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Setor financeiro aposta alto em mídia digital e investe US$327 milhões em 3 meses

O setor financeiro da América Latina tem intensificado sua presença no ambiente digital de forma acelerada. Nos últimos três meses, bancos, carteiras digitais, corretoras e fintechs investiram cerca de US$ 327 milhões em campanhas digitais, resultando em 16,9 bilhões de impressões, segundo dados da Admetricks.

De acordo com Rafael Magdalena, diretor da US Media Performance, esse movimento vai além de uma simples redistribuição orçamentária. “O aumento do investimento em mídia digital representa uma virada estratégica. Desde a pandemia, a digitalização dos serviços financeiros ganhou força, levando bancos e fintechs a priorizarem canais digitais para aquisição de clientes. As carteiras digitais, por exemplo, evoluíram para bancos completos, disputando espaço com instituições tradicionais — especialmente no segmento de crédito”, afirma.

Os números de 2024 reforçam essa mudança estratégica. Segundo a Appsflyer, o setor financeiro liderou os investimentos em mídia na região, com um total de US$ 1 bilhão — quase três vezes mais que o segundo colocado, o setor de games. Esse salto revela uma transformação no posicionamento estratégico: os canais digitais deixaram de ser coadjuvantes para se tornarem pilares do crescimento. No México, por exemplo, a vertical financeira lidera os aportes em aquisição de usuários entre os países de língua espanhola.

Ainda de acordo com o levantamento, a estimativa é que o número de usuários globais de mobile banking ultrapasse 3,6 bilhões até 2025. Nesse cenário, o setor financeiro não apenas responde às transformações — ele tem sido protagonista na condução dessas mudanças. “Esse novo apetite dos investidores vem impulsionando o avanço das estratégias de marketing digital, consolidando a mídia como um dos principais vetores de escala e retorno. A presença online deixou de ser acessória e passou a ocupar o centro das ações de aquisição”, conclui Magdalena.

Quando dados, canais e contexto trabalham juntos

A transformação também se reflete no modo como as campanhas são planejadas. A integração entre dados primários, segmentação inteligente e tecnologias de performance tem possibilitado estratégias cada vez mais alinhadas ao comportamento dos consumidores. Como resultado, o desempenho digital das empresas financeiras registrou um crescimento global de 27% em 2024. Na América Latina, o número de sessões em aplicativos aumentou 50% e as instalações subiram 29%, de acordo com a Adjust.

Para Magdalena, as instituições estão percebendo que estar online não é o suficiente. “O setor começa a entender que é preciso saber onde, quando e como aparecer. Isso exige bom posicionamento, uso eficiente de métricas e leitura apurada do público. A diversificação de formatos e canais não é só tendência; é essencial. O futuro da publicidade econômica está em conectar pontos de contato com fluidez, ativar ações com objetivos claros e medir impacto com precisão”, explica.

Hoje, a comunicação da área vai além da construção de marca. Conversão, retenção e reengajamento ocupam o centro das decisões. Plataformas mobile, CTV, redes sociais, influenciadores e Retail Media operam de forma integrada, exigindo consistência em toda a jornada.

O código para potencializar a IA

A inteligência artificial (IA), antes uma tendência promissora, se tornou hoje uma realidade fascinante. Segundo dados da McKinsey, a adoção de IA por empresas saltou para 72% em 2024. Aplicada em diferentes casos de uso pessoal, nas organizações e até mesmo em governos, a IA, especialmente a IA Generativa (GenAI), deve continuar crescendo rapidamente, adicionando trilhões de dólares à economia global.

Embora seus benefícios sejam indiscutíveis, ainda há facetas nebulosas. Uma pesquisa da Deloitte descobriu que muitas organizações acreditam que novos problemas podem surgir devido à expansão de projetos-piloto de IA, regulamentações pouco claras sobre dados confidenciais e dúvidas sobre o uso de dados externos (por exemplo, dados de terceiros sob licença). Das empresas ouvidas, 55% disseram evitar certos casos de uso de IA devido a questões relacionadas a dados, e uma proporção igual está trabalhando para melhorar a segurança de seus dados.

A insegurança digital foi um tema relevante na edição de 2024 do Fórum Econômico Mundial, que a destacou como um dos principais riscos da atualidade, atrás da desinformação e das fake news, dos eventos climáticos extremos e da polarização política. Os líderes entrevistados mencionaram que novas ferramentas e capacidades tecnológicas, como as fornecidas pela inteligência artificial, devem dificultar o caminho para o crime cibernético ao longo desta década.

Prevenir segue sendo melhor que remediar

O desenvolvimento da IA ??traz riscos para as organizações se não for implementado corretamente. No entanto, uma inteligência artificial bem projetada pode não apenas prevenir vulnerabilidades, mas também se tornar uma ferramenta altamente eficaz para combater possíveis ataques. Para isso, o primeiro passo é ter em mente que a adoção da IA deve ocorrer em etapas.

Quando a proteção é priorizada em detrimento da detecção, com ações preventivas, as violações se tornam muito mais claras e fáceis de controlar. A principal preocupação das empresas deve ser a segurança de sua infraestrutura. Uma plataforma de IA robusta com componentes estabelecidos contribui para a inovação, eficiência e, consequentemente, para um ambiente mais seguro.

Uma das estratégias nesse sentido é a adoção do open source, hoje um dos principais propulsores da inteligência artificial. O código aberto tem sido o motor da inovação por décadas e, ao combinar a experiência das comunidades de desenvolvedores do mundo todo com o poder dos algoritmos de IA, libera um potencial extremo para a inovação segura. Soluções open source, baseadas na nuvem híbrida aberta, dão às organizações a flexibilidade de executar suas aplicações e sistemas de IA em qualquer ambiente de dados, seja em nuvens públicas ou privadas ou na edge, garantindo maior segurança.

Mais que segura, uma IA confiável

Vários fatores devem ser considerados ao mitigar riscos. Da perspectiva da transparência e da explicabilidade, os algoritmos devem ser compreensíveis. Além disso, é fundamental garantir que os sistemas de IA não perpetuem preconceitos. Como empresa líder em soluções open source, na Red Hat promovemos modelos de desenvolvimento colaborativo e aberto, onde a comunidade pode auditar e melhorar algoritmos, facilitando o controle e a mitigação de vieses em tempo real.

Além disso, estamos comprometidos em democratizar o uso da IA ??por meio do código aberto e de iniciativas como os Small Language Models, que permitem que mais organizações aproveitem a IA sem barreiras tecnológicas ou de custo. Um relatório recente da Databricks mostrou que mais de 75% das empresas estão escolhendo esses modelos de código aberto menores e personalizados para casos de uso específicos.

Um exemplo são os ambientes abertos de IA que fornecem uma estrutura flexível para cientistas de dados, engenheiros e desenvolvedores criarem, implantarem e integrarem projetos de forma mais rápida e eficiente. Plataformas desenvolvidas pelo open source têm segurança embutida no design, tornando mais fácil para as organizações treinar e implantar modelos de IA com padrões rígidos de proteção de dados.

Alinhados com o futuro

Outra preocupação das empresas e da sociedade em relação ao uso da IA ??em larga escala está relacionada à sustentabilidade. De acordo com a Gartner, a IA está impulsionando rápidos aumentos no consumo de eletricidade, com a consultoria prevendo que 40% dos data centers de IA existentes serão operacionalmente limitados pela disponibilidade de energia até 2027.

??Otimizar o consumo energético das infraestruturas tecnológicas é essencial para reduzir a pegada de carbono e mitigar os efeitos das alterações climáticas, contribuindo para atingir os objetivos da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Projetos como Kepler e Climatik, por exemplo são essenciais para a inovação sustentável.

A IA e seus complementos, como GenAI e Machine Learning, podem — e de fato já estão fazendo isso — revolucionar setores essenciais por meio de soluções inovadoras, como diagnósticos médicos automatizados ou análises de risco no sistema de justiça. Junto com outras tecnologias como computação quântica, Internet das Coisas (IoT), Edge Computing, 5G e 6G, essa tecnologia será a base para o desenvolvimento de cidades inteligentes, para a descoberta de inovações sem precedentes e para escrever um novo capítulo da história. Mas, embora todas essas soluções tenham um papel crucial, devemos sempre lembrar que são os talentos que as desenvolvem, implementam e as utilizam estrategicamente, para resolver problemas específicos, alinhando tecnologia e negócios.

A colaboração é, portanto, fundamental para mitigar riscos e avançar com mais segurança em direção a um futuro sustentável construído sobre os fundamentos da IA. A colaboração baseada em princípios de código aberto promove transparência, cultura aberta e controle da comunidade, além de impulsionar o desenvolvimento de tecnologia de IA ética, inclusiva e responsável no curto e longo prazo.

99Food abre cadastro para restaurantes de todo o Brasil com modelo revolucionário, sem taxas nem comissões

A 99Food abre oficialmente nesta terça-feira (29), o cadastro para restaurantes de todo o Brasil que queiram integrar a nova plataforma de entrega de comida da 99. Restaurantes de todo o país, que poderão se cadastrar na plataforma a partir de hoje, não precisarão pagar comissão e mensalidade, custos que excluíam muitos comerciantes desse sistema que traz comodidade à população e gera renda a milhares de motociclistas. Quando o serviço for lançado, os estabelecimentos terão acesso imediato aos mais de 55 milhões de usuários da 99.

Pela primeira vez no Brasil, restaurantes poderão operar em uma grande plataforma de entrega sem pagar nenhuma taxa ou comissão mensal, acessando oportunidades de lucro e crescimento — e não por meio de uma promoção pontual. Todos os restaurantes do Brasil poderão aproveitar esse modelo por 24 meses a partir do momento em que se cadastrarem, o que reforça o compromisso de longo prazo da 99Food com o setor de manter sempre o melhor negócio para quem realmente faz acontecer.

Ao eliminar custos embutidos e estruturas de comissão abusivas, a 99Food coloca nas mãos dos donos de restaurantes a chance de lucrar mais por pedido, ao mesmo tempo, oferecendo preços mais justos para os clientes. A proposta também dará acesso a uma grande parcela dos 400 mil restaurantes brasileiros que hoje tem opção de delivery — muitos deles porque não conseguem bancar as altas taxas cobradas atualmente e que, com a chegada da 99Food, vão finalmente poder aproveitar o potencial de crescimento que uma plataforma digital como a 99 pode oferecer.

“Restaurantes não precisam mais ceder um terço do que ganham só para cobrir custos”, diz Bruno Rossini, diretor sênior da 99. “Isso é uma revolução. Estamos devolvendo o controle do mercado para quem cozinha e quem entrega. Em um pedido médio, os restaurantes podem ganhar cerca de 20% a mais do que hoje — um salto real que transforma o delivery em fonte de lucro, e ainda garante aos consumidores as opções mais acessíveis de comida do mercado.”

Com a 99Food, os restaurantes não vão mais precisar aumentar os preços para cobrir taxas e comissões — poderão cobrar o mesmo valor do balcão, atraindo mais clientes com refeições justas e acessíveis.

Modelo da 99Food devolve o controle aos restaurantes

A partir de hoje, qualquer restaurante do Brasil pode se cadastrar na 99Food e escolher entre dois modelos simples:

  • Full Service: a 99Food cuida de todo o processo, com taxa de entrega fixa conforme a distância;
  • Marketplace: o restaurante recebe pedidos via 99Food, mas faz a entrega por conta própria, mantendo total autonomia.

“Essa proposta não é uma promoção. É um novo padrão. E mostra nosso compromisso de sempre oferecer o melhor negócio para os restaurantes brasileiros”, afirma Rossini. “Queremos crescer juntos: restaurantes, entregadores e clientes, todos ganhando com um modelo mais justo e inteligente. Nossa ambição é transformar o delivery e moldar um novo futuro para o setor de alimentação no país”.

Com investimento de mais de R$1 bilhão somente em 2025, e presença no celular de 1 em cada 4 brasileiros, a 99 é a empresa melhor posicionada para desafiar o mercado e seus principais players — unindo mobilidade, meios de pagamentos e agora entrega de comida em um ecossistema de conveniência completo.

O cadastro para restaurantes já está aberto em todo o Brasil em: merchant.99app.com. Os estabelecimentos receberão um aviso com 30 dias de antecedência ao início da operação em sua região. O lançamento para os consumidores está previsto para meados de 2025.

Inteligência artificial impulsiona revolução no e-commerce e redefine relação com consumidores


A inteligência artificial (IA) está transformando de forma profunda o comércio eletrônico. Segundo dados da Adobe Analytics, o tráfego para sites de varejo gerado por chatbots e assistentes virtuais cresceu impressionantes 1.200% entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, apenas nos Estados Unidos. Mais do que números, esse avanço marca o início de uma nova fase no relacionamento entre marcas e consumidores, em que a automatização exerce um papel estratégico cada vez mais relevante.

Além do aumento expressivo no volume de acessos, a qualidade da audiência também melhorou: visitantes provenientes de interações automatizadas tendem a visualizar 12% mais páginas, apresentar 8% mais engajamento e registrar uma taxa de rejeição 23% menor em comparação a usuários vindos de fontes tradicionais, como busca paga ou redes sociais. Os dados indicam que essas ferramentas não apenas atraem mais público, mas qualificam o tráfego, aumentando as chances de conversão e fortalecendo a jornada de compra.

Uma pesquisa realizada com 5.000 consumidores reforça a crescente influência das soluções baseadas em IA. Segundo a Adobe, 39% dos entrevistados já utilizaram ferramentas de geração automática para realizar compras online, e mais da metade (53%) pretende adotar essa prática ainda em 2025. Entre as funcionalidades mais procuradas estão a busca por produtos (55%), recomendações de itens (47%), promoções (43%), ideias para presentes (35%) e criação de listas de compras (33%), evidenciando que a tecnologia se consolidou como aliada importante no processo decisório.

Determinadas categorias, como eletrônicos e joias, têm se beneficiado de forma ainda mais acentuada dessa transformação. Produtos que exigem maior grau de análise e comparação apresentam taxas de conversão superiores quando a primeira interação do cliente é intermediada por recursos inteligentes. Esse comportamento aponta para uma tendência de consumo mais orientada por recomendações personalizadas e experiências de compra mais sofisticadas.

Diante desse cenário, Rebecca Fischerco-fundadora e Chief Strategy Officer (CSO) da Divibank, alerta que a adoção de sistemas de automação deixou de ser opcional para o varejo digital. “A integração de chatbots avançados, mecanismos de recomendação baseados em aprendizado de máquina e plataformas interativas personalizadas tornou-se essencial para a competitividade. Embora desafios como segurança de dados e ética no uso da tecnologia ainda estejam em pauta, o crescimento no tráfego, no engajamento e nas conversões deixa claro: a inteligência computacional está pavimentando o futuro das vendas online”, afirma.

Winnin lança inteligência cultural aplicada para marcas que querem sair na frente

A cultura se move rápido e quem quer liderar precisa acompanhar. Pensando nisso, a Winnin plataforma que usa uma IA proprietária para mapear tendências culturais a partir do consumo de vídeos na internet, apresenta o Industry Watch: Cultural Hubs powered by Winnin, uma plataforma que reúne os principais estudos sobre onde realmente está a atenção das pessoas quando o assunto é Beleza & Cuidados PessoaisVarejoFinançasAlimentos e Bebidas.

Segundo Gian Martinez, cofundador e CEO da Winnin, “Na era da atenção, existem vencedores e perdedores. E quem está vencendo esse jogo são as marcas que entendem como ser relevante para suas audiências, de forma contínua, construindo comunidades engajadas em torno delas”. E é justamente para apoiar essas marcas que o Industry Watch foi criado.

Cada hub funciona como uma landing page recheada de dados e insights estratégicos que ajudam a entender o comportamento cultural dentro de cada categoria. Tudo com base no que as pessoas estão realmente assistindo, curtindo e compartilhando, ou seja, dados reais captados direto da fonte: os vídeos.

Dentro dos hubs, os profissionais de marketing e insights vão encontrar:

  • Share of Attention™ das marcas: quem está dominando o espaço cultural da categoria e como a sua marca se posiciona?
  • Engajamento em vídeo: que temas, formatos e abordagens geram mais conexão com o público
  • Formatos mais quentes do momento: Shorts? ASMR? Lives? Vlogs? Descubra o que mais funciona no seu mercado
  • Retrato da audiência: o que esse público ama consumir? Quais são seus interesses e comportamentos?
  • Insights acionáveis: informações práticas para aplicar direto na estratégia — do briefing criativo à performance da marca.

“Com o Industry Watch: Cultural Hubs powered by Winnin, estamos oferecendo uma lente poderosa para que marcas naveguem esse cenário com dados reais, clareza e agilidade. É o futuro do marketing cultural, agora acessível e acionável”, completa Leonor Militão, coordenadora de Marketing de Conteúdo da Winnin.

O Industry Watch: Cultural Hubs powered by Winnin foi criado para ajudar Diretores de Marketing e Profissionais de Insights a entenderem o que as pessoas realmente fazem, e não apenas o que dizem que fazem — permitindo o desenvolvimento de estratégias mais eficazes e culturalmente relevantes para conectar marcas ao que importa hoje.

A Geração Z cresceu, mas seu marketing ainda a vê como adolescente

Determinar um ‘ponto de partida’ sobre qualquer mudança de comportamento que esteja associada à internet e às novas formas de comunicação é uma tarefa pouco assertiva. Pois o universo digital é vasto, com várias camadas e peculiaridades, e sempre haverá margem para o “isso já era feito antes”, mesmo que esse ‘antes’, até então, fosse pouco conhecido. Mas podemos dizer que, pelo menos a partir de 2010, a consolidação do conceito dos memes e da viralização nas plataformas digitais mudou a forma como as grandes empresas desenvolvem estratégias de marketing para atrair a atenção dos jovens. Àquela altura, boa parte da chamada Geração Z – que normalmente faz referência aos nascidos entre 1997 e 2012 – estava no auge da adolescência ou em transição para essa fase. 

Repito: estava! Mas por incrível que pareça, muita gente, incluindo profissionais da comunicação e, mais especificamente, do marketing, ainda não entendeu que essa geração cresceu e se tornou adulta. A primeira leva dos zoomers, como também são conhecidos, já está na casa dos 28 anos, muitos com filhos, responsabilidades profissionais e, em alguns casos, é possível dizer que até com certa estabilidade financeira. 

Apesar disso, ainda podemos observar campanhas e ações que insistem em tratar a Geração Z como adolescentes “TikTokers”, descolados e rebeldes. Testemunhamos, então, uma miopia nos planos de comunicação que insistem em reduzir uma geração inteira, composta por milhões e milhões de pessoas, a um único perfil. Não é à toa que essa geração mudou sua relação de consumo com as marcas tradicionais. Falta representação.

Aqui, gostaria de propor aos times de marketing e às agências de publicidade uma maneira mais eficiente de trabalhar: fujam do caricato e do estereótipo. O verdadeiro consumidor da marca de vocês está nas ruas, fora da bolha do escritório. Ele está dentro do ônibus em direção ao trabalho, em pé nas filas dos festivais, correndo no parque, pagando boletos em casa, andando pelos shoppings, tomando cerveja no boteco. A verdadeira conexão de uma marca vem da verdadeira conexão com o seu cliente. Esqueçam a ideia de se conectar com uma geração inteira, busquem os subgrupos e suas necessidades. É ali que está a resposta.

O “instagramável” precisa dar espaço à conexão verdadeira. O emoji forçado e a gíria artificial das marcas que ainda conversam com o perfil fictício da Geração Z são o reflexo da sua falta de profundidade e autenticidade. Em 2025, o marketing que dará certo é aquele que não supõe, mas sim que busca entender de fato o ser humano do outro lado da tela. Alguém de carne e osso, assim como eu e você, que possui problemas, sonhos, aspirações e desejos.

É apenas dessa maneira que as marcas poderão ir além dos cliques e curtidas, e começar a gerar interesse genuíno pelos seus produtos.

Dia das Mães deve movimentar mais de R$ 14 bilhões no varejo, com foco em experiência, personalização e tecnologia

Com estratégias cada vez mais sofisticadas e projeções otimistas, o varejo brasileiro se prepara para uma das datas mais importantes do ano: o Dia das Mães. Em 2025, a expectativa é de que a semana da celebração movimente cerca de R$14,2 bilhões, um crescimento de 6,5% em relação a 2024, de acordo com estimativas da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Para entender melhor o cenário, Daniela Dornellas, idealizadora e curadora do Fashion Meeting, plataforma pioneira no Brasil focada em promover eventos voltados ao empreendedorismo no mercado de moda, compartilha insights sobre comportamento do consumidor, estratégias de marketing e as novas exigências para se destacar no varejo atual.Segundo ela, o Dia das Mães segue como a segunda data mais relevante do calendário varejista, atrás apenas do Natal. Mas, mais do que vender, a missão das marcas é criar experiências memoráveis. “O consumidor de hoje busca mais do que um presente, ele quer se conectar com a marca e viver algo autêntico. A personalização da experiência e a humanização da comunicação são fundamentais para gerar esse vínculo”, afirma.

Impulsionado pelo pós-pandemia e pela aceleração digital, o consumidor atual tem expectativas diferentes. “Hoje, somos movidos por narrativas que valorizam o sensorial e a conexão emocional. O varejo precisa ser imersivo e oferecer experiências que realmente impactem”, destaca Daniela Dornellas.

Com a movimentação intensa que a data demanda, varejistas têm apostado em planejamentos minuciosos, com base em dados do ano anterior. “A gestão de estoque, logística e equipe precisa ser pensada com antecedência. O uso de dados é essencial para evitar rupturas de estoque, otimizar rotas e garantir um atendimento eficiente no ponto de venda”, ressalta. A análise de dados e o uso de CRM também são aliados indispensáveis para o sucesso nas vendas. “Com base em dados, o varejista pode otimizar o layout da loja, controlar o estoque com mais precisão e criar ofertas personalizadas e que realmente façam sentido para o público local”, diz Daniela.

Campanhas temáticas, colaborações especiais e o uso de inteligência artificial já são realidade no setor. “O marketing de influência, a publicidade mobile e ações que retratam o maternar de forma real têm ganhado destaque. Além disso, provadores virtuais e coleções cápsulas têm sido apostas para conectar inovação à emoção”, pontua Daniela. Agora, no ambiente omnichannel, a experiência de compra se torna contínua, fluida e integrada. “O cliente pode iniciar a jornada online e finalizar na loja física ou o contrário, sem perder a personalização. A consistência entre canais é indispensável”, explica.

As categorias mais buscadas e que continuam em alta durante a data são moda, beleza e tecnologia. Em especial, Daniela destaca a ascensão da moda wellness, que alia conforto, funcionalidade e sustentabilidade, refletindo os novos valores do consumidor. O futuro do varejo caminha para a consolidação de experiências únicas, tecnologia de ponta e responsabilidade social. “Estamos vendo a inteligência artificial sendo usada em campanhas, provadores inteligentes e ações personalizadas. A tecnologia não substitui o humano, mas potencializa a conexão”, conclui.

Como agentes de IA estão transformando as startups de serviços financeiros na América Latina

A história de sucesso das fintechs na América Latina está entrando em uma nova fase. Após cinco anos de crescimento explosivo, o ecossistema expandiu mais de 340% nos últimos seis anos, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento — um novo fator pode agora nivelar o jogo e impulsionar não apenas mais crescimento, mas também mais oportunidades para startups. Os agentes de IA estão transformando a forma como as startups de serviços financeiros se conectam com os clientes, ampliam a inclusão e reduzem custos. Esses agentes oferecem às startups a chance de escalar de maneira mais rápida e inteligente do que seus antecessores. Veja como eles estão redesenhando o futuro do setor fintech na América Latina.

Potencializando o engajamento com o cliente por meio de agentes de IA

Os agentes de IA estão revolucionando as interações com clientes nas startups financeiras ao assumir a linha de frente do atendimento 24/7, além de lidarem com tarefas mais complexas, como aconselhamento financeiro. Segundo a Finextra, instituições financeiras que utilizam agentes personalizados viram uma melhora de 30% na satisfação do cliente e um aumento de 20% nas taxas de conversão.

Alguns dos maiores players da região já estão colhendo os frutos. O MercadoLivre, por exemplo, integrou IA e machine learning para oferecer serviços financeiros personalizados — um movimento que ajudou a elevar seu valor de mercado para mais de 100 bilhões de dólares, segundo a Reuters.

Agora, com a ascensão da computação em nuvem na América Latina (crescendo a uma taxa composta anual de 15%) e a queda nos custos de processamento, o que antes era privilégio das gigantes de tecnologia está se tornando acessível para uma nova geração de startups. Essa mudança na oferta está permitindo que empresas em crescimento construam soluções de IA internamente ou adotem o modelo de IA como Serviço (IAaaS) para otimizar suas operações. Recentemente, uma grande varejista mexicana utilizou IAaaS para digitalizar seu processo de aprovação de crédito ao consumidor — reduzindo o tempo de espera de uma semana para apenas 15 a 20 minutos, o que melhora significativamente a experiência do cliente.

Avançando na inclusão financeira

Com o crescimento do ecossistema fintech na América Latina, a inclusão financeira também avançou — ainda que de forma desigual e limitada. De acordo com um estudo da Mastercard de 2023, 21% dos latino-americanos continuam fora do sistema financeiro formal. E, embora 79% tenham cartão de débito e/ou conta bancária, apenas três em cada dez têm acesso a serviços mais avançados como crédito, empréstimos e seguros.

Os agentes de IA estão se tornando uma ferramenta essencial para acelerar o progresso da inclusão financeira, permitindo que startups de serviços financeiros assumam um papel central nessa expansão. O Fórum Econômico Mundial afirma que o uso de agentes de IA pode desencadear um efeito de “salto tecnológico por meio da IA” em economias em desenvolvimento como a América Latina, permitindo que serviços financeiros cheguem diretamente a populações desassistidas, sem depender de infraestrutura tradicional.

O CGAP relata que os agentes de IA contribuem para a inclusão ao processar transações e operações complexas mantendo as interações com o cliente simples. Por exemplo, enquanto um agente de IA pode analisar conjuntos de dados diversos para criar produtos financeiros personalizados, ele pode comunicar todas as etapas da transação via WhatsApp, entender comandos de voz do cliente ou oferecer fluxos de decisão simplificados — o que facilita a inclusão mesmo em áreas rurais com baixa escolaridade.

Além disso, ao processar conjuntos de dados mais variados de forma inteligente, agentes de IA também são capazes de calcular custos de empréstimos mais justos e aumentar as taxas de aprovação para pessoas com pouco ou nenhum histórico financeiro. Uma empresa brasileira de serviços financeiros que utilizou IA para analisar dados alternativos de crédito para clientes sub-bancarizados obteve um aumento de 25% nas aprovações de crédito, mantendo baixas taxas de inadimplência.

Otimizando operações e reduzindo custos

Os benefícios dos agentes de IA não se limitam à experiência do cliente e à inclusão financeira — startups que buscam manter seus custos operacionais baixos também estão encontrando eficiência. A fintech Galileo relatou que seu agente de IA reduziu em 70% as chamadas para a retaguarda (back-office).

Na Gupshup, observa-se que instituições financeiras que implementaram agentes de IA experimentaram uma redução de 40% a 50% nos custos operacionais relacionados ao atendimento ao cliente e ao processamento de empréstimos. Esses ganhos de eficiência vêm da automação no manuseio de documentos, da redução da intervenção manual em tarefas rotineiras e da gestão otimizada de fluxos de trabalho.

Diante desses três fatores — engajamento aprimorado com o cliente, ampliação da inclusão e redução de custos — os agentes de IA estão se tornando uma ferramenta essencial para a próxima geração de startups de serviços financeiros. Mais do que isso: diversos fundos de capital de risco na América Latina já estão se preparando para aumentar os investimentos em startups que oferecem produtos de crédito e inteligência artificial. Isso significa que as fintechs que adotarem agentes de IA se tornarão opções de investimento ainda mais atrativas.

Em resumo, os agentes de IA não são apenas o futuro dos serviços financeiros na América Latina — eles já são a aposta mais inteligente do presente.

Amanhã: Live da SHEIN apresenta coleção de Dia das Mães estrelada por Giovanna Ewbank e Títi 

A SHEIN realiza no dia 29 de abril, às 20h, uma live especial para apresentar sua nova coleção de Dia das Mães em parceria com Giovanna Ewbank e sua filha, Títi. A transmissão acontece no aplicativo da marca e trará detalhes sobre os looks e inspirações por trás da collab.

Quem acompanhar a live no app da SHEIN vai poder ver as peças inspiradas no estilo inconfundível boho chic de Giovanna Ewbank, alinhadas a uma das principais tendências de moda da atualidade, os tons terrosos, como mocha mousse. E também os lookinhos de Títi, que trazem um toque alegre e moderno, seguindo a moda entre a geração Z, com tons rosa e terrosos, que dialogam com os itens selecionados para a coleção de sua mãe.

Já disponível no site da SHEIN, a coleção reúne 60 peças inspiradas no estilo de Giovanna Ewbank, e 40 itens no de Títi.

Com o slogan “Estilo que conecta gerações”, a campanha de Dia das Mães está sendo divulgada exclusivamente nas redes da marca e da atriz e apresentadora Giovanna Ewbank. Celebrando o estilo e a conexão entre mães e filhos, a coleção é uma das apostas da SHEIN para a data.

O cupom de desconto SHEINGIO está disponível para compra de itens da coleção com 10% ou 20% OFF, com desconto total limitado a R$200,00.

Live Especial de Dia das Mães SHEIN x Giovanna Ewbank e Títi 

Data: 29 de abril de 2025

Horário: 20H (Horário de Brasília) 

Onde: no aplicativo da SHEIN 

Página da coleção:LINK  

Ficha técnica Campanha Dia das Mães | SHEIN x Giovanna Ewbank e Títi 

Fotos da coleção: Rafael Reis
Vídeo: Antônio Netto e Camille Brazz
Produção: Uno Filmes

Direção: Antônio Netto

Maquiagem: Cleide Araújo

Stylist: Debora Ewbank

Serasa avalia sentimento do trabalhador brasileiro às vésperas do 1º de Maio

Celebrado há 139 anos, o 1º de Maio encontra os trabalhadores brasileiros envoltos em sentimentos profissionais contraditórios em 2025, como registra pesquisa especial da Serasa. Ao mesmo tempo que descontentes com salários e baixa oportunidade de crescimento, os entrevistados se dizem satisfeitos com a posição que ocupam e otimistas sobre o futuro da carreira. Em meio às incertezas geradas pela Inteligência Artificial, não se mostram tão assustados com a substituição por máquinas ou pela tecnologia. Temem mais a economia.

“A nossa pesquisa reforça que há um espaço significativo para as empresas investirem no desenvolvimento e na valorização dos colaboradores”, avalia Patricia Camillo, especialista em educação financeira da Serasa. “Aquele empregador ou líder que estimular o crescimento e fortalecer o engajamento do funcionário terá mais êxito na retenção de talentos”, complementa. 

 Futuro e aposentadoria

Produzida pelo Instituto Opinion Box, a pesquisa registra que 59% dos trabalhadores se sentem otimistas com o futuro profissional nos próximos cinco anos e 32% acreditam que conseguirão se aposentar com tranquilidade, apesar da legislação cada vez mais restritiva. 33%, porém, consideram difícil se aposentar com estabilidade financeira.

O levantamento também aponta que 63% dos entrevistados se consideram satisfeitos ou muito satisfeitos com a posição que ocupam atualmente. No entanto, a remuneração ainda é uma preocupação: 68% afirmam estar insatisfeitos com o salário que recebem. 

Para os que procuram novas oportunidades no mercado, a busca por melhor salário (32%) e melhor qualidade de vida (27%) são os principais motivadores para uma recolocação. Entre os desafios enfrentados no ambiente de trabalho atual, destacam-se a baixa remuneração e a alta carga de tarefas. 

Educação financeira no ambiente de trabalho

Ainda segundo o estudo, 83% dos entrevistados valorizam a oferta de programas de educação financeira pelas empresas como parte de seu desenvolvimento profissional. Além disso, 86% acreditam que participar de cursos sobre finanças no trabalho contribui para um planejamento mais sólido do futuro, e 84% enxergam essa prática como essencial para lidar com imprevistos.

“Quando o trabalhador tem acesso à educação financeira, ganha mais segurança para tomar decisões importantes sobre sua vida e carreira. O apoio das empresas nesse processo é um diferencial que traz benefícios para todos, já que colaboradores mais tranquilos financeiramente tendem a ser mais engajados, produtivos e resilientes diante dos desafios”, afirma Patrícia.