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Como a IA está redefinindo a jornada de compra B2B

A inteligência artificial não é só uma tendência no universo B2B, é uma realidade que está revolucionando toda a jornada de compra entre empresas. Desde a prospecção automatizada até o fechamento mais preciso de contratos, a IA tem potencializado resultados, reduzido ciclos de venda e redefinido o papel dos profissionais de marketing e vendas.

Para Hélio Azevedo, mentor do Sales Clube, maior comunidade de vendas do Brasil, a inteligência artificial está encurtando distâncias e ampliando o nível de personalização das interações entre empresas. “A IA está permitindo previsibilidade e eficiência nunca antes visto no mercado B2B. O que antes dependia de intuição e processos manuais, hoje pode ser automatizado, testado e otimizado em tempo real”, afirma.

Segundo o executivo, ferramentas de IA generativa estão sendo utilizadas para criar conteúdos personalizados em larga escala, enquanto algoritmos de machine learning ajudam a prever comportamentos de compra com mais precisão. “Hoje conseguimos entender o momento de compra com base em sinais digitais que seriam imperceptíveis sem a IA. Isso muda completamente a forma como abordamos nossos potenciais clientes.”

Outro ponto destacado por Azevedo é o impacto na construção de confiança durante a jornada. “Com dados bem estruturados e automações inteligentes, conseguimos criar jornadas mais fluidas e relevantes, com menos atrito. Isso gera confiança mais rapidamente, que é um fator crucial no B2B.”

Entre os principais impactos da IA na jornada B2B, estão:

  • Geração de leads mais qualificados, com base em análise de dados comportamentais;
  • Conteúdo hiper personalizado, criado em tempo real para diferentes perfis de decisores;
  • Automação de follow-ups, com interações mais precisas e contextualizadas;
  • Predição de churn e oportunidades, apoiando estratégias de pós-venda e expansão.

Helio reforça que, embora a IA seja uma aliada poderosa, ela não substitui o fator humano. “A tecnologia é um meio, não o fim. As empresas que combinarem o uso inteligente de IA com um time bem treinado, focado em escuta ativa e geração de valor, estarão na frente.”

Para ele, o futuro das vendas B2B já começou e passa por quem souber usar os dados, a tecnologia e a inteligência de forma integrada e estratégica.

Fora da Faria Lima, Clubes de Networking se expandem para a América Latina

Com 99% das empresas brasileiras classificadas como pequenas e médias, e 78% dos seus líderes apontando o networking como principal fonte de novos negócios, um movimento crescente vem transformando a forma como os empresários acessam conhecimento, conexões e oportunidades: a ascensão dos clubes de networking fora dos grandes centros financeiros.  Em um país continental como o Brasil, a maioria dos empreendedores não está na Faria Lima, e nem tem acesso fácil ao mesmo tipo de capital, formação ou visibilidade. Mas isso não significa que não estejam prontos para escalar. Pelo contrário, eles querem o que antes era privilégio de poucos: educação prática, visibilidade e rede de alto nível.  Essa busca por crescimento e qualificação tem sido observada com mais força em cidades médias e polos regionais, que concentram milhares de empresas em ascensão e alto potencial de escala. 

No Brasil, 41,7% dos empresários apontam o investimento em educação como a melhor estratégia para enfrentar períodos de instabilidade e manter a competitividade. Em paralelo, cresce a quantidade de grupos, comunidades e plataformas que oferecem imersões, mentorias e eventos voltados à geração de negócios, combinando relacionamento de alto nível com conteúdo aplicável ao dia a dia das PMEs. Na América Latina, o fenômeno é ainda mais amplo. A região já conta com mais de 100 milhões de pessoas envolvidas com empreendedorismo, e tem registrado uma explosão de eventos empresariais com foco em capacitação e relacionamento. Países como México, Chile, Argentina e Colômbia vêm incorporando o networking como ferramenta de desenvolvimento econômico, muitas vezes associando mentorias, imersões e conteúdos práticos à criação de comunidades empresariais. Em 2024, a América Latina ultrapassou 76 milhões de conexões 5G, acelerando a digitalização dos negócios e a integração entre mercados.

É nesse contexto que o Grupo X se consolidou como um dos principais hubs de educação empresarial do Brasil, com presença internacional e atuação em países como México, Argentina, Uruguai, Chile e Inglaterra.  Com um faturamento de R$ 30 milhões nos últimos 12 meses167 mil negócios impactados e R$ 350 milhões gerados por seus alunos, a proposta é clara: tirar o empreendedor do isolamento regional e colocá-lo no mapa da nova economia. “Networking não é só trocar cartões. É trocar visão, aprender com quem já errou e acertou, e crescer mais rápido junto. “Temos muitos bilionários espalhados pelo país que não têm acesso às conexões. O Brasil não é a Faria Lima”, afirma Jorge Kotz, CEO do Grupo X. Para ele, a força dos clubes de networking revela uma nova elite empreendedora que não nasce do topo, mas da base. São empresários que cresceram nos bastidores, longe dos holofotes de São Paulo ou Brasília, e que agora têm ferramentas reais para escalar. “A força dos clubes de networking revela uma nova elite empreendedora que não nasce do topo, mas da base. E que, agora, tem ferramentas para escalar”.

ADSPLAY anuncia aquisição da Pixel Roads

 A ADSPLAY, hub de mídia que oferece soluções do topo ao fundo do funil, anuncia a aquisição da startup Pixel Roads (que passa a se chamar apenas Pixel), especializada na integração de canais de mídia digital com múltiplos formatos de anúncios em sistema integrado, simples e intuitivo. Com a negociação, a ADSPLAY fortalece seu ecossistema de tecnologia e de performance e prevê um crescimento de 35% ainda este ano.  

Edu Sani, CEO da ADSPLAY, comenta que o principal objetivo da aquisição é complementar o ecossistema de soluções da empresa. “Hoje, atuamos com serviços de mídia programática focados em awareness e branding, além de performance com afiliados. A Pixel, que está em rápido crescimento (de 2023 a 2024 cresceu 150%), entra como braço de tecnologia, essencial para ganharmos escala e atendermos um perfil de cliente que busca autonomia e flexibilidade na operação”, destaca. 

A ADSPLAY passa a oferecer aos clientes um portfólio completo de soluções on-line, o que anteriormente era realizado com empresas e ferramentas disponíveis no mercado. “Tínhamos o desejo de fortalecer nossas soluções proprietárias e, com a chegada da Pixel, ganhamos um time experiente de programadores e uma base sólida para desenvolver nossas próprias tecnologias, ampliando nossa autonomia, velocidade de entrega e diferenciação no mercado”, comenta Sani. 

Com a aquisição da Pixel, a ADSPLAY busca oferecer produtos diferenciados que transformem o mercado das agências e dos clientes, além do dia a dia dos profissionais de mídia. Como protagonistas na transformação digital de mídia, ADSPLAY se posiciona como um hub de tecnologia e performance para marcas e agências que buscam mais inteligência, autonomia e escala em suas campanhas.

Para Sani, parceiros e clientes só têm a ganhar com essa aquisição. “Essa movimentação permite ampliar nosso portfólio de serviços e entregar mais valor aos clientes, seja por meio de produtos white label, ferramentas de automação, novos modelos de mensuração ou análises preditivas”. E acrescenta: “Também vamos acelerar o time-to-market de soluções que estavam em fase piloto e agora ganham mais robustez técnica”. 

Bruno Oliveira, ex-CEO da Pixel Roads, assume como COO (Chief Operating Officer) da ADSPLAY, e comenta que o objetivo é seguir em movimento, com coragem para inovar e com talento para construir. “Será mais do que uma integração de empresas, pois é uma soma de visões, de pessoas e de propósito”, finaliza. Leandro Navatta, cofundador da Pixel, assume como CTO (Chief Technology Officer) na ADSPLAY. 

A ADSPLAY passa a ter 80 colaboradores, somando os profissionais de ambas as empresas.

Você sabe o que é split payment e quando ele vai valer pra sua empresa?

O instrumento do “split payment” (pagamento fracionado) previsto para 2027, para combater sonegação e garantir arrecadação mais eficiente, é um dos pilares da reforma tributária, regulamentada neste ano. Esse mecanismo vai impactar diretamente o fluxo de caixa das empresas, o que exige, desde já, preparação para lidar com a nova realidade.

De forma simplificada, o “split payment” é um sistema em que os tributos são segregados no momento do pagamento, indo diretamente para os cofres públicos sem passar pela conta da empresa. Significa o fim de atrasos no recolhimento e da complexidade das guias de impostos. “É um sonho para o governo e um pesadelo logístico para quem gerencia o fluxo de caixa”, afirma o tributarista Lucas Ribeiro, fundador e CEO da ROIT, empresa líder em soluções para a Reforma Tributária.

Na avaliação de Ribeiro, o “split payment” coloca o Fisco “na posição de coproprietário do caixa das empresas”. Ele compara a mudança representada pelo novo instrumento com a provocada quando do surgimento do “Sped” (Sistema Público de Escrituração Digital). “É uma mudança tão drástica quanto aquela. A diferença é que agora o impacto é direto e diário.”

Os impactos no fluxo de caixa

De acordo com Ribeiro, as empresas que já enfrentam desafios para equilibrar entradas e saídas o “split payment” pode acender um sinal de alerta. A segregação automática dos impostos reduz o valor líquido que fica disponível na conta da empresa. E isso não é apenas uma mudança técnica – é uma mudança estratégica.

“Imagine que, antes, o imposto ficava ‘estacionado’ no caixa por algumas semanas até o vencimento da guia. Agora, ele será deduzido instantaneamente. Resultado? Menos capital de giro e maior dependência de crédito”, detalha Ribeiro.

Uma pergunta crucial: como sobreviver?

Empresas que já trabalham com margens apertadas precisam repensar estratégias agora, recomenda o tributarista. Renegociação de prazos com fornecedores, aumento da eficiência operacional e otimização de custos serão indispensáveis para enfrentar essa nova realidade. Além disso, o uso de tecnologias avançadas para gestão financeira e tributária se tornará obrigatório.

Se a empresa não dominar os dados da sua operação, o ‘split payment’ pode se transformar em um fardo insustentável. Ferramentas de Invoice-To-Pay e simuladores de fluxo de caixa integrados com o ‘split’ são soluções que ajudarão as empresas a enxergar o futuro antes que ele vire problema”, orienta Lucas Ribeiro.

Benefícios e desafios

Embora a promessa de acabar com a sonegação fiscal seja atraente – e positiva para o equilíbrio econômico do país -, os desafios não podem ser ignorados. Ribeiro lista alguns deles:

Benefícios

  • Redução da sonegação fiscal e da concorrência desleal.
  • Simplificação do recolhimento de tributos.
  • Maior previsibilidade tributária para governos e empresas.

Desafios

  • Redução da liquidez imediata.
  • Dependência de sistemas robustos para gestão em tempo real.
  • Necessidade de maior capital de giro para empresas com alto volume de tributos.
  • Conciliação complexa entre as operações na competência versus caixa.

Se o “split payment’ é inevitável, a preparação será o grande divisor de águas. As empresas que dominarem os números, ajustarem seus processos e investirem em tecnologia avançada sairão na frente, ressalta o CEO da ROIT. “Na guerra de gestão que está por vir, quem tiver os dados nas mãos ditará as regras do jogo. O “split payment” não é o fim, mas o começo de uma nova era na gestão empresarial.”

Ribeiro acrescenta: “Então, a pergunta final permanece: sua empresa terá caixa para o “split payment” ou ficará refém de empréstimos e juros? A hora de agir é agora. Quem espera pela tempestade não se prepara para navegar.”

Expansão do Retail Media e Trade Marketing impulsiona contratações no Brasil

O mercado de Trade Marketing e Retail Media vive um momento de expansão e profissionalização no Brasil. Dados do eMarketer apontam que os investimentos em retail media devem crescer 36% em 2025 na comparação com 2024, e alcançar um salto de 165% até 2028. Nesse mesmo período, o Brasil concentrará 40% do valor previsto para a América Latina, reforçando o potencial desse canal para aproximar marcas e consumidores de forma mais estratégica e personalizada.

Essa tendência marca a evolução do trade marketing, que deixa de ser apenas operacional para se tornar cada vez mais analítico e tecnológico, amparado por dados e roteirização inteligente. Varejistas e indústrias percebem o ponto de venda como um meio poderoso para engajar o shopper e potencializar vendas, integrando trade, mídia e dados num ciclo virtuoso.

É nesse cenário que a Gi Group Holding, multinacional italiana de soluções em recursos humanos, reforça seu papel estratégico por meio da C2C – Close to Consumer, divisão especializada na terceirização da força de vendas para empresas B2B e B2C. Alinhada a essa mudança no mercado, a C2C registrou um crescimento de 108% nas contratações para o trade marketing entre 2023 e 2024 — passando de 2.229 para 4.640 colaboradores alocados no setor.

Esse crescimento reflete a expertise da C2C em identificar, profissionalizar e administrar equipes que atuam em marketing, trade marketing e vendas — incluindo consultores, repositores, promotores, supervisores, coordenadores e analistas operacionais. Por trás dessas iniciativas, a Gi Group Holding prioriza a capacitação e o engajamento dessas equipes, entendendo o capital humano como o motor indispensável para que cada ponto de venda gere resultados tangíveis e fortaleça a conexão entre marca e shopper.

“Investimos em tecnologia e pessoas para oferecer uma entrega mais estratégica e integrada aos nossos clientes. Nosso objetivo é ajudar empresas a atuarem com mais assertividade, personalizando campanhas e engajando equipes que entendem o comportamento do shopper”, afirma Priscila Thiemi Yamashita Ramos, nova Head comercial da C2C.

No primeiro semestre de 2025, mais de 2 mil profissionais da área foram contratados, e a estimativa é que mais de 5 mil vagas sejam abertas no segundo semestre.

Assim, a Gi Group Holding segue ampliando sua presença e desenvolvendo novos modelos operacionais para tornar o trade marketing mais humano, eficiente e conectado às reais demandas do mercado.

Do feed à compra: o crescimento do Social Commerce na venda de moda online em 2025

O caminho entre visualizar um post no Instagram e concluir uma compra nunca foi tão curto. Em 2025, de acordo com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o comércio eletrônico brasileiro deve crescer 10% e atingir um faturamento de R$ 224,7 bilhões, impulsionado por um fenômeno em plena ascensão: o social commerce, ou comércio pelas redes sociais. A tendência está redefinindo a maneira como lojas virtuais se relacionam com seus consumidores, de pequenos empreendedores a grandes marcas.

De acordo com dados da Hootsuite, 58% dos consumidores brasileiros já consideram fazer compras diretamente nas redes sociais neste ano. Esse movimento tem transformado o Instagram, o TikTok e até o WhatsApp em canais completos de descoberta, interação e conversão, especialmente em setores como moda, beleza, alimentação, artigos para casa e tecnologia pessoal. A loja virtual deixa de ser um destino isolado e passa a funcionar em sinergia com o ambiente social, como parte de uma jornada de compra mais fluida.

Do post ao pedido em poucos toques

A jornada tradicional, que começava com uma busca no Google e terminava em um checkout de e-commerce, agora começa cada vez mais com um post sugerido, uma live, um link em bio ou um story patrocinado. A combinação entre conteúdo visual, engajamento social e facilidade de compra tem tornado as redes sociais uma extensão natural da loja virtual.

Essa integração vem sendo potencializada por recursos como catálogos de produtos no Instagram Shopping, vitrines interativas no TikTok, bots de atendimento no WhatsApp e links diretos para pagamento em plataformas como Mercado Pago e Pix. Marcas que entendem essa dinâmica conseguem converter usuários ainda na fase de descoberta, aproveitando o impulso de decisão e reduzindo etapas da jornada de compra.

A loja virtual no centro da operação

Mesmo com a ascensão do social commerce, a loja virtual permanece como núcleo da operação de vendas. É nela que ficam centralizadas informações de estoque, controle de pedidos, processamento de pagamentos e gestão de clientes. As redes sociais funcionam como portas de entrada dinâmicas, mas é a loja virtual que sustenta a escalabilidade e a credibilidade do negócio.

Por isso, o investimento em integrações se tornou indispensável. Plataformas de e-commerce modernas permitem sincronizar produtos com catálogos sociais, automatizar pedidos que chegam por redes e manter o cliente atualizado sobre entregas — tudo sem sair do ecossistema digital. A fluidez entre canais é o que diferencia negócios competitivos dos que ainda operam de forma fragmentada.

Vídeos, lives e creators: novos motores de vendas

Com o social commerce, o conteúdo passou a desempenhar papel direto na conversão. Vídeos demonstrativos, transmissões ao vivo com promoções e parcerias com influenciadores se tornaram gatilhos de venda altamente eficazes, especialmente em segmentos como cosméticos, gadgets, alimentos artesanais, artigos esportivos e decoração.

A apresentação de um produto em tempo real — seja por um vendedor, creator ou representante da marca — cria um senso de urgência e confiança que acelera o fechamento da compra. Muitas lojas virtuais têm investido em lives de lançamento e conteúdos colaborativos como parte estratégica de seus calendários de vendas.

Personalização e agilidade como trunfos

Com dados comportamentais extraídos das próprias redes, as marcas conseguem personalizar a experiência do cliente de forma mais precisa. Isso se traduz em anúncios segmentados, recomendações personalizadas na loja virtual e comunicações mais assertivas. Ferramentas de IA também auxiliam na automação de mensagens, funis de vendas e ajustes em tempo real no estoque ou no catálogo.

A agilidade é outro diferencial decisivo. Marcas que conseguem adaptar rapidamente suas campanhas, responder aos comentários e ajustar preços conforme a demanda são as que melhor aproveitam o ritmo acelerado do social commerce.

O que esperar do e-commerce em 2025

Com o crescimento de dois dígitos no horizonte e o comportamento digital cada vez mais voltado à conveniência, o comércio online tende a se tornar mais híbrido e multimodal. Lojas virtuais que se integram de forma natural às redes sociais tendem a colher os melhores resultados, independentemente do segmento em que atuam.

Para o consumidor, a promessa é de uma experiência de compra mais integrada, rápida e adaptada aos seus hábitos. Para os empreendedores, o desafio será dominar ferramentas, dados e estratégias que unam branding, conteúdo e conversão — tudo isso em uma vitrine que cabe na palma da mão.

5 motivos que levam empreendedores a perder dinheiro no e-commerce

Mesmo com o avanço das plataformas de e-commerce e o aumento no número de consumidores conectados, muitos empreendedores brasileiros continuam enfrentando dificuldades para obter lucro no ambiente digital. Em 2023, o comércio eletrônico nacional movimentou R$ 196,1 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Ainda assim, a taxa de mortalidade dos negócios digitais continua alta, estima-se que 70% das lojas virtuais não sobrevivem ao segundo ano de operação.

Na visão de especialistas, boa parte dos fracassos poderia ser evitada com informação de qualidade e organização estratégica. “Vender online não é apenas criar uma loja virtual e esperar resultados. É preciso planejamento, conhecimento técnico e atenção à experiência do cliente. Muitos erros comuns acabam comprometendo toda a operação”, explica Paulo Silva, CEO da Filtrify, primeira plataforma do mercado focada em inteligência para afiliados no marketing digital.

A seguir, o especialista lista os cinco erros mais frequentes e orienta como evitá-los:

1. Falta de planejamento financeiro: separar contas pessoais das empresariais e ter um fluxo de caixa estruturado ainda é um desafio para muitos pequenos negócios. “Sem um planejamento financeiro claro, o empreendedor se perde entre despesas e receitas, e isso afeta decisões estratégicas importantes, como investimento em marketing ou reposição de estoque”, alerta Paulo. Ter um plano de negócios bem definido, com metas realistas e análise de mercado, é essencial para a sobrevivência no comércio eletrônico.

2. Logística mal estruturada: altos custos de frete, prazos longos e problemas na entrega são grandes responsáveis por carrinhos abandonados, que no Brasil atingem taxa de 82%, segundo o E-Commerce Radar. “O consumidor quer praticidade e rapidez. Se o frete for caro ou a entrega demorar demais, ele simplesmente desiste da compra”, explica o especialista. Investir em parcerias logísticas eficientes e em sistemas de rastreamento pode fazer toda a diferença.

3. Experiência do cliente ruim: sites lentos, mal adaptados ao celular, com descrições incompletas e poucas opções de pagamento prejudicam a jornada do consumidor. “Hoje, mais da metade das compras é feita via smartphone. Se o site não for responsivo ou exigir muitos passos até o pagamento, a chance de conversão despenca”, destaca Paulo. A dica é simplificar o processo de compra e garantir que o consumidor encontre o que precisa com facilidade.

4. Tráfego desqualificado: atrair muitas visitas para o site não significa vender mais. “Muitos empreendedores investem em tráfego, mas não analisam se estão atingindo o público certo. Isso gera desperdício de verba e baixa taxa de conversão”, afirma o CEO da Filtrify. O ideal é trabalhar com dados e segmentação para alcançar consumidores realmente interessados no que está sendo oferecido.

5. Falta de atendimento eficaz: a ausência de um atendimento rápido e humanizado, seja no pré ou no pós-venda, afasta clientes e prejudica a reputação da marca. “O consumidor quer respostas. Ter canais de contato claros e um suporte eficiente influencia diretamente na fidelização e no sucesso da loja virtual”, comenta Paulo.

Apesar dos desafios, o especialista aponta que há caminhos para reverter esse cenário e melhorar os resultados no e-commerce. “A boa notícia é que todos esses pontos podem ser ajustados com organização e acesso à informação confiável. Conteúdos educativos, plataformas de suporte e ferramentas de gestão podem ajudar o empreendedor digital a corrigir rotas e alcançar resultados mais sustentáveis”, conclui Paulo Silva.

O novo CEO em 2025: Algoritmos, cultura digital e o peso da reinvenção pessoal

Não basta mais liderar com visão estratégica e fluência em números. O CEO (Chief Executive Officer) do presente e, sobretudo do futuro, precisa transitar entre o mundo dos dados e o das pessoas com a mesma naturalidade com que articula resultados trimestrais. Se antes era suficiente compreender cenários de negócios, hoje o executivo máximo de uma organização precisa dominar a lógica dos algoritmos, entender a ética por trás da Inteligência Artificial (IA) e, acima de tudo, assumir pessoalmente a responsabilidade por transformar sua empresa – e a si mesmo.

A chamada reinvenção do CEO não é uma metáfora: é uma exigência concreta. De acordo com um levantamento global, 72% dos líderes acreditam que suas empresas não serão viáveis economicamente na próxima década se não forem reinventadas. E não há reinvenção institucional sem transformação pessoal. A reinvenção corporativa exige, antes de tudo, a reinvenção pessoal da liderança. O CEO moderno precisa equilibrar a otimização de custos, reinventar modelos de negócios e liderar a transformação tecnológica, tudo isso enquanto constrói confiança com stakeholders e entrega valor sustentável.

Neste contexto, surgem os “Chief Exponential Officers” (Diretores Exponenciais, em tradução livre): executivos que criam laboratórios de inovação, comitês internos de tecnologia e ambientes seguros para a experimentação. Trata-se de líderes que entendem que não basta delegar a tecnologia ao CTO (Chief Technology Officer): é preciso internalizar o aprendizado e a alfabetização em IA como uma prioridade executiva. Como mostrou um estudo, 74% dos CEOs acreditam que perderão seus cargos até 2026 se não conseguirem entregar resultados mensuráveis com IA. Ou seja, a accountability do CEO se desloca do coletivo para o indivíduo: não é mais sobre o que empresa está fazendo, mas sobre o quanto eleouela lidera essa transformação com propriedade.

Esse novo modelo de liderança exige operar em duas temporalidades simultâneas. De acordo com uma consultoria, os planos trianuais são insuficientes: CEOs bem-preparados criam táticas de seis meses para gerar resultados rápidos e, ao mesmo tempo, cultivam visões estratégicas de sete anos ou mais. É um equilíbrio entre velocidade e profundidade, tática e visão, reação e propósito. Nesse modelo, o CEO precisa ser menos um comandante e mais um arquiteto – alguém que desenha sistemas, desenvolve talentos e antecipa mudanças com serenidade.

Um dos estudos aqui mencionados propõe uma reconfiguração completa da liderança: em vez do modelo “heroico”, centrado em decisões unilaterais, surge o CEO como facilitador, arquiteto e coach. É ele quem promove uma cultura de aprendizagem contínua, legitima o erro como parte do processo e encoraja a cocriação entre equipes diversas. Liderar com dados, aqui, não é apenas uma questão de tecnologia, mas de mentalidade: significa tomar decisões baseadas em evidências, sim, mas sem perder a bússola ética e humana que define o propósito de uma organização. Como aponta o livro “The Journey of Leadership”, a liderança começa de dentro para fora, pela capacidade de inspirar, escutar e conectar.

A liderança na era da IA não se resume a dominar ferramentas tecnológicas, mas sim a orquestrar ecossistemas humanos e digitais. CEOs precisam ser mentores que promovem ciclos curtos de feedback, ambientes emocionalmente seguros e espaços de inovação descentralizada. Em suma, não se trata do CEO virar ou assumir as atribuições de um programador, mas de ser um curador estratégico do conhecimento. É preciso criar estruturas que permitam o uso intencional e governado da IA, com foco na capacitação das pessoas e na manutenção de culturas organizacionais vivas e adaptáveis.

Essa mudança de postura é urgente. De acordo com uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial (WEF), 44% das habilidades atuais precisarão ser atualizadas até 2027, e os CEOs devem liderar esse movimento pelo exemplo. Ainda assim, 84% dos líderes globais se sentem despreparados para lidar com futuras disrupções. Isso revela um paradoxo perigoso: as companhias estão se digitalizando mais rápido do que suas lideranças conseguem acompanhar. Para quebrar esse ciclo, é necessário assumir a resiliência como competência estratégica, uma espécie de “musculatura emocional” que prepara as empresas não só para resistir, mas para evoluir diante do imprevisível.

Nesse sentido, CEOs resilientes adotam uma “mentalidade de ciclo completo”, como define a consultoria: eles olham para curto e longo prazo simultaneamente, mesmo que os resultados imediatos sejam desconfortáveis. Eles não evitam decisões difíceis, não terceirizam riscos tecnológicos e, principalmente, não se escondem da responsabilidade de liderar com propósito. Mais do que controlar crises, elas as transformam em alavancas de inovação. Isso é ser um “Chief Exponential Officer”: alguém que não apenas reage ao futuro, mas o redesenha com coragem, empatia e visão clara de que liderar é, cada vez mais, uma prática de humanidade em tempos de algoritmos.

Tech Rocket chega ao mercado com a premissa de transformar a jornada de vendas por meio de IA

Transformar, de maneira prática e eficiente, a jornada de vendas. É com essa premissa que chega ao mercado a Tech Rocket, spin-off da Sales Rocket que combina inteligência artificial, automação e dados para acelerar resultados e garantir eficiência comercial do lead ao pós-venda.

Sua principal função é ser uma plataforma tecnológica especializada em transformar o processo de vendas em uma experiência automatizada e orientada por dados, estruturada em três pilares principais: agentes de IA, orquestração de processos automatizados e inteligência de dados com foco em receita.

Thiago Hortolan, CEO da Tech Rocket, destaca que a empresa nasce com a missão clara de converter tecnologia em resultados concretos. “Inteligência artificial não é apenas um modismo, é a arquitetura para o crescimento sustentável. Nossa proposta é simples e ambiciosa: escalar receita com consistência, eficiência e propósito”, aponta.

Com foco em resultados reais e mensuráveis, a Tech Rocket oferece eficiência comercial com retorno claro sobre o investimento. Entre os principais benefícios esperados estão a automação de qualificação de leads, a conversão de oportunidades por agentes de IA em toda jornada do cliente e automação comercial através de RAGs. 

“Cada projeto nasce para ser um case. Nossos produtos carregam estratégia, design e impacto mensurável. O que entregamos no fim do dia é pipeline escalável, decisões mais inteligentes e receita real para os nossos clientes”, complementa Hortolan.

Além do aspecto tecnológico, a Tech Rocket aposta em uma cultura forte de aprendizado e liderança distribuída, posicionando-se como uma fábrica de cases. Sua equipe multidisciplinar valoriza a entrega, a excelência e a evolução constante, reforçando seu manifesto: “Não fazemos por fazer, fazemos para escrever história”.

Com uma visão clara para o futuro, a startup já está em movimento para consolidar sua presença no mercado e ampliar seu impacto. “A Tech Rocket já opera com clientes em fase de aceleração e tem planos concretos para expandir suas operações com ofertas modulares e escaláveis a partir do segundo semestre de 2025, ampliando sua presença no mercado e potencializando resultados,” conclui Hortolan.

Biometria não é suficiente: como fraudes avançadas estão desafiando os bancos

A adoção de biometria explodiu no Brasil nos últimos anos – 82% dos brasileiros já utilizam alguma tecnologia biométrica para autenticação, impulsionada pela conveniência e pela busca por mais segurança nos serviços digitais. Seja no acesso a bancos via reconhecimento facial ou no uso de impressão digital para autorizar pagamentos, a biometria virou o “novo CPF” em termos de identificação pessoal, tornando processos mais rápidos e intuitivos.  

Porém, uma onda crescente de fraudes tem exposto os limites dessa solução: somente em janeiro de 2025, foram registradas 1,24 milhão de tentativas de fraude no Brasil, um aumento de 41,6% em relação ao ano anterior – o equivalente a uma tentativa de golpe a cada 2,2 segundos. Grande parte desses ataques mira justamente os sistemas de autenticação digital. Dados da Serasa Experian mostram que em 2024 as tentativas de fraude contra bancos e cartões cresceram 10,4% em relação a 2023, representando 53,4% de todas as fraudes registradas no ano.  

Se não tivessem sido evitadas, essas fraudes poderiam ter causado um prejuízo estimado em R$ 51,6 bilhões. Esse aumento reflete uma mudança de cenário: os golpistas estão evoluindo suas táticas mais rápido do que nunca. Segundo uma pesquisa da Serasa, metade dos brasileiros (50,7%) foi vítima de fraudes digitais em 2024, um salto de 9 pontos percentuais em relação ao ano anterior, e 54,2% dessas vítimas sofreram prejuízo financeiro direto.  

Outra análise aponta um aumento de 45% nos crimes digitais em 2024 no país, com metade das vítimas sendo efetivamente ludibriadas pelos golpes. Diante desses números, a comunidade de segurança questiona: se a biometria prometia proteger usuários e instituições, por que os fraudadores parecem estar sempre um passo à frente?

Golpes driblam reconhecimento facial e digital

Parte da resposta está na criatividade com que as quadrilhas digitais contornam os mecanismos biométricos. Nos últimos meses, surgiram casos emblemáticos. Em Santa Catarina, um grupo fraudulento lesou pelo menos 50 pessoas obtendo clandestinamente dados de biometria facial de clientes – um funcionário de telecomunicações simulou vendas de linhas telefônicas para capturar selfies e documentos dos clientes, usando esses dados depois para abrir contas bancárias e contrair empréstimos em nome das vítimas.  

Em Minas Gerais, criminosos foram além: fingiram ser entregadores dos Correios para coletar impressões digitais e fotos de moradores, com o objetivo expresso de burlar a segurança de bancos. Ou seja, os golpistas não só atacam a tecnologia em si, mas também exploram a engenharia social – induzindo pessoas a entregarem seus próprios dados biométricos sem perceber. Especialistas alertam que mesmo sistemas considerados robustos podem ser enganados.  

O problema é que a popularização da biometria criou uma falsa sensação de segurança: os usuários presumem que, por ser biométrica, a autenticação é infalível.  

Em instituições com barreiras menos rigorosas, golpistas conseguem êxito usando meios relativamente simples, como fotos ou moldes para imitar características físicas. O chamado “golpe do dedo de silicone”, por exemplo, tornou-se conhecido: criminosos colam películas transparentes em leitores de digitais de caixas eletrônicos para roubar a impressão do cliente e depois criam um dedo falso de silicone com aquela digital, realizando saques e transferências indevidas. Bancos afirmam já empregar contramedidas – sensores capazes de detectar calor, pulsação e outras características de um dedo vivo, inutilizando moldes artificiais.  

Ainda assim, casos isolados desse golpe evidenciam que nenhuma barreira biométrica está totalmente a salvo de tentativa de burlar. Outro vetor preocupante é o uso de ardis de engenharia social para obter selfies ou exames faciais dos próprios clientes. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) soou o alarme para um novo tipo de fraude em que golpistas solicitam “selfies de confirmação” às vítimas sob falsos pretextos. Por exemplo, fingindo serem funcionários de banco ou do INSS, eles pedem uma foto do rosto “para atualizar cadastro” ou liberar um benefício inexistente – na verdade, usam essa selfie para se passar pelo cliente em sistemas de verificação facial.  

Um simples descuido – como tirar uma foto atendendo ao pedido de um suposto entregador ou agente de saúde – pode fornecer aos criminosos a “chave” biométrica para acessar contas alheias.  

Deepfakes e IA: a nova fronteira dos golpes

Se enganar pessoas já é uma estratégia muito utilizada, os criminosos mais avançados estão também enganando as máquinas. Aqui entram as ameaças de deepfake – manipulação avançada de voz e imagem por inteligência artificial – e outras técnicas de falsificação digital que tiveram um salto de sofisticação de 2023 para 2025.  

Em maio passado, por exemplo, a Polícia Federal deflagrou a operação “Face Off” após identificar um esquema que fraudou cerca de 3 mil contas do portal Gov.br usando biometria facial falsa. O grupo criminoso aplicava técnicas altamente sofisticadas para se passar por usuários legítimos na plataforma gov.br, que concentra o acesso a milhares de serviços públicos digitais.

Investigadores revelaram que os golpistas usavam uma combinação de vídeos manipulados, imagens alteradas por IA e até máscaras 3D hiper-realistas para enganar o mecanismo de reconhecimento facial. Em outras palavras, simulavam os traços faciais de terceiros – inclusive pessoas já falecidas – para assumirem identidades e acessar benefícios financeiros vinculados àquelas contas. Com movimentos artificiais de piscar olhos, sorrir ou virar a cabeça sincronizados perfeitamente, conseguiam até driblar a funcionalidade de liveness detection, que foi desenvolvida exatamente para detectar se há uma pessoa real diante da câmera.  

O resultado foi o acesso indevido a valores que deveriam ser resgatados apenas pelos verdadeiros beneficiários, além da aprovação ilícita de empréstimos consignados no app Meu INSS usando essas identidades falsas. Esse caso expôs de forma contundente que sim, é possível burlar a biometria facial – mesmo em sistemas grandes e teoricamente seguros – quando se dispõe das ferramentas certas.  

No setor privado, a situação não é diferente. Em outubro de 2024, a Polícia Civil do Distrito Federal conduziu a operação “DeGenerative AI”, desarticulando uma quadrilha especializada em invadir contas de bancos digitais por meio de apps de inteligência artificial. Os criminosos realizaram mais de 550 tentativas de invasão de contas bancárias de clientes, usando dados pessoais vazados e técnicas de deepfake para reproduzir a imagem dos correntistas e assim validar procedimentos de abertura de novas contas em nome das vítimas e habilitar dispositivos móveis como se fossem delas.  

Estima-se que o grupo tenha conseguido movimentar cerca de R$ 110 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas, lavando dinheiro de diversas origens, antes que a maioria das fraudes fosse barrada pelas auditorias internas dos bancos.  

Para além da biometria

Para o setor bancário brasileiro, a escalada desses golpes de alta tecnologia acende um sinal de alerta. Os bancos investiram pesado na última década para migrar clientes para canais digitais seguros, adotando biometria facial e digital como barreiras contra fraude.  

Entretanto, a recente onda de golpes sugere que depender exclusivamente da biometria pode não ser suficiente. Golpistas exploram falhas humanas e brechas tecnológicas para se passar pelos consumidores, e isso demanda com que a segurança seja pensada em múltiplos níveis e fatores de autenticação, não mais um único fator “mágico”.

Diante desse cenário complexo, especialistas convergem em uma recomendação: adotar autenticação multifator e abordagens multicamadas de segurança. Isso significa combinar diferentes tecnologias e métodos de verificação, de forma que, se um fator falhar ou for comprometido, outros impeçam a fraude. A própria biometria continua sendo peça importante – afinal, quando bem implementada com verificação de vida (liveness) e criptografia, dificulta bastante ataques oportunistas.  

Porém, deve atuar junto com outros controles: senhas ou PINs de uso único enviados ao celular, análise de comportamento do usuário – a chamada biometria comportamental, que identifica padrões de digitação, uso do aparelho e pode soar o alarme ao notar um cliente “agindo diferente do normal” –, e monitoramento inteligente de transações.  

Ferramentas de IA também estão sendo usadas a favor dos bancos, identificando sinais sutis de deepfake em vídeos ou vozes – por exemplo, analisando frequências de áudio para detectar vozes sintéticas ou procurando distorções visuais em selfies.  

No fim das contas, a mensagem que fica para os gestores bancários e profissionais de segurança da informação é clara: não existe bala de prata. A biometria trouxe um patamar superior de segurança em comparação com senhas tradicionais – tanto que os golpes migraram em boa parte para enganar as pessoas, não mais quebrar algoritmos.  

Contudo, os fraudadores estão explorando cada brecha, seja humana ou tecnológica, para frustrar os sistemas biométricos. A resposta adequada envolve tecnologia de ponta em constante atualização e monitoramento proativo. Só quem conseguir evoluir suas defesas na mesma velocidade em que surgem novos golpes estará apto a proteger plenamente seus clientes na era da inteligência artificial maliciosa.

Por Sylvio Sobreira Vieira, CEO & Head Consulting da SVX Consultoria.