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Pacto Global lança solução de atendimento automatizado para ampliar engajamento de empresas

Pacto Global – Rede Brasil, anunciou uma  nova solução de atendimento automatizado, desenvolvida em parceria com a Blip, plataforma de inteligência conversacional e com a Skeps, business-tech especializada em criar jornadas conversacionais por meio de contatos inteligentes

O recurso facilita a adesão de empresas, otimiza o relacionamento com participantes  e agiliza processos que antes eram realizados manualmente. A Rede Brasil, que já conta com mais de 2 mil organizações participantes, entre grandes, médias e pequenas empresas, passa a oferecer uma experiência mais ágil e intuitiva para companhias interessadas em se engajar com a iniciativa voluntária das Nações Unidas que visa mobilizar a comunidade empresarial para adotarem, em suas estratégias e operações, dez princípios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. 

Entre as funcionalidades já disponíveis no contato inteligente estão: histórico e materiais de apoio sobre o Pacto Global, respostas para perguntas frequentes, coleta de dados, ponto de contato para adesão de novas empresas e triagem automatizada para direcionamento ao time responsável.

Em parceria com a Skeps, business-tech especializada em criar jornadas conversacionais por meio de contatos inteligentes, nos próximos meses, a solução ganhará novas funcionalidades, incluindo uma área financeira, que permitirá atualização de dados, acompanhamento de contribuições e emissão de boletos.

“Acreditamos que inovação só faz sentido quando está a serviço de causas maiores. Ao lado do Pacto Global, estamos viabilizando uma jornada digital que estimula mais empresas a assumirem compromissos concretos com sustentabilidade e responsabilidade corporativa”, reforça Victor Brito, CEO da Skeps.

Segundo Rafaela Marteleto, coordenadora de Impacto Social, e responsável pela condução da agenda ESG da Blip, o projeto é um exemplo de como o contato inteligente está transformando a forma como organizações se relacionam com seus públicos. “ O uso da inteligência conversacional é uma tecnologia poderosa que permite uma comunicação mais eficiente, acessível e profundamente personalizada. É animador ver como o Pacto Global  – Rede Brasil está aproveitando essa inovação, utilizando tecnologia de ponta para estreitar laços e ampliar o engajamento das empresas por um futuro mais justo, inclusivo e sustentável.”, afirma.

Já para o time do Pacto Global, a inovação representa um salto de produtividade. O assistente digital não apenas simplifica a adesão de novas empresas como também agiliza contatos e informações, permitindo que todos e todas  foquem, com ajuda do Pacto Global, no caminho para alcançar a Agenda 2030 de maneira mais rápida e fácil.”, destaca Rodrigo Favetta, diretor de Engajamento e Parcerias e Financeiro  do Pacto Global – Rede Brasil.

Datas duplas: tendência lançada pela Alibaba movimenta o e-commerce global e promete grandes ofertas no 11/11

O calendário do varejo brasileiro não é mais o mesmo. Impulsionados por gigantes do e-commerce como Shopee, Amazon e Mercado Livre, as ‘datas duplas’ ou,  spike days, reconfiguram a forma como o consumidor compra e, principalmente, a maneira como nós, líderes de mercado, precisamos nos preparar para vender.

A corrida por novas frentes de vendas no e-commerce brasileiro está reconfigurando o calendário do varejo, e a estratégia por trás disso tem um nome: as “datas duplas”. Nascidas na China pela iniciativa da Alibaba, que transformou o 11/11 (Dia do Solteiro) em um evento global de vendas, essas datas se tornaram um fenômeno no Brasil.

O poder desse movimento é inegável: na última edição, o 11/11 movimentou globalmente 203,6 bilhões de dólares em um único dia, um valor quatro vezes superior ao faturamento anual do e-commerce brasileiro. Essa nova dinâmica exige uma nova postura estratégica, onde cada mês tem potencial para gerar picos de demanda.

Mas, por aqui, já temos resultados impressionantes também. No 07/07, data dupla que marca aniversário da Shopee, no nosso sistema Magis5 tivemos meio milhão de pedidos processados. O volume que superou o total de pedidos de todos os marketplaces na última Black Friday. Nas horas de pico, nossa plataforma ultrapassou a marca de 40 mil pedidos por hora, demonstrando a robustez necessária para suportar picos de demanda.

Todo esse movimento se deve à procura pela Shopee, mas por outros marketplaces também. Sabedores da ofensiva da Shopee, redes como Mercado Livre e Amazon também colocaram descontos e promoções ousadas em campo.

O Mercado Livre tem baixado o valor mínimo para compras com frete grátis e apostado em campanhas publicitárias estreladas por grandes nomes como Neymar e Ronaldo Fenômeno.

Por sua vez, a Amazon tem instituído o Amazon Day – geralmente por volta do dia 15 de cada mês. Não é, portanto, necessariamente uma data dupla, mas o dia de ofertas especiais é definido como reação à estratégia de data dupla propriamente dita, da Shopee.

Diante dessa nova realidade, é crucial alertar os gestores de e-commerce e grandes sellers. Essa força empreendedora, composta por brasileiros e brasileiras que encontram no e-commerce uma fonte de renda significativa, precisa de preparo para aproveitar a crescente corrida dos marketplaces. A profissionalização não é mais uma opção, mas uma exigência para atender à demanda e manter a competitividade.

Chamo a atenção para a necessidade de os sellers estarem preparados para aproveitar essa corrida dos marketplaces. É preciso investir cada vez mais na profissionalização, para atender o que pedem os marketplaces e o que exige o consumidor. A gestão integrada, o controle minucioso de estoque e o cumprimento de prazos não são mais diferenciais, mas sim requisitos básicos para quem busca competitividade e escala. Em suma, uma gestão integrada que aguente o tranco dessas ondas de demanda.

Não se trata mais de aguardar e focar na Black Friday. Todo mês, agora, tem seu potencial.

Golpes bancários corporativos se sofisticam e atingem contas empresariais: especialista orienta como prevenir prejuízos milionários

O aumento de fraudes e golpes bancários no ambiente digital não é mais um problema restrito às pessoas físicas. Cada vez mais, empresas — de pequenas prestadoras de serviço a grandes redes varejistas — têm sido alvo de ataques sofisticados que exploram vulnerabilidades tecnológicas e humanas. O alerta vem de um levantamento recente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que aponta crescimento acelerado nas tentativas de fraude contra contas jurídicas, superando as ocorridas com consumidores individuais.

De acordo com a advogada Débora Farias, especialista em Direito do Consumidor e Bancário e sócia do Duarte Tonetti Advogados, os golpes corporativos costumam ter impacto financeiro imediato e podem gerar prejuízos de grande escala. “Quando uma empresa tem sua conta invadida ou seus dados bancários comprometidos, o risco é muito maior do que em uma fraude individual. Estamos falando de movimentações que envolvem folha de pagamento, fornecedores e toda uma cadeia de operação. Um ataque pode paralisar o negócio e causar perdas milionárias em poucas horas”, diz.

Contrariando a ideia de ‘proteção automática’, nem mesmo o consumidor pessoa física está dispensado de comprovar o não reconhecimento da operação e de apontar indícios de falha de segurança bancária, lógica que igualmente se aplica às pessoas jurídicas.

“Em disputas por transações suspeitas, o que prevalece é a demonstração técnica: registros de acesso, trilhas de auditoria, inconsistências de IP/geo-horário, anomalias de perfil transacional, fragilidades na jornada de autenticação, bem como a pronta resposta da empresa ao incidente (bloqueio, preservação de evidências, notificação ao banco). O Judiciário tende a ponderar o conjunto probatório e o grau de diligência de cada parte — porte da empresa, maturidade de controles, segregação de funções e aderência a políticas internas”, explica a especialista.

Entre as práticas preventivas que Débora recomenda estão a revisão periódica de contratos bancários e de serviços digitais, a capacitação das equipes financeiras para identificar tentativas de phishing e engenharia social, e o monitoramento constante de movimentações suspeitas. “Fraudes corporativas não acontecem só por invasão de sistemas. Muitas vezes, começam com um simples e-mail falso, um link malicioso ou um funcionário desavisado. O maior escudo ainda é a informação e o controle interno”, reforça.

Para Débora, a crescente digitalização das operações empresariais exige que as empresas passem a enxergar a segurança bancária como parte da governança corporativa. “O combate aos golpes deve ser uma pauta de gestão, não apenas de tecnologia. A empresa que entende isso reduz riscos, protege seus ativos e reforça a confiança no relacionamento com bancos, fornecedores e clientes”, finaliza.

Do vídeo à vitrine: YouTube Shopping chega ao Brasil e reforça avanço do social commerce

O YouTube acaba de oficializar a chegada do YouTube Shopping ao Brasil, em parceria com Mercado Livre e Shopee, ampliando a integração entre conteúdo e compra dentro da plataforma. O recurso permitirá que criadores adicionem produtos em vídeos, Shorts e transmissões ao vivo, monetizando por meio das vendas geradas, em um modelo semelhante ao do TikTok Shop e de plataformas asiáticas, como o Taobao Live.

A novidade reforça o avanço do social commerce no país e promete transformar o relacionamento entre marcas, criadores e consumidores. Para Caio Dominguez, CEO da LOI, agência parceira oficial do YouTube, o movimento marca uma virada estratégica no ecossistema digital brasileiro. “O YouTube sempre foi um importante palco de descoberta e consumo de conteúdo. Agora, ele se torna também um ambiente de conversão direta. Essa mudança exige que marcas e creators repensem completamente como constroem narrativas e estimulam a compra dentro da jornada de vídeo”, afirma.

Segundo o executivo, a chegada do YouTube Shopping confirma a tendência global de integração entre conteúdo e performance. “O comportamento de compra já migrou para dentro das plataformas. O usuário não quer mais sair do vídeo para comprar, ele quer resolver tudo em um clique”, complementa.

O programa de afiliados do YouTube no Brasil permitirá que criadores elegíveis indiquem produtos em seus vídeos e recebam comissão pelas vendas. A integração com marketplaces como Mercado Livre e Shopee garante uma experiência de compra fluida, sem necessidade de sair da plataforma.

A proposta é unir três etapas do funil: descoberta, engajamento e conversão, em um único ambiente. Para Caio, esse modelo abre espaço para novos formatos criativos e redefine a relação entre criador e marca. “As marcas terão que pensar menos em mídia e mais em conteúdo que vende. E os creators ganham um papel ainda mais estratégico, porque deixam de ser apenas influenciadores e passam a ser parte ativa da cadeia de venda”.

A LOI tem acompanhado de perto a evolução do social commerce global. No México, a agência estruturou a operação da Lucky Focus Agency, em parceria com a fabricante chinesa Transsion, dentro do TikTok Shop.

O projeto conecta microinfluenciadores a produtos da marca e de parceiros estratégicos, com resultados que comprovam o novo comportamento dos consumidores:

+150 microinfluenciadores contratados no 1º mês (nos segmentos de tecnologia, beleza e lifestyle);

100 creators vinculados ao TikTok Shop nos primeiros três meses;
 

O que muda para o mercado brasileiro

Segundo a LOI, três movimentos-chave são o destaque para o novo momento:

Conteúdo como ponto de venda – o storytelling e o formato do vídeo se tornam decisivos para a conversão;

Performance criativa – creators precisarão entender métricas de venda, não apenas de alcance;

Integração total – o marketing de influência passa a ter um papel diretamente ligado ao resultado comercial.

“O social commerce não é sobre colocar um botão de compra no vídeo. É sobre transformar o conteúdo em experiência de consumo. E o YouTube tem todas as condições de escalar esse modelo no Brasil”, finaliza Dominguez.

Plataforma mudou as regras? Se prepare para mudanças

A Meta avisou que vai repassar impostos para os anunciantes e o mercado fez barulho. Normal. Toda vez que um gigante mexer uma vírgula, a maré agita. Mas, passada a espuma, sobra uma pergunta menos confortável: por que seguimos tão dependentes de poucas plataformas a ponto de qualquer ajuste virar drama?

O problema não é a taxa. É a monocultura. Quando você planta tudo no mesmo terreno, qualquer praga derruba a safra. Em mídia é igual: um policy novo, um algoritmo mais “temperamental”, um aumento de custo, uma mudança de atribuição, o fim dos cookies no Chrome. Nada disso é novidade. A história é cíclica. Troca o rótulo do problema, a raiz permanece.

Eu vi isso de perto com uma startup de mobilidade. Crescimento acelerado, expansão geográfica, aquela sensação boa de ter encontrado o trilho certo. Em determinado momento, a empresa adotou uma solução de IA para automatizar as campanhas. Funcionou tão bem que decidiram concentrar tudo em um único canal e deixar 100% do investimento nesse formato. Aí veio o dia em que a performance despencou do nada. Sem mudança de configuração e sem explicação do sistema. Como a operação estava toda na mão do algoritmo, não havia caixa-preta para abrir. O modelo entregava o prato pronto, mas não a receita e o resultado? Correria para reconstruir campanhas, perda de receita e de tração, inclusive com cortes de time. Na época, culparam o canal. O erro não foi “onde” anunciaram e sim depender demais de um único lugar. 

Agências e anunciantes conhecem essa verdade. Falam de diversificação nas apresentações, mas no dia a dia a pressão por meta e a tentação da conveniência empurram tudo para os mesmos dois ou três jardins murados. Enquanto isso, movimentos como o da Meta servem de aviso: quem manda na regra é quem controla a infraestrutura. Eles perseguem rentabilidade, como qualquer negócio sério. Estão mais do que certos e a pergunta é o que nós fazemos com esse alerta.

Diversificar não é modismo e sim governança. É tratar mídia como se trata de um portfólio financeiro, buscando correlação baixa, equilibrando risco e retorno e garantindo liquidez estratégica. Quando a verba está espalhada com inteligência, uma maré ruim não vira naufrágio. Quando está concentrada, qualquer onda vira ressaca.

“Tá, mas diversificar para onde?” Existem caminhos sólidos que, somados, já respondem por uma fatia relevante do bolo digital em mercados maduros. Programática com inventário de qualidade e dados limpos. Native que respeita o contexto e entrega leitura real. Rich media que brinca com interação e lembrança. Mídia in-app com alcance e frequência eficientes. Áudio que constrói marca enquanto acompanha o cotidiano. Vídeo em formatos premium, do CTV ao mid-roll bem posicionado. Não é sobre trocar uma dependência por outra e sim sobre montar uma cesta com papéis diferentes, métricas claras e hipóteses de crescimento.

Aqui entra o papel de cada lado. Agências precisam resistir ao piloto automático que prioriza o que é fácil de operar e difícil de justificar quando dá errado e do lado dos anunciantes, o convite é dar liberdade para os compradores de mídia para não ficarem apenas na resposta direta, e terem espaço para métricas de longo prazo.

Primeiro, um diagnóstico honesto do risco atual. Quanto do seu CAC depende de Meta e Google somados? Se a resposta é: “passa de 80%”, você já sabe onde mora o perigo. Depois, um período de exploração disciplinada. Estabeleça um fundo de experimentos por trimestre, com hipóteses explícitas, benchmarks de custo e de qualidade, e janelas de avaliação que respeitem o ciclo do seu negócio. Não é brincar de testar. É aprender com método. Por fim, governança de aprendizado. Toda semana um insight vira ajuste de rota. Quando algo performa, não se “apaixone”: entenda por quê, documente, replique e defina o ponto de saturação antes de chegar lá. Mídia é a mistura de arte com ciência.

Voltemos ao caso da startup. Se o plano de mídia fosse um portfólio, a queda súbita no canal dominante teria doído menos e ensinado mais. Com diversificação, você mantém o pulso. Sem ela, fica preso ao humor de sistemas que não te deve satisfação.

A discussão sobre impostos repassados, CPMs que sobem e sinais de atribuição que somem é válida. Mostra a realidade de um mercado em busca de rentabilidade e de privacidade. Mas, usar esse barulho apenas para reclamar é perder a chance de sair mais forte. O que importa é como cada anunciante e cada agência vai redesenhar seu próprio mix para que a próxima mudança de regra seja um ajuste de vela, não um naufrágio.

No fim, a provocação é menos romântica e mais operacional. Como está seu plano hoje? Ele está, de verdade, diversificado ou você segue ignorando o mundo ideal? Porque o mundo ideal não existe. O que existe é o plano que você tira do papel, revisa, mede e melhora. A pergunta que vale para 2026 –  e para qualquer ciclo -, é só uma: você quer jogar o jogo das plataformas como refém das suas regras ou aproveitar seus incríveis recursos para construir uma estratégia vencedora e sólida?

Por Bruno Oliveira, COO da ADSPLAY

Magalu Ads anuncia nova liderança de growth e estratégia

O Magalu Ads anuncia Mariana Meinberg como nova gerente de growth e estratégia. Ela será responsável por operacionalizar as táticas de crescimento da área, com foco na expansão de pequenas e médias empresas atuantes no marketplace do Magalu. Também terá como missão consolidar a Galeria Magalu – megaloja na Avenida Paulista, que será inaugurada até o fim do ano – como hub de conexão entre marcas, consumidores e o ecossistema de Magalu Ads.

Mariana responderá diretamente a Célia Goldstein, diretora da vertical, e assume a liderança da equipe em um momento de intenso crescimento da receita do negócio de Ads, que reportou neste segundo trimestre um aumento de 66% em relação ao mesmo período do ano anterior. A executiva tem 25 anos de experiência nas áreas de estratégia, dados e produtos, com passagens pela Amazon, Magnite e InMobi. É formada em Propaganda e Marketing pela ESPM e possui duas especializações no setor pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

“Estou animada com esse novo desafio e acredito que temos muitas oportunidades para o Magalu Ads”, diz Meinberg. “Temos um mercado diverso e inovador. Fico feliz em poder contribuir para expandir o uso de tecnologia e inteligência de dados para entregar o melhor produto aos nossos clientes e sellers parceiros”.

“A contratação da Mariana representa um passo estratégico extremamente relevante para o Magalu Ads”, afirma Goldstein. “Em meio a nosso ciclo de expansão acelerada, reforçamos nosso compromisso com o investimento em talentos capazes de liderar resultados expressivos e sustentáveis”.

Lançado há cinco anos, o Magalu Ads é capitaneado por Goldstein desde fevereiro de 2024. O pontapé inicial da área do Magalu veio após a aquisição, em agosto de 2020, da Inloco Media, startup de tecnologia para publicidade digital. Desde então, o time cresceu, especialmente, com as aquisições dos canais de conteúdo Jovem Nerd e Canaltech.

Atualmente, o Magalu Ads também comercializa publicidade de um dos principais ativos da marca, a Lu, do Magalu, uma das maiores influenciadoras virtuais do mundo. A vertical também utiliza o ecossistema Magalu para venda de anúncios para produtos de sellers que vendem no marketplace da companhia. Hoje, os sites e apps do grupo Magalu contam com uma audiência de cerca de 500 milhões de visitas mensais.

Varejo global acelera integração entre IA, pagamentos invisíveis e experiências personalizadas

A inteligência artificial deixou de ser promessa para se tornar um motor estratégico do varejo mundial. Em um mercado cada vez mais orientado por dados e experiências conectadas, empresas globais estão redesenhando a forma como vendem, entregam e se relacionam com os consumidores. Projeções da consultoria KPMG indicam que 85% das companhias de consumo e varejo devem adotar IA até 2028 — e 60% devem utilizar IA generativa de maneira estruturada.

O movimento reflete uma transformação mais ampla: o varejo está se tornando um ecossistema integrado, no qual marcas, marketplaces, fornecedores e até concorrentes operam de forma colaborativa para criar jornadas fluidas e personalizadas. “O cliente tem zero paciência, vive no smartphone e espera experiências memoráveis em cada contato”, afirma a executiva Vanessa Sandrini, fundadora da VaS Continuum e mentora estratégica do setor. “Ou as marcas assumem que o futuro está em abrir experiências, ou continuarão presas a uma lógica operacional que já não atende ao novo consumidor.”

1. Propósito e cultura como ativos estratégicos

Um dos sinais mais fortes dessa mudança vem do reposicionamento de marcas globais em torno de relevância cultural e propósito. A parceria entre Snipes e Paris Saint-Germain F.C. é um exemplo emblemático: o acordo de três anos transforma a varejista de streetwear em “parceira cultural e comunitária oficial” do clube francês. A estratégia, baseada no modelo “hiperlocal para global”, aposta em projetos sociais nos bairros de Paris e conecta moda, futebol e comunidade. Esse tipo de movimento aponta para um novo paradigma de patrocínio, no qual identidade e impacto social passam a sustentar o valor de marca.

2. IA pragmática, não futurista

A IA, que até pouco tempo ocupava discursos visionários, agora está no centro operacional das cadeias de varejo. Companhias como Best Buy já operam gêmeos digitais de suas cadeias logísticas, permitindo que decisões autônomas — supervisionadas por humanos — otimizem estoques, entregas e atendimento ao cliente. A varejista também tem usado IA em parceria com IKEA para melhorar a experiência doméstica, ampliando o alcance do atendimento personalizado. No lugar de buzzwords, as empresas trabalham com ROI e eficiência tangível: menos estoque parado, entregas mais ágeis e redução de custos.

3. Pagamentos invisíveis e sem fricção

Outro eixo dessa transformação é o desaparecimento do checkout tradicional. Terminais móveis já superaram os fixos em grandes redes globais, e soluções como Tap to Pay no iPhone cresceram mais de 700% em 2024, segundo dados de mercado. Vendedores se tornam consultores com um único dispositivo, integrando estoque, venda e pagamento em uma única jornada. Mais do que uma inovação técnica, trata-se de uma mudança de mentalidade: o pagamento deixa de ser o fim da experiência e passa a fazer parte dela — um desafio ainda latente no Brasil.

4. Sustentabilidade rastreável e economia circular

Sustentabilidade deixou de ser pauta de marketing e passou a integrar métricas operacionais. Ferramentas de eco-design, recommerce e rastreabilidade estão sendo incorporadas diretamente aos sistemas de gestão. Isso permite acompanhar indicadores de circularidade em tempo real, mensurando impactos logísticos e ambientais. A estratégia não apenas responde a pressões regulatórias crescentes, mas também cria novas fontes de receita e fidelização de consumidores conscientes.

5. Marketplaces como ecossistemas

Marketplaces estão deixando de ser apenas vitrines para se tornarem plataformas complexas de valor compartilhado. A Galeries Lafayette utiliza IA para curadoria e expansão internacional de marcas; a Kingfisher PLC transforma lojas físicas em hubs logísticos; e a Coca-Cola HBC opera uma plataforma B2B que integra concorrentes, otimizando toda a cadeia. O diferencial competitivo passa a estar em governança, dados e mídia de varejo integrados — não apenas na escala de vendas.

O novo varejo é colaborativo, invisível e inteligente

A transformação em curso redefine a pergunta central das empresas. Não se trata mais de “como vender produtos?”, mas de “quais desejos o cliente quer realizar?”. A tecnologia — IA, pagamentos invisíveis, sustentabilidade rastreável — é o meio. A experiência humana continua sendo o fim.

“A integração tecnológica deixou de ser promessa e virou engenharia operacional. O que antes era conceito hoje está nos dashboards, sustentando decisões diárias”, resume Vanessa Sandrini. Para o varejo brasileiro, o desafio não é mais acompanhar tendências globais — é adotá-las de forma estruturada e estratégica, garantindo competitividade em um mercado cada vez mais digital e impaciente.

Amazon Brasil amplia benefício e acelera frete do Prime: entregas grátis no mesmo dia para itens a partir de R$19 

A Amazon Brasil anunciou hoje que os membros do Amazon Prime agora terão acesso a entregas gratuitas no mesmo dia para itens elegíveis a partir de R$19, uma redução do valor anterior de R$99, reforçando o compromisso da empresa em oferecer economia e opções de entrega cada vez mais rápidas e convenientes aos seus clientes. O novo benefício estará disponível para produtos elegíveis em sete cidades do Brasil e suas regiões adjacentes – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Recife – abrangendo milhões de membros Prime em todo o país.

“Sabemos que a conveniência é fundamental para os brasileiros, especialmente em um mundo onde o tempo é cada vez mais valioso. Com entregas grátis no mesmo dia para itens a partir de R$19, estamos transformando a experiência de compra online e trazendo ainda mais economia para os membros Prime “, afirma Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil. “Este é mais um passo em nossa jornada para tornar o Prime a melhor assinatura disponível no Brasil, oferecendo economia e conveniência inigualáveis.”

Para utilizar o serviço, os membros Prime precisam apenas selecionar produtos elegíveis para entrega no mesmo dia e finalizar seus pedidos até o horário limite específico de cada região. Os itens elegíveis para entrega no mesmo dia serão claramente identificados durante o processo de compra com a etiqueta “Entrega hoje”.

Essa ampliação do benefício complementa a proposta de valor do Prime no Brasil, que reúne benefícios de compras, conveniência e entretenimento em uma única assinatura. Membros Prime recebem frete grátis e rápido para produtos elegíveis, acesso ao Prime Video com filmes, séries e transmissões esportivas, Amazon Music Prime com milhões de músicas sem anúncios, Prime Gaming com jogos e acesso ao Twitch, além de e-books e revistas. A assinatura também inclui acesso exclusivo a eventos como o Prime Day e o Mega Oferta Amazon Prime.

“A expansão das entregas no mesmo dia representa um investimento significativo em nossa infraestrutura logística no Brasil e demonstra nosso compromisso de longo prazo com o país”, complementa Juliana. “Continuamos investindo para aumentar a velocidade de entrega e melhorar ainda mais a experiência de nossos clientes.”

O serviço de entrega grátis no mesmo dia já está disponível para membros Prime nas regiões contempladas. Para produtos não elegíveis, os membros continuam desfrutando de frete grátis e rápido. Os demais clientes também têm acesso à entrega no mesmo dia a um valor de frete competitivo.

A assinatura do Amazon Prime custa R$19,90 por mês ou R$166,80 por ano (podendo ser parcelado em 12 vezes de R$ 13.90), representando um valor altamente competitivo diante da lista de benefícios oferecidos. Novos usuários podem experimentar o serviço gratuitamente por 30 dias. Para mais informações sobre o Amazon Prime, visite amazon.com.br/prime.

YouTube e TikTok movimentam o e-commerce brasileiro e prometem recordes na Black Friday

O e-commerce brasileiro entra em uma nova fase, marcada pela integração entre entretenimento e consumo. O avanço de ferramentas como o TikTok Shop e o YouTube Shopping está transformando a forma como os consumidores descobrem produtos e tomam decisões de compra e a Black Friday 2025 promete ser o grande teste de força desse novo modelo de vendas.

Com o YouTube Shopping, usuários podem adquirir produtos diretamente em vídeos, transmissões ao vivo e Shorts, sem sair da plataforma. A proposta é clara: reduzir as barreiras entre interesse e conversão, oferecendo uma experiência de compra fluida e instantânea. O movimento acompanha a tendência inaugurada pela rede social chinesa, lançada no Brasil em maio, que popularizou o conceito de social commerce ao combinar a lógica do conteúdo espontâneo com a conveniência da compra imediata.

A principal diferença dessas plataformas em relação ao e-commerce tradicional está no modelo de descoberta. Em vez de buscar ativamente um produto, o consumidor o encontra de forma orgânica, dentro de narrativas que despertam identificação. O resultado é um consumo mais emocional, impulsionado pela confiança nos criadores de conteúdo, um fator que vem redefinindo as estratégias de marketing digital e de varejo no país.

Esse movimento ocorre em um contexto de alta expectativa de consumo. A Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada por Tray, Bling, Octadesk e Vindi, mostra que 70% dos brasileiros já se planejam financeiramente para a data e 60% pretendem gastar acima de R$ 500, enquanto 32% ainda deixam a decisão para a última hora. O dado reforça o potencial das plataformas sociais para capturar esse público indeciso, oferecendo estímulos visuais e experiências de compra simplificadas.

Para Rebecca Fischer, co-fundadora e Chief Strategy Officer (CSO) da Divibank, estamos diante de uma transformação profunda no comércio internacional e na psicologia do consumo. “A fábrica virou influenciadora. O conteúdo virou canal de vendas. E o consumidor, cada vez mais consciente e digital, está disposto a experimentar, mesmo que isso signifique repensar tudo o que sabia sobre marcas”, afirma.

Ao unir entretenimento, influência e conveniência, o social commerce desponta como o novo motor do varejo digital brasileiro. Na Black Friday deste ano, a tendência é que YouTube e TikTok se consolidem não apenas como espaços de interação, mas como verdadeiros canais de conversão, onde o conteúdo deixa de ser apenas vitrine e passa a ser o próprio carrinho de compras.

Orquestração Inteligente: Da automação ao ecossistema coordenado pela IA

Durante décadas, a automação representou o ápice da eficiência operacional. Automatizar significava programar sistemas para executar tarefas repetitivas, liberando o tempo humano para atividades mais estratégicas. Hoje, contudo, estamos testemunhando uma transformação ainda mais profunda: a transição da automação para a orquestração inteligente. Não se trata mais apenas de sistemas que executam comandos, mas de ecossistemas adaptativos nos quais múltiplos agentes de Inteligência Artificial (IA) coordenam, aprendem e otimizam processos complexos de forma autônoma. Esta mudança está redefinindo como as organizações operam e compete, especialmente na América Latina, onde a adoção dessas tecnologias cresce de forma acelerada.

A automação trouxe até aqui ganhos visíveis de eficiência, repetibilidade e escalabilidade. E isso mesmo antes do ganho de tração que começa a ser obtido pela chamada IA Agêntica. Agentes de IA não são meros executores de entradas humanas: eles alçam voo rumo à autonomia. Diferente dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) que respondem a comandos ou prompts, agentes podem tomar decisões autônomas para alcançar objetivos, integrar via APIs com outros sistemas, coordenar fluxos de trabalho complexos, negociar, priorizar tarefas e ajustar trajetórias conforme novas informações ou restrições. Em resumo: a IA deixa de ser ferramenta reativa e passa a ser colaboradora proativa.

Dados recentes revelam tanto o entusiasmo quanto os desafios dessa transição. No Brasil, 62% das empresas brasileiras já utilizam agentes de IA em suas operações, segundo uma pesquisa. Além disso, um estudo indica que 93% dos executivos de software já desenvolvem – ou planejam desenvolver – agentes personalizados de IA, com benefícios esperados como maior produtividade, qualidade do código, escalabilidade de projetos e melhoria nos testes.

A orquestração de IA representa um salto qualitativo em relação aos modelos tradicionais. Enquanto a automação clássica segue scripts predefinidos, a orquestração envolve a coordenação de vários agentes de IA especializados em um sistema unificado para alcançar objetivos compartilhados com eficiência. Cada agente concentra-se em uma função específica, coordenado por um controlador central que gerencia a comunicação, a delegação de tarefas e a integração de resultados. Essa abordagem permite que empresas maximizem a eficiência e evitem o caos de soluções desconectadas ou sobrepostas, criando fluxos de trabalho verdadeiramente inteligentes e adaptativos.Do ponto de vista da experiência do cliente (CX), a orquestração inteligente também oferece saltos. No Brasil,

um relatório aponta que atualmente cerca de 30% dos casos de atendimento já são resolvidos pela IA, com previsão de que esse número chegue a 50% em dois anos. Também se estima que a adoção de agentes de IA traduza-se localmente em ganhos de 23% na satisfação do cliente, 20% de aumento em receita por upsell e redução de 20% nos custos de serviço. Porém, apesar das oportunidades, há importantes vetores de risco e obstáculos que não podem ser ignorados. A confiança nos agentes de IA autônomos despencou de 43% para 27% entre líderes corporativos no último ano, de acordo com levantamentos internacionais.

O que torna os agentes de IA únicos é sua capacidade de determinar, de forma autônoma, como atingir objetivos definidos pelos usuários. Não por acaso, muitos analistas consideram os fluxos de trabalho dos agentes de IA como uma das tendências mais importantes da tecnologia atual, potencialmente trazendo mais progresso do que a próxima geração de modelos básicos. A diferença fundamental está na autonomia: enquanto um modelo de linguagem grande pode gerar listas ou itinerários, um agente de IA pode procurar, comparar, negociar e até mesmo executar reservas, aprendendo sobre o contexto do usuário ao longo do tempo. Eles são a ponte entre a automação e a autonomia, acionando outros agentes ou serviços via APIs para resolver problemas complexos.

Muitas empresas ainda não têm uma infraestrutura de dados madura, faltam roteiros claros de implementação, ou enfrentam barreiras de governança, ética e responsabilidade. Para que a orquestração inteligente se torne realidade, é preciso investimento em três frentes simultâneas: tecnologia, talento humano e governança.

Do lado tecnológico, integração entre sistemas de IA, agentes autônomos, interoperabilidade via APIs, arquitetura robusta e monitoramento contínuo são essenciais. De talento humano, surge a necessidade de formação de novas especialidades – engenheiros de agentes, arquitetos de IA, engenheiros de prompt – e requalificação das equipes existentes. Na governança, definir claramente quais decisões podem ser tomadas autonomamente, estabelecer salvaguardas de privacidade, segurança, mitigação de vieses e auditoria de decisões é fator crítico.

Como bem observou Bill Gates, os agentes de IA mudarão fundamentalmente como interagimos com os computadores, revolucionando a indústria de software e trazendo a maior revolução na computação desde que passamos da digitação de comandos ao toque em ícones. Mas para que essa revolução seja sustentável e benéfica, devemos garantir um desenvolvimento responsável, abordar questões éticas e promover um futuro em que a IA contribua para um mundo melhor, trabalhando em conjunto com o engenho humano, não substituindo-o.

A orquestração inteligente não apenas amplia a automação, mas redefine os modelos de operação. Ela não é o fim da jornada humana no trabalho, mas o início de uma nova era de colaboração entre humanos e máquinas, na qual a expertise de cada um potencializa a do outro. Por isso, organizações que adotam ecossistemas adaptativos de IA estarão aptas a responder com agilidade às mudanças de mercado, personalizar experiências em escala, otimizar custos, e liberar os seres humanos para atividades de maior valor – criatividade, empatia, julgamento estratégico.

A transição que se impõe exige coragem, liderança e visão de longo prazo, porém os primeiros sinais mostram que quem lidera esse movimento poderá colher diferencial competitivo substancial, especialmente na América Latina, onde muitos mercados ainda estão em estágio inicial dessa transformação.