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Dispara Aí anuncia integração com a API oficial do WhatsApp

A Dispara Aí, plataforma de automação no WhatsApp presente em mais de 15 países, passou a operar com a API oficial mantida pela Meta. A homologação marca um avanço importante, condição que aumenta a estabilidade e reduz riscos operacionais da ferramenta.

A adoção da API oficial pelo Dispara Aí ocorre em um momento em que a agilidade no atendimento se tornou determinante para resultados comerciais em todo o mundo. Dados do InsideSales mostram que responder um possível cliente nos primeiros cinco minutos pode elevar a conversão em até 21 vezes em comparação com atendimentos iniciados após 30 minutos.

Segundo a empresa, por possuir servidores distribuídos, a Meta é capaz de reduzir quedas, atrasos e falhas no envio de mensagens. Além disso, é projetada para grandes volumes, oportunizando o envio de centenas de milhares de conteúdos por dia sem riscos de banimentos e com priorização de entrega. 

“Ao contrário das alternativas não oficiais, a API homologada garante operação compatível com todas as diretrizes do aplicativo. Ela permite integrar sistemas, automatizar tarefas e gerenciar grandes volumes de mensagens com escalabilidade e profissionalismo, sem riscos de perda repentina do número da empresa”, afirma Luan Mileski, head de produto e negócios do Grupo Irrah Tech.

Segundo Luan, ferramentas não oficiais enviam mensagens como um “usuário comum”, apresentando falhas constantes. Quando o WhatsApp atualiza sua infraestrutura, essas soluções paralelas costumam travar, deixando empresas horas ou até dias sem atendimento. Já a API oficial mantém continuidade operacional mesmo durante atualizações, além de seguir integralmente as normas da Meta e as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “A comunicação via WhatsApp se tornou indispensável para empresas de todos os portes. A homologação nos permite entregar estabilidade, qualidade e conformidade”, completa Mileski.

O Dispara Aí faz parte do grupo paranaense Irrah ech, que possui um ecossistema próprio de produtos digitais, automações e integrações inteligentes, sempre com foco em autonomia tecnológica e redução de processos manuais. Hoje, a Irrah Tech atua globalmente, levando inovação para operações de diferentes portes e segmentos, com soluções baseadas em IA e comunicação avançada que impulsionam performance, produtividade e crescimento sustentável.

“A integração reforça o nosso posicionamento como solução estratégica para empresas que utilizam o WhatsApp como canal de vendas, suporte e relacionamento”, conclui o head de produto, complementando que a novidade acompanha o crescimento da plataforma, que atingiu 16 milhões de mensagens enviadas por mês e uma base superior a 650 mil usuários.

Logística reversa em alta: trocas no início do ano impulsionam o recommerce no Brasil

O mês de janeiro vem registrando, nos últimos anos, um movimento que tem transformado a rotina do varejo: o aumento expressivo das solicitações de trocas e devoluções de produtos após o período de festas de fim de ano. De acordo com a National Retail Federation (NRF), em parceria com a Happy Returns, os varejistas estimam que a taxa de devoluções no período de festas de fim de ano seja, em média, 17% maior do que a taxa anual de devoluções, refletindo o impacto direto do pós-festas sobre as operações do varejo.

Em 2024, as compras online em todo o mundo durante as festas de final de ano atingiram um recorde de 1,2 biliões de dólares, um aumento de 3% em relação ao ano anterior, conforme dados da Salesforce, a partir de uma análise de dados agregados da atividade de 1,5 mil milhões de consumidores em mais de 89 países. A mesma pesquisa aponta que houve um aumento de 28% na taxa de devoluções em comparação com o ano anterior.

O fenômeno, intensificado pelas compras de Natal e Black Friday, tem impulsionado a relevância da logística reversa e fortalecido a cadeia de recommerce, a recomercialização de produtos devolvidos. Esse cenário reflete uma combinação de fatores, como a mudança de hábito do consumidor, a expansão acelerada do e-commerce e a exigência por experiências de compra mais completas e transparentes.

De acordo com dados da Invesp, cerca de 30% dos produtos comprados online são devolvidos, percentual significativamente superior ao registrado no varejo físico, onde a taxa gira em torno de 8,89%. Já a Associação Brasileira de Empresas de Reciclagem de Pneus Inservíveis (Abrerpi) estimava que o setor de logística reversa cresceria 10% ao ano, com potencial de movimentar aproximadamente R$ 140 bilhões até o fim de 2025.

Para Thiago da Mata, CEO da Kwara, marketplace especializado na venda de ativos, esse cenário tem impacto direto na operação logística e, principalmente, na gestão de estoque dos varejistas. 

“A maior dor não está no transporte, mas no custo do estoque parado. O varejista fica com o armazém cheio de produtos devolvidos, sem tempo de reiniciar o ciclo para colocar o item novamente à venda. O pós-festas, especialmente janeiro, concentra um volume muito maior de trocas e devoluções, o que pressiona diretamente estoque, logística e caixa. E é quando esse fluxo não é bem gerido que ele vira custo para a empresa. Porém, ao adotar uma estratégia de logística reversa e recommerce, esses produtos voltam a gerar valor e eficiência para o varejo”, analisa.

Crescimento das trocas no pós-Natal: mais do que sazonalidade

O aumento do fluxo de trocas e devoluções logo após o Natal vai além de um movimento sazonal. Ele é reflexo direto do volume recorde de compras concentrado no último trimestre do ano — impulsionado por Black Friday, presentes e bonificações — aliado a um consumidor cada vez mais pragmático e consciente de seus direitos.

“O recommerce ajuda o varejista a recuperar valor de produtos devolvidos que, de outra forma, ficariam parados ou seriam até mesmo descartados, gerando impacto financeiro e ambiental. Com um processo bem estruturado, é possível reduzir perdas, liberar capital imobilizado em estoque e melhorar a eficiência da operação como um todo, transformando um custo inevitável em uma alavanca de resultado.”, afirma Thiago da Mata.

O papel da logística reversa no Brasil hoje

Na prática, a logística reversa é definida como o conjunto de ações destinadas a recolher produtos usados ou devolvidos e reinseri-los no ciclo produtivo ou dar a eles uma destinação ambientalmente adequada. No Brasil, o conceito é um dos pilares da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), marco legal que promove a economia circular e busca reduzir a pressão sobre aterros e a geração de resíduos.

Esse movimento tem gerado impactos que vão além da eficiência operacional do varejo e alcançam diretamente o meio ambiente. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 85% das indústrias brasileiras já adotam práticas de economia circular, enquanto 68% das empresas acreditam que essas iniciativas contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Na mesma direção, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que manter materiais por mais tempo na economia por meio de reutilização, reaproveitamento ou reciclagem pode reduzir em até 33% as emissões de dióxido de carbono incorporadas aos produtos.

Segundo Thiago da Mata, essa mudança estrutural também ampliou a aceitação do consumidor por produtos oriundos dessa mesma característica. “Os leilões digitais de logística reversa têm ampliado as possibilidades para produtos devolvidos ao conectá-los de forma eficiente à economia circular. Esse modelo contribui para a formação de um mercado secundário mais estruturado, oferecendo liquidez organizada para o varejo e novas oportunidades de acesso para quem compra”, observa.

Segundo dados da Kwara, o valor total arrematado em leilões de itens oriundos da logística reversa cresceu 750% no primeiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. No recorte semestral, a evolução também foi consistente: entre o primeiro e o segundo semestre de 2024, o crescimento foi de 4,8 vezes. Ao longo de 2024, a empresa realizou mais de 100 leilões, somando mais de 200 mil itens leiloados em 13 estados brasileiros.

Recommerce: oportunidade de ativos devolvidos

A logística reversa é a base que sustenta o avanço do recommerce, um mercado que converte devoluções em novas oportunidades de consumo. Com processos mais ágeis e estruturados, os produtos retornam rapidamente ao mercado ainda em excelente estado e com valor comercial.

“O fortalecimento da logística reversa permite recuperar itens praticamente novos, como geladeiras, sofás ou notebooks devolvidos dentro do prazo de arrependimento e reinseri-los no mercado de forma eficiente”, explica o CEO da Kwara.

Esse modelo amplia a oferta e a diversidade no mercado secundário e contribui para consolidar a confiança do consumidor em produtos seminovos ou recondicionados, especialmente quando comercializados por canais organizados, como os leilões online. Para o varejista, esses canais vêm se firmando como ferramentas estratégicas para liberar estoque ocioso e recuperar valor.

“Antes, a preocupação era quanto custaria descartar um produto. Hoje, a discussão passa a ser quanto ele ainda pode gerar de receita”, resume Thiago.

Logística reversa e recommerce como alavancas para o varejo no pós-festas

No período pós-festas, a logística reversa assume um papel central ao permitir que o volume elevado de devoluções seja reorganizado e rapidamente reinserido no mercado. Com processos bem estruturados, esse fluxo contribui para maior eficiência operacional e sustenta a expansão do recommerce, transformando produtos devolvidos em ativos com potencial de reaproveitamento.

De acordo com Thiago da Mata, a integração entre logística reversa e recommerce fortalece um modelo de economia circular mais consistente no varejo brasileiro, com os produtos circulando entre diferentes consumidores ao longo do tempo, preservando valor comercial e ampliando sua vida útil.

“Esse modelo reduz desperdícios, otimiza o uso de recursos e melhora a eficiência da operação. Para o varejo, dominar todo o ciclo — da venda ao reaproveitamento dos produtos devolvidos — amplia a capacidade de geração de valor ao longo do tempo”, afirma o executivo.

Com o crescimento contínuo do e-commerce e a consolidação da combinação Black Friday e Natal como importantes catalisadores de devoluções, mercados secundários e leilões digitais tendem a ganhar ainda mais relevância. Esses canais oferecem liquidez, ampliam o acesso a produtos e reforçam o recommerce como uma estratégia sustentável de geração de valor no pós-festas.

Geladeiras e refrigeradores são os eletrodomésticos usados mais vendidos por meio da OLX em 2025

Levantamento da OLX, maior marketplace de classificados de produtos usados do país, aponta que a geladeira/refrigerador são os eletrodomésticos de segunda mão que lideram em comercializações por meio da plataforma, entre janeiro e novembro, com 41,8% de participação. O fogão/cooktop ocupa a vice-liderança, com 21%, e o ar-condicionado a terceira colocação, com 14,4%.

“Nosso ambiente digital aproxima consumidores que se identificam com uma nova mentalidade de valorização de bens seminovos e usados no Brasil. Produtos para a casa, como eletrodomésticos, evidenciam como os usuários já reconhecem as vantagens financeiras dos itens de segunda mão”, explica Flávio Passos, VP de Autos e Bens de Consumo do Grupo OLX. “Os itens também são uma ótima oportunidade para obter renda extra. A pesquisa Perfil do Vendedor, realizada pela OLX, mostra que os brasileiros entrevistados estimam arrecadar, em média, R$ 2 mil com a venda de itens sem uso, o que já faz a diferença no orçamento”, complementa.

Categorias mais procuradas

A geladeira/refrigerador também foram os mais procurados no período, com 44%, seguido pelo ar-condicionado, com 18,4%, e fogão/cooktop, com 17,2% de participação.

Mais anunciados

A geladeira/refrigerador também lideram dentre os anunciados, com 31,2%, mas com menos folga em relação ao segundo colocado, o ar-condicionado, que tem 22,1% de share. Em terceiro está o fogão/cooktop, com 19,2%.

Como fazer uma compra online com mais segurança

  • Não divulgue seus dados pessoais nem seu número de celular;
  • Desconfie de preços ou ofertas muito abaixo do mercado;
  • Verifique na plataforma informações sobre o vendedor, como tempo de conta, registro da empresa, se for o caso, e licenças;
  • A OLX oferece a opção Garantia da OLX, serviço pelo qual é possível pagar a compra pela plataforma, sem precisar efetuar transferências para terceiros. Assim que o pagamento é confirmado pela OLX, o comprador recebe uma mensagem de confirmação diretamente no chat do anúncio;
  • Sempre peça a nota fiscal do item que está negociando. Desta forma, há certeza da legalidade da procedência do produto e, caso ainda esteja na garantia, é possível ter acesso à assistência técnica oficial;
  • No caso de uma compra ou entrega presencial, escolha lugares movimentados, como praças, shoppings ou estações de metrô. Se possível, sempre vá acompanhado de outro adulto;
  • A OLX não possui parcerias com aplicativos de mobilidade, como Uber, Rappi e 99. Para vendas e compras com a Garantia da OLX, as entregas funcionam para todo o Brasil via Correios, Jadlog, Clique e Retire, Loggi e R3 Transportes. Verifique sempre, na área logada do site ou app, seu histórico de venda e a forma como seu produto será enviado;
  • A OLX nunca solicita códigos de confirmação ou de segurança, seja por telefone, e-mail, chat ou aplicativos de mensagens. Se você receber algum contato em nome da OLX solicitando qualquer código ou senha, denuncie na plataforma;
  • A OLX não envia e-mails com anexos ou links que redirecionam para fora da plataforma. Caso você receba alguma comunicação do tipo, não baixe nenhum tipo de documento e não clique nos links.

Tiago Vailati lança “Chat Commerce”, primeiro livro brasileiro dedicado à nova era das vendas conversacionais

A forma de vender mudou — e a conversa voltou ao centro da experiência de compra. É a partir dessa premissa que Tiago Vailati, empreendedor com trajetória consolidada no varejo e na tecnologia e CEO da Loopia, lança Chat Commerce, o primeiro livro brasileiro dedicado exclusivamente ao tema. A obra aprofunda como as marcas podem transformar diálogos em resultados reais de negócio, unindo proximidade, inteligência e escala no atendimento ao consumidor.

Partindo da ideia de que o varejo sempre foi feito de conversas, Vailati mostra como a tecnologia, especialmente no ambiente digital, devolveu às empresas a capacidade de ouvir e responder seus clientes de maneira personalizada e eficiente. Em um cenário em que as novas gerações priorizam o diálogo na hora de comprar, o autor apresenta o Método CHAT, que combina Contexto, Humanização, Ativação e Tecnologia como pilares para transformar o atendimento em um verdadeiro motor de receita.

“A venda nunca deixou de ser um ato de confiança. O que mudou foi o formato da conversa. Hoje, as marcas que conseguem ouvir melhor, responder com contexto e agir rápido constroem relações mais fortes e vendem mais”, afirma Tiago Vailati.

Ao longo do livro, o autor compartilha aprendizados práticos, exemplos de marcas que estão à frente desse movimento e caminhos para aplicar o Chat Commerce de forma estratégica, indo além do atendimento operacional e criando relações de confiança que impulsionam vendas e fidelização. Mais do que uma tendência, o Chat Commerce é apresentado como uma mudança estrutural na forma como marcas e consumidores se conectam.

Chat Commerce é um guia prático para empreendedores, líderes de marketing, vendas e atendimento que desejam entender essa nova lógica do consumo e se preparar para um mercado cada vez mais orientado por conversas.

Serviço

Livro: Chat Commerce
Autor: Tiago Vailatti
Tema: Vendas conversacionais, varejo digital, experiência do consumidor e tecnologia aplicada a negócios
Formato: Impresso e digital
Onde comprar: Amazon
Link: Link

Marketing 2026: entre a inteligência artificial e o valor insubstituível do pensamento humano

O ano de 2026 deve marcar uma virada importante no mercado de marketing e comunicação. As transformações aceleradas pela inteligência artificial, pela mudança do comportamento do consumidor e pelo amadurecimento das plataformas digitais vão exigir que empresas adotem modelos mais inteligentes, ágeis e, sobretudo, mais humanos de se comunicar. A análise é do especialista em marketing e estratégias de negócios Frederico Burlamaqui, que ressalta: o futuro do setor não pertence aos entusiastas cegos da tecnologia, mas a quem souber equilibrar inovação com pensamento crítico.

Para Burlamaqui, a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a atuar diretamente no apoio às decisões estratégicas, especialmente no processamento de grandes volumes de dados, análises preditivas e leitura de cenários complexos. No entanto, ele faz uma ressalva importante: “Não somos contra a IA, mas somos absolutamente contra a substituição do capital intelectual humano. Estratégia não se automatiza. Ela se constrói”.

Segundo o especialista, há um entusiasmo excessivo do mercado em delegar à IA tarefas que exigem sensibilidade, repertório e visão de contexto. “Existe a ilusão de que a tecnologia resolve tudo. Em 2026, as marcas que se destacarão serão aquelas que usarem a IA com parcimônia, como ferramenta de apoio, e não como atalho criativo”, afirma.

Burlamaqui defende um marketing mais artesanal, no qual processos estratégicos, criação de conceitos, posicionamento de marca e produção de conteúdo permanecem essencialmente humanos. “Não utilizamos imagens geradas por IA, por exemplo. Preferimos contratar fotógrafos, equipes criativas e profissionais especializados. Redação, design e direção criativa precisam de gente, de olhar, de vivência. A IA entra onde ela realmente agrega: na análise de dados e na leitura de padrões”, explica.

Outra mudança relevante para 2026 é a personalização avançada, impulsionada pela tecnologia, mas guiada por inteligência humana. As plataformas passam a compreender contexto, preferências e momento de compra, permitindo abordagens mais precisas. Ainda assim, Burlamaqui ressalta que a personalização só funciona quando existe estratégia por trás. “O funil não desaparece, ele se adapta. Mas quem define o caminho ainda precisa ser gente”.

Com a explosão de conteúdos gerados automaticamente, ganha força o que o especialista chama de “conteúdo human-first”: narrativas reais, bastidores, vulnerabilidade e profundidade. “O consumidor percebe quando tudo é genérico. Em 2026, autenticidade deixa de ser discurso e volta a ser vantagem competitiva”, diz.

Entre outras tendências que devem ganhar força no próximo ano, Burlamaqui destaca:

  • Social Commerce 3.0 – integração entre conteúdo, venda e atendimento nas plataformas, com a IA apoiando processos, e não substituindo relações;
  • SEO multimodal – otimização para voz, vídeo e imagem, acompanhando a evolução dos buscadores;
  • Comunidades como ativo estratégico – redução da dependência de algoritmos e fortalecimento da confiança;
  • Marcas como hubs educacionais – conteúdo aprofundado, formação e autoridade intelectual;
  • Clean data – gestão ética e transparente de dados próprios diante do avanço das regulações;
  • Experiências híbridas em XR – uso consciente de ambientes imersivos para aproximar o consumidor da experiência real;
  • Marketing de impacto genuíno – propósito sustentado por ações consistentes, e não por narrativas automatizadas.

Para o especialista, 2026 será o ano em que o mercado precisará escolher entre atalhos tecnológicos e construção estratégica de longo prazo. “A IA é poderosa, mas não pensa, não sente e não cria cultura. O diferencial continuará sendo humano. Quem entender isso cresce. Quem delegar tudo às máquinas, perde identidade”, conclui.

Amazon Brasil e Rede Mulher Empreendedora anunciam as vencedoras da 5ª edição do programa Decola Garota

O programa Decola Garota, parceria entre a Amazon Brasil e a Rede Mulher Empreendedora (RME), anunciou Jessica Thome (Inovabee), Gislaine Silva (Mel & Mar) e Marina Cunha (Nina Soul) como as vencedoras da quinta edição do programa de aceleração. Com foco na qualificação de mulheres com negócios formalizados (CNPJ) que atuam na venda de produtos físicos, a iniciativa online e gratuita auxilia na expansão do comércio eletrônico, especialmente por meio do marketplace da Amazon.com.br, impulsionando o empreendedorismo feminino no Brasil.

A cerimônia, realizada na sexta-feira (16), marcou o encerramento de um ciclo que capacitou 150 mulheres desde setembro de 2025. As participantes tiveram acesso a uma trilha completa de conteúdos em gestão do tempo, comunicação, relacionamento com clientes, registro de marca, criação de catálogo e uso da logística da Amazon.

“O Decola Garota representa nosso compromisso contínuo com o empreendedorismo feminino no Brasil. Ver 150 mulheres capacitadas e três vencedoras que exemplificam excelência e determinação nos mostra que estamos no caminho certo. Continuaremos oferecendo as ferramentas e o suporte necessários para que empreendedoras de todo o país possam escalar seus negócios no e-commerce”, afirma Virginia Pavin, diretora de Marketplace da Amazon Brasil.

Além da capacitação, 50 empreendedoras com lojas ativas na Amazon.com.br foram selecionadas para mentorias coletivas conduzidas por especialistas da Amazon e da RME. Dentre elas, 20 negócios que cumpriram os critérios do programa receberam recurso financeiro e mentorias pós-projeto para suporte contínuo. As três finalistas de destaque, que demonstraram grande potencial de escalada, foram contempladas com prêmios em dinheiro para investir nos seus negócios.

Conheça as vencedoras da 5ª edição do programa Decola Garota: 

  • 1º Lugar: Jessica Thome, dona da Inovabee, que receberá R$10 mil
    “Participar do Decola Garota da RME e Amazon foi um divisor de águas para mim como empreendedora e para a Inovabee como negócio. Recebo o prêmio de primeiro lugar com muita gratidão e com a certeza que temos muito a crescer na plataforma, esse é apenas o começo da nossa história”. 
  • 2º Lugar: Gislaine Jesus Silva, dona da Mel & Mar Fantasia Infantil, que receberá R$6 mil
    “Ter esse reconhecimento pelo Projeto Decola Garota representa muito mais do que um prêmio, é a prova de que mulheres, mesmo diante de grandes desafios, podem alcançar o pódio e transformar seus sonhos em realidade. Como mãe solo de gêmeas, sei o quanto empreender no Brasil exige coragem, força emocional e resiliência diária e estar entre as Top 3 me fez sentir orgulhosa, fortalecida e ainda mais responsável por inspirar outras mulheres. Quero que outras mães, especialmente as mães solo, entendam que é possível empreender, crescer e ser reconhecida, mesmo começando com poucos recursos”.  
  • 3º Lugar: Marina Calixto Cunha, dona da Nina Soul, que receberá R$3 mil
    “O Decola Garota reduziu minha curva de aprendizagem e transformou uma plataforma complexa em algo possível. Me ajudou a criar processos para o marketplace e ainda vai me ajudar a construir um capital de giro. Além disso, promoveu a construção de comunidade, que é uma palavra de ordem na minha empresa e criação. Afinal, nós mulheres só temos a nós mesmas e isso é coisa pra caramba”. 

Com a quinta edição do programa, a Amazon e a RME reafirmam seu compromisso com o fortalecimento do empreendedorismo feminino, promovendo o acesso ao mercado digital, a geração de renda e a inclusão econômica em todo o Brasil.

“O Decola Garota nasce da convicção de que acesso é o que transforma. Quando mulheres empreendedoras têm conhecimento, ferramentas e conexão com o mercado, elas ganham poder de escolha e autonomia econômica. Essa parceria com a Amazon amplia horizontes e mostra que o e-commerce pode, e deve, ser um caminho viável de crescimento para negócios liderados por mulheres em todo o Brasil”, afirma Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora.

Atendimento inteligente vira vantagem competitiva e acelera o uso de IA no e-commerce em 2026

O início de 2026 consolida um movimento que vinha se formando nos últimos anos: o atendimento ao cliente passa a ser um dos principais fatores de competitividade no e-commerce. Em um ambiente cada vez mais imediato, multicanal e orientado à experiência, empresas que não respondem rápido — ou não respondem bem — perdem vendas, reputação e relevância.

“Em 2026, o cliente não compara só preço ou produto — ele compara experiências. E a primeira delas é o atendimento. Se a resposta demora, a venda não acontece”, afirma Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma especializada em Chat Commerce com Inteligência Artificial.

Dados de mercado já indicam essa mudança de comportamento. Estudos globais apontam que mais de 70% dos consumidores esperam respostas em poucos minutos ao interagir com marcas em canais digitais, enquanto atrasos no atendimento elevam significativamente as taxas de abandono de carrinho e impactam a confiança na marca. Ao mesmo tempo, a conversa deixa de ser apenas suporte e passa a influenciar diretamente a decisão de compra.

Nesse contexto, a Inteligência Artificial aplicada ao atendimento ganha espaço não apenas como ferramenta de automação, mas como infraestrutura estratégica. Soluções baseadas em Chat Commerce permitem que empresas atuem 24 horas por dia, integrem múltiplos canais e mantenham consistência na experiência, mesmo em operações de grande escala.

Segundo o executivo, a aceleração do uso de IA no atendimento está diretamente ligada à pressão por eficiência e conversão. “As empresas perceberam que não basta estar presente em vários canais. É preciso responder rápido, entender o contexto e conduzir a conversa até a decisão. A IA permite fazer isso de forma contínua, sem depender de horário comercial”, explica.

Na prática, os resultados já aparecem. Operações que adotam agentes de IA no atendimento registram aumento médio de 50% na conversão de conversas em vendas, além de mais de 90% dos atendimentos resolvidos sem intervenção humana. O tempo médio de resposta cai para menos de 30 segundos, fator decisivo em ambientes como marketplaces e WhatsApp, onde a concorrência está a um clique de distância.

Além da conversão, outro ponto crítico entra no radar das empresas: a reputação. Em marketplaces e redes sociais, a qualidade e a velocidade das respostas impactam avaliações públicas, ranqueamento e visibilidade. “Atendimento virou ativo reputacional. Uma operação lenta ou desorganizada não afeta só aquela venda, mas a percepção da marca como um todo”, destaca Vailati.

O avanço da IA no atendimento também reflete uma mudança no papel dessas tecnologias dentro das empresas. Se antes eram usadas de forma pontual, agora passam a atuar ao longo de toda a jornada — do pré-venda ao pós-venda — integrando dados, histórico de interações e comportamento do consumidor.

A tendência para 2026 é clara: atendimento inteligente deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito competitivo. Empresas que tratam o relacionamento com o cliente como estratégia — e não apenas como custo — saem na frente em um mercado cada vez mais disputado, conversacional e orientado à experiência.

HelenaCRM lança “Supervisor de IA” para coordenar múltiplos agentes no WhatsApp

Em um mercado onde o WhatsApp se tornou o principal canal de relacionamento entre marcas e consumidores no Brasil, sendo o preferido de nove em cada dez consumidores, a HelenaCRM – plataforma conversacional que integra CRM, atendimento e automação via WhatsApp – anuncia seu novo lançamento.

Imagine uma operação sustentada por um verdadeiro exército de inteligências artificiais. Agora imagine coordenar todos esses agentes de forma rápida, prática e responsável. É exatamente essa lógica que começa a ganhar espaço nas estratégias de atendimento, vendas e relacionamento das empresas, com capacidade para coordenar múltiplos agentes.

E é nesse contexto que a Helena criou o Supervisor de IA. A nova camada de inteligência foi desenvolvida para coordenar múltiplos agentes em uma única operação de atendimento, vendas e relacionamento com o cliente.

Guilherme Rocha, fundador e CEO da empresa, explica que, em vez de depender de um único Agente que tenta fazer tudo, a nova tecnologia atua como um orquestrador inteligente. “O Supervisor de IA analisa cada mensagem do cliente, entende o contexto da conversa e decide, em tempo real, qual agente de IA deve assumir aquela interação, seja o de vendas, suporte, cobrança, agendamento ou retenção. E, quando necessário, o Supervisor também encaminha o atendimento para um humano, garantindo que situações complexas não fiquem presas em fluxos automatizados.”

Na prática, isso transforma o atendimento em algo muito mais parecido com uma operação empresarial real, onde diferentes especialistas trabalham juntos sob uma coordenação central, o que se tornou importante à medida que empresas passam a operar dezenas ou centenas de agentes de IA simultaneamente, destaca Guilherme Rocha.

O lançamento acontece em um momento em que o uso de canais digitais explodiu no país. Segundo o Statista, o WhatsApp já está presente em praticamente todos os smartphones brasileiros, com mais de 140 milhões de usuários ativos, tornando-se a principal interface entre empresas e consumidores. Segundo relatórios de mercado sobre AI in Customer Service, cerca de 80% das empresas globais estão usando ou planejando usar inteligência artificial no atendimento ao cliente até 2026.

Ao mesmo tempo, estudos de mercado indicam que operações que adotam agentes inteligentes conseguem reduzir custos em até 30%, além de acelerar respostas e aumentar a conversão.

“Estamos falando sobre uma nova arquitetura de gestão do atendimento, capaz de interpretar intenções, distribuir tarefas entre agentes especializados e garantir que cada interação siga o melhor fluxo possível, seja com IA ou com humanos”, afirma Rocha.

Segundo ele, o Supervisor da HelenaCRM funciona como um cérebro operacional. Conectado ao CRM, ele interpreta cada mensagem que chega,, avalia o estágio da jornada e decide, em tempo real, como seguir. Em uma mesma conversa, o cliente pode falar com um agente de vendas, depois ser direcionado para um agente de suporte e, em seguida, para um agente de cobrança ou agendamento, tudo sem perceber transições técnicas.

“O Supervisor é quem garante a eficiência do atendimento, garantindo contexto para o time de agentes”, explica Rocha. O Supervisor é quem garante a eficiência do atendimento, mantendo o contexto para o time de agentes. Ele cria governança, priorização e inteligência. É o que transforma vários agentes soltos em uma operação de verdade”, completa.

Se a IA detectar uma situação sensível, uma negociação complexa ou uma exceção, o Supervisor transfere automaticamente a conversa para um atendente humano, já com todo o contexto estruturado no CRM.

Inclusive, este é um grande diferencial da HelenaCRM: agentes nativos, integrados à operação. É possível criar, editar e atualizar campos e registros durante a conversa, além de acionar integrações com outros sistemas como ERPs, plataformas financeiras, sistemas de cobrança ou agendamento em tempo real. “Nossa IA não só conversa, ela executa”, reforça o CEO. “Se o cliente pede uma segunda via, o agente não responde com um texto: ele busca, gera, envia e atualiza o CRM. Isso muda completamente a produtividade”.

O CEO da Helena explica ainda que esse modelo — agentes especializados coordenados por um Supervisor — vem recebendo a conotação no mercado de “agências de agentes de IA”, uma das maiores tendências globais de tecnologia corporativa. Em vez de uma IA genérica, as empresas passam a operar times digitais completos e especializados de vendas, suporte, cobrança, retenção e pós-venda, todos automatizados e integrados.

“O que estamos lançando agora é a infraestrutura para isso”, diz Rocha. “Sem um Supervisor, os agentes viram ilhas. Com ele, viram uma empresa digital funcionando 24 horas por dia”, diz Rocha. Segundo a Gartner, em 2026, cerca de 20% do volume de atendimento será feito por dispositivos automatizados que interagem diretamente com sistemas de suporte.

Além disso, a plataforma é compatível com diferentes modelos de linguagem, como GPT-4o e Anthropic, o que dá às empresas liberdade para escolher a tecnologia mais adequada a cada caso de uso.

Na HelenaCRM, esse modelo já está sendo usado para a qualificação inteligente de leads; agendamento automático de serviços e reuniões; cobrança e negociação inicial; recuperação de carrinhos e propostas; pesquisas de satisfação e feedback; e retenção e reativação de clientes. Tudo registrado, organizado e acionável dentro do CRM.

A revolução da IA no varejo: a tecnologia comoponte entre gerações

Quem vive o dia a dia do varejo sabe: estamos operando em um paradoxo. De um lado, a pressão insana por inovação, velocidade e digitalização. Do outro, um consumidor humano, complexo e cheio de anseios . A Geração Z quer tudo pra ontem, na tela do celular. Já os Baby Boomers e a Geração X, mesmo conectados, ainda buscam a segurança e o “olho no olho”.

Tentar agradar todo mundo com a mesma régua é uma das maiores armadilhas que vejo gestores cometendo. O modelo “one-size-fits-all” morreu. E é aqui que a Inteligência Artificial deixa de ser modismo de palco de evento para virar ferramenta de sobrevivência no mundo real: ela é o que vai equilibrar a balança entre escalar a operação e manter o atendimento personalizado.

Fim do “achismo”: o jogo agora é com dados

Durante muito tempo, o varejo foi movido a feeling. O dono da loja “sentia” o que ia vender. Hoje, jogar apenas com a intuição é um risco que não podemos mais correr. A complexidade atual exige uma leitura que o instinto humano, por melhor que seja, não consegue processar sozinho.

A IA, com análise preditiva e segmentação dinâmica, transforma grandes massas de dados em decisões. Não é só saber o que o cliente comprou, mas entender o contexto, o momento de vida dele. Decisões baseadas em dados trazem assertividade, enquanto decisões baseadas apenas em instinto, normalmente, geram atrito e só desperdiçam o investimento.

O mercado já percebeu isso. Dados da Central do Varejo mostram que 47% dos varejistas já usam IA, e a maioria (56%) foca justamente no atendimento. Ou seja: a tecnologia virou o braço direito da experiência do cliente (CX).

Chat Commerce: falando a língua de cada um

O grande trunfo da IA hoje, especialmente no chat commerce, é a insuperável capacidade de adaptação. Um sistema bem treinado não oferece o mesmo produto, do mesmo jeito, para um jovem de 20 anos e para um senhor de 65.

Para a nova geração, a IA agiliza o checkout e recomenda tendências em segundos. Para os mais maduros, a mesma tecnologia atua com mais paciência, oferecendo detalhes, segurança e simulando aquela conversa de balcão que gera confiança.

A chave aqui é a memória. A pesquisa “CX Trends 2026” da Zendesk comprovou: 85% dos líderes de CX dizem que IAs com memória avançada são o segredo da personalização. O cliente não quer repetir a história dele a cada interação, ele quer ser reconhecido e tratado de forma única. Isso é o básico bem feito.

Tecnologia para potencializar o humano (não para substituir)

Mas fica aqui um recado importante: não existe bala de prata. A tecnologia, por si só, não faz milagre. A adoção de chatbots e IA precisa ser estratégica e ética. O objetivo não é criar um muro entre sua marca e o cliente para cortar custos, mas sim construir pontes melhores.

Quando a IA assume o trabalho repetitivo, ela libera o seu time para fazer o que o ser humano faz de melhor: ter empatia, resolver problemas complexos e construir relacionamento. A inovação não pede licença e o comportamento do consumidor não vai esperar sua empresa se adaptar. Integrar IA e chat commerce deixou de ser uma aposta futurista para virar requisito básico de sobrevivência.

Olhe para a sua operação hoje e reflita: ela está pronta para conversar com o futuro sem ignorar o que o seu cliente espera de você? A resposta para essa pergunta é o que vai definir o sucesso do seu negócio nos próximos anos.

Por Tiago Vailati, CEO da Loopia

Pix e IA redefinem rentabilidade do e-commerce em 2026

O e-commerce brasileiro chega a 2026 sob forte pressão, diante de transformações que não permitem leituras superficiais ou indulgentes. A consolidação do Pix como principal meio de pagamento digital, a expansão do Pix por Aproximação e a adoção acelerada da inteligência artificial nas operações de venda vão muito além de simples avanços na jornada de compra. Esses movimentos estão reorganizando profundamente a lógica financeira, operacional e competitiva do setor. Encará-los apenas como ganhos de eficiência é subestimar uma mudança que redefine quem consegue sustentar crescimento consistente e quem apenas inflama volume sem gerar rentabilidade.

As projeções ajudam a dimensionar a escala desse fenômeno, mas exigem interpretação crítica. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico estima que o faturamento do setor alcance cerca de R$ 565 bilhões em 2026, mantendo crescimento mesmo após a acomodação do período pós-pandemia. Isoladamente, o dado sugere força do mercado; em perspectiva, revela um ambiente mais congestionado, com mais empresas disputando margens menores e consumidores cada vez menos tolerantes a falhas. Crescer, nesse contexto, não é sinônimo de prosperar: muitas operações ampliam faturamento enquanto perdem controle sobre custos, fluxo de caixa e previsibilidade financeira, desafios que serão ainda mais críticos à medida que novas tecnologias entram em cena.

O avanço do Pix é um desses fatores estruturantes. Comunicados do Banco Central mostram que funcionalidades como Pix por Aproximação e Pix Automático passam a integrar o cotidiano do comércio digital em 2026. Ao reduzir drasticamente o tempo de decisão e conclusão da compra, essas ferramentas deslocam o eixo financeiro do e-commerce. A liquidez imediata diminui despesas com adquirentes e antecipações, ao mesmo tempo em que enfraquece estratégias baseadas em parcelamentos longos, historicamente usados para elevar ticket médio. O efeito prático é uma pressão silenciosa sobre modelos de precificação, políticas de desconto e gestão de capital de giro. Empresas que não revisam essa equação correm o risco de vender mais e ganhar menos, evidenciando que tecnologia sem estratégia financeira integrada pode ser mais perigosa do que inércia.

Um segundo vetor de transformação é a inteligência artificial. Muito se discute sobre seu papel em aumentar escala e personalização, mas a tecnologia não corrige processos mal estruturados. Automatizar jornadas confusas, bases de dados fragmentadas ou políticas comerciais incoerentes apenas amplia a ineficiência. O crescimento das vendas online entre pequenos empreendedores, apontado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, está diretamente ligado à adoção de soluções integradas, reforçando que IA sem governança de dados tende a reduzir autonomia estratégica e aumentar dependência de plataformas externas.

Essa fragilidade se agrava diante do cenário de fraudes. A Federação Brasileira de Bancos alerta que o crescimento dos meios de pagamento instantâneos exige camadas mais sofisticadas de monitoramento em tempo real. Operações que priorizam velocidade sem inteligência antifraude integrada acumulam perdas financeiras e desgaste de confiança. O problema não é apenas segurança: cada falha corrói margem, reputação e fidelização em um ambiente onde o consumidor troca de plataforma com um clique, tornando a gestão de risco tão crítica quanto a inovação tecnológica.

Em 2026, o e-commerce brasileiro não pune apenas a inércia, mas também a adesão irrefletida à tecnologia. O mercado passa a diferenciar empresas que integram inovação a estratégia financeira, governança de dados e gestão de risco daquelas que apenas seguem tendências. Pix e inteligência artificial não são atalhos competitivos por si só; são ferramentas poderosas que exigem leitura estratégica. Modernizar é inevitável, e fazê-lo sem compreender os impactos estruturais pode ser tão arriscado quanto permanecer parado.