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Invent Software aposta em estratégia multi-ERP e projeta faturamento de R$ 75 milhões em 2026

A Invent Software, empresa brasileira de tecnologia que acaba de completar 15 anos, anunciou uma mudança estratégica em seu modelo de negócios que promete acelerar seu crescimento nos próximos anos. Ao adotar uma arquitetura multi-ERP, a companhia amplia seu mercado endereçável e projeta um faturamento de R$ 75 milhões em 2026, um salto de 50% em relação às previsões anteriores.

Para sustentar essa nova fase, a empresa confirmou um ciclo de investimentos de R$ 12 milhões. O capital será destinado à evolução do portfólio de produtos, fortalecimento da estratégia de go-to-market e aprimoramento da segurança e infraestrutura em nuvem.

Independência Tecnológica e Escala

A virada de chave da Invent Software está na decisão de tornar suas soluções independentes de um ERP (sistema de gestão) específico. Atuando como uma camada complementar de gestão fiscal, financeira, de RH e comércio exterior, a empresa agora se posiciona como um “one-stop-shop” capaz de se integrar a diferentes sistemas legados sem exigir que o cliente substitua seu software central.

A robustez da operação impressiona: atualmente, as soluções da Invent atendem mais de 27 mil CNPJs e processam um volume financeiro equivalente a cerca de 3% do PIB brasileiro anualmente. Entre os clientes que utilizam a tecnologia para suportar operações complexas estão gigantes como McDonald’s e Burger King, além de clubes de futebol como Palmeiras e Botafogo.

“Nosso papel é garantir que empresas de todos os portes tenham acesso a uma camada de gestão confiável, integrada aos seus ERPs. Essa estratégia amplia nosso potencial de crescimento e cria uma base mais sólida para a expansão internacional”, destaca Marcos Tadeu Jr., CEO da Invent Software.

IA e Foco Internacional

Além da integração universal, os investimentos de 2026 focam pesadamente em tecnologia. A empresa planeja fortalecer sua arquitetura cloud SaaS e aplicar Inteligência Artificial em novos produtos, como o Simulador da Reforma Tributária e a plataforma Invent AI.

A nova postura agnóstica em relação aos ERPs também visa acelerar a internacionalização. A Invent já possui clientes operando nos Estados Unidos, China, México, Angola, Peru e Colômbia — muitos deles multinacionais com obrigações fiscais no Brasil. O objetivo agora é exportar a expertise brasileira em gestão fiscal e financeira para novos mercados, apoiada pela flexibilidade do modelo multi-ERP.

Com dados e estratégia, sellers podem aumentar a rentabilidade no quarto trimestre

O quarto trimestre é o período mais estratégico do ano para o comércio eletrônico. Com datas como Black Friday, Cyber Monday, Natal e Ano Novo, os meses finais concentram uma fatia significativa do faturamento anual do varejo e e-commerce, e exigem dos sellers um planejamento cuidadoso para aproveitar o aumento da demanda.

Em 2024, o e-commerce brasileiro, por exemplo, registrou um crescimento expressivo em volume de pedidos e faturamento, superando inclusive os níveis pré-pandemia. Segundo dados da ABcomm, o setor movimentou R$204,3 bilhões no país, consolidando-se como um dos principais motores da economia digital. Diante desse cenário, o principal desafio para quem atua no ramo é aumentar a rentabilidade levando em conta os lucros e despesas necessárias, além de operar estrategicamente com base em decisões mais inteligentes.

“O sucesso no fim do ano não depende de sorte nem de intuição, mas sim de como gerir dados de maneira assertiva. Entender o comportamento do mercado e planejar ações com base em informações concretas é o que diferencia negócios sustentáveis dos que apenas reagem às grandes datas automaticamente sem planejar”, destaca Pamela Scheurer, CEO da Nubimetrics, plataforma de inteligência de vendas que usa big data e IA transformando dados em insights para sellers e grandes marcas.

Para apoiar profissionais e marcas nesse momento decisivo, Pamela reúne quatro passos essenciais para potencializar resultados e melhorar a performance nos meses finais de 2025;

1. Estude bem o negócio

Use dados históricos para identificar os produtos mais rentáveis e com maior margem de lucro. Se kits tiveram melhor desempenho do que itens avulsos durante o ano, por exemplo, investir nesse formato pode gerar retornos mais consistentes nas campanhas de fim de ano.

“Ferramentas de IA ajudam a mapear o desempenho por categoria e apontar nichos com maior potencial, permitindo que a estratégia seja direcionada para o que realmente traz resultado”, reforça a especialista.

2. Conheça sua concorrência

Entender o comportamento dos concorrentes é fundamental. Analisar preços, títulos, imagens e avaliações ajuda a ajustar estratégias e posicionamento. “Nós temos uma ferramenta que explora anúncios, visualiza-os e ajuda os sellers a identificar produtos em destaque e acompanhar promoções em tempo real, e vimos com nossos clientes que isso facilita e otimiza as decisões, tendo menos chances de erros”, afirma Pamela.

3. Planeje as ações para cada data comercial

O calendário sazonal deve ser o guia das ações estratégicas e, segundo a CEO, esse planejamento precisa começar no início do ano. “É importante identificar as datas mais relevantes para os tipos de artigos que o seller distribui, para conseguir antecipar estoque, logística e campanhas. Assim, é possível garantir disponibilidade de produtos e evitar atrasos em momentos de alta demanda”, explica a executiva.

Mais do que promoções pontuais, um bom planejamento envolve integrar dados, tendências e personalização. Ao alinhar o calendário com os movimentos do mercado e acompanhar os resultados diariamente, o seller pode ajustar campanhas em tempo real e direcionar investimentos para os produtos com melhor desempenho em cada marketplace — aumentando as chances de capturar oportunidades antes da concorrência.

4. Destaque-se da ‘manada’

Em meio a milhares de ofertas, a diferenciação é a palavra-chave. Oferecer uma experiência de compra positiva, atendimento rápido e campanhas coerentes com as expectativas do consumidor é o que transforma interações pontuais em relacionamentos duradouros.

“No e-commerce, o sucesso não acontece por acaso. Ele é construído com estratégia, análise e decisões guiadas por dados. O fim do ano é a grande vitrine para quem sabe usar essas informações a favor do seu negócio”, conclui Pamela.

72% das empresas no mundo já usam inteligência artificial, aponta McKinsey

A Inteligência Artificial deixou de ser uma tendência distante e passou a fazer parte da rotina das pessoas e empresas. O interesse e a adoção da tecnologia cresceram de forma acelerada nos últimos anos, impulsionando mudanças profundas na forma como organizações tomam decisões e operam seus negócios. 

Segundo a pesquisa “The State of AI in early 2024: Gen AI adoption spikes and starts to generate value”, da McKinsey72% das empresas no mundo já utilizam algum tipo de inteligência artificial em 2024, um avanço significativo em relação aos 55% registrados em 2023. O crescimento também é puxado pela IA generativa, que saltou de 33% para 65% de adoção no mesmo período

No Brasil, esse movimento reflete a busca das empresas por mais agilidade, eficiência e competitividade. A IA vem sendo aplicada para acelerar a tomada de decisõesautomatizar processos operacionais e transformar grandes volumes de dados em insights estratégicos, reduzindo custos e aumentando a produtividade. 

É nesse contexto que a Globalsys, empresa brasileira especializada em soluções digitais, desenvolveu uma solução de inteligência artificial voltada ao ambiente corporativo. A tecnologia integra dados, automatiza fluxos e apoia gestores na tomada de decisões mais rápidas e assertivas. 

De acordo com Beto Yunes, CTIO da Globalsys, a IA já gera impacto direto nos resultados das empresas. “A inteligência artificial deixou de ser experimental. Hoje, ela entrega valor real ao negócio, trazendo eficiência operacional e mais clareza nas decisões estratégicas”, afirma. 

Com investimentos em alta e aplicações cada vez mais práticas, a inteligência artificial consolida seu papel como uma das principais tecnologias da atualidade, influenciando o presente e redesenhando o futuro das empresas.

Meta Adquire a Startup de IA Manus por Bilhões; Especialista Analisa o Impacto no Futuro da Tecnologia e do Marketing Digital

A Meta Platforms Inc. confirmou hoje a aquisição da Manus, uma startup de agentes de inteligência artificial que atingiu o crescimento mais rápido da história, alcançando $100 milhões em receita recorrente anual em apenas oito meses . A transação, avaliada em bilhões de dólares, é a terceira maior da história da Meta e sinaliza uma mudança monumental na corrida pela supremacia em IA, com implicações diretas para bilhões de usuários e empresas em todo o mundo.

A Manus, lançada em março de 2025, ficou conhecida por seus “agentes de IA de uso geral”, capazes de executar tarefas complexas de forma autônoma, como planejamento de viagens, análise de dados e interação com aplicações web. A aquisição posiciona a Meta para integrar essa tecnologia em seu ecossistema, incluindo Instagram, WhatsApp e Facebook, transformando a forma como as empresas se conectarão com seus clientes.

Wilson Silva, especialista em inteligência artificial e marketing digital com mais de 20 anos de experiência, fundador da WS Labs e Coordenador Acadêmico do MBA em Marketing e Inteligência Artificial da Faculdade Impacta, oferece a seguinte análise sobre o movimento estratégico:

“Esta não é apenas uma aquisição; é a validação definitiva do mercado de Agentes de IA como a próxima fronteira da tecnologia. A Meta não está comprando apenas um software, mas sim a capacidade de transformar suas plataformas de redes sociais em sistemas operacionais proativos. Para o marketing, isso representa uma disrupção total. Estamos saindo da era da ‘IA passiva’, que sugere e analisa, para a era da ‘IA ativa’, que executa, compra e resolve problemas em nome do usuário. As empresas que não se adaptarem a essa nova realidade, onde a jornada do cliente será cada vez mais delegada a agentes autônomos, ficarão para trás.”

O que esperar nos próximos meses?

A integração da tecnologia da Manus pode trazer novidades como:

•Compras autônomas no Instagram: Um usuário poderá pedir ao assistente da Meta para “encontrar e comprar um tênis de corrida para maratonas, tamanho 42, até R$ 800” e o agente fará todo o processo, da pesquisa à finalização da compra.

•Gerenciamento de viagens no WhatsApp: Agentes poderão pesquisar voos, hotéis e fazer reservas diretamente nas conversas, comparando preços e condições em tempo real.

•Análise de dados para empresas no Facebook: Pequenas empresas poderão usar agentes para analisar o desempenho de suas campanhas, identificar tendências de mercado e até mesmo criar posts otimizados automaticamente.

A transação ocorre em um momento de intensa competição no setor, com Google, Microsoft e OpenAI também investindo pesadamente em suas próprias versões de agentes de IA. A integração da Manus ao Meta Superintelligence Labs (MSL), liderado por Alexandr Wang, fundador da Scale AI, consolida a estratégia agressiva de Mark Zuckerberg para liderar o desenvolvimento da superinteligência artificial .

Principais Pontos da Aquisição:

MétricaDetalhe
Empresa AdquiridaManus (empresa-mãe: Butterfly Effect)
ValorBilhões de dólares (não revelado)
Crescimento da Manus$0 a $100M ARR em 8 meses
Fundador da ManusXiao Hong, agora Vice-Presidente da Meta
Impacto EstratégicoIntegração de agentes de IA no Instagram, WhatsApp e Facebook

O movimento da Meta reforça a tendência de que a interação digital futura será menos sobre interfaces e mais sobre conversas e delegação de tarefas a assistentes de IA. Para o mercado, a corrida agora é para ver quem construirá o ecossistema de agentes mais eficiente e confiável.

O preço certo no momento certo: como a precificação inteligente está redesenhando o varejo

R$ 2,6 trilhões. Esse é o volume que o varejo brasileiro movimenta anualmente, segundo dados recentes do IBGE. Mas por trás desse número monumental, esconde-se um paradoxo: enquanto a escala do setor cresce, a margem de manobra dos varejistas encolhe. Pressionados pela volatilidade do consumo, por uma concorrência agressiva e por clientes cada vez mais sensíveis a preço, muitos ainda baseiam suas decisões comerciais em planilhas manuais, regras fixas e uma intuição que já não acompanha o ritmo do mercado. Em um mercado tão dinâmico, precificar mal não é apenas perder rentabilidade — é correr o risco de ficar para trás.

Para solucionar esse gap, algumas empresas estão olhando para novas tecnologias que tornam a precificação mais inteligente: o uso de tecnologias como inteligência artificial, análise preditiva e automação para ajustar preços de forma dinâmica, baseada em dados reais de comportamento de consumo, concorrência, demanda e até variáveis externas como clima ou sazonalidade. O objetivo é simples, mas ambicioso: tomar decisões mais rápidas, embasadas e lucrativas.

Percepção de preços é estratégia pura

Historicamente, o varejo sempre tratou o preço como um ponto de fricção entre custo e competitividade. Mas a maturidade digital do consumidor e a multiplicação dos canais de compra mudaram o jogo. O cliente compara preços em tempo real, cruza ofertas entre apps e marketplaces, e espera consistência – visão omnicanalidade.

Nesse novo ambiente, o preço deixa de ser apenas um número impresso na gôndola e passa a operar como um instrumento estratégico de posicionamento, margem e fidelização. E isso exige mais do que remarcações semanais ou promoções genéricas. Exige uma engenharia de preços capaz de antecipar variações de demanda, reagir a movimentos da concorrência em minutos e adaptar margens produto a produto, loja a loja, canal a canal.

Estudos da McKinsey indicam que empresas que adotam algoritmos dinâmicos de precificação aumentam a receita entre 5% e 15%, com elevação média de até 5 pontos percentuais na margem bruta. Já a Accenture aponta que a aplicação de inteligência artificial em estratégias de pricing melhora a acurácia de previsão de demanda em mais de 20%, reduzindo rupturas e promoções mal calibradas. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) inclui a inteligência de preços entre os cinco pilares tecnológicos mais relevantes para o varejo nos próximos anos.

O segredo, justamente, está no uso de dados para identificar oportunidades invisíveis aos modelos tradicionais – seja subindo preços onde a elasticidade permite, seja reduzindo em momentos estratégicos para acelerar giro ou enfrentar promoções da concorrência.

O colapso da planilha e o novo ciclo do preço

O grande gargalo para essa transformação ainda é a operação. Muitas empresas tentam aplicar regras de precificação usando planilhas, processos manuais e sistemas fragmentados. O resultado são horas perdidas consolidando arquivos, testando fórmulas, corrigindo erros e recomeçando ciclos de análise — tudo isso num varejo que exige decisões em tempo real.

Com a automação e a inteligência de dados, o ciclo de precificação pode finalmente sair do modo reativo. Plataformas modernas conseguem processar milhões de dados por dia, incluindo comportamento de compra, estoque, indicadores macroeconômicos, histórico de vendas, rupturas e até geolocalização para recomendar, testar e aplicar alterações de preço de forma instantânea e auditável.

A diferença é brutal: o que antes levava dias para ser simulado, agora pode ser recalculado em minutos. E mais do que velocidade, o modelo traz governança: regras claras, parametrização inteligente, rastreabilidade de decisões e consistência entre os canais.

Inteligência artificial como aliada, não substituta

A sofisticação desses modelos é cada vez maior, mas especialistas alertam: precificação inteligente não é delegar o preço a um robô, e sim criar um ecossistema onde dados, algoritmos e análise humana trabalham juntos. A IA traz o cálculo, a escala, a capacidade preditiva. Mas a decisão final – aquela que envolve marca, valor percebido e estratégia de longo prazo – ainda depende de inteligência de negócio.

É por isso que os times comerciais mais maduros têm deixado de operar no Excel para assumir um novo papel: de estrategistas de preço. Eles não mais calculam manualmente o valor de cada produto, eles definem objetivos de margem, faixa de posicionamento, clusters de loja e perfis de consumidor. O sistema executa, testa e retroalimenta o modelo com resultados. A equipe ajusta, interpreta e projeta novos caminhos.

Outro elemento-chave da precificação inteligente está na execução de ponta a ponta. Não basta calcular o preço ideal: é preciso garantir que ele chegue ao ponto de venda com precisão, rapidez e rastreabilidade. Isso significa integração nativa com o ERP, comunicação direta com o PDV, sincronização com etiquetas eletrônicas ou plataformas de e-commerce, e fluxos claros de aprovação.

Empresas que dominam esse fluxo completo conseguem implementar estratégias de microprecificação por região, horário ou perfil de loja, mantendo controle centralizado, consistência nacional e capacidade de reação. Esse nível de agilidade torna o varejista mais responsivo ao mercado, mais assertivo nas promoções e mais eficiente na gestão de margem.

E não se trata apenas de lucro: o impacto aparece também na experiência do cliente, que encontra preços coerentes, transparentes e atualizados em todos os canais. Isso reduz atrito, aumenta conversão e fortalece a confiança na marca.

O futuro: A nova era da precificação

O varejo brasileiro está diante de um divisor de águas. De um lado, os modelos antigos de precificação baseada em histórico, feeling e ferramentas isoladas. Do outro, uma abordagem orientada por dados, que transforma o preço em um organismo vivo — que aprende, se adapta e reage com velocidade e precisão. Para quem lidera o setor, a escolha é clara: preço não é mais custo + markup. Preço é inteligência, timing e contexto.

A adoção de precificação inteligente ainda é desigual entre os players, mas o mercado aponta uma tendência inevitável: quem internalizar essa competência como disciplina estratégica – e não como solução pontual – terá condições de proteger margem, ganhar escala e crescer de forma sustentável. Não se trata apenas de vender mais. Trata-se de vender melhor, com mais inteligência e mais resultado.

E nesse novo jogo, os centavos fazem diferença porque, multiplicados por milhões de transações, são eles que definem quem lidera e quem tenta recuperar o fôlego.

Por Fernando Menezes, Executivo de Precificação Inteligente da Selbetti.

Acelerada pela Y Combinator, StackAI desembarca no Brasil com foco em automação para grandes empresas

A StackAI, startup norte-americana especializada em automação corporativa por meio de inteligência artificial (IA), anunciou oficialmente sua entrada no mercado brasileiro. A empresa, que ganhou destaque após ser acelerada pela Y Combinator (berço de gigantes como Airbnb e Dropbox), chega ao país capitalizada por uma rodada Série A de US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 90 milhões) levantada em 2025.

A expansão para o Brasil e para o Texas (EUA) será liderada por Felipe Giannetti, executivo ex-sócio da StartSe e residente nos Estados Unidos há oito anos. A estratégia local prevê um investimento inicial de R$ 1 milhão nos próximos três meses, destinado a roadshows corporativos para apresentar a tecnologia a executivos brasileiros.

Foco em Enterprises e “No-Code”

Fundada em 2022 por Antoni Rosinol e Bernard Aceituno — ambos doutores pelo MIT —, a StackAI foca exclusivamente no segmento enterprise (empresas com mais de 200 colaboradores). A proposta de valor da companhia é permitir que times de negócios criem fluxos de trabalho com IA e agentes autônomos sem a necessidade de conhecimentos profundos em programação (modelo no-code).

“A StackAI chega ao Brasil para ajudar empresas a saírem da teoria e executarem seus projetos de IA de forma prática e segura. Nosso objetivo é exportar o acesso à automação de ponta, permitindo que times de negócio criem e escalem soluções sem depender de especialistas técnicos,” afirma Felipe Giannetti.

A plataforma já é utilizada globalmente por companhias como IBM, HP, Red Bull e grandes instituições financeiras. No Brasil, a operação já começou atendendo um grande banco digital.

Metas Agressivas e Apoio de Peso

A rodada de investimentos recente foi liderada pela Lobby Capital e contou com a participação da Gradient Ventures (fundo de IA do Google), Life Extension Ventures e General Catalyst. Com sedes em São Francisco e Nova York, a empresa vê no Brasil um potencial estratégico.

A meta para o mercado nacional é ambiciosa: a StackAI projeta atender cerca de 25% das grandes empresas do Brasil até 2026, consolidando o país como sua principal base internacional. Os setores prioritários incluem financeiro, industrial, saúde, construção e serviços.

A tecnologia da startup permite a criação de agentes corporativos que integram sistemas internos e externos, automatizando desde análises de dados até tomadas de decisão em áreas como compliance, crédito e atendimento ao cliente.

“O Brasil tem um ecossistema tecnológico em rápido amadurecimento, e queremos ser parceiros estratégicos nessa próxima fase de automação inteligente”, finaliza Giannetti.

Veja os principais movimentos que devem orientar a gestão financeira do varejo em 2026

Em 2026, a gestão financeira do varejo brasileiro passa a operar em um cenário de maior complexidade e maturidade digital. Tecnologias que antes eram consideradas diferenciais — como pagamentos digitais integrados e inteligência artificial — tornam-se parte da rotina operacional, enquanto a transição da Reforma Tributária começa a gerar efeitos práticos sobre preços, contratos e fluxo de caixa. Nesse contexto, eficiência financeira e controle passam a ser fatores centrais de competitividade.

“O varejo entra em 2026 pressionado por margens mais apertadas e maior exigência de controle. A tecnologia deixa de ser apoio e passa a ser parte estrutural da gestão financeira”, comenta Reginaldo Stocco, CEO da vhsys, empresa de tecnologia especializada em soluções de gestão empresarial online.

Os pagamentos digitais, já amplamente adotados, entram em 2026 em uma fase de consolidação operacional. Pix, pagamentos por aproximação (NFC) e carteiras digitais passam a concentrar a maior parte das transações no varejo físico e online, exigindo dos lojistas integração total com sistemas de gestão financeira. A centralização de recebíveis, conciliações automáticas e controle de taxas torna-se essencial para preservar margens e evitar perdas no volume de transações.

A inteligência artificial (IA), por sua vez, deixa de ser aplicada apenas de forma analítica e passa a apoiar decisões financeiras do dia a dia. Em 2026, ferramentas baseadas em IA são utilizadas para prever demandas com maior precisão, ajustar níveis de estoque, apoiar políticas de preço e identificar desvios financeiros em tempo real. “O uso prático da IA contribui para reduzir desperdícios, melhorar margens e dar mais previsibilidade ao caixa, além de apoiar a prevenção a fraudes”, destaca Reginaldo.

Com o avanço da Reforma Tributária, 2026 marca o início do período de adaptação prática às novas regras, com impactos diretos sobre a gestão financeira. A convivência entre modelos tributários e a necessidade de simulações, ajustes de preços e revisão de processos fiscais exigem sistemas de gestão mais preparados. ERPs e soluções automatizadas passam a ser fundamentais para reduzir erros, garantir conformidade e dar visibilidade sobre os efeitos da tributação no resultado do negócio.

A expansão do varejo omnichannel segue pressionando a gestão financeira em 2026. A integração entre vendas online e offline exige controle mais rigoroso de fluxo de caixa, conciliação de recebimentos e alocação de recursos. Empresas que não conseguem consolidar essas informações enfrentam dificuldades para reagir rapidamente a mudanças de demanda e custos operacionais.

Por fim, a educação financeira do consumidor ganha relevância em um ambiente com múltiplas formas de pagamento, crédito digital e parcelamentos instantâneos. Em 2026, varejistas que oferecem mais transparência, orientação e ferramentas de controle financeiro tendem a fortalecer a relação com o cliente. “Ajudar o consumidor a entender melhor suas escolhas financeiras também contribui para reduzir inadimplência e aumentar a fidelização”, finaliza o CEO.

Vídeo Commerce Boom: A Morte da Página Estática e a Ascensão da “Loja de Mídia”

1. Introdução: O Fim da Era do Catálogo de Papel Digitalizado

Desde o nascimento do comércio eletrônico nos anos 90, a estrutura fundamental da venda online permaneceu surpreendentemente estática. A metáfora visual utilizada pela Amazon, eBay e pioneiros do setor foi a do “catálogo de papel”: uma grade de fotos estáticas, um título, um preço e um bloco de texto descritivo. Durante 25 anos, a única grande mudança foi a resolução das fotos.

Agora, estamos testemunhando uma ruptura tectônica. O Vídeo Commerce Boom não é apenas uma tendência de marketing; é uma redefinição da interface do usuário (UI) e da experiência do usuário (UX). Impulsionado pela mudança comportamental enraizada pelo TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts, o consumidor moderno desenvolveu uma aversão à leitura e uma preferência cognitiva por informações visuais dinâmicas.

Definição Técnica:

O Vídeo Commerce (ou Shoppable Video) é a integração de conteúdo audiovisual curto, vertical e interativo diretamente na jornada de compra do e-commerce — seja na Home Page, na Página de Detalhes do Produto (PDP) ou no Checkout. Diferente da publicidade em vídeo (que interrompe o consumo), o Vídeo Commerce é o conteúdo de consumo, projetado para educar, demonstrar e converter em segundos, permitindo a compra sem sair do player.

Neste novo paradigma, a foto estática deixa de ser o protagonista para se tornar um suporte secundário. A loja online deixa de ser um armazém de dados para se tornar uma plataforma de entretenimento utilitário.

2. O Contexto Comportamental: A “TikTokização” da Atenção

Para entender por que as páginas de produtos estáticas estão morrendo, precisamos analisar a neurociência do consumidor atual.

2.1. O Cérebro Dopaminérgico

Plataformas de vídeos curtos treinaram o cérebro humano para esperar gratificação instantânea e informação densa. Um vídeo de 15 segundos consegue transmitir textura, caimento, escala, modo de uso e validação social. Uma foto exige que o cérebro “imagine” esses atributos. Em um cenário de economia da atenção, o vídeo vence por reduzir a carga cognitiva.

2.2. A Expectativa de Movimento

A Geração Z e a Geração Alpha, que já representam uma fatia significativa do poder de compra (e ditarão o mercado em 2026), navegam na internet através de feeds verticais infinitos. Para eles, uma imagem estática parece “quebrada” ou incompleta. Eles tentam arrastar para cima esperando ver o próximo ângulo ou a peça em movimento. Sites que não oferecem essa experiência parecem obsoletos e menos confiáveis.

2.3. Mobile-First de Verdade

Embora o e-commerce fale em “Mobile-First” há anos, a maioria das páginas de produto ainda são versões encolhidas do desktop. O Vídeo Commerce (vertical, tela cheia) é nativo do mobile. Ele usa 100% dos pixels da tela do smartphone, criando uma experiência imersiva que a rolagem de texto jamais conseguirá replicar.

3. Anatomia do Vídeo Commerce na Prática

O Vídeo Commerce não é monolítico. Ele se manifesta em três formatos principais dentro da arquitetura de um e-commerce moderno:

3.1. O Carrossel de Mídia da PDP (Product Detail Page)

A mudança mais imediata. Onde antes havia 5 fotos de um tênis, agora o primeiro ou segundo “slot” é um vídeo de 10 segundos.

  • O Conteúdo: Um modelo calçando o tênis, dando alguns passos, dobrando a sola para mostrar flexibilidade e um close na textura do tecido.
  • O Resultado: Aumenta o tempo de permanência na página (Time on Page) e reduz a taxa de devolução, pois o cliente tem uma noção mais realista do produto.

3.2. O “Shoppable Video Feed” (O TikTok da Marca)

Grandes varejistas (como Shein, Shopee e a Amazon com seu feed “Inspire”) criaram abas em seus apps que imitam a interface do TikTok.

  • A Mecânica: O usuário rola por vídeos de influenciadores ou da própria marca usando os produtos.
  • A Interatividade: No canto inferior do vídeo, há um botão “Comprar Agora” ou “Adicionar ao Carrinho”. O checkout ocorre sobre o vídeo (overlay), sem pausar a experiência. Isso transforma a descoberta passiva em compra por impulso.

3.3. Vídeo-Reviews e UGC (User Generated Content)

Abaixo da descrição do produto, onde antes ficavam apenas estrelas e textos de avaliações, agora existe uma galeria de vídeos enviados por clientes reais.

  • A Psicologia: “Ver para crer”. Ver uma pessoa “comum” (não um modelo) usando o produto em uma casa com iluminação normal gera uma confiança (Trust) que nenhuma foto de estúdio consegue igualar.

4. UGC vs. PGC: A Estética da Autenticidade

Um ponto crucial do Vídeo Commerce Boom é a mudança na estética aceitável.

No passado, vídeos de e-commerce precisavam ser PGC (Professional Generated Content): estúdio, luz perfeita, edição de cinema, alto custo. Hoje, essa perfeição é frequentemente vista como “falsa” ou “publicitária demais”.

O padrão atual é o UGC (User Generated Content) ou o “Lo-Fi” (Baixa Fidelidade).

  • Autenticidade: Um vídeo tremido, gravado com um iPhone, mostrando o “unboxing” real, converte mais do que um vídeo institucional.
  • Escalabilidade: É impossível produzir vídeos de cinema para 5.000 SKUs (unidades de estoque). Mas é possível enviar produtos para 500 micro-influenciadores e pedir que gravem vídeos simples em troca do produto.
  • A Fábrica de Conteúdo: Marcas estão transformando seus times de social media em produtores de conteúdo em massa para preencher as páginas de produto, não apenas o Instagram.

5. O Impacto nas Métricas de Negócio (KPIs)

A adoção do Vídeo Commerce não é vaidade; é matemática financeira. Os impactos diretos no P&L (Profit and Loss) incluem:

5.1. Taxa de Conversão (CR)

Estudos de plataformas como Firework e Vtex mostram que a presença de vídeo na PDP pode aumentar a conversão entre 30% a 80%. O vídeo responde às dúvidas que impedem a compra (“Será que esse tecido é transparente?”, “Qual o barulho desse liquidificador?”).

5.2. Redução de Devoluções (Reverse Logistics)

Este é o “matador de custos”. Uma das maiores causas de devolução no e-commerce é “produto diferente da foto”. O vídeo reduz a ambiguidade. Reduzir a taxa de devolução em 1% pode significar milhões em lucro líquido para grandes varejistas.

5.3. SEO e Tráfego Orgânico

O Google prioriza páginas com mídia rica. Além disso, vídeos de produtos hospedados corretamente (com schema markup) aparecem na aba “Vídeos” do Google e nos Snippets de busca, gerando tráfego qualificado gratuito.

5.4. Engajamento e Retenção

Vídeos retêm o usuário. Quanto mais tempo o usuário passa no site, maior a probabilidade de ele comprar e maior a “share of mind” da marca.

6. O Stack Tecnológico: Como Implementar?

Não basta subir um arquivo MP4 pesado na página. Isso mataria a velocidade do site (Core Web Vitals) e destruiria o SEO. O Vídeo Commerce exige uma infraestrutura tecnológica específica:

6.1. Plataformas de Vídeo Commerce (SaaS)

Empresas como Firework, Bambuser, Vidjet e Vtex oferecem “players” que se integram ao e-commerce.

  • Streaming Adaptativo: A tecnologia ajusta a qualidade do vídeo baseada na velocidade da internet do usuário (como a Netflix), garantindo carregamento instantâneo.
  • Camada Interativa: Permitem adicionar os botões de compra e links clicáveis sobre o vídeo.
  • Lazy Loading: O vídeo só carrega quando o usuário rola a página até ele, preservando a performance inicial do site.

6.2. CDN (Content Delivery Network)

O armazenamento dos vídeos deve ser descentralizado em servidores globais para garantir que um cliente no Nordeste carregue o vídeo tão rápido quanto um no Sudeste.

6.3. Compressão Inteligente

Uso de formatos modernos como WebM ou H.265, que oferecem alta qualidade visual com tamanhos de arquivo minúsculos, essenciais para a rede móvel (4G/5G).

7. Desafios e Barreiras

A transição para o “Video-First” não é isenta de dores.

7.1. Custo e Escala de Produção

Como produzir vídeo para um catálogo de 10.000 itens?

  • Solução: Uso de IA Generativa, curadoria de conteúdo de clientes (UGC) e priorização (Curva ABC de produtos – fazer vídeo apenas para os 20% que mais vendem).

7.2. Performance do Site (Page Speed)

Equilibrar a experiência rica com a exigência do Google por sites ultrarrápidos é um desafio técnico constante para os desenvolvedores Front-End.

7.3. Acessibilidade

Vídeos precisam de legendas automáticas (Closed Captions) e descrições de áudio para serem acessíveis a deficientes auditivos e visuais, além de servirem para usuários que navegam com o som desligado (cerca de 70% dos casos).

8. O Futuro: 2026 e a Inteligência Artificial

O próximo passo do Vídeo Commerce é a Personalização em Tempo Real via IA.

Imagine entrar na página de um vestido.

  • Hoje: Você vê um vídeo de uma modelo padrão usando o vestido.
  • Futuro Próximo (Generative AI): A IA acessa (com permissão) sua câmera ou seu avatar digital, e gera um vídeo sintético de você (ou alguém com seu biotipo exato) desfilando com aquele vestido, em tempo real.

Além disso, Agentes de Vídeo Conversacional (avatares de IA) estarão disponíveis na página do produto 24/7, prontos para fazer demonstrações específicas sob demanda (“Mostre-me o forro interno dessa jaqueta”, e o vídeo muda para mostrar exatamente isso).

9. Comparativo: Página Estática vs. Vídeo Commerce

CaracterísticaPágina de Produto Tradicional (Estática)Página de Vídeo Commerce (Dinâmica)
Mídia PrincipalFoto JPEG/PNGVídeo Curto (MP4/WebM)
InteraçãoZoom na fotoPlay, Pause, Som, Clique no Produto
InformaçãoTexto descritivo (bullets)Narrativa visual e auditiva
ConfiançaBaixa (Fotos podem ter Photoshop excessivo)Alta (Vídeo revela falhas e caimento real)
Tempo de ConsumoLeitura escaneada (rápida/superficial)Visualização imersiva (retém atenção)
Fator EmocionalBaixo (Racional/Utilitário)Alto (Sensorial/Aspiracional)

10. Conclusão: A Loja é a Mídia

O Vídeo Commerce Boom decreta o fim da separação entre “entretenimento” e “compra”. O e-commerce do futuro não compete apenas com outro e-commerce; ele compete com o Instagram e o TikTok pelo tempo de tela do usuário.

Para as marcas, a mensagem é clara: se o seu produto não se move na tela, ele está invisível. A página de produto estática tornou-se o equivalente digital de uma vitrine empoeirada. O vídeo não é mais o futuro; é o requisito mínimo do presente para quem deseja relevância e conversão.

Glossário de Termos Relacionados

  • Shoppable Video: Vídeo que contém links ou botões integrados que permitem a compra do produto exibido sem sair do player.
  • PDP (Product Detail Page): A página específica de um produto em um e-commerce.
  • UGC (User Generated Content): Conteúdo criado espontaneamente por consumidores, usado pelas marcas como prova social.
  • Short-Form Video: Vídeos verticais de curta duração (15 a 60 segundos), popularizados pelo TikTok.
  • Live Commerce: Venda ao vivo (streaming), uma vertente síncrona do vídeo commerce.
  • Adaptive Bitrate Streaming: Tecnologia que ajusta a qualidade do vídeo em tempo real conforme a conexão do usuário.
  • Conversion Rate (Taxa de Conversão): A porcentagem de visitantes que realizam uma compra.
  • Stickiness: A capacidade de um site ou conteúdo de “prender” o usuário e fazê-lo voltar.

Do hype à realidade: 2026 aponta para uma virada estratégica na forma de usar IA e construir valor

A Inteligência Artificial deve assumir um papel decisivo em 2026 — mas não como força competitiva, e sim como amplificador da qualidade das empresas. A avaliação é de Aaron Ross, um dos nomes mais influentes do mundo em vendas B2B, autor de Predictable Revenue, obra que moldou o modelo de prospecção da Salesforce e ajudou a empresa a gerar mais de US$ 100 milhões em receita recorrente. Cofundador da empresa brasileira Receita Previsível, ao lado de Thiago Muniz, e coautor de “From Impossible to Inevitable”, Ross é hoje referência global para organizações que buscam escalar crescimento com previsibilidade. O executivo esteve no Brasil para uma palestra durante a Growth Conference, em São Paulo, realizada pela B2B Stack.

Dados da McKinsey mostram que, nos próximos três anos, 92% das empresas devem ampliar seus investimentos em IA. Apesar dessa movimentação quase unânime, apenas 1% dos líderes consideram suas organizações realmente maduras no uso da tecnologia — ou seja, com IA integrada aos fluxos de trabalho e capaz de gerar impacto comercial consistente. Diante desse cenário, surge uma questão central: como os executivos podem direcionar recursos e orientar suas equipes para alcançar maturidade, transformando investimento em valor concreto?

Segundo Ross, a corrida pela IA está produzindo um fenômeno silencioso: mercados inteiros cheios de cópias, saturação e comoditização, à medida que cada vez mais empresas usam as mesmas ferramentas, os mesmos prompts e as mesmas estratégias. Para ele, a tecnologia “não distingue, apenas intensifica”. “Quando todo mundo tem superpoderes, ninguém tem”, afirma o executivo.

Aaron Ross argumenta que a principal transformação não está na tecnologia, mas na forma como ela expõe a essência de cada organização. Empresas fortes e coerentes verão seus resultados crescerem com mais velocidade. Já companhias desalinhadas, desorganizadas ou sem clareza estratégica verão seus problemas se multiplicarem na mesma proporção. “A IA não cria vantagem. Na realidade, ela acelera seus pontos fortes e seus erros”, disse.

O risco da pressa e o perigo da paralisia: pontos de atenção para 2026

Para Ross — que ajudou a popularizar o conceito de equipes de vendas especializadas, hoje padrão global em empresas de alto crescimento — a ansiedade generalizada causada pela adoção acelerada de IA está levando organizações a dois comportamentos extremos: a pressa sem direção e a paralisia por aperfeiçoamento. Nenhum dos dois caminhos constrói vantagem real.

“Se você está com pressa, vai chegar ao lugar errado mais rápido”, afirmou. Já empresas que ficam congeladas, tentando refinar processos antes de agir, “se afogam enquanto buscam perfeição”. Em um ambiente incerto, segundo ele, a única postura que gera vantagem é a de convicção clara: saber exatamente o que se está tentando construir, independentemente da velocidade do mercado.

Relacionamentos e sistemas: pontos focais para as empresas

Com passagens por empresas do Vale do Silício, liderança intelectual sobre previsibilidade em vendas e mais de uma década treinando organizações no mundo todo, Ross defende que o diferencial de 2026 estará na combinação entre relacionamentos humanos e sistemas sólidos, e que a IA perderá o posto de destaque nesse contexto

“É preciso fortalecer os vínculos dentro das próprias organizações, reduzindo ruídos, conflitos e desalinhamentos que podem comprometer a execução. Outra necessidade é cultivar relações profundas com compradores individuais, em um momento em que a confiança volta a pesar mais do que o volume de automações. A terceira é criar mecanismos para escalar esses relacionamentos sem perder autenticidade, deixando de lado mensagens massificadas, e focando em processos que tornem a comunicação consistente, relevante e personalizada”, ressalta o executivo.

Para Ross, essa integração entre pessoas e sistemas sempre foi a base do crescimento sustentável, mas em 2026 se tornará não negociável, justamente porque a tecnologia deixará tudo mais rápido, inclusive os erros e a desorganização.

2026: Um ano de clareza, não de velocidade

No palco da Growth Conference, Aaron Ross reforçou que a IA seguirá sendo indispensável, mas seu impacto dependerá integralmente da visão estratégica por trás dela. Em um mundo onde as ferramentas se tornam rapidamente acessíveis a todos, a vantagem migra de “ter a tecnologia” para como e por que usá-la.

“Em 2026, a IA não vai diferenciar ninguém, só vai amplificar quem você já é”, concluiu. A provocação aponta para um ano em que a disputa deverá ser menos tecnológica, e mais humana, estratégica e relacional.

Como aumentar as vendas pelo WhatsApp e lucrar mais em 2026

O E-commerce na Prática, referência em educação para e-commerce no Brasil, apresenta uma série de orientações para empreendedores que utilizam o WhatsApp como canal de vendas. As recomendações foram elaboradas para ajudar pequenos e médios negócios a profissionalizar o atendimento, reduzir perdas de vendas em um dos aplicativos mais usados pelos consumidores brasileiros. Segundo a Retrospectiva Nuvemshop 2025, o celular foi o grande protagonista da jornada de compra: 88% dos pedidos foram realizados via smartphone, demonstrando a consolidação do mobile como principal canal de descoberta, navegação e conversão.

“O WhatsApp pode ser a maior máquina de vendas de um negócio, desde que seja usado de forma estratégica. Um detalhe mal executado derruba resultados, enquanto ajustes simples podem multiplicar o faturamento em poucos dias”, afirma Camilla Maia Magalhães, especialista em vendas do E-commerce na Prática.

A seguir, 10 dicas aprofundadas que podem ser aplicadas imediatamente por qualquer empreendedor:

1. Utilize o WhatsApp Business para transmitir profissionalismo: o número pessoal prejudica a credibilidade e gera confusão. O WhatsApp Business permite criar um perfil completo com horário de atendimento, site, endereço e descrição da empresa. Também oferece catálogo e mensagens automáticas, que profissionalizam o atendimento e organizam a rotina.

2. Priorize respostas rápidas: velocidade é decisiva no digital. “Configure mensagens automáticas e respostas rápidas para dúvidas frequentes, garantindo que o cliente receba atenção imediata. Quanto menor o tempo de espera, maior a chance de fechamento das vendas”, explica

3. Apresente sua empresa logo no primeiro contato: a mensagem inicial deve deixar claro quem você é, o que vende e por que o cliente deve confiar na sua loja. Uma apresentação clara reduz a insegurança e acelera a tomada de decisão, principalmente para novos clientes.

4. Mantenha um catálogo completo e atualizado: ele funciona como vitrine dentro do WhatsApp. Conecte automaticamente ao catálogo da loja virtual e adicione fotos nítidas, descrições completas, tamanhos, cores, variações e preços. “Quanto menos o cliente precisar sair do aplicativo para buscar informações, maior a taxa de conversão”, comenta a especialista.

5. Facilite o contato usando o link direto (wa.me/): o link direto evita que o cliente tenha que copiar e colar o número. Ele deixa o processo simples e rápido, aumentando o volume de conversas iniciadas. Inclua o link em biografias, publicações e materiais de divulgação.

6. Crie urgência com prazos reais: ofertas sem prazo perdem a força. Informe claramente até quando o preço ou benefício será válido e cumpra o prazo anunciado. Urgência aplicada de forma profissional aumenta a ação imediata e reduz a procrastinação do cliente.

7. Varie os formatos (textos, áudios, vídeos e provas sociais): apenas o texto pode gerar uma comunicação fria. “Mostre o produto em vídeo, envie áudios curtos explicando detalhes e compartilhe prints ou depoimentos de clientes satisfeitos. Essa combinação humaniza o atendimento e aumenta a confiança”, aponta a especialista.

8. Publique diariamente no Status para manter o cliente aquecido: o status tem alta taxa de visualização e permite mostrar bastidores, novidades, lançamentos, estoque real e promoções-relâmpago. É um canal simples que ajuda a manter a marca sempre presente na mente do cliente.

9. Utilize listas de transmissão para alcançar toda a base e grupos promocionais: com a lista de transmissão e grupos promocionais no WhatsApp, é possível enviar mensagens individualizadas para dezenas de clientes de uma só vez. É ideal para avisar sobre lançamentos, cupons e conteúdos semanais. Mas lembre-se que o cliente só vai receber mensagens da sua lista de transmissão se o seu contato estiver salvo no celular dele, então crie uma estratégia para garantir que o cliente salve seu número.

10. Faça follow-up consistente e profissional: grande parte das vendas não concluídas pode ser recuperada com follow-up. “Crie um protocolo de retorno, após 24h, 48h e 72h, utilizando mensagens curtas, diretas e com valor agregado. Isso demonstra atenção e aumenta a taxa de conversão sem parecer insistente”.

Ao estruturar o WhatsApp de forma profissional e estratégica, empreendedores conseguem ampliar o alcance, melhorar a experiência do cliente e transformar cada conversa em uma oportunidade real de negócio. Para quem deseja entrar em 2026 com processos mais sólidos e vendas escaláveis, este é o momento ideal para colocar as boas práticas em ação e aproveitar todo o potencial do aplicativo.