7% dos brasileiros não fizeram nenhuma compra online nos últimos três meses, mostra o menor recorte do Mapa da Busca

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Em um país onde praticamente toda categoria de consumo já tem representação relevante no comércio eletrônico, uma fatia pequena, mas persistente, de brasileiros ainda está de fora do ciclo. Segundo o estudo “O Mapa da Busca no Brasil 2026“, da Optimiza Marketing, 7% dos entrevistados afirmam não ter feito nenhuma compra online em nenhuma categoria mapeada pela pesquisa nos últimos três meses.

O número pode parecer pequeno diante da escala de digitalização do país. Segundo o relatório Digital 2026: Brazil, produzido por We Are Social e Meltwater e compilado pela plataforma DataReportal, o Brasil tinha 185 milhões de usuários de internet no fim de 2025, o equivalente a 86,9% da população, e 136 milhões de consumidores digitais ativos, segundo dados do mesmo relatório .

Quem são os 7% que ficam de fora

Ainda que o Mapa da Busca não detalhe o perfil exato desse grupo específico, a combinação com dados de acesso à internet sugere que parte dessa fatia pode estar relacionada a barreiras de acesso, renda ou confiança na compra online, e não necessariamente a uma escolha consciente de evitar o comércio eletrônico. Em um país com 86,9% de penetração de internet, mas ainda assim 13,1% da população fora da rede, é razoável supor que parte relevante desses 7% que não compraram nada esteja concentrada justamente entre os brasileiros com menor acesso digital.

Um número pequeno, mas relevante para políticas de inclusão

Para o mercado, esse recorte de 7% funciona como um lembrete de que, mesmo em um cenário de digitalização avançada, ainda existe espaço de crescimento genuíno para o comércio eletrônico brasileiro, seja por meio de melhor infraestrutura de acesso, seja por meio de estratégias de confiança voltadas a quem ainda hesita em fazer sua primeira compra online.

“Todo mundo comemora os noventa e tantos por cento que já compram online, e ninguém para para pensar nos sete por cento que ainda não compraram. Esse grupo pequeno é exatamente onde está o próximo ciclo de crescimento do e-commerce brasileiro, e ele não vai ser conquistado com desconto, vai ser conquistado com confiança”, afirma Júlia Neves, CEO da Optimiza Marketing.

Para empresas de e-commerce e para formuladores de políticas públicas de inclusão digital, o dado é um convite a olhar não apenas para quem já compra e como fazer essa pessoa comprar mais, mas também para os últimos 7%, cuja conversão para o comércio digital ainda representa uma fronteira real de crescimento para o setor.

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