InícioNotíciasA inteligência artificial não resolve o problema que ainda paralisa empresas

A inteligência artificial não resolve o problema que ainda paralisa empresas

Embora empresas estejam ampliando investimentos em inteligência artificial, computação em nuvem e automação, a preparação dos ambientes tecnológicos não acompanha o mesmo ritmo. Segundo o Cisco Cybersecurity Readiness Index 2025, apenas 4% das organizações avaliadas alcançaram um nível considerado maduro de prontidão em cibersegurança, evidenciando vulnerabilidades que vão desde a infraestrutura até a proteção dos sistemas. O cenário reforça uma preocupação crescente entre especialistas: a inovação avança, mas muitas empresas continuam operando sobre bases tecnológicas frágeis.

Para Pericles D’Elia Junior, empresário e especialista em infraestrutura tecnológica, segurança eletrônica e audiovisual, parte das organizações está investindo em tecnologias cada vez mais sofisticadas sem avaliar se a estrutura de redes, conectividade e monitoramento está preparada para suportar essa transformação.

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“Muitas empresas estão investindo em inteligência artificial, automação e sistemas em nuvem, mas continuam convivendo com problemas básicos de infraestrutura. Uma rede mal configurada, um cabeamento inadequado ou a falta de monitoramento podem comprometer operações inteiras e gerar prejuízos muito maiores do que as pessoas imaginam”, afirma.

Segundo o especialista, a infraestrutura continua sendo um dos pilares menos valorizados dentro dos projetos de transformação digital. Isso acontece porque a maior parte dos problemas permanece invisível até que uma falha interrompa atividades importantes da empresa.

“Quando tudo funciona, ninguém percebe a infraestrutura. Mas quando ocorre uma queda de conexão, uma falha em servidores ou um problema de rede, toda a operação sente os impactos. O atendimento para, equipes perdem produtividade e processos que dependem da tecnologia deixam de funcionar”, explica.

O alerta ganha relevância à medida que cresce a dependência das empresas de plataformas em nuvem, sistemas integrados, aplicações online e ferramentas de inteligência artificial que exigem conectividade constante e estabilidade operacional.

Na avaliação de Pericles, muitas falhas poderiam ser evitadas com manutenção preventiva, monitoramento contínuo e revisões periódicas dos ambientes tecnológicos.

“Grande parte dos problemas não surge de forma repentina. Normalmente existem sinais prévios, como lentidão, intermitências, equipamentos operando acima da capacidade ou falhas recorrentes. Quando esses alertas são ignorados, o custo da correção costuma ser muito maior”, diz.

Além dos impactos na produtividade, a infraestrutura também passou a desempenhar papel fundamental na segurança das empresas. Ambientes desatualizados, equipamentos sem manutenção e redes mal estruturadas podem aumentar vulnerabilidades e facilitar incidentes capazes de comprometer informações estratégicas e a continuidade das operações.

Com mais de 25 anos de atuação em projetos de infraestrutura tecnológica, redes corporativas, segurança eletrônica e audiovisual, Pericles acredita que o avanço da inteligência artificial tornará ainda mais importante a construção de ambientes tecnológicos sólidos.

“A inteligência artificial tem potencial para transformar negócios, mas ela não substitui uma infraestrutura confiável. Antes de buscar a próxima inovação, as empresas precisam garantir que a base tecnológica esteja preparada para sustentar esse crescimento. Sem isso, qualquer estratégia fica mais vulnerável a falhas”, conclui.

Fonte pesquisada: 

Cisco Cybersecurity Readiness Index 2025
https://www.cisco.com/c/en/us/products/security/cybersecurity-readiness-index.html

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