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Jadlog anuncia plano estratégico para a Black Friday 2025

Jadlog, uma das principais transportadoras do comércio eletrônico, já se preparou para atender a Black Friday, o evento que movimenta o maior volume de encomendas do ano, marcado para o dia 28 de novembro. O plano de ação, desenvolvido para atender o pico de entregas de mercadorias adquiridas nessa grande data promocional, se estende até o final de dezembro, contemplando também as compras do período de Natal.

A expectativa é que pico da demanda ocorra entre 29 de novembro, um dia após a Black Friday, e o fim de dezembro, atingindo um crescimento cerca de 40% superior ao ano passado. A Jadlog prevê um aumento de 32% no número de viagens de transferências e de última milha, superando 7 mil viagens em dezembro, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Como parte da estratégia, a empresa está ampliando sua infraestrutura operacional, adicionando quase 24 mil m² de área útil, 34 docas e ampliando a capacidade de processamento para cerca de 50 mil pacotes por hora. Para isso, a Jadlog contará com a operação de novos HUBs, localizados em Extrema (MG), Sumaré (SP), São Bernardo do Campo (SP), Pavuna (RJ) e Fortaleza (CE).

“Os novos HUBs fortalecem a descentralização dos terminais da Jadlog, promovendo entregas mais rápidas, maior interconexão entre franqueados e otimização dos transportes em linha, especialmente no período de pico”, explica Bruno Tortorello, CEO da Jadlog.

Para as transferências diretas interestaduais – modalidade conhecida como Line Haul –, a malha logística contará com 480 veículos adicionais e 30 novas rotas para assegurar agilidade nas entregas da Black Friday. Para a última milha, 2.000 veículos serão acrescidos com o objetivo de apoiar as franquias nas entregas e haverá veículos adicionais locados para contingenciar eventuais necessidades.

No âmbito tecnológico, a Jadlog implementará um plano de contingência de TI para garantir a continuidade operacional, apoiada por uma arquitetura robusta e servidores redundantes.

Para reforçar o atendimento e a operação, a Jadlog contará com o reforço de mais 1.000 colaboradores atuando em horários estendidos durante a semana e em plantões extras em horários estratégicos aos fins de semana. Também haverá a implantação do sistema URA (Unidade de Resposta Audível) para atendimento de segunda a sexta, das 9h às 16h, e sábado das 9h às 11h. 

“Com essas ações, reafirmamos o nosso compromisso com a eficiência e a qualidade na entrega, e estaremos preparados para superar os desafios da grande volumetria que será registrada a partir da Black Friday”, finaliza o CEO da Jadlog.

Pesquisa revela que clube de benefícios melhoram em até 45% o faturamento das empresas

Uma pesquisa realizada pela Loyalme, startup que nasceu dentro da Cuponeria para oferecer soluções de fidelização, aponta que clubes de benefícios melhoram em até 45% o faturamento das empresas. Ainda de acordo com a pesquisa, fidelizar um cliente é de 5 a 25 vezes mais barato do que atrair novos.

A pesquisa, que analisou mais de 2 milhões de pessoas e 8 grandes clubes de benefício do mercado reforçando que o investimento de soluções de fidelização, como a adoção dos clubes de benefícios, diferencia uma empresa de seus concorrentes. “Por meio dos clubes de benefícios, as empresas oferecem cupons e cashbacks personalizados, permitindo a coleta de dados valiosos sobre o comportamento e as preferências de cada cliente. Com esses insights, é possível desenvolver recompensas mais atraentes, engajando diferentes públicos”, explica Thiago Brandão, CEO e cofundador da Loyalme.

A utilização de uma série de soluções criadas a partir da Inteligência Artificial Preditiva, tecnologia que permite prever os comportamentos, desejos e necessidades dos clientes, também revela que clientes fidelizados possuem 7x mais chances de venda.

“Quando o cliente recebe benefícios que atendem às suas necessidades, como um cashback exclusivo, ele se sente mais envolvido a continuar utilizando o app ou site, isso é uma forma muito inteligente de fidelizar esse consumidor. Adotar os produtos de fidelização é muito mais rentável e deve estar na estratégia de marketing de toda empresa”, finaliza Thiago.

A pressa em gerar resultados está matando a construção de marca no marketing B2B

Todo mundo quer vender. Poucos querem construir algo que dure.

Esse é o retrato do marketing B2B atual: um ecossistema viciado em métricas de curtíssimo prazo. O imediatismo se tornou o motor de um modelo que privilegia números fáceis em detrimento de resultados sustentáveis.

KPIs de cliques, MQLs inflados e dashboards que brilham em relatórios semanais mascaram uma verdade incômoda: as marcas estão desaparecendo.

De acordo com o estudo State of B2B Marketing 2025, da Marketing Week, 58% das empresas B2B acreditam que marca não gera ROI. Mais da metade (50,7%) afirma que branding não é prioridade. E entre CMOs, esse número sobe para 61,2%. Nas grandes companhias, o dado é ainda mais alarmante: 41,7% dos diretores de marketing admitem não entender o valor da marca.

O resultado é previsível. Um mercado que persegue o clique e ignora o legado. Investimentos pulverizados em ações táticas, enquanto a diferenciação e o posicionamento se diluem. Marcas desaparecem da memória do comprador assim que a verba é cortada.

Os números mostram a mesma tendência. 32% das empresas concentram esforços em campanhas com retorno de até seis meses, enquanto apenas 7,4% planejam estratégias com impacto além de um ano. O orçamento, quase sempre, vai para o que entrega resultado imediato: redes sociais (56%), busca paga (53%) e e-mail marketing (46%).

Mas o que realmente constrói valor, como Relações Públicas, eventos, conteúdo de autoridade e experiências de marca, fica para depois.

A raiz do problema está na falta de visão de longo prazo: 37% das empresas reconhecem essa limitação e 25,9% classificam o branding como “caro demais”. O que muitas ignoram é que o custo real não está em investir na marca, mas em perdê-la.

Quando a marca some, o preço se torna o único diferencial. E marca não é custo. É capital de confiança.

O futuro não pertence a quem tem pressa. Pertence a quem entende que, no B2B, a compra não é impulso e sim consequência. Reputação, preferência e confiança são construídas com consistência, e não com pressa.

O estudo da Marketing Week é claro: a obsessão por ROI imediato está destruindo o pipeline futuro.

No fim, a pergunta é simples: se a marca é o ativo que sustenta todo o negócio, como crescer sem acreditar nela?

Se você quer vender amanhã, comece a construir sua marca hoje. Porque o legado não se constrói com pressa.

Frete Rápido registra aumento de 29% de entregas com Same Day Delivery

A transformação digital da logística ganhou novo impulso com a integração entre o TMS da Frete Rápido e a plataforma Harmony, da Jitterbit, que tem gerado ganhos expressivos em eficiência, rastreabilidade e experiência do cliente. A parceria, consolidada em 2024, já mostra resultados concretos: a companhia registrou aumento de 29% no volume de entregas Same Day Delivery, ultrapassando 500 mil remessas mensais e crescimento de 17% no faturamento total da operação. 

A pressão por entregas rápidas transformou o rastreamento de pedidos de diferencial em requisito básico. De acordo com o DHL E-Commerce Trends Report 2025, 81% dos consumidores abandonam o carrinho se a opção de entrega preferida não estiver disponível. No mesmo sentido, dados internos da Frete Rápido mostram o nível de expectativa: um único CPF chega a acessar mais de 60 vezes por dia a página de rastreamento para acompanhar a entrega.  

Para lidar com essa demanda, a Frete Rápido apostou em uma integração que conecta embarcadores, transportadoras e hubs logísticos em tempo real. “A adoção da Harmony, da Jitterbit, permitiu que diferentes aplicações troquem informações de forma fluida, sem customizações complexas e de alto custo”, explica Danielle Santini, Partner Development Manager da Jitterbit.  

Essa conectividade sistêmica tornou-se essencial para manter o ritmo das operações e a confiança dos embarcadores. “Se o fluxo de integração para por algum problema, toda a operação é afetada: o embarcador perde o cliente, o transportador perde o contrato e a experiência do consumidor é comprometida”, afirma Anderson Ramos, CTO da Frete Rápido.  

A automação proporcionada pela plataforma iPaaS transformou os bastidores da logística. Hoje, cada etapa, da coleta à entrega, é notificada automaticamente, reduzindo o volume de chamados no SAC e aumentando a satisfação do cliente. O resultado é uma taxa de conversão de 3,8%, mais que o dobro da média de mercado, estimada entre 1,6% e 1,8%, segundo a empresa.  

Além de reduzir custos operacionais, a integração trouxe previsibilidade e segurança. Antes da parceria, a empresa enfrentava falhas recorrentes de comunicação entre sistemas e cobranças por volumetria que elevaram custos de forma imprevisível. Com a nova estrutura, a Frete Rápido conseguiu diminuir o tempo médio de integração de sistemas de duas semanas para dois dias, o que acelerou o onboarding de novos clientes e ampliou o volume de entregas em escala. 

Com a proximidade da Black Friday e a intensificação das operações de e-commerce, essa agilidade se torna ainda mais estratégica. A data, que evoluiu para o conceito de Black November, exige que as empresas operem sob regime de alta disponibilidade. A Frete Rápido reforça sua infraestrutura com suporte 24/7 e acompanhamento em tempo real de desempenho, o que inclui um plantão técnico que monitora o aumento de tráfego, conversão e estabilidade dos sistemas durante todo o mês. “A Jitterbit nos ajudou a aumentar a taxa de conversão de vendas. Quando o cliente compra e recebe no mesmo dia, ele confia mais e volta a comprar. É assim que a tecnologia gera valor direto para o negócio”, complementa Ramos.  

O case da Frete Rápido exemplifica o movimento de logística 4.0, onde plataformas de gestão, e-commerce e transportadoras operam em sinergia. O modelo de integração desenvolvido com a Jitterbit não apenas reduziu o tempo de resposta e ampliou o faturamento, como também posicionou a empresa entre as pioneiras em rastreabilidade inteligente no Brasil. 

A próxima etapa, prevista para 2026, é a incorporação de inteligência artificial à plataforma, automatizando a análise de dados e ampliando a previsibilidade de prazos e comportamento de entrega. “O futuro da logística depende da capacidade de sistemas atuarem como um organismo vivo, capaz de aprender e se adaptar em tempo real. Essa é a base da eficiência e da fidelização do cliente digital”, conclui Danielle.

ChatGPT vira loja online e muda a forma de comprar na internet

A OpenAI deu um passo decisivo para transformar a maneira como consumidores interagem com marcas e produtos no ambiente digital. A empresa anunciou o lançamento do Instant Checkout (“Pagamento Instantâneo”) no ChatGPT, recurso que permite a compra de produtos diretamente dentro da conversa com a inteligência artificial, sem necessidade de acessar sites ou plataformas externas.

O movimento marca o início do que a companhia chama de “Comércio Agêntico” (Agentic Commerce), uma nova etapa em que assistentes de IA assumem o papel de mediadores ativos nas decisões de consumo. Desenvolvido em parceria com a Stripe, o recurso introduz o Agentic Commerce Protocol, um padrão aberto que busca definir como as transações poderão ocorrer de forma segura, automatizada e integrada entre pessoas e sistemas de inteligência artificial.

Segundo a OpenAI, mais de 700 milhões de pessoas utilizam o ChatGPT semanalmente para atividades cotidianas, incluindo a busca e comparação de produtos. Com o novo sistema, quando um usuário perguntar sobre um item, o chatbot exibirá resultados orgânicos e relevantes e, caso o produto seja elegível para o Instant Checkout, bastará um toque em “Comprar” para concluir a transação, com confirmação de pagamento e envio dentro da própria interface.

A funcionalidade já está disponível para usuários nos Estados Unidos, inicialmente com vendedores da Etsy. A empresa prevê que mais de um milhão de lojistas da Shopify passem a integrar o sistema nos próximos meses, incluindo marcas como Glossier, SKIMS, Spanx e Vuori. Por enquanto, o recurso suporta apenas compras unitárias, mas a OpenAI planeja expandir para carrinhos com múltiplos itens e novos mercados, ainda sem previsão para o Brasil.

Mais do que uma simples adição comercial, a novidade reforça a ambição da OpenAI de posicionar a inteligência artificial como a principal interface entre consumidores e o comércio digital. Em comunicado, a empresa afirmou que “à medida que a IA se torna uma interface-chave para como as pessoas descobrem, decidem e compram, o Protocolo de Comércio Agêntico fornece uma base que conecta pessoas e empresas para a próxima era do comércio”.

Analistas veem o movimento como um divisor de águas no e-commerce global, ao unir recomendação inteligente, personalização e pagamento instantâneo em um único fluxo conversacional, um passo que pode redefinir o próprio conceito de loja virtual. “O futuro do comércio está cada vez mais integrado à tecnologia e à inteligência artificial. No entanto, ainda vale a pena investir em um e-commerce próprio, principalmente para marcas que buscam controle sobre dados do cliente, experiência de compra personalizada e fidelização. Plataformas como o ChatGPT e marketplaces facilitam a venda, mas não substituem o valor estratégico de ter um canal próprio de vendas”, explica Rebecca Fischerco-fundadora e Chief Strategy Officer (CSO) da Divibank.

Caso tenha interesse na pauta, é só me avisar que faço a ponte com a executiva.

Novo decreto de logística reversa pressiona empresas e redefine o futuro do plástico no Brasil

A nova regulamentação sobre logística reversa do plástico, publicada em 21 de outubro,  inaugura um ciclo de transformação para a indústria brasileira. O decreto, que estabelece metas crescentes de coleta e reciclagem até 2040, muda o papel das empresas na gestão de resíduos e aponta para uma economia cada vez mais circular.

Para Eduardo Nascimento, CEO da Minha Coleta, o avanço representa mais do que uma adequação legal: trata-se de um divisor de águas na relação entre sustentabilidade e competitividade. “O Brasil começa a alinhar suas práticas ao que já é tendência mundial: integrar o plástico reciclado na cadeia produtiva e comprovar o destino correto dos resíduos. Não é apenas uma questão ambiental, mas de modelo de negócio”, afirma o executivo.

A nova norma define que, até 2026, as empresas deverão recuperar ao menos 32% das embalagens plásticas colocadas no mercado, com metas regionais e rastreamento obrigatório pelo Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR). O percentual sobe para 37% em 2030 e chega a 50% em 2040, com possibilidade de abatimentos para embalagens retornáveis.

Eduardo explica que o decreto traz também um ponto inédito: a obrigatoriedade do uso de plástico reciclado pós-consumo (PCR) nas embalagens. A exigência começa em janeiro de 2026 para grandes empresas e em julho do mesmo ano para micro, pequenas e médias. O índice mínimo será de 22% em 2026, crescendo gradualmente até 30% em 2030. “Essa é uma mudança estrutural porque força a indústria a enxergar valor no resíduo. O plástico reciclado deixa de ser um subproduto e passa a ser insumo”, observa o CEO.

Na avaliação do especialista, a medida deve impulsionar cadeias produtivas inteiras, gerando novas oportunidades de inovação. Ele destaca que a obrigatoriedade de comprovação por meio de notas fiscais e Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) traz um ganho de rastreabilidade e transparência que o setor aguardava há anos. “A formalização dos créditos de logística reversa e o controle pelo SINIR devem reduzir a informalidade e ampliar a confiança do mercado”, acrescenta.

O texto do decreto também reforça o papel das cooperativas e catadores, além de exigir planos de comunicação e educação ambiental. Para Nascimento, esse ponto é crucial. Parafraseando o executivo, a transformação só será efetiva quando empresas e consumidores atuarem juntos o engajamento social é tão importante quanto o cumprimento das metas. “As empresas precisam ir além do recolhimento. É preciso investir em educação ambiental, em campanhas e no fortalecimento das cooperativas, que são a base dessa cadeia”, diz.

Embora o decreto estabeleça prazos e obrigações, Eduardo considera que ele abre uma janela de oportunidades para quem souber se antecipar. Segundo ele, companhias que estruturarem seus programas de logística reversa e criarem parcerias locais terão ganhos em reputação, eficiência e posicionamento de marca. “A sustentabilidade está deixando de ser discurso para se tornar critério de valor. Quem entender isso primeiro, vai liderar a nova economia do plástico”, resume.

A partir de agora, todas as empresas, incluindo microempreendedores individuais, deverão comprovar até 30 de julho de cada ano o cumprimento das metas referentes ao período anterior. O desafio, segundo o CEO, não será apenas atingir os números, mas construir uma cultura empresarial voltada à circularidade. “Esse é o momento de transformar obrigação em estratégia. O decreto é o começo de uma mudança profunda, e não o fim dela.”

O e-commerce amadureceu: Está na hora de encarar as vendas complexas no digital

Durante muito tempo,  foi sinônimo de praticidade e rapidez, um canal para compras simples e impulsivas. Mas o digital amadureceu, e o consumidor também. Hoje, o ambiente online começa a dominar um novo território: o das vendas complexas, aquelas que exigem diálogo técnico, confiança e decisão compartilhada.

Chamamos de vendas complexas aquelas em que a decisão de compra envolve múltiplos influenciadores, alto grau de customização, análise técnica e um ciclo de negociação mais longo. São transações que vão muito além do clique no carrinho: demandam informações detalhadas, personalização da oferta e um suporte consultivo que ajude o cliente a escolher a melhor solução.  No passado, esse tipo de relação parecia incompatível com o digital. Hoje, porém, o consumidor já se sente confortável para conduzir a maior parte dessa jornada online, e esse é o ponto de virada. 

Segundo a McKinsey, mais de 70% do processo de decisão em categorias complexas já ocorre em ambiente digital, mesmo quando a finalização acontece de forma física ou híbrida. Em outras palavras, o cliente moderno não inicia mais a compra com o vendedor, mas chega até ele depois de ter feito sua própria pesquisa, simulado possibilidades e formado opinião.

Esse novo comportamento é resultado direto da maturidade digital conquistada nos últimos anos. Em 2024, o e-commerce brasileiro movimentou mais de R$ 200 bilhões, segundo a ABComm, e atraiu mais de 90 milhões de consumidores ativos, número que se mantém em crescimento mesmo em períodos de retração econômica. Isso mostra que o consumidor brasileiro aprendeu a confiar nas experiências digitais e espera que elas sejam completas, transparentes e integradas. Ele quer ter autonomia, mas também quer clareza; quer velocidade, mas não abre mão de segurança. E é nessa convergência que as vendas complexas encontram espaço para se desenvolver.

Digitalizar esse tipo de venda não é apenas uma questão de conveniência — é uma necessidade estratégica. Quando uma empresa transforma processos analógicos e dependentes de pessoas em fluxos digitais, ela ganha escala, consistência e previsibilidade. O que antes exigia dezenas de trocas de e-mails, visitas presenciais e aprovações manuais passa a ocorrer de forma organizada e auditável, com apoio de sistemas integrados e inteligência de dados. Esse movimento libera o vendedor para atuar como consultor e se dedicar a momentos de maior valor agregado.

Ao mesmo tempo, a digitalização de vendas complexas amplia o potencial de personalização. Com o uso de algoritmos de recomendação, machine learning e analytics preditivo, é possível mapear padrões de decisão, prever necessidades e oferecer soluções sob medida em tempo real. No setor automotivo, por exemplo, fabricantes como Tesla e BMW já permitem configurar e adquirir veículos online, com suporte híbrido de consultores especializados. O que fecha essa equação é justamente a tecnologia junto da inteligência de dados, que gera a confiança e conveniência.

Ainda assim, o desafio de digitalizar estas vendas passa também por cultura, estrutura e governança, já que muitos times comerciais resistem a ceder parte do controle do processo de negociação, acreditando que a presença física é insubstituível. Mas o que o mercado mostra é justamente o contrário: o toque humano continua essencial, só que em outro momento. É o modelo híbrido — ou phygital — que vem se consolidando: o cliente navega digitalmente e, quando chega a uma dúvida crítica, encontra um especialista pronto para ajudá-lo, seja por chat, vídeo ou chamada integrada à plataforma.

Com isso, jornadas antes fragmentadas e lentas tornam-se mais curtas e transparentes, onde o cliente tem acesso a informações detalhadas, consegue comparar opções, simular cenários e interagir quando quiser — e não quando o vendedor o procura. Isso reduz a ansiedade, acelera a decisão e, paradoxalmente, aumenta a confiança do comprador. A fidelização também ganha novo sentido: cada interação digital gera dados que permitem personalizar comunicações futuras, criar programas de fidelidade sob medida e identificar oportunidades de upgrade ou cross-sell com muito mais precisão.

A tendência para os próximos anos é de consolidação desse modelo. A combinação entre realidade aumentada, IA generativa e plataformas de guided selling deve permitir experiências imersivas em que o consumidor consegue visualizar projetos, testar configurações e receber recomendações inteligentes de forma autônoma.

Em resumo, migrar vendas complexas para o digital não é apenas uma questão de conveniência, mas uma necessidade para atender consumidores mais informados e exigentes,enquanto as empresas ganham eficiência e previsibilidade. As marcas que entenderem que a confiança se constrói também com dados, e não apenas com aperto de mãos, estarão na dianteira do novo varejo digital.

*Rodrigo Brandão é Gerente de Marketing da Espaço Smart, primeira loja de casas do Brasil

AliExpress inaugura o mês de descontos com Choice Day e aquece o caminho para o 11.11

O AliExpress, plataforma de e-commerce do Alibaba International Digital Commerce Group, inicia o mês com o Choice Day, campanha que vai de 1 a 7 de novembro e marca o aquecimento oficial para o 11.11, considerado o maior festival global de compras online. Realizado sempre nos primeiros dias de cada mês, o Choice Day antecipa promoções e abre a temporada de descontos com cupons exclusivos.

A campanha reúne ofertas exclusivas em produtos com selo Choice, categoria que destaca itens selecionados pela plataforma mais rapidez no envio, logística otimizada e garantia de qualidade. Entre os destaques de produtos desta edição estão smartphones e acessórios de marcas como Xiaomi, OPPO e Samsung, além de itens de informática.

Referente aos produtos que mais são buscados pelo consumidor brasileiro, Briza Bueno, diretora do AliExpress no Brasil, cita “tecnologia segue entre as categorias mais desejadas, e o Choice Day traz smartphones e acessórios de marcas queridas do público com muitos benefícios, preço competitivo, envio rápido e descontos que escalam conforme o carrinho cresce.”.

Além de preços competitivos, o Choice Day oferece cupons progressivos para os consumidores brasileiros durante o período da campanha. Os descontos começam em R$ 12 para compras a partir de R$ 85 e chegam a R$ 430 em pedidos acima de R$ 4.000.

Ministério do Empreendedorismo e Shopee firmam parceria para impulsionar a digitalização de pequenos negócios no Brasil

O Ministério do Empreendedorismo (MEMP) e a Shopee assinaram um protocolo de intenções para fortalecer e digitalizar o empreendedorismo brasileiro. A parceria marca um novo passo na integração entre o setor público e o ecossistema digital privado, com foco em ampliar o acesso de micro e pequenas empresas ao comércio digital, impulsionando a geração de renda, inovação e competitividade no país. A assinatura ocorreu nesta terça, 4, no novo Centro de Distribuição da Shopee em São Bernardo do Campo (SP) — um dos maiores da empresa no Brasil, com capacidade de processamento de até 3,8 milhões de pacotes por dia.

Por meio do acordo, MEMP e Shopee vão atuar em conjunto para acelerar o desenvolvimento e digitalização de polos econômicos regionais, com projetos de capacitação, inclusão produtiva e apoio à indústria local. A iniciativa pretende expandir as oportunidades de mercado para empreendedores de todas as regiões do Brasil, conectando pequenos negócios ao ambiente digital e promovendo o uso de ferramentas tecnológicas para ampliar vendas e fortalecer marcas locais.

Como parte da colaboração, também está prevista a amplificação da visibilidade de programas governamentais do Ministério, como o Acredita e o MEI Conta com a Gente, entre os empreendedores da plataforma, expandindo o alcance das políticas públicas.

A parceria reforça o compromisso do MEMP com o crescimento sustentável e inclusivo dos pequenos negócios e da Shopee como aliada do empreendedor brasileiro e do desenvolvimento econômico local. Atualmente, o marketplace oferece oportunidade de renda a mais de 8 milhões de brasileiros, entre vendedores, afiliados, motoristas parceiros e Agências Shopee. Os lojistas nacionais são responsáveis por mais de 90% das vendas na plataforma. Além disso, mais de 650 mil empreendedores já foram capacitados por suas iniciativas educacionais. Para muitos deles, a Shopee foi a porta de entrada no comércio digital: 30% venderam online pela primeira vez e mais de 50% têm hoje na plataforma sua principal fonte de faturamento.

“Digitalizar os pequenos negócios é abrir novas portas para o desenvolvimento regional, para o emprego e para o futuro da economia brasileira. Parcerias como essa aproximam o governo de quem empreende e transformam tecnologia em oportunidade”, destacou o ministro Márcio França.

“O compromisso da Shopee é com o ecossistema local. A parceria com o MEMP reforça o que já vemos todos os dias na prática: a imensa força do empreendedor brasileiro. Juntos, vamos acelerar a digitalização de pequenas e médias empresas, usando nossa plataforma para democratizar o acesso ao mercado, e fazer com que mais pessoas possam prosperar na economia digital”, afirmou Luciana Hachmann, Head de Relações Governamentais da Shopee.

Treeal passa a operar com Pix direto e se conecta ao Banco Central sem intermediários

Treeal – fintech especializada em soluções de meios de pagamento – acaba de dar mais um passo em sua evolução tecnológica. Autorizada pelo Banco Central a atuar como Instituição de Pagamento (IP) e Iniciadora de Transação de Pagamento (ITP), a empresa passa a operar com Pix direto, modelo em que se conecta diretamente ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central, sem necessidade de um banco intermediário para liquidar as operações.

A novidade integra a estratégia da Treeal de fortalecer seu ecossistema digital e otimizar a experiência de pagamentos para empresas e consumidores. A conexão direta traz ganhos de agilidade, previsibilidade e redução de custos, além de liquidação em tempo real.

De acordo com o CEO, João Santos, apenas 59 instituições de pagamentos reguladas no país possuem autorização para operar nesse formato. “O Pix direto exige infraestrutura própria, liquidez regulatória e homologação do Banco Central. A maioria ainda depende de bancos liquidantes para processar as transações”, explica.

Com mais de R$ 12 bilhões processados e cerca de 200 milhões de Pix por mês, a Treeal amplia sua autonomia para inovar e aprimorar seus serviços. O novo modelo abre caminho para funcionalidades como Pix parcelado, Pix agendado e soluções customizadas de liquidação instantânea.

“Nosso propósito é democratizar o acesso a tecnologias de pagamento, com segurança, rapidez e transparência”, destaca Santos.

Desde seu lançamento, em 2020, o Pix se tornou o principal meio de pagamento do país, usado por 93% dos brasileiros e responsável por 47% das transações financeiras, segundo dados do Google.

“Estar conectado diretamente ao SPI é operar no coração do sistema financeiro nacional, com a mesma infraestrutura dos bancos tradicionais. Isso eleva a Treeal a um novo patamar tecnológico e operacional, pronto para escalar volume e criar produtos com mais velocidade e segurança”, conclui o executivo.

O novo modelo já está disponível para toda a base de clientes.