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ANPD Rejeita Uso de Dados Brasileiros para Treinar IA da Meta, Levantando Questões Éticas

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) do Brasil recentemente rejeitou um recurso da Meta, empresa proprietária do Facebook, que buscava utilizar dados de usuários brasileiros para treinar sua Inteligência Artificial (IA). Esta decisão coloca em evidência preocupações significativas sobre a ética e a segurança no uso de dados para o desenvolvimento de IA.

Marcell Rosa, Gerente Geral e Vice-Presidente de Vendas na América Latina da Clevertap, alerta sobre os riscos associados ao uso de dados coletados de plataformas onde a desinformação e ataques pessoais são comuns. “Quando a IA aprende a partir de informações enviesadas e, muitas vezes, prejudiciais, o risco é que essas máquinas não apenas reproduzam, mas amplifiquem comportamentos negativos e distorcidos”, afirma Rosa.

O problema ganha dimensões preocupantes quando consideramos o contexto eleitoral brasileiro. Durante as eleições de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relatou ter recebido mais de 500 alertas diários sobre fake news apenas no segundo turno.

A principal preocupação é que a IA, treinada com opiniões de pessoas comuns frequentemente influenciadas por desinformação, possa replicar e amplificar padrões negativos. “A IA tende a replicar o comportamento humano, e quando esse comportamento é caracterizado por polarização e falta de civismo, a tecnologia inevitavelmente reflete essas falhas”, explica Rosa.

A decisão da ANPD é vista como um passo importante para garantir o uso responsável e ético de dados no treinamento de IA. “A privacidade dos usuários e a integridade da informação são essenciais para o desenvolvimento de tecnologias que realmente beneficiem a sociedade”, conclui Rosa.

Este caso ressalta a necessidade urgente de uma abordagem mais crítica e regulada sobre a coleta e uso de dados pelas plataformas digitais, visando proteger a integridade da informação e garantir que o desenvolvimento da IA seja baseado em dados confiáveis e respeitosos.

Mais de 75% dos influenciadores mapeados na pesquisa “Diversidade Conectada 45+” têm até 54 anos; 3,3% da amostra têm mais de 65 anos

No Brasil, os gestores de marcas não têm se desafiado a construir estratégias eficientes, envolvendo o uso do Marketing de Influência para acessar o consumidor maduro. Em sua maioria, os influenciadores são acionados, somente, para ações e campanhas publicitárias voltadas às gerações mais jovens. Para mudar esse panorama, trazendo maior visibilidade para a pauta, o Silver Makers concluiu uma pesquisa inédita que revela o perfil de quase 900 influenciadores prateados e traz análises detalhadas sobre os conteúdos produzidos por eles. Uma das curiosidades do mapeamento – produzido a partir de uma chamada nacional feita no primeiro semestre de 2024 – é o propósito de trazer diversidade de vozes dos produtores e envolver grupos LGBTQIAPN+, negros, pardos, indígenas, orientais e pessoas com deficiência.

A pesquisa Diversidade Conectada 45+ mapeou 895 influenciadores com mais de 45 anos; desses, 436 possuem mais de dois mil seguidores em pelo menos uma plataforma; 271 são influenciadores de grupos de diversidade.  Os dados mostram uma concentração significativa de perfis na região Sudeste: 177 influenciadores e 65,31%; seguida pelo Nordeste (52 influenciadores, 19,19% da amostra), Centro-Oeste (17 influenciadores, 6,27% da amostra), Sul (16 influenciadores e 5,90% da amostra) e Norte (sete influenciadores, 0,74% da amostra). Estados como São Paulo (90 influenciadores) e Rio de Janeiro (63 influenciadores) lideram em número – o que reforça a tendência observada na distribuição regional. Bahia (30 influenciadores) e Minas Gerais (21 influenciadores) são localidades que revelam uma distribuição razoavelmente equilibrada entre os principais centros urbanos.

Segundo Cléa Klouri, uma das coordenadoras da pesquisa Diversidade Conectada 45+, os dados obtidos traçam um panorama da diversidade madura no Brasil, representada por influenciadores que têm entre 45 e 75 anos. “Consideramos esse levantamento um marco não somente por lançar luz na diversidade dos influenciadores maduros, mas por proporcionar a eles maior visibilidade. É muito interessante ver o número significativo de perfis ativos nas redes sociais e enxergar que há uma alta demanda de socialização de um grupo que representa a população que mais cresce no país. A longevidade ativa pode ser dimensionada nesta chamada que revela, ainda, quais são os desafios e as oportunidades para as marcas dialogarem com esse consumidor diverso”, aponta Cléa, cofundadora do Silver Makers.

Desde 2019, o Silver Makers pesquisa o mercado de influenciadores maduros no Brasil. Em 2020, a empresa lançou um mapeamento-base, levantando mais de 1.000 influenciadores 45+. No primeiro semestre de 2024, uma nova chamada aprofundou o conhecimento sobre esse público, partindo da premissa de investigar a diversidade dentro de uma profissão em franco crescimento, sobretudo entre os jovens. Dados da Nielsen (2022) apontam que o país tem mais influenciadores digitais do que médicos e dentistas, sendo o segundo do mundo com mais pessoas na atividade – o primeiro é os Estados Unidos. No Instagram, há 10,5 milhões de influenciadores, oito vezes o número de advogados e quase 20 vezes superior ao número de médicos.

PRINCIPAIS CONCLUSÕES | Diversidade Conectada 45+

# ATIVISMO | Muitos influenciadores utilizam as redes sociais como plataformas de conscientização e ativismo, abordando temas como combate ao racismo e inclusão social. Além disso, vários entrevistados mencionaram estar começando a produzir conteúdo contínuo e que buscavam oportunidades para monetizar os perfis, expressando uma expectativa significativa de serem notados pelas marcas e transformarem seus perfis em uma fonte de renda.

# FAIXA ETÁRIA & SEXO BIOLÓGICO | A análise da faixa etária mostrou um público que varia entre 45 e 75 anos: 75,65% têm entre 45 e 54 anos (205 influenciadores); 21,03% têm entre 55 e 64 anos (57 influenciadores); e 3,32%, acima de 65 anos (nove influenciadores). Sobre o sexo biológico, 71,59% dos entrevistados são mulheres (194 influenciadoras) e 28,41% são homens.

# DIVERSIDADE | Tópico principal do mapeamento, a análise da diversidade mostra que o grupo é variado. Com 171 influenciadores se identificando como negros e pardos (63,10%), esta é a maior categoria de diversidade da amostra, seguido por 63 influenciadores com corpos diversos (23,25%) e 44 do grupo LGBTQIAPN+ (16,24%). A presença de múltiplas categorias de diversidade, incluindo 24 pessoas com deficiência (8,86%), cinco indígenas e orientais (1,85%), destaca a inclusão e a representatividade presentes no grupo.

“A presença de perfis diversos nas campanhas de Marketing de Influência é importante, pois permite às marcas se conectarem com diferentes segmentos da população de maneira autêntica e inclusiva. Influenciadores diversos podem alcançar públicos que se identificam com suas experiências e perspectivas únicas, aumentando a eficácia das campanhas e estabelecendo uma conexão mais profunda e autêntica com o público”, salienta a coordenadora da pesquisa.

# PARTICIPAÇÃO NAS REDES SOCIAIS | A análise da presença dos influenciadores nas redes sociais mostra que a plataforma mais popular é o Instagram, com 271 influenciadores ativos. Em seguida, constam Facebook (62 influenciadores), TikTok (51 influenciadores) e YouTube (45 influenciadores). Essa predominância do Instagram é consistente com as tendências gerais de uso de redes sociais. Apesar de o Facebook não ser consumido por jovens, ele ainda tem relevância para o público maduro.

“A presença em múltiplas plataformas sociais indica a versatilidade e o alcance dos influenciadores, permitindo que as marcas atinjam uma audiência diversificada por meio de diferentes canais. O TikTok é uma plataforma com alto potencial de engajamento; o YouTube, por sua vez, é ideal para conteúdo de formato longo, como tutoriais e vlogs, que pode proporcionar um engajamento mais profundo”, aponta Cléa.

 # PRINCIPAIS TÓPICOS DE DISCUSSÃO | Entre os temas, destaque para comportamento (72 influenciadores, 26,57% da amostra), Cultura (36 influenciadores, 13,28% da amostra), Ativismo (29 influenciadores, 10,70% da amostra), Moda (26 influenciadores, 9,59% da amostra) e Saúde & Bem-estar (20 influenciadores, 7,38%). Os demais temas são estilo de vida; beleza e maquiagem; empreendedorismo; carreira/negócios, profissional; viagem e turismo; e outros.

A análise da pesquisa aponta que o foco em comportamento e cultura indica um interesse em temas sociais e comportamentais, enquanto moda e saúde & bem-estar são nichos tradicionais de influência. Influenciadores focados em ativismo podem promover campanhas de responsabilidade social e inclusão, enquanto aqueles que falam de moda e beleza são ideais para lançamentos de produtos e tendências. A segmentação por tópico permite um direcionamento mais preciso das mensagens, aumentando a relevância e o engajamento com o público. A presença de tópicos menos tradicionais, como Espiritualidade (cinco influenciadores) e Geek (quatro influenciadores), também abre oportunidades para criar conexões com nichos específicos. Esses influenciadores podem ajudar as marcas a se posicionarem de maneira única, explorando temas menos saturados e atingindo audiências novas e engajadas.

 # LGBTQIAPN+ | Identificar os maduros da comunidade LGBTQIAPN+ no mercado de influenciadores tem um forte propósito para os coordenadores do mapeamento por serem, esse público, uma voz importante para uma geração que  esteve invisibilizada, sofrendo preconceitos de toda a sociedade. “Poder valorizá-los por meio da aproximação com marcas que apoiam a diversidade aumentará a visibilidade e a representação da comunidade de todas as idades, mostrando que a diversidade vai além da juventude. Ao compartilhar suas jornadas pessoais, eles inspiram outras pessoas a serem autênticas e a lutarem pelos seus direitos. Esses influenciadores também desafiam estereótipos sobre envelhecimento e sexualidade, provando que a vida não para aos 50. Com humor, empatia e muita energia, eles conquistam seguidores de todas as idades e mostram que a vida pode ser vibrante e cheia de possibilidades em qualquer fase”, aponta Cléa.

# CORPOS DIVERSOS | Influenciadores digitais 50+ plus size estão revolucionando as redes sociais ao mostrar que a beleza e a confiança não têm idade nem tamanho. Eles promovem a aceitação do corpo e inspiram muitas pessoas a se amarem do jeito que são. Com seus conteúdos autênticos, desafiam os padrões de beleza tradicionais. “Esses influenciadores compartilham dicas de moda, bem-estar e autoestima, provando que é possível se sentir bem em qualquer fase da vida. Ao celebrar suas curvas e sua maturidade, eles ajudam a ampliar a representatividade e a diversidade nas redes sociais, encorajando seguidores de todas as idades e de todos os tamanhos a se valorizarem. Com muita autenticidade e muito carisma, esses influenciadores 50+ plus size mostram que o importante é ser feliz e se sentir bem consigo mesmo, independentemente do que dizem os padrões sociais”, afirma Cléa.

Dos analisados, 63 pessoas se identificam como participantes da diversidade de corpos, sendo a grande maioria deles plus size. Esses perfis demonstram, de forma autêntica, que ser plus size é também um estilo de vida e que pessoas desse grupo podem participar ativamente em todas as áreas da sociedade. 

 # INTERSECCIONALIDADE | Com uma  curva acentuada de envelhecimento, o Brasil – que antes era considerado uma nação jovem – hoje é um país maduro. Até 2044, as pessoas com 50 anos ou mais serão 40% da população brasileira, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Na prática, o mesmo século da velhice da humanidade é a era do etarismo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que uma a cada duas pessoas longevas já sofreu preconceito de idade e, muitas delas – negros, pardos, pessoas com deficiência, mulheres e LGBTQIAPN+ – enfrentam a interseccionalidade de preconceitos. “Ser negro e velho;  ser gay e velho no Brasil é um desafio. Daí a importância de olharmos para os influenciadores maduros diversos. Os influenciadores diversos acima de 50 anos enfrentam a tarefa complexa de navegar por múltiplas camadas de discriminação e preconceito. Eles desempenham um papel crucial ao desafiar estereótipos e promover a inclusão, mas muitas vezes precisam superar obstáculos significativos para obter reconhecimento e construir uma audiência. A valorização e o apoio a esses influenciadores são essenciais para a criação de um espaço digital verdadeiramente inclusivo e representativo”, defende a coordenadora da pesquisa.

_ 171 influenciadores negros ou pardos participaram da pesquisa; muitos informaram que se encaixam em mais de uma vertical de diversidade: LGBTQIAPN+, plus size e PcD.

_ Ao analisar a diversidade dos influenciadores negros e pardos, observa-se uma proporção considerável dos influenciadores que se identifica como Negro LGBTQIAPN+ (9,36%) e Negro Plus Size (7,60%) – demonstrando a diversidade dentro do universo de respondentes.

_A presença de influenciadores Pardos (4,68%), PcD (1,75%) e Pardos Plus Size (1,75%) também destaca a riqueza da diversidade dentro da amostra. A visibilidade de influenciadores com diferentes identidades e características não apenas promove uma representação mais verdadeira da sociedade, mas também ajuda a desafiar estereótipos e preconceitos.

# NEGROS E PARDOS | Influenciadores digitais negros, pardos e maduros têm um papel essencial para a sociedade. Além de promover a conscientização sobre questões raciais, também combatem o etarismo, que é um preconceito predominante entre os 50+, e desconstroem estereótipos relacionados ao envelhecimento. Eles mostram que não há idade para ser relevante e que a experiência de vida é um recurso valioso. Na prática, não só inspiram, mas empoderam suas comunidades. “Eles são verdadeiras fontes de referência para o público negro mais velho, que se vê representado e valorizado. E, claro, também são um exemplo incrível para os mais jovens, mostrando que o envelhecimento não precisa ser um obstáculo, mas sim uma fase cheia de potencial”, aponta Cléa.

# DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA | O mapeamento mostra uma concentração significativa na região Sudeste: 177 influenciadores e 65,31%; seguida pelo Nordeste (52 influenciadores, 19,19% da amostra), Centro-Oeste (17 influenciadores, 6,27% da amostra), Sul (16 influenciadores e 5,90% da amostra) e Norte (sete influenciadores, 0,74% da amostra). “O maior número de influenciadores no Sudeste pode ser explicado pela densidade populacional e pelo desenvolvimento econômico da região – o que naturalmente atrai mais influenciadores e oportunidades. No entanto, é importante não negligenciar as outras regiões, que também apresentam influenciadores com grande potencial de engajamento”, aponta Cléa Klouri.

Estados como São Paulo (90 influenciadores) e Rio de Janeiro (63 influenciadores) lideram em número – o que reforça a tendência observada na distribuição regional. Bahia (30 influenciadores) e Minas Gerais (21 influenciadores) revelam uma distribuição razoavelmente equilibrada entre os principais centros urbanos.

“Entender a distribuição geográfica é importante para campanhas regionalizadas. As marcas podem adaptar suas estratégias para ressoar melhor com os públicos locais, utilizando influenciadores que conhecem e entendem as nuances culturais de suas regiões. Campanhas regionais podem ser mais eficazes ao abordar questões e interesses específicos de cada área, aumentando a relevância e o impacto das mensagens”, analisa Cléa.

O poder do franchising 4.0 para o futuro

O franchising 4.0 está revolucionando o setor de franquias, incorporando princípios que têm impulsionado o sucesso na China e no Vale do Silício. A velocidade na execução é uma característica fundamental, um verdadeiro mantra dessa nova era. No mundo das franquias, isso se traduz em lançar rapidamente novas iniciativas, testar conceitos no mercado e ajustar conforme necessário. Essa abordagem ágil permite que as franquias se adaptem rapidamente às mudanças nas preferências dos consumidores e às novas tendências de mercado, mantendo-se sempre um passo à frente da concorrência.

Experimentação
A experimentação rápida como a alma da inovação é outro pilar essencial do Franchising 4.0. No Vale do Silício, “testar hipóteses rapidamente” é uma prática comum. Aplicada ao franchising, isso significa testar novos modelos de negócios, estratégias de marketing e produtos em pequenas escalas antes de expandi-los. Essa metodologia ágil permite validar ideias rapidamente e ajustar estratégias com base em feedback real do mercado, minimizando riscos e maximizando oportunidades.

Solução
No Franchising 4.0, há uma obsessão pelo problema, não apenas pela solução. Isso implica uma pesquisa de mercado detalhada e um entendimento profundo das necessidades e desafios dos consumidores. Franquias que compreendem profundamente os problemas de seus clientes podem desenvolver soluções que realmente agreguem valor, garantindo sucesso a longo prazo. 

Eficiência
A inteligência artificial (IA) já é uma realidade presente no setor. Franquias que adotam IA para otimizar operações, personalizar experiências do cliente e tomar decisões baseadas em dados estão se destacando no mercado. Desde chatbots para atendimento ao cliente, algoritmos de recomendação, ferramentas para otimização logística, até redução do custo dos insumos, a IA está transformando a maneira como as franquias operam e interagem com seus clientes. 

Inclusão
A diversidade é vista como crucial para a criatividade e a resolução de problemas. Isso  significa construir equipes diversas e inclusivas que tragam uma ampla gama de perspectivas e experiências. Essa diversidade pode levar a soluções mais inovadoras e eficazes, além de criar um ambiente de trabalho mais dinâmico e produtivo. 

Cultura
A cultura organizacional é um diferencial competitivo, pois empresas inovadoras priorizam a construção de uma cultura forte tanto quanto a estratégia de negócios. Franquias com culturas fortes atraem e retêm os melhores talentos e fomentam um ambiente onde as ideias inovadoras prosperam. 

Crescimento
Pensar em escala global desde o início é uma mentalidade comum no Vale do Silício e também uma característica do Franchising 4.0, isso significa planejar a expansão internacional, considerando as nuances culturais e preferências locais dos mercados estrangeiros. 

Parcerias
A conexão entre universidades e a indústria é um dos pilares do sucesso no Vale do Silício e também no Franchising 4.0 com parcerias com instituições acadêmicas que podem trazer benefícios significativos, incluindo acesso a pesquisas de ponta, talentos emergentes e novas ideias aplicáveis ao negócio. 

Alavancagem
O capital abundante é uma característica marcante do Vale do Silício, com US$ 2 trilhões disponíveis para a Venture Capital. No mundo das franquias, isso se traduz em um ambiente onde há um fluxo constante de capital disponível para financiar expansão e inovação. Investidores estão cada vez mais interessados em franquias que demonstram potencial de crescimento escalável e um modelo de negócio comprovado.

Alto Impacto 
O foco no impacto é outra característica do Franchising 4.0, as melhores ideias são aquelas que resolvem múltiplos problemas simultaneamente. Franquias devem focar em criar soluções que tenham um impacto positivo tanto nos negócios quanto na sociedade. Iniciativas de sustentabilidade, responsabilidade social corporativa e práticas empresariais éticas são exemplos de como o franchising está moldando um futuro mais sustentável e inclusivo para o setor.

Evolução
O Franchising 4.0 representa uma evolução no setor de franquias, incorporando princípios de agilidade, inovação e foco no impacto. Ao adotar essas práticas, as franquias estão melhor posicionadas para enfrentar os desafios do mercado moderno e aproveitar as oportunidades emergentes, garantindo um futuro próspero e sustentável.

OwemPay: Fintech Brasileira Revoluciona o Mercado de Pagamentos Digitais

A OwemPay, uma fintech brasileira fundada em 2020, está rapidamente se estabelecendo como uma força inovadora no competitivo mercado de pagamentos digitais. Em menos de quatro anos, a empresa conquistou uma posição de destaque, oferecendo soluções financeiras acessíveis e eficientes para empresas de todos os portes.

Gilberto Junior Bastos, CEO e fundador da OwemPay, atribui o crescimento exponencial da empresa à sua capacidade de oferecer um sistema de pagamento online acessível e eficiente. “Estamos em constante expansão desde 2023 e, em 2024, estamos prestes a anunciar grandes novidades que impulsionarão ainda mais nossa posição no mercado”, afirma Bastos.

A empresa se destaca pela diversidade de opções de pagamento, incluindo transações via cartão de crédito, débito, PIX e links de pagamento. Além disso, a OwemPay oferece taxas competitivas, inferiores às cobradas por bancos tradicionais e outras empresas do setor.

Em 23 de agosto de 2024, a OwemPay inaugurará sua nova sede em Alphaville, São Paulo, marcando uma nova fase de crescimento. Romário Carnero, sócio-fundador, compartilha a visão ambiciosa da empresa: “Estamos comprometidos em tornar a acessibilidade financeira uma realidade para todos os brasileiros, fornecendo ferramentas essenciais para empreendedores, independentemente do nível de conhecimento financeiro”.

A fintech planeja expandir agressivamente, consolidando sua presença no mercado nacional e explorando oportunidades internacionais. Com o objetivo de se tornar líder de mercado até 2025, a OwemPay concentra-se em oferecer soluções de pagamento seguras e eficientes, implementando as melhores práticas do mercado para proteger os dados dos clientes.

ABRH-SP Lança Manifesto em Defesa da Diversidade, Equidade e Inclusão nas Empresas Brasileiras

A Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP) está tomando uma posição firme contra o retrocesso nas políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) nas organizações. Em um momento em que grandes corporações, especialmente nos Estados Unidos, estão reduzindo seus esforços nessa área, o Brasil busca se destacar como um exemplo global de compromisso contínuo com a DEI.

Em 21 de agosto, a ABRH-SP lançará o manifesto “Não ao retrocesso da pauta de diversidade!” durante um evento especial que reunirá executivos e CEOs de grandes empresas brasileiras. O objetivo é formalizar o compromisso do país com a causa e promover a troca de experiências para fortalecer a inclusão no ambiente corporativo.

Luiz Eduardo Drouet, Presidente da Diretoria Executiva da ABRH-SP, destaca a oportunidade do Brasil se tornar referência mundial: “Enquanto vemos um preocupante retrocesso em outros países, o Brasil tem a chance de mostrar que a DEI não é uma moda passageira, mas uma necessidade estratégica para o futuro das organizações”.

O manifesto, que será assinado por líderes de diversas organizações, reafirma a importância de não apenas preservar, mas ampliar os avanços na área de DEI. Drouet enfatiza que mais ações e investimentos são necessários, pois impulsionam a inovação, a competitividade e o desenvolvimento sustentável.

A ABRH-SP convoca todas as empresas e profissionais a se unirem a este movimento, visando solidificar o Brasil como líder global nesta pauta essencial. O evento promete ser um marco na luta pela diversidade e inclusão no ambiente corporativo brasileiro, contrastando com as tendências regressivas observadas em outros países.

Demanda por Crédito no Brasil Cai 18% no Primeiro Semestre de 2024

A Neurotech, empresa especializada em análise de dados, divulgou um relatório preocupante sobre a situação do crédito no Brasil. De acordo com o Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC), a busca por financiamentos no país registrou uma queda expressiva de 18% no primeiro semestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Natália Heimann, líder da Business Unit de Dados & Analytics para Crédito da Neurotech, destaca que esta tendência de queda não é recente. “A demanda por crédito opera em terreno negativo desde agosto de 2022, com raras exceções”, explica.

A análise setorial revela que o segmento financeiro teve o menor recuo em junho (-22%), seguido pelo varejo (-21%). Surpreendentemente, o setor de serviços apresentou um crescimento positivo de 30%. No acumulado do semestre, o varejo foi o mais afetado, com uma queda de 30%, enquanto bancos e financeiras recuaram 14%. O setor de serviços manteve-se resiliente, com um aumento de 18%.

No varejo, a categoria de supermercados foi a única a registrar crescimento (4%) no primeiro semestre, indicando uma priorização dos gastos básicos pelos consumidores. As lojas de departamento foram as mais impactadas, com uma queda impressionante de 61%.

Natália Heimann não vê perspectivas de melhora a curto prazo. “Para os próximos meses, não visualizamos uma reversão significativa deste cenário, até por conta da manutenção da Selic em patamar alto”, afirma.

Este cenário de retração na demanda por crédito reflete os desafios econômicos enfrentados pelos brasileiros, com renda comprometida e foco em gastos essenciais. A situação demanda atenção dos setores econômicos e pode indicar a necessidade de medidas para estimular o acesso ao crédito e impulsionar a economia.

Anúncios patrocinados: até quando vão encarecer?

Uma coisa que muitos profissionais de mídia paga estão notando nos últimos anos é o constante aumento do custo dos anúncios pagos, sejam eles Google Ads, Meta Ads, TikTok Ads, etc. Seguindo essa ideia, algumas dúvidas surgem quanto ao tema: quais os motivos do encarecimento dos anúncios e até quando eles vão continuar ficando mais caros?

Por mais que não seja um recurso orgânico e gratuito, investir nos anúncios pagos pode trazer retornos extremamente significativos para as empresas, uma vez que eles permitem um maior alcance das publicações desenvolvidas de forma que a marca atinja um público mais abrangente e, ao mesmo tempo, segmentado conforme a persona desenhada nos serviços ou produtos ofertados. E, por esse motivo, mesmo com o crescente aumento nos preços, os investimentos continuam.

O problema, contudo, é que houve uma percepção nítida do aumento dos preços da área nos últimos anos, desencadeado, principalmente, pela pandemia. Afinal, com a disseminação, a nível global, da Covid-19 em 2020 e 2021, vários estabelecimentos tiveram que fechar suas portas. Em resposta a esse forte impacto no mercado físico, vimos, consequentemente, um grande impulso na utilização da internet pela população, a qual passou a participar diariamente, da vida de muitas pessoas que, até antes, não tinham contato ou interesse no espaço virtual.

Dados da OMS, como prova disso, mostram que houve um aumento de 71% para 83% no número de domicílios com acesso à internet entre 2019 e 2020, o correspondente a cerca de 61,8 milhões de casas conectadas. Neste cenário, como as lojas físicas não conseguiriam voltar a funcionar em pouco tempo, a grande ideia que muitos empreendedores tiveram foi a de começar a venda por meio da internet, onde todas as pessoas acabaram frequentando por longos horários.

Além disso, durante o tempo de isolamento social, muitos profissionais ficaram desempregados e tiveram a necessidade de buscar algo para poder se manter financeiramente, o que também desencadeou um outro movimento de grande destaque neste período: os infoprodutos. Dentre um deles, a popularização do conteúdo da gestão de tráfego pago foi notável.

Tivemos, então, três bases para o evento que estamos analisando, sendo eles: os empregadores (de lojas que fecharam durante a pandemia), profissionais que tiveram seus trabalhos encerrados e, por último, a venda do conhecimento necessário para que as pessoas que se encontravam desempregadas iniciassem trabalhos simples na área – o que levou à uma superpopulação tanto de lojas online quanto de gestores de tráfego. O resultado? Várias lojas do mesmo segmento disputando, no sistema de leilão, as plataformas de anúncios pelas mesmas palavras-chave.

Em uma ideia paralela, como exemplo, quando se tem uma alta de demanda por um tipo de produto e o mercado apresenta uma falta de estoque, o que acontece? O preço aumenta. E foi isso o que aconteceu nos últimos anos. Houve a falta de público para todas essas lojas que não souberam nichar seus e-commerces.

Este movimento de preços crescentes foi fortemente acompanhado por todo o mercado ao redor do mundo, impactando, até mesmo, uma série de produtos alimentícios populares na mesa do brasileiro, como foi demonstrado em uma matéria pelo O Globo, “Em janeiro e fevereiro, custo da comida em casa subiu 2,95%, contra 1,25% do IPCA. El Niño afetou colheita. Feijão, arroz, batata e cenoura já têm alta superior a 10% em 2024”.

Relacionado à economia internacional, temos como exemplo os dados compartilhados na pesquisa “UK inflation rate: How quickly are prices rising?”, na qual foi constatado que, apesar de a inflação ter caído, significativamente, desde que atingiu 11,1% em outubro de 2022, que foi a taxa mais alta em 40 anos, isso não significa que os preços estão caindo – apenas que estão subindo menos rapidamente. Tudo isso indica que não só os preços de anúncios estão subindo; mas todo o custo está em uma curva crescente.

Nesse contexto geral, fica claro o motivo do aumento dos preços de campanhas pagas, sendo eles, de modo resumido: por conta do aumento geral dos preços de modo universal (até em países de primeiro mundo); pela superpopulação de anunciantes de mesmo nicho, sem pontos diferenciais; e pela desvalorização da moeda brasileira, que acaba por piorar a situação. Diante disso, a tendência dos preços de campanhas PCP e PPI (pagamento por clique e pagamento por impressão, respectivamente) é a de contínuo aumento de custos, ou, pelo menos, essa é a visão compartilhada por parte dos profissionais da área de tráfego pago com anos de experiência no mercado.

Como aplicar uma estratégia eficaz para divulgação de lojas virtuais, segundo especialista

Impulsionado pela expansão da conectividade digital e mudanças nos hábitos de consumo, o comércio eletrônico tem crescido exponencialmente. No ano passado, o setor global de e-commerce ultrapassou a marca de 4,9 trilhões de dólares em vendas. De acordo com a eMarketer, o e-commerce representará cerca de 23% de todas as vendas de varejo em 2024.

Uma estratégia de marketing digital bem planejada é essencial para que as lojas virtuais se destaquem nesse cenário competitivo. Desde a otimização de técnicas de SEO até parcerias com influenciadores e investimentos em publicidade paga, cada abordagem deve ser meticulosamente planejada e implementada para, além de atingir potenciais clientes, cativá-los.

Segundo Humberto de Mello, CEO da M.SEO, agência especializada em Marketing Digital, a capacidade de inovar e se adaptar rapidamente às necessidades do mercado e do público-alvo é fundamental para que os empreendedores digitais construam relacionamentos duradouros com seus clientes. “Para que uma loja virtual tenha sucesso, é necessário integrar táticas de marketing digital que além de aumentar a visibilidade, também convertam visitas em vendas reais”, explica.

Utilização estratégica das redes sociais

Com bilhões de usuários ativos diariamente, plataformas de redes sociais permitem que as marcas alcancem um público massivo com campanhas visualmente atraentes e altamente segmentadas. “A capacidade de criar campanhas atraentes e altamente segmentadas permite que as empresas atinjam uma audiência massiva e se conectem de maneira mais personalizada e relevante com seus consumidores-alvo”, salienta Mello.

Além disso, a natureza instantânea e interativa das redes facilita o feedback em tempo real e a construção de relacionamentos. O Instagram, por exemplo, é a plataforma ideal para compartilhar fotos e vídeos curtos que captam a atenção dos consumidores de maneira imediata. O Facebook, por sua vez, continua a ser a melhor opção para construção de comunidades, enquanto o TikTok oferece vídeos virais e um formato diferenciado para alcançar um público jovem e engajado.

Para maximizar o impacto, o conteúdo orgânico precisa ser relevante e dialogar com os interesses do público-alvo. “Publicar regularmente e utilizar os diversos recursos disponíveis nessas ferramentas são formas eficazes de manter a marca sempre presente na mente dos clientes. Por outro lado, as campanhas patrocinadas permitem segmentar anúncios com precisão, atingindo potenciais clientes com base em dados demográficos, comportamentais e de interesse”, recomenda o especialista.

A personalização como chave para o sucesso

Além das redes sociais, o e-mail marketing continua sendo uma das formas mais poderosas para conversão de leads, especialmente quando as mensagens são relevantes e elaboradas de forma individualizada. De acordo com dados da Campaign Monitor, a personalização do conteúdo pode aumentar as taxas de abertura de e-mails em até 26%.

Técnicas como automação de e-mails, que enviam mensagens específicas em situações estratégicas, como carrinhos abandonados ou aniversários, também são extremamente eficazes. “Uma campanha bem planejada deve segmentar a base de clientes e oferecer conteúdo adaptado aos interesses e comportamentos de compra”, sugere Mello.

Aumentando a credibilidade e o alcance

Parcerias com influenciadores também têm se mostrado valiosas para as lojas virtuais que buscam aumentar sua credibilidade e alcançar novos públicos segmentados. “Os consumidores tendem a confiar mais em recomendações feitas por pessoas que eles seguem e admiram, tornando os influenciadores um canal poderoso para a divulgação de produtos e serviços”, observa o especialista.

Ao trabalhar com influenciadores cuja audiência se alinha com a marca, é possível construir confiança e aumentar significativamente o engajamento. Para Humberto, essa abordagem não apenas aumenta a visibilidade da loja, como estabelece conexões duradouras que beneficiam ambas as partes, promovendo uma associação positiva na mente do consumidor. “Estabelecer um relacionamento genuíno com influenciadores fortalece a credibilidade da marca e amplia a mensagem de forma autêntica para os seguidores”, destaca. 

Alcançando resultados imediatos

Embora o tráfego orgânico seja importante para o engajamento, a publicidade paga continua sendo uma técnica indispensável para resultados imediatos. Plataformas como Google e Facebook Ads oferecem uma variedade de opções para a criação de anúncios direcionados, que podem ser ajustados em tempo real. “Essa modalidade é fundamental para alcançar novos clientes rapidamente e aumentar a visibilidade da loja em momentos chave, como lançamentos de produtos ou promoções sazonais”, explica Mello.

Para aplicar essas táticas de forma eficiente, é essencial começar com uma análise detalhada do público e do mercado. Entender as necessidades e comportamentos dos consumidores permite criar campanhas mais assertivas e direcionadas e identificar quais indicadores estão mais alinhados com os objetivos de negócio. “Essa análise contínua não só otimiza o desempenho de campanhas como permite uma adaptação ágil às preferências e demandas do cliente e do mercado”, destaca o CEO.

Para o especialista da M.SEO, monitorar constantemente os resultados e ajustar as táticas conforme necessário é o que destaca um negócio de sucesso no mercado. “A integração de diversas estratégias de marketing digital, aliada a uma análise contínua de dados, é o que diferencia as lojas virtuais bem-sucedidas daquelas que lutam para se destacar”, conclui.

Customer Centric: entenda como PMEs que investem em capacitação beneficiam o consumidor

Os empreendedores no país já são 30,1% da população de 18 a 64 anos, aproximadamente 42 milhões de pessoas, com crescimento de permanência no mercado, passando de 10,4% em 2022 para 11,9% em 2023 os negócios com mais de três anos e meio, o equivalente a 17 milhões de pessoas, segundo o relatório Empreendedorismo no Brasil 2023, do Monitor Global de Empreendedorismo (GEM, sigla em inglês). Conduzida pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a pesquisa também aponta uma maturidade na motivação, em que empreendedores por necessidade recuaram de 47,3% para 38,6%; para “ganhar a vida” de 82% para 74,1% enquanto “fazer a diferença no mundo”, ou empreender com propósito, alcançou pela primeira vez a melhor colocação no ranking desde a criação dessa série histórica, avançando de 75,2% para 76,5%. 

Incentivos no franchising

Considerando a potência do empreendedorismo no Brasil, especialistas do segmento de franquias destacam o papel das universidades corporativas como mantenedoras da longevidade e incentivadoras da qualificação nos negócios. Para Luiz Paulo Teixeira, vice-presidente da vertical de Educação da 300 Ecossistema de Alto Impacto, uma universidade corporativa garante a unicidade de conhecimento na rede com métodos de aprendizagem específicos, ele exemplifica o benefício das plataformas tecnológicas, onde é possível diminuir os custos, gerando acessibilidade, capilaridade e simultaneidade. “Investir em capacitação está diretamente conectado à perpetuidade do negócio e aos resultados na ponta. O que para alguns pode parecer caro hoje, se a educação corporativa não for implantada, poderá se tornar um peso econômico ainda maior no futuro, a rede perderá padronização e motivação, gerando contínuo e frequente microgerenciamento. Se considerarmos o inevitável turnover de funcionários na ponta do varejo, a ausência de estratégias de educação continuada que universidades corporativas oferecem, o negócio estará exposto a potencial insegurança e instabilidade”, explica.

Na mesma linha, Cristiano Corrêa, vice-presidente da vertical de Gestão, também da 300 Ecossistema de Alto Impacto, recomenda que os cursos direcionados aos franqueados ofereçam uma trilha de conhecimento que envolvam tanto as hard skills quanto as soft skills, além de entender o momento de cada empreendedor. “Uma rede bem treinada em todas as etapas, e que recebe continuamente conhecimento, deixa o franqueado mais seguro para realizar mudanças quando necessárias e para transbordar aos seus colaboradores uma possibilidade de crescimento cada vez maior. É preciso muito incentivo para que donos de marca tenham essa consciência, de que um acompanhamento próximo faz toda a diferença, além do investimento na profissionalização para que o negócio tenha equilíbrio e não sofra com altos e baixos”, avalia. 

Na prática, cursos e mentorias transcendem o profissional e fazem a diferença no âmbito pessoal 

Com quase dois anos em funcionamento, a UniMQ, universidade corporativa da Minha Quitandinha, startup de tecnologia em varejo que atua no modelo de franquia de minimercado autônomo, já capacitou um total de 171 pessoas que já passaram pelos cursos da instituição criada pela franquia. “Criamos a UniMQ a fim de tornar mais sustentáveis e rentáveis os negócios dos empreendedores ao alinhar metodologia e prática, uma iniciativa que funciona como um suporte desde antes da abertura da loja até a gestão do dia a dia, mantendo excelentes padrões de operações em nossas lojas”, afirma Douglas Pena, CRO da Minha Quitandinha. 

Atualmente, os cursos envolvem temas como vendas, varejo e experiência do consumidor em cinco módulos, a UniMQ adiciona periodicamente novos módulos e temas na plataforma, isso reflete na quantidade de pessoas realizando os cursos, que é sempre alta. “O aprendizado contínuo é de suma importância para alavancar o sucesso dos empresários que se juntam à rede de franqueados. Recentemente incluímos cursos de Excel, de comunicação escrita e verbal, gramática, finanças pessoais, gerenciamento de vida pessoal e profissional, ou seja, cursos que vão trazer conhecimento em outras áreas, inclusive no âmbito pessoal, e que ajudarão a torná-los não só empresários melhores, mas pessoas melhores”, revela o executivo.

Para mensurar os resultados, a franquia conta como um time de ‘Sucesso do Franqueado’, que é dividido por temas: finanças, vendas, visual merchandising, marketing, tecnologia e compras. “O trabalho diário desse time é monitorar o que os franqueados estão conseguindo utilizar a partir de todo o aprendizado e os materiais disponibilizados pela marca. Esse time também identifica o que pode virar curso ou mentoria, e essas memórias acontecem semanalmente, trazendo exemplos práticos de como aplicar tudo o que foi aprendido nos treinamentos”, explica.

Ainda, para oferecer capacitação certificada, a UniMQ hoje tem parceria com a  Pontifícia Universidade Católica, do Rio Grande do Sul (PUC-RS), para que os franqueados e colaboradores da Minha Quitandinha possam fazer cursos de pós-graduação e de especialização com desconto. “Estamos também trabalhando com outras universidades, com a ideia de trazer novas parcerias e novas possibilidades para todos”, adianta. 

Universidade em holdings gera aumento do ticket médio e trabalho com propósito em diversas marcas

Com o objetivo de promover o treinamento de franqueados e colaboradores, o Grupo Impettus, uma das maiores holdings de franquias de bares e restaurantes do Brasil, que detém as redes Espetto Carioca, Mané, Buteco Seu Rufino e Bendito, implantou a Universidade Impettus, no segundo semestre de 2023, para aumentar o senso de pertencimento dos mais de 2.000 colaboradores das unidades franqueadas. “Além da troca de conhecimento, todos se sentem parte da holding, pois a experiência presencial em nossa sede mostra a grandeza e a força de ser Impettus, por meio de um momento de trocas somado ao reforço dos nossos valores”, afirma Bruno Gorodicht, diretor de novos negócios do grupo. 

Com projeto piloto iniciado em 2021, foi observado o aumento de ticket médio em lojas que passavam pela experiência de treinamento. “Também foi identificado o encantamento do funcionário, que se aproximava da franqueadora e das demais unidades se entendendo como parte de um todo e vendo o seu trabalho com um propósito mais amplo. Isso foi percebido principalmente na área de atendimento”, revela Gorodicht.

Até o momento, já foram ministrados cursos de atendimento direcionado para vendas, planejamento estratégico e pessoal, manipulação de alimentos e gestão: finanças, tributos e governança. “Os cursos têm de uma hora e meia a três horas de duração e os participantes recebem uma certificação interna de participação. O monitoramento do resultado dos cursos é visto no dia a dia e, em casos, mais práticos, acompanhado com metas estabelecidas e acompanhadas pelos setores operacionais”, explica.

Existem também cursos que são destinados apenas ao público da franqueadora, como de finanças pessoais e técnicas de apresentação. “Vale ressaltar a importância das pessoas serem ouvidas nesses espaços criados, para que elas consigam não só aprender a trocar experiências, mas também a como se expressarem. O foco em pessoas e no crescimento pessoal foi o que fez o Grupo Impettus a desenvolver o projeto Universidade Impettus”, finaliza.

Perfumes e cosméticos estão entre os produtos mais comprados pela internet

Os perfumes e cosméticos são os itens com maior intenção de compra pela internet, conforme 54% dos consumidores ouvidos pelo estudo da NIQ Ebit, empresa especializada em e-commerce e pesquisas de mercado. Como principal motivo para a preferência, 44% alegam que chegam às lojas virtuais por influência das propagandas nas redes sociais, como Instagram e Facebook. 

No Brasil e no mundo, o e-commerce vem apresentando crescimento, a partir da mudança nos hábitos de compra dos consumidores. A informação foi divulgada pela pesquisa “E-commerce Trends 2025”, realizada pela Octadesk em parceria com o Opinion Box, que mostra que, dentre os 2.055 entrevistados, mais da metade realiza suas compras de cosméticos virtualmente, diminuindo a ida às lojas físicas.

Na lista dos produtos mais buscados estão as fragrâncias, os artigos de skincare e os itens para cuidados com os cabelos, como secadores e tinturas. As compras são feitas, em sua maioria, para consumo próprio, mas maquiagens e perfumes para presente também impactam as vendas.

É importante escolher os cosméticos certos 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta que, antes de realizar a compra de cosméticos, é preciso entender as características da pele e do corpo. Em relação à skincare, os itens devem ser escolhidos cuidadosamente para evitar possíveis irritações.

Dúvidas sobre qual protetor solar é o mais indicado ou como escolher um hidratante facial são comuns, e ambas as escolhas devem ser feitas levando em conta o tipo de pele de cada pessoa, que pode ser mista, oleosa ou seca.

Sobre os perfumes, a recomendação é buscar informações sobre a composição. As fragrâncias se dividem em famílias olfativas, sendo elas herbais, amadeiradas e ambaradas. Conhecê-las facilita a escolha.

A informação sobre os níveis de concentração também pode ajudar. Apenas os produtos que apresentam o percentual acima de 30% são considerados realmente perfumes. A aplicação deve ser feita nos pulsos e na nuca, e o produto não deve ficar em contato com calor e umidade.

A identificação do tipo cabelo também é importante para a escolha dos produtos. Para cabelos oleosos são indicados produtos leves e que não ressecam. Para cuidar dos fios secos, a orientação é priorizar aqueles com ação hidratantes e nutritiva, enquanto os mistos exigem equilíbrio do shampoo e do condicionador. Para ajudar na procura, uma dica é entender os rótulos e os ingredientes usados. 

Dados de segurança garantem proteção às compras

A pesquisa da NIQ Ebit  mostra que 88% dos clientes fazem compras on-line, pelo menos, uma vez por mês, é importante estar atento a informações burocráticas e de segurança.  Realizar pesquisas sobre a confiabilidade da loja virtual, as formas de pagamento, as descrições do produto e ter cuidado com fraudes e descontos muito altos são cuidados importantes para que os dados e a compra estejam protegidos, conforme orientações dos órgãos de defesa do consumidor.

Além desses pontos, os órgãos de defesa alertam sobre a importância de entender as políticas de devolução e de troca da empresa, os prazos de entrega e comparar preços, a fim de garantir o melhor negócio.

As compras internacionais exigem atenção especial dos consumidores. No ano passado, a Receita Federal criou o programa Remessa Conforme, que certifica empresas do e-commerce que seguem regras de importação. De acordo com o órgão, o consumidor que compra nesses sites garante vantagens, como a redução de imposto para compras com valor até US$ 50.

Ainda de acordo com o estudo, entre os consumidores brasileiros, 72% afirmam adquirir a maioria dos seus produtos em lojas do exterior, como ShopeeShein e Aliexpress. A preferência é justificada pela diversidade de itens, preços mais baixos e qualidade dos produtos.

Para assegurar a proteção dos consumidores, há uma legislação que também abrange o comércio digital. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece normas de preservação dos direitos do cliente e as responsabilidades dos vendedores. Já a Lei do E-commerce (nº 7.962/2013) dispõe sobre as transações feitas entre uma loja on-line e o seu comprador.