Início Site

Tendências para o marketing no varejo em 2026

O varejo está entrando em uma nova fase, na qual, além de adotar tecnologia, ele está reorganizando seu modelo de crescimento, colocando mídia, dados e experiência no centro da estratégia. Isso acontece em meio a um cenário em que a inteligência artificial e outras tecnologias se tornam parte do coração das operações dos varejistas, como apontam dados do estudo State of AI in Retail and Consumer Package Goods: 2026 Trends, da NVIDIA, que mostram que 58% das empresas já utilizam IA de forma ativa, enquanto outras 33% estão em fase de avaliação. Ao todo, 91% das companhias do setor já estão engajadas com IA, seja em uso ou análise, e 89% afirmam que a tecnologia contribui para o aumento da receita.

A discussão agora é muito mais sobre como escalar esse uso de forma integrada ao negócio e, em 2026, a competitividade estará diretamente ligada à capacidade dos varejistas de transformar dados em decisões, tecnologia em eficiência operacional e experiência em diferencial de marca.

Pensando nisso, o Felipe Malheiros, Gerente de Agências da Unlimitail, plataforma de Retail Media do Grupo Carrefour, listou cinco tendências que se destacam como estruturais para o presente e futuro do setor. Confira:

1. O fim da busca e o início do Agentic Commerce

O varejo começa a migrar da lógica da busca por palavras-chave para um modelo baseado em agentes de inteligência artificial, capazes de entender intenção, contexto e momento. Iniciativas anunciadas recentemente por Walmart e Google, por exemplo, apontam para um novo comportamento do consumidor: ao invés de procurar produtos, ele conversa com um assistente que planeja, cria o carrinho e executa a compra.

“Nesse cenário, a barra de busca perde protagonismo e a decisão passa a ser mediada por inteligência. Para marcas e varejistas, o impacto é direto: quem influencia o agente passa a influenciar a venda”, analisa o executivo.

2. Consolidação do Retail Media

Depois de anos de testes e pilotos, 2026 marca a virada definitiva do Retail Media como linha relevante de receita. O que antes era tratado como complementar passa a ser estruturado como unidade de negócio, com metas claras, integração com trade, mídia e CRM, e impacto direto na margem do varejo.

O discurso agora é mais consistente: Retail Media deixa de ser uma estratégia incremental e se torna essencial para financiar preço, experiência, inovação e rentabilidade. Para as marcas, é o canal mais próximo da decisão de compra, enquanto para o varejo é o elo entre audiência, dados e monetização em escala.

3. A loja como palco: o ponto físico vira meio de comunicação

A loja física não é mais somente um espaço de exposição de produtos e está se transformando em um ambiente de mídia totalmente expressivo, onde prateleiras, geladeiras, corredores e fachadas passam a funcionar como ativos de comunicação endereçáveis e mensuráveis.

“Diversos estudos mostram que telas digitais no ponto de venda geram incrementos reais de vendas, ao mesmo tempo em que criam margens significativamente superiores às do varejo tradicional. Para a Unlimitail, o Retail Media in-store representa uma evolução natural da loja física, combinando performance para marcas, aumento de margem para o varejo e mais beleza e fluidez para a experiência do consumidor”, comenta Malheiros.

4. Inteligência em escala, com menos discurso e mais execução

A inteligência artificial saiu de um lugar de experimentação e passou a ser infraestrutura. O foco agora, portanto, está na implementação em larga escala para previsão de demanda, gestão de estoque, precificação dinâmica e personalização real.

O objetivo é reduzir a fricção entre o que o consumidor quer e o que o varejo consegue entregar, no momento certo e no canal certo. Aqui, dados deixam de ser relatório e viram motores de decisão, eficiência operacional e rentabilidade.

5. Do cliente ao membro: varejo como ecossistema de valor

A relação puramente transacional está ficando obsoleta. O varejo mais avançado caminha para modelos baseados em membresia, recorrência e lifetime value, em que produtos, serviços, dados e mídia operam de forma integrada.

“Um exemplo dessa lógica é o Sam’s Club, rede que já nasce com mentalidade de membro e vem evoluindo para um modelo de cadeia de valor completa. A proposta vai além da compra pontual e envolve curadoria, benefícios exclusivos, serviços e uma experiência de loja pensada para quem faz parte do ecossistema”, conta Felipe.

Nesse contexto, o Retail Media, além de um canal de monetização, passa a integrar a própria experiência do membro, conectando marcas a audiências qualificadas em momentos reais de decisão, sem romper a jornada. O foco deixa de ser vender mais vezes e passa a ser gerar mais valor ao longo do tempo.

O que isso representa para o varejo

Há uma mudança estrutural, na qual o varejo se torna menos linear, menos transacional e muito mais inteligente, midiático e conectado ao momento. O Retail Media, especialmente dentro da loja física, se consolida como um dos principais pilares de crescimento do setor, tanto como fonte de receita adicional quanto como ferramenta para ampliar a margem do varejo, entregar performance real para marcas, financiar melhores experiências e transformar a loja em um espaço mais vivo, relevante e atrativo.

“O futuro do varejo não é somente sobre vender mais. É sobre conectar melhor, monetizar melhor e criar experiências mais relevantes”, finaliza Felipe Malheiros.

Shopee registra crescimento de 70% em vendas de ovos de chocolate

A Shopee registrou um aumento de 54% nas vendas de produtos na categoria que abrange itens relacionados à Páscoa em 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os “ovos de Páscoa” foram os protagonistas e cresceram 70% nas vendas frente a 2025.

O desempenho reforça a importância da data para os consumidores brasileiros, já que o termo “chocolate” foi buscado mais de um milhão de vezes, ficando no topo das pesquisas dos itens de Páscoa. Outros termos que se destacaram nas buscas foram “ovo de Páscoa” com 30% dos resultados e “barra de chocolate” com 7%, enquanto “doce de leite” e “caixa de bombom” apareceram na sequência, indicando uma variedade de interesses para o feriado, seja para consumo próprio, para presentear ou até mesmo como item para produções caseiras.

Em termos de comportamento do consumidor, um dado interessante é que o “ovo de Páscoa” subiu uma posição em comparação com o ano anterior entre os mais vendidos, indo da terceira para a segunda posição, ficando atrás apenas de “chocolate”.

1º de abril: 5 promessas do e-commerce que ainda falham na experiência do cliente

Para marcar o Dia da Mentira (1º de abril), a Zenvia, empresa de tecnologia focada em soluções de Inteligência Artificial (IA) para a experiência do cliente (CX), lista cinco promessas comuns no relacionamento entre marcas e consumidores que, embora desejáveis, ainda não se sustentam na operação da maioria das empresas.

Frases recorrentes como “resolução em minutos” ou “você é nossa prioridade número 1” refletem um ideal de experiência que nem sempre acompanha a complexidade das jornadas digitais. Segundo Gilsinei Hansen, VP de Negócios, Marketing e Tecnologia da Zenvia, o desafio não está na promessa, mas na capacidade de executá-la em escala.

“Prometer rapidez e personalização é fácil. Difícil é sustentar a promessa em escala. Quando a empresa não integra dados e canais, a experiência quebra — e o cliente percebe na hora. IA resolve esse problema quando conecta a jornada inteira, não só o atendimento”, afirma.

1- “Seu atendimento será resolvido em menos de 2 minutos”

Mesmo com a promessa de agilidade, o consumidor ainda enfrenta filas e transferências. Dados do Reclame Aqui indicam que 40% das queixas no Brasil envolvem demora. Em canais como o WhatsApp, onde as taxas de abertura passam de 90%, a expectativa por respostas rápidas e contextualizadas é ainda maior. Com inteligência artificial, é possível direcionar o cliente para a solução certa mais rápido e reduzir o tempo de resposta. O ganho é maior quando a IA considera o histórico e o contexto de toda a jornada, e não apenas o contato isolado.

2- “Estamos aqui 24 horas por dia para você”

Disponibilidade 24/7 já é o mínimo esperado pelo cliente, mas muitas operações ainda param fora do horário comercial. Segundo a Anatel, 25% das ligações ocorrem à noite ou aos fins de semana, com menor efetividade. O uso de automação permite manter a jornada ativa 24/7, acionando agentes humanos apenas quando necessário.

3- “Vamos resolver seu problema na primeira conversa”

A resolução no primeiro contato ainda é um desafio quando dados e histórico não estão centralizados. O consumidor precisa repetir informações, aumentando a fricção. Levantamento do Ministério Público de Minas Gerais e da FIPE revela que, em média, o brasileiro faz quatro tentativas até conseguir falar com uma empresa. Quando as informações do cliente estão unificadas, fica mais viável resolver a demanda na primeira interação e evitar retrabalho.

4- “Nossa equipe está 100% preparada para te ajudar”

Desalinhamentos internos e alto volume de demandas costumam gerar respostas inconsistentes. Uma pesquisa da Proteste aponta que 28% dos brasileiros já relataram erros humanos no SAC. O uso de IA com acesso a bases de conhecimento ajuda a padronizar respostas e dar mais suporte aos times, reduzindo falhas e aumentando a qualidade.

5- “Você é nossa prioridade número 1”

Colocar o cliente no centro da operação ainda é mais discurso do que prática em muitas empresas. Com acesso ao histórico e ao comportamento do cliente ao longo da jornada, as empresas conseguem personalizar interações e tornar a comunicação mais relevante — seja na oferta, no atendimento ou no pós-venda.

Neymar Jr. quebra recordes no TikTok Shop e NJR Eyewear fatura R$200 mil em live

Reconhecido mundialmente por sua trajetória no futebol e por influenciar tendências dentro e fora de campo, Neymar Jr. provou que seu poder de conversão também é grande no ambiente digital. Na última semana, dia 25 de março, o atleta estreou oficialmente em lives no TikTok Shop Brasil com a NJR Eyewear, marca desenvolvida pela Aura e NR Sports. O resultado foi histórico: a live atingiu o Nº 1 da categoria de moda no país e registrou o maior ticket médio de vendas já visto em transmissões do setor no Brasil.

Realizada no perfil @neymarjrsiteoriginal, conta operacionalizada pela equipe da NR Sports, a estratégia marcou o Mês do Consumidor da marca e em menos de uma hora de transmissão faturou R$135 mil, aproximando-se do recorde absoluto de faturamento em 60 minutos para o segmento de moda na plataforma. Ao final da ação, o faturamento total ultrapassou os R$200 mil.

Os resultados da live posicionam a NJR Eyewear como pioneira ao explorar o potencial do social commerce no Brasil. Durante a transmissão, Neymar Jr. interagiu com o público e apresentou modelos das linhas Origins, Icons e Legends. O resultado foi:

● + 10,7 milhões de impressões totais;

● + 1 milhão de curtidas na transmissão;

● Recorde de Ticket Médio: A live com o maior valor médio de venda por pedido na categoria de moda no Brasil.

“A exposição do Neymar Jr. exige um nível absoluto de excelência. Cada detalhe foi pensado para aproximá-lo do público em uma experiência real dele com os modelos preferidos da coleção, isso ajuda a aumentar o desejo dos fãs dele pela marca”, afirma Fábio Villas, CEO da Aura.

“Os números da live mostram que o público brasileiro está pronto para consumir produtos de alto valor agregado através do entretenimento ao vivo, desde que fique evidente a qualidade e tenhamos também o endosso de uma figura pública conhecida”, complementa Renato Mendes, CFO da Aura.

Anunciada em fevereiro, a NJR Eyewear é fruto de dois anos de desenvolvimento envolvendo profissionais de tecnologia, óptica e marketing. Atualmente operando exclusivamente no e-commerce, a marca já projeta expansão para o varejo físico e o lançamento de novas linhas, incluindo óculos de grau e modelos esportivos de alta performance.

“Existe um plano de legado muito claro por trás da marca. A evolução do negócio deve acompanhar o alcance global da marca Neymar Jr. Sabemos que ele é um ícone esportivo, mas também um símbolo cultural e empreendedor. A NJR Eyewear é a materialização dessa visão”, destaca Marcio Spinelli, Co-Ceo da Aura.

Consumo emocional, mas com decisões mais conscientes: as lições da Páscoa para as empresas

Nos últimos anos, fatores como a inflação, a incerteza econômica e um ambiente digital cada vez mais saturado de estímulos tornaram os consumidores mais atentos ao valor das compras. Ainda assim, datas simbólicas, como Páscoa, Dia das Mães ou Dia dos Namorados, continuam ocupando um lugar importante no calendário de consumo.

Esse cenário cria um aparente paradoxo: ao mesmo tempo em que as pessoas estão mais cautelosas com o orçamento, elas mantêm tradições que carregam significado emocional. O resultado é um consumo que continua sendo movido por sentimentos, mas que acontece de forma mais seletiva, consciente e intencional. 

A Páscoa de 2025 mostra bem esse movimento, e os times de vendas precisam estar alinhados com isso para desenhar suas estratégias.

O preço dos ovos de chocolate registrou alta de 9,52% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), acumulando um aumento de 43% nos últimos três anos. Parte dessa pressão vem do aumento global do preço do cacau e força as marcas a buscarem novas estratégias para manter produtos acessíveis e saber vendê-los.

Mesmo assim, o consumo não deixa de existir, se transforma. Segundo o levantamento Hábitos do Consumidor da Elo, os gastos no período da Páscoa cresceram 10% em 2025 em comparação com 2024. O potencial da data movimenta os fabricantes a oferecer diversidade de opções. A  pesquisa Top Chocolate Trends 2025 mostra que o consumo continua fortemente conectado à experiência: 74% afirmam querer experimentar novidades e experiências mais empolgantes com produtos de chocolate, reforçando a busca por experiências sensoriais e memoráveis. E, segundo projeções da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), a Páscoa deste ano no Brasil terá 15% de crescimento no número de itens oferecidos pelas empresas. 

Mais empresas, mais criatividade

Ao invés de aumentar o volume de produtos adquiridos, a tendência é os consumidores priorizarem escolhas com mais significado, seja pela qualidade, pela personalização ou pela experiência associada à compra. Segundo dados da Nuvemshop, plataforma de e-commerce líder na América Latina, as pequenas e médias empresas que investiram na Páscoa 2025 registraram crescimento de 30% no faturamento, alcançando R$ 3,9 milhões em vendas.

Parte desse crescimento está ligado à criatividade dessas empresas. Muitas apostam em produtos personalizados, embalagens especiais ou narrativas associadas a temas como família, celebração e momentos compartilhados. Para as equipes de vendas, a Páscoa deixa de ser apenas uma competição por escala e passa a ser uma oportunidade de oferecer experiências com valor emocional.

O papel dos times de vendas

Cada vez mais, os times de vendas conseguem conhecer melhor as preferências, os hábitos e até os momentos importantes de seus consumidores. Esse conhecimento permite criar ofertas mais relevantes, seja sugerindo os produtos específicos, personalizando experiências ou estabelecendo uma comunicação mais próxima.

As ferramentas de CRM ajudam a estruturar esse relacionamento de forma mais consistente. Ao organizar informações sobre o histórico de compras, interações e preferências, as empresas conseguem acompanhar melhor a jornada do cliente, identificar oportunidades e manter um diálogo contínuo ao longo do tempo.

Essa capacidade de entender o consumidor de forma mais profunda é especialmente valiosa em datas sazonais, quando o componente emocional da compra se torna mais relevante.

Essa integração entre a estrutura baseada em CRM e a intuição liderada por vendas cria um poderoso ciclo de feedback. Ao padronizar o acompanhamento de hábitos e preferências, o CRM capacita as equipes de vendas a traduzir dados complexos em soluções intuitivas e guiadas pela empatia. Consequentemente, quando o peso emocional das datas sazonais altera o comportamento do consumidor, a organização posiciona-se de forma única para entregar experiências que são, ao mesmo tempo, estrategicamente sólidas e emocionalmente ressonantes.

Por André Prezoto, Sales Team Lead da Pipedrive

Novo selo digital do Inmetro fortalece segurança do consumidor e combate a falsificações

Termina nesta terça-feira (31) o prazo para circulação de produtos com selos antigos do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) no mercado brasileiro. A medida marca o início de uma nova etapa com recursos digitais de segurança, que ampliam a rastreabilidade e fortalecem o combate a fraudes e falsificações, possibilitando a verificação direta pelo consumidor. Inicialmente, a obrigatoriedade do selo digital se aplica a produtos de alto impacto na segurança da população, como extintores de incêndio, capacetes e cilindros de GNV.

A mudança faz parte da transição para o novo modelo de certificação, que incorpora QR Codes e permite a validação da autenticidade dos produtos pelo aplicativo “Inmetro na Palma da Mão”, fortalecendo a segurança e confiança do consumidor ao adquirir esses produtos. A iniciativa já registra forte adesão, com mais de 55 mil leituras realizadas por consumidores em todo o país.

Desde o início do projeto, em maio de 2025, mais de 25 milhões de novos selos já foram entregues, com mais de 3.800 pedidos realizados por fabricantes e 1.800 empresas cadastradas no sistema.

Com o encerramento do prazo, fabricantes e comerciantes entram agora em período final de adequação, até 31 de junho, quando os selos antigos deixarão definitivamente de ser aceitos e apenas os novos, com verificação digital, poderão circular regularmente no país.

Inmetro na Palma da Mão

O aplicativo “Inmetro na Palma da Mão” permite ao consumidor verificar a autenticidade dos produtos ao apontar a câmera do celular para o QR Code presente no selo. A ferramenta também oferece acesso a informações detalhadas sobre a certificação, além de suporte por meio de assistente virtual, integrada ao WhatsApp.

A nova tecnologia inclui ainda a integração de dados gerados pelas leituras realizadas pelos usuários. Essas informações alimentam uma base nacional que permite ao Inmetro identificar padrões de uso irregular, mapear tentativas de fraude e direcionar ações de fiscalização com maior precisão.

A partir de abril, o Instituto inicia uma nova fase de implementação do projeto, com a ampliação do uso dos selos digitais para produtos como lâmpadas, fios e cabos, peças automotivas, colchões, isqueiros e panelas de pressão.

Crescimento dos galpões logísticos no Brasil acelera demanda por eficiência operacional

O avanço do comércio eletrônico e a reconfiguração das cadeias de suprimentos têm impulsionado uma transformação significativa na infraestrutura logística brasileira. Nos últimos anos, o país registrou um crescimento consistente no número de galpões logísticos, refletindo a necessidade das empresas de ampliar sua capacidade de armazenagem e distribuição para atender a um consumidor cada vez mais exigente.

De acordo com dados da Newmark, o estoque de condomínios logísticos de alto padrão no Brasil ultrapassou 30 milhões de metros quadrados apenas em 2024, com destaque para regiões como Sudeste e Nordeste.

Já em 2025, o mercado registrou aproximadamente 4,8 milhões de m² de área locada, com absorção líquida próxima de 3,6 milhões de m², segundo a Colliers, demonstrando a força da demanda por espaços logísticos no país. Esse nível de vacância indica um mercado favorável aos proprietários, com oferta limitada de ativos logísticos modernos em localizações estratégicas.

Esse movimento, porém, está diretamente ligado à expansão do e-commerce. Conforme a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor segue em crescimento e exige estruturas logísticas mais robustas, capazes de garantir agilidade na separação, processamento e envio de pedidos. O estudo E-Consumidor 2026, realizado pela Nuvemshop em parceria com a Opinion Box, aponta que o segmento deve faturar cerca de R$ 260 bilhões neste ano.

Com mais espaço disponível, surge também um novo desafio: tornar essas operações mais eficientes. A simples ampliação física já não é suficiente para garantir competitividade. Empresas precisam investir em organização de estoque, automação e, principalmente, em soluções que aumentem a produtividade na movimentação interna de cargas.

“Estamos vendo uma mudança importante no papel dos galpões logísticos. Eles deixaram de ser só espaços de armazenagem e passaram a funcionar como centros estratégicos de distribuição, onde eficiência operacional é determinante para o desempenho do negócio. Com isso, a movimentação de cargas ganha protagonismo, pois impacta diretamente o tempo de processamento dos pedidos e a capacidade de atendimento das empresas”, afirma Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras.

A crescente demanda por eficiência tem impulsionado também a modernização dos equipamentos utilizados dentro desses espaços. Empilhadeiras mais tecnológicas, sistemas integrados e soluções voltadas à otimização de fluxo tornam-se aliados importantes para lidar com volumes maiores e prazos mais curtos. Além disso, a busca por redução de custos operacionais e maior previsibilidade reforça a importância de uma gestão mais estratégica da frota e da operação logística como um todo.

“A tendência é que o crescimento dos galpões logísticos continue nos próximos anos, acompanhado por um aumento na adoção de tecnologia e inteligência operacional. Vivemos, hoje, um cenário de alta competitividade, e empresas que conseguirem integrar infraestrutura, processos e gestão eficiente de movimentação de cargas terão mais capacidade de atender às demandas do mercado e se destacar em um ambiente cada vez mais dinâmico”, destaca Mello.

Estratégia orientada à experiência: o novo modelo competitivo do varejo digital

O e-commerce está sob um cenário de competição intensa, maior maturidade digital e consumidores cada vez mais criteriosos. Com o crescimento contínuo das compras online e a consolidação de novos hábitos de consumo, o foco das empresas deixou de ser apenas a expansão de vendas e passou a incluir eficiência operacional, experiência consistente e relacionamento de longo prazo com o cliente. Nesse contexto, tecnologia, logística e atendimento deixam de atuar de forma isolada e passam a ser pilares estratégicos da proposta de valor.

A evolução do setor evidencia que vencer no ambiente digital exige decisões mais precisas sobre preço, entrega, personalização e pós-venda. Entender o comportamento do consumidor, estruturar operações logísticas eficientes e integrar canais tornou-se essencial para a conversão, fidelização e crescimento sustentável. A seguir, alguns dos principais fatores que têm moldado a dinâmica do e-commerce e a relação das marcas com seus clientes.

  1. Preferências e comportamento do consumidor:

O consumidor online brasileiro se torna cada vez mais sensível a preço e custo de frete: de acordo com a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada pelas empresas Tray, Bling, Octadesk e Vindi, (unidades da LWSA), 48% dos entrevistados relataram desistência de compra devido a frete caro. Por outro lado, 53% disseram estar dispostos a esperar mais se o frete for gratuito. Isso demonstra que, em 2026, oferecer frete competitivo e clareza nas condições é requisito básico para conversão de clientes.

  1. Entrega rápida e logística como diferencial:

A pressão pela velocidade de entrega se intensifica: segundo levantamento Future Shopper da VML, 57% dos brasileiros esperam entrega em até 24 horas, sendo um indicador claro de urgência e expectativa por eficiência. Além disso, os dados mais recentes mostram o crescimento do volume de pedidos no país: o e-commerce movimentou R$ 100,5 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025, com forte expansão da base de compradores. Para 2026, quem garantir frete ágil, rastreamento em tempo real e prazos confiáveis ganha vantagem competitiva.

  1. Personalização, tecnologia e canais integrados:

A expansão do e-commerce atrai consumidores mais diversos, com diferentes perfis e expectativas, o que torna a personalização um diferencial importante. A digitalização ampliada e o crescimento das vendas por dispositivos móveis reforçam a necessidade de integração entre canais: sites, apps, marketplaces e redes sociais. Com isso, acredito que a omnicanalidade e a experiência fluida entre esses pontos serão essenciais para aumentar a conversão e a fidelização dos clientes.

  1. Pós-venda, clareza e confiança como parte da proposta de valor:

A logística e o serviço pós-venda deixam de ser custos operacionais e reafirmam-se como pilares da experiência do cliente. Lojas que oferecem rastreamento transparente, política de devolução clara e entrega confiável estarão mais propensas a conquistar confiança e fidelização — especialmente em um contexto de consumidores mais cautelosos e exigentes.

Portanto, o futuro do e-commerce não será definido apenas por preço ou descontos, mas por quem consegue entregar relevância, conveniência e consistência em cada ponto da jornada do cliente. A combinação de logística eficiente, comunicação transparente, tecnologia e integração entre canais define quem estará à frente. Para marcas que entenderem e responderem a essas demandas, 2026 oferecerá oportunidades expressivas de crescimento e fidelização.

*Isadora Vecchi é diretora de Desenvolvimento de Novos Negócios, Marketing e CX, da Loggi

Hiperpersonalização dos ataques digitais: quando a IA transforma risco em escala

A ascensão da inteligência artificial, combinada ao uso intensivo de dados, inaugurou uma nova geração de ataques digitais: hiperpersonalizados, contextuais e cada vez mais difíceis de detectar. Não se trata mais de ameaças massificadas, campanhas genéricas ou tentativas aleatórias. Os ataques agora são mais precisos, conhecem o comportamento do usuário, simulam padrões legítimos e exploram, em tempo real, fragilidades específicas de cada jornada. Esse movimento redefine o próprio conceito de risco no sistema financeiro.

Se antes a preocupação estava concentrada na proteção de perímetro e em regras estáticas, hoje o desafio passa a ser acompanhar uma dinâmica em que o ataque aprende, se adapta e evolui continuamente. A fraude já não é mais um evento isolado: ela passou a fazer parte de um ecossistema organizado, com uso sofisticado de IA, automação e engenharia social.

Levantamento do Gartner reforça a dimensão desse cenário: nos últimos 12 meses, 62% das organizações sofreram ataques com deepfake envolvendo engenharia social ou exploração de processos automatizados, enquanto 32% enfrentaram ataques a aplicações de IA baseados na exploração de prompts.

Na prática, isso significa que a defesa tradicional já não é suficiente. Modelos baseados apenas em regras, listas de bloqueio ou análises retrospectivas não conseguem acompanhar a velocidade e a complexidade desse novo cenário. Quando a fraude é detectada, muitas vezes, o dano já aconteceu.

A resposta precisa mudar de lógica. O combate à fraude passa a exigir inteligência contextual, capacidade de análise em tempo real e integração ao longo de toda a jornada financeira, do onboarding à transação. É nesse ponto que a inteligência artificial passa a ser um elemento central de defesa, e não somente uma ferramenta de eficiência.

Mas não qualquer IA. O que ganha relevância agora são modelos capazes de interpretar contexto, correlacionar sinais e agir em microssegundos. Sistemas que não apenas detectam anomalias, mas compreendem comportamento, combinando dados de dispositivo, padrões transacionais, identidade digital e sinais de rede para tomar decisões dinâmicas.

Esse avanço traz um novo paradigma: a segurança deixa de ser reativa e passa a ser adaptativa. Na prática, vemos três movimentos importantes nesse novo cenário.

O primeiro é o fortalecimento de camadas biométricas e de prova de vida, que evoluem para identificar manipulações sintéticas, deepfakes e tentativas de fraude baseadas em IA. Não basta reconhecer uma face ou um documento, é preciso validar a integridade do canal e a autenticidade da interação.

O segundo é a consolidação de arquiteturas de identidade inteligente, baseadas em princípios de zero trust. A identidade passa a ser um conjunto dinâmico de atributos, monitorado continuamente ao longo da jornada. Cada interação passa a ser validada com base em risco, contexto e comportamento.

O terceiro é a integração entre áreas que historicamente operavam de forma isolada. Segurança, prevenção à fraude, TI e experiência do cliente passam a atuar de forma coordenada. A fragmentação, muitas vezes causada por uma combinação de sistemas desconectados, não só aumenta a complexidade operacional, como amplia superfícies de risco.

É nesse ponto que a arquitetura tecnológica passa a ter um papel crítico. Ambientes fragmentados, construídos como verdadeiros “frankensteins” de soluções, dificultam a correlação de dados e atrasam a resposta a incidentes. Já arquiteturas integradas permitem orquestrar informações em tempo real, reduzir latência e tomar decisões mais precisas.

Essa mudança também impacta a forma como medimos eficiência em segurança. Indicadores tradicionais, como número de fraudes detectadas, passam a dividir espaço com métricas mais sofisticadas: tempo médio de detecção, tempo de resposta, redução de falsos positivos e impacto na experiência do cliente. O objetivo não é apenas bloquear fraude, mas fazer isso sem fricção desnecessária.

O desafio, portanto, não é apenas tecnológico, é estrutural.

A hiperpersonalização dos ataques exige uma resposta igualmente sofisticada, baseada em dados, integração e capacidade de adaptação contínua. Segurança passa a ser uma disciplina transversal, que sustenta a confiança no sistema financeiro, deixando de ser um componente isolado.

No fim, a equação é clara: quanto mais inteligente o ataque, mais inteligente precisa ser a defesa. E essa inteligência não está apenas na tecnologia, mas na capacidade das instituições de repensar suas arquiteturas, seus processos e sua forma de operar em um ambiente onde o risco evolui na mesma velocidade da inovação.

*Jorge Iglesias é CEO da Topaz, empresa do Grupo Stefanini especializada em soluções financeiras digitais.

“Simples como um só”: Grupo Carrefour Brasil reforça seu ecossistema e apresenta novo conceito de marca

Há 50 anos, o Grupo Carrefour Brasil caminha ao lado dos brasileiros. O que começou com um primeiro hipermercado em 1975 transformou-se em algo maior: um ecossistema completo que conecta Atacadão, Carrefour, Sam’s Club, Banco Carrefour e Carrefour Property. Para fortalecer essa trajetória, o Grupo apresenta ‘Simples como um só’, seu novo conceito de marca, que propõe uma nova forma de enxergar a atuação integrada de suas marcas. O vídeo está disponível em Link

Criada pela Cappuccino, a iniciativa acaba de estrear nas redes sociais do Grupo e em projetos especiais com veículos de mídia. O lançamento é acompanhado por um vídeo em formato POV (point of view), que traduz, de forma dinâmica e próxima, a jornada real de milhões de brasileiros, transformando necessidades pontuais em uma experiência de consumo integrada, humana e, acima de tudo, simples.

O conceito traduz o papel do Grupo como um facilitador de uma rotina que já é múltipla, mas que exige cada vez mais fluidez. Para Danilo Vicente, diretor de Marketing Institucional e Comunicação Externa do Grupo Carrefour Brasil, o movimento é uma resposta direta à nova realidade do mercado. “O consumidor mudou e sua jornada está cada vez mais dinâmica, por isso um ecossistema faz tanto sentido em um país tão diverso. Nosso papel é justamente simplificar essa rotina, tornando visível uma conexão que já acontece na prática: somos ‘como um só’, somos um conjunto de soluções integradas que, do crédito ao abastecimento, com o varejo alimentar como pilar, trabalham juntas para que a vida dos brasileiros flua de forma mais simples, próxima e funcional”, comenta.

“E a simplicidade está no dia a dia de uma operação do tamanho do maior varejista do país. Ser simples é praticamente uma obrigação para bem atender os cerca de 60 milhões de clientes mensais”, complementa Danilo.

Ecossistema na prática

Essa visão de ecossistema se materializa na rotina dos brasileiros, que hoje trocaram o consumo linear em favor de uma jornada muito mais dinâmica. Ao longo de uma única semana, por exemplo, o mesmo consumidor pode alternar entre diferentes formatos buscando da economia extrema à conveniência imediata.

Para responder a essa complexidade, o Grupo Carrefour Brasil conecta suas frentes de atuação de forma complementar: enquanto o Atacadão garante o abastecimento em escala com foco em preço, o Carrefour oferece capilaridade e variedade em múltiplos formatos de loja. A experiência se completa com a curadoria exclusiva do Sam’s Club e é viabilizada pelas soluções financeiras do Banco Carrefour, que atuam como o motor que amplia o acesso ao consumo em todas essas etapas.

Além dessas frentes, o Grupo também conta com uma área dedicada à gestão de seus ativos imobiliários, o Carrefour Property, que apoia a expansão e qualificação da experiência física, contribuindo para o desenvolvimento do ecossistema como um todo.

Ficha técnica


Agência: Cappuccino
CCO: Vitor Elman
Diretor de Criação: Diego Torres
ACD: Rodrigo Mahs
Diretor de Arte: Ramon Afonso
Redator: Pedro Reinert
Gerente de Atendimento: Ana Luiza Marinho
Supervisora de Atendimento: Camila Michelato
Gerente de Produção: Paula Mazini


Produtora: Noize
Creative Director: Rafael Rocha
COO: Leandro Pinheiro
CEO: Pablo Rocha
Sales Director: Thiago Guedes Hackradt
Director of Project Management: Diego Paz
Account and Project Manager: Gabriela Fittipaldi
Executive Producer and Head of Production: Marina Fortes
Production: Pedro Lobo e Júlia Oliveira
Head of Post Production: Ana Dolfini
Edit: Gabriela Tiemi Miyahara
Colorist: Leandro Wada
Motion Designer: Renato Jardim
Head of Art Direction: Gilberto Kurtz
Art Direction: William Oliveira
VFX: Fábio Nogueira
Director: Rafa Visen


AUDIO
Audio Producer: Tiago Abrahão
Voice Over Artist: Mayara Millane
Libras: Paloma Bueno