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Com modelo multi-ERP, Invent Software acelera crescimento e mira 75 milhões em 2026

A Invent Software, que completou 15 anos em 2025, inicia 2026 com um novo ciclo estratégico ao adotar um modelo multi-ERP, movimento que amplia seu mercado e sustenta a projeção de faturamento de R$75 milhões neste ano — crescimento de cerca de 50% em relação ao previsto anteriormente. A estratégia é acompanhada por um ciclo de investimentos de R$12 milhões, voltado à evolução de produtos e à estratégia de go-to-market.

Fundada em 2010, a empresa desenvolve soluções de gestão fiscal, financeira, contratual, de recursos humanos e comércio exterior, atuando como uma camada complementar aos sistemas de gestão das empresas. Atualmente, suas tecnologias atendem mais de 27 mil CNPJs e transacionam o equivalente a cerca de 3% do PIB brasileiro ao ano, dando suporte a operações de grande escala e complexidade, como McDonald’s, Burger King, Palmeiras e Botafogo.

A decisão de tornar os softwares independentes de um ERP específico permite que as soluções da Invent se integrem a diferentes sistemas já utilizados pelas empresas, sem a necessidade de substituição do sistema central. Com isso, a companhia reduz a dependência de um fornecedor dominante e se posiciona como um one-stop-shop de soluções de gestão corporativa.

Segundo o CEO, Marcos Tadeu Jr., “nosso papel é garantir que empresas de todos os portes tenham acesso a uma camada de gestão confiável, integrada aos seus ERPs. Essa estratégia amplia nosso potencial de crescimento e cria uma base mais sólida para a expansão internacional”.

Os investimentos previstos para 2026 serão direcionados ao fortalecimento da arquitetura cloud SaaS, à ampliação das integrações, à segurança da informação e à aplicação de inteligência artificial em produtos e processos, como o Simulador da Reforma Tributária e a plataforma Invent AI.

A estratégia também sustenta o avanço internacional da companhia. Atualmente, empresas localizadas em mercados como Estados Unidos, China, México, Angola, Peru e Colômbia já utilizam as soluções da Invent, muitas delas com operações ou obrigações fiscais no Brasil. O próximo passo é ampliar essa presença, levando ao exterior a expertise brasileira em gestão fiscal e financeira, apoiada em uma arquitetura multi-ERP e em nuvem.

Dashboards integrados e dados em tempo real devem liderar investimentos em marketing digital em 2026

Gestores de marketing enfrentam um paradoxo: nunca tiveram acesso a tantos dados, mas seguem com dificuldade para responder perguntas básicas sobre performance de campanhas e retorno sobre investimento. A fragmentação de informações entre múltiplas plataformas cria um gargalo que deve impulsionar investimentos em consolidação e integração de dados em tempo real ao longo de 2026.

A tendência responde a mudanças estruturais no setor. Criativos saturam mais rápido, leilões de mídia oscilam ao longo do dia e pequenas variações de conversão geram impactos relevantes em custo de aquisição. Nesse cenário, a velocidade entre identificar um problema e implementar ajustes se torna diferencial competitivo.

“O marketing digital opera em ciclos cada vez mais curtos. A vantagem está menos em ter dados e mais em possuir uma operação preditiva, que reduza o tempo entre identificar um sinal e fazer o ajuste necessário”, afirma Leandro Scalise, CEO da RankMyApp, referência em inteligência mobile e performance digital.

Segundo Scalise, empresas que não consolidarem suas fontes de dados enfrentarão dificuldades crescentes para competir em um ambiente onde decisões tardias significam orçamento desperdiçado e oportunidades perdidas.

O problema da fragmentação

Empresas enfrentam desafios comuns na consolidação de dados vindos de diferentes plataformas: divergência de definições (o que é conversão, como se calcula receita, qual janela de atribuição usar), dados duplicados e inconsistentes (UTMs, nomenclatura de campanhas, eventos registrados de formas diferentes), falta de governança sobre quem é responsável por cada métrica e dependência de planilhas com baixa rastreabilidade.

Segundo estudo recente do RankMyApp, essa fragmentação cria atrito operacional. Equipes gastam tempo reconciliando números em vez de otimizar campanhas. Decisões demoram mais, aumenta o retrabalho e reduz-se a confiança na análise apresentada.

“Cada ferramenta mostra apenas uma parte do processo e dificulta medir o impacto real no negócio. O debate fica travado em ‘qual número está certo’ em vez de ‘qual ação devemos tomar'”, explica Scalise.

Mudança no perfil de cobrança

O comportamento dos gestores também mudou. Eles passaram a ser cobrados por uma visão mais completa do negócio (qualidade do usuário, receita gerada, retenção, pipeline de vendas) e não apenas por métricas isoladas de campanha. Isso aumentou a demanda por integração entre mídia paga, CRM e dados de produto, além de exigir uma narrativa única para apresentar à diretoria.

A visualização integrada permite comparar canais usando a mesma régua, identificar em que ponto da jornada o funil quebra e detectar se o problema está no criativo, na conversão na loja de aplicativos, no onboarding, em algum evento específico ou na comunicação via CRM.

“Decisões que envolvem cortes de orçamento, realocação de verba ou replicação de estratégias raramente dependem de um canal isolado. O que importa é o impacto no funil completo: custo, qualidade do lead, retenção e receita”, diz Scalise.

Preparação para 2026

Para empresas que querem avançar na maturidade de dados, especialistas recomendam revisão em três frentes: arquitetura e fontes (garantir integração entre mídia, CRM e produto, e mapear o que ainda falta conectar), governança (criar dicionário de métricas, padronizar nomenclaturas, estabelecer regras de qualidade e definir responsáveis por cada indicador) e rituais de decisão (estabelecer cadências de leitura diária, semanal e mensal, configurar alertas automáticos e registrar aprendizados de testes).

A autonomia das equipes de marketing na leitura e análise de dados também é apontada como diferencial competitivo. Times autônomos reduzem dependência de áreas de BI ou engenharia para perguntas recorrentes, testam mais, corrigem mais rápido e constroem cultura de decisão baseada em evidência.

“A consolidação de dados não é só uma questão técnica. É o que permite ao time focar em estratégia em vez de ficar reconciliando planilhas”, conclui Scalise.

O estudo completo “Frameworks para um Marketing Data-Driven” está disponível para consulta e detalha metodologias baseadas nos três pilares de maturidade identificados pela pesquisa: https://datarank.io/framework-para-um-marketing-data-driven?utm_source=trafego-direto&utm_medium=assessoria&utm_campaign=release 

Com R$ 84,9 trilhões movimentados, Pix impõe novo nível de maturidade técnica ao setor financeiro

A digitalização de produtos financeiros, como recebíveis e novas infraestruturas de crédito, tem ampliado o acesso ao sistema financeiro e acelerado a atuação de instituições financeiras e de meios de pagamento no Brasil, apoiada por uma infraestrutura digital que já opera em escala inédita. Segundo estudo da fintech brasileira Ebanx, o Pix acumulou 196,2 bilhões de transações desde o seu lançamento, no fim de 2020, até setembro de 2025, movimentando R$ 84,9 trilhões, volume equivalente a mais de sete vezes o PIB brasileiro de 2024, estimado em R$ 11,7 trilhões.

De acordo com o Banco Central do Brasil, mais de 170 milhões de brasileiros utilizam o Pix, o que representa cerca de 80% da população. Esse avanço, no entanto, vem acompanhado de maior complexidade técnica e regulatória, exigindo bases sólidas de segurança, previsibilidade e conformidade para que novas soluções operem em escala. A inovação financeira passa, assim, a depender não apenas de tecnologia, mas de maturidade técnica capaz de sustentar operações críticas em ambientes altamente regulados.

A obrigatoriedade do registro de recebíveis de cartões, implementada em 2021, é um marco nesse processo de amadurecimento do mercado. A medida trouxe mais transparência às operações e reduziu riscos para financiadores ao garantir a existência e a unicidade das garantias, ampliando o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas. Ao estruturar uma infraestrutura comum e padronizada, o modelo fortaleceu a confiança entre os agentes e criou condições para a expansão de novas modalidades de financiamento.

Para Joab Júniorespecialista em Qualidade de Software e sócio da Vericode, a sustentabilidade da inovação financeira está diretamente ligada à solidez da engenharia que a sustenta. “À medida que soluções ganham escala, cresce a necessidade de comprovar tecnicamente sua segurança, estabilidade e aderência regulatória. Testes homologatórios e evidências auditáveis não são burocracia, mas instrumentos essenciais de confiança. A maturidade técnica reduz incertezas e aumenta a previsibilidade das operações financeiras”, afirma.

O Banco Central têm reforçado exigências relacionadas à governança, segurança da informação, rastreabilidade e controles técnicos, impactando diretamente instituições financeiras, IMFs e fornecedores de tecnologia. Com isso, certificações, testes homologatórios e geração contínua de evidências deixam de ser etapas pontuais e passam a integrar o ciclo regular de desenvolvimento, mitigando riscos de não conformidade, atrasos na autorização de operação e fragilidades operacionais.

Diante desse cenário, a automação e o uso de plataformas de testes acelerados por inteligência artificial ganham relevância ao transformar requisitos regulatórios em cenários técnicos testáveis, auditáveis e rastreáveis. De acordo com Joab Júnior, essas tecnologias contribuem para organizar processos, reduzir complexidade e gerar evidências exigidas pelo regulador com mais eficiência e controle. “A maturidade técnica deixa de ser apenas um requisito operacional e passa a ser um diferencial competitivo, ao evitar retrabalho, reduzir riscos regulatórios e fortalecer a confiança em todo o ecossistema financeiro”, conclui.

O que a IA sabe sobre você? Apura Cyber Intelligence revela riscos ocultos em cada conversa digital

Um modelo de Inteligência Artificial (IA) é, por natureza, um devorador de dados. Ele é treinado com bilhões de informações disponíveis na internet e, em muitos casos, também com o conteúdo que os próprios usuários digitam diretamente. Essa interação contínua significa que cada vez que você conversa com a IA, o modelo aprende mais sobre como as pessoas se comunicam e, potencialmente, sobre você em particular. O simples ato de interagir já se configura como um ato de exposição que muitos ignoram.

“As pessoas geralmente não percebem que, ao enviar informações para um LLM (Large Language Model), estão expondo dados a um ambiente que não diferencia conteúdo sensível de conteúdo comum. Muitos usuários copiam códigos, contratos, registros internos ou dados pessoais acreditando estar num espaço privado, mas o modelo apenas processa o que recebe, e os provedores podem manter esses dados para si, para aprendizagem da IA, além de registros técnicos para auditoria e segurança”, alerta Pollyne Zunino, Subcoordenadora do SWAT Team na Apura e especialista em Investigação de Crimes Cibernéticos, Fraudes Eletrônicas e Inteligência Digital. 

O levantamento feito pela equipe da Apura joga luz sobre uma armadilha que não enxergamos e cada vez mais comum: a entrega inocente de informações sensíveis a sistemas que não foram feitos para guardá-las.

E casos reais que ilustram o risco. Um dos mais frequentes envolve desenvolvedores que enviam trechos de código para otimização, sem notar que deixaram ali embutidos tokens de acesso, URLs internas ou credenciais temporárias. Mesmo que o modelo responda com eficácia, o estrago já está feito — ou seja, aquele dado confidencial foi transmitido, processado e possivelmente registrado em logs da plataforma. E, uma vez que a informação foi usada para aprendizagem de uma IA, ela pode eventualmente fazer parte de uma resposta para outros usuários do mesmo serviço de LLM. Seja um token, um CPF, um pedaço de contrato ou um pipeline estratégico, a lógica é a mesma: o que entra no modelo passa a fazer parte da IA e não volta mais ao controle do usuário.

Nas empresas, o cenário é ainda mais crítico. A facilidade de uso e adoção espontânea e desordenada de ferramentas de IA pelos colaboradores cria um ambiente conhecido como Shadow AI, um ecossistema paralelo e invisível, onde dados corporativos circulam fora das camadas de proteção projetadas para guardá-los.

Informações de clientes, código proprietário, planos estratégicos, contratos confidenciais e ativos críticos: tudo pode ser copiado, colado e enviado a uma plataforma externa sem qualquer avaliação de risco.

Ferramentas não homologadas abrem brechas que passam despercebidas por sistemas tradicionais de defesa cibernética, como DLP, SIEM e EDR, transformando modelos de IA externos em potenciais canais de vazamento.

“Provedores como OpenAI, Google e Anthropic, só para citar alguns, possuem políticas de privacidade que limitam o uso de dados pessoais e diferenciam o tratamento entre API e interface web”, explica Zunino. “Normalmente, indicam que não utilizam dados enviados por API para treinar modelos, embora possam reter informações operacionais para segurança”.

Já no universo open source — um conjunto de softwares, ferramentas, sistemas e comunidades cujo código-fonte é aberto e pode ser visto, modificado, aprimorado e distribuído por qualquer pessoa — a proteção recai inteiramente sobre quem hospeda e opera o modelo. E, muitas vezes, essa hospedagem não está preparada ou estruturada para garantir segurança adequada.

A Apura ressalta que os cibercriminosos estão bastante atentos à esses fatos. “Hoje, grupos especializados exploram desde falhas de configuração em modelos corporativos até vazamentos involuntários em logs, repositórios e instâncias internas”, explica a especialista da Apura Cyber Intelligence.

Técnicas como model inversionmembership inference e prompt injection permitem extrair padrões sensíveis, reidentificar usuários, manipular comportamentos do modelo e reconstruir dados originalmente sigilosos. “Em outras palavras, o criminoso não precisa mais invadir a rede. Ele só precisa acessar o que vazou pelos prompts de IA”, reforça Pollyne.

Como se proteger

A especialista reforça: “A IA não é seu diário. Não é sua caixa de e-mail relareporconfidencial. Antes de colar qualquer conteúdo, a pergunta deve ser: ‘Se isso vazasse, eu ficaria tranquilo?’”.

Entre as principais orientações:

• jamais inserir dados pessoais ou corporativos sensíveis;
• seguir rigidamente as políticas internas de cibersegurança;
• priorizar ferramentas de IA homologadas pelo time de tecnologia e segurança da sua empresa;
• adotar modelos locais e agentes autônomos operados dentro da própria infraestrutura da empresa.

“LLMs locais eliminam o envio de dados para terceiros e facilitam a conformidade com legislações sobre privacidade como LGPD e GDPR. Além disso, permitem automações avançadas, com navegadores autônomos, extração de dados e geração de relatórios, sem comprometer a privacidade”, explica.

A Apura, referência em Cyber Threat Intelligence (CTI), tem acompanhado de perto a evolução desse ecossistema de risco e mapeado como criminosos incorporam IA em cada fase do ataque.

“Nós monitoramos fontes abertas, comunidades e infraestruturas onde criminosos compartilham prompts corporativos vazados, artefatos sensíveis e novas técnicas de exploração de modelos”, afirma Pollyne Zunino. “Esse trabalho identifica exposições involuntárias e também como grupos maliciosos usam a IA para automatizar engenharia social, varredura de vulnerabilidades, spear phishing e a produção de artefatos maliciosos mais sofisticados”.

A especialista finaliza afirmando: “A IA está aprendendo o tempo todo e, se você não prestar atenção, ela pode aprender muito mais do que deveria.”

NRF 2026: o ano em que o varejo deixou de usar inteligência artificial e passou a ser comandado por ela

A transição da NRF 2025 para a NRF 2026 marca um divisor de águas na história do varejo global. Não se trata de uma nova onda tecnológica ou de mais uma promessa bem apresentada no palco. O que ficou evidente em 2026 foi uma mudança estrutural profunda na forma como o varejo opera, decide e se relaciona com o consumidor.

Em 2025, a inteligência artificial provou que funcionava. Em 2026, ela passou a comandar.

A NRF 2025 consolidou um ponto importante: a inteligência artificial deixou definitivamente o campo do discurso e passou a entregar ROI real e mensurável. O varejo global viu, na prática, ganhos relevantes de eficiência operacional, redução de custos e melhoria da experiência do cliente.

Casos de visão computacional, automação logística e digital twins tornaram-se comuns. Câmeras inteligentes passaram a monitorar fluxo e estoque em tempo real. Robôs aumentaram a precisão e a velocidade dos centros de distribuição. Réplicas digitais permitiram simular cenários antes de decisões críticas.

Apesar dos avanços, o modelo dominante em 2025 ainda carregava restrições importantes. A inteligência artificial atuava como ferramenta de apoio, não como protagonista. Ela sugeria, informava, analisava — mas não decidia.

As soluções permaneciam isoladas em silos, desconectadas entre áreas. Cada departamento tinha sua própria tecnologia, sem uma visão integrada da operação. E, no fim do processo, a decisão continuava essencialmente humana: a IA apresentava dados, mas o esforço cognitivo e a responsabilidade final recaíam sobre pessoas.

Esse modelo impedia o varejo de atingir seu potencial máximo de eficiência, velocidade e inteligência operacional.

Já, a NRF 2026 marcou a ruptura definitiva com esse paradigma.

A inteligência artificial deixou de ser periférica e assumiu o centro da operação varejista, passando a orquestrar processos de ponta a ponta, com autonomia crescente. O varejo evolui de um modelo “assistido por IA” para um modelo guiado por IA.

Essa transformação não é apenas tecnológica. Ela redefine três dimensões fundamentais do negócio: como o varejo interage com o consumidor, como opera suas rotinas e fluxos e como decide, do nível operacional ao estratégico e a IA passa a ser o sistema nervoso da organização.

Um dos exemplos mais emblemáticos apresentados na NRF 2026 foi a parceria entre Google e Walmart. Nela, a jornada de compra completa acontece dentro de uma única conversa com IA.

O consumidor expressa sua necessidade de forma natural. A IA compreende o contexto, recomenda opções personalizadas, ajusta preferências em tempo real e finaliza a compra — tudo sem redirecionamentos, cliques excessivos ou fricções.

Busca, recomendação, carrinho e checkout deixam de ser etapas fragmentadas e passam a ser um fluxo contínuo e conversacional. A navegação tradicional perde protagonismo para o diálogo inteligente.

Esse novo modelo se sustenta em uma arquitetura inédita: o Universal Commerce Protocol (UCP). Em vez de sistemas separados, o comércio passa a operar como um ecossistema unificado, orquestrado por IA. Nesse modelo, a inteligência artificial coordena de forma integrada:busca inteligente, conteúdo dinâmico, ofertas personalizadas, checkout simplificado, logística otimizada e pós-venda ativo.

E o comércio deixa de ser uma sequência de sistemas e passa a ser um organismo inteligente, capaz de se adaptar continuamente ao contexto.

Mas, talvez a mudança mais sensível esteja na gestão de sortimento. Produtos deixam de ser definidos em ciclos fixos de planejamento e passam a ser ajustados dinamicamente por IA, considerando dados locais, perfil regional, clima em tempo real, eventos, sazonalidade e comportamento do consumidor.

Nesse novo paradigma, a frase é direta:a IA não apoia o sortimento — ela decide o sortimento. O mesmo raciocínio se aplica a preços, estoques, logística e até decisões financeiras.

Na NRF 2026, a inteligência artificial surge também como copiloto executivo. Ela não apenas apresenta dashboards, mas simula cenários complexos, testa hipóteses, avalia impactos e recomenda ações estratégicas com justificativas claras.

Executivos ganham a capacidade de antecipar consequências antes de decisões críticas, reduzindo risco e acelerando movimentos estratégicos.

A evolução culmina no conceito de IA agêntica. Em vez de sistemas genéricos, surgem agentes especializados que operam de forma coordenada: agentes de estoque, preço, vendas, financeiros e logísticos

Cada agente decide dentro de seu domínio, mas em colaboração com os demais. O varejo passa a funcionar como um sistema autônomo coordenado, capaz de reagir em tempo real às mudanças do mercado.

O impacto é direto e mensurável. Tarefas repetitivas são eliminadas. Análises que levavam dias passam a ser feitas em segundos. O tempo executivo migra da operação para a estratégia.

Em vendas, a IA captura sinais de intenção em tempo real e apresenta ofertas no momento exato, com personalização contextual profunda. A conversão deixa de ser um evento aleatório e passa a ser orquestrada.

O Brasil está diante de uma oportunidade histórica — e de um risco real. As tecnologias apresentadas na NRF 2026 não são exclusivas de mercados desenvolvidos. Elas estão disponíveis para quem decidir agir.

Quem adota primeiro cria uma vantagem competitiva desproporcional. Quem hesita amplia o gap de eficiência e corre o risco de se tornar irrelevante em um mercado cada vez mais inteligente.

A principal mensagem da NRF 2026 é inequívoca: a inteligência artificial não é mais uma tendência emergente. Ela se tornou a arquitetura central do varejo moderno.

A tecnologia já existe. Os casos foram demonstrados. O retorno está comprovado.

Resta apenas a decisão — liderar essa transformação ou observá-la acontecer de fora.

Marcelo Antoniazzi é CEO da Gouvêa Consulting que integra a Gouvêa Ecosystem

Presença em múltiplos canais vira fator de sobrevivência nos negócios

Em um ano marcado pelo avanço do fechamento de empresas no Brasil, a forma como os negócios se posicionam nos pontos de busca e contato com o consumidor passou a ser decisiva para a sobrevivência. 

Dados atualizados até agosto de 2025 indicam que cerca de 1,9 milhão de empresas encerraram as atividades no país, número mais que o dobro do registrado em 2024, quando aproximadamente 800 mil negócios fecharam as portas. O cenário revela um ambiente cada vez mais competitivo, especialmente para pequenas e médias empresas, pressionadas não apenas por fatores econômicos, mas também pela dificuldade de serem encontradas e reconhecidas pelos consumidores.

Para Rafael Somera, CEO da Solutudo, plataforma que conecta soluções locais à população, a ausência nos ambientes digitais onde o cliente busca informação tem se tornado um fator silencioso de exclusão do mercado. “Hoje, se a empresa não aparece quando o consumidor procura, ela simplesmente entra no radar. E se não entra no radar, não é cogitada”, afirma. Segundo ele, a decisão de compra acontece antes do primeiro contato direto, durante a etapa de pesquisa e comparação.

O comportamento do consumidor mudou de forma estrutural. Pesquisas do Google mostram que 93% das pessoas pesquisam online antes de comprar e transitam, em média, por três a seis canais diferentes até tomar uma decisão. Buscadores, redes sociais, mapas, sites institucionais, plataformas de avaliação e, mais recentemente, ferramentas de inteligência artificial passaram a fazer parte desse percurso. 

Nesse contexto, depender de um único canal de visibilidade tornou-se uma estratégia de alto risco. “A atenção do consumidor está fragmentada. Apostar tudo em redes sociais ou apenas no Google deixa a empresa vulnerável a mudanças de algoritmo e perda repentina de alcance”, diz Somera.

Mais do que serem descobertas, as empresas passaram a ser constantemente verificadas. Estudos internacionais da BrightLocal indicam que 99% dos consumidores leem avaliações online em algum momento da jornada, enquanto dados do próprio Google mostram que informações atualizadas, fotos, respostas a comentários e presença consistente influenciam diretamente a escolha, sobretudo em negócios locais. “O consumidor descobre em um canal, mas vai a outros para confirmar se aquela empresa é confiável, se está ativa e se outras pessoas falam bem dela”, explica Somera. “Não adianta investir em tráfego pago se, na hora da checagem, não há avaliações, conteúdo atualizado ou sinais de que o negócio está vivo.”

Na prática, empresas que não cuidam dessa presença integrada acabam presas a um ciclo silencioso de perda de oportunidades. Perfis desatualizados, ausência de informações básicas ou inconsistência entre canais geram desconfiança e levam o consumidor a voltar para a busca inicial. Pesquisas mostram que páginas completas, com fotos e dados atualizados, podem gerar até três vezes mais interações do que páginas incompletas ou abandonadas.

A experiência da Solutudo ilustra esse movimento. Nos últimos 12 meses, a plataforma registrou mais de 60 milhões de acessos e contabilizou mais de 3 bilhões de exibições de conteúdos de empresas cadastradas na primeira página do Google, segundo dados internos. Para Somera, os números reforçam que visibilidade não é apenas presença pontual, mas constância e coerência. “O consumidor não quer só encontrar uma empresa. Ele quer confirmar que ela é confiável, acessível e relevante. Estar em múltiplas plataformas hoje não é excesso, é sobrevivência”, afirma.

Em um ambiente de concorrência elevada e consumidores cada vez mais impacientes e desconfiados, a presença consistente em diferentes pontos de busca e contato deixou de ser apenas uma estratégia de crescimento. Para muitas empresas, tornou-se a linha tênue entre continuar operando ou fechar as portas.

InfinitePay lança “Missão do Milhão” e vai sortear R$ 1 milhão para empreendedores

A InfinitePay, plataforma de serviços financeiros da CloudWalk, acaba de lançar a “Missão do Milhão“, uma campanha que vai premiar empreendedores com R$ 1 milhão, reforçando sua estratégia de engajamento junto aos seus mais de 6 milhões de clientes.

A dinâmica é simples: quanto mais o empreendedor vende ou indica amigos pelo app da InfinitePay, mais chances tem de ganhar. A campanha transforma vendas e indicações em moedas, que podem ser trocadas por Números da Sorte para concorrer ao prêmio final.

Para participar, o empreendedor da InfinitePay deve acessar a área “Moedas” no app e completar missões como realizar vendas com cartão na maquininha, por Link de Pagamento ou diretamente no smartphone, com a tecnologia Tap to Pay, além de indicar novos empreendedores para a plataforma.

A cada meta atingida, o participante acumula mais chances no sorteio. No total, é possível acumular até seis Números da Sorte em vendas – dois a cada meta cumprida em três etapas: R$ 420, R$ 800 e R$ 2.000. Cada indicação válida também rende dois Números da Sorte, desde que o indicado realize uma venda ou adquira uma maquininha.

“Com a Missão do Milhão, a InfinitePay amplia o uso de mecânicas de gamificação para estimular vendas e indicações dentro da plataforma, integrando a campanha às ferramentas já utilizadas pelos empreendedores no dia a dia”, afirma Ricardo Cici, Chief Growth Officer da CloudWalk. “É a nossa forma de retribuir a confiança de quem escolhe nossos produtos.”

A participação é válida até 15 de fevereiro, e cada empreendedor pode acumular até 26 Números da Sorte ao longo da campanha. O sorteio do prêmio está marcado para o dia 7 de março. Mais informações estão disponíveis no site da campanha e no aplicativo da InfinitePay.

IA como motor da transformação digital no varejo, indústria e serviços

A inteligência artificial deixou de ser promessa para se tornar um dos principais vetores da transformação digital no varejo, na indústria e no setor de serviços. Ainda assim, o debate dominante nas empresas segue distorcido. Em vez de discutir como gerar valor com IA, muitas organizações continuam presas à pergunta errada “por que a IA não entrega resultado?”. A resposta, como mostram tanto a prática quanto os dados da imagem apresentada, está menos na tecnologia e mais na falta de clareza estratégica e de preparo organizacional.

O ponto central é simples: IA não falha por si só. Ela falha quando é tratada como moda, atalho ou solução genérica para problemas mal definidos. Isso explica por que, apesar do volume crescente de investimentos, muitas iniciativas não passam da fase de piloto ou geram retornos abaixo do esperado.

A discussão sobre em quais processos a IA deixou de ser tendência já está superada. Hoje, a IA é parte estrutural do core das organizações líderes. No varejo, ela está integrada à precificação dinâmica, personalização de ofertas, previsão de demanda e gestão de estoques. Na indústria, tornou-se essencial para manutenção preditiva, automação de processos, controle de qualidade e otimização da cadeia produtiva. Nos serviços, redefine atendimento ao cliente, planejamento operacional, análise financeira e gestão de riscos.

O diferencial não está em usar IA, mas em usá-la de forma intensiva, integrada e orientada a valor. Empresas que extraem resultados reais não enxergam a IA como um projeto isolado, mas como uma camada transversal que atravessa marketing, vendas, logística, finanças, RH e operações.

Na prática, o maior impacto inicial da IA ainda está concentrado em eficiência operacional e redução de custos. Automação de tarefas repetitivas, redução de erros humanos, aceleração de processos e ganho de escala são benefícios claros e mensuráveis.

No entanto, esse é apenas o primeiro estágio de maturidade. Organizações mais avançadas já usam IA para crescimento de receita, aumento de margens e melhoria da tomada de decisão. Aqui, o valor surge quando líderes passam a operar de forma mais fact-based, apoiados por modelos preditivos, análises em tempo real e simulações de cenários. A IA deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a influenciar decisões estratégicas. A maioria das falhas na implementação de IA não é técnica. Elas são organizacionais, de design de solução, culturais. Entre os erros mais recorrentes, destacam-se:

  • Subestimar impactos culturais, ignorando o efeito da IA sobre papéis, rotinas e poder decisório.
  • Focar em pilotos de baixa escalabilidade, que funcionam como demonstração tecnológica, mas não se sustentam na produção quando em escala.
  • Evitar a reinvenção de processos, tentando apenas “encaixar” IA em modelos antigos de entrega de valor.
  • Desconectar tecnologia do cliente, perdendo de vista que o redesenho da jornada deve guiar qualquer aplicação de IA.

Esses erros explicam por que tantas iniciativas geram entusiasmo inicial, mas não sobrevivem ao teste do tempo.

Os dados de uma pesquisa feita com executivos líderes de mercado por Emerson Pinha, fundador e CEO da AITOUR.AI, reforçam essa leitura. Na enquete apresentada, a maior dor associada à IA e inovação foi “Falta de gente preparada”, com ampla maioria dos votos. Em segundo plano aparece “Falta de clareza”. Já “Falta de ROI” surge como consequência percebida, não como causa estrutural.

Esse ponto é essencial. ROI não é a doença, é o sintoma. Assim como um boletim ruim não explica sozinho o fracasso escolar, a ausência de retorno financeiro não explica o fracasso da IA. Ela apenas revela problemas anteriores: decisões mal formuladas, soluções mal arquitetadas e equipes despreparadas para operar, escalar e evoluir os modelos.

Clareza estratégica e preparo: a base do problema

A falta de clareza se manifesta quando empresas adotam IA sem um racional claro. Usa-se IA onde um dashboard resolveria. Aplica-se IA generativa para cálculos e interações simples. Tenta-se substituir processos inteiros sem redesenhar a arquitetura da solução. O resultado é desperdício de recursos e frustração.

Já a falta de preparo vai além das pessoas. Envolve arquitetura tecnológica inadequada, dados de baixa qualidade, ausência de governança e decisões centralizadas em lideranças sem letramento digital. Soluções de IA não escalam “de ponta a ponta” sem engenharia sólida, integração de dados e times qualificados.

Curiosamente, muitas empresas executam muito, mas executam mal. Existe execução em excesso e direção de menos.

No varejo, empresas nativas digitais mostram diariamente o poder da IA quando combinada a dados de alta qualidade. Elas personalizam ofertas, integram canais, aumentam conversão e estendem o lifetime value do cliente. Não é magia. É clareza de objetivo somada a domínio dos dados.

Na indústria, líderes globais usam IA para reduzir ineficiências, acelerar ciclos produtivos e baixar custos estruturais. A tecnologia atua como multiplicador de produtividade, permitindo competir em ambientes de margens cada vez mais pressionadas.

Nos serviços, a IA já transforma atendimento ao cliente, planejamento de estoques, gestão financeira e operações internas. A diferença está entre quem implementa chatbots isolados e quem redesenha processos completos com a IA no centro.

IA como motor de resiliência empresarial

Em ambientes de incerteza econômica e política, a IA se torna um instrumento de sobrevivência competitiva. Ela permite reduzir despesas em escala, reagir mais rápido a mudanças de mercado e tomar decisões com base em dados, não em intuição.

Empresas resilientes usam IA para antecipar cenários, ajustar estratégias e proteger margens. Quem não faz isso perde agilidade, competitividade e relevância.

A diferença entre empresas que usam IA como ferramenta pontual e aquelas que a tratam como motor estratégico é visível nos resultados. As segundas apresentam melhor desempenho financeiro, maior satisfação do cliente, decisões mais rápidas e maior consistência operacional.

Elas não perguntam “onde usar IA”, mas “como redesenhar o negócio a partir dela”. Investem em preparo, clareza e arquitetura antes de cobrar ROI.

Portanto, a IA não falha. As organizações falham ao adotá-la sem clareza e preparo. O verdadeiro desafio não é tecnológico, mas estratégico e humano. Enquanto empresas insistirem em tratar ROI como ponto de partida, continuarão frustradas. O caminho correto começa pela base: clareza de propósito, gente qualificada e soluções bem arquitetadas. O retorno vem depois, como consequência natural.

Especialista dá cinco dicas de como transformar redes sociais em ambientes de consumo

As redes sociais atravessaram um ponto de ruptura no varejo digital. Em 2026, plataformas que antes funcionavam apenas como canais de divulgação passaram a concentrar toda a jornada de consumo, da descoberta à conversão. Segundo o DataReportal 2026, o Brasil reúne cerca de 150 milhões de usuários ativos em redes sociais, um contingente que já consome informação, entretenimento e, cada vez mais, produtos sem sair dessas plataformas.

Esse movimento explica por que o social commerce cresce em ritmo superior ao do e-commerce tradicional. Estudo da Accenture aponta que compras mediadas por redes sociais avançam até três vezes mais rápido do que lojas virtuais convencionais, impulsionadas pela integração entre conteúdo, influência e pagamento direto. A redução de etapas na jornada tem impacto direto na taxa de conversão.

Para a empresária Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Joias, e especialista em vendas na internet, o erro mais comum das marcas é continuar tratando redes sociais como vitrines. “As plataformas deixaram de ser apoio de marketing. Elas viraram o próprio ambiente de consumo. Quem ainda usa rede social só para aparecer está desperdiçando potencial de venda”, afirma.

A mudança é visível em plataformas como TikTok, Instagram e WhatsApp, que concentram vídeo, busca, recomendação social e compras no mesmo fluxo. No TikTok, por exemplo, o conteúdo não tem vida curta: vídeos continuam sendo distribuídos ao longo do tempo, funcionando como mecanismo de descoberta e venda contínua. “O algoritmo prioriza quem consegue entregar, atender e sustentar demanda. Não é só sobre viralizar”, diz Sabrina.

O impacto vai além da comunicação. A lógica de distribuição passou a considerar fatores operacionais, como disponibilidade de produto, logística e experiência do cliente. Plataformas tendem a favorecer marcas que oferecem previsibilidade de entrega e capacidade de escalar. “A rede social virou infraestrutura. Se a operação falha, o alcance cai”, afirma a empresária.

Outro vetor central é a mudança no comportamento do consumidor. Levantamento da NielsenIQ mostra que mais de 70% das decisões de compra no social commerce são influenciadas por vídeos de recomendação e creators, percentual superior ao de anúncios tradicionais. A confiança deixa de estar apenas na marca e passa a ser compartilhada com comunidades, afiliados e produtores de conteúdo.

Nesse contexto, a construção de comunidade se consolida como ativo estratégico. Marcas que criam narrativas, causas e experiências tendem a gerar maior recorrência e ticket médio. “As pessoas compram pertencimento, não só produto. Quando isso acontece dentro da rede social, a recompra se torna natural”, afirma Sabrina.

A integração entre físico e digital também ganha relevância. Lojas, eventos e experiências presenciais passam a alimentar o conteúdo on-line, enquanto as redes sustentam escala e conversão. “O físico virou mídia. Ele gera história, prova social e conteúdo que circula no digital”, diz.

Para 2026, a avaliação é que redes sociais deixam definitivamente de ser meio e passam a ser o próprio ambiente onde o consumo acontece. “Quem entende isso constrói vantagem competitiva. Quem insiste em tratar rede como vitrine vai competir com custo maior e menos controle”, afirma a empresária.

Cinco caminhos para transformar redes sociais em ambientes de consumo

  1. Integrar conteúdo, descoberta e compra no mesmo fluxoEliminar etapas externas aumenta a conversão. Quanto menos cliques entre interesse e pagamento, maior a eficiência da venda.
  2. Construir confiança por meio de comunidade e recomendaçãoCreators, afiliados e clientes reais funcionam como extensões da marca. A prova social passa a ser o principal gatilho de decisão.
  3. Operar com previsibilidade de oferta e entrega
    Algoritmos priorizam marcas que sustentam demanda. Estoque, logística e atendimento influenciam diretamente no alcance e distribuição.
  4. Usar dados e automação para estimular recompra
    CRM, WhatsApp e inteligência artificial permitem ativar a base existente, aumentando ticket médio e recorrência sem depender apenas de mídia paga.
  5. Tratar a rede como infraestrutura de negócio
    Lives, afiliados, pagamento, atendimento e tráfego coexistem no mesmo ecossistema. “Quem trata rede social como infraestrutura constrói margem e previsibilidade”, afirma Sabrina.

Privacy supera OnlyFans e lidera buscas brasileiras entre plataformas de monetização de conteúdo

Privacy continua se consolidando como a maior plataforma de monetização de conteúdo da América Latina. 

Uma pesquisa realizada recentemente pela empresa Timelens revela que a Privacy teve um crescimento de 237% nas buscas brasileiras nos últimos 4 anos. Enquanto isso, o OnlyFans, plataforma criada em Londres, teve um crescimento de somente 19% nas buscas do país durante o mesmo período, o que destaca o potencial do mercado nacional na creator economy. 

Segundo André Matias, CEO da Timelens, o interesse dos brasileiros pela Privacy pode ser justificado por uma maior conexão da plataforma com o público local, além das formas de pagamento flexíveis que ela proporciona, aceitando Real e outras moedas da América Latina, além do Pix. 

Ainda de acordo com dados da Timelens, o mercado de conteúdo adulto também teve uma expansão acentuada no Brasil nos últimos 4 anos – impulsionada por inovações tecnológicas e mudanças culturais em geral – chegando a crescer em 158%. 

Essa informação não é novidade para quem acompanha as principais notícias sobre a indústria, já que o Brasil ficou em 9º lugar no ranking dos países que mais consomem conteúdo +18 no mundo, chegando a gastar mais de R$ 1 bilhão com esse setor em 2025, de acordo com o OnlyGuides, empresa associada ao OnlyFans. 

Outro fator que mostra a importância e a seriedade da creator economy no Brasil é a Lei 15.325, sancionada pelo Presidente da República no início de 2026, que regulamenta a profissão de criador de conteúdo no Brasil, garantindo a estabilidade financeira de novos influenciadores e oferecendo segurança jurídica para um setor que antes era considerado informal. 

Hoje a presença digital é muito mais do que um hobby, ela se tornou fonte principal de renda e proporciona carreiras de sucesso, originando um grande braço na indústria do entretenimento. 

Além da dedicação sem tamanho dos nossos funcionários e influenciadores, a Privacy sempre enxergou o potencial gigante do Brasil na creator economy e esse é um dos motivos pelo qual temos conseguido um resultado tão significante”, disse Fabrício Nunez, CMO da Privacy. “Cada vez mais a carreira de influenciador deixa de ser uma ‘segunda opção’ e se torna palco principal na vida profissional dos brasileiros – e temos orgulho de fazer parte dessa transformação”.