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O desafio dos bots multiculturais: Como adaptar IA conversacional para diferentes países da América Latina

A adoção de assistentes virtuais baseados em inteligência artificial (IA) avança rapidamente na América Latina, mas a maioria das empresas ainda subestima um dos maiores desafios à escalabilidade desses projetos, que é a necessidade de adaptação cultural e linguística dos bots em cada país, região e até mesmo grupo social. Implementar um assistente em espanhol ou em português pode até funcionar em protótipos, mas dificilmente se sustenta em ambientes de produção com milhares de usuários reais. A promessa da IA conversacional como canal de engajamento estratégico só se concretiza quando os bots conseguem se parecer com o público que atendem, no sotaque, nas expressões, nas referências e até nos hábitos de diálogo.

Um erro comum em projetos de expansão regional é tratar a adaptação linguística como mera tradução. No entanto, um bot que funciona bem no México pode soar artificial ou até ofensivo na Argentina. O mesmo vale para o português, um chatbot brasileiro que ignora gírias e informalidades, por exemplo, pode gerar distanciamento e falta de engajamento dependendo do estado onde está sendo utilizado.

A linguagem não é apenas veículo de informação, mas também de proximidade social e legitimidade cultural. Em IA conversacional, isso se traduz em necessidade de ajustes profundos no NLU (Natural Language Understanding), nos fluxos de diálogo, nos exemplos de intenção e até nas respostas de fallback. Um simples “não entendi, pode repetir?”, pode ser aceito em um contexto, mas considerado impessoal e robótico em outro.

Um dos pontos críticos está na definição e no treinamento das intents. Embora as intenções possam ser semanticamente iguais entre países, como “acompanhar pedido” ou “redefinir senha”, a forma como o usuário expressa essa necessidade varia. Na Colômbia, o cliente pode digitar “quiero rastrear mi compra”; no Chile, “dónde está mi pedido?”; e no México, “en qué va mi envío?”. Agrupar essas expressões sob uma única intenção exige não apenas treino em volume, mas curadoria cultural.

Isso se agrava com o uso de modelos de linguagem generativos, que por padrão tendem a reproduzir uma linguagem mais neutra e globalizada. Sem um processo de afinação com dados regionais, esses modelos entregam respostas genéricas e pouco conectadas ao contexto local.

Outra camada de complexidade vem do design de tom e voz. Enquanto em países como o Brasil a informalidade pode gerar simpatia, em mercados como o Peru ou o Chile o excesso de descontração pode ser lido como falta de profissionalismo. A mesma piada leve que engaja um público jovem no México pode parecer inadequada para um público mais tradicional na Colômbia.

Nesse ponto, o trabalho de adaptação envolve linguistas, designers de diálogo e analistas culturais. Mais do que escolher sinônimos, é preciso compreender o impacto emocional de cada palavra, emoji ou construção. A empatia não pode ser genérica, ela precisa ser culturalmente codificada.

Treinamento contínuo com dados reais e locais

Bots multiculturais exigem não apenas um bom planejamento inicial, mas monitoramento contínuo com dados de cada mercado. Ferramentas de análise conversacional devem ser configuradas para segmentar interações por país, permitindo refinar modelos com base no uso real. Comportamentos como taxa de abandono, retrabalho de intents ou baixa detecção de entidades indicam problemas que podem ter raízes culturais e não apenas técnicas.

Além disso, práticas como feedback ativo, avaliações de Customer Satisfaction Score segmentadas e testes de divisão regionais ajudam a evitar o viés centralizador comum em empresas com operação em vários países. A IA conversacional precisa de inteligência, sim, mas também de escuta.

Um caminho para a personalização escalável

Para que a IA conversacional cumpra seu papel como motor de engajamento e eficiência na América Latina, é preciso tratá-la como uma disciplina de linguística aplicada à tecnologia, e não apenas como uma solução de atendimento digital. A regionalização, muitas vezes vista como um custo adicional, é na verdade o que permite ganhar escala com relevância, evitando bots que falam muito, mas não se conectam.

Adotar uma abordagem multicamadas, que combine modelos treinados regionalmente, fluxos flexíveis, curadoria cultural e governança local, é o caminho mais sólido para criar assistentes verdadeiramente multilíngues e multiculturais. Em um continente com mais de 600 milhões de pessoas, com idiomas próximos, mas culturas profundamente distintas, isso não é apenas um diferencial técnico, é uma exigência de mercado.

Avanço do 6G e alta nos ciberataques elevam papel da IA na segurança digital

O Brasil movimentou R$17 bilhões em cibersegurança em 2024, segundo levantamento da Peers Consulting + Technology, um reflexo direto da escalada dos crimes digitais no país. A projeção é de que, até 2029, esse mercado alcance quase US$4,5 bilhões, impulsionado pelo aumento da demanda por proteção em ambientes digitais cada vez mais complexos.

O mesmo estudo aponta que o país registra cerca de 140 mil ataques cibernéticos por ano, sendo o setor público o principal alvo, com quase 30% das ocorrências. Esse volume expressivo de investidas mantém o Brasil entre os principais focos de ataques cibernéticos da América Latina.

E esse cenário tende a se agravar. A preocupação se intensifica com a chegada do 6G, prevista para 2030, que promete conectar bilhões de dispositivos simultaneamente em aplicações críticas como veículos autônomos, cidades inteligentes e cirurgias remotas. Essa nova infraestrutura ampliará significativamente a superfície de ataque e exigirá avanços robustos em proteção digital para garantir a segurança de dados e operações em tempo real

“Com o 6G, a velocidade da informação se torna exponencial. E isso vale também para o cibercrime. A única forma de responder a essa nova realidade é com inteligência artificial operando em tempo real”, afirma Ana Cerqueira, CRO da empresa brasileira de cibersegurança ZenoX.

6G: velocidade, volume e uma nova fronteira de risco

A promessa do 6G é entregar conectividade ultrarrápida, latência quase zero e integração em larga escala de objetos inteligentes, do carro ao prontuário médico. Mas essa revolução tecnológica carrega consigo o desafio da expansão da superfície de ataque digital.

“Cada novo ponto de conexão é uma nova vulnerabilidade em potencial. A infraestrutura 6G amplia o perímetro de risco de forma sem precedentes”, diz Ana Cerqueira. Segundo a executiva, a resposta a esse cenário exige plataformas de threat intelligence capazes de monitorar continuamente comportamentos anômalos e identificar movimentações suspeitas ainda em estágio inicial.

Com múltiplos dispositivos conectados a todo momento, a proteção das identidades digitais se torna prioridade. O 6G trará contextos mais complexos de autenticação, exigindo monitoramento contínuo de credenciais, atividades suspeitas e possíveis vazamentos.“No mundo hiperconectado, proteger identidades é proteger o próprio sistema. Elas se tornam o novo ponto crítico da segurança digital”, pontua a executiva

IA encurta a janela entre ataque e resposta

Um dos maiores desafios na cibersegurança é o tempo de reação. Enquanto ataques são disparados em microssegundos, muitas vezes a resposta das equipes de segurança ocorre minutos, ou horas, depois.

“A inteligência artificial permite automatizar análises e decisões críticas. Com ela, conseguimos reduzir drasticamente a janela de exposição e agir quase no mesmo ritmo do ataque”, afirma Ana.

Hoje já há no mercado ferramentas baseadas em IA, que operam com algoritmos de risco que priorizam alertas com base em ameaças reais, evitando sobrecarga nas equipes e aumentando a precisão da resposta.

Cibersegurança ganha status de investimento estratégico

A consolidação da segurança digital como prioridade orçamentária é evidência de uma mudança de mentalidade no setor corporativo. De acordo com o mesmo levantamento, os investimentos em cibersegurança devem crescer 9% no Brasil em 2025, e muitas empresas planejam destinar entre 4% e 7% dos seus orçamentos de Tecnologia da Informação (TI) para a área de cibersegurança. Esse movimento posiciona o setor como motor de estabilidade e continuidade de negócios em um ambiente cada vez mais regulado e exigente quanto à proteção de dados.

Faria Lima cria CEOs influenciadores para aumentar faturamento

Enquanto o mercado enfrenta incertezas econômicas, empresários brasileiros estão investindo cada vez mais em uma nova moeda de valor: a autoridade. Nos últimos anos, houve um crescimento de 30% na demanda por capacitação executiva, com foco em temas como posicionamento digital, marketing estratégico e branding pessoal. O fenômeno ganhou ainda mais força com a popularização das redes sociais como canal de negócios. Empresas lideradas por CEOs ativos nas mídias, têm 40% mais chances de atrair investidores e fechar grandes contratos.  A tendência, que até pouco tempo parecia restrita aos escritórios de vidro da Faria Lima, agora se espalha por todo o país e começa a moldar o perfil dos líderes das pequenas e médias empresas. Nos bastidores do varejo, da indústria e dos serviços, os empresários estão aprendendo a vender primeiro a si mesmos, e só depois, suas soluções. Essa virada de chave tem impulsionado o mercado de educação corporativa e transformado o branding pessoal em um novo pilar do crescimento empresarial. A lógica é simples: quem é visto, é lembrado. 

Na linha de frente dessa transformação está o mercado de educação empresarial, que tem se adaptado para atender uma nova demanda dos líderes brasileiros: dominar não apenas gestão e estratégia, mas também narrativa e presença digital. A tendência acompanha a valorização crescente da figura do CEO como comunicador da própria marca. Segundo pesquisa inédita do Grupo X,  hub de educação empresarial, realizada com com empresários de diferentes regiões do Brasil, 41,7% buscam capacitação com o objetivo de estimular a inovação e a adaptação ao mercado. Em paralelo, temas como branding pessoal, marketing estratégico e autoridade digital ganham espaço entre as prioridades de formação, com empreendedores buscando se posicionar de forma mais ativa nas redes e ampliar sua influência para além dos limites operacionais da empresa.

O impacto desse movimento já é percebido na forma como empresários se posicionam. “Antes, o foco estava apenas na operação. Hoje, os empresários entendem que a forma como se comunicam também influencia diretamente no crescimento da empresa”, afirma Jorge Kotz, CEO do Grupo X. O crescimento da busca por capacitações voltadas ao marketing estratégico e ao branding pessoal reflete uma mudança mais ampla no perfil do empreendedor brasileiro, que agora vê na própria imagem uma alavanca de vendas, reputação e acesso a oportunidades antes restritas a grandes marcas. Nesse contexto, surgem hubs de educação empresarial, como o Grupo X, que tem estruturado formações específicas para atender essa nova demanda. Em vez de focar apenas na gestão tradicional, os programas mais procurados hoje combinam conteúdo técnico com estratégias de posicionamento e influência, ocupando um lugar central nas estratégias de crescimento de pequenas e médias empresas em todo o país.

70% das vendas de decoração vêm de mulheres millennials e geração X, aponta Giuliana Flores

A Giuliana Flores registrou um aumento de 30% nas vendas de produtos voltados à decoração entre janeiro e junho de 2025, impulsionado principalmente por mulheres millennials e da geração X. Segundo levantamento feito com base no perfil de compra dos clientes da marca nesse período, consumidoras entre 30 e 55 anos, especialmente das regiões Sudeste e Sul, têm investido cada vez mais em arranjos permanentes, flores desidratadas e vasos com plantas frescas para compor os ambientes. Representando 70% das compras, esse público demonstra maior interesse por itens que unem estética, bem-estar e personalidade nos espaços da casa.

Entre as categorias que mais se destacaram no período estão os arranjos permanentes, como as rosas preservadas da linha Home Decor, além de velas aromáticas, sprays de ambiente e vasos com flores frescas. As compras ocorreram tanto pelo e-commerce quanto nas lojas físicas da marca, refletindo o interesse dos consumidores por soluções decorativas em diferentes canais. O ticket médio dessas compras ficou entre R$ 200 e R$ 350, valor superior ao ticket médio geral, o que reforça o caráter premium e a proposta de valor agregado desses produtos.

Para impulsionar ainda mais as vendas, a companhia tem apostado em datas comemorativas, aproveitando a busca por presentes afetivos e personalizados. Entre as principais ocasiões que movimentaram o segmento decor estão o Dia dos Namorados, o Dia Internacional da Mulher e, principalmente, o Dia das Mães, que aparece como a data de maior destaque para o comércio depois do Natal. Nessas épocas, o interesse por plantas e produtos decorativos ganha força, com os consumidores buscando opções que unam beleza e significado.

Como parte de sua estratégia para estimular o uso de plantas e afins na decoração, a marca investiu em campanhas digitais que apresentam ideias de composição e ambientação com seus produtos. A empresa também fortaleceu a produção de conteúdos no blog e nas redes sociais, com sugestões e combinações que inspiram os consumidores a integrarem buquês e itens decorativos em diferentes estilos de ambientes.

“Temos acompanhado de perto o comportamento das nossas consumidoras e percebemos um movimento muito claro: as plantas e os itens de decoração passaram a fazer parte do dia a dia delas, não apenas em datas comemorativas, mas também como elementos para transformar os ambientes da casa. Por isso, além de ampliar nossas linhas com velas aromáticas, sprays de ambiente e kits que combinam diferentes produtos. Estamos investindo fortemente em campanhas de conteúdo com temas como ‘Decore sua casa com flores’. Nosso objetivo é inspirar o público a enxergar os arranjos florais como peças-chave para o lar e oferecer soluções que unam beleza, bem-estar e personalidade aos espaços”, compartilha Clóvis Souza, fundador e CEO da Giuliana Flores.

E-commerces de moda podem aumentar conversão em 32% com estratégias sazonais, aponta levantamento da Flowbiz

Lojistas que adaptam as estratégias de marketing do seu E-commerces de moda a cada coleção convertem até 32% mais do que concorrentes com campanhas genéricas. O dado é o principal destaque de um novo guia de estratégias lançado pela Flowbiz (antiga Mailbiz), especialista em CRM e automação para o varejo online.

O levantamento aponta que, embora o lançamento de uma nova coleção seja o momento de maior potencial de vendas para uma marca, muitas empresas subaproveitam a oportunidade por não adaptarem sua comunicação e a experiência do cliente a essa novidade, perdendo em engajamento e, consequentemente, em receita.

O poder da personalização e da automação inteligente

Para capitalizar sobre as novas tendências, o guia da Flowbiz detalha um conjunto de ações práticas. A primeira recomendação é a personalização da comunicação através da segmentação inteligente de clientes, direcionando ofertas com base no histórico de compras e comportamento. A eficácia desta tática é comprovada por dados do “CRM Report”, outro estudo de mercado também realizado pela empresa, que mostra que a segmentação de campanhas pode gerar um aumento de até 50% na taxa de abertura de e-mails.

Outra estratégia fundamental abordada no guia é a automação de jornadas, como a criação de fluxos de boas-vindas para novos inscritos. O impacto dessa ação no faturamento é direto, com os especialistas da Flowbiz indicando que lojas que implementam esses fluxos registram um aumento de vendas de até 143%.

Canais de comunicação e a experiência do cliente

O material para e-commerces de moda também enfatiza a importância de renovar a “vitrine virtual” a cada coleção, com a atualização de banners e a criação de interações que engajem o cliente. Além disso, o material recomenda o uso estratégico de canais diretos como o WhatsApp para táticas de alta conversão.

A força deste canal para ações como a recuperação de carrinhos abandonados, uma das táticas sugeridas, é validada pelos dados do CRM Report: enquanto a taxa de recuperação de receita via e-mail é de 3,9%, quando a abordagem inclui o WhatsApp, o índice mais que dobra, chegando a 7,28%.

A estratégia de e-mail, segundo as orientações, deve ser focada em relevância, com a criação de seções temáticas como “Novidades da nova coleção” e “Looks combinados”, utilizando imagens e vídeos que transmitam a atmosfera das novas peças.

Os dados e estratégias apresentados pela Flowbiz indicam que, em um mercado de moda cada vez mais competitivo, a adaptação da comunicação a cada nova coleção tornou-se um fator crucial não apenas para o engajamento, mas para a performance de vendas do e-commerce.

Não usar agentes de IA te deixará fora do jogo de vendas em breve

Enquanto muitos ainda desconhecem ou não aplicam o uso de agentes de Inteligência Artificial, os que já utilizam estão tornando o ciclo de venda muito mais certeiro e veloz. Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita com 2 mil americanos apontou que 65% deles acredita que a IA conhece os hábitos de consumo deles igual ou melhor que as pessoas mais próximas, e 53% acredita que ela conhece os hábitos de consumo tanto ou até mais que eles mesmos, segundo estudo encomendado pela UserTesting e conduzido pela OnePoll.

Para que as campanhas e ofertas sejam certeiras, os agentes de IA são fundamentais, ainda que, para muitas empresas, principalmente as B2B, o humano na ponta seja indispensável para fechar negócio. A diferença dos agentes começa já na identificação, a tecnologia analisa grandes volumes de dados para identificar mínimos comportamentos de potenciais compradores. Se você é empresário, pense em ter um colaborador disponível 24/7 gerando leads, qualificando, personalizando as abordagens, contatando e ajudando no acompanhamento. 

Tudo começa pela automação básica — aquela que você provavelmente já conhece: captar dados para entender se o lead está dentro do público-alvo, personalizar abordagens com mensagens mais relevantes e agendar reuniões.

Mas o verdadeiro diferencial está além disso: usar IA para analisar grandes volumes de dados, identificar padrões de comportamento e priorizar os leads com maior chance real de conversão. Assim, o time de vendas recebe os contatos certos, no momento certo — e o humano na ponta pode focar no que faz de melhor: fechar negócios.

Nesse novo cenário, o time comercial já acessa bases de dados enriquecidas para identificar até o timing ideal de contato com cada prospect. A IA deixa de ser apenas um recurso pontual — como personalizar uma mensagem — e passa a atuar diretamente no topo do funil, analisando interações, sinais de comportamento e qualificando leads via canais como WhatsApp, de forma contínua e inteligente. “O resultado é uma prospecção cada vez menos intuitiva e mais eficiente. Trata-se de conectar a jornada de compra aos objetivos de receita da empresa”, afirma Arthur Sorelli, CMO da Nuvia, plataforma de inteligência comercial com IA.

Muito se fala sobre como a IA pode aumentar a produtividade gerando mais leads do que um humano seria capaz. Mas pouco se discute o seu real poder: impulsionar a conversão. A questão não é marcar mais reuniões — é marcar as reuniões certas, aquelas em que a chance de fechar negócio é altíssima”, destaca Arthur Sorelli, que antes de cofundar a Nuvia, atuou como Head Global de Marketing na Omnibees, além de passagens por Unilever, LATAM Airlines, Rakuten, entre outras.

Atualmente, segundo estudo da McKinsey, no início de 2025, 72% das empresas B2B globais já haviam adotado ao menos uma ferramenta de automação de vendas. No Brasil, um levantamento da RD Station mostra que 58% dos negócios que investiram em automação de marketing e vendas conseguiram aumentar a geração de oportunidades qualificadas no último ano.

O  executivo acredita que, à medida que mais empresas adotem agentes de IA, a diferença de desempenho em relação às que não utilizam a tecnologia será cada vez mais evidente. “O uso não será inevitável apenas por ser uma tendência do momento. Mas sim porque, quanto mais esses agentes forem utilizados, mais inteligentes e precisos eles se tornam — aprendendo com cada interação, seja ela bem-sucedida ou não. Os resultados vão falar por si”, afirma Arthur.

“Até quando?” Gabriel O Pensador processa lojas virtuais por uso indevido de música e acende alerta no e-commerce

Um dos maiores ícones do rap nacional, o cantor e compositor Gabriel O Pensador ingressou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro contra duas das principais plataformas de e-commerce do país, Mercado Livre e Shopee, além de outras sete lojas virtuais. A disputa gira em torno do uso não autorizado de trechos da canção “Até Quando” em produtos como camisetas, quadros e itens de decoração. Lançada em 1993, tornou-se uma das músicas mais emblemáticas do rap brasileiro.

Quando uma música se torna um hit e conquista o imaginário popular, é comum que empreendedores vejam nela uma oportunidade para lucrar. Porém, esse movimento nem sempre respeita os direitos autorais e de imagem dos artistas. É justamente aí que surgem os riscos jurídicos e o ponto de alerta para quem comercializa sem autorização.

De acordo com Luiz Fernando Plastino, advogado do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e especialista em Propriedade Intelectual, a Lei de Direitos Autorais proíbe o uso de obras intelectuais, salvo mediante autorização ou em situações específicas, chamadas de limitações dos direitos autorais, em que o uso não é uma infração. “A reprodução de trechos de uma música em produtos pode ser proibida por lei se a reprodução não se limitar a pequenos trechos e desde que ela não seja o principal atributo do produto nem cause um prejuízo injustificado ao autor ou dono da música”, explica.

Na visão de Kevin de Sousa, advogado civilista e mestre em Direito da Personalidadesócio no escritório Sousa & Rosa Advogados, a proteção jurídica do artista brasileiro é teoricamente sólida, mas praticamente desafiadora, combinando o artigo 20 do Código Civil – que protege imagem e honra – com os direitos morais do artigo 24 da Lei 9.610/98, criando um escudo duplo.

“Vejo três pilares fundamentais aqui: primeiro, o direito à integridade da obra, que impede sua deturpação; segundo, o direito de paternidade, garantindo o reconhecimento da autoria; terceiro, a proteção contra uso comercial não autorizado que desvirtue o contexto original”, argumenta.

Além disso, o uso indevido de obras artísticas, como a do rapper, vai além do aspecto financeiro. “Particularmente relevante no caso do Gabriel O Pensador, quando uma obra de protesto social vira estampa de camiseta sem contexto, atinge-se não apenas o bolso do artista, mas sua identidade criativa e mensagem política”, defende o advogado.

Responsabilização das plataformas

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu recentemente que plataformas digitais, como os marketplaces, podem ser responsabilizadas por conteúdos ilegais publicados por terceiros, mesmo sem decisão judicial, dependendo do caso. Essa decisão muda o entendimento que valia antes, segundo o qual essas empresas só poderiam ser responsabilizadas se descumprissem uma ordem judicial. Agora, o STF entende que essa regra não dá conta de proteger os direitos das pessoas na internet, especialmente em situações mais graves.

“Além disso, se a plataforma for notificada e não tomar nenhuma providência, ou ainda se estiver lucrando com esses produtos, direta ou indiretamente, ela pode ser responsabilizada pelos danos causados ao artista”, alerta Victória Dias, advogada do Ambiel Bonilha Advogados e especialista em Direito do Entretenimento e Propriedade Intelectual.

“O STF também deixou claro que as plataformas precisam ter regras de moderação, canais de denúncia que funcionem de verdade e relatórios de transparência. Se não tiverem esses mecanismos, isso também pesa contra elas na hora de uma eventual responsabilização”, complementa a advogada.

Dados revelam que o consumidor se antecipa às compras do Dia dos Pais no digital

O Dia dos Pais segue como uma das datas mais relevantes para o varejo digital brasileiro. Em 2024, o setor movimentou cerca de R$6,56 bilhões com a data, segundo a ABComm, um crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior. Já o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) aponta que, entre os dias 5 e 11 de agosto, o e-commerce registrou alta de 4% no faturamento em comparação ao mesmo período de 2023. Segundo análise da  Nubimetrics, plataforma de inteligência de vendas que usa big data e IA transformando dados em insights para sellers e grandes marcas, categorias como barbearia, churrasco e tecnologia ganham destaque e exigem preparação prévia para aproveitar da melhor maneira o potencial da data.

Embora o pico das compras tenha ocorrido no próprio domingo comemorativo no ano passado, o aquecimento no online começou antes, e a tendência é que o mesmo ocorra em 2025. “Estudando o comportamento do consumidor em datas como esta constatamos que a movimentação do consumidor no digital em maior volume começa quase um mês antes, reforçando a importância de estratégias antecipadas de divulgação para capturar a atenção do público desde os primeiros sinais de intenção de compra”, destaca Juliana Vital, Global Chief Revenue Officer da  Nubimetrics.

Para aproveitar esse momento ao máximo e conquistar melhores resultados, a informação é a maior aliada. Por isso, a profissional reuniu algumas das principais tendências de presentes que devem se destacar no e-commerce em agosto.

1. Cuidados pessoais em alta: lâminas e kits mais completos

Em 2024, os kits de barbear lideraram a intenção de compra na categoria Barbearia. Mas, ao observar as buscas mais recentes, a especialista revela que é possível notar uma mudança no comportamento do consumidor ao longo dos anos: cresce o interesse por soluções práticas, como as lâminas de barbear. “Para se destacar, a dica é apostar em combos mais completos, que combinem aparadores com óleos ou balms, oferecendo uma experiência mais sofisticada e atrativa para quem vai presentear”, ressalta a especialista.

2. Churrasco: a aposta em acessórios menos explorados

A palavra-chave “kit churrasqueira” está em alta, tanto nas buscas quanto no desempenho dos anúncios, indicando uma forte tração no digital. Para quem deseja escapar da concorrência mais direta, vale apostar em acessórios com menor saturação e boa procura, como: pegadores, aventais personalizados, termômetros de carne ou facas profissionais.

4. Ferramentas: segmento cresce e exige estratégias mais inteligentes

O segmento de ferramentas elétricas vem ganhando cada vez mais força. Só em 2025, essa categoria já registra crescimento de quase 25% no e-commerce, com previsão de atingir seu primeiro pico do ano em agosto. Subnichos como o de parafusadeiras apresentam alta competitividade, especialmente em anúncios com catálogo. “Nesses casos de mais vendedores e marcas comercializando o mesmo tipo de produto, o uso de inteligência artificial para análise de mercado e tomada de decisão se torna um diferencial importante para conquistar relevância e conversão”, explica Juliana.

“Comportamentos como esses reforçam a importância de olhar para os dados de forma estratégica. Com inteligência e planejamento antecipado, marcas e vendedores conseguem aproveitar o Dia dos Pais não apenas como uma data de pico, mas como uma oportunidade para se conectar de maneira mais eficiente com o consumidor e se destacar no digital”, finaliza a especialista.

Live Commerce que Vende: não é só sobre carisma. É sobre estrutura.

O live commerce, ou comércio ao vivo, não é apenas uma tendência: é uma evolução no comportamento de consumo. A combinação de experiência interativa com conveniência e urgência tem transformado transmissões em verdadeiros canais de vendas. Porém, o sucesso de uma live vai muito além da carisma de um apresentador ou da qualidade da imagem — ele depende de uma operação comercial inteligente, integrada e orientada por dados.

Nesse contexto, o papel de Sales Operations (Sales Ops) é essencial para que o live commerce não seja apenas uma ação pontual, mas sim uma estratégia escalável e rentável dentro da jornada comercial. Sales Ops é quem estrutura o planejamento, organiza a engrenagem por trás da operação, acompanha a performance em tempo real e transforma cada live em um ativo de melhoria contínua. Em vez de depender apenas da sorte ou da viralização, a empresa passa a trabalhar com previsibilidade, eficiência e margem.

Este artigo apresenta como quatro frentes importantes da gestão estratégica são  decisivas no live commerce: planejamento estratégico, organização operacional, execução em tempo real e análise pós-live. Em cada parte, trazemos exemplos práticos, aprendizados de mercado e recomendações que ajudam marcas e equipes a vender mais, com menos improviso e mais inteligência.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Toda live de vendas começa antes de ligar a câmera. O planejamento estratégico é o que define se uma transmissão será apenas mais uma ação promocional ou se ela fará parte de uma engrenagem comercial lucrativa e alinhada aos objetivos de negócio. Neste estágio, Sales Ops atua como braço estratégico da liderança comercial, traduzindo metas corporativas em ações claras, metas viáveis e indicadores mensuráveis.

Definir o que será vendido, para quem, com qual proposta de valor e qual resultado se espera não é tarefa intuitiva — é técnica. Sales Ops garante que o planejamento seja feito com base em dados históricos, perfil de clientes, potencial de margem e capacidade operacional da empresa. É o momento de tirar a estratégia do PowerPoint e colocá-la no campo, com foco, direcionamento e propósito.

Objetivos Claros

Antes de definir o roteiro da live, é papel de Sales Ops provocar reflexões estratégicas como:

  • Qual é o principal objetivo da ação? (Conversão imediata, nutrição de leads, escoamento de estoque, branding?)
  • Quais são os KPIs primários? Faturamento? CAC? ROAS?
  • Qual o perfil de público-alvo desta live? Novo, recorrente, promocional ou premium?

Ter clareza nesses pontos é o que diferencia uma live com direção de uma tentativa no escuro.

Estudo de caso 1:
Uma marca de beleza estabeleceu como objetivo gerar leads qualificados para funil de skincare anti-idade. Com isso, optou por uma abordagem mais educativa e ofereceu um e-book gratuito no final da live, captando 1.200 leads segmentados e reduzindo o CPL em 35%.

Estudo de Caso 2:
Uma empresa de eletrônicos precisava liquidar um lote de aparelhos descontinuados, e Sales Ops estruturou a live como “queima relâmpago” com ofertas de tempo limitado e gatilhos de escassez. O estoque zerou em 1h20 de transmissão.

Crie KPIs específicos para lives

Sales Ops tem a responsabilidade de transformar o objetivo da live em indicadores operacionais e táticos para acompanhamento em tempo real.

KPIs recomendados:

  • Vendas por minuto e por produto;
  • Pico de audiência x momento da oferta;
  • Engajamento no chat por bloco de tempo;
  • Abandono de carrinho ao vivo;
  • Taxa de conversão por canal de entrada;
  • ROAS (Retorno sobre Investimento Publicitário) da live.

Estudo de Caso 1:
Durante uma live de moda, o acompanhamento do KPI “vendas por minuto” permitiu ajustar a apresentação dos looks mais vendidos, o que aumentou a taxa de conversão geral em 21%.

Estudo de Caso 2:
Em uma live de brinquedos, a taxa de abandono de carrinho em tempo real disparou após a apresentação de produtos acima de R$ 500. Com base nisso, a equipe introduziu kits promocionais com ticket menor — e recuperou 18% dos carrinhos abandonados ainda durante a transmissão.

PRÉ-PRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA OPERAÇÃO: O “BACKSTAGE” DE VENDAS

Se a live é o palco, o sucesso do espetáculo está nos bastidores. A etapa de pré-produção e organização operacional é onde o Sales Ops brilha ao garantir que todas as engrenagens estejam em perfeita sincronia: catálogo, estoque, logística, atendimento, pagamento, tecnologia e discurso comercial. Sem essa estrutura, a live pode até ter audiência, mas dificilmente terá performance.

Aqui, o papel de Sales Ops é atuar como hub de integração entre as áreas, garantindo fluidez no processo de ponta a ponta. A missão é simples, mas poderosa: tirar fricção do caminho da conversão. Isso inclui prever gargalos, alinhar sistemas, revisar margens, garantir produtos estratégicos no estoque e validar que a operação está pronta para transformar a atenção do público em vendas reais.

Integração entre estoques, canais e plataformas

Evitar rupturas, falhas no checkout ou atraso de entrega começa com integração. Sales Ops deve garantir:

  • Conexão do sistema de estoque com a plataforma de vendas;
  • Sincronização entre meios de pagamento (PIX, link, QR Code, carteira digital);
  • Automatização dos fluxos com CRM, WhatsApp, chatbot e atendimento.

Estudo de Caso 1:
Um pet shop online passou a usar link de pagamento via WhatsApp Business integrado ao ERP. Antes, o link era enviado manualmente. A automação aumentou a conversão no canal direto em 47% e reduziu o tempo médio de atendimento de 6 para 1 minuto.

Estudo de Caso 2:
Uma loja de calçados enfrentava problemas de overselling. Após a integração entre o estoque físico e o e-commerce feita por Sales Ops, as rupturas foram reduzidas em 92% e as reclamações por falta de produto despencaram.

Curadoria comercial + margem

A seleção de produtos não pode ser aleatória. Sales Ops, junto ao time de pricing, deve garantir um portfólio com equilíbrio entre:

  • Margem bruta sustentável;
  • Potencial de giro;
  • Potencial de engajamento (produto que “aparece bem” na câmera);
  • Alinhamento com o tema da live e com o comportamento do público.

Estudo de Caso 1:
Em uma live de utensílios gourmet, produtos com margem superior a 60% foram priorizados. Para manter atratividade, foi criado um kit com bônus (panela premium + avental) que agregou valor percebido, aumentando o ticket médio em 38%.

Estudo de Caso 2:
Uma loja de moda feminina utilizou a matriz BCG para definir os produtos da live. As “vacas leiteiras” foram os carros-chefes com ofertas atrativas, enquanto as “interrogações” foram posicionadas com exclusividade e estoque limitado, gerando FOMO (medo de perder) e disparando as vendas desses itens em 74%.

EXECUÇÃO EM TEMPO REAL: VENDER COM INTELIGÊNCIA AO VIVO

A live começa, e com ela, começa o jogo da performance ao vivo. Não há tempo para achismos. Durante a execução, o papel de Sales Ops é garantir que os dados falem mais alto do que a intuição. É nessa hora que decisões rápidas, baseadas em dashboards, permitem ajustes certeiros que aumentam conversão, recuperam quedas ou ampliam o impacto de uma ação.

Sales Ops acompanha o desempenho da transmissão segundo a segundo: monitorando KPIs como vendas por minuto, engajamento, canal de entrada, cliques no botão de compra e muito mais. A missão é clara: fornecer inteligência em tempo real para que a equipe no front tome decisões embasadas e táticas, como mudar o roteiro, ativar um gatilho ou empacotar uma nova oferta relâmpago. Quem tem dado, não improvisa. Ajusta. Converte. Escala.

Monitoramento dinâmico de performance

Durante a transmissão, o time de Sales Ops deve estar com:

  • Painel de performance por produto;
  • Comparação entre audiência e conversão;
  • Canal de entrada (orgânico, pago, link direto);
  • Mapa de cliques e ações no chat.

Estudo de Caso 1:
Durante uma live de eletrônicos, ao notar queda de conversão após 30 minutos, Sales Ops recomendou um “desconto surpresa por 10 minutos”. A ação recuperou a curva e gerou um pico de vendas 4x maior que a média da live.

Estudo de Caso 2:
Uma marca de cosméticos identificou que a audiência estava mais engajada com trechos de demonstração prática. A orientação em tempo real foi mudar o roteiro, priorizando a aplicação dos produtos ao invés da explicação técnica — o tempo médio de permanência subiu 33%.

PÓS-LIVE: ANÁLISE, MELHORIA E CICLOS ÁGEIS

O encerramento da live não é o fim — é o começo de um novo ciclo de performance. O pós-live é onde o Sales Ops mergulha nos dados, cruza indicadores e transforma aprendizados em decisões práticas para as próximas transmissões. Mais do que reportar o que aconteceu, essa etapa é sobre entender por que aconteceu, o que funcionou, o que pode ser ajustado e como escalar os acertos.

A atuação estratégica aqui envolve aplicar metodologias como PDCA e ciclos de aprendizado contínuo. Com isso, o Sales Ops ajuda a empresa a sair do modo “tentativa e erro” e entrar no modo “execução iterativa com melhoria contínua”. Em resumo: cada live precisa ser melhor que a anterior — não por sorte, mas porque os dados assim mostraram.

Decisões baseadas em dados

Com dados estruturados, Sales Ops entrega análises como:

  • Produtos com alta visualização, mas baixa conversão;
  • Curva de engajamento e abandono por minuto;
  • Performance por canal de aquisição;
  • Rácio de novos clientes vs. clientes recorrentes;
  • Valor de vida útil (LTV) dos leads gerados.

Estudo de Caso 1:
Uma empresa de móveis notou que 65% das compras na live vieram de clientes antigos. Decidiu usar a próxima transmissão para capturar novos leads, criando uma ação exclusiva de boas-vindas com frete grátis. Resultado: 2.500 novos cadastros e base renovada.

Estudo de Caso 2:
Uma marca de alimentos congelados percebeu que clientes que participaram da live tinham LTV 3x maior. Com base nisso, passou a investir mais em remarketing para esse público — aumentando o faturamento mensal em 18%.

Framework de melhoria contínua (PDCA adaptado ao live commerce)

Sales Ops aplica o ciclo PDCA como metodologia de performance escalável:

  • Plan – Com base nas métricas anteriores, cria-se um plano otimizado;
  • Do – Executa a live com foco nos aprendizados anteriores;
  • Check – Compara resultados com as metas e benchmarks;
  • Act – Refina processos, testes e implementa melhorias.

Estudo de Caso 1:
Após uma série de três lives, uma rede de farmácias documentou os aprendizados e criou um playbook de boas práticas para todas as franquias. O padrão elevou a conversão média em 23% na rede.

Estudo de Caso 2:
Em uma marca de decoração, foi testado um novo formato de live com menor duração e foco em um único cômodo por episódio. O engajamento e a retenção aumentaram 50% em relação ao modelo tradicional.

Conclusão

A força por trás de uma operação de live commerce bem-sucedida não está apenas na frente das câmeras, mas no que acontece antes, durante e depois da transmissão. É nesse cenário que o Sales Ops assume um papel protagonista, conectando estratégia e execução, dados e decisão, bastidor e resultado. Sua atuação garante que cada etapa — da escolha do mix de produtos até a análise pós-live — ocorra de forma coordenada, sem improvisos e com foco em performance. Sem essa governança operacional, o crescimento é acidental; com ela, torna-se previsível e escalável.

Complementar a isso, o Sales Enablement entra como o motor de preparo e performance humana. Treinar o time que conduz as lives, garantir domínio do discurso comercial, alinhamento de narrativas, fluência nas ofertas e domínio dos produtos não é um luxo — é pré-requisito para converter atenção em vendas. Enablement eficaz prepara apresentadores, operadores, SACs e áreas comerciais para entregarem a melhor experiência possível, mesmo em situações adversas ou de alta pressão. Em live commerce, quem está no ar precisa estar no ponto.

Para que tudo isso funcione, é fundamental entender que estratégia não é o que se planeja — é o que se entrega de forma consistente. Empresas que tratam live commerce como uma ação isolada ou “moda do momento” tendem a colher resultados inconsistentes. Já aquelas que inserem essa frente dentro de um modelo comercial estruturado, com metas claras, rotinas bem definidas e governança de ponta a ponta, conseguem extrair o máximo potencial do canal e integrá-lo à sua jornada de vendas omnichannel.

Em um mercado cada vez mais competitivo, ter uma estratégia clara, orientada por dados e habilitada por operações inteligentes, não é diferencial — é questão de sobrevivência. Live commerce exige agilidade, mas também exige método. Exige criatividade, mas exige estrutura. O segredo está em combinar os dois mundos: o brilho da vitrine com a precisão dos bastidores. E é aí que Sales Ops, Enablement e inteligência comercial se encontram para transformar audiência em resultado e engajamento em crescimento sustentável.

iFood Move 2025 trará grandes nomes do Marketing para trazer dicas imperdíveis aos donos de restaurantes

Grandes nomes do Marketing vão trazer dicas imperdíveis para empresários durante o iFood Move 2025, evento que se consolida este ano como maior encontro de restaurantes da América Latina que acontece nos dias 5 e 6 de agosto, no São Paulo Expo.

No primeiro dia, Fábio Medeiros, diretor de marketing da Bacio di Latte, vai apresentar os bastidores da empresa e as estratégias que transformaram uma visão empreendedora em um negócio escalável e lucrativo, com foco em operação, vendas e marketing. Com a palestra “Desmarketize-se”, João Branco, ex-VP de marketing do Méqui, vai trazer uma nova visão, mostrando como criar conexões autênticas com o consumidor, humanizar marcas e gerar crescimento com propósito, se destacando de verdade.

No palco da Academia do Delivery, Michael Menezes, especialista em marketing digital, vai apresentar a ciência por trás do conteúdo que vende. Quem acompanhar esta palestra vai descobrir os formatos mais eficazes, técnicas de storytelling e como estruturar um calendário editorial estratégico para seu delivery. Além de sair com ferramentas práticas para transformar suas redes sociais em canais de vendas.

O segundo dia também está imperdível para quem busca aprender mais sobre Marketing. O palco Sucesso & Estratégia de Vendas vai receber Lohran Soares, CEO e fundador da Milky Moo, que vai trazer dados, criatividade e personalização na prática: como estratégias de marketing digital e growth estão impulsionando o crescimento de negócios no foodservice e gerando resultados concretos. Um painel com cases de sucesso e um olhar prático sobre o que realmente funciona no dia a dia.

Outro case inspirador será o da marca Dengo, apresentado por Renata Lamarco, Diretora de Marketing e Canais Digitais da empresa. Neste painel, a palestrante vai apresentar a trajetória de uma empresa que valoriza o cacau nacional, capacita pequenos produtores e transforma a experiência do consumidor em uma poderosa alavanca de crescimento.

Confira a programação completa do iFood Move 2025 aqui

Um evento para transformar o futuro dos restaurantes

Em uma edição ainda mais robusta, o iFood Move 2025 promete mais de 70 horas de conteúdo, com seis palcos simultâneos e mais de 100 palestrantes. Além do palco principal, o evento terá a “Academia de Delivery” expandida, que neste ano contará com dois palcos para aulas práticas. Além disso, também terá uma área de exposição de produtos e iniciativas do setor, como grandes nomes da indústria, para os empresários e uma premiação que reconhece o melhor serviço no delivery: o Prêmio iFood de Super Restaurantes.

Excelência no iFood Move 2025

Além disso, no palco principal do evento, Usain Bolt compartilhará sua jornada empreendedora com aproximadamente 12 mil proprietários de restaurantes. Em uma conversa inédita, o ex-atleta revelará como fez a transição de uma lenda esportiva para um bem-sucedido empresário, discutindo os desafios enfrentados desde a fundação de seu primeiro restaurante até a expansão da marca, conectando sua história de recordes nas pistas à criação de empreendimentos globais. Bolt demonstra que aqueles que aceleram com propósito podem moldar seu próprio futuro.

O iFood Move 2025 também contará com outros grandes nomes que inspiram e compartilham conhecimentos do universo gastronômico, mas principalmente de suas histórias inspiradoras. Entre eles, está Galvão Bueno, que se reinventou, é proprietário da marca de vinhos Bueno Wines, e vai levar sua história como inspiração para donos de restaurantes consolidados e do grande público. Além disso, Galvão trará, por meio de histórias que mostram como a mentoria, a determinação e os grandes sonhos o ajudaram a atingir novos patamares de excelência, tanto no esporte quanto no mundo dos negócios, sempre de forma resiliente.

Outro destaque será Boninho, um dos grandes nomes da TV Brasileira e célebre executivo deste universo. Conhecido por programas líderes de audiência, falará sobre criatividade como forma de inovação e como transformar negócios em ícones de sucesso. Os participantes do iFood Move 2025 também vão contar com as ilustres presenças de Renata Lamarco, diretora de Marketing da Dengo; e João Diamante, premiado chef e fundador do projeto Diamantes na Cozinha.

Os executivos do iFood que novamente marcarão presença e trarão novidades ao público são Diego Barreto, presidente da empresa; Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade; Roberto Gandolfo, presidente de Marketplace; Bruno Henriques, presidente do iFood Pago.

Serviço:

Data: 5 e 6 de agosto de 2025

Local: São Paulo Expo, São Paulo, SP

Ingressos: Os interessados podem adquirir ingressos pelo site oficial do evento, www.ifoodmove.com.br.