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IA criada no Paraná torna vendedores da grife Reserva em influenciadores

Em um movimento que sinaliza a maturidade do varejo brasileiro diante da Inteligência Artificial (IA), a grife Reserva e o Grupo Ar&Co, gigante do varejo no Brasil, firmaram uma parceria com o Irrah Tech para desenvolver agentes de IA sob medida para o setor. A iniciativa utiliza o RêGPT, solução que emprega o GPT Maker, plataforma brasileira que permite criar e treinar múltiplos agentes IA personalizadas para atuarem no atendimento ao cliente, em capacitações internas e estratégias de marketing de influência.

“A IA não vem para substituir pessoas, mas para potencializar o que cada time faz de melhor. Com a Reserva, criamos uma IA que entende o tom da marca, seus produtos e valores, e que pode atuar de forma estratégica em diferentes pontos da jornada”, afirma Jenifer Ferraz, Head de Produto e Negócios do Grupo Irrah Tech, grupo com sede no Paraná que desenvolve ecossistemas de inovações tecnológicas voltadas ao varejo.

Na prática, a tecnologia dará “vida” a diferentes etapas e funções dentro do ecossistema da marca — com foco especial no suporte à equipe comercial. Além de responder dúvidas de clientes com agilidade e empatia, a nova IA apoiará o treinamento da equipe ao transmitir o estilo e os valores da marca, e ainda servirá como base para que o time crie publicações criativas e relevantes, capazes de chamar a atenção do cliente.

“Em 2019 desenvolvemos o projeto “Somos Todos Vendedores”, que transforma vendedores em criadores de conteúdo e protagonistas da experiência de marca. Foi um grande passo e para apoiar ele criamos um portal próprio de vídeos de capacitação (apelidado de “Netflix dos vendedores”) e um canal de atendimento via Instagram. Agora nos perguntamos, por que não trazer IA para esse processo? Ela pode, por exemplo, ajudar o vendedor a acessar os diferenciais dos produtos de uma coleção, participar de treinamentos com uma simples pergunta e, assim, estar mais preparado para as vendas”, diz Ian Coutinho, gerente Reserva Praia & Retail Education.

A ferramenta também vai ajudar o vendedor a acessar conteúdos que o inspirem e sirvam de base para criar publicações criativas e relevantes. Por exemplo: ao querer divulgar uma camisa polo no Instagram ou TikTok, o vendedor pode solicitar um roteiro de vendas. A IA consulta os diferenciais do produto e entrega um roteiro pronto, direto na palma da mão. “É assim que formamos um verdadeiro exército de criadores de conteúdo”, acrescenta Coutinho.

E o melhor, segundo ele, é que o desenvolvimento de uma IA com essa complexidade não exigiu uma equipe técnica dedicada nem investimento alto em tecnologia. “Com o GPT Maker, conseguimos criar nosso próprio agente, treinar ele com a identidade da marca, com todos os diferenciais dos nossos produtos. Buscamos a forma mais fácil e segura de dar ao vendedor acesso a esse tipo de informação e tecnologia. É IA em potencial, sempre ao lado, dando suporte e segurança na hora de vender, o dia todo”, explica o gerente da Reserva.

“Criamos essa plataforma com base nos dados e necessidades reais da Reserva. Ele é treinado com o jeito da marca, com as palavras que ela usa e com o tom que o cliente reconhece”, sublinha Jenifer. A especialista destaca ainda: “Com isso, conseguimos escalar um tipo de atendimento que é único, com personalidade, sem perder velocidade ou controle”. 

Soluções com IA generativa estão ganhando força na automação de atendimento, pós-venda e educação corporativa. Segundo a The Business Research Company, o mercado global de IA generativa para serviços ao cliente deve crescer de cerca de US$0,51 bilhão em 2024 para US$1,76 bilhão em 2029. Esses números refletem a adoção acelerada no uso de chatbots, assistentes virtuais e automação inteligente para melhorar a eficiência e personalização no atendimento.

Como funciona o GPT Maker

Na Reserva, por exemplo, o agente de IA foi treinado com base em conteúdos institucionais, catálogos de produtos, políticas de troca e materiais de onboarding.

Segundo a profissional do Irrah Tech, a IA é operada 100% no Brasil, com servidores e gestão de dados locais, o que garante conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e permite ajustes em tempo real com base em métricas e feedback.

A proposta da empresa é que cada marca crie seus próprios agentes inteligentes, com o DNA da marca. O modelo se distancia dos atendimentos genéricos e propõe uma IA “com sotaque”, treinada para responder como se fosse uma pessoa da equipe. 

Se o cliente quiser programar falando “uai”, como um mineiro, é possível. Carioca? Também!

“Não estamos vendendo um robô, e sim uma tecnologia que permite às empresas criarem seus próprios agentes, com estilo, vocabulário e conhecimento específico. O GPT Maker funciona como um ‘laboratório de IAs’ para o varejo e outros setores”, reforça Jenifer.

Brasil é escolhido pela fintech americana LiberPay para estreia global em pagamentos cripto

O Brasil, classificado entre os cinco países com maior adoção de cripto no mundo, tornou-se um polo estratégico para soluções de pagamento baseadas em stablecoins: criptomoedas lastreadas em ativos reais, como o dólar. Com isso em mente, a fintech norte-americana LiberPay está entrando no mercado com uma plataforma de pagamentos descentralizada.

A solução oferece taxas fixas de 0,3% ou US$ 0,50 por transação, prevalecendo o menor valor (além das taxas de rede blockchain), e garante que a custódia dos ativos digitais permaneça totalmente nas mãos dos usuários, ao licenciar de forma open source um gateway de pagamento (smart contract) para cada usuário que venda bens e serviços usando a LiberPay.

Esse gateway descentralizado funciona como um caixa digital da própria empresada tecnologia da empresa. A LiberPay não tem acesso nem controle sobre a moeda que transita entre o comprador e o gateway privado do vendedor.

Uso cotidiano simplificado

A proposta da LiberPay é simplificar o uso diário das criptomoedas por meio de pagamentos diretos via carteiras digitais descentralizadas como Metamask, Coinbase Wallet, Trust Wallet e qualquer outra compatível com WalletConnect.

As transações são realizadas via QR Code (ou link de pagamento), em um formato semelhante ao Pix, com recibos digitais armazenados diretamente na carteira de cada usuário.

A plataforma fará será lançada em setembro em São Paulo e no Rio de Janeiro, com foco em consumidores já familiarizados com o ecossistema cripto e em pequenos e médios comerciantes. A LiberPay também lançará sua solução Peer to Peer (P2P): sem taxa para pagamentos em stablecoin entre duas pessoas. O único custo para os usuários dessa modalidade serão as taxas de rede (gas fees) da blockchain, que geralmente são muito baixas.

Os smart contracts da LiberPay foram validados e serão implementados inicialmente na blockchain Polygon, com outras blockchains baseadas em Ethereum previstas para em breve.

Vantagens para empresas

Para negócios, a LiberPay oferece taxas altamente competitivas, muito abaixo das médias de mercado para sistemas de pagamento. A fintech estabeleceu como prioridade a transparência total dos custos associados ao uso da tecnologia.

As empresas também podem utilizar gratuitamente a tecnologia integrada via API da LiberPay para integrar o sistema aos meios de pagamento já existentes. A plataforma ainda disponibiliza registros imutáveis das transações em blockchain, no formato de recibos digitais tokenizados, que funcionam como comprovante de compra e venda para ambas as partes. Esses recibos tokenizados adicionam uma solução que promove legitimidade e rastreabilidade a cada transação.

“Escolhemos o Brasil para o lançamento porque acreditamos que poderíamos melhorar o ambiente para consumidores e empresas que enfrentam altas taxas ao pagar por bens e serviços. O Brasil é o maior mercado de cripto da América Latina e um dos maiores do mundo. Além disso, o país conta com maturidade regulatória que vem criando um ambiente seguro para inovações como a da LiberPay”, afirma Tobias Kleitman, cofundador da LiberPay.

“Com a LiberPay, os comerciantes recebem stablecoins lastreadas em dólar com a conveniência do Pix, mas com a vantagem de manter a custódia e o controle sobre seus ativos. Os brasileiros estão claramente adotando tecnologias de pagamento digital como o Pix em larga escala, e nossa pesquisa mostrou que eles querem transacionar facilmente em stablecoins atreladas ao dólar, mas carecem de ferramentas fáceis de integrar e usar. Também temos outros interesses comerciais no Brasil e adoramos as pessoas e a cultura de inovação do país. Isso nos pareceu muito convidativo para apresentar a tecnologia da LiberPay.”, explica Kleitman.

Os fundadores já investiram mais de US$ 1 milhão no desenvolvimento da plataforma e pretendem alcançar 5 milhões de usuários no primeiro ano de operação.

Todos os aportes são privados: a fintech adota o modelo bootstrapping, em que o crescimento vem do investimento de recursos próprios, sem depender de capital externo. Isso garante independência, agilidade estratégica e foco de longo prazo.

O lançamento acontece em meio à expansão acelerada das stablecoins no Brasil. Dados da Receita Federal mostram que esses ativos movimentaram R$ 233 bilhões em 2024, ou 53% de todas as transações cripto. Entre janeiro e julho de 2025, a conversão de reais em USDT (a stablecoin mais popular, atrelada ao dólar) somou US$ 7,72 bilhões (R$ 43 bilhões), alta de 84% sobre o mesmo período do ano anterior, segundo o Biscoint Monitor.

Em fevereiro, o próprio Banco Central já havia sinalizado essa tendência: em discurso no Fórum de Inovação Financeira, o presidente Gabriel Galípolo destacou que stablecoins já concentram a maior parte dos fluxos de cripto no país e que o marco regulatório deve ser finalizado ainda em 2025.

Disputa pelo modelo de custódia

Enquanto a maioria das plataformas de pagamento cripto opera sob custódia centralizada – em que os ativos ficam retidos pela empresa que fornece a solução, a LiberPay adota um modelo descentralizado.

A diferença é significativa: as transações ocorrem diretamente entre a carteira digital do cliente e o gateway de pagamento da LiberPay controlado por cada comerciante. Os comerciantes recebem imediatamente e podem sacar seus fundos a qualquer momento para suas próprias carteiras descentralizadas, como a MetaMask. A solução da LiberPay garante aos usuários liberdade que outras plataformas não oferecem.

“Esse modelo reflete uma divisão no mercado: de um lado, soluções convencionais que replicam sistemas centralizados; de outro, a plataforma da LiberPay, que preserva os princípios originais das criptomoedas – descentralização e controle direto do usuário”, explica Kleitman.

Na prática, a experiência lembra uma versão global do Pix: em um restaurante que utilize o sistema, o cliente finaliza sua refeição e escaneia um QR Code com sua carteira digital, enviando stablecoins (como USDC e USDT) diretamente para o gateway de pagamento da LiberPay do estabelecimento. A transação é concluída em segundos, sem intermediários financeiros como bancos e corretoras cripto, e ambas as partes recebem recibos digitais armazenados na blockchain. O comerciante visualiza o valor creditado instantaneamente em seu gateway.

Integração híbrida com Stripe
A tecnologia da plataforma combina infraestrutura própria de blockchain com integração ao Stripe – o segundo maior processador de pagamentos digitais do mundo, ativo no Brasil e em outros 46 mercados, com volume anual superior a US$ 1 trilhão.

“Durante o desenvolvimento da tecnologia, recebemos feedback de que era necessário incluir também a opção de pagamento com cartão de crédito, para que os comerciantes oferecessem essa alternativa lado a lado com stablecoins, atendendo a todos os tipos de clientes, seja via criptomoedas ou cartões”, disse Kleitman.

ADSPLAY firma parceria com a Ubisoft

A ADSPLAY, hub de mídia que oferece soluções do topo ao fundo do funil, anuncia a conquista da conta da Ubisoft, líder no segmento de games com portfólio diversificado. As ações visam ampliar a presença da empresa em campanhas de awareness para lançamentos e títulos já consolidados. 

A escolha pela empresa se deu pela amplitude de formatos e soluções oferecidas, que vão de display e vídeo até estratégias inovadoras como native, rich media, rewarded video, alto impacto e in-games. E para essa primeira campanha, os números demonstram que o projeto, em formato de vídeo, superou as expectativas com aumento de 303% em Impressões, 550% de Views e VTR de 181%.

Para Edu Sani, CEO da ADSPLAY, “com essa conquista, a empresa reforça sua posição como parceira estratégica no segmento de games, unindo inovação, escala e resultados eficientes aos nossos clientes”, finaliza.

iFood retoma e expande operações com drones em Sergipe após autorização inédita da ANAC

O iFood anuncia a retomada e a expansão da operação de entregas por drones em Sergipe, em parceria com a Speedbird Aero, marcando uma nova fase do projeto e consolidando o avanço do seu modelo de entregas multimodal. A rota, pioneira no Brasil e na América Latina para delivery, será ampliada após a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) conceder a primeira autorização permanente do país para voos seguros sobre áreas com circulação de pessoas. Além disso, entra em operação uma nova aeronave capaz de transportar até 5 quilos – antes, o limite era de 3 quilos.

A rota parte do Shopping Center RioMar, em Aracaju, sobrevoa um trecho de menos de um minuto em área com circulação de pedestres e cruza o rio Sergipe para chegar a Barra dos Coqueiros, conectando restaurantes de um município a condomínios residenciais da cidade vizinha. Pelo ar, o percurso tem menos de quatro quilômetros, e a entrega chega ao consumidor em até 30 minutos. O entregador é o responsável pela última milha, ou seja, o trecho que vai do pouso do drone até o consumidor.

Por terra, o trajeto demoraria cerca de uma hora, já que ida e volta somam 36 quilômetros e atravessam áreas de trânsito intenso. Esse percurso inviabilizaria a operação apenas com entregadores, que ficariam restritos a poucas entregas nos horários de almoço e jantar, que são os picos de demanda.

“O iFood é multimodal: combina bicicletas, motos, carros, barcos, robôs e agora também drones para conectar um ecossistema complexo de entregas com precisão. O drone entra para resolver trechos que não fariam sentido para o entregador, que continua sendo alocado em rotas mais produtivas”, Rodolfo Klautau, diretor de Logística do iFood.

O serviço funcionará sete dias por semana, durante 10 horas por dia. A rota, iniciada em 2021 como projeto-piloto, foi a primeira a obter autorização permanente para transporte de alimentos por drones na América do Sul. Agora, em nova fase, a operação retorna com capacidade para até 280 pedidos por dia.
 

A retomada da operação em Aracaju reforça a estratégia do iFood de investir em um modelo de entregas multimodal, que combina diferentes meios de transporte para superar os desafios geográficos e urbanos do Brasil. Os drones são especialmente relevantes em trajetos que envolvem barreiras naturais, como rios ou áreas de difícil acesso, além de regiões distantes. Nesses casos, a tecnologia aérea encurta caminhos, reduz o tempo de entrega e amplia o alcance dos restaurantes.

“A retomada e expansão do projeto em Aracaju é um marco não apenas para o iFood e a Speedbird, mas para todo o setor de mobilidade aérea no Brasil. Trata-se da primeira autorização permanente da ANAC para voos sobre áreas com circulação de pessoas, um passo fundamental para a consolidação das entregas por drone no país. Estamos muito orgulhosos de liderar esse avanço com uma aeronave nacional de maior capacidade, que torna a operação mais eficiente e robusta. Essa conquista demonstra que a inovação feita no Brasil tem maturidade para transformar realidades urbanas, encurtando distâncias e criando soluções logísticas sustentáveis”, afirma Manoel Coelho, CEO da Speedbird Aero.

A Speedbird Aero é, até hoje, a única empresa com dois modelos de drones aprovados pela ANAC para operações BVLOS (‘além da linha de visada do operador’, em português) voltadas à entrega de cargas no Brasil. Essas certificações representam marcos inéditos e trazem diferenciais importantes, como a permissão para voar à noite. Cada processo de autorização levou, em média, de 12 a 24 meses e seguiu rigorosamente todas as normas de segurança, com aprovação da ANAC e do DECEA.

“O iFood acredita que inovar é também construir junto com quem já está fazendo. A Speedbird é uma empresa brasileira que, assim como nós, aposta em tecnologia nacional de ponta para resolver desafios reais. Esse projeto mostra como a inovação feita no país pode aproximar o próprio Brasil de si mesmo, conectando cidades e encurtando distâncias que antes pareciam impossíveis”, afirma Klautau.

Como funciona o drone do iFood?

  • Capacidade: até 5 kg (nesta retomada, apenas pedidos de comida).
  • Velocidade: 50 km/h.
  • Altitude: até 60 metros (equivalente a um prédio de 20 andares).
  • Segurança: equipado com GPS para navegação e paraquedas em caso de emergência.
  • Operação: comandado por um centro de controle da Speedbird Aero em Franca (SP).
  • Frota: dois drones disponíveis para o trajeto, que podem ser acionados ao mesmo tempo, conforme a demanda.
  • Resistência: suporta ventos de até 55 km/h e chuva leve (5 mm por hora).

Era da IA Agêntica: quando inovação e talento se tornam indissociáveis

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar parceira estratégica de empresas e profissionais. A popularização dos modelos generativos foi a porta de entrada: agora, vivemos a ascensão das IAs Agênticas, sistemas capazes de operar de forma autônoma, com decisões e execuções em tempo real.

Mais do que agentes restritos a tarefas específicas, esses modelos assumem processos de ponta a ponta, da análise de dados à tomada de decisões, reduzindo custos, acelerando operações e elevando a eficiência em diferentes setores. No mercado financeiro, por exemplo, já são aplicados para analisar grandes volumes de dados, detecção de fraudes e antecipação de riscos, protegendo investimentos e clientes. No varejo, funcionam como gestores invisíveis de estoque, prevendo picos de demanda, automatizando compras e ajustando preços conforme padrões de consumo.

A relevância é confirmada por projeções de mercado. Segundo os relatórios “Emerging Tech: The Future of Agentic AI in Enterprise Applications” e “Emerging Tech: Maximize Opportunities While Managing Risks of Agentic AI on Enterprise Software”, ambos da Gartner, cerca de 30% da receita global de software empresariais poderá ser impulsionada pela IA Agêntica até 2035, o que representa mais de US$ 450 bilhões.

Empresas como academias do futuro

Essa evolução traz uma nova exigência: preparar profissionais capazes de construir, implementar e governar projetos robustos de IA. Trata-se de uma tecnologia avançada, que demanda competências muito além do conhecimento básico ou superficial. Compreender suas reais funcionalidades exige aprendizado contínuo, aplicado e orientado à prática. Nesse cenário, as empresas não podem se limitar a adotar ferramentas, precisam assumir o papel de verdadeiros centros de aprendizagem, capazes de desenvolver talentos e sustentar a inovação.

Essa necessidade se torna ainda mais evidente quando observamos que muitos profissionais não conseguem resolver desafios sistêmicos justamente por não entenderem como certos conhecimentos se aplicam no dia a dia. Isso ocorre porque, em grande parte, ainda se apoiam somente na aprendizagem teórica ou autodidata – caminhos que, embora válidos, são insuficientes diante da atual complexidade tecnológica. O estudo “Work: In Progress – Descobertas de como a IA está transformando o Trabalho”, no qual o Google entrevistou mais de 3,5 mil profissionais de diferentes setores no Brasil e em outros países, ilustra bem essa realidade ao mostrar que 47% dos brasileiros buscam aprender sobre IA na internet. 

Esse modelo de aprendizagem é relevante, mas não sustenta sozinho todo o potencial das IAs Agênticas. É preciso ir além, aplicar o conhecimento de forma crítica e contextualizada, ampliando a aprendizagem para aspectos que ultrapassam a técnica e dialogam com a realidade das organizações. Isso inclui preocupações éticas, como a avaliação de sistemas enviesados, e também de governança, como a definição de responsabilidades sobre decisões tomadas autonomamente por algoritmos.

As organizações precisam se consolidar como ambientes de aprendizagem vivos. Isso significa investir não apenas em cursos formais, mas também em programas contínuos de upskilling e reskilling, mentorias e experiências práticas em grandes projetos. Aprender em equipe, lado a lado com pares e profissionais mais experientes, é o que transforma conhecimento em competência aplicada.

Na era da IA Agêntica e das mudanças aceleradas, adquirir novas habilidades nunca será um ponto de chegada, mas sim um caminho constante para transformar inovação em vantagem competitiva duradoura. Cada nova aprendizagem e aplicação representa também uma oportunidade de gerar valor para os negócios.

*Guilherme Pereira é diretor de Inovação da Alura + FIAP Para Empresas, soluções de educação corporativa do Grupo Alun, maior ecossistema de ensino em negócios e tecnologia da América Latina, que apoiam organizações de todos os tamanhos e segmentos na transformação de carreiras e negócios. 

Startups sem pitch estruturado têm 70% menos chances de captar recursos

A falta de clareza na comunicação compromete diretamente a busca por capital. Levantamento da CB Insights indica que startups sem um pitch estruturado têm até 70% menos chances de captar investimento. O dado é reforçado por um relatório da Magistral Consulting, que mostra que apenas 1% dos pitch decks enviados a investidores resulta em aporte efetivo, evidenciando a seletividade do mercado e a necessidade de apresentações objetivas e bem construídas. 

Para Marilucia Silva Pertile, cofundadora da Start Growth e mentora de startups SaaS, a fragilidade não está, na maioria das vezes, na ideia, mas na forma como ela é transmitida. “Um pitch mal estruturado pode comprometer até mesmo startups promissoras. O investidor quer ver clareza, domínio dos números e um plano sólido, e tudo isso precisa caber em poucos minutos”.

A especialista lembra que menos de 10% dos pitches conseguem causar boa impressão logo no primeiro contato com investidores. “O que precisa parecer é que o empreendedor domina os próprios números e entende para onde quer levar a empresa. A reunião inicial é menos sobre convencer e mais sobre despertar confiança”.

Nesse cenário, a preparação prévia se torna decisiva. O relatório “The Top 12 Reasons Startups Fail, da CB Insights, mostra que 35% das empresas falham por não conseguirem captar recursos, enquanto 38% encerram atividades por problemas de caixa, problemas que poderiam ser mitigados com um plano de captação mais sólido. “Não basta ter uma ideia promissora. O mercado premia quem prova valor e demonstra preparo para crescer”, completa Marilucia.

A solução passa por um planejamento robusto e treino constante da apresentação. “Pitch é técnica. Quando estruturado, abre portas; quando improvisado, fecha oportunidades”, aponta Marilucia, que lista sete elementos essenciais em uma apresentação, que comprovam a consistência do negócio:

  1. Proposta de valor – explicar claramente qual problema a startup resolve.
  2. Tamanho do mercado – mostrar o potencial de crescimento e a relevância da oportunidade.
  3. Modelo de negócios – indicar como a empresa gera receita de forma sustentável.
  4. Diferencial competitivo – destacar o que torna a solução única em relação aos concorrentes.
  5. Métricas e tração – apresentar resultados já alcançados, como clientes, MRR e churn.
  6. Equipe – evidenciar experiência, complementaridade e comprometimento dos fundadores.
  7. Uso do investimento – detalhar como os recursos captados serão aplicados para gerar escala.

“A verdade é que os investidores têm, em média, menos de quatro minutos para analisar um pitch. Por isso, a clareza é determinante. A preparação começa muito antes da reunião, com métricas sólidas e presença ativa no ecossistema. Captação é relacionamento e técnica, não improviso”, conclui a cofundadora da Start Growth.

iFood inaugura terceiro Ponto de Apoio para entregadores em Porto Alegre

O iFood, empresa brasileira de tecnologia, inaugura nesta quarta-feira (1º) o terceiro Ponto de Apoio para entregadores e entregadoras em Porto Alegre. Localizado na Av. Saturnino de Brito, 534 – loja 2 – Jardim Itu, o espaço já está disponível para uso, oferecendo mais conforto e suporte durante a rotina de trabalho dos profissionais.

O iFood vem ampliando continuamente a rede de Pontos de Apoio para fortalecer o suporte aos entregadores em todo o país. A meta é alcançar, até o fim do ano, 30 unidades próprias em capitais e regiões metropolitanas, além de manter a expansão por meio de parcerias com restaurantes e mercados. Esses espaços oferecem água potável, banheiros, áreas de descanso e pontos de recarga de celular; em algumas cidades, também contam com geladeira e micro-ondas. Importante destacar que as estruturas são abertas a todos os entregadores, inclusive de outras plataformas.

“Esse é um espaço construído a partir da escuta dos entregadores, que nos apontaram a necessidade de locais seguros e confortáveis para apoiar o dia a dia. O iFood tem o compromisso de transformar essas demandas em soluções concretas, e os Pontos de Apoio são um exemplo disso. Ao abrir a terceira unidade em Porto Alegre, reforçamos nosso propósito de valorizar esses profissionais, que são fundamentais para o funcionamento do ecossistema de delivery”, afirma Giselle Dantas, Gerente de Diálogo Institucional do iFood.

Os locais são definidos com base em uma análise de rotas e densidade de pedidos, garantindo que os Pontos de Apoio estejam posicionados em áreas estratégicas. Os entregadores podem localizar o espaço mais próximo diretamente no aplicativo do iFood ou no site.

Rio Grande do Sul: crescimento acelerado no delivery

O Rio Grande do Sul tem se destacado no setor de delivery. Apenas entre 2022 e 2024, o iFood registrou crescimento de 15%, 13% e 20%, respectivamente. De acordo com estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o ecossistema do iFood representou 0,64% do PIB nacional em 2024. No Estado, o impacto foi de 0,46% do PIB gaúcho, com a geração de aproximadamente 49 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Hábitos de consumo do gaúcho

No Rio Grande do Sul, o delivery tem se consolidado como parte do dia a dia dos consumidores. Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Pelotas e Novo Hamburgo estão entre as cidades que mais fazem pedidos na plataforma. Já quando o assunto é preferência gastronômica, os gaúchos mostram diversidade: dos tradicionais lanches e pizzas à comida brasileira, passando pelo açaí, que se tornou um hábito popular, e pela culinária japonesa, que segue em alta no Estado.

NBA e AWS anunciam parceria para impulsionar a próxima era de inovação no basquete

A National Basketball Association (NBA) e a Amazon Web Services (AWS) anunciaram hoje uma parceria de múltiplos anos para impulsionar a próxima geração de inovação da liga, com a AWS se tornando a Parceira Oficial de Nuvem e Nuvem de IA da NBA e suas ligas afiliadas, incluindo WNBA, NBA G League, Basketball Africa League e NBA Take-Two Media.

Como parte da parceria, a NBA e a AWS lançarão o NBA Inside the Game powered by AWS, uma nova plataforma de inteligência do basquete que transformará bilhões de pontos de dados em insights envolventes e experiências interativas, reinventando a forma como os fãs se conectam ao jogo em todo o mundo.

Construída sobre a infraestrutura de IA líder da AWS, a plataforma apresentará um conjunto de recursos que aprimoram transmissões ao vivo e elevam a experiência dos fãs no aplicativo NBA, no NBA.com e nos canais sociais da liga.

“A parceria com a AWS nos oferece a oportunidade de elevar a experiência do jogo ao vivo por meio da inovação e proporcionar aos fãs uma compreensão mais profunda do basquete pelos próximos anos”, disse Ken DeGennaro, Vice-Presidente Executivo da NBA e Chefe de Operações de Mídia e Tecnologia. “A AWS tem um histórico comprovado em fornecer insights estatísticos únicos e oferecer experiências transformadoras que ressoarão com fãs da NBA em todo o mundo.”

“Na AWS, estamos entusiasmados com a visão da NBA de expandir os limites do que é possível no esporte”, afirmou Francessca Vasquez, Vice-Presidente de Serviços Profissionais & Agentic AI da AWS. “Essa parceria mostrará como a nuvem e a IA podem reinventar o jogo de basquete – desde a geração de novos insights até a criação de experiências que aproximam os fãs do jogo que eles amam. Juntos, estamos entregando tecnologia que não apenas aprimora transmissões ao vivo e plataformas digitais, mas também transforma como jogadores, técnicos e fãs entendem o basquete.”

Estatísticas Avançadas com IA

A NBA utilizará as capacidades de IA da AWS para oferecer aos fãs estatísticas ao vivo e análises abrangentes durante os jogos. Essa nova plataforma de estatísticas avançadas processa os dados de rastreamento de jogadores da NBA, que analisam os movimentos de 29 pontos de dados por atleta, usando aprendizado de máquina e IA para contextualizar os acontecimentos em quadra e gerar insights em tempo real.

Os fãs poderão aprofundar sua compreensão do jogo acessando novas estatísticas no aplicativo NBA, no NBA.com e durante transmissões ao vivo, incluindo o NBA on Prime.

Ao longo da temporada 2025-26, a NBA e a AWS apresentarão novas estatísticas impulsionadas por IA que capturam aspectos do desempenho no basquete nunca antes medidos, começando com:

  • Defensive Box Score: Reimaginando a Métrica Fundamental do Basquete
    Defensive Box Score quantifica contribuições defensivas individuais que as estatísticas tradicionais não conseguem medir. Algoritmos de IA detectam, em tempo real, qual defensor é responsável por cada jogador de ataque. Com o defensor primário identificado, o box score tradicional pode ser aprimorado, associando cada estatística ao marcador correspondente. Novas métricas como pressão sobre a bola, marcação dupla e trocas defensivas também poderão ser registradas.
  • Shot Difficulty: A Ciência do Arremesso
    Shot Difficulty vai além das estatísticas convencionais de acerto ou erro, avaliando cada aspecto de uma tentativa de arremesso. A dificuldade será quantificada com novas métricas, como o Expected Field Goal %, que leva em conta fatores como orientação e preparação do arremessador, detalhes da contestação defensiva, pressão, interferência e posicionamento dos jogadores em quadra. Essa estatística oferece uma apreciação mais profunda da habilidade e estratégia por trás de cada tentativa de pontuação.
  • Gravity: Quantificando o Impacto Invisível
    Gravity traduz em números o que técnicos e analistas observam há anos: como certos jogadores criam vantagens para seus companheiros apenas por estarem em quadra, mesmo sem tocar na bola. Essa nova métrica mede o nível de atenção que um jogador recebe da defesa, considerando a proximidade da marcação com ou sem a bola, para quantificar o espaço gerado para os colegas. O sistema processa dados de rastreamento ótico 60 vezes por segundo, usando redes neurais personalizadas para analisar como defensores reagem a jogadores específicos, levando em conta tanto o contexto em tempo real quanto dados históricos.

Transformando a Inteligência do Basquete

O NBA Inside the Game powered by AWS também contará com uma tecnologia inédita chamada Play Finder, que utiliza IA para analisar e compreender os movimentos dos jogadores em milhares de partidas. Com serviços como Amazon Bedrock e Amazon SageMaker, a ferramenta permitirá buscas instantâneas de jogadas semelhantes, abrindo caminho para futuras integrações de IA generativa baseadas em dados de rastreamento de jogadores.

Play Finder ajudará fãs e narradores a aprender estratégias ofensivas comuns e explorar insights mais profundos, combinando resultados de jogadas com análises avançadas.

Um sistema de alertas em tempo real dentro do Play Finder permitirá que comentaristas forneçam contexto histórico e insights estratégicos instantaneamente, tornando cada jogo mais envolvente, educativo e informativo. Equipes da NBA terão acesso direto aos modelos de aprendizado de máquina que sustentam a ferramenta, melhorando fluxos de trabalho de gestão e comissão técnica.

Versões futuras do Play Finder permitirão que fãs explorem a estratégia do basquete com profundidade inédita no aplicativo NBA.

Engajamento Global de Fãs

O aplicativo NBA, o NBA.com e o NBA League Pass – que oferecem cobertura e programação durante todo o ano para fãs ao redor do mundo – rodarão na AWS. Por meio dessa parceria, a NBA acelerará o crescimento global do basquete, oferecendo aos fãs novas e exclusivas oportunidades de compreender estratégias de equipe e conceitos que levam à execução em quadra.

Além disso, NBA e AWS disponibilizarão conteúdo em diferentes idiomas e experiências personalizadas nas plataformas.

A parceria também amplia o relacionamento estratégico da NBA com a Amazon. Esta temporada marca o início do histórico acordo de 11 anos de direitos de mídia do Prime Video, com 66 jogos da temporada regular transmitidos globalmente e uma nova suíte de recursos interativos a estrear. O Prime Video também será o parceiro estratégico e destino global de assinaturas terceirizadas do NBA League Pass, oferecendo streaming de jogos ao vivo e sob demanda nos EUA e internacionalmente.

A primeira noite do NBA on Prime contará com uma rodada dupla na sexta-feira, 24 de outubro, na semana de abertura da temporada, com os Celtics enfrentando os Knicks (19h30 ET) e os Lakers recebendo os Timberwolves (22h ET), em dois reencontros dos Playoffs da NBA 2025

Aplicativos sustentáveis ganham espaço e impulsionam práticas de ESG

Os aplicativos voltados para sustentabilidade estão deixando de ser acessórios e se consolidam como parte essencial da estratégia empresarial. De acordo com a pesquisa “Sustentabilidade & Opinião Pública”, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 88% dos brasileiros já adotam regularmente práticas como reduzir o desperdício de água e energia, reutilizar materiais e utilizar serviços compartilhados. Esse comportamento pressiona empresas a alinharem suas operações às expectativas de consumidores e investidores.

No ambiente corporativo, a tecnologia vem se tornando um diferencial competitivo em processos de licitação, captação de investimentos e fortalecimento da reputação das marcas. “Aplicativos de gestão ambiental, por exemplo, permitem monitorar em tempo real o consumo de água e energia, identificar desperdícios e agir de forma preventiva. Já as plataformas de logística ajudam a otimizar rotas de transporte, reduzindo emissões de carbono e custos com combustível”, diz Rafael Franco, CEO da Alphacode, empresa responsável pelo desenvolvimento de soluções digitais para marcas como Habib’s, Madero e TV Band.

Além de reduzir desperdícios, as ferramentas digitais geram impacto positivo na sociedade. “Essas soluções transformam as operações empresariais em ciclos mais inteligentes, que conciliam eficiência econômica e responsabilidade ambiental”, pontua o executivo. Entre os casos de destaque, estão os aplicativos que conectam excedentes de alimentos a organizações que os redistribuem, evitando descarte desnecessário; as plataformas que incentivam o compartilhamento de veículos elétricos; e soluções para irrigação agrícola que garantem economia de água.

Para Franco, a integração entre tecnologia e sustentabilidade deixou de ser tendência e passou a ser um requisito estratégico. “Empresas que adotam soluções digitais de ESG demonstram compromisso com a preservação ambiental e se diferenciam no mercado. Em um momento de urgência climática, essa combinação é também uma necessidade para garantir um futuro sustentável”.

Cinco exemplos de aplicativos sustentáveis em operação no Brasil

  1. Gestão de energia e água – Apps de monitoramento permitem acompanhar em tempo real o consumo de recursos, identificando desperdícios e ajustando padrões de uso. Empresas de manufatura e hospitais já utilizam a tecnologia para reduzir contas e melhorar eficiência.
  2. Reaproveitamento de alimentos – Plataformas conectam supermercados e restaurantes com organizações sociais, evitando o descarte de estoques excedentes e garantindo a redistribuição a comunidades em situação de vulnerabilidade.
  3. Logística inteligente – Aplicativos de gestão de frota e rotas ajudam a reduzir emissões de CO₂ e custos com combustíveis, otimizando entregas em grandes centros urbanos.
  4. Mobilidade elétrica compartilhada – Soluções que incentivam o uso de veículos elétricos por meio de compartilhamento ou aluguel, reduzindo a emissão de poluentes e o tráfego urbano.
  5. Reciclagem digital – Apps que mapeiam pontos de coleta e estimulam a separação correta de resíduos, conectando consumidores e empresas de reciclagem em cadeias de economia circular.

“Aplicativos sustentáveis não são custo, mas investimento com retorno rápido. Projetos de monitoramento podem reduzir em até 30% o consumo e já se pagam em poucos meses. O futuro está em soluções que combinem inteligência artificial, capaz de prever desperdícios, e blockchain, que garante transparência às cadeias produtivas. Essa integração vai diferenciar quem apenas fala de ESG de quem aplica sustentabilidade na prática”, conclui o CEO

“Saudável desrespeito pelo impossível”: lições do Google para a era da IA

A inteligência artificial deixou de ser um conceito futurista para se tornar um elemento central na vida profissional e nos negócios. Em uma imersão nos escritórios do Google em Nova Iorque, pude conhecer de perto como a empresa enxerga essa transformação e como sua cultura organizacional serve de alicerce para o avanço tecnológico. A experiência revelou não apenas a visão do Google para a era da IA, mas também lições fundamentais sobre o futuro das carreiras, a inovação e a adaptação das empresas.

Um dos conceitos mais marcantes é o chamado “saudável desrespeito pelo impossível”, mentalidade que impulsiona a companhia a desafiar constantemente o status quo e buscar soluções que parecem, à primeira vista, inalcançáveis. Esse pensamento se conecta ao chamado “10X thinking”, em que a meta não é apenas melhorar 10% um processo ou produto, mas encontrar caminhos para fazê-lo dez vezes melhor. Trata-se de uma abordagem que valoriza a ousadia e a coragem de errar, entendendo o erro não como fracasso, mas como parte essencial do aprendizado.

Essa lógica é reforçada por práticas como o modelo 70/20/10, no qual 70% dos esforços são dedicados ao core business, 20% a projetos adjacentes e 10% a ideias completamente fora da caixa. Mais do que orçamento, trata-se de mentalidade: a inovação floresce quando existe espaço para experimentação, colaboração entre equipes e segurança psicológica para testar e falhar.

No campo do trabalho, a inteligência artificial não é vista como uma ameaça apocalíptica, mas como uma força de reconfiguração. Em vez de eliminar carreiras inteiras, a tecnologia reorganiza tarefas. As chamadas “Tarefas Vermelhas”, rotineiras e repetitivas, são facilmente absorvidas por sistemas inteligentes. Já as “Tarefas Verdes”, criatividade, empatia, julgamento ético e originalidade, permanecem exclusivamente humanas e se tornam ainda mais valiosas. O profissional do futuro será um “Centauro”, híbrido de humano e IA, combinando as vantagens da tecnologia com habilidades que máquinas não conseguem replicar.

Outro ponto central da experiência foi perceber como o Google mantém o usuário no centro de tudo. A máxima “se o usuário tem um problema, o Google também tem” traduz uma visão que orienta o desenvolvimento de ferramentas cada vez mais acessíveis. Se antes era necessário dominar prompts complexos para obter bons resultados, hoje a IA caminha para se tornar mais intuitiva, permitindo que comandos simples gerem soluções eficazes. Essa democratização da inovação abre espaço para que empresas de todos os portes e setores utilizem a IA para automatizar processos, gerar insights em tempo real e entregar experiências mais relevantes.

Essa realidade nivela o campo de jogo, permitindo que pequenas empresas e startups tenham acesso a ferramentas antes restritas a gigantes da tecnologia. A IA, portanto, não é apenas um recurso técnico, mas um motor de competitividade em escala global.

Para líderes, o grande desafio está em criar ambientes que estimulem a experimentação. Uma sugestão prática é realizar uma “auditoria” das tarefas repetitivas das equipes e identificar onde a IA pode atuar, liberando tempo para atividades estratégicas. Para profissionais, a dica é enxergar a tecnologia como extensão das próprias capacidades, e não como substituta. O convite é abraçar um renascimento pessoal, colocando em primeiro plano as habilidades humanas que a IA jamais replicará.

O maior risco não está na adoção da tecnologia, mas em permanecer preso às tarefas que ela pode facilmente substituir. A velocidade da transformação exige resiliência e capacidade de adaptação. E é justamente aí que reside a oportunidade: conforme a IA assume o trabalho repetitivo, o que nos torna únicos, como a criatividade, empatia, capacidade analítica e visão de futuro, ganha valor exponencial.

A mensagem é clara: a inteligência artificial não é um fim, mas um meio. Um convite para reinventar carreiras, empresas e formas de pensar. O futuro do trabalho não será definido pela tecnologia em si, mas pela forma como escolhemos utilizá-la para potencializar o que temos de mais humano.

Jaimes Almeida Neto é cofundador e CRO da Budz, uma pet tech brasileira que utiliza inteligência artificial para empoderar tutores de pets, onde com sua ampla experiência em estratégia de crescimento, monetização e parcerias estratégicas, lidera a expansão B2B da empresa, fortalecendo sua presença no mercado.  Atuou como Key Account na Almeida Junior, um dos principais grupos de shopping centers do Brasil e foi fundador da cervejaria Caravan. Além disso, teve passagem pelo mercado financeiro na EQI Asset, onde trabalhou na gestão de fundos imobiliários e na estruturação de dívidas, adquirindo sólido conhecimento em investimentos, captação de recursos e modelagem financeira.