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Mudança fiscal impulsiona revisão de custos e estratégia no mercado de ERP

A Reforma Tributária Brasileira, prevista para entrar em vigor no início de 2026, inaugura uma nova era no sistema fiscal do país. Embora prometa simplificação, transparência e eficiência, impõe, no curto prazo, uma complexidade sem precedentes com implicações jurídicas, operacionais e financeiras para todas as empresas que operam no Brasil. Diante desse novo cenário, investir em tecnologia, automação e conformidade não será opcional e os sistemas ERP estão no centro dessa transformação, abrindo uma janela estratégica para fornecedores de software e serviços fiscais especializados.

Embora muitas companhias ainda encarem essa nova regulamentação como uma pauta local, seus efeitos serão amplamente globais. Empresas estrangeiras que operam com o Brasil em vendas, serviços ou plataformas digitais também precisarão se adequar às novas regras fiscais. Mais do que uma atualização, trata-se de uma reconfiguração profunda nos modelos de conformidade, processamento de transações e geração de relatórios. Para lideranças empresariais, especialmente em operações transnacionais, o impacto vai exigir respostas rápidas e decisões estratégicas para evitar riscos regulatórios e manter vantagem competitiva no mercado brasileiro.

O ritmo acelerado da inovação já coloca novas ferramentas à disposição das áreas fiscais. No entanto, a modernização desigual obriga muitas equipes a trabalharem com soluções fragmentadas e desconectadas. Uma transformação significativa exigirá reavaliar plataformas existentes, identificar lacunas e evitar sobreposições que prejudiquem o desempenho e a conformidade.

ERP moderno é a chave na nova era tributária

A mudança fiscal em curso no Brasil não é uma atualização simples, é uma mudança fundamental na forma como as transações são processadas, relatadas e reconciliadas. Nesse novo ambiente, muitos sistemas ERP permanecerão fora da nuvem e podem comprometer a conformidade fiscal, falhando em pontos críticos como aplicação de impostos por destino, validação em tempo real de créditos, gestão de pagamentos fracionados e emissão de documentos fiscais eletrônicos. Para esses cenários, existem abordagens específicas capazes de mitigar riscos e manter a operação alinhada às exigências legais.

Enquanto departamentos fiscais ainda buscam acompanhar essa transformação, os desenvolvedores de software seguem inovando e acelerando. Com o avanço do modelo SaaS e a consolidação de soluções altamente configuráveis na nuvem, a tecnologia deixou de ser suporte para se tornar diferencial competitivo. Migrar para plataformas modernas não é mais uma questão técnica, é uma decisão estratégica para manter a eficiência, a conformidade e a capacidade de inovar frente à concorrência.

Segundo estudo da Deloitte, embora 40% dos profissionais tributários considerarem o ERP em nuvem como modelo ideal, muitas empresas ainda esbarram em limitações de tempo e prioridade. Para líderes empresariais, a modernização em modelo dual track, que combina a migração crítica do ERP com a transformação da plataforma fiscal, represente mais do que uma atualização tecnológica é uma oportunidade estratégica de inovação, ganho de eficiência e alinhamento competitivo em um cenário tributário cada vez mais digital e dinâmico.

Eficiência fiscal é vantagem competitiva

Com a chegada iminente da Reforma Tributária, as empresas precisam encontrar maneiras de otimizar o benefício das novas tecnologias. A adoção de soluções em nuvem libera recursos avançados tanto para sistemas ERP quanto para operações comerciais em geral, criando, ao mesmo tempo, uma oportunidade ideal para a transformação tributária. A escolha das soluções certas exige planejamento e consideração rigorosos, enquanto atualizações e substituições exigem a mesma diligência.

A implementação da nova tributação não representa apenas uma mudança tributária. É uma transformação completa na forma como seu sistema ERP lida com conformidade fiscal, fluxo de caixa, relatórios e integração. Ignorar essa transformação, ou tratá-la como uma simples atualização de TI, pode expor as empresas a riscos financeiros, operacionais e regulatórios sérios.

Independentemente do estágio em que cada empresa se encontra, avançar na jornada de modernização fiscal significa mais do que cumprir obrigações. É uma forma de transformar dados em inteligência operacional, acelerar decisões e ampliar a competitividade. O que antes era uma função de apoio torna-se fonte estratégica de insights para o negócio.

Demissão por performance x falta de feedback: onde está a falha na gestão?

A gestão de pessoas ainda enfrenta desafios na avaliação de desempenho e no fomento ao desenvolvimento, sendo o engajamento dos colaboradores um fator central para a produtividade e a retenção de talentos nas organizações. De acordo com a pesquisa Engaja S/A, realizada pela Flash em parceria com a FGV e o Talenses Group, em 2024, 44% dos trabalhadores do país estão engajados e 56% desengajados ou ativamente desengajados. Além disso, um estudo da Harvard Business Review descobriu que 72% dos funcionários acreditam que seu desempenho melhoraria se recebessem mais feedback de seus gestores.

Para Pablo FunchalCEO da Fluxus Educação Corporativaespecializada no desenvolvimento de lideranças, a gestão baseada exclusivamente em métricas digitais, sem contrapartida de diálogo, pode gerar insegurança, desgaste emocional e riscos reputacionais. “O feedback não é instrumento de revanche, mas de crescimento. Quando oferecido de forma estruturada e constante, ele contribui para a confiança, a segurança e a satisfação das pessoas, refletindo diretamente na performance”, afirma.

Ainda de acordo com Pablo, adotar uma cultura de feedback consistente também significa criar um ambiente de aprendizado contínuo, onde erros são oportunidades de evolução e conquistas são reconhecidas de forma clara. O especialista destaca que, embora o monitoramento de dados seja relevante, ele não substitui a interação direta entre líderes e equipes. “Uma demissão sem feedback prévio representa uma quebra de contrato psicológico e pode afetar a confiança de todo o time”, completa.

Jon Vlogs anuncia parceria inédita como embaixador da BetBoom

Com um anúncio que movimentou as redes sociais, Jon Vlogs surpreendeu o público na noite da última terça-feira (23) ao revelar que é o novo embaixador da BetBoom. O influenciador, que possui mais de 25 milhões de seguidores nas mídias, apresentou os detalhes da parceria, que consolida a marca como sua patrocinadora oficial, apoiando seus projetos pessoais e a produção de conteúdos exclusivos ao lado dos streamers do “Bonde do Jon” (BDJ). A colaboração, que marca uma nova etapa na carreira do criador de conteúdo, inclui transmissões especiais, como uma aventura de pesca de três dias no Rio de Janeiro. Essas lives serão palco de ações voltadas a reforçar a parceria e ampliar a visibilidade do “BDJ Company”, o maior hub de creators especializado no estilo “In Real Life” (IRL) – um dos formatos que mais crescem no mundo.  

“É uma grande alegria anunciar minha parceria com a BetBoom, que chega em um momento especial da minha trajetória. Mais do que um patrocínio, essa união representa um apoio aos meus projetos e à relação que construí com a minha comunidade. Ansioso para mostrar tudo isso de perto e compartilhar cada conquista com quem me acompanha há tanto tempo”, celebra Jon.

Com operação licenciada no Brasil, a BetBoom vem expandindo a presença do negócio no país com investimentos em ações de aproximação com o público por meio de projetos ligados à cultura, ao esporte e ao entretenimento, atentando-se à experiência segura e responsável dos clientes.

“Enxergamos essa parceria como uma oportunidade única de nos conectarmos com uma comunidade tão apaixonada de maneira divertida e inovadora. O Jon construiu uma forte relação com seu público e, por meio dessa colaboração, queremos mostrar que a BetBoom não é apenas sobre igaming, mas também sobre entretenimento, criatividade, e-sports e proximidade com a cultura que os fãs tanto valorizam. Estamos confiantes de que, juntos, vamos criar experiências envolventes, ampliar nossa presença no país e levar ainda mais diversão para todos”, afirma Igor Savun, CMO da BetBoom.

Pix Automático: Hotmart aumenta retenção de clientes em 32 pontos percentuais após lançar nova funcionalidade do Pix com EBANX

Hotmart, empresa global de tecnologia e líder em negócios digitais na Economia Criativa, anunciou resultados positivos de performance desde que passou a oferecer o Pix Automático, nova funcionalidade recorrente do Pix. Com integração por meio do EBANX, fintech global especializada em pagamentos para mercados emergentes, o Pix Automático está disponível na plataforma da Hotmart desde 16 de junho, primeiro dia de operação da ferramenta.

Os dados inéditos foram apresentados no EBANX Payments Summit, evento anual que está no oitavo ano, realizado na Cidade do México na semana passada. Durante o Summit, a Hotmart revelou um crescimento de 32 pontos percentuais na retenção de clientes que usam Pix para pagamentos recorrentes desde o lançamento do Pix Automático. Na prática, isso significa que a Hotmart agora converte mais de quatro vezes o número de pagamentos recorrentes com Pix para assinaturas que antes falhavam.

“O Pix Automático elimina oatrito dos pagamentos manuais mensais, o que proporciona uma experiência fluida para os usuários e melhora a retenção, a previsibilidade do fluxo de caixa e o crescimento dos criadores”, explicou Allana Braga, Head de Pagamentos da Hotmart e palestrante do EBANX Payments Summit.

A Hotmart opera em cinco países da América Latina com o EBANX, incluindo Brasil, Colômbia, Chile, Peru e México. Com a parceria, a empresa oferece na região uma combinação de pagamentos com cartões e métodos alternativos, como o Pix e o Pix Automático, que rapidamente se tornou um sucesso para a plataforma. “Pagamentos recorrentes não são novidade, mas algo que mudou foi a importância deles. Agora, eles são cruciais para o criador construir um público fiel, estabilizar a renda e, assim, se planejar, investir e crescer”, afirmou Braga.

Melissa Johnson, Vice-Presidente Comercial para as Américas do EBANX, destacou o motivo que levou o Pix Automático a gerar resultados tão positivos para a Hotmart: “Oferecer mais opções de pagamentos recorrentes gera uma experiência melhor para o cliente e, no final, um alcance maior. Com o Pix Automático, a Hotmart oferece a mais pessoas no Brasil a possibilidade de fazer a assinatura, mesmo sem cartão de crédito.”

Mais de 160 milhões de adultos no Brasil já usam o Pix, o que significa 93% da população adulta do país. Em comparação, 60 milhões de adultos brasileiros não possuem cartão de crédito, segundo o Banco Central. Ao preencher essa lacuna, o Pix Automático deve movimentar mais de 30 bilhões de dólares em pagamentos recorrentes online nos próximos dois anos, segundo dados da instituição de pesquisa Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI) apresentados na Beyond Borders 2025, estudo anual do EBANX.

O Pix Automático deve se tornar uma ferramenta padrão para pagamentos digitais recorrentes no Brasil, expandindo a inclusão financeira e proporcionando receita mais previsível para negócios baseados em modelos de assinatura, incluindo criadores, plataformas digitais e empresas de SaaS”, disse Johnson.

Antes da Cidade do México, o EBANX realizou uma edição do Payment Summit em Macau, no final de agosto, também com participação da Hotmart.

O novo consumidor 2.0

O consumidor mudou. E não foi pouco. Se antes preço ou promoção eram decisivos, hoje a jornada de compra é mais complexa, consciente e conectada. O lar continua no centro das escolhas, mas agora carrega significados que vão além do que estilo ou da praticidade: expressa valores, identidade e, principalmente, propósito.

Uma pesquisa realizada pela ABCasa em parceria com o IEMI mostra esse retrato com clareza. Estamos diante de um consumidor híbrido, que transita entre o físico e o digital, que pesquisa antes de comprar e que exige transparência. Para 67% dos entrevistados, a internet faz parte da decisão mesmo quando a compra se concretiza em uma loja física. O movimento inverso também é comum: mais da metade visita uma loja, conhece o produto e depois conclui a compra online.

Esse novo consumidor não é impulsivo. Ele planeja. Quase 90% afirmam que já tinham visto o produto antes da compra e 73% afirmam que a decisão aconteceu em um momento posterior. O Instagram, por exemplo, se destaca como principal fonte de inspiração e pesquisa, citado por mais da metade das pessoas. Não basta vender, é preciso construir narrativas que despertem desejo e confiança.

Se a jornada mudou, os critérios também. Qualidade segue como atributo mais valorizado, lembrada por metade dos entrevistados, seguida pela durabilidade e preço justo. O que chama a atenção é que fatores ligados a design, funcionalidade e responsabilidade socioambiental aparecem cada vez mais como fatores determinantes. Está claro que o consumidor não busca apenas produtos, mas significado.

Outro ponto decisivo está ligado à marca. Embora muitos consumidores não se lembrem da marca adquirida, entre os que lembram, 71% afirmam que ela foi determinante na escolha. Isso revela uma oportunidade e um alerta: marcas que constroem confiança, relevância e autenticidade se tornam parte da vida do consumidor. As demais correm o risco de se tornarem invisíveis em um mercado altamente competitivo.

O consumidor 2.0 também busca pertencimento. Ele quer coerência entre o que compra e o que acredita. A sustentabilidade, por exemplo, deixou de ser diferencial e passou a ser requisito. Mais da metade dos brasileiros já dá preferência a produtos nacionais, valorizando não apenas a procedência, mas o compromisso com toda cadeia produtiva.

Estamos diante de um novo código de consumo, que une conveniência e consciência, preço e propósito, estética e ética. Quem souber decifrá-lo terá espaço para crescer em um setor que movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano.

É evidente que as marcas precisam ir além da utilidade e se tornarem necessárias. Precisam emocionar, inspirar, educar. O consumidor 2.0 não apenas compra, ele escolhe pertencer.

* Eduardo Cincinato é bacharel em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas. Empresário e empreendedor com 35 anos de sólida experiência em negócios e amplo conhecimento no setor casa com expertise nos segmentos de decoração, festas, varejo e empreendedorismo.

39% dos varejistas realizam pedidos por canais como o WhatsApp, aponta pesquisa da Yalo  

O WhatsApp se consolidou como principal canal de compras por parte dos varejistas com seus fornecedores. A ferramenta de compra, além de ligação ou e-mail, alcançou 39% dos lojistas e 26% utilizam nos pedidos via WhatsApp sugestões automáticas de reposição. Isso é o que revela uma pesquisa realizada pela Yalo (plataforma inteligente de vendas), aplicada durante o APAS Show, com mais de 170 supermercadistas e varejistas de diferentes regiões do Brasil. Segundo o levantamento, cerca de 18% dos varejistas utilizam sites ou aplicativos para realização dos pedidos e outros 18% seguem no presencial. 

A presença digital dos supermercados e varejistas aparece em estágios distintos: 44% mantêm website atualizado e redes sociais ativas; 34% reportam estratégia robusta em múltiplos canais; 14% têm website básico; e 8% não possuem presença online.  

Na relação com os clientes, 48% vendem por apps de mensagem, 39% usam redes sociais e e-mail marketing para comunicação regular e 5% interagem apenas pessoalmente ou por ligação.  

As promoções também migram para o celular, chegando a 47% os varejistas que recebem ofertas personalizadas diretamente pelo WhatsApp; já 26% ficam sabendo por e-mail ou grupos; 19% perguntam ao representante quando precisam comprar; e 8% esperam o aviso do próprio representante — dinâmica que limita a cadência comercial.  

O maior gargalo está na retaguarda, onde 41% gastam mais de duas horas por semana só com pedidos de reposição; 30% entre uma e duas horas; 20% menos de uma hora; e apenas 9% afirmam ter processos altamente automatizados, com pouca intervenção manual.  

“A pesquisa confirma o que vemos no dia a dia. O celular virou a gôndola digital do varejista brasileiro. Quando atendimento, pedido e promoção acontecem no mesmo fluxo de conversa, a venda anda mais rápido e com menos atrito”, explica Danilo Rocha, diretor de Vendas no Brasil da Yalo. Para ele, o próximo passo é atacar o tempo perdido na reposição: “Se 41% ainda dedicam mais de duas horas semanais a essa rotina, há ganho imediato ao automatizar recomendações, previsões de estoque e aprovação de pedidos dentro do próprio WhatsApp. O diferencial está em transformar a ferramenta no principal ponto de encontro entre indústria e varejo, como uma plataforma completa de compras, vendas, suporte e análise de dados”.  

O executivo da Yalo ressalta que a expansão do uso de aplicativos de mensagem no varejo aponta para uma grande oportunidade de otimização na relação entre varejistas e fornecedores. “Ao invés de depender de métodos tradicionais, a indústria pode usar a digitalização para implementar soluções que automatizam a reposição de estoque com base em dados, personalizam promoções diretamente nos canais mais usados e integram todos os processos, desde a comunicação até o pedido. A automação, especialmente com o uso de IA, pode resolver o gargalo do tempo gasto em tarefas manuais, aumentando a eficiência e permitindo uma operação mais colaborativa e ágil, essencial para a transformação digital do setor”, finaliza. 

Mais do que preço: o novo valor percebido pelo consumidor

A noção tradicional de valor baseada unicamente no preço começa a ceder espaço para uma compreensão mais complexa e enriquecida pelo consumidor. Atualmente, o mercado cada vez mais competitivo, no qual produtos se tornam similares e inovações são rapidamente copiadas, o diferencial deixou de estar apenas na etiqueta. Hoje, o que define a decisão de compra está profundamente ligado a valores, propósito, conexão emocional com a marca e experiências consistentes. Essa mudança é liderada, em grande parte, pelas novas gerações, mas já afeta todas as faixas etárias.

Estudos recentes comprovam essa virada. De acordo com a consultoria Deloitte, 57% da Geração Z e 55% dos millennials afirmam que priorizam marcas que se posicionam de forma clara em relação a temas sociais, ambientais e éticos. Isso vai além do marketing: consumidores buscam coerência entre discurso e prática.

O propósito precisa ser vivido, não apenas comunicado. O consumidor atual está mais informado, mais exigente e menos tolerante a inconsistências. Marcas que se escondem atrás de narrativas vazias correm o risco de serem expostas, questionadas e até ignoradas.

Atendimento como extensão da experiência

Ao lado do propósito, a qualidade do atendimento assume um papel ainda mais relevante. Não basta oferecer um bom produto se a jornada do cliente é frustrante, desorganizada ou impessoal.

Uma pesquisa da PwC mostra que 73% das pessoas consideram a experiência como fator decisivo para fechar ou não uma compra. E mais: 32% afirmam que abandonariam uma marca após apenas uma experiência ruim, mesmo que gostem do produto.

A experiência tornou-se um ativo estratégico. Atender bem é o mínimo e encantar e antecipar necessidades é o novo padrão esperado.

ESG como filtro de confiança

Cada vez mais, consumidores escolhem marcas que demonstram responsabilidade real em relação ao meio ambiente, às pessoas e à ética corporativa. O consumidor moderno quer confiar e exige razões concretas para isso. Empresas que tratam a sustentabilidade como pilar estratégico, e não como ação pontual de marketing, ampliam sua relevância e constroem vínculos duradouros com seus públicos.

Segundo pesquisa do IBM Institute for Business Value, 49% dos consumidores já pagaram até 59% a mais por produtos com atributos sustentáveis. A percepção de valor está diretamente ligada à reputação, coerência e impacto das marcas no mundo real.

Estamos diante de uma transformação silenciosa, mas profunda: o valor que o consumidor enxerga em uma marca já não cabe em uma etiqueta de preço. Ele está diluído em cada interação, refletido em cada posicionamento e confirmado por cada atitude.

O desafio das empresas é entender que o cliente de hoje não compra só com o bolso, mas ele também compra com a consciência. E, nesse novo cenário, só permanece relevante quem entrega valor com verdade.

O conceito de valor percebido pelo consumidor está em constante evolução, indo muito além do preço. Hoje, o sucesso de uma marca está ligado à sua capacidade de oferecer experiências significativas, alinhadas a valores sociais e ambientais, que fortaleçam a conexão emocional com o público.

Firehouse Subs amplia presença com entrada no mercado de delivery

Com pouco mais de 100 dias de operação no Brasil, a Firehouse Subs dá um novo passo estratégico para consolidar a marca e expandir o alcance da operação no mercado brasileiro. A rede americana, famosa por seus subs artesanais com proteínas premiuns, anuncia a integração do serviço de delivery ao seu modelo de negócios, proporcionando aos clientes a oportunidade de desfrutarem de todo o sabor e qualidade do seu cardápio no conforto de casa.

Além de ampliar a conveniência para os clientes, a novidade também expande a presença da marca para além das regiões onde ainda não há lojas físicas, acelerando assim as possibilidades de alcançar novos públicos oferecendo um cardápio reconhecido pela variedade e pelo frescor dos ingredientes e entregando a experiência gastronômica das lojas diretamente para a mesa dos consumidores, como explica o CMO da Firehouse Subs, Daniel Packness.

“Neste novo canal de vendas, nossos clientes podem conferir nossas ofertas e o menu recheado de destaques, que agora podem ser pedidos online, e que vai chegar ao cliente seguindo o mesmo padrão de excelência das nossas lojas. Serão preparados com ingredientes de alta qualidade dentro de um pão crocante por fora e macio por dentro, e cuidado redobrado para manter o sabor único e proporcionar experiências prazerosas”, detalhou.

Ainda de acordo com o executivo, antes de aderir ao modelo, a companhia estruturou uma estrutura logística para garantir uma jornada de atendimento ágil e eficiente.

“Tivemos um cuidado ao desenvolver as embalagens que garantisse a qualidade na entrega do sub da mesma forma que o consumidor retirasse diretamente em nosso balcão. Com a abertura deste novo canal, disponibilizamos aos nossos clientes a conveniência de receber Firehouse Subs em suas casas, além de proporcionar uma oportunidade de experiência a novos públicos, que ainda não tiveram a oportunidade de experimentar nossos subs”.

O CMO observa também que, além de entregar conveniência e praticidade, o lançamento do novo serviço é ainda um marco estratégico para a Firehouse Subs no Brasil.

“Nosso foco sempre foi oferecer produtos de excelência e, com essa nova operação, garantimos que ainda mais pessoas possam ter acesso à qualidade e ao sabor inconfundível dos nossos subs. É um passo importante para fortalecer nossa conexão com os consumidores e acelerar nosso crescimento”.

O serviço de delivery, segundo Packness, já está disponível no iFood e chegará em breve em outras plataformas – inicialmente para a região de Guarulhos, em caráter experimental, antes de ser disponibilizado a outras praças.

IA e CX no Brasil: a era do atendimento que entende antes de responder

Nos últimos dezoito meses, a inteligência artificial deixou de ser promessa para se consolidar como motor da transformação da experiência do cliente. O impacto não está apenas na eficiência operacional, mas na elevação do padrão do que o consumidor considera aceitável: hoje ele espera poder se expressar em linguagem natural, ser compreendido logo na primeira interação e receber a solução correta – e não apenas uma resposta – no canal em que prefere se comunicar. 

A mudança de comportamento é fruto da popularização de ferramentas como os modelos de linguagem, que acostumaram o cliente a interagir de forma intuitiva, sem seguir roteiros rígidos ou navegar por longos menus. O consumidor brasileiro, em particular, já não aceita mais a lógica do “pressione 1, pressione 2”; ele quer pedir o que deseja e receber de volta uma ação concreta, personalizada e contextual.

Nesse contexto, o Brasil ocupa posição de destaque. A maturidade do mercado em canais conversacionais, sobretudo no WhatsApp, nos coloca à frente de outros países em termos de prática e escala. Enquanto em várias regiões essa tecnologia ainda é emergente, por aqui acumulamos anos de aprendizado sobre o que funciona, onde estão os pontos de atrito e como medir o impacto de negócio. Essa experiência nos permite não apenas operar soluções mais avançadas, mas também servir como referência global sobre como desenhar jornadas mais efetivas.

O grande diferencial da inteligência artificial aplicada à experiência do cliente está em sua capacidade de reduzir atritos de forma prática. Ao acessar dados e regras de negócio em tempo real, a IA consegue diagnosticar situações com precisão, evitando erros comuns do atendimento humano. 

Muitas vezes, por exemplo, o cliente solicita um cancelamento não porque deseja desistir da compra, mas porque acredita que o pedido foi extraviado. Nesse caso, a verdadeira necessidade não é cancelar, mas obter a confirmação de que o produto já está a caminho. A IA, ao identificar esse contexto, entrega a informação certa e gera confiança. Além disso, sua flexibilidade linguística elimina barreiras de comunicação: se uma resposta não ficou clara, a tecnologia pode reformulá-la em outros termos ou até entregá-la em formato de voz, algo essencial em um país tão diverso como o Brasil.

A eficiência também não precisa significar desumanização. Pelo contrário, quando os bots cuidam do chamado “trivial difícil”, eles liberam os atendentes humanos para casos mais complexos, sensíveis e emocionais. Isso reduz a carga cognitiva das equipes, diminui o estresse e aumenta a qualidade do atendimento humano. Ao mesmo tempo, o cliente percebe um equilíbrio saudável entre tecnologia que resolve rápido e pessoas que oferecem acolhimento.

Outro ponto importante é a confiança. Há alguns anos, os usuários testavam os limites dos bots quase como se fosse um jogo, sempre desconfiados. Hoje, ao perceberem que as soluções de IA são mais humanas e, sobretudo, eficazes, eles passaram a utilizá-las de forma natural. Essa evolução cultural, somada a casos de sucesso já consolidados no país, como atendimentos em logística, varejo direto e até cobrança financeira, ajuda a consolidar o uso da inteligência artificial como ferramenta preferida em determinadas situações. Quando o bot resolve mais rápido que o humano, ele se torna a primeira escolha.

Ainda assim, há armadilhas comuns. Muitos projetos de IA seguem a lógica de desenvolvimento de software tradicional, com ciclos longos e fechados, quando na realidade deveriam ser iterativos: colocar rapidamente no ar, aprender com os dados reais e ajustar. Outro erro recorrente é acreditar que um chatbot de FAQ basta. Apenas fornecer informação resolve uma fração pequena dos problemas. A verdadeira transformação acontece quando a IA é capaz de executar ações que resolvem de fato a dor do cliente. Além disso, a dificuldade de expor APIs prontas é um obstáculo frequente. Novos padrões como MCP servers (Model Context Protocol) tendem a reduzir essa barreira, permitindo bots mais resolutivos em menos tempo.

Olhando para os próximos anos, a tendência é de conversas cada vez mais inteligentes desde o primeiro contato. Plataformas como Meta e Google já trabalham para que sinais de jornada sejam compartilhados, tornando as interações mais precisas e relevantes. Ao mesmo tempo, a evolução da orquestração generativa vai acelerar o ritmo de desenvolvimento: em vez de meses para lançar uma nova funcionalidade, será possível ativar várias em questão de semanas ou dias. Isso fará com que bots fiquem mais poderosos, rápidos e úteis para clientes e empresas.

No fim, o recado é claro: inteligência artificial aplicada à experiência do cliente não significa substituir pessoas, mas eliminar atritos, falar do jeito que o consumidor entende e agir com rapidez onde ele mais precisa. O Brasil, por sua maturidade em canais conversacionais e pela abertura cultural para novas tecnologias, tem a chance de liderar essa transformação globalmente. Quem souber aproveitar esse momento, unindo tecnologia, governança e coragem para iterar, definirá o novo padrão de excelência no atendimento pelos próximos anos.

Por Fábio Costa, diretor sênior de Inteligência Artificial da Sinch

NG.CASH compra SCD da BizCapital e acelera em crédito para jovens

NG.CASH adquiriu a Sociedade de Crédito Direto (SCD) da BizCapital por valor não divulgado, em operação aprovada pelo Banco Central. A transação reforça a estratégia da fintech de ampliar sua presença no mercado de crédito, especialmente entre jovens adultos, público que concentra sua base de clientes. Com a autorização regulatória, a empresa passa a operar como sociedade de crédito direto, o que permite acelerar a oferta de produtos financeiros em escala.

A incorporação da licença de SCD da BizCapital reforça a aposta da NG.CASH em crédito digital personalizado, combinando dados, tecnologia e inteligência artificial. A empresa quer transformar a forma como os jovens constroem seu histórico financeiro, criando alternativas seguras e transparentes de acesso a recursos. “A licença é peça fundamental para consolidarmos nossa frente de crédito. Nosso objetivo é escalar de forma responsável, levando soluções acessíveis e simples para quem está começando a vida financeira”, afirma Mário Augusto Sá, CEO da NG.CASH.

Segundo o executivo, a ambição é preencher lacunas que bancos tradicionais não atendem. “Queremos acompanhar nossos usuários nessa transição para a vida adulta, oferecendo crédito aliado à educação financeira e ao planejamento de longo prazo. Essa aquisição nos dá a estrutura regulatória e operacional necessária para acelerar esse movimento”, completa Sá.

No início do ano, a NG.CASH incorporou a base de clientes da Z1, fintech voltada ao público adolescente que buscava soluções simples para a entrada no sistema financeiro. A integração ampliou de forma relevante sua comunidade de usuários. Em julho, a empresa também levantou R$ 150 milhões em rodada Série B, liderada pela NEA e acompanhada por fundos como Monashees, a16z e Quantum Light. Com isso, já soma mais de R$ 300 milhões captados, recursos que sustentam sua expansão em crédito e o desenvolvimento de novos produtos financeiros.