Levantamento produzido pela NielsenIQ mostra que 89,7% dos brasileiros pretendem fazer compras online no segundo trimestre de 2026. A parcela de brasileiros que compram por meios digitais se destaca à medida que avançam as dificuldades financeiras, com aumento de 7,8 p.p. na fatia de famílias que alegam estar em pior situação financeira em comparação com o 1º trimestre do ano.
Hoje, 33,9% dos lares entrevistados apontam piora na condição financeira, segundo o estudo. Outros 37,7%, contudo, dizem ter observado alguma melhora. De acordo com a NielsenIQ, a piora na percepção financeira pressiona a intenção de compra. “Entre os que não pretendem consumir, a maior parte se encontra em situação financeira pior do que no ano anterior. Apesar disso, a compra por meios online já é extremamente consolidada no Brasil, o que justifica a alta intenção de compra”, explicou Andrea Stoll, líder para e-commerce da NielsenIQ.
O pessimismo em relação à economia também é maior entre as pessoas que estão em situação financeira pior do que a anterior. Questionados sobre acreditar que a situação financeira estará melhor a partir de julho de 2026, 35,6% desse grupo disseram que a situação financeira tende a piorar. Na amostra total, contudo, 46,4% acreditam que estarão em situação melhor a partir do meio do ano.
Cestas
A cesta Cosméticos & Perfumaria teve o maior destaque no trimestre. De acordo com a pesquisa da NielsenIQ, 74,7% pretendem comprar algum item da cesta nos próximos meses. No mesmo período do ano passado, a porcentagem era de 53,7%.
Logo em seguida, vem a cesta de Saúde, com 68,7% de intenção de compra, também com alta expressiva em relação ao segundo trimestre de 2025 (48,5%). Em terceiro lugar aparece Casa e Decoração, com 68,3%, frente a 45,2% no ano passado.
Entre os consumidores que declararam comprar por ocasiões especiais (10,6%), 25,8% estavam inclinados a buscar por produtos da cesta de Cosméticos & Perfumaria para presentear as mães na data. Datas especiais também impactaram Eletrodomésticos (15,7%), Alimentos (13,9%), Bebidas não alcoólicas (12,5%), Moda e Acessórios (12,2%) e outras.
O Dia das Mães foi um importante impulsionador para Cosméticos & Perfumaria, influenciando 25,8% a buscarem produtos da cesta para presentear as mães na data. O impacto também foi relevante em cestas como Eletrodomésticos (15,7%), Alimentos (13,9%), Bebidas não alcoólicas (12,5%), Moda e Acessórios (12,2%) e outras.
Categorias
A principal categoria da cesta de Alimentos e Bebidas em intenção de compras online continua sendo a de Bebidas Alcoólicas. Em comparação com o segundo trimestre de 2025, a categoria passou de 41% para 43,2% em 2026. Na sequência, aparecem as bebidas não alcoólicas, que registraram crescimento ainda maior na intenção de compra: o índice, que era de 29,7% em 2025, saltou para 38,9% neste ano.
Dentre os produtos, vinhos e cerveja são os mais procurados neste trimestre, sendo a intenção de compra para 63,3% para vinhos e 62,4% para cervejas, no segundo trimestre de 2026.
Em Casa e Decoração, o principal avanço foi observado em itens de Cama, Mesa e Banho, com alta de 16,4 p.p. na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a maior intenção de compra dentro da cesta segue com Utilidades Domésticas, que alcançou 60,0% no segundo trimestre de 2026.
Na cesta de Cosméticos e Perfumaria, os produtos ligados ao cuidado com o cabelo são o principal destaque. No segundo trimestre de 2025, a intenção de compra desses itens era de 42,9%, chegando agora a 60% em 2026.
Já na cesta de Eletrodomésticos, ar-condicionado e aspiradores de pó são os produtos mais buscados do trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, ar-condicionado cresceu 6,7 p.p., enquanto aspiradores de pó avançaram 10,4 p.p.
Perfil
Dos respondentes que pretendem realizar compras online nos próximos meses, 60,5% são homens e 39,4%, mulheres. A maior parte (58,1%) está concentrada na região Sudeste. A faixa etária com mais compradores é a de 35 a 64 anos, que representa 65,7% dos respondentes. Por fim, 32,8% possuem renda familiar de 4 a 10 salários mínimos. Ao todo, a pesquisa contou com 1.550 entrevistados de todo o país.


