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E-sports são uma indústria crescente e o tema não pode ser ignorado

Os e-sports deixaram de ser uma tendência de nicho para se tornar uma indústria global consolidada. Jogos como Fortnite, Counter-Strike, Grand Theft Auto V, FIFA, League of Legends e Minecraft já não são apenas produtos de entretenimento, e sim plataformas competitivas e de consumo de conteúdo, que atraem milhões de jogadores e espectadores diariamente. No Brasil, segundo dados da Newzoo, existem mais de 100 milhões de jogadores, dos quais 55% assistem conteúdos de jogo, 27% acompanham competições de e-sports e 12% se consideram entusiastas, evidenciando o tamanho e o engajamento desse público.

O crescimento desse mercado impacta diretamente a forma como desenvolvedoras projetam seus jogos. Hoje, é necessário pensar não apenas na jogabilidade, mas também na experiência do espectador. Competir de forma atrativa para o público se tornou tão importante quanto criar um produto divertido para jogar. Essa mudança reflete a profissionalização do setor, que passou a investir em transmissões, comentários especializados, eventos presenciais e premiações que aproximam fãs e atletas virtuais.

A dimensão e o engajamento dos e-sports têm levado até o Comitê Olímpico Internacional (COI) a considerar formas de inserir modalidades de jogos eletrônicos nos Jogos Olímpicos ou mesmo criar um evento olímpico próprio para e-sports. Essa discussão ganha relevância diante do envelhecimento do público de esportes tradicionais e da necessidade de atrair novas gerações, que já estão imersas em realidades digitais, jogando, assistindo competições e seguindo influenciadores especializados nas redes sociais.

O interesse em e-sports não é apenas cultural, mas também econômico, em que a audiência crescente gera oportunidades de patrocínios, publicidade e monetização direta em transmissões. Além disso, o setor movimenta apostas esportivas significativas, criando a necessidade de regulamentação e monitoramento, similar ao que ocorre em modalidades tradicionais. A profissionalização dessas práticas é fundamental para garantir transparência e justiça nas competições.

No entanto, um dos desafios mais urgentes é a questão da integridade esportiva, já que atualmente, os testes de doping em e-sports são quase inexistentes, enquanto o uso de estimulantes e substâncias que aumentam desempenho cresce entre competidores. A supervisão adequada e a aplicação de regras rigorosas, possivelmente sob a tutela do COI ou de entidades especializadas, são passos essenciais para proteger atletas, investidores e espectadores.

Além disso, a regulamentação pode contribuir para mitigar fraudes e manipulação de resultados em apostas esportivas, um ponto crucial em um mercado de e-sports que já movimenta cifras expressivas. A ausência de fiscalização e padronização gera riscos significativos tanto para o setor quanto para a confiança do público, tornando essencial garantir integridade e credibilidade para consolidar a indústria em nível global.

A profissionalização e o reconhecimento oficial dos e-sports também podem gerar impactos sociais positivos, criando carreiras estruturadas, oferecendo oportunidades de educação e desenvolvimento de habilidades digitais, e estimulando práticas éticas de competição. Dessa forma, o setor passa a oferecer alternativas concretas de crescimento profissional para jovens em um ambiente cada vez mais digitalizado.

Portanto, os e-sports representam uma mudança de paradigma no consumo de esportes e entretenimento, e a combinação de audiência engajada, potencial econômico e oportunidades de inovação exige atenção das instituições esportivas, empresas e investidores. Com regulamentação adequada e acompanhamento estratégico, esses esportes digitais têm potencial para se tornar parte integrante da cultura esportiva mundial, criando novas formas de competir, assistir e investir.

*João Antonio de Albuquerque e Souza é atleta olímpico, graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em Direito e Justiça Social pela UFRGS. Atualmente, é Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) e sócio fundador do escritório Albuquerque e Souza. Com expertise em Direito Civil, Trabalhista e Desportivo, sua atuação abrange temas como contratos e responsabilidade civil.

Tendências Atuais no Mercado de E-commerce: O Que Está Moldando o Futuro do Varejo Online

O e-commerce brasileiro está passando por uma transformação acelerada que vai além do crescimento de faturamento. Novas tecnologias, mudanças no comportamento do consumidor e a busca incessante por experiências personalizadas moldam um cenário competitivo e dinâmico. Este conteúdo reúne as principais tendências atuais no mercado de e-commerce, trazendo dados, exemplos práticos, tabelas comparativas e dicas para preparar seu negócio para o futuro.


1. Omnichannel: Integração Total entre Canais

A experiência omnichannel consolidou-se como prioridade para o consumidor moderno. Segundo a NielsenIQ, mais de 60% dos brasileiros já utilizam tanto aplicativos quanto navegadores para suas compras online, e 68% dos consumidores consideram essencial uma experiência integrada entre canais físicos e digitais.

Principais benefícios do omnichannel:

  • Jornada de compra sem atritos
  • Possibilidade de comprar online e retirar na loja
  • Estoque integrado e prateleira infinita
  • Atendimento centralizado ao cliente
BenefícioDescrição
Click & CollectCompra online, retirada em loja física
Prateleira InfinitaIntegração de estoques
Atendimento UnificadoHistórico do cliente em todos os canais

Dica: Automatize a atualização de estoque e promova experiências personalizadas em todos os pontos de contato para fidelizar seu cliente.


2. Hiperpersonalização e Uso de Inteligência Artificial (IA)

A personalização da experiência de compra atingiu um novo patamar graças à IA e Big Data. Plataformas utilizam algoritmos para analisar comportamento, preferências e histórico de compras, oferecendo recomendações e ofertas sob medida.

Exemplos de Aplicação:

  • Recomendações de produtos personalizadas
  • Automação de descrições de produtos e atendimento via chatbots
  • Segmentação de campanhas de e-mail marketing

Depoimento de Especialista

“A hiperpersonalização com IA eleva as taxas de conversão e fidelização, tornando-se um diferencial competitivo essencial.” – Mariana Trigo, Coordenadora de E-commerce


3. Social Commerce: Vendas Diretas pelas Redes Sociais

O social commerce é um fenômeno crescente: 66% dos consumidores brasileiros já pesquisam produtos em redes sociais e quase 70% já compraram após ver um anúncio. As plataformas como Instagram, Facebook, TikTok e Pinterest oferecem funcionalidades para venda direta, integração com lojas online e recursos de live commerce.

Estratégias em alta:

  • Parcerias com influenciadores (micro e macro)
  • Conteúdo interativo: lives, stories shoppables, reviews
  • Programas de afiliados e incentivo ao compartilhamento

4. Pagamentos Instantâneos e Invisíveis

O pagamento via Pix já representa mais de 30% das transações em grandes datas como a Black Friday. O Pix Parcelado e as carteiras digitais (Apple Pay, Google Pay, PayPal) ganham espaço, assim como soluções “one-click buy” e pagamentos invisíveis, em que o consumidor finaliza a compra com mínima fricção.

TendênciaVantagem para o consumidor
Pix e Pix ParceladoRapidez e flexibilidade
Carteiras DigitaisSegurança e praticidade
Pagamento InvisívelExperiência sem atritos

Dica: Ofereça o máximo de opções de pagamento e destaque as mais rápidas e seguras no seu checkout.


5. Logística Ágil e Entregas Expressas

A busca por prazos menores de entrega é cada vez mais decisiva na escolha do e-commerce. Entregas no mesmo dia, envio por drones e políticas de frete flexíveis são diferenciais. Marketplaces e grandes varejistas já investem em logística própria e parcerias inteligentes.

Principais Ações:

  • Parcerias com hubs logísticos regionais
  • Rastreamento em tempo real para o cliente
  • Opção de entrega expressa ou agendada
SoluçãoImpacto no Negócio
Entrega no mesmo diaAumento de conversão
Rastreamento onlineRedução de consultas no SAC
Drones e automaçãoRedução de custos logísticos

6. Sustentabilidade, ESG e Recommerce

O consumidor valoriza cada vez mais marcas que praticam a sustentabilidade. O recommerce (revenda de produtos seminovos), embalagens ecológicas e cadeias logísticas verdes são tendências que estão mudando o jogo.

  • Utilização de embalagens recicláveis
  • Incentivo ao consumo consciente (exemplo: slow fashion)
  • Programas de logística reversa e cashback sustentável

Exemplo real:

Grandes varejistas já identificam produtos sustentáveis e informam o consumidor sobre o impacto ambiental de suas compras.


7. Automação e Atendimento Inteligente

Chatbots com IA, atendimento 24/7, CRM integrado e programas de fidelidade personalizados são fundamentais para escalar o suporte sem perder qualidade. O atendimento automatizado reduz custos, aumenta a satisfação e coleta dados valiosos para personalização futura.

Exemplos de automação:

  • Resposta automática para dúvidas frequentes
  • Reengajamento de carrinhos abandonados
  • Envio automático de cupons e promoções

8. Modelos de Assinatura e Experiência de Compra Inovadora

Kits de assinatura (ex: beleza, alimentos, bebidas), clubes de vantagens e experiências gamificadas aumentam o valor do ciclo de vida do cliente e reduzem o churn. O consumidor busca conveniência, previsibilidade e recompensas contínuas.

Exemplo de modelo de assinatura:

  • Clubes de café, snacks, cosméticos ou roupas

Tabela Comparativa de Modelos de Receita

ModeloBenefício
Venda avulsaFlexibilidade
Assinatura mensalPrevisibilidade e fidelização
CashbackRetorno e engajamento

9. Realidade Aumentada, Voice Commerce e Experiência Imersiva

A adoção de realidade aumentada (AR) e virtual (VR) permite ao cliente experimentar produtos virtualmente, aumentando a confiança na compra. O voice commerce, impulsionado por assistentes como Alexa e Google Assistant, já é realidade em grandes marcas.

Exemplo prático:

  • Lojas de móveis e óculos que oferecem “prova virtual” via app.
  • Otimização de SEO para buscas por voz.

Dica: Invista em imagens 3D, vídeos de demonstração e otimize seus conteúdos para pesquisa por voz.


10. Segurança e Privacidade de Dados

A LGPD e a maior consciência do consumidor sobre privacidade fazem da segurança um requisito básico. Adoção de tokenização, 3DS e checkout seguro são obrigatórios.

  • Transparência no uso de dados
  • Cumprimento das normas LGPD
  • Certificações de segurança digital

11. Principais Setores em Alta no E-commerce Brasileiro

Segundo relatórios recentes:

  • Moda: previsão de crescimento de 20% até 2025
  • Saúde e beleza: destaque em faturamento e número de pedidos
  • Eletrônicos: smartphones e acessórios lideram
  • Alimentos e bebidas: impulsionados pela conveniência
SetorCrescimento (%) 2024/25
Moda20%
Saúde e Beleza18%
Eletrônicos15%
Alimentos/Beb.18,4%

12. Oportunidades para Pequenos e Médios Negócios

O crescimento do e-commerce proporciona espaço para PMEs inovarem e conquistarem nichos. O segredo está na adoção rápida de tendências, uso de plataformas acessíveis, integração com marketplaces e aposta em branding e conteúdo relevante.

Checklist Prático:

  • [ ] Sua loja possui design responsivo?
  • [ ] Oferece Pix, carteiras digitais e parcelamento?
  • [ ] Está presente e vende pelas redes sociais?
  • [ ] Tem logística ágil e rastreável?
  • [ ] Pratica sustentabilidade?
  • [ ] Investe em conteúdo e marketing digital?

13. Cases e Exemplos de Sucesso

  • Live commerce com influenciadores: aumento de vendas em datas sazonais
  • Entrega expressa e rastreamento: diferenciação positiva no pós-venda
  • Clubes de assinatura: retenção de clientes acima de 30%

14. Referências e Fontes de Dados


Conclusão

O e-commerce brasileiro vive uma era de oportunidades impulsionadas por tecnologia, dados e experiência do cliente. Adaptar-se às tendências, inovar e colocar o consumidor no centro das estratégias são fatores-chave para o sucesso em 2025 e além.

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FAQ – Perguntas Frequentes sobre Tendências no E-commerce

Quais as tendências mais importantes?

  • Omnichannel, personalização via IA, social commerce, pagamentos instantâneos, logística ágil e sustentabilidade.

Como implementar IA no e-commerce?

  • Utilize plataformas e plugins de recomendação, chatbots e análise de dados para personalizar a experiência do cliente.

Vale a pena investir em live commerce?

  • Sim! As vendas por lives e influenciadores têm alto engajamento e aumentam a conversão.

O Pix é essencial?

  • Sim, é o método de pagamento preferido dos consumidores brasileiros atualmente.

Este conteúdo foi elaborado pelo time E-Commerce Update. Compartilhe e continue acompanhando as principais tendências do setor!


Da crise à eficiência: por que o Help Desk é vital para a logística

A pressão por margens mais enxutas e prazos cada vez mais rígidos tem levado o setor logístico a um ponto de inflexão. Em um mercado em que minutos de atraso impactam contratos e fidelização, garantir a disponibilidade dos sistemas e a padronização de processos entre unidades operacionais deixou de ser apenas um desafio técnico — tornou-se uma demanda estratégica.

O help desk — muitas vezes tratado como uma função operacional básica — dentro deste contexto, passou a desempenhar um papel central na eficiência da cadeia de valor. Quando estruturado com tecnologia, automação e visibilidade, o suporte técnico transforma-se em uma ferramenta capaz de reduzir custos, evitar perdas operacionais e aumentar o controle de ponta a ponta, especialmente em empresas com múltiplas localidades.

Dados recentes ajudam a dimensionar o impacto da indisponibilidade nos resultados logísticos. Segundo estimativas da Gartner, uma hora de downtime pode custar até US$ 42 mil para uma empresa de médio ou grande porte. E não são eventos esporádicos: o mesmo estudo indica que empresas enfrentam, em média, 87 horas de paralisação não planejada por ano — o equivalente a quase quatro dias inteiros de operação parada.

No setor de logística, no qual a disponibilidade de sistemas de gestão de armazém (WMS), transporte (TMS), dispositivos móveis, redes e impressoras está diretamente conectada à produtividade, cada interrupção impacta prazos, penalidades contratuais, roteirizações e satisfação do cliente final.

A complexidade do suporte em ambientes descentralizados

Em operações logísticas distribuídas, a descentralização da TI amplifica os desafios do suporte. Armazéns, filiais, hubs urbanos e centros de distribuição operam com estruturas diversas, perfis distintos de usuários e níveis variados de maturidade técnica.

Em muitas organizações, o atendimento ainda depende de equipes locais sobrecarregadas ou de suporte presencial vindo da matriz — um modelo que gera disparidades nos tempos de resposta, improvisos na resolução e, principalmente, perda de visibilidade para os gestores corporativos.

Segundo um levantamento realizado em 2024 por uma consultoria global de ITSM, quase 46% das empresas com operações geograficamente distribuídas relatam dificuldades para manter níveis de serviço consistentes entre as unidades. E quando não há padronização, o suporte se torna reativo, lento e propenso ao retrabalho. Tickets se perdem, históricos não são consolidados e problemas recorrentes deixam de ser identificados, multiplicando custos operacionais silenciosos.

Centralização e visibilidade: o que muda com um help desk estruturado

A adoção de uma solução eficiente e centralizada de help desk representa um divisor de águas para empresas logísticas. Trata-se de um modelo que unifica o suporte técnico em uma única plataforma, permitindo que todos os chamados — independentemente da localidade de origem — sigam fluxos definidos, com categorização padronizada, níveis de prioridade e prazos de atendimento acordados.

Esse tipo de estrutura cria um ambiente em que a visibilidade em tempo real é garantida. O gestor de TI consegue acompanhar os incidentes por unidade, por sistema afetado ou por tipo de problema, identificando tendências, gargalos e áreas que exigem reforço técnico ou treinamento. Esse monitoramento contínuo, associado a indicadores de desempenho como SLAs (Acordos de Nível de Serviço) e SLIs (Indicadores de Nível de Serviço), transforma a TI em um centro de decisão baseado em dados, e não mais em suposições.

Ao centralizar o atendimento, a empresa também reduz a dependência de suporte presencial em localidades remotas. Incidentes que antes exigiam deslocamento de técnicos passam a ser resolvidos por acesso remoto, com rapidez, padronização e menor custo. Estudos indicam que o suporte remoto reduz o tempo médio de resolução em até 30% e os custos operacionais em cerca de 50%, principalmente quando associado a fluxos automatizados.

Automação e padronização: a nova base da eficiência

A automação é um dos principais diferenciais de uma solução moderna de help desk. Tarefas repetitivas e de baixo valor — como redefinição de senhas, atualizações de sistema ou diagnóstico de falhas conhecidas — podem ser executadas automaticamente, liberando a equipe para lidar com incidentes mais complexos e estratégicos.

Além disso, fluxos inteligentes garantem que chamados sejam roteados diretamente para o time ou analista certo, de acordo com regras de negócio previamente configuradas.

Esse modelo elimina a necessidade de triagem manual e reduz significativamente o tempo de atendimento. Também evita escalonamentos desnecessários e contribui para melhorar a experiência do usuário interno, que passa a contar com um suporte mais ágil, preciso e previsível.

Outro recurso essencial nesse contexto é a base de conhecimento integrada, alimentada de forma contínua por chamados resolvidos. Cada incidente se transforma em aprendizado documentado, acessível não apenas à equipe técnica, mas também aos usuários. Com isso, a organização pode oferecer portais de autoatendimento e FAQs dinâmicos, permitindo que problemas simples sejam resolvidos pelo próprio colaborador, sem abrir um ticket. A automação combinada à inteligência da base de conhecimento reduz o volume de chamados e melhora o tempo médio de resposta, ao mesmo tempo em que fortalece a autonomia das equipes operacionais.

Indicadores, relatórios e decisões orientadas por dados

Em ambientes logísticos, onde cada minuto conta, a previsibilidade operacional é um ativo valioso. Por isso, outro benefício estratégico da adoção de um help desk estruturado é a capacidade de gerar relatórios acionáveis — com indicadores segmentados por filial, tipo de chamado, tempo de resolução, frequência de reabertura e grau de impacto.

Com esses dados em mãos, a TI pode avaliar com mais clareza quais unidades exigem reforço de infraestrutura, quais sistemas apresentam maior instabilidade e onde estão os pontos de falha recorrentes. Essa visibilidade não apenas otimiza investimentos, como também permite que a área de tecnologia atue de forma proativa, antecipando demandas e reduzindo a probabilidade de falhas críticas.

Um estudo publicado em 2024 por uma associação internacional de service management mostrou que organizações que operam com SLAs bem definidos e acompanhados conseguiram reduzir em 76% a ocorrência de incidentes críticos. Mais do que isso, aumentaram em até 20% a disponibilidade dos sistemas mais sensíveis à operação, como WMS e plataformas de roteirização.

Impacto financeiro e retorno tangível

Os ganhos de eficiência e controle proporcionados por uma estrutura de help desk bem implementada resultam em impactos financeiros tangíveis. Além da redução direta com deslocamentos, visitas técnicas e retrabalho, há uma economia significativa associada à diminuição do tempo de inatividade.

Para se ter uma ideia, segundo dados da IBM, empresas que adotam automação no suporte conseguem reduzir os custos médios por incidente em até 45%, além de melhorar a taxa de resolução no primeiro contato — um indicador fundamental para conter chamados reincidentes e preservar a produtividade das operações locais.

A própria rastreabilidade de processos também colabora para a redução de riscos. Em segmentos regulados, como o transporte de produtos farmacêuticos ou alimentos, manter histórico completo e auditar o suporte é essencial para atender exigências legais e contratuais. O help desk, nesse contexto, torna-se não apenas uma ferramenta de atendimento, mas um componente estratégico da governança e da conformidade operacional.

A eficiência operacional no setor logístico depende de múltiplos fatores, mas poucos têm impacto tão direto — e muitas vezes negligenciado — quanto o suporte técnico. Em empresas com unidades espalhadas, filiais remotas e grande dependência de sistemas integrados, investir em uma solução eficiente de help desk não é uma questão de conveniência: é uma estratégia para proteger margem, garantir qualidade e escalar com segurança.

Ao centralizar o atendimento, automatizar fluxos, medir desempenho com precisão e documentar aprendizados, a TI passa a operar com previsibilidade e inteligência — entregando valor real à operação. E em um mercado cada vez mais exigente, onde o erro custa caro e a demora compromete contratos, ter um help desk forte é mais do que importante: é uma forma de garantir que o negócio continue rodando, sem paradas, com controle, visibilidade e confiança.

Por Edsel Simas, Chief Technology Officer da Setrion Software e da Milldesk

Quais são as principais causas de demissão da Geração Z?

A Geração Z, formada por pessoas nascidas por volta de 1997 e 2010, já ocupa um espaço cada vez maior no mercado de trabalho. Até 2030, estima-se que um em cada três profissionais ativos será dessa geração, sendo que em alguns segmentos, ocupará mais de 50% da massa de trabalho. Com um perfil digital nativo e uma visão de mundo moldada pela tecnologia, eles trazem novas expectativas para o ambiente corporativo. Porém, essas mesmas características que os diferenciam também estão entre os fatores que mais os expõem a desligamentos, seja por decisão própria ou por parte das empresas.

Segundo o relatório 2025 Gen Z and Millennial Survey da Deloitte Global 2025, a Geração Z apresenta propensão a mudanças constantes e as empresas enfrentam dificuldades em reter esse público. O problema, no entanto, não se limita à alta rotatividade voluntária e por considerarem a empresa como um intercâmbio de experiências e não como o único sentido da vida estar em apenas 1 CNPJ por 40 anos. Muitas demissões são involuntárias e estão relacionadas a comportamentos e expectativas que se chocam com a cultura organizacional vigente.

1. Dificuldade de adaptação ao ambiente corporativo

Embora a Geração Z seja fluente no uso de tecnologia e inovação, ainda existe um grande contraste entre o estilo de trabalho que eles esperam e a realidade de muitas empresas. Estruturas hierárquicas rígidas, burocracias excessivas e lideranças pouco abertas ao diálogo costumam gerar desconforto. Em muitos casos, o jovem profissional acaba não conseguindo se adaptar, e isso se reflete em falta de engajamento, queda de produtividade e, em último estágio, demissões.

Ricardo Dalbosco, Doutor e especialista no futuro do trabalho e comunicação multigeracional, explica que “a Geração Z não aceita comandos cegos. Esse público quer compreender o propósito por trás das ordens e participar ativamente das decisões. Quando o ambiente corporativo não oferece espaço para esse diálogo, surgem conflitos que podem levar ao desligamento precoce”.

2. Expectativas desalinhadas com a realidade

A Geração Z busca propósito, flexibilidade e ascensão rápida. Muitos jovens chegam às empresas esperando progressões de carreira aceleradas, liberdade para gerir sua rotina e benefícios alinhados ao bem-estar. Quando encontram ambientes rígidos, com poucas oportunidades de crescimento e políticas de trabalho pouco flexíveis, a frustração aparece. Esse desalinhamento impacta o engajamento e pode levar tanto à saída voluntária quanto a avaliações negativas que resultam em demissão.

3. Questões ligadas à saúde mental

Pesquisas da American Psychological Association revelam que a Geração Z é a que mais relata altos níveis de estresse e ansiedade. Esse dado se torna ainda mais relevante no ambiente de trabalho, onde a pressão por resultados, o acúmulo de tarefas e a ausência de apoio emocional ampliam a vulnerabilidade. O reflexo é evidente: absenteísmo, perda de foco e dificuldade em manter relações profissionais saudáveis. Quando não existe suporte adequado, muitas empresas acabam optando pela substituição desses colaboradores.

Além disso, os levantamentos mostram quais são os maiores fatores de estresse relatados por essa geração: 77% dos adultos da Geração Z apontam o trabalho como um estressor significativo (em comparação a 64% dos adultos em geral); 81% indicam o dinheiro como fonte relevante de estresse (também acima dos 64% do total de adultos); e 46% citam a economia como fator de preocupação (número próximo aos 48% gerais).

4. Baixa tolerância à frustração

A Geração Z cresceu em um contexto de gratificação imediata, impulsionado pelo acesso rápido à informação, pelas redes sociais e pelo consumo digital instantâneo. Essa vivência formou profissionais que, em muitos casos, demonstram baixa tolerância a processos demorados ou a feedbacks negativos. Em ambientes de alta pressão, onde a resiliência é essencial, essa característica pode gerar choques diretos com líderes e colegas, acelerando o risco de desligamento.

5. Conflitos geracionais no ambiente de trabalho

De acordo com Dalbosco, atualmente, convivem até cinco gerações em uma mesma organização. Isso cria um ambiente rico em diversidade, mas também propenso a choques de visão e linguagem. Enquanto gerações mais antigas valorizam hierarquia, tempo de casa e disciplina, a Geração Z prioriza autonomia, flexibilidade e autenticidade. O resultado é um ambiente de tensão, no qual pequenas diferenças de percepção podem se transformar em atritos recorrentes. Muitas demissões ocorrem justamente porque empresas e profissionais não conseguem transformar esses choques em aprendizado mútuo.

Como a Geração Z pode reduzir o risco de demissão

Para evitar desligamentos, a Geração Z precisa investir em autogestão e protagonismo de carreira. O primeiro passo é desenvolver competências comportamentais, como comunicação assertiva, resiliência e inteligência emocional. Esses elementos são fundamentais para lidar com a pressão e com a diversidade de perfis dentro das empresas.

Outro ponto essencial é buscar mentores internos e externos. Aprender com profissionais mais experientes acelera a adaptação e ajuda a compreender melhor a dinâmica organizacional. Da mesma forma, alinhar expectativas de forma transparente com gestores evita frustrações e cria um ambiente de confiança.

O cuidado com a saúde mental também deve ser prioridade. Estabelecer rotinas de autocuidado, buscar apoio profissional quando necessário e respeitar limites pessoais são atitudes que contribuem para maior estabilidade no trabalho. Finalmente, é crucial conectar o próprio propósito com o impacto real da função. Profissionais que enxergam sentido no que fazem tendem a ter maior motivação e menor risco de demissão.

As principais causas de demissão da Geração Z não estão ligadas à falta de capacidade técnica, mas sim ao desalinhamento de expectativas, à dificuldade de adaptação cultural e à gestão das emoções. Trata-se de uma geração que valoriza propósito e autenticidade, mas que ainda precisa aprender a lidar com os desafios de ambientes corporativos que nem sempre acompanham a mesma velocidade de mudança.

Do clique à reputação: anúncios digitais ganham confiança e impulsionam marcas emergentes

A publicidade digital no Brasil segue em expansão, com destaque para os formatos mobile, que conquistam cada vez mais a confiança dos consumidores. Segundo a pesquisa Digital AdSpend 2025 (IAB Brasil e Kantar Ibope Media), o investimento em mídia online cresceu 8% em 2024, movimentando R$ 37,9 bilhões, alta de 60% em relação a 2020. Nove setores já destinam mais da metade de seu orçamento de mídia a canais digitais, confirmando a força da transformação no mercado.

A confiança acompanha esse crescimento: um terço dos consumidores globais confia em anúncios móveis, índice que cresceu 61% desde 2007, enquanto 60% confiam em mensagens nos sites das próprias empresas, 50% em e-mails opt-in e 36% em anúncios em vídeos online e redes sociais. Além disso, 61% prestam mais atenção a anúncios em sites confiáveis e 56% preferem publicidade relacionada ao conteúdo que estão consumindo, reforçando a importância da relevância e do contexto.

Para Beatriz Ambrosio, CEO e fundadora da Mention, primeira startup de Relações Públicas da América Latina, o amadurecimento do mobile marketing abre oportunidades para startups conquistarem visibilidade rapidamente. “O aumento da confiança em anúncios móveis permite acelerar o alcance de marcas emergentes, mas é preciso ir além da visibilidade, integrando estratégias de mídia própria, paga e espontânea para transformar atenção em credibilidade e resultados concretos”, afirma.

Na prática, startups que desejam aproveitar o momento devem investir em conteúdos relevantes, cultivar relacionamento com jornalistas e adaptar seus anúncios para dispositivos móveis. “O futuro do mobile marketing passa pela personalização baseada em contexto e comportamento, apoiada por inteligência artificial. O essencial é se destacar de forma relevante, construindo reputação e resultados consistentes”, finaliza Beatriz.

Setor de moda masculina projeta receita de R$ 5,1 trilhões até 2031

Nos últimos anos, a moda masculina deixou de ocupar um papel secundário na indústria do vestuário. O comportamento do consumidor mudou: homens passaram a buscar peças com design atual, qualidade elevada e funcionalidade real. O resultado é um setor que cresce de forma consistente e projeta um futuro promissor. Estimativas da Kings Research indicam que o mercado global de moda masculina deve atingir US$ 924,52 bilhões até 2031 — um salto significativo frente aos US$ 546,36 bilhões registrados em 2023. A taxa composta de crescimento anual (CAGR) prevista para o período entre 2024 e 2031 é de 6,89%.

Essa expansão é alimentada por um investimento crescente em roupas duráveis e versáteis, que acompanham o ritmo acelerado do dia a dia, mas não abrem mão do estilo. O guarda-roupa masculino está mais inteligente, adaptável e consciente, valorizando materiais premium e propostas que equilibrem custo e sofisticação. É nesse cenário que empresas com propósito claro ganham destaque — como é o caso da Skyler, referência nacional no segmento.

Fundada em 1997, em Fortaleza, a marca surgiu com o compromisso de oferecer moda masculina acessível, moderna e de qualidade. “Nosso objetivo sempre foi estar ao lado de nossos clientes, oferecendo não apenas produtos atualizados no segmento de moda, mas também uma experiência de compra que agregasse valor. Queríamos transformar a maneira como as pessoas se relacionam com a moda masculina”, afirma Emilio Guerra, CEO da empresa. A aposta deu certo. Hoje, a Skyler supera os R$ 70 milhões em faturamento anual e mantém sua relevância por meio de um portfólio que se reinventa a cada temporada.

A franquia encontrou na juventude universitária seu público inicial e, com mais de 400 lançamentos por estação, expandiu sua proposta para atender um perfil masculino cada vez mais exigente e plural. O reconhecimento veio também pelo setor de franchising: o Selo de Excelência concedido pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) foi conquistado por três anos consecutivos, atestando não apenas a força comercial, mas também a consistência da operação.

Matérias-primas que fazem a diferença

Parte do sucesso da Skyler está na escolha criteriosa dos tecidos. A marca trabalha com materiais de alta performance, como o algodão Pima e o algodão peruano, que garantem maciez, resistência e durabilidade. Em polos e camisetas, o piquet confere estrutura e um visual refinado. Para peças leves e com toque sofisticado, a viscose e o linho oferecem frescor e fluidez — ideais para o clima brasileiro. A malha, por sua vez, sustenta o dia a dia com conforto e elasticidade, enquanto a sarja reforça a versatilidade de calças, jaquetas e camisas com excelente caimento.

“A malha bem escolhida faz diferença não só no toque, mas também na durabilidade da peça. Por isso, selecionamos tramas com resistência e suavidade em equilíbrio”, explica Emilio. Já sobre o piquet, ele destaca: “O piquet traz estrutura ao visual, sem perder conforto. É um tecido que comunica elegância de forma sutil”.

Guarda-roupa funcional

O novo perfil do consumidor valoriza a praticidade sem deixar o estilo de lado. Peças versáteis e bem construídas se tornaram protagonistas de um guarda-roupa funcional, pensado para acompanhar a rotina em diferentes cenários — do ambiente corporativo ao encontro casual. Camisas com corte ajustado, polos estruturadas, calças de sarja e camisetas com bom acabamento são exemplos de itens-chave que equilibram elegância e conforto.

“Acreditamos que um bom guarda-roupa começa com escolhas inteligentes. Peças que funcionam em mais de uma ocasião, que têm boa durabilidade e combinam entre si, facilitam a vida do cliente e reforçam o nosso compromisso com praticidade e estilo”, destaca Emilio. Ao apostar em modelagens atemporais, cores neutras e tecidos de alta qualidade, a rede entrega um portfólio que não apenas segue tendências, mas sustenta um visual alinhado e coerente em qualquer momento do dia.

Marketing digital redefine a comunicação no setor logístico

urante muito tempo, a logística foi percebida apenas como uma engrenagem operacional, distante do ambiente digital e da linguagem mais dinâmica do marketing. Essa visão, porém, começa a se transformar. Atualmente, a presença digital não é apenas um complemento, mas um elemento central na forma como empresas do setor se apresentam, educam seus clientes e constroem autoridade. Essa mudança revela uma verdade incômoda: ignorar o marketing digital já não é uma opção.

A transição de um modelo baseado exclusivamente em contatos pessoais para estratégias digitais estruturadas tem provocado uma verdadeira revolução no setor de logística. Tradicionalmente marcado por feiras, catálogos impressos e negociações presenciais, o segmento agora descobre novas formas de ampliar sua influência. Ferramentas como SEO (Search Engine Optimization), conteúdos educativos e vídeos demonstrativos permitem que as empresas se aproximem dos clientes de maneira mais estratégica e assertiva.

Além disso, esse movimento abre espaço para uma comunicação mais transparente, na qual os clientes chegam às conversas já munidos de informações relevantes. Isso torna as negociações mais objetivas e qualificadas, beneficiando tanto fornecedores quanto compradores. Dados recentes reforçam a tendência: segundo estudo da Deloitte, 60% dos executivos de logística no mundo afirmam que investir em presença digital fortalece a relação com clientes e parceiros comerciais.

Entretanto, a adoção dessas práticas não é isenta de obstáculos. A cultura conservadora do setor cria barreiras: ainda prevalece a percepção de que negócios só se consolidam “olho no olho” e de que ações digitais são caras ou difíceis de mensurar. Há também o risco de erros estratégicos, como simplesmente replicar catálogos impressos em formato digital ou restringir a comunicação a anúncios de venda. Esses equívocos reduzem o potencial de engajamento e afastam clientes que buscam conhecimento aprofundado antes de decidir uma compra.

Os críticos do marketing digital na logística podem argumentar que a essência do setor está em relacionamentos de confiança construídos ao longo de anos e que a digitalização jamais substituirá esse modelo. A objeção é válida, mas ignora um ponto crucial: o digital não elimina o contato humano, ele o fortalece. Quando clientes acessam conteúdos técnicos, assistem a demonstrações virtuais ou acompanham cases de sucesso, chegam mais preparados para as interações presenciais. O resultado é uma conversa de maior qualidade, que acelera a decisão de compra e reduz custos de aquisição.

O futuro aponta para uma convergência inevitável. O marketing digital não substituirá as feiras, visitas técnicas e negociações presenciais, mas funcionará como catalisador dessas práticas, ampliando seu alcance e eficácia. O desafio das empresas de logística está em abandonar a visão do digital como gasto e enxergá-lo como investimento estratégico de longo prazo, capaz de gerar engajamento, reconhecimento e diferenciação competitiva.

Em poucos anos, a presença digital deixará de ser diferencial para se tornar pré-requisito básico. Quem entender essa virada de chave agora terá a vantagem de se posicionar como referência em um mercado que ainda engatinha na transformação. A lição é clara: resistir ao digital é abrir mão da chance de educar, atrair e fidelizar clientes em escala. O marketing deixou de ser coadjuvante na logística e tornou-se protagonista de sua modernização.

*Silene Medeiros é fundadora e CEO da Netmak Empilhadeiras, empresa especializada em soluções para movimentação de cargas.

Empreender no e-commerce não é fácil, mas a IA está mudando o jogo

Nos últimos anos, tenho visto de perto a crescente onda de brasileiros que decidem empreender no comércio eletrônico. É um movimento que nasce de um desejo legítimo: conquistar autonomia financeira, abrir um negócio próprio e transformar a vida por meio da internet. O digital, afinal, oferece uma vitrine democrática, onde qualquer pessoa pode começar do zero e, em teoria, atingir consumidores em qualquer lugar do país. Mas a realidade costuma ser mais dura do que o sonho.

A taxa de mortalidade entre novos varejistas é muito alta, e não é incomum que muitos desistam antes mesmo de registrar suas primeiras vendas. Esse fenômeno não acontece por falta de vontade ou criatividade, mas porque o início dessa jornada ainda é repleto de incertezas, custos mal direcionados e escolhas que podem comprometer a continuidade do negócio.

A raiz do problema

Recentemente, durante minha participação no Expo Magalu 2025, falei muito sobre isso. A grande barreira não está em criar um produto ou colocar uma loja no ar. O verdadeiro desafio é gerar demanda de forma consistente.

O que observo com frequência é que empreendedores chegam cheios de energia, mas sem clareza sobre como divulgar seus produtos, sem entender como precificar de forma correta e sem conseguir estruturar uma vitrine que realmente converta. Muitos até dominam seus produtos, mas não têm conhecimento ou confiança em estratégias de marketing para atrair clientes, por exemplo. Segundo um relatório global da Constant Contact, a maioria dos pequenos negócios admite dificuldade em se divulgar de forma eficaz devido à falta de conhecimento, pouco tempo e baixa clareza. De fato, 73% dos proprietários de PMEs dizem não ter confiança em suas estratégias de marketing atuais.

De longe parece simples, mas na prática é como abrir uma loja física em uma rua deserta: sem clientes passando pela porta, todo o esforço com estoque e estrutura não encontra retorno. Esse descompasso entre expectativa e realidade é um dos principais motivos que explica por que tantos negócios não conseguem decolar.

O efeito colateral

Quando não se tem clareza sobre como gerar demanda, a tendência é buscar soluções rápidas e é aí que surge um efeito colateral perigoso. Muitos empreendedores acabam investindo alto logo no início: pagam por plataformas mais complexas do que precisam, gastam com customização de loja, contratam serviços de terceiros ou compram cursos de marketing digital na esperança de encontrar uma fórmula pronta para vender.

O problema é que tudo isso acontece antes de qualquer retorno financeiro. O resultado é que o capital inicial, que deveria dar fôlego para os primeiros meses, se esgota rapidamente.

Ao mesmo tempo, a sensação de frustração cresce, porque o esforço e o investimento parecem não gerar resultado. Esse ciclo de gasto sem retorno acaba empurrando muitos para a desistência precoce.

Minha aposta: validar antes de escalar

Foi acompanhando histórias assim que desenvolvi uma convicção: o caminho mais sustentável é validar primeiro e escalar depois. Antes de investir pesado para criar a própria demanda, é mais inteligente vender onde ela já existe.

Marketplaces são um exemplo claro disso. Segundo o Relatório Estado do Comércio 2024, 95% dos executivos globais consideram o comércio em canais de terceiros, como marketplaces, essencial para o crescimento e 70% afirmam que até metade de toda a sua receita já vem desses canais, enquanto quase um terço diz que os marketplaces respondem por mais de 50% do faturamento total.

Além disso, três em cada cinco executivos planejam ampliar sua presença em marketplaces nos próximos 12 meses. Esses ambientes concentram um público pronto para comprar e permitem que o lojista teste, na prática, quais produtos despertam interesse, quais geram maior margem e quais realmente valem o esforço. O mais importante: permitem que entre dinheiro em caixa rapidamente. Essa receita inicial dá fôlego e reduz a ansiedade de quem está começando.

Com o aprendizado em mãos e algum capital circulando, aí sim faz sentido dar o próximo passo: abrir a própria loja, investir em redes sociais, criar comunidades de clientes e apostar em estratégias de tráfego e retenção. Dessa forma, a construção de um ecossistema de canais próprios acontece de maneira mais sólida, porque já existe base para sustentá-la.

Por que isso é possível agora

Durante muito tempo, essa estratégia era inviável para pequenos empreendedores. A venda em múltiplos canais exigia esforço manual, conhecimento técnico e ferramentas caras. Era preciso cadastrar produto por produto em cada plataforma, manter estoques sincronizados, integrar sistemas de gestão e acompanhar diferentes fluxos operacionais. Poucos tinham recursos ou tempo para isso. Mas hoje o cenário está mudando.

A inteligência artificial está derrubando essas barreiras ao automatizar justamente as tarefas mais burocráticas e técnicas do e-commerce. Agora é possível adaptar catálogos automaticamente para cada canal, ajustar preços em tempo real conforme a concorrência e até receber recomendações estratégicas a partir da análise de dados de performance.

Na prática, o empreendedor passa a focar no que ninguém mais pode fazer por ele: criar, vender e atender clientes, enquanto a tecnologia cuida do resto.

Conclusão: o futuro do empreendedorismo digital

Acredito que vivemos um momento decisivo para o empreendedorismo digital. Cada vez mais pessoas vão apostar em abrir negócios próprios, e o papel da tecnologia é garantir que essas jornadas não sejam interrompidas antes de começarem. A minha missão é ajudar a construir esse futuro. Ao longo de mais de 15 anos no e-commerce, venho traduzindo essa experiência em soluções acessíveis, fáceis e autônomas, que tornam possível superar os obstáculos mais críticos do início.

Para mim, a inteligência artificial não é apenas uma novidade, mas sim a nova infraestrutura do comércio eletrônico. É ela que vai nivelar o campo de jogo, reduzir barreiras históricas e devolver ao empreendedor aquilo que ele tem de mais valioso: tempo, clareza e foco no cliente. E é isso que pode transformar o sonho de empreender online em uma oportunidade concreta e sustentável.

Braze lança novos recursos para potencializar a criatividade e ajudar profissionais de marketing a criar experiências personalizadas

A Braze (Nasdaq: BRZE), principal plataforma de engajamento com o cliente que capacita marcas a serem Absolutely Engaging™, apresentou no Forge 2025, sua conferência anual de clientes, uma série de novos e poderosos aprimoramentos de plataforma para ajudar profissionais de marketing a criar experiências personalizadas e interativas de forma rápida, autônoma e em escala. De Zero-copy Canvas Triggers a WhatsApp Commerce, Flows e Carrosséis, além de melhorias no RCS for Business, esses novos recursos permitem que os profissionais lancem campanhas dinâmicas e multicanais com menos fricção, maior escala e mais impacto.

Para René Lima, Vice-Presidente de Vendas da Braze LATAM, os anúncios da Forge 2025 refletem o compromisso da Braze em antecipar as necessidades dos clientes e entregar soluções que fortalecem suas estratégias de engajamento. “Ao combinar escala, personalização e simplicidade operacional, ajudamos as marcas a construir relações mais duradouras e a consolidar a fidelização em um mercado cada vez mais competitivo,” finaliza Lima.

O setor vive um momento decisivo. Embora os consumidores esperem cada vez mais experiências personalizadas e em tempo real, muitos profissionais de marketing ainda enfrentam limitações por causa de ferramentas fragmentadas e dados isolados. Como Líder no Gartner Magic Quadrant for Multichannel Marketing Hubs pelo terceiro ano consecutivo, a Braze está focada em ajudar as marcas a superar esse desafio. Os aprimoramentos mais recentes foram desenvolvidos justamente para preencher essa lacuna, oferecendo às marcas a capacidade de ativar dados zero-copy, personalizar mensagens com atributos avançados de eCommerce e criar experiências interativas mais ricas em canais como a WhatsApp Business Platform — tudo a partir de uma solução única. Esses aprimoramentos são componentes centrais da visão mais ampla da Braze de capacitar profissionais de marketing com uma plataforma única, impulsionada por IA, que se torna uma poderosa aliada nas jornadas dos clientes.

“Os profissionais de marketing não deveriam precisar de um diploma em ciência da computação para criar grandes campanhas ou relacionamentos duradouros com os clientes”, disse Kevin Wang, Chief Product Officer da Braze. “O marketing na era da IA evoluiu de uma disciplina criativa para um desafio técnico sofisticado, que exige precisão em escala. Com este novo conjunto de recursos, cuidamos da complexidade, removendo barreiras que há anos limitavam os profissionais de marketing e recolocando a criatividade e a conexão no centro.”

A Braze também anunciou um lançamento inovador do BrazeAI™, que inclui capacidades generativas e de agentes, permitindo que os profissionais de marketing apliquem inteligência de forma eficaz, entreguem experiências mais relevantes e significativas em escala e automatizem tarefas que consomem tempo.

De Silos de Dados a Jornadas Dinâmicas

A Braze está tornando mais fácil do que nunca para os profissionais de marketing agirem sobre os dados que já possuem, sem a complexidade técnica. Com a Braze Data Platform já simplificando a forma como as marcas coletam e unificam seus dados primários, esses novos recursos combinam segmentação de clientes em tempo real com atributos calculados — como frequência de compra — para desbloquear uma personalização mais dinâmica, sem necessidade de código ou solicitação à equipe de dados.

  • Zero-copy Canvas Triggers: os profissionais de marketing podem ativar seus dados proprietários de forma contínua para segmentação e personalização, diretamente do data warehouse em nuvem, como, por exemplo, iniciar uma série de boas-vindas personalizada no momento em que um cliente realiza sua primeira compra.
  • eCommerce Attributes: gere facilmente métricas essenciais de clientes em tempo real, como valor médio de pedido e frequência de compra, para criar segmentos mais inteligentes e personalização avançada em escala.

Engaje com experiências multicanais mais ricas, interativas e intuitivasEm um mercado saturado, alcançar os clientes com conteúdo relevante no momento certo nunca foi tão essencial. A plataforma multicanal nativa da Braze já oferece suporte a mensagens em canais como e-mail, in-product e web, mas os consumidores agora exigem experiências mais dinâmicas em seus canais preferidos. Com isso em mente, os novos aprimoramentos permitem que as marcas se destaquem e criem interações mais dinâmicas com clientes em todo o mundo e em uma variedade de canais de mensagens.

  • RCS Rich Cards: entregue mensagens visualmente envolventes com rich media, texto e ações clicáveis, todas reunidas em um formato de cartão limpo, ajudando os clientes a explorar sem sair da conversa.
  • WhatsApp Commerce: apresente produtos e serviços do Catálogo da Meta diretamente no WhatsApp, facilitando para os clientes a descoberta e exploração das ofertas no momento.
  • WhatsApp Flows: crie formulários interativos, como cadastros ou reservas, que funcionam dentro das conversas no WhatsApp.
  • Carrosséis no WhatsApp: otimize o conteúdo em uma única mensagem com um carrossel deslizável que suporta múltiplas imagens e chamadas para ação.
  • Drag & Drop Form Blocks: colete insights valiosos de clientes por meio de pesquisas sem código diretamente em aplicativos, sites ou landing pages.
  • Drag & Drop Email Product Blocks: adicione produtos relevantes a e-mails em segundos usando blocos sem código vinculados ao Catálogo da Braze.

“Nosso relacionamento com a Braze é baseado em um compromisso conjunto de expandir os limites da mensageria móvel. Estamos entusiasmados em ver a Braze continuar inovando e capacitando as marcas a criarem experiências de cliente mais envolventes e responsivas com o RCS for Business”, disse Alex Allemand, RCS for Business Partnerships Lead NA do Google. “Ao aprofundarmos nossa colaboração, estamos tornando ainda mais fácil para os profissionais de marketing aproveitarem o poder da mensageria de marca de próxima geração e construírem relacionamentos duradouros com seus clientes.”

Criado para o mundo real: confiança em escala empresarial

Construir uma lista de audiência qualificada é apenas o começo para os profissionais de marketing. Eles também precisam ter a garantia de que as mensagens chegarão ao destino e de que os programas podem escalar sem comprometer a entregabilidade. Este lançamento apresenta uma automação mais inteligente para a expansão de programas de e-mail, permitindo que os profissionais enviem com confiança e mantenham a qualidade.

  • Aquecimento automatizado de IP: construa uma forte reputação de remetente sem o trabalho manual ou o risco de problemas de entregabilidade, aumentando gradualmente o envio de e-mails de forma automática com controles inteligentes de volume e audiência.

Seja criando WhatsApp Flows interativos ou personalizando com métricas essenciais para o negócio, os profissionais de marketing podem lançar campanhas mais relevantes e oportunas com muito mais facilidade. Com a parte complexa resolvida, eles podem se concentrar na criatividade, na estratégia e no que vem a seguir.

Para os profissionais que desejam ganhar velocidade e entregar uma personalização mais profunda, confira as soluções mais recentes da Braze aqui.

Conheça os novos recursos e atualizações da Braze apresentados na Forge 2025:

  • Acompanhe o evento aqui.
  • Saiba mais sobre os novos recursos do BrazeAI™ aqui.
  • Ouça diretamente os clientes da Braze aqui.
  • Explore os anúncios mais recentes de produtos da Forge aqui.

Disponibilidade: abaixo estão as datas previstas de disponibilidade dos recursos, conforme indicado

  • RCS Rich Cards: acesso antecipado – já disponível
  • WhatsApp Flows: acesso antecipado – já disponível
  • Drag & Drop Email Product Blocks: acesso antecipado – já disponível
  • WhatsApp Commerce: disponibilidade geral – já disponível
  • Drag & Drop Form Blocks: disponibilidade geral – já disponível
  • Zero-copy Canvas Triggers: acesso antecipado – outubro de 2025
  • Calculated attributes: acesso beta – outubro de 2025
  • Aquecimento automatizado de IP: acesso antecipado – outubro de 2025
  • Carrosséis do WhatsApp: acesso antecipado – novembro de 2025

Spotify apresenta novidades em seus canais de compra programática

Como compartilhamos no Spotify Advance no início deste ano, estamos automatizando nossa plataforma de anúncios para que os anunciantes possam comprar, criar e mensurar facilmente no Spotify. Desde o lançamento do Spotify Ad Exchange (SAX) em abril, vimos um aumento de 142% no número de anunciantes que já estão usando o SAX.¹ 

Hoje estamos apresentando ainda mais flexibilidade e controle no Spotify Ad Exchange para os anunciantes e, pela primeira vez, oferecendo aos publishers hospedados no Megaphone a opção de vender suas próprias campanhas de podcast dentro do Spotify Ad Exchange.

Novidades:

Spotify Ad Exchange: A partir de hoje, ampliamos o acesso a inventário e melhoramos a segmentação para compradores programáticos por meio de novas parcerias, além de introduzir avanços para que publishers de podcasts desbloqueiem mais oportunidades de receita.

  • Amazon: Pela primeira vez, anunciantes que usam o Amazon DSP poderão acessar o inventário de áudio e vídeo do Spotify.
  • Spotify Ad Exchange para Publishers: No próximo ano, ampliaremos o acesso ao Spotify Ad Exchange para publishers hospedados no Megaphone, permitindo que fechem negócios em private marketplace (PMPs). Isso permitirá configurar acordos não garantidos com um ou vários anunciantes, abrindo novas oportunidades de receita.

“Ao combinar as diversas audiências da Amazon e seus sinais proprietários (first-party signals) com o conteúdo de alta qualidade do Spotify e sua base de fãs engajada, estamos criando novas e relevantes formas para os anunciantes ampliarem suas estratégias omnichannel, aproveitando um nível mais profundo de insights disponível apenas por meio do Amazon DSP”, disse Meredith Goldman, Diretora de Amazon DSP na Amazon Ads. “O Amazon DSP agora tem uma escala inédita em todo o inventário de áudio próprio da Amazon (O&O) e também na open internet, permitindo que estabeleçamos novos padrões para o planejamento e a ativação holística de campanhas – tudo em um só lugar.”

Spotify Ads Manager: Também seguimos inovando no Ads Manager, com novas ferramentas e parcerias que ajudam anunciantes de todos os tamanhos a criar, otimizar e mensurar suas campanhas no Spotify.

  • Parceria com Smartly: Estamos integrando o Spotify Ads Manager ao Smartly, o que permitirá que mais anunciantes acessem nosso inventário de áudio, display e vídeo, apoiados pela criatividade, automação e medição impulsionadas por IA do Smartly.
  • Lançamento de Split Testing: Em breve lançaremos uma nova ferramenta de testes A/B que permitirá experimentar diferentes elementos criativos e descobrir o que mais ressoa com o público. Os anunciantes poderão medir KPIs Completion Rate, CTR, CPC e custo por conversão.
  • Tudo isso se soma ao nosso conjunto de otimizações que já está entregando resultados poderosos para os anunciantes, incluindo uma taxa de visualização 103% maior em campanhas com o objetivo de Tráfego Web (vs. campanhas de brand awareness) e uma taxa de instalação 4,3x maior em campanhas com objetivo de Instalação de App (vs. campanhas não otimizadas)².

“Temos trabalhado intensamente para aprimorar nossos canais de compra automatizada e tornar fácil para os anunciantes comprar, criar e mensurar no Spotify. Com essas últimas atualizações, estamos oferecendo ainda mais flexibilidade e controle, permitindo que alcancem nossa audiência global altamente engajada e gerem impacto com suas campanhas.” – Brian Berner, Global Head of Advertising Sales & Partnerships

Com 90% das pessoas usando o Spotify como parte de sua rotina diária e passando em média mais de duas horas por dia na plataforma,³ nos tornamos um companheiro essencial para milhões de fãs. Em um mundo de distrações constantes, o Spotify oferece algo diferente — por isso somos o app nº1 na tela inicial.⁴ Seja para aprender algo novo ou relaxar com uma playlist, os usuários vêm ao Spotify em busca de conexão real e valor genuíno.

Para os anunciantes, isso significa engajar audiências em um ambiente positivo, premium e seguro para as marcas. De fato, 65% afirmam que o tempo passado no Spotify é mais positivo do que o tempo gasto em redes sociais.⁵ É por isso que os anúncios no Spotify têm um impacto diferente e ressoam mais com o público. Como o melhor lugar para ser fã, seguimos comprometidos em construir uma plataforma de anúncios que ajude anunciantes de todos os tamanhos a alcançar suas audiências e gerar resultados, independentemente do objetivo.

Gostaria de cobrir a notícia ou conversar com um porta-voz do Spotify? Ele pode compartilhar insights mais aprofundados sobre:

  • Por que o Spotify está apostando forte em seus canais de compra automatizada
  • O que diferencia o Spotify de outras plataformas
  • Os primeiros resultados e o que as marcas estão vendo

Ficamos à disposição para coordenar uma conversa, caso tenha interesse. Me avise! Aqui você pode encontrar imagens para a imprensa.

Fontes

  1. Dados internos do Spotify, 2025
  2. Estudo global GWI, jun 2024
  3. Hub Entertainment Research, global, 2024
  4. GWI Time Spent / Nourishing Survey – 1º trimestre 2025