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Pix, aproximação, QR Code, biometria e carteiras digitais: os impactos das novas tecnologias de pagamento na Black Friday 2025

A Black Friday 2025 será marcada pela consolidação de novas tecnologias de pagamento que prometem transformar radicalmente a experiência de compra dos consumidores brasileiros. Com o PIX batendo recordes de uso, a chegada do PIX por aproximação e a crescente adoção de carteiras digitais, o varejo brasileiro se prepara para uma das datas comerciais mais tecnológicas de sua história.

Os números comprovam essa transformação: em setembro de 2025, o Banco Central do Brasil divulgou que o sistema de pagamentos instantâneos registrou um recorde de 290 milhões de transações em um único dia, movimentando R$ 164,8 bilhões. 

Segundo pesquisa da MindMiners, 67% dos brasileiros já utilizam o PIX como principal meio de pagamento, enquanto 47% preferem cartão de crédito e 34% ainda optam pelo cartão de débito.

“A Black Friday 2025 será um divisor de águas para o varejo brasileiro. Pela primeira vez, veremos o impacto real de tecnologias como o PIX por aproximação e a Jornada Sem Redirecionamento em um evento de massa. A expectativa é que essas inovações reduzam drasticamente o abandono de carrinho e aumentem significativamente as taxas de conversão. Além disso, o Pix Automático é uma ferramenta de maior controle e eficiência na gestão de pagamentos recorrentes e assinaturas, que podem ser realizadas pelo consumidor neste período como forma de aproveitar as promoções e oportunidades”, destaca o diretor de Negócios da Lina Open X, Murilo Rabusky.

As tecnologias que estão mudando a Black Friday

1) PIX domina as preferências de pagamento

O PIX consolidou-se como o meio de pagamento preferido dos brasileiros. Segundo estudo da MindMiners “Brasilidades – Quantos Brasis cabem no Brasil?”, cerca de 73% dos brasileiros afirmam que o PIX é o meio de pagamento mais utilizado no dia a dia. No e-commerce, conforme projeções da Ebanx/PCMI, o PIX deve responder por 44% do valor total das transações online até o final de 2025, superando os cartões de crédito (41%).

Durante a Black Friday de 2024, por exemplo, o PIX já havia demonstrado sua força, movimentando R$ 4,3 bilhões em transações, com crescimento de 45,8% em relação ao ano anterior, segundo o Relatório Black Friday da Wake.

2) PIX por Aproximação: pagamentos sem toque ganham força

Lançado oficialmente em fevereiro de 2025, o PIX por aproximação utiliza tecnologia NFC (Near Field Communication) para permitir que consumidores realizem pagamentos instantâneos apenas aproximando o celular da maquininha, sem a necessidade de abrir aplicativos bancários ou escanear QR Codes.

“Essa tecnologia amplia o uso do Pix ao melhorar a experiência de pagamento em diversos cenários, como pagamento de transporte público, compras presenciais e pagamentos em grandes eventos, onde agilidade e capacidade de realizar a transação são fatores que contam muito. Durante a Black Friday, onde agilidade é fundamental para evitar o abandono de compra, essa inovação pode ser decisiva para aumentar as vendas no PIX  no varejo físico”, afirma Murilo.

3) Jornada Sem Redirecionamento (JSR): o futuro do e-commerce

A Jornada Sem Redirecionamento representa uma revolução para o comércio eletrônico. Com essa tecnologia, os consumidores poderão finalizar pagamentos com PIX diretamente na página de checkout do e-commerce, sem precisar ser redirecionados para aplicativos bancários ou páginas externas.

“A eliminação de etapas no processo de pagamento deve impulsionar a adoção do PIX como meio de pagamento nas compras online”, afirma Rabusky. Segundo estimativas do setor, o PIX pode atingir até 40% dos pagamentos online até 2026, consolidando-se como o segundo meio de pagamento mais utilizado no país.

4) Carteiras digitais: segurança e praticidade

De acordo com o Global Payments Report 2025 da Worldpay, 84% dos brasileiros já utilizam carteiras digitais como PicPay, Mercado Pago, Apple Pay e Google Pay, uma das maiores taxas do mundo. Em alguns segmentos de e-commerce, as carteiras já superam o cartão de crédito como forma de pagamento preferida.

“As carteiras digitais trazem benefícios importantes para o consumidor, como a criptografia dos dados do cartão, autenticação biométrica e diminuição do risco de vazamento de informações sensíveis. Durante a Black Friday, quando há um aumento exponencial no volume de transações, a utilização dessas ferramentas pode fazer toda a diferença na segurança das compras”, destaca o especialista em tecnologia financeiro e CRO da Azify,  Gustavo Siuves.

5) Biometria e autenticação: segurança em primeiro lugar

As tecnologias de segurança também avançaram significativamente. Blockchain, criptografia de ponta, biometria avançada e autenticação multifator tornam as operações digitais cada vez mais seguras, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

“Uma dica fundamental é que os consumidores optem por carteiras digitais de empresas reconhecidas no mercado, não deixem de ativar a autenticação em duas etapas e mantenham os aplicativos sempre atualizados. Desconfie de links que pedem para ‘atualizar’ ou ‘validar’ sua carteira digital, ou ligações recomendando o mesmo – bancos e empresas legítimas nunca fazem esse tipo de solicitação. Segurança precisa ser um ponto-chave em grandes eventos do varejo”, acrescenta Siuves, da Azify.

Impactos esperados para a Black Friday 2025

As novas tecnologias de pagamento devem gerar impactos significativos tanto para consumidores quanto para lojistas:

Para os consumidores:

  • Maior rapidez e conveniência nas transações
  • Redução de etapas no processo de pagamento
  • Mais segurança com autenticação biométrica
  • Possibilidade de parcelamento sem cartão de crédito (PIX parcelado)
  • Experiência de compra mais fluida e integrada

Para os lojistas:

  • Redução da taxa de abandono de carrinho
  • Aumento nas taxas de conversão
  • Recebimento imediato dos valores
  • Menor custo operacional em comparação com cartões
  • Maior competitividade no mercado digital

“Esse protagonismo do PIX e das novas tecnologias de pagamento reflete uma mudança de comportamento importante, especialmente entre os mais jovens e microempreendedores. A simplicidade dessas ferramentas tem sido determinante para impulsionar pequenos negócios e estimular a digitalização da economia brasileira”, destaca Rabusky, da Lina Open X. 

Perspectivas para o futuro

Com a consolidação do PIX, a expansão do Open Finance e a crescente adoção de tecnologias como carteiras digitais e biometria, o Brasil se posiciona como referência global em inovação financeira. O Banco Central já anunciou que continuará aprimorando o sistema em 2026, com foco em integração com carteiras digitais, operações internacionais e aumento da segurança cibernética.

“O futuro das finanças não é apenas digital, é inteligente. Tecnologias como Open Finance, PIX e carteiras digitais permitem que cada pessoa tenha acesso a serviços financeiros realmente personalizados, com soluções que antes estavam disponíveis apenas para grandes investidores. A sexta-feira de promoções será um marco dessa transformação”, finaliza Siuves.

Com expectativa de bater novos recordes de vendas, a Black Friday 2025 promete consolidar definitivamente as novas tecnologias de pagamento como o futuro do varejo brasileiro, proporcionando uma experiência de compra mais rápida, segura e eficiente para milhões de consumidores. 

Bitybank reforça área de Payments com três novas lideranças

O Bitybank, criptoBanco que integra serviços financeiros tradicionais, negociação de criptomoedas e pagamentos internacionais via stablecoins, anuncia a chegada de três novos executivos para área de Payments: Eginara Nery, que assume como Head of Payments; Bruno Felicio, novo Product Manager de FX e Liquidez; e Mateus Prestes, que passa a atuar como Product Manager de Parcerias e Novos Negócios. As três contratações fortalecem a expansão global do Bity Payments e consolidam a estratégia da companhia de acelerar produtos cross-border baseados em stablecoins.

Com mais de 10 anos de experiência em pagamentos internacionais, Eginara Nery construiu carreira em operações globais, service delivery, customer implementation e gestão de times no Canadá, Estados Unidos e América Latina. Economista, com especializações em Project Management e Business Administration, chega ao Bitybank com a missão de ampliar corredores internacionais, estruturar novas parcerias e fortalecer a presença global do Bity Payments.

“O ecossistema de pagamentos internacionais vive um momento de expansão acelerada. No Bitybank, temos a oportunidade de combinar eficiência operacional com a velocidade e transparência da blockchain. Estou muito animada em liderar essa evolução e ampliar nossa capilaridade global.” afirma Eginara, Head of Payments.

Já Bruno Felicio, novo Product Manager de FX e Liquidez, soma mais de sete anos no mercado de pagamentos cross-border, com passagens por fintechs internacionais como Bamboo Payment Systems, Directa24 e Buckzy. Especializado em melhoria operacional, escalabilidade de produtos e integração entre moedas e países, o executivo terá papel central no desenvolvimento de soluções que conectam FX tradicional à liquidez em cripto, oferecendo processos mais rápidos e eficientes para clientes empresariais.

“Meu objetivo é transformar processos complexos em produtos simples, escaláveis e globais. No Bitybank, temos um terreno extremamente fértil para inovar em FX e liquidez usando o poder das stablecoins para destravar eficiência real.”  destaca Felicio, Product Manager | FX e Liquidez do Bitybank.

Com formação em Relações Internacionais e certificações internacionais em compliance, PLD/FTP e negócios, Mateus Prestes, novo Product Manager de Parcerias e Novos Negócios do Bitybank, acumula experiência em blockchain, pagamentos com stablecoins e operações regulatórias. Atuou na obtenção de licenças MSB no Canadá, liderou times de compliance e operações em fintechs transnacionais e estruturou soluções de pagamentos para América Latina, Europa e Oriente Médio.

“O Bitybank está em um momento estratégico: crescer globalmente conectando o mercado cripto às demandas reais de pagamentos internacionais. Vamos ampliar parcerias, abrir novos mercados e construir soluções que unam inovação, conformidade e escala.”  afirma Prestes, Product Manager de Parcerias e Novos Negócios do Bitybank.

As três contratações se integram à estratégia do Bitybank de ampliar sua atuação mundial em pagamentos internacionais via stablecoins como USDC e USDT, oferecendo liquidação instantânea 24/7, custos reduzidos e alto nível de transparência, conectando o sistema financeiro tradicional à nova infraestrutura blockchain.

Amazon, Mercado Livre ou Shopee? Pesquisa revela qual varejista atrai mais consumidores para Black Friday

Anualmente, a Black Friday movimenta o mercado e o interesse dos consumidores mesmo antes da data oficial de promoções, que acontece no próximo dia 28. Nas redes sociais, o assunto revela as intenções de compra dos usuários e quais produtos, marcas e lojas serão as mais visadas. Uma pesquisa que analisou a expectativa para o período de ofertas revelou que, entre as grandes varejistas, a Amazon lidera o volume de menções, sendo citada por 81% dos perfis que repercutiram o tema. 

“Esse resultado mistra uma divergência significativa entre visibilidade em mídias sociais e tráfego efetivo de website, pois a Amazon, por exemplo, ocupa a terceira posição em acessos ao site, com aproximadamente 200 milhões de acessos mensais conforme dados do eCommerce Brasil”, afirma Lilian Carvalho, coordenadora do Centro de Estudos em Marketing Digital da FGV/EAESP e responsável pela pesquisa, feita em parceria com a Polis Consulting, e que analisou 124 mil menções ao tema e 182 milhões de impressões, entre outubro e novembro. 

Em segundo lugar está o Mercado Livre, com 6,4% das menções. “Um paradoxo”, segundo Carvalho, já que este marketplace é o líder absoluto em acessos ao website, superando 300 milhões de acessos mensais. A Shopee aparece na terceira posição com 4,1% das menções. 

“Esta distribuição sugere diferenças significativas nas estratégias de engajamento em mídias sociais entre as plataformas, assim como possíveis diferenças na predisposição dos usuários de diferentes redes em gerar conteúdo sobre cada varejista. Além, é claro, de questionar os reais impactos da performance de tráfego, tema central para estratégias de marketing digital no varejo contemporâneo”, reforça a pesquisadora. 

Marcas mais desejadas

Ainda de acordo com o levantamento, a análise das marcas mais mencionadas revela concentração significativa em determinados players. Apple lidera de forma expressiva com 32% das menções, refletindo tanto o valor agregado percebido pela marca quanto o preço, que a torna particularmente atrativa durante promoções.

A Samsung ocupa a segunda posição, com 16% das menções, seguida por LG (9,9%) e Xiaomi (7,8%). No segmento de beleza, Boticário concentra 8,9% das menções e Natura 7,4%, demonstrando a força de marcas nacionais no contexto da Black Friday. 

Nike e Adidas representam 4% e 3,3% respectivamente, indicando interesse por produtos esportivos durante o evento, embora em proporção menor que categorias líderes.

Estudo da Sinch revela que 71% dos brasileiros são mais impactados por imagens na Black Friday

A uma semana da Black Friday, o varejo brasileiro se prepara para uma das edições mais estratégicas dos últimos anos. Segundo pesquisa global da Sinch, líder em comunicação omnichannel, 71% dos consumidores brasileiros afirmam que imagens aumentam seu interesse por uma oferta — percentual bem acima da média global (47%). O dado reforça o papel central do conteúdo visual nas estratégias de marketing digital e coloca o Brasil na dianteira da personalização com impacto emocional.

Além da força visual, a pesquisa revela um consumidor mais conectado, planejado e aberto ao uso de Inteligência Artificial (IA) nas jornadas de compra. Mais da metade dos brasileiros (56,6%) confia em recomendações feitas por chatbots de IA tanto quanto nas feitas por pessoas, superando a média global (46%). Essa receptividade acelera a adoção de automações e experiências ricas nos canais preferidos do público.

“O consumidor brasileiro busca conveniência, confiança e conexão. Canais como o WhatsApp, aliados a conteúdos interativos e personalizados, terão um papel decisivo na performance da Black Friday”, destaca Mário Marchetti, diretor-geral da  Sinch na América Latina.

WhatsApp reina, RCS avança
Enquanto no cenário global o RCS (Rich Communication Services) — formato de mensagens enriquecidas com carrosséis, imagens e botões — ganha espaço com 47% de preferência, no Brasil o WhatsApp segue dominante: 60% dos brasileiros apontam o app como o principal canal para receber promoções na Black Friday e Cyber Monday. A adesão ao RCS ainda está em estágio inicial no país.

O levantamento também mostra um consumidor confiante: 45,4% pretendem gastar mais do que em 2024, enquanto a média global é de 31,5%. Além disso, o brasileiro está se antecipando: 43,7% começaram a monitorar promoções com pelo menos um mês de antecedência, indicando um comportamento mais estratégico e planejado.

Automação e rastreamento são prioridade
A comunicação pós-venda continua sendo essencial para a experiência. Durante o pico da Black Friday, 83,8% dos consumidores brasileiros valorizam mensagens de rastreamento e atualizações de envio, contra 61,6% globalmente. Os canais automatizados já fazem parte da jornada de compra:

  • 60,8% usam bots para acompanhar o status do pedido
  • 51,5% buscam informações de produtos antes da compra

Esses dados confirmam que velocidade, clareza e proatividade são atributos indispensáveis na jornada digital.

Desafios e oportunidades para marcas
A Sinch alerta: marcas que conseguirem alinhar canal, timing e formato terão maior vantagem competitiva. A Black Friday será uma oportunidade para transformar cada mensagem em uma experiência rica — com IA, automação e conteúdo visual como diferenciais.

“O futuro da comunicação no varejo passa pela mensageria interativa. Cada contato pode ser uma oportunidade de engajamento e conversão. As marcas que compreenderem esse movimento sairão na frente não só na Black Friday, mas na fidelização de longo prazo”, conclui Marchetti.

Black Friday 2025: redes de franquia ampliam descontos e oportunidades para novos investidores

Que a Black Friday é um sucesso todo mundo já sabe, mas você sabia que dá para investir em um novo negócio aproveitando essa época do ano? Com diversas promoções no mês de novembro, franquias como Acquazero, Convex, Doutor DM2 Diabetes, Encontre Sua Viagem, Gigatron, Lave & Pegue e Sandaliaria, buscam trazer ainda mais empreendedores apostando em descontos exclusivos. 

Uma pesquisa realizada pelo Google Brasil revelou que 72% dos consumidores esperam ofertas de serviços ou viagens durante o período, o que reforça a tendência de expansão da data para o setor de serviços do franchisng, um dos segmentos que mais crescem no país, segundo os dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). 

Com isso, redes de diferentes setores estão aproveitando a força da Black Friday para lançar promoções inéditas voltadas à abertura de novas unidades. As marcas, reconhecidas por seus modelos sustentáveis e em expansão nacional, oferecem condições especiais para novos investidores. Além de descontos, os benefícios incluem redução da taxa de franquia, parcelamento e suporte ampliado nos primeiros meses de operação, tornando o investimento mais acessível e atrativo. 

Promoções Black Friday

Os principais destaques das campanhas inéditas para futuros franqueados serão:

Acquazero:  Franquia ecológica de limpeza automotiva e residencial. Reconhecida como uma das maiores do segmento de estética ecológica do mundo, a Acquazero atua com foco em sustentabilidade, oferecendo serviços de limpeza a seco e economizando até 320 litros de água por carro. 

Na Black 2025, a rede irá oferecer descontos na taxa de franquia no modelo de loja física de R$40 mil para R$30 mil e modelo móvel de R$15 mil para R$10 mil. Quem já franqueado terá o direito de abrir uma segunda unidade com 50% de desconto e ainda ganha um convite gratuito para a convenção de 2025.

Convex: A Convex Joias, rede especializada em joias de aço e acessórios contemporâneos, combina design autoral, elegância e um modelo de franquia de fácil operação. Durante a Black a rede irá oferecer descontos exclusivos na taxa de franquia, de R$50 mil para R$29.997, válido até o dia 30 de novembro. 

Doutor DM2 Diabetes: Rede voltada à saúde e suplementação, aposta em uma promoção voltada à redução de custos operacionais dos novos franqueados. Quem fechar o contrato durante o mês de novembro ganhará 1 mês de suplementos gratuitos, uma economia de cerca de R$12 mil, permitindo que o início da operação com estoque e estrutura prontos para atender ao público. 

Encontre Sua Viagem: Com mais de 20 anos de mercado, a rede é uma das maiores franquias de turismo do país. Durante a Black, a marca irá conceder descontos de 30% para novos franqueados. No modelo home office, a taxa de franquia de R$10 mil para R$7 mil e a loja física de R$15 mil para R$12 mil. 

Além desses descontos, quem fechar com a rede nesse período terá 1 ano para abrir uma segunda franquia com 50% de desconto na taxa e um convite gratuito para a convenção de 2025. 

Gigatron: Rede especializada em soluções tecnológicas para pequenas e médias empresas, fará uma promoção de 30% de desconto no Modelo Premium, de R$20 mil por R$14 mil. 

A promoção será válida por todo o mês de novembro. 

Lave & Pegue: Com modelo de lavanderias automatizada e gestão simplificada, a Lave % Pegue oferecerá descontos de até R$ 30 mil na taxa de franquia para novos franqueados.

Sandaliaria: Rede de franquia de sandálias personalizadas, destaca-se pela proposta criativa e pelo modelo de negócio que combina moda e identidade visual. Na Black, a marca irá oferecer uma condição inédita: os cinco primeiros franqueados que fecharem uma reserva para 2026 ganharão outra unidade para 2027, pagando apenas a taxa de franquia. A taxa, no valor de R$30 mil, poderá ser parcelada em até 10x sem juros no cartão ou em 7x no boleto. 

Ótimo momento de investimento

Muito além de descontos, a Black Friday representa uma janela de oportunidade para novos empreendedores. De acordo com NielsenIQ, mais de 45% dos consumidores aproveitam essa época para conheceram novas marcas, reforçando a importância de manter um padrão de atendimento e consistência em cada unidade. 

Redes de franquias vem transformando o evento em uma estratégia de longo prazo, aproveitando a visibilidade e o fluxo de negociações para acelerar o crescimento e ajustar o planejamento de expansão. 

O setor de franquias faturou R$ 240 bilhões em 2024, mostrando que o momento é favorável para quem deseja empreender com marcas consolidadas e com investimentos reduzidos. 

Investir agora permite que o franqueado planeje a operação para 2026 com um suporte completo, com benefícios que dificilmente se repetem ao longo do ano. A combinação entre a credibilidade das marcas e as condições financeiras diferenciadas, podem transformar a Black Friday em uma das melhores porta de entrada para o franchising nacional. 

Black Friday 2025: golpes digitais ficam mais sofisticados e aumentam risco para consumidores

A semana da Black Friday é um momento de prestar atenção nas ofertas e de redobrar os cuidados com golpes. A data atrai clientes, mas também golpistas no ambiente digital, que empregam técnicas mais elaboradas e novos recursos como Inteligência Artificial. O que começa como uma simples busca por descontos pode rapidamente se transformar em dor de cabeça, prejuízo financeiro e vazamento de dados pessoais.

De acordo com o professor de Ciência da Computação da Unijorge e estrategista digital, Marcos Leite, com mais acesso à tecnologia, os golpes se tornaram mais sofisticados e convincentes. Ele explica cuidados importantes, como evitar clicar em links enviados via mensagens e por e-mail, além de nunca fornecer dados confidenciais. Essas informações podem ser utilizadas para golpes comoo phishing, que coleta dados pessoais e bancários, como senhas e números de cartões de crédito.

“Os links podem ser utilizados ainda para instalação de vírus ou programas para roubo de informações, para roubo de identidade e para ofertas falsas de produtos que nunca serão entregues”, acrescenta.

Outros tipos de fraudes são as que usam sites espelho com certificados falsos, onde golpistas copiam visualmente lojas verdadeiras e usam URLs quase idênticas. Em muitos casos, até inserem certificados HTTPS falsificados, confundindo quem só verifica se o site tem o “cadeado”.

Também há a clonagem de anúncios patrocinados, em sites como o Google e nas redes sociais, em que anúncios falsos aparecem à frente dos anúncios legítimos. “Muita gente clica achando que é a loja certa e acaba caindo em páginas fraudulentas’, diz Leite. Está cada vez mais comum também o uso de Deepfakes e anúncios de ofertas irreais, com a utilização de vídeos manipulados usando IA para simular influenciadores ou marcas anunciando promoções que não existem.

Outras modalidades que têm crescido são os golpes com Pix “temporizado”. Nesses casos, links falsos geram QR Codes que redirecionam para contas de criminosos, simulando descontos que só aparecem “por tempo limitado”. Ocorrem também o “roubo de sessão” (session hijacking) em redes de Wi-Fi público, quando ao acessar lojas pela rede aberta de shoppings, ônibus ou restaurantes, por exemplo, o usuário pode ter seus dados interceptados e a sessão de compra invadida.

Cuidados simples que fazem diferença

Mesmo diante de golpes tão elaborados, ações práticas continuam sendo efetivas. Os consumidores devem acessar os sites digitando o endereço manualmente e evitar clicar em links enviados por terceiros, pois essa é a forma mais comum de cair em fraude. As pessoas devem desconfiar de ofertas muito abaixo do mercado. 

Para pagamentos, sempre usar cartão de crédito virtual, que a validade é curta e reduz o impacto se os dados forem vazados. Ao pagar com cartão, evitar salvar os dados nos sites, mesmo em lojas conhecidas. Evitar também pagamentos antecipados via Pix para lojas pouco conhecidas. Os clientes devem ativar ainda a autenticação em duas etapas nas plataformas de compra, por ser uma camada a mais de segurança que dificulta o acesso de terceiros. 

Antes das compras, lembrar sempre de pesquisar em sites como Reclame Aqui, em redes sociais e ficar atento a questões como entregas atrasadas, produtos que nunca chegam e suporte inexistente, que são sinais claros de alerta.

Atenção redobrada em dispositivos móveis

A maior parte das compras da Black Friday acontece no celular e isso também aumenta os riscos. Aplicativos falsos na Play Store e App Store, teclados espiões e notificações push manipuladas são estratégias recentes usadas para roubar dados durante a compra.

“Com atenção e cuidado, é possível aproveitar ótimas promoções. O mais importante é nunca agir no impulso. Verificar, comparar e desconfiar de exageros é o que impede que o consumidor perca dinheiro ou tenha seus dados expostos a golpes ainda mais complexos”, reforça o professor.

Cinco tendências do varejo internacional que vão dominar a Black Friday brasileira

A Black Friday brasileira se aproxima do modelo de mercados maduros, como Estados Unidos e Reino Unido, onde a data deixou de ser um único dia e se transformou em uma temporada contínua de compras. O consumidor monitora preços por semanas, compara vantagens entre canais e exige clareza para decidir, o que obriga as marcas a estruturarem campanhas mais completas e menos reativas. Nesse movimento, o desconto vira apenas uma das peças da estratégia, dividindo espaço com experiência, conveniência e previsibilidade em toda a jornada.

Ao mesmo tempo, a digitalização acelera hábitos já consolidados na Europa, com o cliente alternando entre apps, redes sociais, marketplaces e atendimento quase imediato. Esse ritmo pede respostas ágeis, conteúdo confiável e ofertas personalizadas. Para Adriano Santos, sócio da Tamer, o Brasil entra em uma fase mais técnica da Black Friday, movida por dados, personalização e eficiência logística. “Aplicar práticas do varejo internacional reduz custos, aumenta conversão e dá solidez à presença digital.” A seguir, cinco tendências que marcam essa evolução em 2025.

1. Aquecimento antecipado

“A ideia de começar antes funciona como um termômetro real do mercado e dá ao consumidor tempo para comparar sem pressão.” Para o especialista, esse ritmo mais espaçado organiza o mês, melhora previsões e reduz a necessidade de promoções extremas no dia oficial. O modelo, já comum na Europa e nos Estados Unidos, distribui o tráfego, evita sobrecarga e deixa a experiência mais fluida. Para o público, o processo se torna mais claro. Para as marcas, cria previsibilidade e operações mais estáveis. Com essa dinâmica, novembro tende a virar um ciclo único de ofertas, e não uma corrida de 24 horas.

2. Construir descontos consistentes com o comportamento real do produto

A credibilidade da Black Friday passa pela coerência entre o preço promocional e o histórico do item ao longo do ano. Santos explica que o consumidor já acompanha essas curvas e identifica rapidamente distorções ou ajustes de última hora. Por isso, a oferta precisa ser sólida o bastante para se sustentar sem justificativas adicionais. “Desconto confiável é aquele que não precisa de defesa. Ele se prova na relação com o histórico, não no discurso da marca”, comenta. Essa consistência reduz cancelamentos, dúvidas e desgaste pós-venda.

3. Utilizar múltiplos pontos de contato para ampliar relevância sem saturar

A presença em canais complementares aumenta o alcance e reduz a dependência de uma única plataforma, algo crucial em semanas de alta competição. O sócio da Tamer aponta que vídeos curtos, transmissões ao vivo e conteúdos orientados para decisão fazem a mensagem circular com naturalidade. “Hoje a disputa não é pela atenção, é pela utilidade. Quem ajuda o cliente rápido vira prioridade imediata”, afirma. Essa diversificação torna a jornada mais leve e melhora as chances de conversão.

4. Unir preço, benefício e experiência em um único raciocínio

O consumidor atual quer entender de forma objetiva por que aquela oferta faz sentido para sua vida, e isso exige campanhas que mostrem impacto real e não apenas o percentual de desconto. “ A comunicação precisa conduzir o cliente por um fio narrativo claro, relacionando problema, função ou ganho. No momento em que a marca apresenta um raciocínio completo, o desconto se torna consequência, não chamariz”, diz. Essa abordagem reduz dúvidas e torna a compra mais segura e imediata.

5. Tratar o pós-venda como parte central da conversão

A etapa posterior à compra concentra dúvidas, trocas e solicitações, e o modo como a marca responde determina se haverá nova venda ou frustração duradoura. Santos explica que processos simples e tempos de resposta curtos criam sensação de cuidado constante, algo que pesa tanto quanto o preço. “A relação se confirma na entrega. Se a marca resolver bem os detalhes, ela já começa a vender antes mesmo da próxima campanha”, afirma. Esse ciclo qualifica a experiência e reduz custos de aquisição.

Abertura de vagas temporárias sobe 81% nos meses que antecedem a Black Friday, aponta Sólides

A Black Friday está chegando e seus efeitos já são sentidos no mercado de trabalho com meses de antecedência. De acordo com um levantamento inédito da Sólides, HR Tech que atende mais de 40 mil pequenas e médias empresas em todo o Brasil, as contratações ligadas ao período promocional começam semanas antes do evento e têm impacto direto na geração de empregos temporários e fixos.

Entre 2022 e 2024, o número médio de vagas temporárias abertas em setembro e outubro foi 81% maior do que nos outros meses do ano. O dado evidencia como o fenômeno do varejo aquece o mercado de trabalho bem antes das promoções chegarem ao consumidor. A tendência é de crescimento contínuo: de 2023 para 2024, as oportunidades temporárias avançaram 53,3%.

O movimento também se reflete nas contratações permanentes. Nos dois meses que antecedem a Black Friday, o número médio de vagas fixas cresceu 17,5% na média dos últimos dois anos, com alta expressiva de 58,6% entre 2023 e 2024. O resultado mostra que as empresas não apenas reforçam suas equipes para o pico de demanda, mas também aproveitam o período para expandir seus quadros de forma duradoura.

“A Black Friday se consolidou como um gatilho importante para o mercado de trabalho, especialmente entre as PMEs. O que antes era apenas uma data de consumo hoje é um indicador da atividade econômica real e um momento estratégico de geração de oportunidades. Para este ano, a tendência é de que a oferta de vagas temporárias se mantenha como a do ano passado”, afirma Ricardo Kremer, diretor de Produtos e Tecnologia (CPTO) da Sólides. “Muitas empresas usam o período para identificar e reter talentos que, após o aumento sazonal, acabam permanecendo em suas equipes.”

O levantamento da Sólides também destaca o perfil das ofertas de emprego. Em 2024, os estados com maior volume de vagas foram São Paulo (26%), Minas Gerais (17%) e Santa Catarina (6%). As áreas que mais contrataram foram comercial (22%), administrativa (15%) e tecnologia (7%), com destaque para funções como vendedor, representante comercial, auxiliar administrativo e desenvolvedor back-end e full stack.

Os dados consideram o total de vagas abertas entre setembro e outubro de 2022, 2023 e 2024 no Portal de Vagas e na plataforma da Sólides, refletindo de forma direta a movimentação do mercado de trabalho em pequenas e médias empresas brasileiras.

Contratar tecnologia na logística é decisão estratégica e não apenas financeira

Por muito tempo, a escolha entre comprar ou assinar uma tecnologia logística foi vista apenas como custo. Hoje, essa decisão define o quanto uma empresa será capaz de inovar, integrar cadeias complexas e responder rapidamente às demandas do mercado. A licença perpétua, comparável à compra de um imóvel, oferece controle total, mas exige manutenção contínua e pode se tornar um ativo obsoleto. O modelo Software as a Service (SaaS), similar ao aluguel, reduz o investimento inicial e garante evolução constante. Já o pay-per-use adiciona flexibilidade para operações que oscilam conforme a sazonalidade. Ou seja, o modelo ideal depende menos do orçamento disponível e mais da estratégia de crescimento do negócio.

Quando uma empresa opta por comprar um software de forma definitiva, ela assume o risco de ficar presa a uma tecnologia que não acompanhará novas regulamentações, APIs ou integrações críticas. O problema não é apenas a obsolescência, mas a perda de competitividade. Na logística, onde os ciclos de inovação são curtos, investir em algo estático pode significar perder a capacidade de reagir ao mercado. Por outro lado, o modelo de assinatura não está isento de desafios. A dependência do fornecedor para atualizações e suporte exige contratos transparentes, previsibilidade de reajustes e garantias de evolução tecnológica. A velocidade de atualização compensa a dependência, desde que o SLA seja estruturado com critérios de disponibilidade mínima, tempo de resposta para incidentes e penalidades objetivas.

A previsibilidade de gastos é fator relevante, mas o que realmente pesa na decisão é a governança dos dados. De nada adianta pagar menos se a empresa não tem clareza sobre onde os dados estão armazenados ou se consegue extrair inteligência operacional com rapidez. Esse ponto se conecta ao maior motivo de frustração entre gestores logísticos: muitos contratam plataformas caras, mas continuam usando planilhas para consolidar informações. Esse sintoma revela falhas de implantação, governança e escolha inadequada de fornecedor. O modelo de contratação, por si só, não garante eficiência. O que garante é a aderência do sistema à estratégia do negócio e sua capacidade de se integrar a áreas críticas como transporte, armazenagem, compras e financeiro.

Por isso, interoperabilidade deve ser uma cláusula central em qualquer contratação. A plataforma logística não pode ser uma ilha tecnológica. É preciso garantir abertura para integrações via API, compatibilidade futura e portabilidade de dados, evitando qualquer tipo de aprisionamento digital. Do ponto de vista contratual, mecanismos de segurança cibernética, revisões periódicas, liberdade para migração e proteção contra mudanças unilaterais são essenciais para blindar a operação. Mais do que evitar riscos, essas cláusulas preservam a autonomia estratégica da empresa.

Quando falamos de retorno financeiro, a diferença entre os modelos também é clara. Na compra tradicional, o investimento inicial elevado alonga o payback, que só começa a ser percebido após anos. No modelo SaaS, o ROI costuma ser mais rápido justamente pela entrada imediata em operação e pela eliminação de grandes desembolsos iniciais. Porém, o cálculo não deve considerar apenas o valor do contrato, mas os ganhos de eficiência, rastreabilidade, redução de falhas e visibilidade de ponta a ponta. Assinatura não é custo operacional, é investimento estratégico.

A pressão para reduzir custos logísticos é permanente, mas cortar orçamento em tecnologia pode aumentar as perdas em toda a cadeia. Na prática, economizar na assinatura e aceitar uma plataforma limitada pode custar caro em retrabalho, falta de visibilidade ou perda de controle operacional. O equilíbrio está em conectar a tecnologia diretamente aos indicadores de performance logística, demonstrando impacto em produtividade e margem.

Contratar tecnologia não é uma decisão de TI, é uma decisão de futuro. Na logística, onde a previsibilidade da demanda é cada vez menor e a integração de dados se tornou vital, escolher o modelo certo define se a empresa será protagonista da inovação ou espectadora da própria obsolescência.

Bots que decidem pelo cliente criam fricção digital, alerta especialista em atendimento

A expansão da inteligência artificial no atendimento criou um efeito colateral silencioso: consumidores estão exigindo mais autonomia, não necessariamente mais tecnologia. É o que observa João Paulo Ribeiro, CEO do Grupo Inove e especialista em cultura de atendimento, ao analisar transformações recentes em operações de grandes empresas brasileiras. Segundo ele, a próxima fronteira da experiência do cliente não está na velocidade da resposta, mas na sensação de controle sobre a própria jornada.

“O cliente só confia quando entende que continua no comando. A automação que não respeita isso vira obstáculo, não solução”, afirma. Com 14 anos de atuação à frente de operações complexas, Ribeiro percebe um padrão claro, empresas que avançaram rápido demais na digitalização criaram ciclos de dependência entre humano e máquina, congestionando operações e fragilizando a relação com o consumidor.

A tendência, segundo ele, é o surgimento de modelos que oferecem rotas alternativas dentro dos fluxos automatizados. “Não se trata de criar atalhos, mas de devolver ao cliente o poder de decidir quando quer resolver sozinho e quando quer ser atendido por alguém”, explica.

O novo consumo é com  menos passividade, mais participação

Ribeiro afirma que um dos erros mais recorrentes das empresas é acreditar que consumidores desejam jornadas totalmente autônomas. O que eles buscam, na prática, é participação ativa. Ele observa esse movimento em setores como varejo, saúde, delivery, aviação e serviços financeiros.

“A automação tem sido construída com foco na empresa, não no cliente. Quando o consumidor entra em um fluxo que não permite intervenção, ele entende que perdeu autonomia e é aí que nasce a frustração”, diz.

Esse fenômeno, de acordo com o especialista, explica o aumento de reclamações sobre bots que impedem o contato humano, URAs que funcionam como labirinto e aplicativos que escondem opções essenciais. “A automação não pode sequestrar a experiência. Ela precisa devolver clareza e liberdade”, resume.

O risco oculto do excesso de dependência da IA

Ribeiro alerta que parte das empresas já enfrenta um novo problema operacional, jornadas inteiras que só funcionam se a IA funcionar perfeitamente. Isso cria dependência crítica, especialmente em momentos de alto volume, lançamentos de produtos, crises ou picos sazonais.

Segundo o CEO, esse modelo gera prejuízos intangíveis porque fragiliza o elemento que deveria ser mais protegido, a confiança. “Quando todo o atendimento depende da IA, um pequeno erro vira caos. E o caos não escala”, afirma.

Ele recomenda que empresas adotem desenhos de jornada com dupla arquitetura, em que IA e humano coexistem como caminhos paralelos e seguros. “O cliente precisa sentir que existe porta de saída, e não apenas porta de entrada”, diz.

O cliente quer eficiência, mas não quer ser tutelado

Ribeiro propõe que o mercado adote um novo conceito, automação empática, modelo que une autonomia, clareza e ritmo personalizado. Em vez de uma jornada que empurra o cliente para onde é eficiente para a empresa, a automação empática cria trilhas flexíveis com base em três pilares:

  1. Liberdade de escolha — o cliente decide quando continua no fluxo automatizado ou aciona um humano;
  2. Transparência de caminho — a jornada deixa explícitas as alternativas disponíveis;
  3. Interação contextual — IA e humano compartilham o mesmo entendimento sobre o caso, sem reinício de histórico.

Para o especialista, essa abordagem reduz atritos, aumenta a confiança e transforma o atendimento de centro de custo em gerador de valor. “A automação que respeita o cliente não é a que responde rápido. É a que não obriga o consumidor a aceitar uma experiência que ele não pediu”, afirma.

Para onde o setor caminha agora

O diagnóstico de Ribeiro é que o Brasil está entrando em uma fase de reajuste cultural da automação. Após anos de digitalização acelerada, empresas começam a entender que rapidez sem coerência não entrega experiência, apenas volume.

Ele observa que operações mais maduras já estão reconstruindo fluxos para permitir:

  • retomada humana imediata em casos críticos;
  • IA que apoia, mas não controla a jornada;
  • redução de camadas ocultas dentro dos canais digitais;
  • análises contínuas de percepção, não apenas de produtividade;
  • modelos de roteamento que priorizam a intenção do cliente antes de categoria do problema.

“A próxima vantagem competitiva está na automação que devolve voz ao cliente. Tudo que tira autonomia enfraquece a marca. Tudo que devolve a autonomia fortalece”, conclui.