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Busca visual no marketing: IA redefine experiência do consumidor

Graças ao avanço da inteligência artificial (IA), a forma como consumidores interagem com marcas e produtos está se transformando.

De acordo a Adweek, desde 2021, 35% dos profissionais de marketing já estão planejando otimizar suas estratégias com a busca visual nos próximos meses. As buscas tradicionais baseadas em texto, que por tanto tempo foram o pilar das interações digitais, estão sendo vistas como ineficientes e pouco intuitivas para atender às necessidades dos consumidores atuais.

Por que a Busca Visual Está Ganhando Força?

O que impulsiona a busca visual a um patamar de destaque no marketing é sua capacidade de resolver uma questão central: a conveniência. Consumidores, em especial a geração Y, estão cada vez mais ávidos por interações diretas, rápidas e que envolvam o mínimo esforço cognitivo. O simples fato de usar uma imagem para encontrar um produto elimina a complexidade de descrever com palavras aquilo que, muitas vezes, é mais fácil de mostrar.

A ascensão da busca visual também coincide com a saturação de conteúdos textuais online. Se por um lado a palavra-chave era a principal moeda de troca na internet, por outro, a busca visual está redefinindo essa relação. O consumidor não precisa mais formular longas frases ou encontrar as palavras certas para descrever o que procura. Basta apontar o celular para um objeto e deixar que a IA faça o resto.

Moda, móveis e muito além

Indústrias como a moda e móveis foram as primeiras a abraçar o marketing de busca visual, e não é difícil entender por quê. Quando um consumidor se depara com um móvel ou uma peça de roupa que lhe agrada, a conexão emocional é instantânea, e quanto mais rápido ele for guiado da descoberta à compra, maiores as chances de conversão.

Mas a busca visual não se restringe apenas a essas indústrias. Setores como o automotivo e o de eletrônicos estão experimentando um crescimento na adoção dessa tecnologia. No setor de peças de automóveis, por exemplo, a busca visual elimina a ambiguidade na identificação de componentes, enquanto no setor de eletrônicos, ela facilita a comparação visual de modelos e acessórios.

Exemplos de sucesso: de Google Lens a GPT-4

Alguns dos maiores players globais já incorporaram a busca visual em suas plataformas. O Google Lens é um dos mais conhecidos, permitindo que os usuários identifiquem objetos, traduzam textos e até mesmo busquem informações sobre produtos por meio de imagens. A ferramenta oferece uma experiência que combina praticidade com precisão.

O Pinterest, por sua vez, levou essa tecnologia a outro nível. Com o Pinterest Lens, os usuários podem identificar mais de 2,5 bilhões de objetos, conectando diretamente a busca visual com a jornada de compra. Imagine o poder disso para marcas: transformar uma imagem capturada em conversão instantânea é o tipo de engajamento que todo profissional de marketing deseja.

No mesmo caminho, a Amazon inovou com o StyleSnap, uma ferramenta que utiliza a busca visual para recomendar itens de moda aos consumidores. E o Snapchat, com sua tecnologia avançada, já permite o reconhecimento de embalagens de alimentos e até rótulos de vinho, abrindo novos horizontes para as marcas nesses segmentos.

Por fim, o recente lançamento do GPT-4, da OpenAI, projetado com recursos robustos de visão. Esse modelo de IA tem o potencial de elevar o marketing a um nível ainda mais sofisticado, integrando visão e texto de maneira fluida e poderosa.

O Futuro da busca visual e o desafio para as marcas

A busca visual, entretanto, também traz desafios. Para as marcas, a questão não é apenas adotar a tecnologia, mas garantir que ela seja usada de maneira estratégica, criando uma experiência verdadeiramente integrada e centrada no consumidor.

Para se preparar para a era da busca visual, as marcas devem otimizar suas imagens com descrições detalhadas e investir em tecnologias de IA que melhorem a precisão das buscas e recomendações. Estar presente em plataformas como Google Lens, Pinterest e Amazon é essencial para aumentar a visibilidade e facilitar a transição direta da busca visual à compra, criando uma experiência de usuário fluida e intuitiva.

Além disso, educar o público sobre o uso da busca visual e analisar dados gerados por essa interação permite ajustar estratégias de marketing de forma eficaz. Isso auxilia a posicionar as marcas à frente da concorrência, aproveitando o poder da busca visual para aumentar o engajamento e conversão.

Aqueles que forem rápidos em reconhecer as oportunidades terão uma vantagem competitiva significativa. Mas é preciso mais do que apenas adotar a tecnologia – é necessário usá-la de forma criativa, intuitiva e, acima de tudo, voltada para resolver problemas reais dos consumidores.

Tudo indica que o futuro da interação digital será cada vez mais visual. As empresas que conseguirem explorar todo o potencial da busca visual estarão mais bem posicionadas para capturar a atenção dos clientes, que buvscam por experiências ágeis e eficientes.

Segurança e velocidade: Team Solid fecha parcerias com NoPing e Kaspersky

O Team Solid, time de e-sports profissional atuante nas modalidades CS2, Free Fire, e League of Legends, anuncia duas novas parcerias estratégicas com NoPing Kaspersky, reforçando seu compromisso com a segurança digital no cenário de Free Fire. As colaborações visam garantir uma melhor performance para os jogadores com soluções avançadas de segurança e engajar a comunidade com o lançamento de uma nova skin exclusiva no jogo, que será central em várias ações promocionais. 

A NoPing, conhecida por otimizar a latência e melhorar a performance de conexão, será fundamental para os jogadores poderem competir no mais alto nível sem enfrentar problemas de lag. A tecnologia utilizada promete uma experiência de jogo mais fluida, especialmente em partidas decisivas, onde milissegundos podem fazer toda a diferença. 

Já a Kaspersky, referência mundial em soluções de cibersegurança, traz ao cenário competitivo de Free Fire a expertise necessária para proteger tanto os jogadores quanto a comunidade de possíveis ameaças virtuais. Essa parceria marca um passo importante na profissionalização do ambiente de e-sports, garantindo que os jogadores do Team Solid estejam seguros em todas as plataformas e dispositivos.

“Estamos muito animados com essas parcerias, pois a segurança digital é uma prioridade para nós. A colaboração com a Kaspersky nos dá tranquilidade para focar no que fazemos de melhor: competir. Além disso, a NoPing vai nos ajudar a otimizar a performance dos nossos atletas, o que é essencial para quem joga em alto nível”, afirma o CEO do Team Solid, Marcos Guerra. 

Nova skin e engajamento da comunidade

Além do reforço em segurança digital, o Team Solid, em parceria com NoPing e Kaspersky, lançou uma skin exclusiva no Free Fire, voltada para os fãs do time. Para celebrar essa novidade, diversas ações interativas estão programadas, incluindo sorteios de skins, conteúdos especiais com os jogadores do Team Solid usando a nova personalização, e interações com a torcida nas redes sociais. Essas iniciativas visam aproximar ainda mais os fãs do time, criando um vínculo entre o Team Solid e sua comunidade

“O lançamento da skin é uma maneira de trazer nossa torcida para mais perto e agradecer todo o apoio que temos recebido. Queremos que os fãs se sintam parte dessa jornada, e essas ações são um reflexo do nosso compromisso com a comunidade”, completa o CEO.

Equipe bem patrocinada 

Com essas duas novas parcerias, o Team Solid chega ao mês de setembro com seis patrocinadores, consolidando-se como uma das equipes mais apoiadas no cenário de e-sports. Além da NoPing Kaspersky, o time conta com grandes marcas como LupoOne Token Energy DrinkCODASHOP e C3Tech, que contribuem diretamente para o desenvolvimento dos atletas e da marca em si.

“O apoio de patrocinadores sólidos nos dá a segurança de investir em melhorias contínuas, tanto na performance dos jogadores quanto nas ações voltadas para a comunidade”, ressalta Marcos. 

Esses parceiros são fundamentais para garantir a estrutura necessária para o Team Solid manter sua competitividade em torneios nacionais e internacionais. Além de fornecer recursos essenciais, as marcas também colaboram em diversas ativações voltadas ao público, como lançamento de produtos, campanhas de engajamento e eventos especiais. Cada uma dessas colaborações agrega valor ao time, fortalecendo sua posição no mercado e aproximando a marca Team Solid dos fãs e da comunidade dos jogos eletrônicos.

Com uma base de apoio tão forte, o Team Solid segue crescendo e se destacando como uma referência em Free Fire e outros jogos competitivos, prometendo grandes conquistas no futuro.

Pesquisa revela os principais potenciais e medos sobre o uso de Inteligência Artificial

A era digital trouxe a Inteligência Artificial (IA) para o centro das atenções, transformando-a em uma das tecnologias mais influentes no cotidiano de empresas, governos e pessoas. No entanto, o quanto realmente entendemos seu potencial e os riscos envolvidos? Uma pesquisa global recente conduzida pela The Cynefin Company revela as percepções da sociedade sobre os maiores benefícios e preocupações em relação ao uso da IA. 

O relatório “Perspectives on AI – Sensemaker Open Collection”, resultado de um estudo global realizado entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024, aponta os cinco pontos mais promissores, bem como os cinco grandes medos sobre a aplicação da IA.

Entre os maiores potenciais identificados no estudo, destaca-se o poder da IA de:

  1. Permitir investigações profundas, que superam as capacidades dos motores de busca tradicionais;
  2. Fomentar competências transdisciplinares nos humanos, incentivando um desenvolvimento holístico em resposta aos desafios globais;
  3. Identificar padrões, ajudando a revelar insights valiosos em grandes volumes de dados;
  4. Eliminar preconceitos humanos, utilizando algoritmos para decisões mais imparciais e baseadas em dados;
  5. Apoiar a tomada de decisões, tornando a vida das pessoas mais saudável, produtiva e menos estressante.

Por outro lado, os medos que rondam a IA também são significativos. Entre eles, destacam-se, principalmente:

  1. Abusos no uso da tecnologia, onde o fator humano pode ser o elo mais fraco ou perigoso;
  2. O declínio das indústrias criativas, com a automação substituindo a inovação humana;
  3. Propagandas manipulativas, que podem influenciar decisões de forma extrema;
  4. Decisões tendenciosas ocultas, onde os vieses incorporados nos algoritmos podem causar grandes prejuízos;
  5. Riscos à democracia e estabilidade social, com o uso indevido da IA para fins políticos e de manipulação.

Além desses pontos, a pesquisa revelou outras considerações importantes. A IA foi vista como uma aliada na colaboração eficaz, na promoção da criatividade e na destilação de grandes volumes de dados. Por outro lado, o mau uso da tecnologia, a incapacidade de distinguir o trabalho humano do automatizado e o risco de exclusão digital são questões que despertam preocupação.

Segundo Alexandre Magno, CEO da operação The Cynefin Co Brazil, o estudo revela que muitas lideranças ainda subestimam o verdadeiro potencial da IA. “Os líderes superestimam a capacidade de fazer melhor ou mais rápido o que já sabemos fazer, utilizando a IA com foco, apenas, na produtividade. Eles subestimam seu poder transformador, que pode nos permitir realizar coisas que nunca imaginamos fazer antes”, comenta Magno.

Agora, a companhia iniciou este mesmo estudo com um olhar direcionado somente aos brasileiros. Aqueles que desejarem participar podem acessar o link do SenseMaker e preencher o  formulário. Os dados coletados serão compilados e apresentados a cada seis meses, criando, assim, uma base rica em níveis evolutivos e comparativos.

Com essa pesquisa, a The Cynefin Co busca promover um diálogo mais profundo sobre a aplicação da IA em diferentes setores, desde o impacto transformacional na tecnologia até o seu papel na gestão da complexidade em organizações e governos.

“A discussão sobre o equilíbrio entre os benefícios e os riscos da IA é cada vez mais necessária, à medida que a sociedade navega em uma era de inovação sem precedentes. A maioria das pesquisas disponíveis ouve principalmente os especialistas no assunto enquanto a nossa abre espaço para aprendermos sobre como a sociedade está percebendo o avanço da tecnologia, o que é essencial”, finaliza Alexandre Magno.

Programa de cashback da Wine atinge marco de R$ 200 milhões

A Wine, maior clube de assinatura de vinhos do mundo com mais de 421 mil assinaturas, já disponibilizou mais de R$200 milhões em cashback para clientes por meio de seu programa de benefícios, o WineUP. Disponível para todos os clientes que realizam compras no e-commerce, a ideia do programa de recompensas é possibilitar que o consumidor passe por uma jornada de gamificação no aplicativo Wine, que lhe renderá pontos que são convertidos em valores, os quais podem ser utilizados para adquirir novos rótulos de vinhos. 

Até o momento, os consumidores já resgataram 2,7 milhões de garrafas de vinho como parte do valor gasto em compras. Prestes a completar cinco anos de existência, o WineUP faz parte da estratégia da Wine para proporcionar novas experiências de consumo aos clientes, por meio da oferta de benefícios exclusivos e recompensas atrativas, além de reconhecer os sócios do Clube Wine pela sua fidelidade.

O programa WineUP foi criado a partir do feedback dos sócios, assinantes do clube de assinaturas da Wine, o Clube Wine. Com uma equipe multidisciplinar, a empresa desenvolveu uma interface intuitiva e funcional, que permite aos usuários acumular pontos e convertê-los em prêmios e descontos. Conforme o programa, o uso de cashback está disponível pelo aplicativo da Wine para resgate e, todas as compras no site, aplicativo ou lojas físicas, são contabilizadas para ganhar pontos, que irão gerar o cashback. 

Todos os clientes que realizarem ao menos uma compra no e-commerce da Wine são automaticamente cadastrados no WineUP. Os sócios do clube acumulam três vezes mais pontos e desfrutam de benefícios exclusivos.

O WineUP adota uma estratégia de gamificação, incentivando os consumidores a interagir com o universo do vinho através de missões e conquistas. Ao longo de sua jornada no aplicativo, os usuários podem acumular pontos, evoluindo de nível e desbloqueando novos benefícios. Missões pontuais, como a primeira compra no aplicativo ou a primeira avaliação de um produto, e conquistas incrementais com base no consumo do cliente, garantem uma experiência dinâmica e envolvente.

“Estamos sempre em busca de algo novo, diferente, que desafie e expanda o conhecimento do consumidor sobre o mundo do vinho. E melhor ainda se essas experiências envolverem entretenimento e diversão ao saboroso universo dos vinhos”, comenta Laura Barros, diretora de marketing da Wine. Além dos benefícios já existentes, a partir de agosto de 2024, o programa WineUP apresentará novas funcionalidades e vantagens:

Roleta do WineUP: ao subir de status, os membros poderão rodar a roleta e ganhar ainda mais cashback e prêmios.

Novo status – super ídolo: quem atingir este status terá 5% de cashback e 20% de desconto, em todas as compras, ao invés dos 15% regulares.

Utilização do cashback: O valor de cashback utilizado nos pedidos será ajustado conforme o status no WineUP, permitindo aos Super Ídolos utilizar até 100% de cashback no valor do pedido.

Novas Missões: Todos os meses, novas missões serão adicionadas ao aplicativo, estimulando a participação e aumentando as oportunidades de ganho de cashback.

A atualização do programa, com novas missões e novos jogos pelo aplicativo, é alinhada com as estratégias de gamificação e experiência diversificada de consumo da Wine. Enquanto a WineUP atende os sócios e consumidores, possibilitando acúmulo de pontos e benefícios pelo aplicativo, nas lojas físicas há o Wine Games, que elabora competições nacionais como degustação às cegas para promover trocas, conhecimento e benefícios como cashback. 

Não sabe o que postar no LinkedIn? CEO do Infojobs revela 7 dicas para aumentar o engajamento

No competitivo ambiente digital atual, o LinkedIn se destaca como uma plataforma crucial para profissionais que desejam expandir suas redes, compartilhar conhecimentos e acompanhar tendências do setor. Com o volume crescente de conteúdo publicado, é cada vez mais desafiador se destacar e garantir que suas postagens alcancem e engajem o público-alvo de forma eficaz. Ana Paula Prado, CEO do Infojobs, traz insights valiosos sobre como otimizar sua presença no LinkedIn e maximizar o impacto de suas postagens.

  • Conheça seu público-alvo

É fundamental entender quem compõe sua audiência e quais são seus interesses. Utilizar as ferramentas analíticas do LinkedIn para monitorar quais tipos de conteúdo geram mais interação pode ajudar a ajustar sua estratégia e criar postagens que realmente ressoem com seu público.

  • Publique conteúdo de valor e autêntico

Além de conquistas pessoais e resultados, ofereça insights, análises e informações úteis que possam agregar valor à sua audiência. É importante destacar também que além de informar, o conteúdo deve ser autêntico, ou seja, refletindo a sua maneira de falar e agir, e até os seus medos, ser verdadeiro e demonstrar conhecimento é o que vai gerar maior engajamento. 

  • Utilize imagens e vídeos

Posts que incluem imagens e vídeos geralmente têm um alcance e engajamento maiores do que os textos puros. Garantir que seus visuais sejam de alta qualidade e pertinentes ao conteúdo compartilhado pode fazer uma grande diferença.Ana Paula reforça assume que pode até ser desconfortável, mas é importante que as pessoas vejam, a imagem nos aproxima da realidade.  

  • Interaja com sua rede

Participar ativamente de discussões, responder a comentários e mostrar envolvimento com sua rede são práticas que não só ampliam o alcance das suas postagens, mas também ajudam a fortalecer relações profissionais.

  • Publique consistentemente

Manter uma frequência regular de postagens é crucial para deixar sua presença ativa na plataforma. Criar um calendário de conteúdo pode ajudar a planejar e diversificar suas postagens, cobrindo uma variedade de tópicos e formatos.

  • Aproveite as tendências com estratégia

Ficar atento às tendências do setor e aos tópicos pertinentes da sua área, mas analise também o que realmente merece que você compartilhe sua perspectiva. A CEO comenta, “Evite a mesmice! Quem não foi impactado por 300 reflexões nas Olimpíadas? Sempre é possível fazer um paralelo profissional com o cotidiano, mas fazer o que todos estão fazendo pode cair apenas na rolagem de feed.” 

  • Teste e avalie

Experimentar diferentes tipos de postagens, dias, horários e formatos ajuda a descobrir o que funciona melhor para sua audiência. Utilizar as análises do LinkedIn para avaliar o desempenho e ajustar sua estratégia conforme necessário é uma abordagem eficaz para otimizar seus resultados.

Para concluir, Ana Paula Prado destaca que “melhorar sua presença no LinkedIn envolve mais do que apenas aumentar o número de visualizações; trata-se de construir uma rede profissional que confia e valoriza sua opinião, para isso é importante ser acessível, participar das conversas e também ouvir feedbacks, a rede social é repleta de oportunidades.”

Marca própria ganha relevância no Brasil e apresenta novas oportunidades de negócio para o varejo

O desenvolvimento de marcas próprias vivencia um movimento de legitimação e reconhecimento no mercado varejista brasileiro por parte dos consumidores. Segundo dados da Nielsen de 2022, produtos dessa categoria já estão presentes em 40% dos lares do país. Essa aprovação representa uma importante expansão do setor nos últimos anos, revelando novas oportunidades de negócios, possibilidade de aumento da receita, além de fidelização de clientes mediante a criação de uma linha exclusiva de produtos.

O setor alimentício é responsável por concentrar a maior parte das marcas próprias em comercialização no Brasil, que possui um robusto parque fabril para a produção de alimentos. No entanto, a exploração do conceito de private label pode ser estendida para outros segmentos, como farmácia e higiene pessoal.

Recentemente, itens de marca própria criados por redes de farmácia superaram o crescimento da oferta desse tipo de produto no setor alimentício. Pet shop, beleza e materiais de construção compõem as demais áreas estratégicas que apresentaram crescimento sólido e sustentável no mercado de private label brasileiro.

A evolução desse modelo de negócio será um dos temas principais do PL Connection, o maior evento de private label da América Latina, que acontecerá entre os dias 17 e 19 de setembro de 2024, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Private label em expansão

As marcas próprias estão ganhando mais relevância no Brasil e atraindo o setor varejista, que enxerga uma chance de aumentar a oferta de produtos e a receita. Isso porque o segmento ainda representa apenas 2% do setor varejista no país, o que dá espaço para inúmeras possibilidades de expansão.

Na América Latina, a presença de marcas próprias nos negócios é de cerca de 10%, enquanto mundialmente esse índice é de 23%. Em alguns países da Europa, a comercialização de produtos private label representa mais de 50% da oferta nas prateleiras, o que corrobora as expectativas de crescimento no Brasil. Esses itens são capazes de criar um elo de comunicação que aproxima a marca do consumidor, e onde a reputação do negócio serve para legitimar a procedência do produto.

Contudo, a oferta de itens classificados como marca própria carece de alguns cuidados, tais como conhecer profundamente os fornecedores por meio do histórico de atuação deles no mercado. Acompanhar o nível de qualidade com testes técnicos e de laboratório representa mais uma etapa na concepção do produto private label antes de sua comercialização.

Especialista aponta 7 vantagens para empresas apostarem em canais próprios de comunicação

As redes sociais dominam a comunicação empresarial, tornando-se vital para as empresas desenvolverem canais de comunicação próprios, como newsletters. Depender somente das redes sociais, com seus algoritmos imprevisíveis,  pode resultar em instabilidade e incerteza o que compromete a entrega de conteúdo aos consumidores.

Segundo Fabio Jr. Soma, especialista em inovação e criador do Método M.A.G.O., que auxilia empreendedores e criadores de conteúdo a obterem sucesso com suas newsletters, explica que ao apostar em canais próprios, as empresas garantem que suas mensagens cheguem diretamente aos seus públicos, sem a intermediação de terceiros. 

Um exemplo prático, e econômico, são as newsletters. Esse tipo de conteúdo permite um relacionamento mais próximo e personalizado com os clientes. “Dessa forma,  as empresas podem construir uma base de assinantes engajados, interessados em receber atualizações e ofertas. Esse canal fortalece a lealdade do cliente e aumenta as chances de conversão em vendas”, aponta o especialista.

Diferentemente das redes sociais, onde o alcance é muitas vezes limitado pelo algoritmo, um canal próprio permite que a empresa decida o que, quando e como comunicar, sem restrições ou filtros externos. “Além disso, as newsletters oferecem às empresas maior controle sobre o conteúdo publicado”, destaca Soma.

A independência das redes sociais também significa que as empresas não estão à mercê de mudanças súbitas nas políticas de plataformas, que podem afetar negativamente a visibilidade do conteúdo. “As empresas podem monitorar as taxas de abertura, cliques e conversões, ajustando suas estratégias de comunicação para melhor atender às necessidades e interesses de sua audiência. Esse nível de informação é inestimável para o crescimento e aprimoramento contínuo das práticas de marketing”, pontua.

O especialista aponta sete vantagens ao apostar em newsletter.

Controle total sobre o conteúdo: Ao utilizar seus próprios canais, as empresas têm total autonomia para definir o que será comunicado, como e quando. Isso permite uma estratégia mais alinhada com os objetivos de negócio, sem depender das regras de plataformas externas;

Fortalecimento da marca: Ao desenvolver uma presença sólida em seus próprios canais, como newsletters, blogs ou plataformas proprietárias, a empresa cria um vínculo mais direto com seu público. Essa conexão fortalece a percepção de marca e gera maior lealdade entre os consumidores.

Redução de custos a longo prazo: Investir em canais próprios pode parecer mais caro inicialmente, mas com o tempo, a dependência de mídia paga e terceiros diminui. Isso gera economia e um retorno sobre investimento mais sustentável.

Dados exclusivos: Com canais próprios, a empresa tem acesso a dados mais completos sobre seu público, como hábitos de leitura e engajamento. Isso permite ajustes mais precisos nas estratégias de comunicação e marketing, melhorando a performance.

Independência de algoritmos e mudanças de plataformas: Depender de plataformas de terceiros significa ficar vulnerável a mudanças de algoritmos e regras. Canais próprios garantem que a empresa mantenha seu alcance e comunicação direta, independentemente dessas variáveis.

Construção de uma base fiel de audiência: Ao focar em canais próprios, a empresa constrói uma comunidade que opta por receber seu conteúdo, aumentando a qualidade da interação e a relevância do público-alvo.

Possibilidade de monetização: Canais proprietários, como newsletters, podem ser transformados em fontes de renda por meio de assinaturas, publicidade ou até mesmo como parte de uma estratégia de vendas. Isso abre novas oportunidades de receita sem intermediários.

Com Alibaba, Connectly capta R$ 110 milhões para expandir sua IA conversacional

A Connectly, líder em inteligência artificial (IA) conversacional para empresas, anuncia uma nova captação de R$ 110 milhões, uma rodada Série B liderada pelo Alibaba, com a participação da Unusual Ventures, Volpe Capital, RX Ventures (do Grupo Renner), Falabella Ventures e Philippos Kourkoulos Latsis. Fundada em 2020, no Vale do Silício, por veteranos de big techs como Facebook, Google, Uber e até mesmo da NASA, a empresa utiliza modelos proprietários de IA Generativa e tem ajudado varejistas do mundo todo a expandirem seus negócios por meio de mensagens personalizadas, um serviço disponível 24 horas por dia.

Esse investimento Série B ocorre após um ano relevante para a história da Connectly, que inclui sua captação Série A, em outubro de 2023, marcando sua entrada no mercado dos EUA. Ainda em 2023, a empresa lançou sua assistente avançada de recomendação de produtos, a Sofia AI, e, como resultado, quase dobrou sua receita e o quadro de funcionários no último ano. Neste contexto, o Brasil despontou como principal mercado da empresa, representando cerca de 40% de seu faturamento global. Por conta disso, foi preciso reforçar o time por aqui: atualmente, 24% de seus colaboradores são brasileiros. No país, entre os principais clientes estão nomes como Lojas Renner, Puravida, Daki e Farmácias São João. Para 2025, a expectativa é ver sua receita crescer duas vezes, globalmente.

A plataforma sem código da Connectly permite que as empresas criem campanhas interativas de forma instantânea e utilizem IA para automatizar conversas bidirecionais em escala, tanto potenciais leads, quanto com clientes fieis. Com isso, a tecnologia proporciona resultados tangíveis para seus clientes, como maior conversão, maior engajamento dos usuários, melhoria na satisfação e fidelidade.

“Agora, mais do que nunca, os clientes buscam interações personalizadas com marcas de varejo e e-commerce”, explica Stefanos Loukakos, cofundador e CEO da Connectly. “Estamos trabalhando vigorosamente para levar a IA conversacional às marcas ao redor do mundo, criando interações mais personalizadas em escala. Já conquistamos muito no último ano, incluindo o lançamento da funcionalidade de busca e recomendação de produtos com a Sofia AI para e-commerces. O apoio do Alibaba, um dos maiores varejistas do planeta, é profundamente impactante para o nosso potencial e nos permitirá continuar investindo em nossos modelos proprietários e escalar nossos negócios”, complementa Loukakos.

O Alibaba tem procurado firmar parcerias com empresas inovadoras que pavimentam o caminho em suas indústrias. Foi exatamente este aspecto que observaram na proposta e atuação da Connectly, por conta de seu modelo conversacional impulsionado por IA. Por conta disso, o Alibaba se diz ansioso em acompanhar a jornada futura e o impacto da Connectly em marcas ao redor do globo.

Tempo de resposta: fator decisivo na experiência de compra online

De acordo com a pesquisa CX Trends 2024, realizada pela Octadesk em parceria com o Opinion Box, o tempo de resposta ideal varia conforme o canal de contato. “Os consumidores de hoje estão acostumados a soluções rápidas e dinâmicas. Não basta mais ter o melhor produto ou serviço. As empresas precisam garantir que o atendimento seja ágil, eficaz e, principalmente, entregue na plataforma onde o cliente está”, explica Rodrigo Ricco, Fundador e Diretor Geral da Octadesk.

O levantamento, que ouviu mais de dois mil consumidores online, revelou as expectativas de tempo de resposta em diferentes canais. 35% dos entrevistados, ao utilizar aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, e 29% ao contatar via redes sociais, como Facebook e Instagram, esperam uma resposta em até cinco minutos. Para canais como chat online (41%) e telefone (43%), a expectativa é ainda mais imediata: os consumidores esperam ser atendidos em até um minuto. “Respeitar esses tempos de resposta é essencial para garantir uma boa experiência e evitar que o consumidor migre para a concorrência. Com a digitalização, qualquer atraso pode custar caro, tanto em termos de fidelização quanto de imagem da marca”, reforça Ricco.

Se o contato for realizado por e-mail, a pesquisa aponta que 25% dos entrevistados estão dispostos a esperar até uma hora pelo retorno. No entanto, qualquer demora maior pode comprometer a relação com o cliente, afetando diretamente a recompra. “Se o tempo de resposta ao consumidor não atender às expectativas, a recompra pode estar em risco. Em um mundo digital, onde tudo está a um clique de distância, tempo é não só dinheiro, mas também confiança e lealdade”, ressalta Ricco.

Tempo de resposta: um diferencial competitivo
O tempo de resposta envolve muito mais do que o simples intervalo entre o contato e a resolução de uma demanda. Ele abrange prontidão, agilidade e eficácia do serviço prestado. Empresas que investem em reduzir o tempo de resposta estão, na prática, melhorando a experiência de compra e garantindo a fidelização de seus clientes.

“Em um ambiente onde o consumidor tem controle total sobre suas escolhas, a rapidez no atendimento se torna uma vantagem competitiva para que as empresas estejam sempre à frente nas expectativas dos clientes, garantindo que cada interação seja fluida, eficiente e, acima de tudo, satisfatória”, finaliza o especialista.

Com alta de 1%, faturamento das PMEs desacelera em agosto

O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) mostra alta de 1% na movimentação financeira das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras em agosto de 2024, na comparação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o setor apresenta expansão de 4,9% frente ao mesmo período de 2023.

Figura 1: IODE-PMEs
(Número índice – base: média 2021=100)

Fonte: IODE-PMEs (Omie)

O IODE-PMEs funciona como um termômetro econômico das empresas com faturamento de até R$50 milhões anuais, divididas em 701 atividades econômicas que compõem quatro grandes setores: Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.

Felipe Beraldi, economista e gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem, explica que o desenvolvimento das PMEs em agosto de 2024 foi heterogêneo, com destaque para o Comércio, que liderou a expansão (+8,4%), após já ter avançado 19% no mês anterior. “Persistem sinais positivos na economia do país, como a solidez do mercado de trabalho e o aumento do rendimento médio real das famílias, que têm mantido o consumo em níveis elevados, impulsionando o desempenho das PMEs desse setor”, comenta.

Além disso, o número é explicado pela fraca base de comparação do segundo semestre de 2023 (-11,2%). A evolução tem sido observada tanto no atacado (+22%), quanto no varejo (+7%), o que reforça a virada positiva do setor nos últimos meses e aumenta as expectativas para a Black Friday, importante data sazonal para as vendas no segundo semestre.

Já as PMEs industriais, tiveram queda de 3% em agosto. “É importante ressaltar que o movimento pode ser um ponto isolado, uma vez que a base de comparação do setor é consideravelmente alta. No mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 25,6%”, pondera Beraldi. De toda forma, em agosto, houve desempenho positivo das atividades de ‘Impressão e reprodução de gravações’, ‘Fabricação de móveis’ e ‘Fabricação de máquinas e aparelhos elétricos’ – que restringiram quedas mais abruptas no segmento.

No setor de Serviços, as PMEs também registraram uma leve retração, -1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, após um desempenho robusto em julho (+6,2%). Durante esse período, o desempenho do setor foi desigual entre as diferentes categorias, com evolução sobretudo nas ‘Atividades Administrativas’ e ‘Atividades de Entrega’.

Por fim, as PMEs do setor de Infraestrutura mantiveram a movimentação financeira real estável (+8,6%), após terem avançado no mês anterior com destaque para o segmento de ‘Coleta, tratamento e disposição de resíduos’.

Apesar do resultado mais contido no mês, segundo o economista, ainda é cedo para apontar uma possível virada de tendência da atividade econômica das PMEs brasileiras. “É fato que o mercado espera alguma desaceleração da economia na segunda metade do ano. Mas, o desempenho forte da economia doméstica registrada no segundo trimestre (crescimento de 3,3% na comparação anual) e a manutenção do mercado de trabalho aquecido são importantes sinais de que as PMEs podem manter ascensão robusta no curto prazo”, prevê.