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Bemobi anuncia aquisição de Paytime e lança nova unidade de Payment as a Service (PaaS)

Bemobi (BMOB3), especializada em soluções de pagamentos, em que já atende as maiores empresas de serviços recorrentes no país, anunciou a aquisição de 50,1% da Paytime, primeira fintech no-code white label do país e uma das principais plataformas de Embedded Payments e Payment as a Service (PaaS) do mercado brasileiro. A transação ocorre em um momento de forte expansão da Bemobi e marca a criação de uma nova unidade de negócios dedicada ao modelo PaaS, ampliando o alcance da sua plataforma e consolidando a companhia como um dos principais players de soluções especializadas de pagamentos do país.

“O ano de 2025 tem sido histórico para nós, com aceleração trimestre após trimestre dos nossos resultados. A chegada da Paytime adiciona ao nosso ecossistema uma camada estratégica de infraestrutura financeira de pagamentos, acelerando a criação de novos produtos e a expansão da nossa atuação em diferentes verticais, agora também com um novo modelo de negócios baseado em parcerias”, afirma Pedro Ripper, cofundador e CEO da Bemobi.

Por meio de uma oferta integrada de software e pagamentos, a Bemobi oferece jornadas de pagamento de contas mais eficientes e aderentes para setores essenciais, como telecomunicações, energia, saneamento, educação e saúde, atendendo 15 das 20 maiores empresas de serviços recorrentes essenciais no país. Suas soluções foram desenvolvidas e aperfeiçoadas a partir da especialização por vertical de indústria e da integração de plataformas SaaS adquiridas nos últimos anos, todas conectadas ao Bemobi Pay, que centraliza a experiência de pagamento do usuário final.

A integração das soluções da Paytime à plataforma Bemobi Pay combina tecnologia, infraestrutura e expertise em pagamentos para entregar ao mercado a solução PaaS mais completa do Brasil. Com a criação da Bemobi PaaS, a companhia expande essa atuação para um modelo B2B2B, permitindo que parceiros especializados – como empresas de software / SaaS, fabricantes, distribuidores, redes de franquias e bancos digitais – integrem o Bemobi Pay em uma modalidade PaaS às suas próprias soluções. O objetivo é entregar aos clientes desses parceiros experiências de pagamento completas, seguras e de alta conversão, sem que precisem desenvolver infraestrutura própria de pagamentos, cobrança, conciliação e antifraude. Esse modelo amplia a presença da Bemobi em novas verticais sem a necessidade de aquisição de empresas em cada segmento e acelera a diversificação de seu portfólio, reforçando sua posição como plataforma de infraestrutura financeira capaz de atender mercados variados e em diferentes estágios de digitalização.

Com mais de 700 parceiros ativos e cerca de 300 mil estabelecimentos conectados, a empresa movimenta um TPV médio anual de R$ 15 bilhões, oferecendo infraestrutura e tecnologia para que empreendedores e companhias criem e operem seus próprios produtos financeiros de forma simples e ágil. A operação de SMBs da Paytime continuará independente, mantendo sua marca atual e seu foco e agilidade, enquanto a nova unidade corporativa atuará dentro da estrutura da Bemobi.

Leonardo Moreira Gomes, cofundador e CEO da Paytime, seguirá liderando ambas as frentes. “Essa união vai permitir acelerar inovação e ampliar o alcance das soluções, sem qualquer impacto para os clientes atuais da Paytime, que seguem sendo atendidos pelas mesmas equipes e com o mesmo foco. Ao mesmo tempo, ganhamos escala, estrutura e capacidade de investimento para oferecer ao mercado uma infraestrutura end-to-end que reduz barreiras para criação de produtos financeiros para grandes corporações de diversos segmentos”, afirma Gomes.

A transação, que foi assessorada pela Vinci Compass e Pinheiro Guimarães Advogados, inclui a opção da Bemobi adquirir em condições pré-negociadas os demais 49,9% das participações societárias da Paytime até 2031.  

Compra por Valores (Value-Based Buying)

Compra por Valores (ou Value-Based Buying) é um comportamento de consumo onde a decisão de compra é primariamente influenciada pelas crenças éticas, políticas, ecológicas e sociais do consumidor, muitas vezes sobrepondo-se a fatores tradicionais como preço, qualidade ou conveniência.

Neste modelo, o consumidor utiliza seu poder financeiro como uma ferramenta de voto (“Voting with your wallet”). O objetivo é punir empresas que violam seus princípios (Boicote) e recompensar aquelas que defendem as causas que ele apoia (Buycott). No cenário digital atual, esse fenômeno é caracterizado pela velocidade: uma marca pode ser “cancelada” ou viralizar positivamente em questão de horas após um posicionamento público.

O Mecanismo: A Carteira como Arma Política

A Compra por Valores opera sob a premissa de que neutralidade não existe. Para o consumidor ativista (especialmente da Geração Z e Millennials), o silêncio de uma marca diante de questões sociais relevantes é frequentemente interpretado como cumplicidade com o status quo.

Este comportamento se divide em duas vertentes:

  1. Boicote (Punição): A recusa imediata em comprar de marcas envolvidas em escândalos de corrupção, trabalho escravo, poluição ambiental ou que apoiam figuras políticas rejeitadas pelo grupo demográfico do consumidor.
  2. Buycott (Recompensa): O esforço deliberado para comprar produtos de marcas alinhadas, mesmo que sejam mais caros ou difíceis de encontrar (ex: comprar apenas de pequenos produtores locais, empresas cruelty-free ou lideradas por minorias).

Pilares da Compra por Valores

Os “valores” em questão geralmente giram em torno da sigla ESG (Environmental, Social and Governance), mas com um forte componente político-ideológico:

  • Sustentabilidade: A marca polui? Usa plástico excessivo? Testa em animais?
  • Posicionamento Político: A empresa financia candidatos conservadores ou progressistas? Como ela se posiciona sobre leis polêmicas?
  • Justiça Social (DEI): A empresa promove diversidade real em sua liderança ou apenas faz “marketing de inclusão”?
  • Tratamento de Funcionários: Há denúncias de assédio ou más condições de trabalho na cadeia de suprimentos?

O Perigo do “Woke-washing” e “Greenwashing”

Como resposta a essa demanda, muitas empresas tentam simular virtudes que não possuem.

  • Greenwashing: Maquiar produtos para parecerem ecológicos quando não são.
  • Woke-washing: Usar causas sociais (LGBTQIA+, antirracismo, feminismo) em campanhas de marketing apenas para lucrar, sem implementar mudanças internas reais.

O consumidor de Value-Based Buying é altamente cético e investigativo. Se a inconsistência for descoberta (ex: uma empresa que posta sobre o Mês do Orgulho mas financia políticos anti-direitos civis), a retaliação nas redes sociais é brutal e imediata.

Comparativo: Consumo Tradicional vs. Compra por Valores

Fator de DecisãoConsumo TradicionalCompra por Valores
PrioridadeCusto-BenefícioAlinhamento Moral
Visão da MarcaProvedora de produto/serviçoAgente político/social
Reação a ErrosReclamação no SACCancelamento público e boicote
FidelidadeBaseada em satisfação e hábitoBaseada em propósito compartilhado
NeutralidadeAceitável e esperadaVista como omissão ou covardia

Impacto nos Negócios: A Era da Transparência Radical

Para as empresas, o risco de reputação nunca foi tão alto. Um tweet mal interpretado ou uma doação financeira controversa podem derrubar o preço das ações.

Isso força as marcas a saírem de cima do muro. Hoje, os departamentos de marketing e compliance trabalham juntos para garantir que os valores declarados na publicidade sejam os mesmos praticados na diretoria.

Marcas como Patagonia (ambientalismo radical) e Ben & Jerry’s (ativismo social progressista) são exemplos de empresas que cresceram justamente por não tentarem agradar a todos, focando em uma base de clientes que compartilha de seus valores intransigentes.

The “New Young” (O Novo Jovem)

The “New Young” (ou O Novo Jovem) é um termo sociológico e de marketing utilizado para descrever a faixa demográfica de consumidores acima de 50 e 60 anos que adotaram comportamentos digitais avançados. Longe do estereótipo do idoso com aversão à tecnologia, este grupo navega, pesquisa, interage e compra online com a mesma fluidez e agilidade da Geração Z, mas com um diferencial crucial: um poder de compra significativamente maior.

Este fenômeno representa a convergência da “Economia da Longevidade” (Silver Economy) com a transformação digital. Para o “Novo Jovem”, a idade é apenas um dado cronológico, não um limitador de estilo de vida ou de consumo tecnológico.

O Fim do “Imigrante Digital”

Historicamente, pessoas acima de 50 anos eram rotuladas como “Imigrantes Digitais” — aqueles que aprenderam a usar a internet tarde e com dificuldade. O conceito de The New Young enterra essa definição.

Impulsionados pela pandemia de 2020 e pela usabilidade intuitiva dos smartphones modernos, esse grupo ultrapassou a barreira do aprendizado. Hoje, eles não apenas usam o WhatsApp; eles compram via Social Commerce, assinam serviços de streaming, utilizam bancos digitais (Fintechs) e interagem com assistentes de voz.

Características Comportamentais

O “Novo Jovem” apresenta um padrão de consumo híbrido que mistura a cautela da experiência com a conveniência da tecnologia:

  1. Mobile First: A grande maioria das transações desse grupo ocorre via smartphone. Eles valorizam aplicativos rápidos e interfaces limpas.
  2. Pesquisa Profunda: Diferente da compra por impulso puramente emocional, o Novo Jovem usa a internet para comparar especificações, ler avaliações e assistir a vídeos de review no YouTube antes de passar o cartão.
  3. Ticket Médio Elevado: Enquanto jovens compram itens de menor valor com frequência, os 50+ lideram as compras de categorias de alto valor agregado: turismo de luxo, eletrodomésticos premium, vinhos, seguros e imóveis.
  4. Lealdade Crítica: Eles são mais fiéis às marcas do que a Geração Z, desde que a experiência de pós-venda (atendimento e logística) seja impecável. Se forem mal atendidos, têm a clareza e o tempo para reclamar publicamente.

Gen Z vs. The New Young: Semelhanças e Diferenças

É comum comparar a agilidade desses dois grupos, mas as motivações são distintas:

CaracterísticaGeração Z (Gen Z)The New Young (50+/60+)
Motivação DigitalSocialização e EntretenimentoConveniência e Eficiência
Poder de CompraLimitado / Em ascensãoConsolidado / Alto
InfluênciaSeguem Influenciadores DigitaisSeguem Especialistas e Avaliações
Barreira de EntradaNenhuma (Nativos)Baixa (Superada pela necessidade)
Tolerância a ErrosBaixa (Trocam de app rápido)Baixa (Exigem respeito e clareza)

O Impacto no UX/UI: Acessibilidade Invisível

Para atender ao New Young, o e-commerce precisa adotar o Design Inclusivo, que beneficia todas as idades, mas é vital para os 50+:

  • Contraste e Legibilidade: Fontes maiores e alto contraste não são “feios”, são funcionais. Evitar cinza claro sobre fundo branco é regra básica.
  • Navegação Linear: Evitar menus escondidos ou gestos complexos na tela. O botão “Comprar” deve ser evidente.
  • Segurança Explícita: Este público valoriza selos de segurança e clareza sobre o uso de dados. Eles precisam ver que o site é seguro.

Desafio para o Marketing: O “Ageismo” (Etarismo)

O maior erro das marcas é tentar vender para o “Novo Jovem” usando imagens estereotipadas de idosos frágeis ou, no extremo oposto, idosos “radicais” pulando de paraquedas.

O marketing para o New Young deve ser Aspiracional e Realista. Eles se veem como ativos, profissionais, viajantes e conectados. A comunicação deve focar na vitalidade e na liberdade que o produto proporciona, ignorando a idade como um rótulo limitante.

Privacidade como Luxo (Privacy as Luxury)

Privacidade como Luxo é um conceito socioeconômico e de mercado que descreve a transição da privacidade de um “direito básico” para um “ativo premium”. Neste cenário, a capacidade de manter seus dados pessoais, comportamentais e biométricos fora do alcance de algoritmos de publicidade e rastreadores torna-se um privilégio acessível principalmente através de produtos de alto valor ou serviços pagos.

Em contrapartida, modelos de negócios baseados na gratuidade (“freemium”) continuam a monetizar a vida do usuário. O conceito inverte a lógica do Big Data: em vez de coletar o máximo de informações possível, marcas de prestígio passam a coletar o mínimo necessário, usando essa discrição como um diferencial competitivo de confiança e exclusividade.

O Contexto: Do “Capitalismo de Vigilância” à Discrição Premium

Durante a última década, vigorou a máxima: “Se o serviço é de graça, o produto é você”. O modelo de Privacidade como Luxo surge como resposta a esse paradigma.

Consumidores de alta renda estão cada vez mais dispostos a pagar por:

  1. Hardware Seguro: Smartphones e dispositivos que processam dados localmente (on-device processing) em vez de enviá-los para a nuvem.
  2. Serviços sem Anúncios: Assinaturas que eliminam a publicidade direcionada e, consequentemente, o rastreamento comportamental.
  3. Criptografia e Anonimato: Ferramentas de e-mail, VPNs e mensageiros que garantem que nem mesmo o provedor do serviço tenha acesso ao conteúdo.

A Estratégia de “Minimização de Dados”

Para as marcas, adotar a privacidade como luxo significa praticar a Minimização de Dados. Em vez de solicitar CPF, telefone, data de nascimento e gênero apenas para vender uma camiseta, a marca pede apenas o e-mail e o endereço de entrega.

Essa postura envia um sinal imediato de respeito e sofisticação. O silêncio da marca (não bombardear o cliente com retargeting agressivo) torna-se um sinal de elegância. A relação deixa de ser extrativista (“o que posso tirar desse cliente?”) para ser colaborativa (“como posso servir esse cliente sem invadi-lo?”).

Benefícios Estratégicos

1. Confiança Radical (Radical Trust)

Em um mercado saturado de vazamentos de dados e espionagem digital, uma marca que promete (e cumpre) não vender os dados do cliente ganha uma lealdade inabalável. A privacidade torna-se o principal atributo da marca (Brand Equity).

2. Qualidade sobre Quantidade

Ao focar em poucos dados, mas dados relevantes e fornecidos voluntariamente (Zero-Party Data), a marca constrói perfis de clientes mais precisos e menos baseados em inferências erradas de algoritmos.

3. Blindagem Regulatória

Marcas que operam sob a lógica da privacidade como luxo estão naturalmente em conformidade com leis rigorosas como a LGPD (Brasil) e GDPR (Europa), reduzindo riscos jurídicos e multas milionárias.

Comparativo: Modelo Data-Hungry vs. Privacidade como Luxo

CaracterísticaModelo Tradicional (Data-Hungry)Modelo Privacidade como Luxo
Custo para o UsuárioGeralmente Grátis ou Baixo CustoPreço Premium (Assinatura/Produto)
Moeda de TrocaDados Pessoais e AtençãoDinheiro
Foco da Coleta“Pegar tudo o que puder” (Big Data)“Apenas o necessário” (Minimalismo)
PublicidadeHiper-segmentada e InvasivaInexistente ou Contextual
Percepção da MarcaUtilitária / InvasivaExclusiva / Confiável / Segura
Cliente é…O Produto (vendido a anunciantes)O Soberano (protegido pela marca)

O Futuro: A Exclusão Digital Voluntária

A tendência aponta para um futuro onde o “anonimato” será o maior símbolo de status. Enquanto a massa de consumidores continuará a alimentar IAs e algoritmos em troca de conveniência gratuita, uma elite de consumo pagará caro por “santuários digitais” e experiências offline ou criptografadas, onde suas escolhas não são monitoradas, previstas ou manipuladas por máquinas.

As tendências de tecnologia que vão acelerar o Brasil em 2026

A aceleração da inteligência artificial nas empresas brasileiras em 2025 mudou o eixo das discussões sobre tecnologia. De acordo com levantamento da AWS, 9 milhões de empresas no país já utilizam IA de forma sistemática – um aumento de 29% em apenas um ano. Mas, enquanto a inteligência artificial concentra a atenção, outras tecnologias menos visíveis, porém decisivas, avançam em paralelo e preparam terreno para uma transformação estrutural.

Para entender quais serão as principais tendências que devem dominar a tecnologia de ponta no Brasil a partir do próximo ano, realizamos um levantamento no mercado nacional, cruzando dados de tendências já mapeadas pelo Gartner com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os temas identificados refletem um novo ciclo de prioridades: mais integração, menos improviso; mais segurança, menos hype. E devem orientar as decisões de investimento de empresas privadas e órgãos públicos até o fim da década.

Das dezenas de apostas tecnológicas listadas anualmente por analistas globais, apenas uma fração tem aderência real à realidade brasileira. Fatores como infraestrutura, regulação, maturidade digital e prioridades setoriais moldam o que, de fato, pode ser escalado localmente. A seleção a seguir foca em tendências com aplicação prática e impacto direto sobre os desafios e oportunidades do país nos próximos três anos.

Plataformas de desenvolvimento nativas em IA

A forma como empresas desenvolvem software no Brasil está prestes a passar por uma transformação radical. As plataformas nativas em inteligência artificial, que permitem criar aplicações inteiras por meio de prompts em linguagem natural, vêm sendo rapidamente adotadas por startups e empresa de grande porte no país, oferecendo um caminho direto para contornar a escassez de desenvolvedores e acelerar a entrega de soluções digitais.

A tendência, listada pelo Gartner como uma das principais transformações estratégicas para os próximos anos, aponta para um cenário em que a maior parte do código corporativo será gerado, acelerado ou revisado por IA. Para um país com carência de profissionais especializados, mas alta demanda por digitalização, o salto de produtividade pode ser enorme.

Automação inteligente de processos (RPA/IPA)

A busca por eficiência operacional, a escassez de mão de obra qualificada e a pressão por escalabilidade são os principais fatores que levaram a automação de processos a ocupar um papel de destaque nas estratégias de transformação digital no Brasil. Neste ano, a tecnologia deu um salto qualitativo: o modelo clássico de automação robótica (RPA), antes limitado a fluxos fixos e tarefas repetitivas, foi incorporado a recursos de inteligência artificial, dando origem ao que o mercado já chama de IPA, ou Intelligent Process Automation. O conceito vai além de bots que replicam cliques: trata-se de sistemas que leem documentos, interpretam comandos em linguagem natural, tomam decisões com base em aprendizado de máquina e executam ações integradas entre plataformas.

Esse movimento não é novo, mas alcançou uma nova escala com a integração da IA generativa a ferramentas de automação. E o que antes era privilégio de grandes bancos e multinacionais tornou-se acessível para empresas de médio porte, graças à proliferação de soluções SaaS, plataformas low-code e orquestradores de automação em nuvem.

Plataformas de segurança para IA + cibersegurança preditiva

O conceito de cibersegurança preditiva, já mapeado pelo Gartner como tendência estratégica, pressupõe uma mudança de postura. Em vez de simplesmente detectar e reagir a incidentes após sua ocorrência, as empresas passam a atuar de forma antecipada, utilizando algoritmos de previsão, análise comportamental e automação inteligente para bloquear ameaças antes que causem impacto.

No Brasil, essa abordagem ainda é nova, assim como o uso estruturado de agentes de IA dedicados à segurança digital. A maior parte das empresas ainda opera com ferramentas reativas, baseadas em assinaturas e regras fixas. Mas essa realidade começa a mudar, puxada principalmente pelos setores financeiro, telecom e varejo, onde os primeiros projetos com arquiteturas preditivas já mostram resultados concretos em redução de tempo de resposta e mitigação de riscos complexos.

Cloud computing e soberania de dados: a nuvem como ativo estratégico

De acordo com o Panorama Cloud 2025, levantamento realizado pela TOTVS em parceria com a H2R Pesquisas Avançadas, 77% das empresas brasileiras já utilizam serviços em nuvem no dia a dia, e 61% adotam a nuvem como infraestrutura principal, com sistemas, dados e aplicações operando diretamente em ambientes cloud, e não apenas como suporte a servidores locais.

A tendência, mapeada pelo Gartner como uma das mais relevantes para os próximos anos, reflete um movimento global em resposta a riscos geopolíticos, legislações extraterritoriais e disputas por autonomia tecnológica.

No Brasil, um marco dessa inflexão foi a criação da Nuvem de Governo Soberana, infraestrutura oficial lançada pelo governo federal em setembro passado. Operada por estatais como Serpro e Dataprev, com data centers localizados no país, ela abriga sistemas sensíveis da administração pública e já conecta mais de 250 órgãos.

Arquiteturas modernas de dados (Lakehouse + Data Mesh)

A explosão do volume de dados nas empresas brasileiras, somada à pressão por agilidade e qualidade analítica, acelerou a adoção de novas arquiteturas capazes de romper com os modelos tradicionais de armazenamento e consumo de informação. Duas dessas abordagens, Data Lakehouse e Data Mesh, vêm ganhando espaço em organizações que enfrentam dificuldades com silos, duplicidade de dados e lentidão na entrega de insights.

Essa tendência também está no radar do Gartner, que aponta o lakehouse como parte de uma evolução natural das plataformas de dados e o Data Mesh como uma das abordagens organizacionais mais promissoras para escalar analytics com eficiência.

Análises em tempo real e inteligência de decisões

Tomar decisões com base em dados atualizados, no momento em que os fatos ocorrem, deixou de ser vantagem competitiva para se tornar exigência operacional em setores como finanças, varejo e logística.

No Brasil, bancos usam análises em tempo real para barrar fraudes em milissegundos, empresas de e-commerce ajustam ofertas conforme o comportamento de navegação, e operadoras de telecom monitoram anomalias na rede com respostas automatizadas.

Mas o movimento não para no tempo real. O passo seguinte é a adoção da chamada inteligência de decisões (Decision Intelligence), que estrutura a tomada de decisão a partir de modelos analíticos, regras de negócio e machine learning, muitas vezes de forma autônoma. O Gartner lista o Decision Intelligence como uma das tendências mais relevantes até 2026.

Modelos de linguagem específicos por domínio (DSLMs)

Com o avanço da inteligência artificial generativa, empresas brasileiras começaram a perceber uma limitação importante nos modelos de linguagem generalistas: eles respondem bem em tarefas amplas, mas falham quando o contexto exige conhecimento técnico, terminologia especializada ou nuances regulatórias. É nesse ponto que ganham relevância os modelos de linguagem específicos por domínio, ou DSLMs – modelos treinados ou ajustados com dados próprios de setores como jurídico, financeiro, saúde ou varejo.

O Gartner prevê que, até 2028, a maior parte das aplicações de IA generativa corporativa será baseada em modelos específicos por domínio — não em LLMs genéricos. No Brasil, esse movimento é reforçado por dois fatores: a necessidade de operar em português com precisão e o esforço por manter dados sensíveis dentro do perímetro da empresa. A criação de DSLMs é, portanto, uma etapa natural na profissionalização da IA corporativa, e uma estratégia de diferenciação real num mercado cada vez mais saturado por soluções genéricas.

Conectividade: a base invisível da transformação digital

Nenhuma tendência tecnológica se sustenta sem uma infraestrutura de conexão confiável, rápida e distribuída. Neste ano, o Brasil avançou significativamente nesse quesito. Já são mais de 1.500 municípios com cobertura ativa de 5G, e cerca de 70% da população tem acesso à nova geração de redes móveis, segundo dados da Anatel. Ao mesmo tempo, o número de conexões por fibra óptica ultrapassou 45 milhões, consolidando o país como líder em banda larga fixa na América Latina. Essa nova malha de conectividade viabiliza tudo: IA em tempo real, sensores no campo, edge computing, streaming de alta resolução e operações digitais fora dos grandes centros.

O país ainda enfrenta desafios em áreas rurais e periferias urbanas, mas a infraestrutura montada nos últimos dois anos mudou o patamar, e preparou terreno para o próximo salto da digitalização.

O que essas tendências dizem sobre o futuro

Mais do que apontar tecnologias promissoras, o conjunto dessas dez tendências revela um padrão claro: o Brasil está entrando em um novo estágio de maturidade digital, em que eficiência, autonomia, governança e confiabilidade substituem o improviso, a dependência e o hype vazio. A IA segue no centro, mas deixa de operar sozinha, ganha corpo ao se integrar a dados bem estruturados, redes mais ágeis, arquiteturas flexíveis e ambientes de nuvem sob controle.

Nos próximos três anos, serão essas camadas, menos visíveis, mas estruturantes, que vão separar as organizações que crescem de forma sustentável daquelas que apenas aderem a modismos. E é nesse terreno que se define o papel da tecnologia não como ferramenta de suporte, mas como eixo de transformação estratégica no Brasil.

Compras Internacionais em 2025: Novas Regras Tributárias Exigem Atenção Redobrada do Consumidor

O ano de 2025 marcou uma mudança estrutural definitiva para os brasileiros que compram em sites internacionais. Apesar das novas regras de fiscalização e tributação, o apetite pelo consumo transfronteiriço não diminuiu: dados da Receita Federal revelam que, somente em outubro, mais de 16 milhões de remessas chegaram ao país. O diferencial, agora, é que 96% dessas encomendas foram processadas dentro do Programa Remessa Conforme (PRC).

O programa, que permite a declaração antecipada e o recolhimento de impostos no momento da compra, consolidou-se como o padrão do mercado. Segundo relatórios oficiais, a medida trouxe agilidade na liberação das mercadorias e maior transparência sobre os custos finais.

O Fim das Surpresas na Alfândega

Para o advogado tributarista e especialista em investimentos internacionais, André Peniche, a previsibilidade é a principal conquista do novo modelo. Antes, o consumidor comprava e aguardava com incerteza se seria taxado na chegada ao Brasil.

“A principal transformação prática está na antecipação do recolhimento dos tributos no momento da compra. O consumidor passou a ter mais clareza sobre quanto vai pagar e menos risco de retenção ou cobrança adicional”, explica Peniche.

Como Funciona a Tributação em 2025

A adesão das plataformas ao Remessa Conforme altera significativamente a alíquota de impostos, especialmente para compras de menor valor. Entenda as diferenças:

  • Plataformas Certificadas no PRC: Para compras de até US$ 50, o Imposto de Importação foi reduzido de 60% para 20%. O valor é discriminado diretamente no carrinho de compras (checkout). Além disso, incide o ICMS (imposto estadual) sobre o valor total.
  • Plataformas Não Certificadas: Seguem a regra de tributação tradicional. O Imposto de Importação permanece em 60%, independentemente do valor, somado ao ICMS. A cobrança ocorre apenas quando o produto chega ao Brasil, o que pode gerar atrasos no desembaraço aduaneiro e custos inesperados para liberar a encomenda.

O Que o Consumidor Deve Fazer

Com milhares de plataformas de e-commerce já integradas ao sistema, a recomendação é de cautela e planejamento. Peniche alerta que a decisão de compra não deve se basear apenas no preço do produto anunciado na vitrine.

“É fundamental verificar se a plataforma é certificada no Programa Remessa Conforme e entender como funciona a cobrança do ICMS, que varia conforme o estado”, orienta o especialista. “Quando o consumidor tem acesso a essas informações antes de finalizar a compra, ele reduz significativamente o risco de cobranças inesperadas.”

A orientação final para quem vai importar em 2025 é clara: verifique a certificação do site, calcule o custo total com impostos antecipados e guarde todos os comprovantes da operação para garantir uma experiência de compra sem atritos.

Reforma Tributária: 4 ações para PMEs tomarem antes de 2026

Por ano, as micro e pequenas empresas, incluindo MEIs, geram mais de R$ 700 bilhões em renda, segundo levantamento de 2024 do Sebrae. Agora, com a aprovação do PLP 108/2024 no Senado e a implantação do novo sistema de tributação prevista para começar em 2026, essas empresas precisam agir rapidamente para se adaptar.

O novo modelo, baseado no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), promete simplificar tributos sobre consumo, mas deve alterar rotinas contábeis, fiscais e operacionais.

“A reforma muda a estrutura de cálculo e de declaração de impostos, o que exige que as PMEs revisem desde o regime tributário até a forma como emitem notas fiscais e registram suas operações. Quem começar esse processo agora vai chegar em 2026 com vantagem”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys.

O que as PMEs devem fazer agora:

1. Reorganizar o controle fiscal e contábil

O novo sistema demandará integração de informações e maior precisão no cruzamento de dados. Automatizar a emissão de notas, revisar cadastros de produtos e serviços e centralizar relatórios contábeis são passos fundamentais para garantir conformidade desde o início da transição.

2. Atualizar sistemas de gestão

Empresas que ainda operam com controles manuais terão mais dificuldade de acompanhar as novas alíquotas e obrigações. Plataformas integradas de gestão, que conectam estoque, vendas, financeiro e emissão fiscal, ajudam a reduzir erros e garantir atualizações automáticas conforme o novo modelo entra em vigor.

3. Simular cenários e planejar o fluxo de caixa

Com a mudança na tributação sobre o consumo, margens e custos podem variar. As PMEs devem realizar simulações para entender o impacto nas receitas e despesas, antecipar ajustes de precificação e renegociar contratos com clientes e fornecedores. Ter uma visão consolidada do fluxo de caixa e relatórios preditivos será essencial para tomar decisões rápidas.

4. Capacitar equipes e revisar processos internos

A reforma exigirá atualização técnica de profissionais das áreas contábil, fiscal, financeira e de TI. É importante treinar as equipes, revisar fluxos internos e criar rotinas de conferência automática para evitar inconsistências entre o sistema de gestão e as obrigações acessórias.

“Essa mudança deve ser vista como uma oportunidade de modernizar a operação. Ao investir em digitalização e integração, as empresas ganham mais controle, reduzem riscos e tornam o negócio mais sustentável para o futuro”, finaliza o CEO.

Mobile se consolida como principal canal do e-commerce brasileiro enquanto tráfego web recua

O comércio eletrônico brasileiro atravessa uma mudança estrutural marcada pela crescente predominância do mobile. Enquanto o tráfego via web registrou queda de 4,8%, os aplicativos de e-commerce avançaram 10,6%, indicando que smartphones e tablets deixaram de ser apenas complementos para se tornarem o principal canal de acesso às lojas digitais. O movimento evidencia que empresas que ainda concentram suas estratégias no desktop correm o risco de perder relevância em um mercado cada vez mais orientado pelo consumo móvel.

O levantamento também aponta para a alta concentração do setor. As dez maiores operações de e-commerce do país respondem por 57,5% da audiência total, lideradas por Mercado Livre (15,3%), Shopee (11,6%), Amazon Brasil (10,4%) e Shein (4,4%). Essa consolidação reflete estratégias distintas: o Mercado Livre mantém vantagem competitiva com uma logística robusta e portfólio diversificado, enquanto a Shopee aposta em preços agressivos e campanhas promocionais constantes. No segmento de aplicativos de marketplace, a Shopee concentra 39,2% do tráfego mobile, destacando-se como uma plataforma pensada desde a origem para dispositivos móveis.

O desempenho por categoria reforça a importância dos aplicativos na experiência de compra. O varejo esportivo liderou em novembro, com crescimento de 30,1% no tráfego total, impulsionado por marcas como a Nike, que registrou alta de 62,4% e manteve a terceira posição no ranking do setor, e a Mizuno, que avançou uma colocação. O papel dos apps é evidente: os acessos via aplicativo cresceram 29,9%, com a Netshoes concentrando 40,5% do tráfego mobile, o equivalente a cerca de 5,3 milhões de acessos, o que evidencia a preferência do consumidor por compras esportivas em dispositivos móveis.

De acordo com Rebecca Fischerco-fundadora e Chief Strategy Officer (CSO) da Divibank, o consumidor digital exige respostas rápidas, personalização e conveniência, mas, acima de tudo, quer ser ouvido e respeitado, ponto em que muitas empresas ainda falham. “Transformar dados em experiências memoráveis é mais do que uma questão de eficiência: é um compromisso com relevância, humanidade e confiança. Em tempos de inovação acelerada, talvez a escuta continue sendo a tecnologia mais poderosa de todas”, afirma.

O setor de turismo, embora apresente recuo no volume total de acessos, também se beneficia da migração para aplicativos, com crescimento de 7,2% no período. O Airbnb lidera nesse recorte, com 15,1% de participação no tráfego mobile, reforçando o aumento do planejamento de viagens para o fim do ano, período tradicionalmente impulsionado pelas férias de verão.

Os dados indicam que o mobile deixou de ser apenas um canal alternativo para se tornar estratégico, moldando a forma como consumidores interagem com marketplaces e marcas. Plataformas que não adaptarem suas operações para dispositivos móveis tendem a perder participação de mercado, enquanto empresas que investirem em aplicativos, personalização e experiência do usuário têm maior potencial de consolidar sua liderança.

Inédito: Ranking revela diferença de 8% entre as 3 operadoras mais procuradas pelos beneficiários em Marketplace de Planos de Saúde

A saúde suplementar ultrapassou 53,3 milhões de beneficiários em 2025, reflexo de um mercado em que consumidores passaram a comparar com mais rigor preço, rede hospitalar e cobertura antes de trocar de plano. As migrações entre operadoras avançaram de forma consistente no ano, acompanhando o crescimento dos planos coletivos empresariais, que seguem liderando a expansão, e das contratações por pequenas e médias empresas. O movimento é mais intenso entre beneficiários de 30 a 49 anos, perfil que concentra a maior taxa de mudança, enquanto o grupo acima de 59 anos mantém demanda crescente por produtos com redes mais completas. Nas buscas por novos planos, 62% das escolhas são determinadas pela rede hospitalar, que passou a superar o preço isolado como principal fator de decisão e a direcionar boa parte das migrações ao longo do ano.

Dentro desse contexto, a Click Planos analisou cotações realizadas em seu marketplace, disponível em www.clickplanos.com.br que reúne 77 operadoras, mais de 1.120 planos e uma rede com  1.335 hospitais credenciados, para mapear os produtos que se destacam em custo-benefício. Segundo Gustavo Succi, CEO da Click Planos, a comparação deixou de ser superficial e passou a envolver critérios mais robustos. “O consumidor entendeu que custo-benefício não é pagar pouco, é pagar de forma inteligente. Ele avalia rede, coberturas específicas, históricos de reajuste e acesso real ao serviço. Quando essa análise fica transparente, a escolha muda completamente”, afirma. Succi destaca que a digitalização acelerou esse processo ao permitir análises simultâneas, eliminando dúvidas antes comuns no processo de contratação.

O levantamento também revelou o Top 3 das operadoras mais cotadas no marketplace de planos de saúde, evidenciando um movimento de concentração nas escolhas dos consumidores. Amil lidera com 22% do volume de buscas, seguida por Unimed, com 18%, e Hapvida, com 14%, resultado que indica maior aderência desses produtos aos critérios que hoje pesam mais no processo de contratação. 

Veja o ranking completo do marketplace:

PosiçãoOperadoraPorcentagem de cotação
1º lugarAmil22%
2º lugarUnimed18%
3º lugarHapvida14%

A combinação entre rede hospitalar consistente, preços mais previsíveis e variedade de coberturas explica o desempenho dessas operadoras no ranking, especialmente em um momento em que a previsibilidade se tornou fator central para famílias e empresas. A disputa por custo-benefício está diretamente relacionada à oferta regional de serviços de saúde e à capacidade de cada operadora de atender necessidades específicas de uso. Esse recorte regional também evidencia que mercados mais competitivos tendem a acelerar ajustes, impulsionando operadoras a revisarem produtos, redes e modelos de precificação para se manterem relevantes em um ambiente de escolha cada vez mais técnica.

Para Gustavo Succi, o avanço de análises comparativas tende a elevar de forma estrutural o nível de competição no setor, pressionando operadoras a entregar mais valor e transparência. “O mercado passou a operar em outro patamar. Rankings como esse deixam claro quem entrega valor real, quem cresce e quem perde espaço. O consumidor está mais informado, mais exigente e menos tolerante a experiências ruins”, avalia. Succi destaca que a plataforma digital reforça essa mudança ao permitir que famílias e empresas comparem, em poucos minutos, diferenças que antes eram difíceis de identificar, como densidade de rede, amplitude de cobertura e histórico de reajustes. Para ele, a tendência é que esse tipo de comparação se torne padrão na jornada de contratação, reduzindo assimetrias de informação, ampliando o acesso e estimulando um ciclo de competição baseado em critérios objetivos, e não apenas em preço.


Sobre a Click Planos

https://www.clickplanos.com.br

A Click Planos é o 1º Marketplace de Planos de Saúde da América Latina, criada para digitalizar e simplificar o acesso à saúde privada. A plataforma conecta consumidores diretamente às operadoras, oferecendo comparações instantâneas, contratação 100% online e suporte humanizado, com foco em conveniência, transparência e economia.

Atualmente, a empresa conta com 77 operadoras parceiras integradas, 1.120 planos e uma rede de 1.335 hospitais credenciados em todo o país. A Click Planos possui valuation estimado em R$ 50 milhões, resultado do avanço da digitalização da saúde e da adoção crescente de modelos tecnológicos no setor.

Com algoritmo próprio baseado em inteligência artificial, estrutura mobile first e banco de dados relacional avançado, a Click Planos oferece uma experiência fluida, segura e automatizada, reduz burocracia, amplia o acesso e reduz preços dos planos de saúde em todo o país.

Consumo “Phygital” Fluido

Consumo “Phygital” Fluido (uma fusão das palavras Physical + Digital) refere-se ao comportamento de compra onde as fronteiras entre o ambiente online (e-commerce, apps, redes sociais) e o ambiente offline (lojas físicas, quiosques) deixam de existir para o consumidor.

Neste modelo, a jornada de compra não é linear e nem segregada. O cliente transita entre canais de forma invisível, esperando que a marca o reconheça e mantenha o contexto de sua interação, independentemente de onde ele esteja. Não se trata apenas de ter múltiplos canais (Omnichannel), mas de criar uma experiência única onde o digital aprimora o físico e vice-versa.

O Fim do “Online vs. Offline”

Historicamente, as lojas físicas e o e-commerce operavam como unidades de negócios separadas, muitas vezes competindo entre si por estoque e comissões. No Phygital Fluido, essa distinção desaparece.

O smartphone do cliente atua como o “controle remoto” da experiência física. O consumidor entra na loja já logado no app, e o vendedor da loja física tem acesso ao carrinho abandonado do cliente no site, podendo fechar aquela venda ali mesmo.

A Jornada Fluida: Um Exemplo Prático

Para ilustrar o conceito, imagine a seguinte trajetória que ignora canais:

  1. Descoberta (Digital): O cliente vê um tênis no Instagram e o salva em sua “Lista de Desejos” no app da marca enquanto vai para o trabalho.
  2. Experimentação (Físico): Na hora do almoço, ele vai à loja física. O app detecta sua localização (Geofencing) e alerta o vendedor que um cliente VIP entrou.
  3. Transação Híbrida: O cliente prova o tênis, mas quer uma cor que não está no estoque da loja. O vendedor usa um tablet, acessa o estoque do e-commerce (Prateleira Infinita) e realiza a venda ali mesmo.
  4. Logística (Entrega): O cliente sai da loja de mãos vazias (sem sacolas para carregar), e o produto é entregue em sua casa no dia seguinte, saindo do centro de distribuição mais próximo.

Pilares Tecnológicos do Phygital

Para que essa fluidez ocorra sem atrito, três tecnologias são fundamentais:

  • Unified Commerce (Comércio Unificado): Uma plataforma única que centraliza todos os dados de estoque, pedidos e clientes. Diferente do Omnichannel (que conecta sistemas diferentes), o Unified Commerce é um sistema só.
  • Identificação Única: A capacidade de saber que o usuário do app é a mesma pessoa que acabou de passar o cartão de crédito na loja física (geralmente via CPF ou programa de fidelidade).
  • IoT e Sensores: Uso de etiquetas RFID, Beacons e QR Codes para conectar produtos físicos a informações digitais (ex: escanear a etiqueta de uma peça na arara para ver avaliações de outros clientes no app).

Comparativo: Omnichannel Tradicional vs. Phygital Fluido

CaracterísticaOmnichannel TradicionalPhygital Fluido
FocoIntegração de canaisEliminação de canais (Channel-less)
EstoqueMuitas vezes segregadoEstoque único e visível em tempo real
VendedorFoca no produto da lojaAtua como consultor com dados do app
Experiência“Compre no site, retire na loja”“Comece no site, prove na loja, receba em casa”
DadosFragmentados por canalVisão 360º do cliente

Exportar para as Planilhas

Benefícios Estratégicos

1. Aumento do Ticket Médio

Clientes que transitam entre canais (multicanais) tendem a gastar até 30% a mais do que clientes que compram apenas em um canal, pois têm mais pontos de contato com a marca.

2. Redução de Ruptura (Stockout)

Com o conceito de Prateleira Infinita (Endless Aisle), a loja física nunca “perde a venda” por falta de tamanho ou cor, pois pode vender o estoque do e-commerce ou de outra filial.

3. Experiência Sensorial + Conveniência de Dados

O Phygital resolve a maior dor do e-commerce (não poder tocar/provar) e a maior dor do varejo físico (falta de informação/avaliações e filas no caixa).

Prateleira Infinita (Endless Aisle)

Prateleira Infinita (do inglês Endless Aisle) é uma estratégia de varejo que integra os estoques físico e digital de uma marca para garantir que o cliente nunca saia da loja sem o produto desejado, mesmo que o item não esteja fisicamente disponível naquele local no momento da compra.

Na prática, trata-se de equipar os vendedores das lojas físicas com dispositivos móveis (tablets ou smartphones) ou instalar quiosques de autoatendimento que dão acesso a todo o inventário da empresa (e-commerce, centros de distribuição ou outras filiais). Se o cliente quer uma camisa tamanho G e a loja só tem M, o vendedor realiza a venda do tamanho G pelo tablet e o produto é entregue na casa do cliente.

O Problema que Resolve: A “Ruptura de Estoque”

No varejo tradicional, a ruptura (falta de produto na prateleira) é o maior causador de perda de receita. Quando um cliente não encontra sua numeração ou cor preferida, ele geralmente vai embora e compra no concorrente.

A Prateleira Infinita elimina essa barreira com o conceito de “Save the Sale” (Salvar a Venda). Ela transforma uma experiência frustrante (“Não temos o seu número”) em uma solução de serviço (“Não temos aqui, mas posso mandar entregar na sua casa amanhã com frete grátis”).

Como Funciona na Prática

O fluxo operacional geralmente segue quatro etapas:

  1. A Demanda: O cliente encontra um produto na loja física, mas deseja uma variação (cor, tamanho, voltagem) indisponível no estoque local.
  2. A Consulta: O vendedor acessa o sistema de Unified Commerce via tablet/smartphone. Ele visualiza o “estoque global” da marca.
  3. A Transação: O pagamento é feito ali mesmo, na maquininha da loja física. Para o cliente, é uma compra normal de loja.
  4. O Fulfillment (Entrega): O sistema dispara a ordem para o Centro de Distribuição do e-commerce (ou para uma loja vizinha que tenha o item), que envia o produto diretamente para o endereço do cliente (Ship-from-Store ou Ship-from-DC).

Benefícios Estratégicos

1. Otimização de Espaço Físico (Showrooming)

As lojas podem ser menores e mais baratas, funcionando como showrooms. Elas precisam apenas ter uma peça de cada modelo para o cliente ver e tocar, sem a necessidade de estocar grades completas de tamanhos no fundo da loja.

2. Aumento da Conversão

Estudos mostram que clientes que interagem com tecnologias de Prateleira Infinita nas lojas tendem a ter um ticket médio maior, pois têm acesso ao catálogo completo de produtos, incluindo itens exclusivos do site.

3. Fidelização

Resolve a necessidade do cliente imediatamente, evitando que ele reinicie a jornada de compra em outro lugar.

Comparativo: Varejo Tradicional vs. Prateleira Infinita

CenárioVarejo TradicionalVarejo com Prateleira Infinita
SituaçãoCliente quer tênis 42, loja só tem 40.Cliente quer tênis 42, loja só tem 40.
Ação do Vendedor“Desculpe, acabou. Tente na outra filial.”“Tenho no estoque central. Faço o pedido agora e chega na sua casa.”
ResultadoCliente sai frustrado (Venda Perdida).Cliente paga e sai satisfeito (Venda Salva).
EstoqueLimitado às paredes da loja.Virtualmente ilimitado.
LogísticaCliente leva a sacola.Logística híbrida (leva na hora ou recebe em casa).

Desafios de Implementação

Para a Prateleira Infinita funcionar, a marca precisa superar o desafio da Acuracidade de Estoque. O sistema precisa saber exatamente, em tempo real, quantos itens existem em cada canal. Se o sistema diz que há uma peça no estoque central, mas na verdade não há, a “solução” gera uma frustração ainda maior (o cancelamento pós-venda).