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Empresa lança “kit” para otimizar logística em 2025 com docas mais produtivas

Com o comércio eletrônico em alta e as pessoas cada vez mais imediatistas em suas compras, superar gargalos para escoar a produção tem sido um desafio para indústrias e galpões logísticos espalhados por todo o Brasil.

Um dos desafios mais comuns é a falta de efetividade das docas. Segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), caminhões passam até 40% mais tempo parados nas docas — tempo este que poderia ser utilizado para agilizar as entregas e impactar positivamente toda a cadeia produtiva. Já a Fundação Dom Cabral aponta que, só em 2024, o custo logístico no Brasil alcançou 12,7% do PIB, acima da média global de 10%.

Para Marcelo Lonzetti, especialista em tecnologia RTLS e diretor da ztrax, o mercado brasileiro ficou para trás em termos de inovação quando comparado aos seus pares mundiais na indústria. Por isso, ele defende o uso da tecnologia para reverter esse quadro:

“Saber qual doca está operando com maior ou menor produtividade é uma tarefa simples com o apoio da tecnologia certa. É preciso dashboards em tempo real e sinalizadores de performance para alcançar a agilidade cobrada mundialmente.”

A companhia lançou recentemente um novo produto chamado kit “Doca Produtiva”, que combina a tecnologia de rastreamento em tempo real de pessoas e ativos com ajustes operacionais nas docas — áreas-chave onde os caminhões realizam carregamentos e descarregamentos. O objetivo é organizar o fluxo de entrada e saída de cargas, reduzindo o tempo ocioso e aumentando a eficiência.

Em testes iniciais reportados pela empresa, o sistema já apontou redução de até 30% no tempo de espera em algumas operações. Lonzetti reforça a importância da inovação:

“Atrasos em docas, falta de visibilidade nas entregas e infraestrutura saturada são velhos conhecidos do setor. É preciso mudar esse jogo com ferramentas como o RTLS (Real-Time Location Systems). Soluções assim trazem dados concretos para a tomada de decisão, sem emoções ou achismos — apenas com base em informações reais.” finaliza o especialista

Aperfeiçoar a estrutura de marketing ajuda e-commerce a alcançar resultados mais satisfatório

À primeira vista, pode parecer óbvio, que ter um marketing bem estruturado auxilia as empresas no geral a alcançar resultados mais relevantes. Afinal, é esse o departamento da empresa responsável por aproximar a companhia do seu público consumidor, qualquer que ele seja. Claro, a premissa é válida no caso do e-commerce.

É essencial que as equipes responsáveis pelo marketing das lojas online entendam as expectativas dos consumidores em cada período do ano para preparar ações assertivas para a ocasião. Se as lojas online não fizerem um movimento prévio de planejamento e preparo da estrutura do e-commerce para não perder oportunidades preciosas de vendas as chances de alcançar resultados diferenciados só diminui. 

Pode parecer absurdo, mas ainda há casos de lojas que perdem vendas e a chance de cativar clientes simplesmente pela falta de estrutura e ausência de investimento em ferramentas de automação, que são fundamentais no mercado atual, em que a competitividade e a disputa por um cliente são altíssimas!

Ter uma plataforma que automatize o marketing da loja online pode auxiliar o e-commerce a aumentar o volume de vendas em até 50%. Ou seja, esse é um investimento que efetivamente traz resultados e faz a diferença na hora de fomentar as vendas independente da época do ano.

Ao adicionar novas tecnologias à operação da loja online, além de ganhar tempo, o lojista também alcança mais efetividade e assertividade na comunicação, sem deixar de dar a própria identidade e personalidade às mensagens encaminhadas aos clientes nos mais diversos momentos de compra – ou de desistência da aquisição dos produtos desejados.

É claro, essas ferramentas de automação do marketing precisam ser utilizadas de maneira estratégica. Uma situação em que há eficácia na aplicação da tecnologia envolve a recuperação daquele cliente que enche seu carrinho virtual, mas por algum motivo não conclui a compra. Para essas situações, uma boa estratégia é adotar um recuperador de carrinhos abandonados, que permite acionar o cliente por um e-mail cadastrado anteriormente fazendo um lembrete dos itens já separados e até incentivando a conclusão da compra com um cupom de desconto, frete grátis ou outra ação especial.

No caso do cliente que sequer colocou itens no seu carrinho de compras, a indicação é fazer uso de ferramentas que identificam e acompanham automaticamente o fluxo de navegação dos consumidores das lojas online. Essas soluções constatam qual era o item de interesse e iniciam uma jornada de automação de marketing, pela qual os produtos passam a ser sugeridos àquele cliente por e-mail, SMS, whatsapp e outros meios.

Outros resultados interessantes podem ser conquistados com o uso de ferramentas que geram gatilhos para compras e por tecnologias que viabilizam a recompra de produtos de uso recorrente. A primeira apresenta conteúdos customizados ao consumidor, tomando por base seus interesses anteriores. A segunda, por sua vez, estima o tempo médio para o consumo de cada produto, baseado no intervalo de tempo entre as compras de um mesmo item por uma série de clientes, além de algoritmos.

Avalie essas opções e, se possível, implemente-as na rotina do varejo digital. Isso pode trazer ganhos consideráveis e fazer total diferença na performance que o seu e-commerce vai alcançar durante este ano. Pense a respeito!

Como as inovações e tendências em IA impactam a rotina de líderes empresariais

Os líderes empresariais têm um papel crítico no funcionamento das empresas. Nesse cenário, a IA não é apenas uma ferramenta de automação, mas um catalisador de mudanças. Estudos da McKinsey apontam que empresas que adotam IA de forma estratégica crescem até 50% mais rápido do que concorrentes que resistem à mudança. A PwC estima que a IA adicionará US$ 15,7 trilhões à economia global até 2030. Por isso, é necessário entender os impactos da IA na cultura organizacional e antecipar disrupções.

Daniel Kahneman, ganhador do Nobel de Economia, demonstrou em seus estudos sobre viés cognitivo que resistimos ao novo por instinto de autopreservação, mesmo quando os benefícios são evidentes. Antonio Damasio, renomado neurocientista, explica que decisões são impulsionadas por emoções antes mesmo da razão atuar. Se não houver uma requalificação nas lideranças para compreender esses mecanismos, o medo da mudança será nosso maior inimigo

O uso da Inteligência Artificial está transformando indústrias, desafiando modelos de gestão e redefinindo a própria essência do trabalho. Não basta entender IA, é preciso compreender como liderar em um mundo onde as máquinas ampliam a capacidade decisória dos humanos. Estudos em neurociência comportamental indicam que o medo da mudança ativa áreas do cérebro relacionadas ao instinto de sobrevivência, enquanto a curiosidade e o aprendizado contínuo ativam o córtex pré-frontal, responsável pelo pensamento estratégico.

“No passado, liderança significava deter conhecimento e tomar decisões baseadas em experiência e intuição. Hoje, significa saber interpretar dados, identificar padrões invisíveis ao olho humano e, principalmente, garantir que a tecnologia seja uma aliada da estratégia empresarial, e não um substituto da inteligência humana. O verdadeiro valor da IA está em tornar sua empresa mais eficiente, com excelência e sem perda de tempo em processos operacionais que poderiam ser automatizados”, explica Evandro Lopes, especialista em Neurociência e CEO da SLComm.

Empresas como Amazon e Google já provaram que a IA não é um diferencial, mas uma necessidade. Na Amazon, com a integraçãoa IA foi possível programar os algoritmos de IA para analisar o comportamento dos consumidores e oferecer recomendações personalizadas. Já o Google, por meio do seu RankBrain, conseguiu classificar resultados de pesquisa e entender a intenção do usuário. Por outro lado, a Kodak e a Blockbuster são exemplos de organizações que ignoraram sinais de disrupção e pagaram o preço da estagnação.

A IA não se trata de empilhar tecnologias, mas de entender processos, identificar gargalos e redefinir fluxos para integrar mais inteligência à capacidade humana. O verdadeiro valor da IA está em tornar sua empresa mais eficiente, com excelência e sem perda de tempo em processos operacionais que poderiam ser automatizados. 

Redes sociais influenciam a compra de produtos nostálgicos para 92% das pessoas, aponta pesquisa

As redes sociais desempenham um papel decisivo na popularização de produtos  nostálgicos, segundo pesquisa realizada pelo Mission Brasil, maior plataforma de serviços recompensados do país.  O estudo revela que 92,3 % dos entrevistados percebem a influência direta dos conteúdos digitais no consumo de produtos vintage. Desses, 38,7% consideram o impacto das mídias sociais significativo, 34,6% sentem alguma influência e 19% se dizem pouco impactados. Apenas 7,62% afirmam não serem influenciados. 

O estudo, que ouviu mais de 400 pessoas, também aponta que 62% acreditam que a tecnologia é um fator decisivo para o consumo de produtos nostálgicos, enquanto 38% discordam dessa afirmação. Segundo Julio Bastos, CCO do Mission Brasil, plataformas como Instagram, TikTok e YouTube são motores poderosos na disseminação dessas tendências de consumo, ainda mais se tratando de artigos saudosos. “Essas redes são projetadas para destacar conteúdos virais, logo, como a nostalgia e tendências do passado estão em alta, o algoritmo dessas redes sociais acaba ‘recomendando’ tais conteúdos, criando uma espiral onde o que já foi popular no passado acaba retomado de forma amplificada”, detalha. 

Millennials e geração Z impulsionam o fenômeno vintage

A pesquisa destaca que a maioria dos consumidores de itens nostálgicos pertence às gerações Y (millennials, nascidos entre 1981 e 1996) e Z (nascidos entre 1997 e 2012), representando 50% e 43% do público, respectivamente. Para Bastos a digitalização tornou essas referências mais acessíveis. “Hoje qualquer pessoa pode revisitar ou até reimaginar um estilo, uma música ou uma estética dos anos 90 e 2000, por exemplo. Isso faz com que as marcas estejam especialmente atentas a esses padrões de consumo e como trazer a tona tendências, e até produtos de tais períodos, que possam despertar o interesse do consumidor. 

Nostalgia e consumo: videogames e moda lideram preferências

Os dados da pesquisa ainda revelam que a influência das redes sociais sobre o consumo de itens nostálgicos reflete diretamente nas escolhas dos consumidores. Videogames aparecem no topo da lista de produtos vintage mais adquiridos, com 25% das respostas, seguidos por roupas (22%), alimentos e bebidas (17%), doces e chocolates (10%) e jogos de tabuleiro e brinquedos (8,5%). Calçados e celulares aparecem com 4% das indicações cada, já revistas/livros e maquiagens vêm logo após com cerca de 3% e 2,5% respectivamente. Por fim, câmeras fotográficas (2%), bolsas (1%) e óculos (1%) finalizam a lista. 

Além das categorias mais consumidas, o levantamento indica que o design dos produtos é o fator mais atraente para quem busca itens nostálgicos, citado por mais de 35% dos entrevistados. A história da marca também pesa na decisão de compra, com 24% das menções, enquanto a funcionalidade e a exclusividade aparecem como fatores relevantes para 23% e 15% dos consumidores, respectivamente. Outros motivos não especificados são citados por quase 2% das pessoas. 

Conexão emocional fortalece tendência retrô

O estudo revela que a principal motivação para o consumo de produtos vintage está ligada à memória afetiva A ligação a uma memória feliz lidera o ranking das motivações, citada por 42% dos respondentes. Em seguida, vem o vínculo emocional com a marca, com 22,9%, e a sensação de conforto e proximidade, mencionado por 20% dos participantes. Já 7,62% alegaram que buscam se manter antenados a uma tendência, enquanto 6,9% disseram que o principal fator é o sentimento de pertencimento a um grupo ou período. 

Para Bastos, o resgate de referências do passado vai muito além de apenas um modismo passageiro, “o marketing de nostalgia, por mais que seja alimentado pela digitalização, é movido especialmente pelo desejo de conexão emocional com experiências que marcaram gerações”, esclarece o CCO.. Ele completa dizendo que “as marcas que compreendem esse movimento e incorporam elementos nostálgicos de forma autêntica conseguem criar produtos e campanhas altamente engajadas nos dias de hoje”.

O dia depois do ataque hacker: saiba o que priorizar na empresa

A ocorrência de um incidente de segurança que resulte em uma invasão hacker é, sem dúvida, um dos maiores pesadelos para qualquer empresa hoje. Além do impacto imediato nos negócios, há implicações legais e de reputação que podem perdurar por meses ou até anos. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece uma série de requisitos que as empresas devem seguir após a ocorrência de tais incidentes.

De acordo com um relatório recente da Federasul – Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul -, mais de 40% das empresas brasileiras já foram alvo de algum tipo de ataque cibernético. No entanto, muitas dessas empresas ainda enfrentam dificuldades para cumprir os requisitos legais estabelecidos pela LGPD. Dados da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) revelam que apenas cerca de 30% das empresas invadidas declararam oficialmente a ocorrência do incidente. Essa discrepância pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo a falta de conscientização, a complexidade dos processos de conformidade e o medo de repercussões negativas na reputação da empresa.

O dia após o incidente: primeiros passos

Após a confirmação de uma invasão hacker, a primeira medida é conter o incidente para evitar a sua propagação. Isso inclui isolar os sistemas afetados, interromper o acesso não autorizado e implementar medidas de controle de danos.

Em paralelo, é importante montar uma equipe de resposta a incidentes, que deve incluir especialistas em segurança da informação, profissionais de TI, advogados e consultores de comunicação. Essa equipe será a responsável por uma série de tomadas de decisões – principalmente as que envolvem a continuidade do negócio nos dias seguintes.

Em termos de conformidade com a LGPD, é preciso documentar todas as ações tomadas durante a resposta ao incidente. Essa documentação servirá como evidência de que a empresa agiu de acordo com os requisitos legais e poderá ser utilizada em eventuais auditorias ou investigações pela ANPD.

Nos primeiros dias, a equipe de resposta deve realizar uma análise forense detalhada para identificar a origem da invasão, o método utilizado pelos hackers e o alcance do comprometimento. Este processo é vital não apenas para compreender os aspectos técnicos do ataque, mas também para coletar evidências que serão necessárias para reportar o incidente às autoridades competentes e também à seguradora – caso a empresa tenha realizado um seguro cibernético.

Há aqui um aspecto muito importante: a análise forense também serve para determinar se os atacantes ainda estão dentro da rede da empresa – uma situação que, infelizmente, é muito comum, ainda mais se após o incidente a empresa estiver sofrendo algum tipo de chantagem financeira mediante a liberação de dados que os criminosos tenham eventualmente roubado.

Além disso, a LGPD, em seu artigo 48, exige que o controlador de dados comunique à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e aos titulares dos dados afetados acerca da ocorrência de um incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares. Esta comunicação deve ser feita em prazo razoável, conforme regulamentação específica da ANPD, e deve incluir informações sobre a natureza dos dados afetados, os titulares envolvidos, as medidas técnicas e de segurança utilizadas para a proteção dos dados, os riscos relacionados ao incidente e as medidas que foram ou que serão adotadas para reverter ou mitigar os efeitos do prejuízo.

Com base nessa exigência legal, é essencial, logo após a análise inicial, preparar um relatório detalhado que inclua todas as informações mencionadas pela LGPD. Nisso, a análise forense também ajuda a determinar se houve extração e roubo de dados – na extensão que os criminosos eventualmente estejam alegando.

Este relatório deve ser revisado por profissionais de conformidade e pelos advogados da empresa antes de ser submetido à ANPD. A legislação também determina que a empresa faça a comunicação clara e transparente aos titulares dos dados afetados, explicando o ocorrido, as medidas tomadas e os passos seguintes para assegurar a proteção dos dados pessoais.

A transparência e a comunicação eficaz, aliás, são pilares fundamentais durante a gestão de um incidente de segurança. A gestão deve manter uma comunicação constante com as equipes internas e externas, garantindo que todas as partes envolvidas estejam informadas sobre o progresso das ações e as próximas etapas.

Avaliação das políticas de segurança é ação necessária

Paralelamente à comunicação com as partes interessadas, a empresa deve iniciar um processo de avaliação e revisão de suas políticas e práticas de segurança. Isso inclui a reavaliação de todos os controles de segurança, acessos, credenciais com alto nível de acesso, bem como a implementação de medidas adicionais para prevenir futuros incidentes.

Em paralelo à revisão e análise de sistemas e processos afetados, a empresa deve focar, também, na recuperação dos sistemas e na restauração das suas operações. Isso envolve a limpeza de todos os sistemas afetados, a aplicação de patches de segurança, a restauração de backups e a revalidação dos controles de acesso. É essencial garantir que os sistemas estejam completamente seguros antes de serem colocados de volta em operação.

Uma vez que os sistemas estejam novamente operacionais, é preciso conduzir uma revisão pós-incidente para identificar lições aprendidas e áreas de melhoria. Esta revisão deve envolver todas as partes relevantes e resultar em um relatório final que destaque as causas do incidente, as medidas tomadas, os impactos e as recomendações para melhorar a postura de segurança da empresa no futuro.

Além das ações técnicas e organizacionais, a gestão de um incidente de segurança requer uma abordagem proativa em relação à governança e à cultura de segurança. Isso inclui a implementação de um programa contínuo de melhorias em segurança cibernética e a promoção de uma cultura corporativa que valorize a segurança e a privacidade.

A reação a um incidente de segurança exige um conjunto de ações coordenadas e bem planejadas, alinhadas às exigências da LGPD. Desde a contenção inicial e a comunicação com as partes interessadas até a recuperação dos sistemas e a revisão pós-incidente, cada passo é essencial para minimizar os impactos negativos e garantir a conformidade legal. Mais do que isso, é preciso olhar de frente as falhas e corrigi-las – acima de tudo, um incidente deve levar a estratégia de cibersegurança da empresa a um novo patamar.

Pequenas empresas, grandes imagens: food styling transforma a apresentação e venda de alimentos

Com a crescente digitalização do setor alimentício, pequenas empresas estão descobrindo novas formas de destacar seus produtos no competitivo mercado online. A inteligência artificial (IA) vem se consolidando como uma ferramenta importante para otimizar o “food styling” e aprimorar a visibilidade de restaurantes, proporcionando imagens de alta qualidade.

Um estudo recente da HostGator revelou que 61,41% das pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil já utilizam IA em suas operações, e 68,34% acreditam que essa tecnologia será fundamental para seu crescimento nos próximos cinco anos. No setor de alimentação, a IA está transformando a forma como pratos são apresentados em aplicativos de delivery e redes sociais, aumentando a conversão e a fidelização dos clientes.

O food styling, a arte de criar cenários visuais atraentes para alimentos, sempre foi um elemento essencial para a venda de produtos gastronômicos. Agora, com algoritmos avançados, softwares de IA automatizam processos como ajustes de iluminação, correção de cores, remoção de imperfeições, simulação de diferentes ambientações para cada tipo de produto e imagens otimizadas para carregamento rápido nas plataformas digitais, para criar imagens profissionais rapidamente.

Segundo uma pesquisa da Snappr, fotos de alta qualidade de alimentos podem aumentar os pedidos em aplicativos de entrega em até 35%. Isso reforça a importância de imagens bem produzidas para o sucesso dos negócios no setor.

Democratização do acesso à tecnologia de ponta

Antes da IA, a edição de fotos era um processo manual, exigindo tempo e habilidades técnicas específicas. Hoje, microempreendedores podem acessar ferramentas acessíveis e intuitivas que permitem criar imagens de alto nível em minutos, sem a necessidade de grandes investimentos em produção fotográfica.

“A IA está nivelando o cenário para PMEs e empreendedores individuais. Pequenos restaurantes e negócios locais agora podem competir com grandes marcas, garantindo um padrão visual de excelência com muito mais rapidez e eficiência,” afirma Matthieu Rouif, CEO e co-fundador da Photoroom.

À medida que a tecnologia avança, empreendedores que investirem na automação de suas imagens e estratégias visuais terão mais chances de se destacar e fidelizar clientes.

“A combinação entre realismo e estética sempre foi um desafio para o setor alimentício. Com a IA, conseguimos criar imagens que não apenas despertam desejo, mas também transmitem a verdadeira qualidade dos produtos de forma acessível e inovadora”, complementa o CEO da Photoroom.

Com o mercado de delivery e e-commerce gastronômico em expansão, integrar soluções de IA ao processo criativo se torna um diferencial competitivo essencial. “O futuro do food styling já chegou – e ele é inteligente” conclui Matthieu.

Como a API da Photoroom potencializa a projeção de imagens de produtos perfeitos

A Photoroom oferece um conjunto de ferramentas inovadoras baseadas em inteligência artificial para otimizar a apresentação visual dos pratos e aumentar o engajamento do público. Entre os principais recursos estão:

  • Remoção e personalização de fundos: garantindo um visual limpo, sem distrações e padronizado para marketplaces e redes sociais.
  • Aprimoramento automático de imagens: melhora de iluminação, nitidez, ajuste de cores para fotos mais atrativas e aplicação de sombras naturais para realismo. Além de ajuste automático das proporções de imagem para visuais de acordo com a medida de cada plataforma.
  • Geração de cenários personalizados com IA: além dos templates pré-definidos, os usuários podem criar imagens exclusivas baseadas em prompts inseridos, permitindo controle sobre estilos, cores e elementos visuais.
  • Produção em larga escala: ideal para grandes volumes de imagens, mantendo alta qualidade e consistência em edições simultâneas, e com a possibilidade de trabalhar em colaboração e editar em equipe.
  • Criação de logos com IA: para novas empresas ou negócios que desejam realizar um rebranding, permitindo a geração de logotipos personalizados de forma rápida e eficiente, garantindo identidade visual profissional e alinhada à marca.

Com essas ferramentas, pequenos e médios empreendedores podem elevar a qualidade de suas imagens sem precisar de um estúdio profissional, fortalecendo sua identidade visual e melhorando sua competitividade no mercado.

Spotify lança Loud & Clear 2025

site também inclui seções sobre pagamentos, processos e perguntas frequentes, mas você pode conferir os principais insights deste ano logo abaixo da minha assinatura.

  • Novos Milionários da Música: Em 2024, quase 1.500 artistas geraram mais de US$ 1 milhão em royalties somente do Spotify — e estima-se que mais de US$ 4 milhões em todas as fontes de receita registradas. Esta não é apenas uma história sobre nomes conhecidos: 80% desses artistas não tiveram uma música que chegou ao Spotify Global Daily Top 50 em 2024. Isso significa que músicos independentes, artistas menos populares e gêneros de nicho podem prosperar na nova economia de streaming. O sucesso na era do streaming não requer um hit no topo das paradas ou um catálogo que abrange uma década — trata-se de construir uma base de fãs leais que continua voltando.
  • A Música é Multilíngue: a música do mundo todo está prosperando como nunca antes — artistas em todos os lugares estão quebrando barreiras e alcançando novos patamares. Em 2024, os artistas que geraram pelo menos US$ 1 milhão no Spotify gravaram músicas em 17 idiomas diferentes. Isso é mais que o dobro de 2017. Os artistas que geraram pelo menos US$ 100 mil em royalties gravaram músicas em mais de 50 idiomas — também mais que o dobro do número de idiomas nesse limite em 2017.
  • Um pagamento recorde de US$ 10 bilhões: por mais um ano, o Spotify foi o varejista que mais pagou globalmente — pagando à indústria musical mais de US$ 10 bilhões em 2024. Isso eleva os pagamentos totais vitalícios para quase US$ 60 bilhões. O Spotify pagou mais à indústria musical do que qualquer outra empresa em 2024, mas isso não é tudo. Nosso pagamento de US$ 10 bilhões é o maior da história da indústria musical — mais do que qualquer outra empresa pagou em um único ano.
  • A Maré Crescente do Streaming: Na década de 2014 a 2024, os pagamentos anuais do Spotify para a indústria musical aumentaram 10x, de US$ 1 bilhão para mais de US$ 10 bilhões. O Spotify tem a missão de fazer o mundo valorizar a música novamente — e o sistema que construímos juntos está funcionando. Desde o ponto mais baixo da indústria musical de US$ 13 bilhões em 2014, a receita global registrada mais que dobrou para mais de US$ 28 bilhões em 2023 (IFPI).

Aqui está um link com recursos visuais para a imprensa sobre os 10 principais destaques do relatório. Caso precise de mais informações ou tenha alguma dúvida, me avise e farei o possível para ajudar.

Busca visual revoluciona o e-commerce e traz mais resultados

Para quem já se aventurou no e-commerce, essa experiência a seguir pode parecer muito comum. O usuário acessa uma plataforma em busca de um modelo específico de tênis, por exemplo. Porém, após digitar exatamente o que deseja na barra de buscas, o que acontece é um efeito curioso: ele é engolido por diversos resultados irrelevantes e que nada têm a ver com a mercadoria pretendida. Então, o consumidor é direcionado para sapatos não relacionados, recomendações vagas e imagens que não correspondem ao que imaginou.

Além de frustrante, a experiência é lesiva para os comerciantes. De acordo com estudo da Hedgehog Digital, a falta de informação sobre os produtos desejados é a causa que faz com que cerca de 57% dos consumidores de e-commerce no Brasil desistam de suas compras. Com isso, as marcas precisam entender que essa rejeição acontece porque a experiência do usuário fica descompassada com isso, ainda mais no mundo digital, em que a informação é aguardada sempre de forma rápida e assertiva. 

A busca baseada em texto tem suas limitações. Ela depende principalmente da correspondência de palavras-chave, o que significa que o algoritmo tenta encontrar as correspondências mais próximas com base nos termos inseridos. Mas esse método nem sempre entende o que o indivíduo realmente está procurando. Não capta as nuances que tornam uma busca verdadeiramente intuitiva, e certamente não aproveita o poder do que vemos. 

Para termos um contexto, um estudo da Slyce aponta que 74% dos consumidores já consideram que as buscas por texto não são tão efetivas na hora de procurarem por seus produtos favoritos. Por conta disso, um novo modelo começa a ganhar corpo: a busca por imagens.

A ascensão da busca visual

Estamos no meio de uma revolução visual, que está mudando a maneira como as pessoas descobrem os produtos e interagem com lojas online. A busca visual aproveita o poder da IA para interpretar imagens, analisando características como cor, forma e padrões. Essa tecnologia abre uma ampla gama de possibilidades, facilitando desde a pesquisa por produtos até o reconhecimento de locais ou itens específicos.

Um estudo da ViSenze aponta que 62% dos consumidores pertencentes às gerações Millenium e Z já utilizam recursos de busca por imagem nos EUA e também no Reino Unido. Além disso, dados da Rakuten mostram que 91% dos usuários se sentem mais atraídos por um produto quando a busca retorna com imagens.

A verdade é que a IA está tornando a busca visual mais inteligente, intuitiva e precisa. Ela aprende com as imagens para identificar padrões e características de maneiras que jamais conseguiríamos com texto simples. O resultado disso é uma experiência de compra sem interrupções, que se alinha à forma como nos engajamos naturalmente com o mundo. 

Estamos vendo uma mudança fundamental no comportamento do usuário. As pessoas não estão mais dispostas a digitar o que querem pesquisar e vasculhar páginas de resultados irrelevantes quando podem simplesmente mostrar exatamente o que desejam, compartilhando uma imagem. Gigantes do e-commerce como a Amazon já perceberam isso. Com uma câmera interativa de AR (Realidade Aumentada), ela oferece sugestões visuais e opções para ajustar consultas de pesquisa com texto, circular um objeto que gostaram e buscar produtos semelhantes com a opção “mais como este”.

Como a busca visual está simplificando o marketing

A busca visual é especialmente poderosa para o marketing. Hoje, as marcas estão investindo recursos na criação de visuais envolventes, desde fotos a vídeos, além de conteúdo de influenciadores, pegando todo esse material e transformando-o em uma ferramenta assertiva para o segmento.

Com isso, os consumidores podem transformar uma imagem que encontram no Instagram ou em um blog em uma pesquisa instantânea que os conecta ao produto exato, diretamente no site da marca. Essa conexão entre marketing de conteúdo e vendas diretas está fechando o ciclo e tornando mais fácil do que nunca para as marcas medir o ROI do conteúdo.

E não se trata apenas de compradores jovens. Um dos aspectos mais empolgantes da busca visual é como ela está ajudando a quebrar barreiras para falantes não nativos. Se alguém está fazendo compras em um país estrangeiro ou navegando por um site em um idioma que não fala, a barreira linguística pode ser um desafio real. 

Com a busca visual, a linguagem se torna irrelevante. Não é necessário acertar os termos de pesquisa. A imagem se torna a comunicação universal, tornando a descoberta de produtos mais fácil para todos, em qualquer lugar. Aqui, vale um destaque para um estudo da Synecore, que mostrou que 40% das pessoas respondem melhor a imagens do que textos. Nesse ponto, podemos levar em conta também um levantamento da NeoMam Studios atestando que as pessoas costumam lembrar 80% do que veem e apenas 20% do que leem.

O que vem a seguir para a busca visual no e-commerce?

Olhando para o futuro, o potencial da busca visual no e-commerce é impressionante. Integrando-se a outras tecnologias emergentes, como busca por voz e realidade aumentada, a tecnologia de busca visual está prestes a evoluir rapidamente. Isso está longe de ser uma tendência passageira, atuando como um componente vital de sua estratégia de marketing de longo prazo e com visão de futuro.

As marcas que adotarem a busca visual cedo ganharão uma vantagem competitiva ao oferecer jornadas de usuários mais ricas e envolventes. Ao abraçar a busca visual, as empresas poderão atender às expectativas dos consumidores de hoje, voltados para o visual, transformando imagens em insights acionáveis e tornando as compras mais fáceis, rápidas e agradáveis.

2025 será (de novo) o ano do retail media

O conceito de retail media tem se revelado uma das mais fascinantes e estratégicas inovações do setor varejista. O que inicialmente poderia ser confundido apenas como uma extensão da mídia tradicional representa hoje uma mudança no modelo de negócios de grandes redes e uma oportunidade para quem deseja se inserir em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. Em alguns casos, já é possível ver departamentos específicos voltados para esse conceito, enxergando nesse movimento um meio de monetização e uma nova forma de criar valor em suas operações para conquistar o consumidor moderno.

Não à toa, a temática sobre a evolução do retail media e a digitalização das estratégias de marketing foi amplamente discutida na NRF 2025, um dos maiores eventos globais de varejo. As discussões realçaram o uso de tecnologias em tempo real nas lojas físicas, bem como a necessidade de adaptação à cultura local e as parcerias estratégicas como elementos-chave para o sucesso das iniciativas. O impacto do digital na decisão de compra dos mais jovens também foi ressaltado, evidenciando que as novas gerações buscam experiências de compra mais interativas, personalizadas e alinhadas com seus valores.

Assim, o retail media se torna um aliado poderoso nas dinâmicas promocionais e na exposição de produtos, capturando a atenção do consumidor de modo mais impactante. No entanto, para fazer o básico bem-feito não basta apostar na visibilidade e na mídia em si: é imprescindível integrar ações de otimização de preços e garantir a disponibilidade de estoque. Pensar em retail media é pensar em um ecossistema de experiência 360°, no qual o consumidor é impactado tanto no online quanto no físico – estando, em ambos os ambientes, no centro de tudo. Afinal, o cliente transita por vários canais simultaneamente e de forma não linear, e ignorar essa realidade é abdicar de uma relação mais profunda e lucrativa com ele.

Em todo o mundo, observamos exemplos bem-sucedidos da aplicação dessas estratégias integradas. Aqui eu saliento, em particular, as gigantes varejistas norte-americanas Target e Kroger, que sobressaem ao integrar dados de compras à publicidade personalizada, elevando o engajamento do cliente e impulsionando suas vendas. O Brasil se destaca nesse cenário global, sendo um dos países onde esse formato cresce de maneira mais acelerada. Segundo a eMarketer, empresa especializada em pesquisa de mercado, o investimento em retail media no Brasil saltou de US$ 1 bilhão para US$ 30 bilhões nos últimos cinco anos, com um crescimento projetado de 43,5% em 2024. Compreender a relevância e o potencial dessa mídia para gerar visibilidade e engajamento efetivo é crucial para a prosperidade do mercado atual.

Diante desse contexto, a tecnologia assume um papel central: ferramentas de análise avançada de dados oferecem insights precisos para que as decisões sejam baseadas em fatos, incrementando os resultados dessas iniciativas. É nesse universo de soluções inovadoras que enxergamos a aplicabilidade do big data e da omnicanalidade – elementos primordiais para uma verdadeira transformação no desempenho do retail media. Implementar essas tecnologias possibilita a identificação e otimização de oportunidades ao longo de toda a cadeia de consumo, permitindo o monitoramento contínuo das ações e um destaque maior no mercado.

retail media emerge como uma oportunidade para inovar na promoção de produtos e no aumento da fidelização de clientes. Ao explorar novas formas de engajar os consumidores – seja por meio de campanhas mais criativas, experiências interativas ou colaboração – as marcas podem criar uma presença mais forte e memorável. As redes sociais despontam como extensões poderosas do retail media, viabilizando campanhas personalizadas e um alcance ampliado, assim como propiciando que marcas explorem experiências interativas e colaborações com influenciadores para se conectarem de forma mais significativa com seus públicos.

Para além do produto, as práticas promocionais hiperpersonalizadas têm a capacidade de reforçar uma imagem positiva de acordo com os princípios de ESG, colocando a sustentabilidade e a responsabilidade social como prioridades. Uma prova disso é a Unilever, que integra questões sociais e ambientais em suas ações de marketing, promovendo produtos que atendam às necessidades dos consumidores e apoiem causas como a redução do desperdício e o fortalecimento de comunidades locais. Iniciativas que incorporam a sustentabilidade em sua proposta de valor – incluindo o promocionamento de itens sazonais e perecíveis – têm o poder de fortalecer a fidelidade à marca, estabelecendo uma conexão emocional duradoura com os clientes que transcende a simples transação comercial.

Por fim, é essencial reconhecer como uma ferramenta estratégica para redes varejistas e marcas, ao aliar tecnologia, experiência do consumidor e princípios de sustentabilidade, pode maximizar resultados financeiros e, ao mesmo tempo, consolidar um posicionamento inovador e responsável no mercado. Aqueles que conseguirem adotar e adaptar essas estratégias com eficiência estarão acompanhando as tendências e liderando o futuro do varejo.

Profissionais de tecnologia discutem a presença e o impacto das mulheres no mercado de TI

O mês de março chega como um lembrete poderoso da importância de celebrar a trajetória das mulheres e de refletir sobre os desafios que ainda persistem – especialmente no setor de tecnologia, onde a representatividade feminina tem sido, historicamente, limitada. Apesar de um crescimento expressivo – conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), a participação feminina em tecnologia cresceu 60% entre 2015 e 2022 – as mulheres ainda representam apenas 12,3% dos profissionais, enquanto os homens compõem cerca de 83,3% do mercado. Diante desse contexto, a Beyondsoft, consultoria global de TI, e o Senac-RJ, na voz de suas lideranças de Recursos Humanos e TI, enfatizam e discutem a presença feminina no mercado de tecnologia.

De acordo com Alexandra Visconti, Gerente de RH para Brasil e Costa Rica da Beyondsoft, os números evidenciam não apenas o caminho trilhado até o momento, mas também a distância que ainda é preciso ser percorrida para que uma real igualdade de oportunidades seja alcançada. A gerente garante que, independentemente do gênero, benefícios e salários são direitos igualitários para todos os colaboradores da companhia. “Gênero não é uma questão para atuação na área de TI e ao longo de anos, tive a oportunidade de contratar homens e mulheres igualmente capazes. Cada vez mais mulheres se interessam por essa profissão, o que garante uma diversidade fabulosa para a empresa. Na Costa Rica também contratamos muitas mulheres com perfil técnico. Quanto mais candidatas aparecem, maior a oportunidade de contratarmos. Todos saem ganhando.”

Entre os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de TI, a ausência de líderes femininas é um obstáculo significativo. De acordo com a pesquisa Women in Technology, da consultoria Michael Page (2021), em toda a América Latina, menos de 30% das posições de liderança nesse setor são ocupadas por mulheres. Betsy Ferreira, Head de Tecnologia do Senac-RJ e profissional com 40 anos de experiência no setor, pondera esta questão por meio de sua própria carreira. “Após seis anos de uma história de rápida evolução na empresa de software onde eu comecei a trabalhar, já ocupando uma posição sênior na área técnica, fui em busca de um novo capítulo profissional numa grande empresa. Nela, fui capaz de superar o que talvez tenha sido a maior dificuldade da minha história profissional: conquistar o cargo de gerente executiva numa companhia que até então nunca havia tido mulheres nesse tipo de posição. Tive o privilégio de ser a primeira, mas, para isso, tive que passar por um processo pelo qual nenhum dos demais gerentes executivos havia passado. Fiquei como interina por quase dois anos e, somente após uma minuciosa avaliação, fui finalmente oficializada na posição”.

Em contraste aos desafios impostos, a expansão da liderança feminina tem se provado como um diferencial competitivo: de acordo com o relatório Diversity Matters Even More, divulgado pela McKinsey no final de 2023, empresas com maior representatividade feminina em seus times executivos têm 39% mais probabilidade de performarem melhor financeiramente do que suas concorrentes menos diversas. “A tecnologia é um campo que aprecia adaptabilidade e solução de problemas, e quando as mulheres são incluídas e valorizadas no setor, trazem consigo uma variedade de habilidades e conhecimentos que enriquecem o ambiente de trabalho e impulsionam o progresso tecnológico. É por isso que a diversidade nas equipes é um diferencial tão positivo”, afirma Alexandra.

Para Betsy, o antigo perfil do líder hierárquico autoritário tem sido amplamente subvertido por lideranças facilitadoras que inspiram, desenvolvem e cuidam de suas equipes – um perfil novo que as mulheres, ao enfrentar e superar desafios significativos no âmbito profissional, conseguem desenvolver com precisão. “A presença feminina em posições de gestão traz práticas mais humanas e engajadoras para o ambiente corporativo. Tais práticas tendem a acelerar o ritmo da inovação no ambiente onde estão inseridas. As mulheres trabalham de forma colaborativa naturalmente e são capazes de construir laços e conexões que ampliam o poder criativo e a produtividade de suas equipes”, comenta a especialista.

Entre as celebrações e reflexões suscitadas pelo Dia Internacional da Mulher, ambas as profissionais fazem um convite para as mulheres que gostariam de trabalhar com tecnologia, mas não conhecem a atuação na área ou encontram barreiras para acessá-la. Alexandra reforça a existência de muitos programas de incentivo à formação e inserção de mulheres no mercado de TI, onde voluntários e profissionais experientes atuam oferecendo mentorias e workshops. Já Betsy aconselha as mulheres de todas as idades a buscarem conexões e apoio, investirem em suas formações e seguirem em frente sem medo dos desafios. Com a diversificação do mercado de tecnologia, todos saem ganhando, e essa é uma afirmação que não deve ficar limitada ao mês de março.