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Hostinger lança plataforma de e-commerce para ajudar pequenos empreendedores brasileiros a vender em qualquer canal

A Hostinger amplia seu portfólio no Brasil com o lançamento da Hostinger Ecommerce no Brasil, plataforma desenvolvida para pequenos empreendedores que vendem por diferentes canais digitais, como sites próprios, WhatsApp, Instagram e marketplaces, mas precisam de uma forma simples de centralizar a gestão do negócio.

O lançamento acontece em um momento em que o comércio digital brasileiro se consolida como um ambiente cada vez mais multicanal. Embora plataformas e redes sociais ampliem as oportunidades de venda, muitos empreendedores ainda dependem dessas plataformas para administrar pedidos, clientes e operações. Essa dependência pode representar riscos para o crescimento do negócio diante de mudanças de políticas, algoritmos ou custos de operação. A Hostinger Ecommerce foi desenvolvida para oferecer uma infraestrutura própria, permitindo que pequenos negócios mantenham o controle sobre sua operação enquanto expandem sua presença digital.

“O comércio está evoluindo de lojas virtuais para ecossistemas conectados, nos quais consumidores descobrem produtos em diferentes canais e, cada vez mais, contam com agentes de IA para pesquisar, comparar e comprar. Para pequenos empreendedores, essa transformação representa uma enorme oportunidade, desde que tenham uma infraestrutura capaz de acompanhar essa velocidade. Eles não deveriam precisar apostar em qual canal será o mais importante amanhã. O foco deve estar em fazer o negócio crescer, enquanto provedores como a Hostinger desenvolvem a infraestrutura necessária para acompanhar essa evolução”, analisa Auksė Žirgulė, Head de Website Builder e Ecommerce da Hostinger

A plataforma permite configurar o negócio uma única vez e administrar produtos, estoque, pedidos, pagamentos, envios e clientes por meio de um painel centralizado, independentemente do canal onde a venda foi realizada.

Entre os principais recursos está o Quick Links, funcionalidade que utiliza inteligência artificial para criar páginas de venda a partir de fotos dos produtos. Após o upload das imagens, a IA da Hostinger gera automaticamente descrições, informações do produto e uma sugestão de preço. Em seguida, o empreendedor pode compartilhar o link diretamente em canais como WhatsApp, Instagram ou outras plataformas. Cada página já conta com carrinho de compras, checkout, pagamentos, opções de envio e gerenciamento de pedidos, sem a necessidade de criar um site completo.

Outro destaque é o Kodee, agente de inteligência artificial da Hostinger, que auxilia empreendedores durante a configuração e administração da loja virtual por meio de conversas em linguagem natural. O assistente oferece suporte desde o cadastro de produtos até otimizações para mecanismos de busca (SEO) e criação de campanhas promocionais, simplificando tarefas do dia a dia para que os empreendedores possam dedicar mais tempo ao crescimento do negócio.

A Hostinger Ecommerce também foi desenvolvida para reduzir barreiras de entrada para pequenos negócios. A plataforma não cobra taxas sobre as transações realizadas pelos clientes, permitindo que empreendedores mantenham uma parcela maior da receita obtida com as vendas.

O lançamento reforça a estratégia da Hostinger de ampliar sua oferta de soluções para empreendedores brasileiros, que vêm acelerando a adoção de ferramentas digitais e inteligência artificial para criar, administrar e expandir seus negócios online.

“O empreendedor brasileiro adota novas tecnologias rapidamente e está entre os mais ativos na criação de negócios digitais. Ao trazer a Hostinger Ecommerce para o Brasil, o objetivo é reduzir a complexidade da gestão online e tornar ferramentas antes acessíveis apenas a operações maiores disponíveis também para pequenos empreendedores e empresas em crescimento”, conclui Rafael Hertel, Country Manager da Hostinger no Brasil

Sobre a Hostinger

Fundada em 2004, a Hostinger é uma plataforma global de hospedagem de sites e soluções digitais orientadas por inteligência artificial. A empresa atende mais de 4,6 milhões de clientes em mais de 150 países e registrou €275,4 milhões em receita em 2025, com crescimento anual de 51%. Além disso, foi apontada pelo Financial Times como a segunda empresa europeia de crescimento mais acelerado dos últimos 10 anos. 

O Brasil é hoje o segundo maior mercado da companhia no mundo e um dos principais motores de crescimento da operação global. O país concentra mais de 1,3 milhão de sites ativos na plataforma, o equivalente a cerca de 15% de todos os websites hospedados pela Hostinger globalmente. A operação brasileira tem papel estratégico na expansão da empresa, impulsionada pela forte adoção de soluções digitais por pequenos empreendedores e negócios online.

A Hostinger oferece ferramentas para criação e crescimento de projetos digitais, incluindo hospedagem de sites, registro de domínios, servidores VPS para agentes de IA, criação de aplicações sem código, e-mail marketing e soluções de e-commerce.

Da audiência à comunidade: por que marcas precisam pensar como creators

Havia um tempo em que o sucesso de uma campanha era medido pelo tamanho da audiência. O comercial no horário nobre, a página dupla na revista ou o anúncio de grande alcance eram vistos como os principais indicadores de influência e conversão.

Hoje, essa lógica não apenas envelheceu, mas vem sendo substituída por algo que os números de alcance, sozinhos, nunca conseguiram entregar: pertencimento.

O mercado global de marketing de influência ultrapassou US$32 bilhões em 2025. No Brasil, já são 4,4 milhões de influenciadores digitais ativos, e o país ocupa a segunda posição mundial em volume de conteúdo produzido por creators, concentrando 12,6% de todas as publicações monitoradas globalmente. Os números impressionam, mas a verdadeira transformação não está apenas no tamanho desse mercado. Ela está no que ele revela sobre a forma como as pessoas se relacionam com marcas, conteúdo e influência.

Durante décadas, as marcas construíram suas estratégias de comunicação a partir de uma lógica simples: alcançar o maior número possível de pessoas. Mas, em um ambiente digital marcado pela fragmentação da atenção e pela multiplicação de canais, alcançar milhões de consumidores já não garante relevância.

Nesse contexto, a Creator Economy se tornou um dos fenômenos mais reveladores do marketing contemporâneo. O crescimento desse mercado não pode ser explicado apenas pelo número de seguidores dos criadores de conteúdo. Seu diferencial está na capacidade de construir comunidades. Enquanto muitas empresas ainda se comunicam para o público, creators aprenderam a se comunicar com ele.

A diferença parece pequena, mas seus efeitos são significativos. Audiências assistem. Comunidades participam. Audiências consomem conteúdo. Comunidades compartilham, defendem e influenciam decisões de compra.

Quando observamos a trajetória dos creators que conseguiram transformar conteúdo em negócios sustentáveis, encontramos um padrão recorrente: relacionamento contínuo. A conexão construída ao longo do tempo gera um nível de credibilidade que campanhas isoladas dificilmente conseguem alcançar.

Essa mudança ajuda a explicar por que tantas marcas estão revendo seus investimentos. Cerca de 69% dos CMOs já apontam resultados concretos de negócio, como vendas e conversão, como principal prioridade de marketing, superando métricas tradicionais de awareness. Ao mesmo tempo, 82% dos líderes de marketing ainda afirmam enfrentar dificuldades para medir o impacto real das campanhas de influência.

O desafio não está apenas em investir mais, está em investir melhor.

Na prática, ainda vemos muitas empresas utilizando creators apenas como canais de distribuição de mensagens. Contratam alcance quando o desafio real é construir relacionamento. Investem em visibilidade quando a diferenciação está na capacidade de gerar pertencimento.

Essa visão se torna ainda mais relevante diante das projeções para o setor. A Creator Economy brasileira movimenta atualmente cerca de US$5,47 bilhões e pode atingir US$33,5 bilhões até 2034. Não estamos falando de uma tendência passageira, mas de uma mudança estrutural na forma como marcas, consumidores e criadores se relacionam.

Ao mesmo tempo, cresce a importância das experiências que transformam consumidores em participantes ativos. Eventos, ativações presenciais, conteúdos cocriados e iniciativas que estimulam o conteúdo gerado pelo usuário mostram que a influência deixou de ser um processo unilateral. As pessoas não querem apenas assistir às histórias das marcas. Elas querem fazer parte delas.

Por isso, a principal lição da Creator Economy talvez não esteja na figura do creator em si, mas na lógica que ele representa. Os criadores entenderam antes de muitos departamentos de marketing que atenção é conquistada diariamente, confiança é construída ao longo do tempo e comunidade gera mais valor do que audiência.

Ao analisar a evolução desse mercado nos últimos anos, fica evidente que o debate já não gira em torno da adoção ou não do marketing de influência, mas da capacidade das marcas de transformar audiência em relacionamento duradouro.

Para 2026, 61% dos profissionais de marketing afirmam que pretendem ampliar seus investimentos em influência, especialmente em modelos de relacionamento contínuo e estratégias always-on. O movimento do mercado é claro.

O mercado já tomou sua decisão. Os investimentos continuam crescendo e os modelos de relacionamento de longo prazo ganham espaço. O que permanece em aberto é a capacidade das marcas de absorver os aprendizados que esse movimento trouxe. 

A questão agora não é se as marcas devem trabalhar com creators. A pergunta é outra: elas estão realmente aprendendo com eles? Porque, no fim das contas, o ativo mais valioso de uma marca já não é o tamanho da audiência que ela alcança. É a força da comunidade que ela consegue mobilizar.


*Vera Kopp é CEO e fundadora da inCast Group, holding que reúne as empresas inCast, RainCreators e FunCast, especializadas em marketing de influência, gestão de comunidades e soluções para criadores de conteúdo. Com mais de 15 anos de experiência em tecnologia e inovação, Vera atua na interseção entre marcas, plataformas e creators, ajudando empresas a construir estratégias de influência baseadas em dados, engajamento real e impacto de longo prazo.

*James Morais é Analista de Marketing da inCast Group, onde atua no planejamento e execução de estratégias de marketing, produção de conteúdo e análise de tendências do mercado de influência. Seu trabalho acompanha de perto a evolução do comportamento de criadores, comunidades e plataformas digitais, contribuindo para iniciativas que conectam marcas e creators de forma estratégica.

adSignal usa inteligência artificial para transformar dados de mídia em decisões estratégicas

Em um mercado no qual empresas investem cada vez mais em publicidade digital, transformar a grande quantidade de dados gerados pelas campanhas em decisões rápidas e assertivas ainda é um desafio, especialmente para pequenas e médias empresas. É nesse cenário que a adSignal apresenta uma plataforma de inteligência de dados que utiliza inteligência artificial para interpretar os indicadores, identificar problemas e oportunidades e apontar quais devem ser os próximos passos.

A plataforma reúne em um único ambiente informações de Google Ads, Meta Ads e Google Analytics 4 (GA4), eliminando a necessidade de consultar diferentes sistemas para acompanhar o desempenho das campanhas. Entre os indicadores consolidados estão investimento, alcance, conversões, CPA, CPM, ROI e ROAS.

Mais do que organizar números, a adSignal utiliza IA para transformar os dados em diagnósticos objetivos. A tecnologia identifica onde o orçamento pode estar sendo desperdiçado, aponta quais campanhas apresentam melhor desempenho, indica anúncios que precisam de ajustes e organiza recomendações de acordo com a prioridade. Dessa forma, o gestor consegue concentrar seu tempo na execução das estratégias, e não na consolidação de planilhas e relatórios.

A proposta da adSignal nasceu da percepção de que o problema das empresas não está na falta de dados, mas na dificuldade de interpretá-los. A plataforma surgiu a partir de uma experiência de consultoria onde a equipe identificou que, mesmo com dashboards completos e diversos indicadores disponíveis, muitos gestores ainda tinham dúvidas sobre quais campanhas deveriam receber mais investimentos e quais ações precisavam ser revistas.

“Os dados sempre estiveram disponíveis, porém distribuídos em diferentes plataformas. Nosso objetivo foi criar uma solução que reduzisse a distância entre a informação e a tomada de decisão. A inteligência artificial faz a leitura dos indicadores e entrega ao gestor aquilo que realmente importa para o negócio”, afirma André Santos, fundador e CEO da adSignal.

Além de André, o projeto é conduzido por Lucas Pedroso, co-founder e CTO, responsável pela arquitetura da solução, e por Alex Almeida, co-founder que atua no comercial.

Inteligência de dados acessível às PMEs

Enquanto grandes empresas possuem equipes especializadas em BI e análise de dados, pequenas e médias empresas precisam tomar decisões de marketing com equipes reduzidas e informações fragmentadas. A adSignal foi desenvolvida para democratizar o acesso a esse tipo de inteligência, funcionando como uma camada de análise para empresas que não contam com estruturas complexas de dados.

A plataforma também atende agências de marketing digital, gestores de tráfego, indústrias, operações de e-commerce e profissionais de performance. Para as agências, a ferramenta permite produzir relatórios executivos e insights mais estratégicos para os clientes, reduzindo o tempo dedicado à preparação de reuniões e análises de performance.

A solução já foi testada por empresas e profissionais durante seu período de validação. Entre os usuários está a H3D Sondagem de Solo, que destaca ganhos de clareza e agilidade na interpretação dos resultados. Já, Daniel Sabino, analista de mídia da Publicar Comunicação e MKT, aponta que a organização automática dos indicadores e as recomendações da plataforma ajudam a tornar a gestão das campanhas mais assertiva.

Conectar mídia, vendas e jornada do consumidor

A estratégia da adSignal prevê ampliar a capacidade de integração da plataforma. A empresa já trabalha na conexão com sistemas de CRM, marketplaces e redes sociais, incluindo Amazon, Mercado Livre e TikTok Shop, com o objetivo de integrar dados de mídia, relacionamento e vendas em uma visão mais ampla da jornada do consumidor.

“A inteligência artificial faz com que o gestor deixe de apenas olhar para os gráficos e passe a compreender o que está acontecendo e onde precisa agir. O futuro da gestão passa pela inteligência artificial aplicada às decisões”, afirma Santos.

Disponível para empresas de todo o Brasil, a adSignal oferece planos a partir de R$ 179 por mês, tornando a inteligência de dados e as análises baseadas em IA acessíveis também a negócios que não possuem equipes próprias de BI.

Confiança como principal ativo do sistema financeiro digital

A confiança digital mudou de patamar. Deixou de ser uma preocupação restrita às áreas de segurança para ocupar uma posição estratégica nas instituições financeiras.Em um mercado moldado pela instantaneidade do Pix, pela inteligência artificial e pela digitalização de ponta a ponta, proteger transações deixou de ser um diferencial e passou a ser uma obrigação. A vantagem competitiva está na capacidade de oferecer jornadasque combinem proteção, transparência e inteligência de dados em tempo real.

Essa transformação reflete uma mudança na própria natureza do risco. A fraude já não está confinada a um único canal ou instituição. Hoje, ela circula com rapidez entrefintechs, operadoras de pagamento e bancos tradicionais. Quando cada organização enxerga apenas seus próprios dados e ameaças, sua capacidade de reação torna-se limitada. O crime atua em rede; a prevenção também precisa seguir essa lógica.

Nesse cenário, compartilhar inteligência tornou-se indispensável. Não se trata de expor informações dos clientes, mas de conectar sinais capazes de revelar comportamentossuspeitos: dispositivos comprometidos, padrões atípicos de navegação e rastros transacionais. Quanto mais rapidamente esses elementos forem correlacionados, maior será a capacidade de neutralizar tentativas de fraude antes que causem prejuízos.

A inteligência artificial amplia essa dinâmica dos dois lados. Ao mesmo tempo em que permite às instituições analisar volumes massivos de dados e tomar decisões emmilissegundos, também fortalece a atuação de grupos criminosos, que utilizam automação, engenharia social sofisticada e deepfakes de voz e imagem cada vez mais convincentes.

Como consequência, os mecanismos tradicionais de autenticação deixaram de ser suficientes. Senhas, tokens e biometria continuam essenciais, mas já não resolvem o problemaisoladamente. Uma operação pode ser autenticada corretamente e, ainda assim, ser realizada sob coação ou como resultado de um golpe cuidadosamente planejado. Confirmar a identidade passou a ser apenas parte da equação. O verdadeiro desafio é compreender seaquela transação faz sentido dentro do contexto do comportamento do cliente.

É justamente nesse ponto que a análise comportamental assume papel decisivo. Horário, localização, dispositivo utilizado, valor da operação e até o padrão de digitaçãoajudam a compor o mapa de risco. Um Pix realizado no mesmo local e horário de costume apresenta características muito diferentes de uma transferência de alto valor feita durante a madrugada, a partir de um aparelho desconhecido e em uma localização inédita.

Isso não significa bloquear operações por excesso de cautela. Significa aplicar controles proporcionais ao nível de risco identificado. Em muitos casos, o usuário concluisua jornada sem qualquer atrito. Em outros, uma etapa adicional de validação se torna necessária. O objetivo é equilibrar proteção e conveniência, evitando tanto vulnerabilidades quanto burocracias desnecessárias.

Durante muito tempo, segurança e experiência do cliente foram tratadas como objetivos conflitantes. Predominava a percepção de que quanto maior a proteção, mais complexaseria a utilização dos serviços financeiros. Essa falsa dicotomia precisa ser superada. Quando bem implementada, a segurança melhora a experiência porque reduz bloqueios indevidos, evita interrupções e fortalece a relação de confiança entre clientes e instituições.

Esse modelo depende também de transparência. Os usuários querem compreender por que uma operação foi interrompida e de que forma seus dados são protegidos. Ao mesmotempo, bancos, empresas de tecnologia, meios de pagamento e reguladores precisam atuar de maneira coordenada diante de um problema que há muito deixou de respeitar os limites de uma única organização.

No Brasil, onde o Pix redefiniu a relação da população com o dinheiro, essa necessidade se torna ainda mais evidente. A velocidade que trouxe conveniência para milhõesde brasileiros exige mecanismos de prevenção capazes de responder no mesmo ritmo das transações instantâneas.

Nos próximos anos, a competitividade das instituições financeiras dependerá menos da criação de novas barreiras e mais da capacidade de proteger seus clientes de forma inteligente, quase imperceptível. A confiança não nasce apenas da ausência de fraude. Ela se consolida quando o cliente percebe que sua instituição compreende seu contexto, identifica riscos com rapidez e consegue protegê-lo sem transformar cada operação em um obstáculo. Em um sistema financeiro cada vez mais digital, essa capacidade será um dos principais diferenciais competitivos.

Mercado Livre e Serur realizam 3º Privacy Connection

O Serur e o Mercado Livre realizaram, nesta quarta-feira (19), em Brasília, a terceira edição do Privacy Connection, encontro que reúne especialistas e representantes dos setores público e privado para discutir os principais desafios regulatórios decorrentes da transformação digital.

Nesta edição, proteção de dados, ECA Digital e Inteligência Artificial estiveram entre os temas centrais da programação. Realizado na sequência do 3º Encontro ANPD de Encarregados, o Privacy Connection ampliou o debate ao aproximar diferentes agentes envolvidos na construção e implementação da agenda digital brasileira.

A programação contou com nomes de destaque do ambiente regulatório, jurídico, acadêmico e empresarial, entre eles Carlos Manuel Baigorri, presidente da Anatel; Beatrice Covassi, ministra-conselheira da União Europeia no Brasil; Lorena Giuberti Coutinho, diretora da ANPD; o secretário nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Pablo Segura, Data Privacy Director do Mercado Livre; Samanta Oliveira, DPO do Mercado Livre; Bruno Bioni, professor e sócio-fundador da Bioni Consultoria; e os sócios do Serur, Luiz Fernando Bandeira de Mello e Fabricio da Mota.

A abertura ficou a cargo de Luiz Fernando Bandeira de Mello, que destacou o processo de amadurecimento institucional brasileiro na proteção de dados e os novos desafios que passam a integrar a agenda regulatória do país.

Para Fabricio da Mota, o reconhecimento da proteção de dados como direito fundamental autônomo representa um dos principais marcos desse processo de amadurecimento. O avanço institucional, entretanto, precisa ser acompanhado por uma transformação também no campo social e cultural.

“A autoridade responsável por fiscalizar esse direito percorreu, em poucos anos, um caminho que agências setoriais mais antigas levaram décadas para cumprir. Ainda existe, contudo, uma distância entre a maturidade do arcabouço jurídico-institucional e a assimilação social dos valores que esse ambiente pretende proteger. É um gargalo que só pode ser superado a partir de um projeto educacional e cultural sólido”, pontuou.

 No encontro, Pablo Segura também enfatizou a necessidade de privacidade ser tratada como um ativo de confiança, gerando maior valor e experiências superiores a usuários. Para o Diretor de Privacidade de Dados do Mercado Livre, as organizações devem investir na construção de uma atuação que vá além da mera conformidade.

Ao longo do evento, outros especialistas discutiram como o avanço acelerado de novas tecnologias vem ampliando a complexidade regulatória e exigindo novas respostas de empresas, autoridades e da sociedade. Além da consolidação da proteção de dados, o debate abordou os desafios trazidos pela Inteligência Artificial e pelo ECA Digital, especialmente diante da necessidade de conciliar inovação, segurança, direitos fundamentais e desenvolvimento econômico.

A terceira edição do Privacy Connection reforçou, assim, a importância da interlocução entre poder público, iniciativa privada, academia e especialistas para a construção de um ambiente digital mais seguro e juridicamente sustentável. O encontro também evidenciou como temas antes concentrados nas áreas de privacidade e tecnologia passaram a ocupar espaço estratégico nas decisões de negócios, na governança corporativa e na formulação de políticas públicas.

Internet conversacional: como ela está transformando o comportamento do usuário?

A forma como as pessoas utilizam a internet está mudando rapidamente. Durante décadas, a experiência digital foi baseada em pesquisas, navegação por sites e consumo de informações distribuídas em diferentes plataformas. Agora, a ascensão da inteligência artificial está impulsionando um novo modelo de interação: a internet conversacional. 

O avanço de ferramentas como o ChatGPT ajuda a compreender este cenário, em que os usuários estão cada vez mais interessados em experiências capazes de interpretar contextos, responder perguntas e executar tarefas em uma única interface. Mais do que uma evolução tecnológica, esse movimento revela uma transformação significativa no comportamento digital, em que, ao invés de alternarem entre buscadores, redes sociais, aplicativos e plataformas especializadas para encontrar informações ou resolver necessidades do dia a dia, acabam concentrando diferentes experiências em ambientes conversacionais, reduzindo essa fragmentação anterior. 

O interesse crescente por esse modelo é evidente. Segundo um levantamento da Adobe, 39% das pessoas já utilizaram a IA generativa para apoiar compras online. Dentre suas principais aplicações, se destacam a pesquisa de produtos, recomendações personalizadas e busca por ofertas específicas. O dado comprova quanto que essa tecnologia está, cada vez mais, se tornando presente na jornada de consumo digital da população. 

Há uma necessidade evidente de respostas mais rápidas, personalizadas e contextualizadas em decorrência da evolução dessas soluções, a qual, ao mesmo tempo que abre espaço para uma série de oportunidades de negócios, também cria desafios para empresas e profissionais de marketing. Isso porque, se, antes, a preocupação estava concentrada em conquistar espaço nos mecanismos de busca tradicionais, agora está em construir autoridade digital capaz de influenciar as respostas geradas por sistemas de IA. 

Por mais que a geração de conteúdo continue desempenhando um papel central nesse processo, contendo informações relevantes, confiáveis e bem estruturadas para ganhar ainda mais importância em um cenário onde algoritmos interpretam, organizam e apresentam conhecimento aos usuários; a experiência do consumidor também ganha força, com foco em interações simples, rápidas e eficientes que reduzam o esforço necessário para encontrar respostas. 

É importante destacar que o que está em discussão não é o desaparecimento da internet como conhecemos, mas a forma como as pessoas acessam e interagem com ela. A tendência é que os próximos anos sejam marcados pela integração cada vez maior entre inteligência artificial, busca, conteúdo e experiência do usuário – e, nesse cenário, as empresas que compreenderem as novas dinâmicas de descoberta digital estarão mais preparadas para manter relevância e competitividade.   

O crescimento das plataformas conversacionais mostra que a tecnologia está aproximando a internet de uma experiência mais natural e intuitiva. E, assim como aconteceu com as redes sociais e os smartphones, essa mudança já apresenta forte potencial de redefinir hábitos, comportamentos e estratégias digitais em larga escala, desde que os profissionais da área saibam como explorar essa transformação com estratégia. 

E-commerce cresce mais de 24% no primeiro semestre de 2026, aponta ABIACOM

O comércio eletrônico brasileiro segue em trajetória de crescimento. Dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM) mostram que o setor faturou R$ 125 bilhões no primeiro semestre de 2026, um avanço de 24,37% em relação ao mesmo período de 2025, quando o faturamento foi de R$ 100,5 bilhões.

Nos seis primeiros meses do ano, foram contabilizados 242 milhões de pedidos, com ticket médio de R$ 517. A expectativa da entidade é que 2026 termine com 460,87 milhões de pedidos e faturamento acima de R$ 260 bilhões, consolidando mais um ano de expansão do varejo digital.

Para o presidente da ABIACOM, Fernando Mansano, o desempenho é reflexo da mudança no comportamento do consumidor. “A preferência pelos canais virtuais continua crescendo e mantém o e-commerceaquecido. Comprar online já faz parte da rotina dos brasileiros, que encontram mais praticidade e uma oferta cada vez maior de produtos.”

Segundo Mansano, outro fator importante é o fortalecimento do próprio ecossistema digital. “Nos últimos anos surgiram novas plataformas de e-commerce que cresceram rapidamente e ampliaram asoportunidades para empresas de todos os portes venderem pela internet.”

As estratégias de comunicação também passaram a ter papel decisivo no desempenho do setor. “Os lojistas investem cada vez mais em conteúdos para redes sociais, vídeos, transmissões ao vivoe parcerias com influenciadores para atrair consumidores e converter vendas. Essa aproximação com o público fortalece as marcas e impulsiona os resultados do comércio eletrônico”, afirma.

A expectativa da ABIACOM é que o ritmo de crescimento seja mantido ao longo do segundo semestre, impulsionado pela digitalização do consumo, pela evolução das plataformas de vendas e pelo usocada vez mais estratégico da inteligência artificial para personalizar a experiência de compra.

Preparação para Black Friday começa antes do consumidor pensar nela

A Black Friday acontece em novembro, mas a disputa por ela começa muito antes. A cada ano, o varejo antecipa discussões, eventos e estratégias para a data, mostrando uma mudança importante na formacomo as marcas enxergam esse período. Não se trata apenas de preparar estoque, operação e descontos, mas de construir, com antecedência, a audiência que será convertida em vendas.

Durante muito tempo, a preparação para a Black Friday esteve concentrada nos bastidores operacionais. Era preciso garantir infraestrutura, logística, disponibilidade de produtos e capacidade paraatender ao aumento da demanda. Esses fatores continuam fundamentais, mas já não são suficientes pelo fato de      cada vez mais empresas disputarem a mesma atenção do consumidor.

A grande transformação está na compreensão de que a Black Friday não começa quando as ofertas são divulgadas. Ela começa quando a marca passa a construir relacionamento, entender comportamentos ecriar uma conexão com consumidores que ainda não decidiram o que comprar.

Em novembro, todas as marcas falam ao mesmo tempo. A competição por mídia aumenta, o custo para conquistar novos clientes cresce e a atenção do consumidor se torna um dos ativos mais disputados.Por isso, esperar a chegada da data para iniciar a conversa significa entrar em uma corrida em que muitos concorrentes já largaram.

A Black Friday não se ganha apenas com uma boa promoção. Ela é resultado de fundamentos construídos ao longo dos meses anteriores, que envolvem aquisição, lembrança de marca, audiência e uma ofertaalinhada às reais intenções do consumidor.

Assim, os aplicativos assumem um papel estratégico. Mais do que um canal de venda, eles funcionam como um ambiente de relacionamento direto, capaz de reunir informações sobre preferências, acompanharjornadas de compra e permitir comunicações mais relevantes.

Segundo dados divulgados pelo E-Commerce Brasil, 72% das vendas da Black Friday ocorrem em apps commerce. O dado reforça uma mudança no comportamento de consumo, em que o consumidor não espera necessariamenteque a data chegue para demonstrar interesse. Antes da compra, ele pesquisa, acompanha produtos, salva itens e sinaliza suas preferências.

Esses sinais representam oportunidades para o varejo. Um produto adicionado aos favoritos, um carrinho abandonado ou uma interação recorrente com determinada categoria podem indicar uma intençãofutura de compra. Quando as empresas conseguem interpretar esses comportamentos, passam a tomar decisões mais precisas sobre comunicação, estoque, sortimento e ofertas.

A construção antecipada da audiência também contribui para uma estratégia mais eficiente de margem. Em vez de depender exclusivamente de descontos amplos para atrair consumidores durante a BlackFriday, as marcas podem desenvolver ofertas mais direcionadas, considerando o interesse real de cada público.

Essa mudança de lógica é especialmente relevante em um cenário no qual conquistar a atenção do consumidor ficou mais complexo. A vantagem competitiva estará com as empresas que chegarem a novembronão apenas com produtos disponíveis, mas com conhecimento sobre quem é sua audiência, quais são suas necessidades e como transformar intenção em venda.

A Black Friday continua sendo uma das principais datas do varejo, mas seu resultado começa a ser construído muito antes da primeira oferta aparecer. As marcas mais preparadas serão aquelas que entenderemque vender mais em novembro depende, principalmente, do trabalho realizado nos meses anteriores.

DEUNA e PayPal levam o ecossistema completo do PayPal a grandes empresas por meio de uma única integração

A DEUNA, plataforma de inteligência agêntica de pagamentos para grandes empresas, anunciou a expansão global de sua parceria estratégica com o PayPal. A iniciativa permite que grandes empresas em todo o mundo acessem, com um clique e por meio de uma única integração via API, todo o ecossistema do PayPal. A parceria reúne na infraestrutura unificada de pagamentos da DEUNA o portfólio completo de produtos do PayPal, incluindo PayPal Wallet, Venmo e PayPal Pay Later (BNPL)[1], em todos os mercados onde a DEUNA atua.

Problemas na experiência de checkout custam bilhões às empresas. Segundo o Baymard Institute, um em cada cinco consumidores abandona uma compra porque o processo é longo ou complicado demais[2]. Especialistas do setor estimam que problemas no design do checkout, por si só, resultem em perdas anuais de US$ 260 bilhões em vendas no e-commerce, considerando apenas os Estados Unidos e a União Europeia. Para grandes empresas que operam em diferentes mercados, a fragmentação das integrações de pagamento agrava ainda mais esse problema.

A ampliação da parceria dá continuidade ao trabalho que DEUNA e PayPal já desenvolviam com Express Checkout e PayPal Vaulting. Agora, todo o portfólio do PayPal passa a estar disponível por meio da API unificada da DEUNA em todos os mercados em que a empresa opera[3]:

  • PayPal Wallet — acesso a 439 milhões de contas ativas em aproximadamente 200 mercados e à marca de pagamentos digitais mais reconhecida do mundo.
  • Venmo — rede de pagamentos sociais para consumidores nos Estados Unidos, com mais de 90 milhões de usuários ativos e forte presença entre millennials e a geração Z.
  • Pay Later (BNPL) — a solução Buy Now, Pay Later movimentou mais de US$ 40 bilhões em Volume Total de Pagamentos em 2025 e conta com 60 milhões de usuários em todo o mundo, dos quais 96% são usuários recorrentes.

Para grandes empresas, a dimensão operacional é tão importante quanto os ganhos de conversão. Em vez de criar, manter e atualizar conexões diferentes para cada produto do PayPal, as empresas podem usar a API unificada da DEUNA para ativar todo o portfólio da companhia por meio de uma única implementação. Isso permite que as equipes avancem mais rapidamente em diferentes mercados e adotem novos recursos com menor demanda de engenharia.

A parceria é voltada a grandes empresas com operações em escala e presença em diferentes mercados, de varejistas globais e redes de fast-food a plataformas de viagens e ingressos, empresas de assinaturas e marcas de consumo voltadas ao mercado norte-americano. Em todos os casos, a proposta é a mesma: uma única integração, uma única fonte de referência e toda a amplitude estratégica do ecossistema do PayPal acessível por meio da DEUNA, em qualquer lugar do mundo. Novas integrações de produtos devem ser anunciadas em breve.

“Nossa parceria com o PayPal nasce do compromisso comum de ajudar empresas a inovar com mais agilidade e oferecer experiências excepcionais aos clientes. Com uma única integração, elas passam a ter acesso aos recursos mais recentes do PayPal e podem oferecer experiências de pagamento consistentes e de alto nível em diferentes mercados, incorporando novas soluções à medida que são disponibilizadas. Ao unir a liderança tecnológica global do PayPal à experiência da DEUNA no comércio de grandes empresas e no suporte a algumas das operações mais sofisticadas da região, contribuímos para acelerar a adoção de inovações, ampliar o valor gerado em cada interação de pagamento e manter as empresas competitivas em um mercado cada vez mais dinâmico”, afirma Jose Torres, Chief Strategy Officer da DEUNA.

“A América Latina reúne algumas das empresas de comércio digital mais inovadoras e ambiciosas do mundo. Nossa parceria, que começou com o objetivo de apoiá-las na região, ganhou alcance global para acompanhá-las também na expansão para outros mercados. Ao integrar todo o ecossistema do PayPal à plataforma unificada da DEUNA, simplificamos o acesso a experiências de pagamento confiáveis, a entrada em novos mercados e a adoção de inovações. Nosso objetivo é ajudar mais empresas latino-americanas a se tornarem globais, crescerem internacionalmente e competirem com sucesso onde quer que estejam seus clientes”, afirma Juan Bordes, VP & GM para a América Latina do PayPal.

Bling aponta avanço de 25,6% nas vendas online de sua base no Sul

O Bling, plataforma de negócios da LWSA, registrou um avanço nas vendas online realizadas por sua base na região Sul no primeiro semestre de 2026. O volume bruto de vendas (GMV) chegou a R$ 13,3 milhões, alta de 25,65% frente aos R$ 10,6 milhões registrados no mesmo período de 2025. 

Dados recentes do IBGE mostram sinais positivos em alguns mercados da região. Santa Catarina registrou crescimento de 7,0% no volume de vendas do comércio varejista em maio de 2026 frente ao mesmo mês de 2025, terceiro maior avanço entre as 27 Unidades da Federação. No país, o varejo acumula alta de 1,7% em 2026. 

Para os lojistas, as mudanças no consumo e a presença em diferentes canais também trazem novos desafios de gestão conforme pesquisa realizada pela FutureBrand, a pedido do Bling. A pesquisa destaca que a expansão das vendas para múltiplos canais tornou a rotina dos empreendedores mais fragmentada, com diferentes plataformas, mais etapas e retrabalho, tornando o crescimento um desafio de escala e gestão do negócio.