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Marketing de afiliados se firma como canal estratégico e deixa de ser coadjuvante nas marcas, aponta estudo

Antes visto como uma frente secundária, o marketing de afiliados está se consolidando como um dos canais mais estratégicos para marcas que buscam performance, inovação e geração de valor. É o que revela uma pesquisa global realizada pela Awin, líder mundial em marketing de afiliados, em parceria com a consultoria Forrester. O estudo ouviu empresas de diversos países para entender os principais desafios, oportunidades e o papel do canal nas estratégias atuais de crescimento.

A pesquisa aponta que o marketing de afiliados está em uma fase de amadurecimento: hoje, ele é reconhecido como um modelo de investimento inteligente, mensurável e com alto retorno sobre investimento (ROI). Mas ainda há obstáculos a serem superados: 68% dos profissionais ouvidos destacam a gestão de relacionamento com afiliados como o principal desafio do setor, especialmente por se tratar de parcerias diretas e personalizadas. Entre os demais entraves estão a manutenção da consistência da marca, a prevenção contra fraudes e a estruturação justa de comissões.

A pesquisa também destacou caminhos importantes para a evolução do setor. Para 18% dos profissionais ouvidos, o avanço das ferramentas de rastreamento e relatórios é essencial para garantir uma mensuração mais precisa dos resultados. Outros 17% ressaltaram a importância de estabelecer parcerias com afiliados mais influentes e alinhados aos valores das marcas. Já 17% dos respondentes apontaram que contar com orientações estratégicas personalizadas é fundamental para otimizar o desempenho das campanhas e ampliar seu impacto. “Esses dados reforçam que, além da tecnologia, o sucesso no marketing de afiliados depende de estratégias mais personalizadas e de parcerias bem construídas. É uma evolução natural de um canal que tem se mostrado cada vez mais estratégico e conectado às necessidades reais das marcas”, destaca Rodrigo Genoveze, Regional Managing Director da Awin para a América Latina.

Apesar dos desafios, os resultados reforçam que o marketing de afiliados oferece vantagens consistentes para as marcas. Entre os principais diferenciais estão o elevado retorno sobre investimento (ROI), impulsionado por um modelo baseado em performance, e o valor incremental, que contribui para alcançar novos públicos e gerar conversões que dificilmente ocorreriam por canais tradicionais. A pesquisa também destaca a diversidade estratégica do canal, com potencial de atuação em diferentes etapas da jornada de compra. Além disso, as conexões humanas aparecem como um diferencial competitivo importante: nos Estados Unidos, 31% dos profissionais de marketing ressaltaram que as relações pessoais estabelecidas no marketing de afiliados são uma força única do setor. “O marketing de afiliados vem ganhando espaço não apenas como um canal de performance, mas como uma frente estratégica para construção de marca, relacionamento e inovação. Os números refletem um amadurecimento do mercado e mostram que, com os ajustes certos, especialmente em relação à gestão de parcerias e uso de tecnologia, temos um caminho sólido de crescimento pela frente”, explica Rodrigo.

À medida que as empresas investem em inovação, fortalecem suas relações com afiliados e buscam parcerias mais qualificadas, o marketing de afiliados tende a ocupar um espaço cada vez mais relevante nas estratégias de crescimento. Entender como o mercado funciona permite aos profissionais aprimorar pontos críticos, como relacionamento, tecnologia e estrutura de comissões, e também acompanhar a evolução do setor e identificar tendências. “O futuro do canal deve ser guiado por transparência, colaboração e tecnologia, pilares essenciais para uma atuação escalável, sustentável e conectada às demandas do novo consumidor”, completa Rodrigo Genoveze, Regional Managing Director da Awin para a América Latina.

Produtos “Surpresa” e a Proteção do Consumidor: Reflexões Jurídicas a partir do Caso Labubu

A ascensão das chamadas “blind boxes” – embalagens surpresa que escondem a identidade do produto adquirido – revolucionou o mercado de colecionáveis, especialmente após o sucesso global da marca Labubu, criada pela chinesa Pop Mart. No Brasil, o fenômeno ganhou fôlego em 2025, impulsionado por influenciadores e pela expectativa emocional em torno da escassez programada. Vendas em marketplaces alcançam valores superiores a R$ 1.500,00 por unidade, evidenciando um novo patamar de consumo e despertando debates sobre a proteção dos direitos do consumidor diante dessas práticas.

A proposta das blind boxes é simples: o consumidor compra um produto sem saber exatamente qual personagem, figura ou modelo irá receber. O apelo comercial se intensifica quando alguns modelos são extremamente raros, o que incentiva a compra recorrente para completar coleções. Essa lógica, embora envolva entretenimento e engajamento, levanta questões éticas e jurídicas, principalmente devido à semelhança com as loot boxes dos jogos eletrônicos – já alvo de investigação em países europeus.

No contexto brasileiro, a legislação consumerista é clara quanto ao dever de informação, transparência e equilíbrio nas relações de consumo. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) exige que o consumidor seja previamente informado sobre todos os aspectos relevantes da oferta. No caso das blind boxes, isso inclui alertas sobre a aleatoriedade do produto, a real chance de encontrar itens raros e os detalhes das políticas de troca e devolução. O descumprimento desse dever pode ser interpretado como omissão dolosa ou publicidade enganosa, em violação ao artigo 37 do CDC.

É preciso especial cautela quando a publicidade desses produtos se ancora em gatilhos emocionais – frases como “só mais uma caixa” ou “colecione antes que acabe” podem configurar prática abusiva, sobretudo quando o público-alvo são crianças e adolescentes, historicamente mais vulneráveis à pressão de consumo. O CDC veda expressamente a publicidade que se aproveita da deficiência de julgamento do consumidor, reforçando a necessidade de moderação e responsabilidade por parte das empresas.

Outro ponto relevante refere-se ao direito de arrependimento previsto para compras online. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme ao garantir ao consumidor o reembolso integral em até sete dias após o recebimento, mesmo que a embalagem surpresa já tenha sido aberta. Qualquer cláusula que limite ou exclua esse direito pode ser considerada nula de pleno direito, pois contraria a boa-fé objetiva e o equilíbrio contratual.

Ainda chama atenção o mercado paralelo criado em torno dos itens mais raros, frequentemente revendidos por valores até dez vezes superiores ao preço original. Caso se verifique a formação artificial de preços por escassez intencional, há risco de infração à ordem econômica e de violação ao artigo 39 do CDC, abrindo espaço para atuação de órgãos como Procon e CADE, sobretudo se houver conluio entre fornecedores e revendedores.

O fenômeno Labubu, portanto, ilustra um novo paradigma de consumo, no qual entretenimento, desejo de pertencimento e estética digital se fundem à lógica de mercado. O avanço dessas práticas demanda rigor na aplicação das normas protetivas do consumidor, com atenção ao dever de informação, possibilidade efetiva de devolução, moderação publicitária e respeito ao equilíbrio contratual. Sem esses cuidados, fornecedores e marketplaces se expõem às sanções previstas pelo CDC, que incluem multa, interdição e responsabilização por danos individuais ou coletivos.

Em tempos de inovações rápidas e tendências globais, a proteção do consumidor não pode ser relativizada em nome da criatividade comercial. O desafio está em equilibrar inovação e responsabilidade, assegurando que o direito do consumidor acompanhe as transformações do mercado – sem abrir mão de suas garantias fundamentais.

*Giovanna Araujo é advogada especializada em Direito do Consumidor, Direito Empresarial, Contratos e Propriedade Intelectual.

Empresas brasileiras desperdiçam milhões com vendas improvisadas: 31% ainda usam planilhas em vez de sistemas profissionais

Enquanto a Inteligência Artificial (IA) transforma setores inteiros da economia, um terço das empresas brasileiras ainda gerencia suas vendas em planilhas. O dado alarmante faz parte da Pesquisa de Pré-Vendas Brasil, primeiro estudo nacional dedicado exclusivamente ao tema, realizado pela Receita Previsível em parceria com a Academia Rapport.

A pesquisa, que ouviu mais de mil profissionais, revela um cenário preocupante: empresas que deveriam estar na vanguarda da inovação ainda operam com métodos ultrapassados na área responsável por gerar novos clientes – a prospecção comercial, também conhecida como pré-vendas.

O pré-vendas é o processo que antecede a venda propriamente dita: é quando profissionais especializados identificam potenciais clientes, qualificam seu interesse e preparam oportunidades comerciais para os vendedores. Em tempos de mercado competitivo, essa etapa pode ser o diferencial entre uma empresa que cresce e outra que estagna.

“Durante anos, precisávamos nos contentar com menções superficiais dentro de estudos genéricos sobre vendas. Era como tentar entender cardiologia lendo sobre medicina geral. Decidimos preencher essa lacuna porque o mercado merece dados precisos para tomar decisões mais inteligentes”, compara o CEO da Receita Previsível e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Thiago Muniz.

O custo da improvisação: planilhas dominam operações comerciais

O estudo revela que 31% das operações ainda dependem de planilhas ou sistemas improvisados, em vez de plataformas profissionais de CRM (Customer Relationship Management). Entre os que usam ferramentas dedicadas, a concentração recai sobre Pipedrive (16%), RD Station CRM (15%), HubSpot (13%) e Salesforce (8%), com maior adesão nas regiões Sul e Sudeste.

“Encontrar um terço das operações rodando em planilhas é como descobrir que hospitais ainda usam fichas de papel para controlar cirurgias. Mostra o quanto esse mercado precisa amadurecer”, analisa Muniz.

Inteligência artificial: o divisor de águas desperdiçado

A pesquisa revela um paradoxo tecnológico: 65% dos profissionais de prospecção já utilizam inteligência artificial, mas de forma completamente amadora. A maioria (55%) utiliza apenas versões gratuitas e 77% se baseiam no aprendizado autodidata. Apenas 10% investem em soluções pagas.

O impacto dessa diferença é dramático nos resultados: profissionais que usam IA paga têm desempenho superior – 36% convertem acima de 20% dos leads e 11% convertem mais de 50%, contra apenas 17% e 5%, respectivamente, entre os que não usam IA.

“Vemos aqui o mesmo padrão de imaturidade: quem mais precisa de estruturação é quem menos investe em capacitação. A IA pode ser o divisor de águas, mas só se tratada com a seriedade que merece”, observa Muniz.

Burocracia paralisa decisões comerciais

A falta de autonomia orçamentária é outro entrave crítico. Apenas 26% das equipes têm liberdade total para decidir onde investir. Para 31%, é necessário o aval direto do CEO; outros 23% dependem do diretor comercial. Em 19% dos casos, os times sequer controlam seus próprios orçamentos.

Paradoxalmente, as empresas que submetem gastos ao RH – apenas 2% – são as que mais investem: 63% destinam R$3.500 ou mais por mês para tecnologia e inteligência comercial.

“É um círculo vicioso: quem mais precisa de agilidade nas decisões é quem menos tem autonomia. Isso retarda inovações e frustra equipes que poderiam entregar resultados superiores”, afirma Muniz.

Brasil desigual: diferenças regionais impactam performance

O estudo também mapeou as diferenças regionais na estruturação comercial. O Norte, por exemplo, tem o maior número médio de profissionais de prospecção por operação (5), enquanto o Nordeste opera com times mais enxutos (2,8).

Quanto à receita, o Sudeste concentra a maioria das empresas com faturamento superior a R$ 4,8 milhões mensais, enquanto o Nordeste e Centro-Oeste predominam empresas de menor porte. O Sul aparece com maior volume de negócios de médio porte, e o Norte mostra um perfil mais equilibrado entre todos os segmentos.

Setores revelam prioridades distintas

O tipo de mercado também influencia onde os recursos são aplicados. Empresas de TI investem 47% do orçamento em software, enquanto setores como Saúde e Educação priorizam treinamentos. Já o Agro, Jurídico e Construção Civil ainda demonstram baixo foco em tecnologia.

“Empresas focadas em produtos tendem a investir mais em tecnologia e expansão de time. Já os negócios que vendem serviços priorizam treinamentos. As organizações que atuam com ambos os modelos mantêm uma distribuição mais equilibrada”, explica Muniz.

Investimentos mal direcionados

O destino dos recursos também revela muito sobre o setor. Mais da metade dos orçamentos vai para bonificações financeiras, mesmo nas empresas com maior autonomia. Já nas organizações em que o RH aprova os investimentos, há uma tendência maior de direcionar verbas para eventos e ações de employer branding.

O futuro da prospecção comercial no Brasil

Apesar das barreiras, a Pesquisa de Pré-Vendas Brasil aponta que o setor está em transição. As empresas que superarem os entraves tecnológicos, ganharem autonomia orçamentária e estruturarem seus processos com mais profissionalismo estarão em vantagem competitiva.

“O mercado brasileiro de pré-vendas não é mais uma promessa, é uma realidade em busca de excelência”, conclui Thiago Muniz.

Voice commerce terá receitas de US$ 186 bilhões até 2030 e ganha espaço ao impulsionar comércio eletrônico

Com o avanço da digitalização, o e-commerce está cada vez mais consolidado no cenário global. Nesse contexto, o voice commerce surge como uma das tendências mais promissoras, oferecendo mais praticidade para os consumidores.

De acordo com um relatório da Grand View Research, o mercado de voice commerce atingiu receitas de US$ 42 bilhões em 2023. A expectativa é que esse segmento mantenha um crescimento anual de 24,6% até 2030, quando deve alcançar US$ 186 bilhões.

Trata-se de um segmento em expansão dentro do e-commerce, tornando-se estratégico para negócios que desejam acompanhar inovações e oferecer um serviço mais alinhado às necessidades do público.

Voice commerce avança globalmente

Com o crescimento dos assistentes virtuais, o voice commerce vem ganhando espaço no cotidiano dos consumidores. Atualmente, cerca de 20% das pesquisas no Google já são feitas por voz, indicando a popularização desse hábito nas rotinas digitais.

A integração com inteligência artificial conversacional permite que os assistentes respondam de forma mais natural e personalizada. Isso facilita desde a busca por um produto até a finalização da compra, tudo por comando de voz.

Assim, a experiência se torna mais prática, rápida e intuitiva. Sem precisar tocar na tela, o usuário pode comparar preços, ouvir avaliações e concluir o pagamento de forma simples e segura.

Segundo pesquisa da PYMNTS, 18% dos consumidores já realizam compras por voz ao menos uma vez por semana, índice que sobe para 30% entre a geração Z. Geralmente, essa prática segue os seguintes passos:

  • Ativação por voz: o usuário inicia a interação com um comando falado ao assistente virtual.
  • Interpretação do pedido: a IA compreende a intenção por trás da fala e identifica o que está sendo solicitado.
  • Pesquisa inteligente: o sistema busca as melhores opções, compara preços e sugere produtos relevantes.
  • Validação da compra: após a escolha, o assistente confirma os detalhes e solicita a autorização para concluir a compra.
  • Finalização e aviso: o pedido é concluído e o usuário recebe atualizações sobre a entrega por voz ou notificação.

Tendências para o voice commerce em 2025

O voice commerce está transformando o varejo digital ao proporcionar experiências mais intuitivas. Entre os principais benefícios estão a maior interação com o cliente, a redução do abandono de carrinho e uma jornada de compra mais rápida e personalizada.

Com esse avanço, o setor projeta mudanças importantes no comportamento de consumo. As principais tendências do e-commerce para 2025 indicam um cenário ainda mais conectado e centrado na experiência do usuário, como:

  • Experiências personalizadas: a IA ajusta sugestões e ofertas com base no histórico e nas preferências do usuário, tornando cada compra mais relevante.
  • Pagamentos por voz: a finalização da compra ocorre por comandos falados, de forma rápida e segura, sem a necessidade de toques manuais.
  • Comércio em várias línguas: assistentes virtuais ganham suporte a diferentes idiomas, ampliando o alcance global do voice commerce.
  • Análise de produtos: o consumidor pode ouvir descrições detalhadas, avaliações e comparativos antes de decidir pela compra.

Desafios a serem superados

Apesar do crescimento do voice commerce, sua expansão ainda enfrenta barreiras técnicas e preocupações dos consumidores. A tecnologia precisa evoluir em alguns aspectos, como:

  • Privacidade dos dados: o uso constante do microfone gera preocupações sobre escuta ativa e proteção das informações pessoais.
  • Reconhecimento de voz: sotaques, entonações e variações regionais dificultam a interpretação correta dos comandos.
  • Compatibilidade tecnológica: muitos dispositivos ainda não suportam assistentes de voz ou integração com plataformas de compra.

Perspectivas para os próximos anos

A previsão é que o voice commerce continue ganhando espaço no comércio eletrônico. Para empreendedores, contar com sites otimizados para essa tecnologia pode ser essencial para ampliar o alcance, sobretudo para pequenas e médias empresas (PMEs).

Diante disso, serviços de hospedagem estão atentos à tendência e integrando comandos por voz no desenvolvimento. Rafael Hertel, gerente nacional da Hostinger, empresa especializada na criação de sites, detalha as principais demandas desse avanço tecnológico.

“É crucial ter um site e e-commerce otimizados para velocidade, segurança e capacidade de integrar novas tecnologias. Para que um negócio esteja pronto para o Voice Commerce e a IA Conversacional, ele precisa de uma base digital sólida”, ressalta.

A expectativa é que essa tecnologia se torne cada vez mais presente. Para acompanhar essa evolução, as empresas precisarão investir em infraestrutura para oferecer uma experiência completa e competitiva no novo cenário do comércio eletrônico.

O caminho para uma experiência do cliente mais conectada e eficaz

Para o cliente, não existe “setor de vendas” ou “setor de atendimento”: existe a marca, a experiência, o cuidado – ou a falta dele. É por isso que cada vez mais empresas têm percebido que unir esses dois times, tão estratégicos, é essencial para criar jornadas mais fluidas, coerentes e eficazes. E mais do que isso: é um passo importante para fortalecer a confiança com quem realmente importa – o cliente.

Crescimentum, empresa referência em educação corporativa no Brasil, tem acompanhado de perto esse movimento. Segundo a consultoria, empresas de diferentes setores têm buscado formações integradas para os times de vendas e atendimento, com o objetivo de construir relações mais sólidas com seus clientes, do primeiro contato ao pós-venda.

“Vendas e atendimento precisam falar a mesma língua, porque o cliente espera uma experiência única. Quando essas áreas trabalham juntas, com escuta ativa e clareza de propósito, tudo flui melhor: a entrega é mais eficiente, os ruídos diminuem e a confiança aumenta”, explica Ana Coelho, head de soluções de vendas e atendimento ao cliente da Crescimentum. 

Na prática, isso significa repensar processos e comportamentos. A integração entre os times passa por ações simples, mas poderosas, como compartilhar metas, construir jornadas a partir do olhar do cliente, trocar feedbacks constantemente e treinar os profissionais para atuarem com empatia, autonomia e colaboração.

E o impacto vai além do relacionamento: uma experiência bem construída também afeta os resultados. De acordo com um levantamento da Zendesk (2024), 68% dos consumidores não voltariam a comprar de uma marca após um atendimento ruim, mesmo que o processo de venda tenha sido positivo. Isso mostra que, mais do que conquistar, é preciso manter.

“Quando a promessa feita na venda é entregue – ou até superada – no atendimento, a empresa cria algo que nenhuma tecnologia substitui: vínculo. E vínculo é o que fideliza, o que gera recomendação, o que sustenta o crescimento a longo prazo”, conclui Ana. 

Vale destacar que o segredo está em entender que esses dois mundos não competem: se complementam. E quando andam juntos, com uma cultura centrada no cliente, o resultado é uma jornada mais leve para quem compra e mais estratégica para quem vende.

Biscoitê aumenta ticket médio em 120% ao implementar IA da OmniChat no WhatsApp

Biscoitê, rede especializada em biscoitos para presentes com embalagens colecionáveis, aumentou em 120% seu ticket médio nas vendas via WhatsApp após implementar o Whizz Agent, agente de inteligência artificial da OmniChat, líder em chat-commerce no Brasil e WhatsApp Business Solution Provider (BSP).

Fundada em 2012 e atualmente com 73 lojas em 15 estados brasileiros, a Biscoitê iniciou sua transformação digital durante a pandemia, quando passou a vender pelo WhatsApp de forma mais informal. Com o crescimento da demanda, a marca implementou o uso da plataforma OmniChat para automatizar comunicações e, em 2023, integrou o Whizz Agent, batizado internamente como “Maitê”, para escalar o atendimento e as vendas.

“O canal conversacional se revelou mais que uma alternativa emergencial, tornou-se um motor de crescimento com ROI superior ao nosso e-commerce”, afirma Clara Calderano, head de digital da Biscoitê. “Nossa IA atende simultaneamente mais de 100 clientes e mantém uma comunicação personalizada que reflete a essência da nossa marca”.

A estratégia de implementação foi gradual, com 15% das campanhas inicialmente direcionadas para a IA. Hoje, cerca de 70% do atendimento é realizado pela Maitê, treinada com base nas melhores práticas e roteiros dos vendedores humanos. Graças à linguagem natural e personalizada, o uso da inteligência artificial com os clientes tem se mostrado efetivo, e muitos não percebem que estão falando com uma ferramenta em grande parte do atendimento.

O sucesso da iniciativa está baseado em um modelo de colaboração entre humanos e IA que potencializa as melhores características de cada um. “Criamos um ecossistema onde nossos atendentes mais experientes alimentam o treinamento da IA, enquanto a tecnologia libera a equipe humana para situações que exigem maior sensibilidade e criatividade”, explica Clara. A empresa desenvolveu um sistema de transbordo inteligente, onde consultas mais complexas ou negociações especiais são automaticamente direcionadas para os atendentes humanos, garantindo a melhor experiência possível para o cliente.

“Na Biscoitê, sempre buscamos unir tradição e inovação, e o uso da inteligência artificial no atendimento via WhatsApp é um exemplo claro disso. A Maitê nos permite escalar nossa operação sem abrir mão do cuidado e da personalização que são marcas registradas da nossa experiência.  Com uma operação integrada entre e-commerce, lojas físicas e atendimento automatizado, estamos preparados para atender nossos clientes com agilidade e excelência, a qualquer hora do dia. Estamos muito satisfeitos com os resultados e confiantes de que esse é apenas o começo de uma nova fase de crescimento”, afirma Raul Matos, CEO da Biscoitê.

O monitoramento diário das conversas permite ajustes constantes no algoritmo, num processo de aprendizado contínuo. “Há uma simbiose entre o trabalho humano e a IA. Nossos colaboradores analisam as interações, identificam padrões de sucesso e gargalos, refinando continuamente a atuação da Maitê. Percebemos que o agente está preparado para cada vez mais os disparos de campanhas, e pronto para receber um número de clientes infinito, querendo fechar seu carrinho ao mesmo tempo, e a qualquer hora.”, complementa o executivo.

“A experiência da Biscoitê exemplifica como as empresas estão transformando suas operações ao centralizar seus canais de comunicação em uma estratégia integrada com IA generativa”, diz Mauricio Trezub, CEO da OmniChat. “O WhatsApp deixou de ser apenas um canal de contato para se tornar uma robusta plataforma de vendas que, com a automação inteligente, opera 24 horas por dia sem perder o toque humano”.

Entre os diferenciais do modelo implementado está a integração entre o sistema OmniChat, o e-commerce e os pontos de vendas das lojas físicas, que funcionam como hubs de entrega para as vendas online. Em determinadas localidades, os pedidos podem ser entregues em até duas horas, melhorando significativamente a experiência do cliente.

“Os resultados foram ainda mais expressivos, triplicamos nosso ROI comparado ao mesmo período do da Páscoa de 2024, com o transbordo das campanhas de disparos, 100% feito dentro da Whizz (Maitê), alcançamos uma venda ainda maior, com crescimento de 31% nas vendas em geral feita pelo WhatsApp, trazendo resultado tão positivos quanto o que fizemos no Natal”, finaliza Clara.

Como pequenas empresas e startups podem se beneficiar com live commerce?

O live commerce, longe de ser uma tendência passageira, é uma estratégia de vendas online que vem ganhando cada vez mais força no dia a dia das empresas brasileiras. Com a chegada do TikTok Shop no país, neste ano, o modelo pode se apresentar como uma solução ainda mais vantajosa para quem já o utilizava; e como uma grande oportunidade para os negócios que nunca investiram nesse modelo de vendas – criando experiências mais interativas, imersivas e práticas que atraiam e retenham cada vez mais clientes.

Tendo seu início em 2016, na China, este método se assemelha muito ao procedimento de vendas pela TV que a Polishop realizava, com o grande diferencial sendo o público ter a possibilidade de tirar dúvidas e conversar sobre o produto com o vendedor em tempo real. Basicamente, é uma livestream onde o streamer apresenta o item em questão, conversa com as pessoas no chat, tira dúvidas, apresenta seus pontos de vista sobre algum método de uso em especial, explica para quem é recomendado, e muitas outras ações.

Segundo um artigo da Forbes, o mercado global de live commerce movimenta cerca de US$ 157 bilhões de dólares ao ano, o que o torna de grande interesse para o marketing. A sua utilização para alavancar vendas e atingir resultados excepcionais deve ser destacada e, por isso, o marketing deve colocar o método dentro de seu arsenal. Com essa estratégia, inclusive, construir relacionamentos autênticos e engajar clientes de maneiras nunca antes imaginadas se torna factível.

Com a popularização do TikTok no Brasil durante o isolamento social, seu uso vem se intensificando ainda mais, em um meio direcionado à criação de conteúdos rápidos que atraiam a atenção dos usuários e os convertam em uma jornada de compra. Segundo um artigo da Shopify, as pessoas passam cerca de 55 minutos por dia criando e assistindo vídeos nessa plataforma, com uma estimativa de que esse tempo médio continue aumentando.

Levando em conta que a rede possui um foco em conteúdos de curta duração, 55 minutos são uma enorme quantia de tempo em que o usuário passa focado dentro do aplicativo. Essas características-chave contribuem para que criar uma base de seguidores dentro desse espaço não seja difícil, uma vez que os conteúdos são feitos para rápido consumo. E isso é algo fundamental para poder iniciar a estratégia de live commerce, uma vez que, para realizar transmissões ao vivo, o usuário precisa de 1.000 seguidores e, para a utilização do TikTok Shop, é necessário possuir 5.000 seguidores.

A partir do momento em que esses requisitos são atendidos, diversas estratégias podem ser aplicadas para aumentar as vendas, se apoiando em diversos modelos que o marketing apresenta, como AIDA, 4Ps, 7Ps, STP, métricas piratas ou AARRR, por exemplo. Gatilhos mentais também são uma das ferramentas que podem ser utilizadas dentro das vendas ao vivo, desde que bem aplicadas, capazes de aumentar o engajamento do público e sua percepção de valor sobre o item que se está tentando vender.

O modelo de live commerce pode ser a estratégia perfeita para algumas empresas ou revendedores, e ela não deve, em nenhum momento, ser subestimada. Quanto mais envolvimento um vendedor consegue criar com o potencial cliente, paralelamente, também crescem as chances de uma venda realizada com sucesso. Dessa forma, CMOs, times de marketing e empresários vão precisar cada vez mais avaliar se essa estratégia pode ser o grande diferencial que sua marca pode apresentar dentro do nicho em que atuam, ganhando muito mais reconhecimento de marca e indicações entre o público-alvo comportamental ideal.

BIS entra na categoria de alimentos do Tiktok Shop Brasil com condições especiais para consumidores

BIS, marca icônica da Mondelēz Brasil, acaba de se tornar pioneira entre as marcas de alimentos no Brasil a lançar sua loja oficial no TikTok Shop, funcionalidade de compras do TikTok que permite a venda direta de produtos dentro da plataforma. A ferramenta acaba de chegar ao Brasil e já conecta marcas a milhões de consumidores diariamente, transformando a maneira como o público descobre e adquire produtos.  

Pensando nos novos formatos de consumo do seu público, a marca oferece descontos exclusivos em seu portfólio e desbloqueia frete grátis ao inserir seus produtos no carrinho. A proposta é unir entretenimento e consumo em uma jornada fluida, leve e divertida em uma das plataformas mais utilizadas pela Geração Z. “Ser a primeira marca de alimentos no TikTok Shop Brasil traduz exatamente o que é BIS: uma marca autêntica, irreverente, inovadora e que proporciona momentos irresistíveis. Essa novidade reforça o nosso compromisso em estar onde a nova geração está e se conectar em momentos relevantes para eles, entregando experiências que unem humor, sabor e inovação”, afirma Ana Assis, gerente de marketing de BIS. 

Para Lívia Seabra, diretora de Digital Commerce e Canais Emergentes da Mondelēz Brasil: “É um orgulho enorme sermos a primeira empresa do setor a firmar essa parceria inédita com o TikTok Shop no Brasil. A Mondelēz sempre se posicionou como uma companhia que inova, testa e acelera junto aos grandes players digitais — e estar ao lado de uma das plataformas mais influentes do mundo no momento em que o social commerce ganha força por aqui é estratégico e simbólico. Estamos certos de que esse movimento abre novas oportunidades de conexão, relevância e conversão com nossos consumidores”. 

A Geração Z, foco principal da marca, é o público mais engajado com o novo formato: consumidores de 18 a 24 anos são até 3,2 vezes mais propensos a comprar via TikTok Shop do que a média geral, segundo relatório divulgado no último ano pela Earnest Analytics/eMarketer. Além disso, 85% dos usuários afirmam que o TikTok influencia suas escolhas e 70% descobrem novos produtos na plataforma. 

Mais da metade dos influenciadores sofrem de burnout e 37% pensam em parar carreira, aponta pesquisa

O mercado de influência vive uma crise silenciosa: mais da metade dos criadores de conteúdo (52%) afirmam estar sofrendo de burnout, e 37% cogitam abandonar a carreira. É o que aponta uma pesquisa global realizada pela agência Billion Dollar Boy, que entrevistou 1000 influenciadores e 1000 profissionais de marketing seniores, revelando um panorama preocupante sobre o bem-estar emocional de quem vive da criação de conteúdo.

Segundo o estudo, as principais causas desta onda de burnout são a fadiga criativa (40%), cargas de trabalho exigentes (31%) e tempo de tela constante (27%). Apesar disso, quando questionados sobre a classificação dessas causas por gravidade, a instabilidade financeira surge como o fator número um (55%) entre aqueles que sofrem com a síndrome do esgotamento profissional. 

Caracterizado pela exaustão extrema, os efeitos do distúrbio emocional se propagam para fora do corpo. Três em cada cinco creators (59%) afirmam que ele está tendo um impacto negativo em suas carreiras e 58% afirmam que está afetando seu bem-estar geral. 

Para Fabio Gonçalves, diretor de talentos brasileiros e norte-americanos da Viral Nation e especialista em marketing de influência há mais de uma década, o dado acende um alerta importante: “O burnout entre criadores de conteúdo não é apenas uma questão individual, mas um reflexo da estrutura do próprio mercado. A lógica de performance que domina as redes sociais cria um ambiente de cobrança permanente. O influenciador não pode simplesmente ‘desligar’ — ele é a marca, o produto e o canal, tudo ao mesmo tempo.”

Ele destaca ainda que, diferentemente de outras profissões, o creator lida com uma exposição constante e uma dependência emocional da aprovação pública. “A validação digital virou o combustível para muitos, e isso cobra um preço alto. O criador vive conectado, criando roteiro, respondendo seguidores, entregando e produzindo conteúdo, criando roteiro… Quando não há uma rede de apoio, uma equipe ou planejamento estruturado, o cansaço mental chega rápido.”

Outro ponto destacado pelo profissional é que, apesar de haver muitas regalias no sentido de flexibilidade de horário e presença em eventos importantes, a profissão ainda tem características de um emprego tradicional: “Muitas pessoas esquecem que a função exige atenção, que não tem sábado e domingo, exigindo uma carga horário grande e bem desgastante. Diversas marcas chegam com deadlines curtíssimos e o influenciador precisa se virar para entregar, porque aquela pode ser a única renda dele no mês”.

Segundo Fabio, o papel das agências vai muito além da gestão comercial — envolve também acolher emocionalmente o influenciador, ajudá-lo a estabelecer limites e desenvolver estratégias sustentáveis de criação. “Precisamos construir um ecossistema que valorize a saúde mental tanto quanto o alcance de uma campanha. Aqui na Viral Nation, temos investido em suporte psicológico, mentorias de autocuidado e planejamento estratégico de conteúdo para que os criadores consigam equilibrar resultados com bem-estar.” 

Não à toa, a mesma pesquisa revela que 68% dos influenciadores acreditam que agências têm a responsabilidade de proteger seu bem-estar, bem como as marcas e plataformas. No entanto, o apoio ainda não parece condizente, já que apenas 49% dos influenciadores sentem que estão recebendo um suporte adequado das agências.

Por isso, o executivo acredita que a profissionalização do setor passa também pelo cuidado com as pessoas por trás das telas. “É nossa responsabilidade como agência oferecer estrutura, direcionamento e suporte humano. O futuro do marketing de influência será das marcas e creators que entenderem que saúde mental não é um detalhe e sim um pilar para a longevidade e relevância na internet.”

METODOLOGIA

A pesquisa realizada pela Billion Dollar Boy ouviu 1000 criadores de conteúdo e 1000 profissionais de marketing seniores nos Estados Unidos e Reino Unido. O estudo buscou entender os impactos da pressão digital na saúde mental dos influenciadores e como eles enxergam o futuro da profissão diante desse cenário. O levantamento completo está disponível em:https://www.billiondollarboy.com/news/over-half-of-creators-face-burnout/

O CEO e o Tiktoker usam as mesmas ferramentas: como a IA no celular está redefinindo o trabalho e o conteúdo

Imagine criar um vídeo completo, com narração profissional e transições, usando apenas comandos de voz no seu celular. Ou gerar uma apresentação empresarial com gráficos personalizados em menos de 5 minutos. Isso não é mais ficção científica nem Black Mirror. 

Uma pesquisa recente da agência Hedgehog Digital revelou que 75% dos brasileiros que utilizam IA fazem isso através do smartphone, mostrando que a revolução da inteligência artificial está literalmente na palma da nossa mão. O fenômeno ganhou força depois que o Google democratizou ferramentas como Gemini Live, Imagine 4 e Veo 3, transformando qualquer celular Android ou iPhone em um estúdio de criação completo.

“As mesmas ferramentas que um tiktoker usa para criar conteúdo viral às 2h da madrugada estão sendo usadas por executivos para fechar negócios bilionários”, explica o especialista em vendas, especialista em tecnologia, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e CEO da Receita Previsível, Thiago Muniz.

Quando a geração Z e os C-levels usam as mesmas ferramentas

A convergência mais interessante não está na tecnologia, mas no comportamento. Pela primeira vez na história, um influenciador da geração Z e um CEO estão usando as mesmas ferramentas para criar conteúdo e muitas vezes com objetivos diferentes, mas efeitos semelhantes: engajamento, clareza e velocidade. A diferença não está mais no acesso à tecnologia, mas na estratégia de aplicação.

Segundo o estudoTikTok no Brasil 2025, realizado pela Opinion Box, 39% dos usuários brasileiros do TikTok utilizam a redes social para acompanhar conteúdos de marcas e empresas.  

Essa convergência cultural entre o criador e o executivo está redefinindo o que chamamos de conteúdo profissional. O que antes era separado por linguagens (institucional vs. informal), hoje se encontra na estética, no formato e até no humor.

“Plataformas como LinkedIn já estão repletas de vídeos que poderiam estar no TikTok, e estão. Só que agora eles falam sobre modelos de negócio, métricas de desempenho ou diferenciais competitivos”, ressalta Thiago Muniz.  

Um exemplo prático dessa convergência é a Kwara, plataforma que realiza a venda de bens, produtos e ativos de qualquer natureza para todo o Brasil, como explica o cofundador e CTO da empresa, Raimundo Onetto. “Queremos que a experiência de compra na Kwara seja tão fluida quanto rolar o feed de uma rede social. A inteligência artificial que estamos desenvolvendo é capaz de entender o comportamento do usuário e antecipar seus interesses, como faz o TikTok. Nosso objetivo é que o cliente não precise mais procurar um produto — ele será encontrado por aquilo que deseja, mesmo sem saber exatamente o que está buscando”. 

Conforme Onetto destaca, o segredo do TikTok é sua curadoria que consegue “adivinhar” o gosto dos usuários que, mesmo sem perceberem ativamente, contam com todo esse conteúdo desejado passando diretamente na tela do seu celular. É essa mesma capacidade alcançada pela inteligência artificial da rede social que a Kwara está desenvolvendo para o seu site de leilões.

Com números impressionantes – 250.000 usuários ativos e mais de 5 milhões de visualizações por mês – a empresa descobriu que aplicar a linguagem visual das redes sociais funciona perfeitamente para explicar processos complexos de leilão. O resultado tem sido milhões de visualizações e um engajamento que muitas empresas tradicionais gostariam de ter.

Como funciona na prática?

O especialista Thiago Muniz listou 4 ferramentas de IA que podem ser utilizadas no ambiente corporativo e entre os creators, veja a seguir:  

  1. Para criação de imagens (Imagine 4): Comando por voz: “Crie uma imagem de uma executiva em São Paulo, analisando gráficos de crescimento, com texto ‘Sua equipe está pronta para o próximo salto’ no canto inferior.” Em segundos, você tem uma imagem profissional, editável, pronta para LinkedIn, apresentação ou campanha — sem designer, sem software complexo, sem briefing endless.
  2. Para produção de vídeo (Veo): Comando: “Mostre uma fábrica em funcionamento, destaque tecnologia, adicione narração explicando nossos diferenciais competitivos.” Resultado: vídeo institucional completo, com transições, áudio sincronizado e qualidade broadcast, tudo gerado por IA a partir de uma conversa casual.
  3. Para estratégia e conteúdo (Gemini Live): Você mostra um PDF, fala sobre seus objetivos, e recebe de volta campanhas completas, apresentações estruturadas e conteúdos adaptados para diferentes plataformas, tudo integrado ao seu Google Drive.
     
  4. Para criar apresentações (Gamma): Para quem tem dificuldade em criar apresentações em Power Point, por exemplo, essa  plataforma de criação de apresentações interativas usa inteligência artificial para transformar ideias, textos ou documentos em slides visualmente profissionais sem precisar de design, ou PowerPoint. Ideal para quem busca agilidade, clareza e impacto visual em propostas, pitches ou treinamentos. 

Democratização X especialização: o novo mercado de trabalho

“Mas isso vai acabar com designers e cinegrafistas?” A resposta é mais sutil. O que vai acabar é a criação braçal e repetitiva. O que está emergindo é a demanda por profissionais que sabem direcionar, validar e amplificar o que a IA produz.

O valor agora está em quem sabe fazer os comandos certos, entende estratégia de conteúdo, consegue adaptar rapidamente para diferentes contextos e domina a linguagem visual que engaja.  “Costumo dizer para os meus alunos ‘Você não precisa ser designer, nem videomaker. Você precisa saber pensar com estratégia, ser aquele que consegue direcionar o que deseja e saber direcionar o resto para IA'”, afirma Muniz.

Para as PME’s ou consultores, a disrupção é ainda maior. Porque com o celular e essas ferramentas:

  • Você economiza semanas entre ideias e execuções.
  • Você se posiciona com visual profissional sem equipe cara.

O Google, entre outras empresas de inteligência artificial, não mostrou ferramentas para o futuro. Mostrou ferramentas para tirar o atraso de quem ainda depende de planilha, briefing manual e retrabalho visual. Se você está com o aplicativo do Gemini, por exemplo, no seu celular, já pode: 

  • Gerar imagens com texto para campanhas
  • Criar vídeos com narração para vendas
  • Produzir conteúdos explicativos para clientes
  • Transformar PDFs em apresentações multimídia

E o melhor: sem sair do WhatsApp, do e-mail ou da tela do celular. 

O futuro do trabalho é uma parceria, não uma competição

A revolução da IA móvel não está aqui para substituir profissionais — está aqui para potencializá-los. A diferença entre quem vai prosperar e quem vai ficar para trás não está em resistir à tecnologia, mas em abraçá-la como parceira de trabalho.

“O medo da IA geralmente vem do desconhecido. Quando você começa a usar essas ferramentas no dia a dia, percebe que elas não fazem o trabalho por você — elas fazem o trabalho com você, de forma muito mais inteligente”, explica Thiago Muniz.

Na prática, isso significa menos tempo perdido com tarefas repetitivas e mais energia para estratégia, relacionamento e criatividade. Um designer pode focar no conceito enquanto a IA resolve a execução. Um executivo pode dedicar mais tempo à análise enquanto a IA organiza os dados. Um empreendedor pode se concentrar nos negócios enquanto a IA cuida da comunicação visual.

A pergunta não é mais “a IA vai tomar meu emprego?”, mas sim “como posso usar a IA para fazer meu trabalho ficar mais interessante, mais estratégico e mais eficiente?”.

“Seu celular já tem as ferramentas. A tecnologia já está disponível. O que falta é apenas começar a experimentar e descobrir como essa parceria pode transformar sua rotina de trabalho”, finaliza Thiago.