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Monitoramento inteligente de processos viabiliza o crescimento previsível de grandes plataformas digitais

Em empresas digitais que operam em ritmo acelerado, crescer deixou de ser apenas uma questão de volume. Sustentar a escala exige visibilidade contínua dos processos, capacidade de antecipar gargalos e decisões baseadas em dados confiáveis. É nesse contexto que plataformas de grande porte, como o iFood, passaram a investir em modelos mais maduros de gestão operacional e monitoramento de sistemas.

Com uma operação que conecta milhões de pedidos por mês, centenas de milhares de restaurantes e uma extensa rede de entregadores, a plataforma de entregas lida diariamente com um ecossistema tecnológico altamente complexo. Para manter eficiência e previsibilidade nesse ambiente, a companhia passou a adotar ferramentas de monitoramento e excelência de processos, aliadas a uma atuação consultiva especializada.

Nesse cenário, a EPI-USE atua como advisor estratégico, apoiando a empresa principalmente na utilização do LeanIX e Signavio, soluções SAP voltadas ao monitoramento contínuo de sistemas e processos críticos. A ferramenta permite identificar falhas operacionais, gargalos estruturais, instabilidades e oportunidades de melhoria em tempo real, oferecendo uma visão integrada do desempenho dos sistemas, sejam eles SAP ou não.

Diferentemente de projetos tradicionais de implementação, a atuação da EPI-USE está concentrada no aconselhamento técnico, gestão de ambientes SAP, suporte contínuo e boas práticas de excelência operacional. Atualmente, uma equipe multidisciplinar de consultores atua de forma recorrente junto à companhia, funcionando como uma extensão estratégica da área de tecnologia e processos do cliente.

Um dos desdobramentos mais relevantes dessa atuação foi o reconhecimento do iFood como case global de referência no uso do LeanIX. A experiência da empresa brasileira foi apresentada em evento internacional da SAP, em Austin (EUA), como exemplo de como o monitoramento inteligente de processos pode apoiar operações em larga escala e ambientes de alta complexidade.

Além do monitoramento operacional, a consultoria também contribui com orientações sobre integração de sistemas, uso estratégico de inteligência artificial nos ambientes SAP e avaliação de soluções complementares de gestão de processos, reforçando uma abordagem que vai além da execução técnica e se posiciona como suporte à tomada de decisão.

Para a plataforma delivery, esse modelo permite avançar para uma gestão mais preditiva, reduzindo riscos operacionais e aumentando a capacidade de resposta em um mercado que exige velocidade, confiabilidade e precisão. Para a EPI-USE, o projeto simboliza como a consultoria especializada pode gerar impacto mesmo sem protagonizar implementações diretas, atuando como facilitadora da maturidade digital de grandes organizações.

Em um cenário econômico marcado por competitividade crescente e pressão por eficiência, a experiência reforça que crescimento sustentável passa, cada vez mais, por excelência de processos, dados bem utilizados e decisões apoiadas por tecnologia, sobretudo, por orientação estratégica qualificada.

Embalixo destaca importância do Pós-NRF 2026 para discutir tendências do varejo brasileiro 

A Embalixo, líder no mercado brasileiro de embalagens plásticas flexíveis para o consumo doméstico, com forte atuação na produção e comercialização de sacos para lixo, especialmente sustentáveis, marca presença no NRF 2026, maior evento global do varejo, realizado em Nova York, e no Pós-NRF ABRAS 2026, que acontece no dia 27 de janeiro, em São Paulo. O CEO da companhia, Rafael Costa, representa a Embalixo nos encontros, reforçando o posicionamento estratégico da empresa junto aos principais debates sobre inovação, consumo e  desempenho do varejo. A companhia tem como clientes os maiores grupos varejistas do país.

Os eventos ganham destaque especial por reunir líderes e executivos do setor para analisar, de forma aplicada ao mercado brasileiro, os principais insights apresentados no NRF. 

Patrocinadora do evento, a Embalixo integra a programação como uma das marcas que vêm se destacando pela conexão direta com o varejo supermercadista e pela capacidade de transformar tendências em soluções concretas para o ponto de venda. A companhia conquistou 48% de market share em seu nicho em 2025 e projeta manter sua liderança em 2026, impulsionando um crescimento de 22% em receita a partir da ampliação do consumo de sacos para lixo no país. 

Embalixo, empresa líder no segmento de embalagens para o consumo doméstico, com forte atuação na produção e comercialização de sacos para lixo, especialmente sustentáveis, marca presença no NRF 2026, maior evento global do varejo, realizado em Nova York, e no Pós-NRF ABRAS 2026, que acontece no dia 27 de janeiro, em São Paulo. O CEO da companhia, Rafael Costa, representa a Embalixo nos encontros, reforçando o posicionamento estratégico da empresa junto aos principais debates sobre inovação, consumo e desempenho do varejo.

Os eventos ganham destaque especial por reunir líderes e executivos do setor para analisar, de forma aplicada ao mercado brasileiro, os principais insights apresentados no NRF. Patrocinadora do evento, a Embalixo integra a programação como uma das marcas que vêm se destacando pela conexão direta com o varejo supermercadista e pela capacidade de transformar tendências em soluções concretas para o ponto de venda.

“Participar de eventos como o NRF e o Pós-NRF ABRAS é fundamental para estarmos conectados às transformações do varejo global e, ao mesmo tempo, contribuir com a evolução do mercado brasileiro. A Embalixo nasceu com foco em inovação e sustentabilidade, e esses encontros nos permitem reforçar esse compromisso junto aos nossos parceiros comerciais”, afirma Rafael Costa, CEO da Embalixo, que tem uma trajetória de crescimento consistente no varejo nacional, com vendas diretas em grandes redes de supermercados.

O setor brasileiro de embalagens, um dos mais relevantes da indústria de transformação, registrou um valor bruto de produção de cerca de R$165,9 bilhões em 2024, com crescimento consistente nos últimos anos e geração de mais de 273 mil empregos diretos no País, segundo dados setoriais. 

Dentro desse universo, as embalagens plásticas flexíveis, que incluem filmes, sacos e soluções para o consumo doméstico, representam uma fatia expressiva da produção e seguem em expansão. Ao mesmo tempo, o avanço das embalagens sustentáveis desponta como uma das principais tendências do mercado, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor, exigências ambientais e compromissos ESG das empresas. Inserida nesse contexto, a Embalixo se destaca como pioneira no desenvolvimento de sacos para lixo sustentáveis no Brasil, alinhando inovação, responsabilidade ambiental e forte presença no varejo supermercadista.

O Pós-NRF ABRAS 2026 acontece no Teatro WTC, em São Paulo, e reúne executivos, especialistas e lideranças do setor supermercadista para debater as principais tendências do varejo mundial e seus impactos no mercado nacional.

Dia Internacional da Proteção de Dados ganha maturidade

O Dia Internacional da Proteção de Dados, celebrado pelo quinto ano no Brasil em 28 de janeiro próximo, cresce em maturidade ao mesmo tempo em que o cenário de risco se torna mais sofisticado, impulsionado pela inteligência artificial operando ativamente — tanto para defesa quanto para ataque. Modelos de IA, fluxos de informação e dados de treinamento se tornaram novas superfícies de vulnerabilidade, enquanto ambientes híbridos, multicloud e aplicações SaaS ampliam a circulação de dados sensíveis. De acordo com o IDC Latin America Security Report72% das organizações da região planejam aumentar investimentos em proteção de dados e governança digital, reflexo direto da percepção de que segurança deixou de ser um tema técnico e passou a ser um imperativo estratégico.

Apesar dos desafios, empresas brasileiras avançaram na adoção de práticas como zero trust, observabilidade contínua, segurança desde o design e políticas robustas de Data Loss Prevention, reconhecendo que comunicação segura, governança de IA e controle granular de acessos são pilares da continuidade dos negócios. A proteção de dados deixou de ser reativa e se tornou preventiva, permitindo que a informação — a verdadeira joia da coroa das organizações — seja tratada como um ativo seguro, com mais visibilidade, previsibilidade e resiliência.

Confira a seguir os comentários de alguns players do mercado:

“O amadurecimento da proteção de dados no Brasil acontece em paralelo a uma mudança radical no cenário de risco. A IA passa a operar em escala nos dois lados, com ataques automatizados crescentes e uso cada vez maior de defesas baseadas em agentes. Ao mesmo tempo, modelos, dados de treinamento e fluxos de informação se tornam novas superfícies de ataque. Proteger dados, hoje, significa combinar governança de IA, controle de identidade, proteção de dados e observabilidade como fundamentos de qualquer estratégia de segurança.” Claudio Bannwart, country manager da Netskope no Brasil.

“Celebrar o Dia Internacional da Proteção de Dados, em seu quinto ano no Brasil, é reafirmar um valor que nos move profundamente: confiança. Na Teletex, entendemos que cada dado representa uma história, uma escolha, uma vida. Por isso, nossa responsabilidade vai além da tecnologia — é um compromisso humano, diário e inegociável. Trabalhamos para que cada pessoa se sinta segura em um mundo cada vez mais digital, porque proteger dados é proteger relações, e relações são o que sustentam o futuro que queremos construir.” Cristiano Buss, CEO da Teletex

“A segurança da informação deixou de ser um componente isolado da infraestrutura de TI e passou a ser um requisito estratégico de negócio. Hoje, organizações operam em ambientes cada vez mais distribuídos, com dados transitando entre nuvem, aplicações SaaS, dispositivos pessoais e ecossistemas de parceiros, o que amplia significativamente a superfície e os riscos de ataques. Proteger dados pessoais exige uma abordagem integrada, baseada em princípios como zero trust, controle granular de acessos e observabilidade contínua. Na Citrix, entendemos que essa proteção vai além da conformidade regulatória e está diretamente ligada à capacidade de garantir visibilidade, governança e resiliência operacional, especialmente diante da crescente adoção de inteligência artificial”. Luciana Pinheiro, diretora da Citrix Latam no Brasil.

“Durante muito tempo, falar em proteção de dados era pensar apenas em arquivos e sistemas. Hoje, grande parte das informações sensíveis das empresas trafega pela rede: chamadas, gravações, integrações e dados em tempo real. Proteger esses dados passa, necessariamente, por garantir a disponibilidade, a integridade e a confiabilidade da infraestrutura de telefonia. Comunicação segura não é apenas uma questão técnica, é um pilar da continuidade estratégica dos negócios.” Cristiano Alves, diretor comercial da TIP Brasil.

“No Dia Nacional da Proteção de Dados, fica claro que o risco não está apenas fora das empresas, mas também dentro delas. Muitas organizações ainda não têm visibilidade sobre como informações sensíveis circulam por e-mail e pela rede. Em um cenário real, a ausência de medidas de Data Loss Prevetion só foi percebida quando uma tentativa de envio de dados confidenciais veio à tona durante uma prova de valor. A partir daí, a tecnologia passou a atuar como aliada do compliance e da governança. Proteger dados hoje é antecipar riscos antes que eles virem incidentes. Proteger dados de forma preventiva transforma a informação em um ativo seguro, com mais visibilidade, previsibilidade e menos riscos.” Isabel Silva, diretora de Security Business Development da Add Value.

“O Dia Internacional da Proteção de Dados é uma oportunidade para refletir sobre como o papel da proteção de dados se transformou profundamente no Brasil nos últimos cinco anos. O que antes era uma discussão centrada na infraestrutura evoluiu para um conjunto mais amplo de desafios relacionados à gestão de dados. À medida que a IA acelera a criação, a movimentação e a valorização dos dados, ela também redefine o cenário de ameaças, tornando os ataques cibernéticos mais rápidos, automatizados e disruptivos. Nesse contexto, proteger dados deixou de ser apenas uma questão de prevenir violações e passou a envolver a capacidade das organizações de responder e se recuperar na mesma velocidade do ataque. Os líderes que adotarem uma estratégia de resiliência cibernética centrada em dados, integrando governança, soberania, segurança e recuperação rápida, estarão mais preparados para construir uma resiliência operacional consistente na era da IA.”  Paulo de Godoy, country manager, Pure Storage Brasil.

“A cibersegurança deixou de ser apenas uma medida defensiva para se tornar parte inseparável da presença digital de pessoas e empresas, sendo um compromisso indispensável para fortalecer reputações e impulsionar a inovação. Adotar práticas robustas de segurança digital fortalece a relação com clientes e parceiros, além de ser um pilar para a reputação e sustentabilidade de qualquer organização. Investir em soluções integradas de proteção de dados é fundamental para garantir liberdade, privacidade e continuidade dos negócios em um mundo cada vez mais conectado.” Bruno Rigatieri, diretor Comercial e de Marketing da WDC Networks.

“A proteção de dados deixou de ser um tema restrito à conformidade ou à tecnologia isolada. Em um ambiente cada vez mais distribuído, onde aplicações, dados e operações estão espalhados entre data centers, nuvem e borda, proteger a informação significa garantir continuidade, disponibilidade e capacidade de recuperação. Empresas que enxergam a proteção de dados apenas como defesa estão sempre reagindo; aquelas que a tratam como parte da estratégia de negócio constroem resiliência, confiança e sustentabilidade digital no longo prazo.”  José Roberto Rodrigues  – country manager & alliances manager da  Adistec Brasil .

“Proteger dados é, acima de tudo, proteger pessoas. Em um cenário onde ataques digitais exploram comportamentos antes mesmo da tecnologia, a verdadeira defesa nasce da consciência, da educação contínua e da inserção da segurança na cultura, DNA e dia a dia das organizações. Quando colaboradores entendem seu papel e se tornam parte ativa da proteção da informação, a segurança deixa de ser obrigação e passa a ser valor, fortalecendo a confiança, a ética e a sustentabilidade dos negócios no mundo digital.” Glauco Sampaio, CEO da BeePhish.

StartSe promove evento online com os principais insights da NRF 2026 para o varejo brasileiro

Escola internacional de negócios cujos líderes frequentam a NRF há mais de uma década, a StartSe promove nesta quarta-feira (28) às 18h um evento online para apresentar ao varejo nacional os principais insights, tendências e provocações da NRF 2026, maior conferência mundial do setor, realizada anualmente em Nova York.

O encontro é voltado a empresários, executivos e profissionais que buscam compreender, de forma prática e contextualizada, como as transformações discutidas no palco da NRF impactam diretamente o mercado brasileiro. A proposta da StartSe é ir além do hype tecnológico, traduzindo os aprendizados globais em estratégias aplicáveis à realidade do varejo no Brasil.

Durante o evento, especialistas da StartSe compartilharão uma curadoria dos temas mais relevantes da edição 2026, que aprofundou debates sobre inteligência artificial, tomada de decisão, identidade de marca, experiência do consumidor, eficiência operacional e novos modelos de crescimento. Temas como a aplicação de agentic commerce, a transformação da jornada de compra com a IA e a personalização da experiência do cliente foram destaques durante o evento. A análise considera tanto os movimentos das grandes redes globais quanto os reflexos para empresas de médio e pequeno porte.

O conteúdo foi estruturado para apoiar líderes em um momento de transição do varejo, em que tecnologia deixa de ser promessa e passa a ser critério básico de competitividade. A partir de frameworks, exemplos práticos e leituras estratégicas, o evento oferece uma visão clara sobre o que, de fato, merece atenção no planejamento de 2026.

A programação contará com a participação de Piero Franceschi, Partner da StartSe, palestrante e autor best-seller de “Organizações Infinitas”; Fábio Neto, CSO da StartSe e autor do “Novo Radar dos Negócios”; e Maurício Benvenutti, Head da StartSe Internacional. Juntos, os especialistas compartilham uma leitura estratégica construída a partir da vivência direta no evento e da conexão permanente com os principais centros globais de inovação.

Para participar, basta fazer a inscrição através do site: Link

5 estratégias de marketing para potencializar as suas vendas no Carnaval

O Carnaval ocupa um lugar singular no calendário comercial brasileiro, marcado por circulação constante, consumo pouco planejado e escolhas feitas fora do ambiente tradicional de compra. A rua vira palco, o tempo encurta e a decisão surge entre um espaço e outro, muitas vezes sem comparação prévia ou cálculo. O comportamento muda porque o ambiente impõe outro andamento, e marcas que percebem esse fluxo deixam de tentar capturar atenção de forma insistente e passam a encaixar a oferta no ritmo, onde tudo acontece de forma contínua e sob múltiplos estímulos.

Segundo Adriano Santos, sócio da Tamer, vender no Carnaval exige leitura prática do momento e menos apego a fórmulas tradicionais de comunicação. “Poucas pessoas analisam com calma os preços durante os blocos. A escolha acontece andando, em grupo, muitas vezes resolvida no impulso”, afirma. Propostas diretas, fáceis de entender e rápidas de executar ganham espaço, enquanto mensagens longas tendem a ficar para depois. “Quando a proposta exige tempo demais, ela simplesmente perde a vez”, acrescenta. A seguir, ele reúne cinco orientações práticas para marcas que querem transformar o Carnaval em oportunidade real de venda.

Oferta que cabe no trajeto

No período carnavalesco, decisões acontecem em pé, andando ou no intervalo entre os blocos, quase sempre com atenção dividida. Produtos que exigem comparação extensa ou pausa prolongada perdem força rapidamente. Opções mais simples, de entendimento imediato e resolução rápida se adaptam melhor a esse tipo de consumo. “A vantagem ofertada precisa acompanhar o caminho do consumidor”, comenta o especialista. Quanto menor a distância entre interesse e ação, maior a chance de a escolha avançar.

Tempo curto favorece escolhas imediatas

Promoções válidas apenas no dia costumam funcionar melhor do que prazos longos ou indefinidos. O limite claro ajuda o consumidor a decidir sem adiar, aproveitando a disposição do momento. “Quando o prazo aperta, a comparação deixa de importar”, explica Santos. A decisão acontece enquanto a oportunidade ainda faz sentido, antes que outro estímulo ocupe o espaço da escolha inicial.

Benefício claro entra na frente

Descontos diretos, preços fechados e vantagens fáceis de entender ganham prioridade em um período marcado por excesso de estímulos visuais e sonoros. Regras complexas, condições longas ou benefícios condicionados tendem a ser ignorados. “No Carnaval, ninguém compra promessa.” O consumidor prefere o que resolve ali, sem exigir cadastro ou algo que dificulte sua compra.

Processo simples mantém a escolha viva

Poucas etapas, finalização rápida e ausência de obstáculos ajudam a sustentar a decisão até o fim. Qualquer travamento vira motivo para desistência. “Se o processo demora, a vontade acaba passando ou opções aparecem.” A simplicidade deixa de ser diferencial e passa a funcionar como requisito básico nesse processo.

Mensagem pensada para validação coletiva

O Carnaval favorece decisões validadas rapidamente por mais de uma pessoa. Amigos e casais influenciam escolhas em tempo real, reduzindo espaço para hesitação individual. O ambiente cheio, o som alto e a circulação constante encurtam o raciocínio e deslocam o peso da decisão para o consenso imediato. Quando ninguém se opõe, a compra avança. Por isso, propostas pensadas para mais de um decisor tendem a ganhar tração e enfrentar menos resistência.

Com leitura concreta do comportamento de compra, o Carnaval deixa de funcionar apenas como uma data promocional e passa a operar como um teste prático de eficiência comercial. Marcas que entendem esse momento evitam tentar reter o consumidor e preferem acompanhar seu fluxo. Ajustar linguagem, oportunidade e forma de acesso permite transformar improviso em venda, circulação em lembrança e movimento em resultado concreto.

Otimização de espaço domina tendência em armazenagem para 2026

Com o mercado de galpões logísticos brasileiro batendo recordes de ocupação em 2025 e a vacância caindo para patamares históricos de 7,3%, o setor entra em 2026 com perspectivas de equilíbrio entre oferta e demanda. Relatórios de consultorias como JLL e Cushman & Wakefield apontam para manutenção de baixa vacância, elevação gradual dos preços de locação e otimização de espaço, impulsionados pelo e-commerce e crescimento nas cadeias de suprimentos.

Projeções indicam entrega de novos estoques moderados, com foco em galpões modernos integrados a robótica e sistemas inteligentes, reduzindo custos operacionais e aumentando a capacidade sem expansão física.

A empresa Delta Industrial, referência paranaense em soluções metálicas para armazenagem como porta-pallets cantilever, flow racks e divisórias, vê nessa tendência uma oportunidade para todo o mercado:

“O boom do setor exige estruturas que suportem automação e sistemas FIFO/FEFO, permitindo ganhos de até 30% na capacidade de estoque. Soluções personalizadas são ideais para centros de distribuição que buscam eficiência em um mercado com oferta restrita”, afirma Jocelito Ribeiro, Diretor da empresa.

Analistas preveem que 2026 consolide a logística como vantagem competitiva, com fundos imobiliários de galpões liderando retornos no mercado. Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), 88% dos brasileiros on-line compram pela internet ao menos uma vez ao mês e 59% pretendem aumentar a frequência de compras nos próximos 12 meses aumentando o desafio dos layouts de distribuição:

“A tendência é que o mercado de compras online continue pressionando os armazéns e é preciso que os gestores mantenham sua linha de distribuição atualizadas com porta-pallets e flow racks de última geração e personalizados” finaliza Ribeiro.

Brasil sanciona Lei nº 15.325/2026 e oficializa a profissão de influenciador digital; entenda o impacto no mercado

O ano de 2026 marca um ponto de inflexão na economia digital brasileira com a sanção da Lei nº 15.325/2026, que reconhece e regulamenta oficialmente a profissão de influenciador digital. A nova legislação retira a criação de conteúdo da informalidade e estabelece diretrizes para um setor que se tornou a principal aspiração profissional da juventude no país.

Segundo pesquisa da INFLR, 75% dos jovens brasileiros sonham em atuar como criadores de conteúdo. A nova lei chega para estruturar esse desejo coletivo, transformando o que antes era visto como um “caminho improvisado entre posts virais” em uma atividade multimídia regida por responsabilidade jurídica e critérios comerciais claros.

O Fim do Amadorismo

Para Camila Renaux, especialista em marketing digital, a nova legislação provoca uma mudança cultural que transcende o texto jurídico. A era do influenciador amador, que operava sem estratégia ou preocupação com o impacto social, está chegando ao fim.

“A grande virada não está apenas no texto da lei, mas na mudança de mentalidade. A partir de agora, não dá mais para tratar o marketing de influência como algo acessório. Ele passa a exigir planejamento, profissionalismo e responsabilidade real sobre o que é comunicado”, analisa Renaux.

Mudanças nas Relações Comerciais

O impacto imediato será sentido nos departamentos de marketing e agências de publicidade. A previsão é de um mercado mais seletivo:

  • Contratos Rígidos: Acordos verbais ou informais darão lugar a contratos detalhados.
  • Transparência Obrigatória: A sinalização de conteúdo patrocinado deixa de ser uma “boa prática” para se tornar exigência legal básica.
  • Filtro de Qualidade: Marcas tendem a priorizar criadores com reputação sólida e dados estruturados, em detrimento de perfis que possuem apenas números de alcance (métricas de vaidade) mas carecem de profissionalismo.

A especialista alerta que a influência sustentada apenas na informalidade perderá espaço. “Sobrevive quem entende impacto, reputação e responsabilidade”, pontua Renaux.

Impacto Social e o Futuro da Profissão

A regulamentação também desempenha um papel pedagógico. Ao impor limites éticos e profissionais, a lei busca proteger o imaginário de crianças e adolescentes, evitando que a carreira seja construída sobre a precarização ou a ilusão de dinheiro fácil.

O novo cenário não visa limitar a criatividade, mas redefinir as expectativas. O foco do mercado migra do volume de publicações para a consistência e a coerência da mensagem. “O setor entra em uma fase em que visibilidade sozinha já não basta. Influenciar, agora, é — ainda mais — assumir consequências pelo que é produzido e compartilhado”, conclui a especialista.

Previsões cripto para 2026: validação de uma tecnologia revolucionária

Nos últimos anos, líderes de todo o setor cripto estabeleceram as bases técnicas e regulatórias necessárias para a adoção de longo prazo. Em 2026, esse investimento tende a dar retorno, à medida que uma infraestrutura confiável para ativos digitais e a ampliação de casos de uso impulsionam a demanda institucional, levando mais bancos, empresas e provedores a avançarem de projetos-piloto para operações em escala plena.

Essa transição deve se manifestar em quatro áreas-chave: stablecoins, ativos onchain, custódia cripto e automação por meio de inteligência artificial (IA). Cada uma delas contribuirá para uma integração mais profunda da tecnologia blockchain e dos ativos digitais ao sistema financeiro global.

A seguir, apresento os principais pontos de inflexão que, na minha avaliação, vão impulsionar a adoção institucional em 2026, com implicações de longo prazo para a Internet de Valor – uma rede global na qual o dinheiro se move tão rápido e facilmente quanto a informação na internet atual.

Stablecoins: o padrão para liquidação global

Nos próximos cinco anos, as stablecoins devem se integrar plenamente aos sistemas globais de pagamentos — não como uma infraestrutura alternativa, mas como a base fundamental. Essa mudança já está ocorrendo na prática, com gigantes como Visa e Stripe incorporando essas trilhas diretamente aos fluxos tradicionais.

Nos Estados Unidos, a aprovação do Genius Act inaugurou oficialmente a era do dólar digital. Stablecoins altamente compatíveis com a regulação e emitidas nos EUA — incluindo o Ripple USD (RLUSD) — devem se tornar o padrão-ouro para pagamentos globais programáveis, 24 horas por dia, sete dias por semana, além de servir como uma fonte crítica de colateral nos mercados financeiros modernos. Com a recente aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para a criação do Ripple National Trust Bank, não estamos apenas seguindo as regras, mas estabelecendo um precedente para a conformidade institucional.

Até 2027, é razoável esperar que instituições financeiras passem a explorar o potencial das stablecoins reguladas para a mobilidade de colateral em tempo integral em casos de uso nos mercados de capitais. Embora existam aplicações voltadas ao varejo, o verdadeiro motor de crescimento está no B2B. Estudos mostram que, no ano passado, os pagamentos B2B se tornaram o maior caso de uso real das stablecoins, alcançando um volume anualizado de US$ 76 bilhões. Isso representa um salto expressivo em relação ao início de 2023, quando as transferências mensais B2B com stablecoins não ultrapassavam US$ 100 milhões.

A oportunidade vai muito além de uma liquidação mais rápida. As empresas mantêm volumes sem precedentes de capital de giro imobilizado — mais de US$ 700 bilhões parados apenas nos balanços das companhias do S&P 1500, além de mais de € 1,3 trilhão na Europa. As stablecoins abrem caminho para liquidez em tempo real, redução de custos de carregamento e ganhos relevantes de eficiência no fluxo de caixa. Esse conjunto de fatores explica por que as empresas devem liderar a próxima onda de adoção cripto.

A exposição institucional a cripto se torna mainstream

Os criptoativos evoluíram de instrumentos especulativos para uma camada operacional das finanças modernas. Até o fim de 2026, os balanços corporativos devem concentrar mais de US$ 1 trilhão em ativos digitais, e cerca de metade das empresas da Fortune 500 terá formalizado estratégias em ativos digitais — não apenas exposição a cripto, mas participação ativa em ativos tokenizados, tesourarias digitais, stablecoins, títulos do Tesouro onchain e instrumentos financeiros programáveis.

Os dados já apontam nessa direção. Uma pesquisa da Coinbase realizada em 2025 mostrou que 60% das empresas da Fortune 500 estão trabalhando ativamente em iniciativas de blockchain. Mais de 200 companhias abertas já mantêm bitcoin como parte de sua estratégia de tesouraria. E as empresas focadas em tesouraria de ativos digitais cresceram de apenas quatro, em 2020, para mais de 200 atualmente, com quase 100 criadas somente em 2025.

Paralelamente, o mercado de ETFs está se expandindo rapidamente. Mais de 40 ETFs de cripto foram lançados em 2025, mas, juntos, ainda representam apenas 1% a 2% do mercado total de ETFs nos EUA. Essa diferença evidencia o amplo espaço para o crescimento da participação institucional.

À medida que a exposição a cripto se normaliza, os mercados de capitais tendem a acompanhar. Em 2026, a Mobilidade de Garantia deve se consolidar como um dos principais casos de uso institucionais, com bancos custodiantes e câmaras de compensação adotando a tokenização para modernizar a liquidação. A expectativa é que entre 5% e 10% da liquidação nos mercados de capitais migre para o ambiente onchain, impulsionada pelo avanço regulatório e pela adoção de stablecoins por instituições sistemicamente relevantes.

A grande consolidação da custódia
A atividade de fusões e aquisições no segmento cripto sinaliza maturidade, e não apenas crescimento. Em 2025, o volume alcançou US$ 8,6 bilhões, impulsionado principalmente pela participação institucional. A custódia de ativos digitais deve liderar a próxima fase dessa consolidação, à medida que bancos, prestadores de serviços e empresas cripto enxergam a custódia como um catalisador de suas estratégias em blockchain.

Um padrão claro já começa a se delinear. A custódia está se tornando cada vez mais comoditizada, o que pressiona provedores independentes a diversificar suas ofertas ou se integrar a plataformas maiores, estimulando uma maior integração vertical. Ao mesmo tempo, exigências regulatórias estão levando bancos a adotarem estratégias com múltiplos custodiantes para mitigação de riscos. Como resultado, é provável que mais da metade dos 50 maiores bancos do mundo formalize ao menos uma nova relação de custódia em 2026.

Além disso, a atividade de fusões e aquisições no setor vai além de operações entre empresas nativas de cripto. No último ano, o setor avançou de forma relevante sobre as finanças tradicionais e fintechs, como na compra da NinjaTrader pela Kraken e nas aquisições da GTreasury e da Hidden Road feitas pela Ripple.

Atrair o próximo bilhão de usuários — especialmente institucionais — exige tornar o uso de cripto radicalmente mais simples, mais seguro e profundamente integrado aos fluxos financeiros existentes.

A convergência entre blockchain e inteligência artificial

As transformações mais profundas nas finanças raramente ocorrem de forma isolada. Em 2026, blockchain e inteligência artificial devem convergir de maneira crescente, automatizando operações financeiras de formas até então impossíveis.

Stablecoins e contratos inteligentes permitirão que tesourarias gerenciem liquidez, executem chamadas de margem e otimizem retornos em acordos de recompra onchain, tudo em tempo real e sem intervenção manual. Gestores de ativos utilizarão modelos de IA combinados com infraestrutura blockchain para rebalancear dinamicamente exposições a ativos tokenizados e protocolos de rendimento em stablecoins, aproveitando plenamente a natureza ininterrupta dos mercados onchain.

A privacidade será um elemento central dessa expansão. Provas de conhecimento zero permitirão que sistemas de IA avaliem risco de crédito ou perfis de risco sem expor dados sensíveis, reduzindo fricções em operações de crédito e ampliando a adoção de ativos digitais em mercados regulados.

A interseção dessas duas tecnologias revolucionárias trará ganhos expressivos de eficiência e colocará nas mãos das equipes ferramentas que operam na velocidade da internet.

Um ano decisivo para o cripto institucional

O setor amadureceu. E, desta vez, o impulso vem de líderes financeiros focados em construir para o longo prazo.

As stablecoins vão sustentar a liquidação global. Ativos tokenizados passarão a integrar balanços institucionais. A custódia será o pilar da confiança. E o blockchain — cada vez mais combinado à inteligência artificial — automatizará operações que hoje ainda limitam os mercados.

Em última instância, 2026 deverá ser lembrado como o ano em que os criptoativos se tornaram parte fundamental da infraestrutura financeira global.

Empresas que engajam seus clientes podem ter 66% de aumento nas vendas, confira

Oferecer uma experiência positiva para quem consome a sua marca é o primeiro passo para uma jornada do cliente positiva e com maiores chances de fidelização. A conta é simples: quanto mais uma pessoa gosta do atendimento pré e pós-venda, mais propensa ela está a negociar novamente com a empresa.

Uma pesquisa da Gallup apresentou dados interessantes que comprovam essa afirmação. Segundo o levantamento, o engajamento do cliente:

  • aumenta as vendas em 66%;
  • eleva a lealdade para com a marca em 25%;
  • aumenta o lucro líquido em mais de 10%;
  • melhora a confiança do consumidor em 20 pontos.

Ou seja: investir na construção de uma jornada do cliente positiva não é apenas recomendado, mas fundamental para a construção de estratégias mais assertivas e lucrativas para as companhias. A questão é que, para muitas empresas, os motivos e formas de fazê-lo ainda são pouco compreendidos.

Mas essa incerteza acaba hoje! Continue a leitura e veja o papel da jornada do cliente e do engajamento positivo para suas vendas!

Por que o engajamento do cliente se tornou um motor de receita?

O engajamento deixou de ser apenas uma métrica de interação e passou a alterar a lógica de geração de valor das empresas ao deslocar o foco de transações pontuais para relacionamentos contínuos, orientados por dados e experiências. Na prática, essa ação impacta diretamente os principais vetores financeiros do negócio e, por esses motivos, é tão importante.

Em termos práticos, o engajamento:

  • aumenta o lifetime value (valor de tempo de vida, LTV);
  • reduz o custo de aquisição de clientes (CAC);
  • permite personalização mais detalhada;
  • expande a receita via cross-sell e upsell;
  • diferencia a empresa com base em experiências;
  • fornece feedback contínuo para otimização de receita.

Em síntese, o engajamento não é mais apenas uma métrica de marketing, mas sim um ativo estratégico de crescimento. É um link entre dados, experiências e relacionamentos para gerar mais receita, com mais eficiência e sustentabilidade no longo prazo.

Como os dados da Gallup se conectam ao contexto atual das empresas?

A pesquisa demonstra e comprova a conexão entre o engajamento do cliente e os resultados percebidos por empresas globalmente. Segundo a Gallup, clientes engajados representam uma evolução de desempenho em várias métricas financeiras, como crescimento de vendas, lealdade e aumento do lucro líquido.

Por exemplo, o levantamento demonstra que 23% dos consumidores envolvidos com a empresa têm mais participação na carteira de compras, rentabilidade e crescimento do relacionamento do que usuários médios ou inativos. O estudo também traz que apenas 1 entre 4 trabalhadores dos Estados Unidos acredita que sua empresa entrega o que prometeu no início da jornada do cliente.

Em outras palavras, as informações da Gallup se conectam ao contexto atual das empresas ao demonstrar que:

  • engajamento do cliente é um indicador confiável do desenvolvimento financeiro sustentável;
  • a maioria das empresas continua longe de entregar uma experiência consistente;
  • a transformação cultural, que empodera trabalhadores e alinha estratégias a dados de clientes, é essencial para competir hoje;
  • a “centralização do cliente” exige interação entre informações, tecnologia, cultura e execução operacional.

Quais comportamentos diferenciam empresas engajadoras das demais?

Os comportamentos mais competitivos são:

  • tomada de decisão orientada por dados comportamentais;
  • foco em relacionamento contínuo com o cliente;
  • personalização relevante e contextualizada;
  • alinhamento em torno do cliente;
  • empoderamento do time;
  • consistência na entrega de promessas;
  • escuta ativa e feedback contínuo;
  • métricas que vão além da conversão.

Detalhamos cada comportamento a seguir.

Tomada de decisão orientada por dados comportamentais

Enquanto empresas comuns reagem a métricas atrasadas, companhias engajadas antecipam necessidades, o que inclui entender hábitos de uso, preferências, frequência de interação e sinais de intenção ao longo da jornada.

Foco em relacionamento contínuo

O cliente não “recomeça do zero” a cada encontro com a marca. Empresas engajadoras mantêm histórico, contexto e aprendizados acumulados, garantindo experiências coerentes ao longo do tempo. Esse cuidado fortalece a confiança e reduz fricções em cada novo ponto de contato.

Personalização relevante e contextualizada

Personalizar não é apenas usar o nome do cliente, mas entregar mensagens e ofertas alinhadas ao momento, ao canal e à necessidade real. Quando bem aplicada, a personalização gera valor percebido e proximidade, evitando a sensação de invasão ou excesso de comunicação.

Alinhamento em torno do cliente

O consumidor é responsabilidade da empresa inteira, e não apenas de um setor. Ou seja, empresas engajadoras alinham marketing, vendas, produto, atendimento e tecnologia em torno de um objetivo comum: resolver problemas reais do cliente e entregar valor de forma consistente em toda a jornada.

Empoderamento do time

Os empregados não apenas “seguem um script”. Eles têm autonomia, acesso à informação e clareza sobre o contexto do cliente, o que permite resolver demandas com mais agilidade e empatia.

Consistência na entrega de promessas

A experiência confirma a promessa, não a contradiz. Isto é, empresas engajadoras garantem que o discurso da marca esteja alinhado à prática, desde campanhas até o pós-venda, evitando frustrações e fortalecendo a credibilidade.

Escuta ativa e feedback contínuo

Ouvir o cliente vai além de coletar dados. Envolve analisar feedbacks, identificar padrões e transformar aprendizados em ações concretas. Marcas orientadas ao cliente usam o retorno do público como insumo para evoluir produtos, processos e comunicações.

Métricas que vão além da conversão

A mensuração do sucesso é pela qualidade, não só pelo volume de transações. Aqui, acompanhar indicadores como retenção, recorrência, satisfação, engajamento e valor ao longo do tempo são ações essenciais para priorizar relações duradouras em vez de resultados imediatos.

Em resumo, o principal diferencial das empresas que investem na jornada do cliente é a redução de discursos e adoção de comportamentos organizacionais consistentes, manifestos na estratégia, na operação e na cultura. Essas ações criam experiências superiores para o consumidor e sustentam resultados positivos no longo prazo com menos esforço.

Como a personalização e as jornadas integradas influenciam vendas e fidelização?

Tanto a personalização quanto a jornada do cliente integrada atuam sobre os principais determinantes de decisão: relevância, confiança, conveniência e continuidade da experiência. Quando bem executadas, ambas transformam interações isoladas em relacionamentos rentáveis e duradouros.

Do ponto de vista das vendas, a personalização age diretamente sobre a relevância da oferta. Quando uma empresa utiliza dados comportamentais para compreender interesses, momento de compra e necessidades específicas, a comunicação deixa de ser genérica e passa a ser contextual. Essa mudança diminui o esforço cognitivo do cliente, encurta o ciclo de decisão e, consequentemente, facilita a conversão em venda.

As jornadas do cliente integradas potencializam o efeito ao garantir continuidade entre os pontos de contato. Marketing, vendas e atendimento, por exemplo, deixam de operar de forma isolada e compartilham informações, histórico e contexto. Dessa forma, cada interação dá sequência à anterior, em vez de reiniciar a relação e frustrar o consumidor com repetições desnecessárias.

Quando unidas, a personalização e a jornada integrada criam um sistema de aprendizado contínuo. Cada interação gera dados que permitem ajustes rápidos na comunicação e na oferta. Essa união torna a estratégia mais eficiente e previsível e o resultado é um aumento consistente no lifetime value, maior recorrência de receita e fidelização.

Quais evidências mostram que investir em engajamento é mais eficiente do que focar apenas em aquisição?

O próprio estudo da Gallup já comprova como o investimento em jornada do cliente é crucial para a eficácia, não apenas da lucratividade, mas também da própria aquisição. Outra pesquisa, da Adobe, Publicis Sapient & Incisiv, lança luz sobre a estagnação no crescimento de empresas que não investem em construir jornadas de engajamento positivo.

E, a bem da verdade, coloque-se no lugar do consumidor: você se sente mais confortável ao negociar com empresas que prezam pela sua necessidade e entendem sua dor, ou com negócios que apenas empurram a você produtos ou serviços sem relevância para o seu interesse?

A forma de comprar está diferente e, consequentemente, a sua abordagem também precisa mudar e evoluir conforme as demandas dos clientes. Quanto antes você adaptar a sua realidade às novas exigências do mercado (e dos consumidores), mais cedo perceberá os frutos de estratégias bem construídas, eficazes e, principalmente, lucrativas.

Retail Media na era do comércio agêntico: da automação à conexão humana (NRF 2026)

A NRF26 deixou uma mensagem clara: Retail Media entra, definitivamente, em sua fase de maturidade estratégica. Não se trata apenas de inventário, métricas de conversão ou eficiência tática. O centro da discussão migrou para ações orientadas por dados, mas acompanhadas por experiências mais humanas e um novo equilíbrio entre tecnologia e sensorialidade.

Nessa nova Era, os agentes de IA passam a atuar de forma autônoma em nome do consumidor, sugerindo produtos, comparando preços, validando estoque em tempo real, aplicando descontos e, em muitos casos, concluindo a compra sem fricção humana direta. Retail Media faz parte disso. A IA pode organizar dados, cruzar comportamentos e gerar audiências, desenvolver precificações dinâmicas, automatizar o mix de ativos, alocar formatos e prever resultados.

Varejistas e marcas terão de convencer não apenas pessoas, mas sistemas inteligentes, gerando conteúdo claro, estruturado, confiável e verificável. Falando de uma perspectiva humana, precisamos nos reposicionar para termos uma interpretação ainda mais estratégica e trabalhar em parceria com os agentes de IA, além de sermos mais velozes nas tomadas de decisão. 

No entanto, essa eficiência tecnológica extrema gera espaço para experiências físicas, sensoriais e inesperadas. Quanto mais automatizada é a nossa vida, mais sentimos falta do que é real, tátil e humano. Sentir o aroma de um novo amaciante, degustar um vinho diferente, avaliar a textura de uma malha, ouvir um som agradável ou mesmo ver um produto regular exposto de uma forma completamente inovadora, tornam a jornada mais agradável e dinâmica. A loja física se transforma no elemento mais estratégico do Retail Media e passa a ser um palco de descobertas. Se a IA cuida da transação, o espaço físico passa a cuidar da emoção. O novo varejo deixa de vender apenas produtos, para vender atenção, estímulo e influência. 

Em um mundo mediado por agentes, a influência não acontece apenas no clique, mas na construção prévia de repertório, preferência e confiança. A loja torna-se um meio de comunicação poderoso, capaz de alimentar tanto a memória do consumidor, quanto as dos próprios sistemas inteligentes que fazem a leitura do comportamento e das escolhas reais.

O grande desafio estratégico, portanto, não é escolher entre a tecnologia ou o toque humano, mas orquestrar ambos. Bem-sucedidos serão os que utilizarem a precisão dos algoritmos para eliminar a fricção operacional, enquanto reservam o espaço físico e a criatividade para gerar conexões que os dados, sozinhos, não conseguem replicar. Enquanto a automação acelera, a experiência diferencia.

*Fátima Leal é Diretora de Agências e Parcerias da Unlimitail, joint venture entre o Grupo Carrefour e o Grupo Publicis criada para acelerar o desenvolvimento do Retail Media no Brasil e na América Latina