apontam segurança e prevenção a fraudes como prioridade estratégica.

“Durante muito tempo, a transformação digital foi tratada como sinônimo de adoção de novas tecnologias. Agora entramos em uma etapa em que o desafio é integrar essas capacidades em uma arquitetura coerente, capaz de sustentar inovação em escala”, afirma Iglesias.

Segundo o executivo, a fragmentação tecnológica segue como um dos principais entraves para a evolução do setor. Sistemas de core bancário, pagamentos, canais digitais, dados e segurança frequentemente operam de forma isolada, exigindo integrações complexas, elevando custos e reduzindo a velocidade de inovação.

“Quando cada nova iniciativa depende de múltiplas integrações, a inovação passa a gerar mais complexidade. O próximo ciclo do setor dependerá de arquiteturas mais integradas, capazes de conectar toda a jornada financeira de forma consistente”, conclui o CEO.