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IA e No Code já impulsionam 70% dos novos aplicativos e mudam a lógica de criação de tecnologia

A combinação de Inteligência Artificial com plataformas No Code e Low Code está transformando a criação de produtos digitais. Empresas e empreendedores agora conseguem desenvolver aplicações complexas de forma mais rápida, gastando menos e sem depender tanto de times técnicos especializados. Os números comprovam essa virada: segundo o Gartner, até 70% das novas aplicações de empresas já são feitas com plataformas low code ou no code. É um reflexo direto da busca por mais agilidade e eficiência no mercado.

Renato Asse, fundador da Comunidade Sem Codar, a maior escola de No Code e IA da América Latina, avalia a tendência: “A inteligência artificial integrada a plataformas visuais revolucionou a forma de criar. O que antes demorava meses agora fica pronto em semanas. Agora quem cria tecnologia são os empreendedores, gestores e educadores. São pessoas que entendem os problemas de verdade, mas que antes precisavam de programadores para dar vida às suas ideias.”

O MIT Technology Review confirma esse movimento. Segundo a instituição, ferramentas de IA em plataformas visuais estão derrubando barreiras técnicas e acelerando a inovação. Com APIs de IA generativa cada vez mais acessíveis, as possibilidades explodiram. Hoje dá para criar automações inteligentes, plataformas educacionais completas e até soluções SaaS escaláveis.

Para Asse, essa transformação vai além da tecnologia: “Em 2026, combinar IA com No Code virou estratégia de negócio”, afirma. “Empresas que adotam esse caminho saem na frente. Lançam produtos em menos tempo, cortam custos e criam soluções que resolvem problemas reais do mercado. E tem mais: estão formando profissionais preparados para um mundo onde criar tecnologia não é mais privilégio de poucos.”

Shopee Reforça Presença na América Latina: Reentrada na Argentina e Foco Estratégico no Brasil

A Shopee, gigante do comércio eletrônico, está redefinindo sua estratégia na América Latina. A empresa anunciou sua reentrada no mercado argentino, ao mesmo tempo em que consolida o Brasil como seu principal centro de operações na região. Essa movimentação estratégica envolve a saída de operações em outros mercados, como Chile e Colômbia, para concentrar recursos e expertise no potencial de crescimento brasileiro.

Reorientação Estratégica na América Latina

A Sea Group, controladora da Shopee, está focando seus esforços no Brasil, que se tornou seu mercado mais robusto fora da Ásia. O país já conta com 25.000 funcionários, 3 milhões de comerciantes e 14 centros de distribuição. Essa base sólida permitirá à Shopee testar modelos de negócios transfronteiriços na Argentina, enfrentando a forte concorrência de gigantes como Mercado Livre, Amazon e TikTok.

A decisão de sair do Chile e da Colômbia visa concentrar recursos em mercados com maior potencial de crescimento escalável, como o Brasil, e explorar expansões de menor risco em mercados adjacentes através de operações transfronteiriças.

Otimização Logística e Expansão de Vendas no Brasil

No Brasil, a Shopee tem investido significativamente em sua rede logística para reduzir os tempos de entrega. A empresa já diminuiu em dois dias o tempo médio de entrega em seu serviço expresso no terceiro trimestre em comparação com o ano anterior. Na região metropolitana de São Paulo, uma em cada três encomendas é entregue no dia seguinte, e quase metade em até dois dias. Embora ainda atrás do Mercado Livre em velocidade, a Shopee tem diminuído a diferença, o que tem impulsionado vendedores a listar produtos de maior valor e atraído novos compradores com padrões de gastos mais fortes.

Parcerias Estratégicas e Crescimento de Marcas

A plataforma tem atraído grandes marcas para seu ecossistema no Brasil. A Ford lançou sua linha de peças Motorcraft na Shopee, expandindo o acesso a mais de 17.000 itens. Da mesma forma, a Motorola Brasil inaugurou sua loja oficial na plataforma. Essas parcerias reforçam o compromisso da Shopee em oferecer um ecossistema completo e conveniente para os consumidores brasileiros, além de impulsionar o crescimento de vendas e a consolidação no mercado de reparos automotivos e eletrônicos.

Desempenho em Eventos de Vendas

A Shopee registrou um desempenho recorde durante o evento de vendas 11.11 no Brasil, superando o volume total de vendas da Black Friday de 2024 ao meio-dia. Eletrodomésticos representaram mais de 10% das vendas nas primeiras 12 horas, subindo duas posições em relação ao ano anterior. A plataforma investiu R$20 milhões na campanha, competindo com as promoções agressivas de rivais como Mercado Livre e Amazon.

Amazon Rompe com os Correios dos EUA Após Prejuízos Bilionários

A gigante do comércio eletrônico Amazon está encerrando sua parceria com os Correios dos Estados Unidos (USPS) após registrar perdas financeiras significativas, estimadas em até US$ 9,5 bilhões. Essa decisão impactará diretamente o serviço de entrega, levantando preocupações sobre o futuro do USPS e seus trabalhadores.

O Fim de uma Era de Entregas

A Amazon, que dependia fortemente dos serviços dos Correios para entregas de última milha, especialmente em áreas rurais e de menor densidade populacional, decidiu buscar alternativas. A parceria, que permitia à Amazon utilizar a vasta rede do USPS para alcançar clientes em todo o país, tornou-se insustentável financeiramente para a empresa de Jeff Bezos. As perdas acumuladas ao longo dos anos levaram a essa drástica mudança estratégica.

Impacto nos Correios e Trabalhadores

O rompimento com a Amazon representa um golpe significativo para os Correios dos Estados Unidos. O USPS, que já enfrenta desafios financeiros e operacionais, perderá um de seus maiores clientes. Estima-se que até 100.000 empregos dentro da agência postal possam estar em risco como consequência direta dessa decisão. A dependência de contratos com grandes empresas como a Amazon tem sido crucial para a receita do USPS, e a perda desse acordo levanta sérias dúvidas sobre sua capacidade de continuar operando em sua forma atual.

Busca por Alternativas e o Futuro

A Amazon, por sua vez, já está explorando outras opções para suas entregas, incluindo a expansão de sua própria rede logística e parcerias com empresas de entrega privadas. A empresa busca otimizar seus custos e garantir a eficiência de suas operações de entrega. O futuro do USPS agora depende de sua capacidade de se adaptar a essa nova realidade, buscando novos contratos e possivelmente reestruturando suas operações para garantir sua viabilidade a longo prazo.

Soluções da Rimini Street resolvem desafios de processos de ERP de forma mais rápida e barata, usando ERP com Agentes de IA

Rimini Street (Nasdaq: RMNI), provedora global de suporte e ERP com Agentes de IA, e em suporte independente para softwares Oracle, SAP e VMware, anunciou a disponibilidade de 20 soluções Rimini Agentic UX™, impulsionadas pela ServiceNow®.

Resolvendo desafios de negócios reais usando o ERP com Agentes de IA

As soluções Rimini Agentic UX já estão em produção e ajudando organizações a alcançarem melhores resultados de negócios com economia, velocidade e agilidade – redefinindo como as organizações suportam, otimizam e inovam os processos de ERP. Cada solução é construída especificamente por especialistas em processos de ERP para resolver um desafio de negócio específico e entregar um retorno de valor em dias e semanas – não nos meses ou anos, como os períodos frequentemente exigidos para atualizações, migrações ou replataformização de softwares ERP tradicionais.

As 20 soluções de Rimini Agentic UX capacitam os clientes a automatizar e otimizar rapidamente processos de ERP de missão crítica, incluindo vendas e go-to-market, compras e fornecedores, dados mestres e de materiais, logística e atendimento, exceções de pedidos e remessas, operações de manutenção, gestão financeira e de despesas, e qualidade e conformidade. Essas soluções são facilmente implementáveis em ambientes ERP e se integram e orquestram sem interrupções, garantindo que as empresas possam modernizar os processos de negócios enquanto mantêm o controle total sobre seus roadmaps e orçamentos.

Os resultados para clientes incluem:

  • Prazos de aprovação reduzidos em 50–60%
  • Tempos de ciclo de pedidos reduzidos em 70–80%
  • Tempos de coordenação interdepartamental reduzidos em 60–70%
  • Prontidão para auditoria aumentada para 100%
  • Precisão e integridade dos dados melhoradas para >95%

Grupo Melitta, líder global em café, chá, equipamentos de preparo e produtos relacionados para consumidores e empresas em todo o mundo, viu o potencial em simplificar sua gestão de dados mestres de SKU com a solução Rimini Agentic UX para criação de SKU de materiais. A solução foi projetada para ser implementada sobre o sistema SAP existente do Grupo Melitta para permitir a criação, classificação e validação assistida por IA de materiais e dados mestres de SKU. Na prática, isso significa utilizar formulários digitais estruturados, validações incorporadas e fluxos de trabalho específicos por função para simplificar todo o processo.

“O Rimini Agentic UX nos deu uma visão funcional da automação de criação de SKUs e mostrou um potencial claro para agilizar um processo que historicamente era manual”, disse Daniel Buono, chefe de TI da Melitta. “Os resultados de ponta a ponta entregaram valor tangível e estão moldando nosso roadmap conforme avaliamos os próximos passos.”

Uma necessidade de execução de processos de ERP mais rápida e barata

Hoje, os licenciados de softwares ERP estão sob pressão crescente de seus fabricantes, como a SAP, para atualizar, migrar ou replataformizar projetos que podem ser caros, arriscados, demorados e de baixo valor, e que não resolvem de fato seus desafios de negócios ou atendem aos seus objetivos estratégicos. Além disso, espera-se cada vez mais que as organizações reduzam seu custo total de atendimento e modernizem os sistemas para entregar velocidade, agilidade e inteligência – capacidades que os softwares ERP monolíticos não foram projetados para fornecer.

Em seu white paper The Rise of Agentic AI ERP, a Rimini Street descreve por que o ERP não atende mais às demandas modernas e apresenta o ERP com Agentes de IA como o catalisador que redefine o que é possível.

O ERP está morto, dê as boas vindas ao ERP com Agentes de IA

Embora os softwares e versões de ERP existentes possam continuar fornecendo grande valor e sendo suportados pela Rimini Street com uma economia significativa por muitos anos, a Rimini Street acredita que o ERP está atingindo o pico de sua capacidade e que há pouco valor em investimentos adicionais em atualizações, migrações ou replataformização. Em vez disso, a Rimini Street acredita que novas capacidades de ERP serão implementadas no ERP com Agentes de IA, proporcionando mais agilidade e velocidade de mercado. Com as soluções do Rimini Agentic UX, a Rimini Street pode entregar o ERP com Agentes de IA de forma rápida e fácil como uma camada sobre os softwares e versões de ERP existentes.

ERP com Agentes de IA como uma vantagem estratégica

O ERP com Agentes de IA não é um conceito futuro, mas uma vantagem estratégica disponível agora com o Rimini Agentic UX, entregando ROI e valor em dias e semanas, em vez de meses ou anos. As soluções não estão simplesmente modernizando fluxos de trabalho e criando visibilidade operacional em toda a empresa. São motores inteligentes que estão reformulando estruturas de custos, reduzindo tempos de processos, criando capacidades estratégicas e capacitando as organizações a focarem no trabalho que impulsiona as operações comerciais e governamentais.

Rimini Agentic UX é a plataforma inteligente para processos de ERP

plataforma do Rimini Agentic UX combina orquestração impulsionada por IA, automação e princípios de design de UX para entregar uma interface unificada e complexa para fluxos de trabalho empresariais. Os clientes se beneficiam de produtividade aprimorada por IA e baseada em personas, além de visibilidade empresarial para experimentar novos níveis de eficiência e velocidade operacional. Posicionada sobre o ERP existente, o Rimini Agentic UX entrega automação inteligente de agentes que reduz a mão de obra, agiliza fluxos de trabalho e transforma a execução de processos de ERP em toda a empresa em escala.

“O software ERP tradicional carece da agilidade, flexibilidade e velocidade que as organizações exigem para responder ao ambiente global volátil e em constante mudança de hoje”, disse Vijay Kumar, EVP e CIO da Rimini Street. “O Rimini Agentic UX™ torna a execução de processos de ERP mais rápida e mais barata, acelera a automação e libera a organização para reduzir seu custo operacional e investir mais em inovação. O Rimini Agentic UX é um catalisador comprovado para vantagem competitiva e crescimento.”

Um caminho mais Inteligente para a transformação de processos de ERP sem interrupção

Milhares de organizações escolheram o Rimini Smart Path™, uma metodologia de três etapas para Suportar, Otimizar e Inovar em todo o portfólio de software empresarial. Com o Rimini Smart Path, as organizações podem financiar as soluções do Rimini Agentic UX dentro dos orçamentos existentes e sem atualizações ou migrações dispendiosas de software ERP impostas pelos fabricantes, para entregar produtividade acelerada, maior eficiência e resultados de negócios mais sólidos.

“A IA Agêntica é o próximo sistema de engajamento e execução para a empresa — movendo as organizações da ampliação para a automação, para agentes coordenados e, finalmente, conselheiros autônomos”, disse R “Ray” Wang, fundador e analista principal da Constellation Research. “O ERP com Agentes de IA é eficiência exponencial — 10x, 100x, 1000x e além — aplicada ao seu negócio principal. Agentes inteligentes orquestram seus processos, seus dados e seus resultados entre plataformas. Ele transforma o ERP de um sistema de registro em um sistema de ação que cria velocidade, eficiência e novas receitas.”

Saiba mais sobre o Rimini Agentic UX™ e assista a uma demonstração.

Novo relatório da Twilio destaca comportamentos e desafios envolvendo a IA conversacional para o mercado brasileiro e da América Latina

A Twilio, plataforma de engajamento do cliente que impulsiona experiências personalizadas em tempo real para as principais marcas da atualidade, divulga a 1ª edição do seu relatório “Por Dentro da Revolução da IA Conversacional”¹. O documento destaca as principais tendências, comportamentos e desafios relacionados à adoção, percepções e expectativas sobre a IA conversacional, e apresenta insights importantes para a América Latina e o Brasil.

Em sua primeira edição, o relatório posiciona a América Latina como líder mundial na implementação de IA para atendimento ao cliente. 31% das empresas da região afirmam já ter concluído o desenvolvimento e a implementação completa de IA conversacional para atendimento ao cliente, superando a média global de implementação, que atualmente é de 28%. Além disso, o Brasil se destaca na região, com 44% das empresas locais afirmando já terem concluído ou estarem na fase final de implementação e desenvolvimento de IA conversacional para atendimento ao cliente.

“Globalmente, os principais casos de uso de IA para CX são consultas simples, como obter informações sobre produtos, verificar o status de pedidos e se comunicar com representantes de atendimento ao cliente por meio de aplicativos de mensagens, especialmente o WhatsApp”, afirma José Eduardo Ferreira, Vice-Presidente Regional de Vendas para a América Latina. “Os consumidores da América Latina já interagem com a IA por meio de aplicativos de mensagens três vezes mais do que a média global, o que representa uma enorme oportunidade para as empresas brasileiras utilizarem esse canal para se conectarem melhor com seus clientes.”

Outros dados importantes apresentados no relatório incluem:

  • A América Latina criou seu próprio ritmo de inovação, consolidado pelo impacto real que essas soluções têm sobre o cliente: a maioria das organizações já considera a troca de soluções de IA em menos de 12 meses. Não há apego a tecnologias que se tornam obsoletas rapidamente devido à criação de novos hardwares e softwares mais avançados;
  • As empresas se recusam a usar um único modelo de IA: 94% das empresas latino-americanas seguem uma abordagem “multimodelo”, seja devido às categorias de soluções, casos de uso ou uma combinação visando um melhor desempenho em um modelo híbrido;
  • Persistem desafios em relação ao relacionamento com o cliente: existe um paradoxo ao discutir a percepção da empresa e a experiência real do cliente com a IA. As empresas acreditam que oferecem um serviço automatizado eficaz, mas os consumidores relatam falhas, especialmente na continuidade da conversa, particularmente na transição entre o agente automatizado e o agente humano. Enquanto 92% das organizações na América Latina afirmam que seus clientes estão um tanto ou muito satisfeitos com sua IA conversacional, apenas 61% concordam. No Brasil, a disparidade é de 96% para 66%. As empresas devem trabalhar para diminuir essa lacuna.

As conclusões do relatório são claras: os consumidores valorizam resoluções eficazes e rápidas acima de tudo, e sua disposição em interagir com agentes de IA está altamente condicionada ao desempenho do agente de IA.

As empresas que buscam reduzir a lacuna de satisfação do cliente com IA e oferecer experiências confiáveis, empáticas e personalizadas devem se concentrar em: resolução eficaz de problemas, e não apenas velocidade; transições aprimoradas entre agentes de IA e agentes humanos; segurança, privacidade e transparência reforçadas para construir a confiança do cliente; e soluções omnicanal adaptáveis com uma infraestrutura tecnológica flexível e componível que suporte múltiplos modelos de IA.

À medida que essas empresas se preparam para substituir suas soluções atuais nos próximos 12 meses, investimentos adicionais em interoperabilidade e modularidade desempenharão um papel fundamental no fortalecimento de sua capacidade de adaptação em um futuro mais distante.

O relatório completo pode ser visualizado aqui.

Metodologia

A Twilio entrevistou 4.800 consumidores globais e 457 líderes empresariais (diretores em tempo integral ou cargos superiores em empresas B2B e B2C) em 12 países, entre 7 de agosto e 4 de setembro de 2025, com mais 3 países pesquisados entre 10 e 17 de outubro de 2025.

¹A Twilio realizou esta pesquisa utilizando um questionário online elaborado pela Method Research e distribuído pela RepData. Os dados foram coletados de 7 de agosto a 4 de setembro de 2025, com uma pesquisa adicional em 3 países realizada de 10 a 17 de outubro de 2025.

O novo delivery que transforma 2026 em um ano de virada

Depois de anos sendo tratado como uma simples camada logística, o delivery finalmente assume sua verdadeira natureza: um ecossistema. Como tem defendido Diego Barreto, CEO do iFood, o delivery deixou de ser apenas um canal de entrega para se consolidar como uma infraestrutura que molda hábitos de consumo, gera recorrência e cria novas dinâmicas econômicas. Em 2026, não falamos mais de um serviço que leva algo de um ponto ao outro, mas de um ecossistema que conecta conveniência, dados, frequência e novas economias.

A chamada “guerra do delivery”, intensificada agora pela presença de três grandes competidores nacionais, acelerou uma transformação que já estava em curso. A disputa deixou de ser apenas por participação de mercado e passou a ser por relevância no cotidiano das pessoas. Neste cenário, quem opera delivery hoje precisa entender que está disputando tempo, preferência e recorrência na vida do consumidor.

O modelo tradicional, baseado exclusivamente em refeições prontas, já não sustenta o crescimento no ritmo que o mercado exige. O consumidor mudou e ampliou suas expectativas. O que ele deseja agora é um ponto único de conveniência. É daí que nasce o “novo delivery”.

Vemos aplicações se transformando em verdadeiros hubs de serviços, com portfólio cada vez mais diversificado: compras de mercado, farmácia, refeições prontas, itens de última hora, produtos por assinatura, cafés diários entregues diretamente ao cliente, e até formatos inovadores, que conectam produção e demanda de maneira mais inteligente e compartilhada.

Essa expansão não é apenas estratégica, mas inevitável. O delivery que prospera em 2026 é o que consegue se posicionar funcionando como uma camada essencial para consumo rápido, abastecimento doméstico e rotinas de trabalho. Entramos em uma fase em que a plataforma não responde só às necessidades, mas desenha comportamentos.

Estamos deixando para trás o capítulo em que o delivery era visto como comodidade esporádica. Agora, ele se consolida como canal primário de consumo diário. A grande mudança é entender que quem lidera esta nova fase não é quem entrega mais rápido, mas quem constrói ecossistemas mais robustos e integrados.

Se 2025 foi o ano da reorganização operacional, 2026 é o ano da expansão inteligente. Um ano em que eficiência logística será apenas o ponto de partida. O verdadeiro diferencial estará na capacidade de integrar verticalizações, ampliar serviços, criar recorrência e antecipar o que o consumidor vai desejar antes mesmo de verbalizar. Sua empresa está preparada para esta nova era?!

*Ricardo Longa é CEO da voa.delivery, hub logístico completo que leva inteligência às operações de delivery, gerando eficiência financeira e operacional para restaurantes. A startup já intermediou mais de 2 milhões de entregas, atende mais de 2.500 restaurantes em todo o Brasil, conta com 5.500 entregadores cadastrados e registra um tempo médio de 1 minuto e meio para que os estabelecimentos encontrem os entregadores mais adequados. Recentemente, a voa.delivery iniciou operações em Porto Alegre e agora está presente nas três capitais da Região Sul, reforçando sua estratégia de expansão e consolidação regional.

ID Logistics dobra de tamanho no Brasil em três anos

A ID Logistics Brasil, operadora multinacional de logística contratual, registrou um crescimento no mercado nacional, mais que dobrando de tamanho nos últimos três anos. A expansão é sustentada pela implementação de grandes projetos (start-ups) para clientes em 2025, demonstrando a capacidade da empresa em executar go-lives em prazos desafiadores e manter a excelência operacional desde o primeiro dia.

O desempenho no Brasil acompanha o ritmo global do Grupo ID Logistics, que atingiu € 3,3 bilhões em receitas em 2024. Em 2025, a companhia expandiu sua presença internacional ao iniciar operações no Canadá, seu 19º país de atuação, mantendo planos de expansão orgânica e via aquisições ao redor do mundo.

No mercado brasileiro, a estratégia de crescimento envolveu a abertura de novos centros de distribuição em localizações estratégicas. Gilberto Lima, CEO da ID Logistics Brasil, destaca que o país possui papel estratégico dentro do Grupo, aumentando a responsabilidade com resultados de alto desempenho. O executivo ressalta a importância de alinhar o crescimento da empresa ao sucesso dos parceiros de negócio.

“Vivemos um momento de transformação profunda nas cadeias logísticas, no comportamento do consumidor e nas exigências do mercado. Sabemos que a logística não é somente um viabilizador, mas sim um completo diferencial competitivo em termos de negócio. Quem entrega mais rápido? Quem entrega em melhores condições? Quem entrega com os menores custos? Quem entrega a melhor experiência para o cliente?”, afirma Gilberto Lima

A empresa mantém o foco em pilares como segurança, responsabilidade social, desenvolvimento e inovação para sustentar o crescimento. A adoção de ferramentas digitais, como check-list eletrônico e gestão visual por E-Cockpit em múltiplas unidades, reforça a padronização e a eficiência dos processos.

“Nós acreditamos que o verdadeiro sucesso acontece quando ele é compartilhado. O nosso crescimento só é possível porque está diretamente ligado ao sucesso dos nossos clientes. Cada resultado positivo que alcançamos nasce de operações construídas em conjunto, baseadas em confiança, colaboração e excelência”, complementa o CEO.

PERSPECTIVAS

Para este próximo ciclo, a ID Logistics Brasil projeta a continuidade de metas ambiciosas para 2026, com propostas de crescimento acelerado. A companhia segue atenta a oportunidades de aquisições estratégicas que fortaleçam sua abrangência e portfólio de soluções no território nacional.

“Continuamos comprometidos na construção de parcerias de longo prazo, porque entendemos que ganhos reais de produtividade e de custos nascem da maturidade das operações e da estabilidade das nossas parcerias. Esse é o nosso maior driver: relações sólidas e operacionalmente excelentes”, conclui Gilberto Lima.

Microsoft anuncia lançamento do Maia 200, chip de inteligência artificial para competir com Google e Amazon

A Microsoft anunciou o lançamento do Maia 200, seu novo chip de inteligência artificial (IA) projetado para inferência, visando reduzir custos e aumentar a eficiência em seus serviços de nuvem. Este movimento estratégico intensifica a competição com a Amazon e o Google, que também desenvolvem seus próprios hardwares para IA.

Principais Destaques

  • Desempenho Superior: O Maia 200 promete superar aceleradores de IA da Amazon e do Google em tarefas de inferência.
  • Eficiência de Custo: Oferece um ganho de aproximadamente 30% em desempenho por dólar em comparação com o hardware anterior da Microsoft.
  • Integração Estratégica: Será utilizado em serviços chave como Azure, Microsoft Foundry, Microsoft 365 Copilot e modelos da OpenAI.
  • Tecnologia Avançada: Fabricado com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, possui mais de 100 bilhões de transistores e memória HBM3e.

Competição Acelerada no Mercado de IA

A Microsoft deu um passo significativo no mercado de hardware de inteligência artificial com o anúncio do Maia 200. Este novo chip, focado na etapa de inferência – onde modelos de IA já treinados geram respostas e previsões –, foi projetado para ser mais econômico e eficiente. A empresa afirma que o Maia 200 oferece um desempenho até três vezes superior ao do Amazon Trainium de terceira geração e supera o TPU de sétima geração do Google em determinados cálculos.

Inovação e Desempenho do Maia 200

Produzido pela TSMC utilizando tecnologia de 3 nanômetros, o Maia 200 conta com mais de 100 bilhões de transistores e utiliza memória HBM3e de 216 GB. O chip é otimizado para computação de baixa precisão, comum em modelos de IA modernos, permitindo respostas mais rápidas e menor consumo de energia. A Microsoft destaca um ganho de cerca de 30% em desempenho por dólar em relação ao hardware que já utiliza em seus data centers.

Aplicações e Futuro

O Maia 200 já está em operação em um data center da Microsoft nos Estados Unidos e será integrado à plataforma de computação em nuvem Azure. Ele impulsionará diversos serviços da empresa, incluindo o Microsoft Foundry, o Microsoft 365 Copilot e os modelos mais recentes da OpenAI, como o GPT-5.2. Internamente, a equipe de Superinteligência da Microsoft utilizará o chip para gerar dados sintéticos e aprimorar futuros sistemas de IA. A Microsoft também está disponibilizando um kit de desenvolvimento de software (SDK) para facilitar a adoção do chip por desenvolvedores.

Estratégia de Mercado

O lançamento do Maia 200 reflete a crescente tendência das grandes empresas de nuvem em desenvolver seus próprios chips de IA para reduzir a dependência de fornecedores como a Nvidia e para otimizar o desempenho e os custos de seus serviços. A Microsoft, ao lançar um conjunto de ferramentas de software robusto, busca competir diretamente com gigantes de semicondutores e outros provedores de nuvem que buscam dominar este mercado em expansão.

Estudo com 48 mil profissionais indica que uso de IA sem capacitação eleva risco de projetos com baixo retorno

Com base em pesquisa global da KPMG em 47 países, com 48 mil pessoas economicamente ativas, especialistas em Inteligência Artificial analisam por que empresas passam a separar iniciativas que geram valor das que apenas escalam custos. Para as estrategistas Aline Lefol e Tiene Colins, coautoras do livro “IA para Negócios – Guia prático para pequenas e médias empresas”, esse descompasso ajuda a explicar por que parte dos projetos de IA não entrega o retorno financeiro prometido e, em alguns casos, passa a representar aumento de custo operacional.

A pesquisa mostra que a IA já é amplamente utilizada no trabalho, muitas vezes sem preparo adequado ou avaliação crítica dos resultados. Do ponto de vista econômico, essa lacuna entre adoção e letramento dificulta a captura efetiva de ganhos de produtividade e aumenta o risco de investimentos com retorno abaixo do esperado, especialmente em projetos vendidos internamente como grandes alavancas de eficiência.

Na análise de Aline Lefol, CEO e fundadora da IA2YOU, empresa especializada em Inteligência Artificial aplicada a negócios, o problema não está na tecnologia, e sim na forma como ela é aplicada. Segundo a executiva, iniciativas que começam pela ferramenta, e não por um problema claro de negócio, tendem a gerar ganhos marginais ou retrabalho. “IA só cria valor quando está conectada a objetivos mensuráveis, como redução de custo, tempo ou falhas em processos específicos. Sem isso, o projeto corre o risco de escalar despesa mais rápido do que resultado”, avalia.

O levantamento da KPMG também aponta desafios relacionados à confiança e à governança no uso da tecnologia, fatores que contribuem para uma postura mais cautelosa das empresas. Após um período de forte entusiasmo, cresce no mercado a percepção de que nem toda aplicação de IA justifica o investimento, especialmente em um cenário de pressão por eficiência e controle orçamentário.

Para Tiene Colins, estrategista e consultora de IA, o momento reflete uma transição importante na maturidade da adoção. “A ideia de que a IA serve para qualquer problema começa a ser substituída por uma visão mais pragmática. Quando não há dados estruturados, integração com sistemas como CRM e ERP ou regras claras de operação, a tecnologia tende a amplificar ineficiências existentes”, afirma.

Entre os padrões de falha mais recorrentes observados em diferentes setores estão a automação de processos ainda instáveis, a ausência de governança clara, expectativas irreais de substituição do julgamento humano e a falta de métricas objetivas para acompanhar resultados. Nesses casos, a IA pode aumentar escaladas para atendimento humano e custos operacionais, em vez de reduzir gargalos.

As estrategistas alertam ainda que nem todo processo digitalizável deveria ser automatizado. Atividades com alto risco regulatório ou financeiro, forte dependência de empatia ou ausência de padrões bem definidos exigem validação humana ou maior controle para evitar prejuízos.

Essa abordagem prática e orientada a resultados é aprofundada no livro IA para Negócios – Guia prático para pequenas e médias empresas, de autoria das estrategistas. A obra propõe critérios objetivos para ajudar líderes a identificar quais processos realmente justificam o uso de Inteligência Artificial e como evitar projetos que consomem orçamento sem gerar impacto mensurável. Em um mercado cada vez mais pressionado por eficiência, o diferencial competitivo passa menos por adotar IA indiscriminadamente e mais por utilizá-la com critério, governança e foco em retorno real.

Sobre o livro “IA para Negócios – Guia Prático”

“IA para Negócios – Guia Prático” é o primeiro manual voltado às pequenas e médias empresas que desejam transformar resultados com Inteligência Artificial de forma acessível e realista. Escrito por Aline Lefol e Tiene Colins, que orientam empreendedores e gestores na aplicação prática da tecnologia em diferentes setores, o livro apresenta ferramentas simples, casos reais e um passo a passo estratégico para implementar soluções sem necessidade de conhecimento técnico. Com linguagem clara e foco prático, a obra mostra como a IA já está ao alcance de qualquer empreendedor e oferece ainda o suporte da Lia, assistente virtual exclusiva que acompanha a jornada do leitor em tempo real.

Mercado global de IA na educação deve crescer mais de 36% em 2026, aponta estudo

O mercado global de inteligência artificial aplicada à educação deve crescer de US$ 18,6 bilhões em 2025 para US$ 25,4 bilhões em 2026, com uma taxa de crescimento anual superior a 36%, segundo relatório recente da consultoria internacional Global Growth Insights, especializada em análises de mercado e projeções setoriais.

De acordo com o estudo, esse avanço é impulsionado principalmente pela adoção de plataformas digitais que integram inteligência artificial a rotinas educacionais, oferecendo personalização do aprendizado, automação de processos e suporte sob demanda para estudantes. O relatório destaca que a tecnologia vem deixando de ser apenas um recurso complementar e passa a ocupar um papel estrutural na forma como alunos aprendem e acessam apoio pedagógico.

A consultoria aponta ainda que soluções digitais baseadas em IA ganham espaço por responderem a desafios recorrentes do sistema educacional, como a falta de acompanhamento individualizado, a limitação de tempo dos professores e a necessidade de apoio fora do horário escolar.

Nesse cenário, plataformas que combinam tecnologia e interação humana vêm se tornando cada vez mais relevantes para famílias que buscam apoio educacional contínuo, especialmente fora do horário escolar. Um exemplo é o TutorMundi, plataforma brasileira de monitoria online que oferece plantão de dúvidas, aulas particulares e orientação de estudos sob demanda, conectando estudantes a tutores em tempo real.

Desde sua criação, a plataforma já ultrapassou a marca de meio milhão de aulas particulares e um milhão de monitorias realizadas, atendendo principalmente alunos do ensino fundamental e médio. O volume reflete uma demanda crescente por soluções digitais que consigam escalar o atendimento sem abrir mão do acompanhamento individual, uma das tendências destacadas pela Global Growth Insights para os próximos anos.

Para Vanessa, mãe da estudante Rafaela, de 11 anos, a principal diferença está na praticidade e na personalização do atendimento. “O que mais me chamou atenção no TutorMundi foi a possibilidade de minha filha estudar em casa, no horário que ela precisa, com explicações direcionadas à dúvida dela. Antes, tentei reforço presencial, mas não funcionou como esperado. Com a monitoria online, ela conseguiu entender melhor os conteúdos e se sentir mais confiante nos estudos”, relata.

Segundo analistas da Global Growth Insights, a tendência é que a inteligência artificial continue se expandindo no setor educacional nos próximos anos, à medida que escolas e famílias buscam soluções mais flexíveis, acessíveis e alinhadas à rotina digital dos estudantes. O estudo indica que a consolidação dessas plataformas deve redefinir o papel da tecnologia na educação, tornando o suporte personalizado parte central da experiência de aprendizagem.