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Empresa brasileira fatura R$ 15 milhões em 48 horas ao lançar produto premium criado com IA e no-code

Uma das maiores plataformas educacionais do Brasil faturou R$ 15 milhões em apenas 48 horas após lançar um produto premium desenvolvido com inteligência artificial e ferramentas no-code. A iniciativa foi da Qconcursos, empresa com 15 anos de atuação, cerca de 300 colaboradores e mais de meio milhão de estudantes ativos, que concebeu e colocou no ar o novo plano Elite em apenas duas semanas, utilizando IA generativa, a ferramenta Lovable, integração com Supabase e a abordagem conhecida como “vibe coding”.

O case, analisado pela Comunidade Sem Codar, maior escola de No Code e IA da América Latina, fundada por Renato Asse. A experiência chamou atenção do mercado por demonstrar que uma empresa consolidada, com operação complexa e base ampla de usuários, conseguiu lançar seu produto mais premium em tempo recorde sem mobilizar grandes squads de tecnologia. A repercussão foi orgânica, viralizou nas redes sociais e chegou a ser compartilhada pelo fundador do próprio Lovable.

Segundo Renato Asse, o projeto só foi possível porque uniu ferramentas acessíveis a um profundo conhecimento de negócio e de produto. “Não foi uma aposta inconsequente nem um experimento superficial. A Qconcursos condensou mais de uma década de aprendizado sobre comportamento do estudante em um ciclo curto de desenvolvimento, usando IA para acelerar decisões que já estavam maduras”, analisa.

Diferentemente de iniciativas simples, o plano Elite exigiu uma estrutura robusta, com transmissões ao vivo, interação em tempo real entre alunos e professores, exercícios avançados, simulados com rankings dinâmicos, planejamento de estudos personalizado e integração total com a plataforma existente. O desenvolvimento técnico ficou concentrado em uma única pessoa, com liderança direta do CEO do GrupoQ, Caio Moretti, enquanto áreas como marketing, design e experiência do usuário participaram com feedback rápido e contínuo.

Para Asse, o episódio reforça uma mudança estrutural no papel da tecnologia dentro das empresas. “Ferramentas de vibe coding não substituem conhecimento técnico nem experiência. Elas ampliam a capacidade de execução de quem já entende o problema, o público e o valor a ser entregue. Em certos contextos, velocidade de entrega se torna mais estratégica do que arquiteturas excessivamente complexas”, afirma.

O impacto foi além do faturamento inicial. Após o lançamento, a própria organização passou a questionar seus modelos tradicionais de squads, roadmaps longos e estruturas fixas de desenvolvimento. A experiência mostrou que times temporários, focados em resolver problemas estratégicos específicos, podem gerar mais valor do que processos extensos e fragmentados.

Asse conclui: “O caso da Qconcursos evidencia que inteligência artificial aplicada de forma prática pode transformar não só produtos, mas também cultura, processos e tomada de decisão”. Segundo ele, empresas que conseguirem equilibrar risco calculado, domínio das ferramentas e clareza estratégica tendem a ganhar vantagem competitiva real nos próximos anos.

A bolha da inteligência artificial e a repetição de um velho erro do mercado

Toda grande transformação tecnológica carrega um paradoxo, onde ao mesmo tempo em que é inevitável, também é superestimada no curto prazo. A inteligência artificial parece ter chegado exatamente a esse ponto, e não porque seja frágil ou passageira, mas porque foi elevada cedo demais à condição de destino incontornável.

A pergunta, portanto, não é se a IA é relevante, isso já está resolvido. A pergunta mais honesta é se o mercado está conseguindo separar infraestrutura de euforia, valor real de narrativa, e resultado concreto de promessas bem embaladas.

A história oferece um paralelo para esse cenário, onde no final do século XIX, as ferrovias simbolizavam o futuro e investir em trilhos significava apostar no progresso. O problema é que em determinado momento, deixou de importar onde os trilhos levavam, bastava que existissem. Linhas foram construídas sem demanda, empresas surgiram sem modelo de negócio sustentável e métricas equivocadas passaram a definir sucesso, como quilômetros instalados e não passageiros transportados.

Hoje, o discurso é outro, mas o padrão se repete com modelos maiores, mais parâmetros e mais tokens processados. Métricas técnicas sofisticadas, porém, muitas vezes desconectadas do impacto operacional. Assim como no passado se media o progresso pela extensão da malha ferroviária, agora mede-se inovação pela escala do modelo, não pelo resultado entregue.

Apenas em 2024, investimentos globais em startups de IA alcançaram cerca de US$ 110 bilhões, conforme uma análise da Dealroom, plataforma de dados e inteligência. Esses investimentos foram concentrados majoritariamente em iniciativas ainda precárias, com ciclos de retorno pouco claros. Ao mesmo tempo, vimos que uma parcela das empresas que iniciaram projetos de IA em larga escala não conseguiu avançar do piloto para a produção de forma consistente. Esse gargalo raramente é tecnológico, é econômico, organizacional e operacional.

Esse descompasso não invalida a tecnologia, ao contrário, assim como a bolha das ferrovias estourou, investidores perderam dinheiro, empresas desapareceram e, ainda assim, os trilhos permaneceram e se tornaram infraestrutura crítica para o crescimento industrial das décadas seguintes. O mesmo tende a acontecer com a inteligência artificial.

O risco maior não está na eventual correção de mercado, mas no psicológico que acompanha o auge de qualquer bolha, que é o medo de ficar para trás. Quando o discurso se torna “se você não adotar agora, ficará irrelevante”, a racionalidade cede espaço à pressa e decisões estratégicas passam a ser tomadas com base em ansiedade, não em análise.

Nesse ponto, algumas perguntas deveriam anteceder qualquer grande iniciativa em IA, como: existe demanda real para essa aplicação ou estamos forçando um problema para justificar a solução? O retorno sobre investimento é mensurável ou apenas projetado em apresentações? O custo computacional, energético e operacional conversa com o benefício esperado? Há governança suficiente para lidar com riscos, como erro sistêmico, alucinação de modelos e impactos regulatórios? Ignorar essas questões é colocar trilhos onde não há rota.

É nesse ambiente de pressão que se forma a diferença entre quem usa IA como adereço estratégico e quem a incorpora como vantagem estrutural. As organizações que atravessam bolhas com maturidade são aquelas que tratam a tecnologia como meio, não como fim, conectando IA a processos claros, indicadores objetivos e decisões de negócio concretas. Entendendo que automação inteligente não é sobre substituir tudo, mas sobre orquestrar melhor o que já existe.

A inteligência artificial vai, sim, redefinir operações, produtividade e modelos de decisão, mas não da forma mágica que muitas narrativas sugerem. Assim como os trilhos que realmente prosperaram foram aqueles conectados a cidades, indústrias e pessoas, a IA que sobreviverá será a que estiver conectada a problemas reais, métricas claras e resultados sustentáveis.

Com oportunidades de estágio a cargos de liderança, 99 abre 140 vagas de emprego

O mercado de trabalho brasileiro segue em recuperação. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o país encerrou o trimestre encerrado em novembro com uma taxa de desemprego de 5,2% — o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. Ao todo, são mais de 102 milhões de pessoas empregadas no Brasil. 

O crescimento das empresas de tecnologia tem desempenhado papel importante nesse avanço, contribuindo para a criação de novas oportunidades. Inserida nesse contexto, a 99 anuncia a abertura de 140 vagas de trabalho em diferentes áreas da companhia. As posições variam de estágio a cargos de liderança e estão distribuídas entre os segmentos de mobilidade, serviços financeiros (por meio da conta digital 99Pay) e delivery, com 99Food. 

As vagas contemplam setores como Finanças, Logística, Vendas, Customer Experience, entre outros. A maioria das oportunidades está concentrada na cidade de São Paulo (SP), mas também há posições abertas em Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA).  

Os interessados podem se candidatar por meio do link, na página de carreiras da 99. 

Confira abaixo algumas das vagas: 

  • Analista Sênior de Marketing – Vaga Afirmativa para Diversidade  
  • Estágio em Operações – Exclusivo para mulheres 
  • Coordenador de CX & Relationship 
  • Especialista em CRM 
  • Gerente de vendas B2B 
  • Especialista de Antifraude & KYC 

A abertura de vagas reforça o compromisso da 99 com a construção de um ambiente profissional colaborativo, inclusivo e multicultural. A empresa valoriza a coragem, a agilidade e o trabalho em equipe como pilares para enfrentar desafios complexos e gerar impacto positivo.

61% dos profissionais de marketing planejam aumentar seus investimentos em influenciadores até o final de 2026

O marketing de influência deve seguir em trajetória de crescimento nos próximos anos. Segundo a pesquisa Media Reactions, da Kantar, 61% dos profissionais de marketing planejam aumentar seus investimentos em criadores de conteúdo em 2026, mesmo diante de desafios persistentes na mensuração de resultados. O dado reflete a consolidação do marketing de criadores como um pilar estratégico das marcas — e não mais apenas uma tática complementar.

O estudo também aponta uma mudança relevante na forma como o desempenho dessas campanhas será avaliado. Métricas como curtidas, visualizações e engajamento perdem protagonismo, dando lugar a indicadores mais ligados a retorno sobre investimento (ROI) e construção de marca. A pressão por provar impacto real cresce à medida que os orçamentos destinados a influenciadores aumentam.

Para Fabio Gonçalves, diretor de talentos brasileiros e norte-americanos da Viral Nation e especialista no mercado de marketing de influência há mais de dez anos, o movimento é consequência direta da maturidade do setor: “As marcas já entenderam que creator marketing não é mais uma aposta experimental. Ele entrega alcance, relevância cultural e conversão. O que muda agora é o nível de cobrança por resultado. Com mais dinheiro sendo investido, cresce também a exigência por métricas mais sólidas, ligadas a brand lift, consideração e ROI — e não apenas likes e views”.

Outro ponto destacado pela Kantar é a importância crescente de ideias integradas e consistentes entre diferentes canais. De acordo com a empresa, campanhas com conceitos coerentes e integradas entre diferentes canais são 2,5 vezes mais importantes para o sucesso hoje do que eram há uma década. Ainda assim, apenas 27% do conteúdo de creators está fortemente conectado à marca, o que revela um desalinhamento entre estratégia e execução.

“Existe um paradoxo interessante: as marcas querem escalar creator marketing, mas ainda tratam muitos projetos como ações isoladas. O futuro passa por plataformas criativas de longo prazo, temas recorrentes e narrativas contínuas. Isso fortalece a marca e dá mais liberdade criativa para o influenciador trabalhar com consistência”, pondera Gonçalves.

O estudo também ressalta que criadores não são atores, mas sim produtores de conteúdo com linguagem própria, ritmo próprio e códigos culturais específicos. Nesse contexto, o desafio das marcas será aprender a ceder controle e co-criar, estabelecendo diretrizes claras sem engessar a criatividade.

“Se você dirige demais, mata a espontaneidade. Se orienta de menos, corre o risco de a marca desaparecer da história. O equilíbrio está em definir diretrizes claras, métricas de sucesso bem estabelecidas e deixar o creator fazer o que sabe fazer de melhor”, diz o executivo.

Para as agências, esse novo cenário exige uma mudança estrutural na forma de planejar e executar campanhas: “Na Viral Nation, por exemplo, estamos nos preparando para um mercado em que o creator marketing será ainda mais estratégico e orientado à performance de marca. Nosso papel como agência é estruturar essas parcerias de longo prazo, profissionalizar a criação de conteúdo e garantir que marcas e criadores caminhem juntos em plataformas criativas consistentes. Essa é a próxima fase do setor: menos ações pontuais e mais ecossistemas de conteúdo”.

Acesse a pesquisa completa aqui: https://www.kantar.com/campaigns/marketing-trends.

IA deixa de ser diferencial e passa a ser obrigação no varejo brasileiro

A edição 2026 da NRF Retail’s Big Show marcou uma virada definitiva no varejo global. A inteligência artificial deixou de ser uma promessa e passou a integrar, de forma estrutural, a operação e a jornada de compra. Esse foi o principal diagnóstico apresentado no Workshop Pós NRF 2026, promovido pela TEC4U, que reuniu especialistas em tecnologia, dados e e-commerce para discutir os impactos práticos dessas transformações no varejo brasileiro.

Ao longo do encontro, ficou claro que a IA, isoladamente, já não representa vantagem competitiva. O diferencial está na capacidade das empresas de integrar canais, estruturar dados e executar com consistência antes de escalar automações mais avançadas.

“Existe uma expectativa inflada de que a inteligência artificial resolva problemas estruturais sozinha. O que vimos na NRF é o oposto. A IA potencializa o que já está organizado. Sem integração, cultura e execução, ela apenas acelera ineficiências”, afirma Rodrigo Soares, sócio da TEC4U.

Experiência, comunidade e o novo papel da loja física

Um dos temas centrais do workshop foi a transformação da loja física em um espaço de experiência, conexão e pertencimento. Exemplos globais apresentados mostraram como marcas têm investido em ambientes imersivos para fortalecer relacionamento, lealdade e construção de comunidade, indo além da lógica transacional.

Segundo Rodrigo Soares, o desafio não está em criar experiências inspiradoras, mas em sustentá-las na operação do dia a dia. “Tecnologia, atendimento e cultura precisam funcionar de forma integrada. Caso contrário, a experiência não se mantém no tempo”, destaca.

Agentic commerce e a redução da fricção na jornada de compra

Outro ponto de destaque foi o avanço do agentic commerce, modelo no qual assistentes inteligentes passam a intermediar descobertas, recomendações e compras. Na abertura desse bloco, Konrad Doern, fundador do Compra Rápida, explicou que o lançamento do Universal Commerce Protocol (UCP) pelo Google sinaliza uma tentativa de criar uma linguagem universal para transações mediadas por IA.

“A lógica dos agentes é reduzir etapas da jornada tradicional. Quanto menos interfaces, menor a fricção e maior a conversão”, afirmou Doern.

Dados apresentados no evento indicam que o comportamento de busca já está mudando. Hoje, cerca de 58% dos consumidores utilizam ferramentas de IA para pesquisar produtos, ainda que a conclusão da compra, na maioria dos casos, aconteça fora desses ambientes. A expectativa é de aceleração desse movimento nos próximos anos.

O workshop também trouxe dados sobre a sobrecarga cognitiva do consumidor. Pesquisas indicam que 78% das pessoas se sentem sobrecarregadas diante do excesso de escolhas, o que impacta diretamente a decisão de compra. Nesse cenário, simplificar fluxos, reduzir opções desnecessárias e orientar o consumidor passa a ser estratégico.

Conversação no lugar do desconto

Na sequência, André Nunes, Head of BU – AI Products do Compra Rápida, apresentou aplicações práticas de IA focadas em conversão. Segundo ele, entre 70% e 80% dos carrinhos abertos no Brasil não são finalizados, e o principal motivo não é preço, mas dúvida.

“O mercado respondeu o abandono de carrinho com cupom por muito tempo. Isso corrói margem e enfraquece a marca. Em muitos casos, o consumidor só precisa de orientação”, explicou.

Testes apresentados no workshop mostram que interações conversacionais inteligentes, capazes de identificar objeções e responder em tempo real, chegam a dobrar a taxa de recuperação de carrinho, além de aumentar o ticket médio, sem recorrer a descontos.

“O papel da IA aqui é conversar, entender a dúvida e resolver. Quando isso acontece, a venda flui”, afirmou Nunes.

Dados, eficiência e execução no centro da estratégia

O evento reforçou ainda que os usos mais maduros da IA hoje estão na operação, como análise de gargalos, otimização de investimentos, leitura de padrões em criativos e identificação de falhas em pagamento ou estoque. Segundo dados apresentados, menos de 1% das empresas estão realmente preparadas para usar IA de forma consistente, mesmo entre negócios digitais.

“O varejo entrou em uma nova fase. A tecnologia já está disponível. O que diferencia quem avança de quem fica para trás é a capacidade de estruturar dados e executar bem”, conclui Rodrigo Soares, sócio da TEC4U.

Pagamento é novo fator decisivo para apostadores das Bets, diz pesquisa

A evolução da infraestrutura de pagamentos está se tornando um fator central para o desempenho de plataformas de iGaming em mercados regulados da América Latina. É o que indicam dados preliminares de uma nova pesquisa da OKTO, provedora global de serviços de pagamento, divulgados às vésperas da ICE Barcelona 2026, principal evento internacional da indústria.

O estudo mostra que o avanço das apostas online e de outros serviços digitais na região elevou significativamente as expectativas dos consumidores, especialmente em relação à velocidade das transações, à segurança e à experiência do usuário.

De acordo com a pesquisa, realizada com usuários de plataformas de iGaming, trading e outros serviços online, 41,2% dos entrevistados afirmam que seu comportamento digital é predominantemente espontâneo, sem planejamento prévio. Esse perfil tem impacto direto na tolerância a falhas operacionais: 29,4% dizem que abandonariam uma transação caso um depósito ou saque demorasse mais de 30 segundos para ser concluído, enquanto 17,6% esperam que o processo ocorra em menos de cinco segundos.

A forma de pagamento também se mostra determinante na escolha da plataforma. Para 58,8% dos respondentes, o método disponível é um fator crucial, e 17,6% afirmam que não concluiriam uma transação se sua opção preferida não estivesse disponível. Outros critérios citados incluem melhores odds (chances) e variedade de jogos (35,3%), confiança na marca em relação à conformidade regulatória e à transparência (23,5%) e qualidade da experiência do usuário (11,8%).

Em um ano de Copa do Mundo, quando cresce o engajamento com apostas esportivas e serviços digitais, a pesquisa indica que falhas nos pagamentos tendem a ter impacto direto na retenção de usuários. Entre os entrevistados, 17,6% afirmam que desistiriam completamente ou migrariam para outra plataforma diante de uma falha na transação, enquanto 35,5% dizem que deixariam de utilizar a plataforma de origem no futuro.

Para Edward Chandler, CEO Global da OKTO, os resultados indicam uma mudança estrutural no padrão de consumo digital. “A expectativa por pagamentos rápidos e confiáveis reflete um comportamento mais imediato, comum a diversos serviços online. Plataformas que não entregam esse nível de eficiência tendem a perder relevância.”

O levantamento também identificou padrões de comportamento específicos relacionados à Copa do Mundo. Entre os entrevistados que pretendem apostar em partidas do torneio, 35,3% afirmam que apostariam em sua seleção nacional independentemente das odds. Outros 23,5% dizem que analisariam estatísticas antes de decidir, enquanto 5,9% escolheriam um time de forma aleatória.

Os dados indicam ainda um perfil relevante de apostadores ocasionais. Embora 58,8% afirmem não ter planos prévios de apostar na competição, esse grupo admite que pode realizar apostas ao longo do torneio, caso se sinta motivado pelo contexto dos jogos.

Com a consolidação dos resultados em diferentes países, a OKTO aponta três características centrais do usuário latino-americano atual: engajamento espontâneo, baixa tolerância a erros e alta demanda por experiências personalizadas.

  • Engajamento espontâneo: os dados revelam que uma parcela significativa dos usuários realiza transações de forma espontânea, muitas vezes enquanto realiza múltiplas tarefas ou está em deslocamento. Esse comportamento está alinhado a pesquisas da EBANX, que apontam que métodos de pagamento instantâneos e mobile-first, como o Pix no Brasil, crescem 35% ao ano justamente por atenderem à demanda crescente por velocidade e conveniência.
  • Confiança frágil: Na América Latina, a confiança segue como um fator sensível na região, especialmente em transações financeiras. A pesquisa indica que uma única experiência negativa costuma ser suficiente para que o usuário migre definitivamente para outra plataforma. Esse ambiente de “alto atrito e baixa confiança” também foi identificado em estudos da MDPI, segundo os quais 52% das pessoas na região relatam ter pouca ou nenhuma confiança no sistema financeiro.
  • Lacuna de personalização: por fim, a OKTO observa que, embora os usuários busquem experiências personalizadas, muitos se sentem pouco atendidos. Um relatório global recente da Mastercard revelou que, enquanto 67% das empresas de e-commerce priorizam a personalização, apenas 35% possuem uma estratégia integrada. No Brasil, o portal Mundo do Marketing apontou que a personalização em aplicativos aumenta a intenção de compra de 59% dos consumidores.

“Isto demonstra a oportunidade que os comerciantes têm de aplicar as últimas tendências e conhecimentos ao nível da infraestrutura, transformando os pagamentos num motor controlável e previsível para o desempenho, em vez de uma fonte de atrito ou risco”, afirma Chandler.

Em 2026, a América Latina terá oito países classificados para a Copa do Mundo — Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai e Uruguai. Além disso, o mercado brasileiro de apostas, recentemente regulamentado, deve concentrar cerca de 10% de todas as apostas realizadas durante o torneio, segundo estimativas do setor.

Nesse contexto, a OKTO avalia que o desempenho dos pagamentos será um fator decisivo para a competitividade das plataformas. “Transformar o pagamento em um elemento estratégico, e não apenas operacional, será essencial para quem busca crescer em um mercado cada vez mais complexo”, conclui o executivo.

Relatório de Ameaças da Gen do quarto trimestre revela golpes avançando em anúncios, feeds e vídeos

Gen (NASDAQ: GEN), especializada em promover a Liberdade Digital por meio de um portfólio de marcas confiáveis, incluindo Norton, Avast, LifeLock, MoneyLion, entre outras, divulga seu Relatório de Ameaças da Gen do quarto trimestre de 2025, que analisa as principais tendências observadas entre outubro e dezembro.

O relatório revela que, no final de 2025, o cibercrime passou a depender cada vez mais de ações digitais comuns, do que de explorações sofisticadas. Em navegadores, redes sociais, aplicativos de mensagens e ferramentas financeiras, os ataques mais prejudiciais tiveram sucesso quando as próprias pessoas concluíram a etapa final: clicar em um link, escanear um código QR, aprovar o pareamento de um dispositivo ou inserir um código de verificação.

“Ao longo de 2025, de forma cada vez mais intensa, os golpes deixaram de se apresentar como ameaças. Eles passaram a se misturar às rotinas digitais do dia a dia”, afirma Siggi Stefnisson, CTO de Segurança Cibernética da Gen. “Os atacantes passaram a se apoiar em plataformas familiares, interfaces confiáveis e na persuasão automatizada, escalando essas táticas em diferentes dispositivos e canais.”

Golpes e publicidade maliciosa dominam compras online e redes sociais

Os golpes passaram a aparecer onde as pessoas já passam grande parte do tempo online: em feeds de redes sociais e em vídeos. As lojas virtuais falsas dominaram o período das festas de fim de ano, com mais de 45 milhões de ataques de lojas online falsas bloqueados globalmente no quarto trimestre, representando mais da metade de todos os ataques desse tipo bloqueados em 2025 e um aumento de mais de 62% em relação ao mesmo período de 2024. Essas lojas virtuais falsas também responderam por 65%¹ de todas as ameaças bloqueadas nas redes sociais, com forte concentração no Facebook e no YouTube, plataformas onde se originou a maioria dos cliques de compras de risco. O phishing se espalhou de forma mais ampla entre as plataformas, liderado pelo Facebook (77%), seguido por YouTube (13%) e Reddit (4%). Para os consumidores, a entrega de golpes passou a ser cada vez mais difícil de distinguir desde anúncios, posts e vídeos comuns, até o momento em que eram solicitados dinheiro, credenciais ou acesso remoto.

A telemetria da Gen também mostrou que o malvertising — anúncios falsos — foi a principal ameaça cibernética para indivíduos em nível global em 2025, respondendo por 41% de todos os ataques e atuando como o primeiro clique que levou a muitos golpes nas redes sociais e na internet de forma geral. Esse dado está alinhado a reportagens recentes que citam documentos internos da Meta, os quais sugerem que anúncios de golpes e de produtos banidos podem representar cerca de 10% da receita anual de publicidade (aproximadamente US$ 16 bilhões).

No Brasil, essas tendências também se refletiram no cenário local. Durante o último trimestre de 2025, os golpes estiveram entre as principais ameaças detectadas no país. Em especial, os golpes financeiros cresceram 74%, os golpes envolvendo lojas online falsas aumentaram 40% e os golpes de relacionamento (dating scams) registraram alta de 34% no período. Durante o mesmo trimestre, os ataques do tipo “scam-yourself” também aumentaram 51%. Esse tipo de ataque se baseia em enganar os usuários para que eles próprios concedam permissões, façam o pareamento de dispositivos ou insiram códigos de verificação, permitindo que os golpes avancem sem a execução tradicional de malware.

Deepfakes perigosos

A Gen introduziu a detecção no próprio dispositivo (on-device) no Windows, com foco na interseção entre mídia manipulada e intenção de golpe. A telemetria inicial deste lançamento mostrou que o YouTube concentrou a maior parcela de vídeos de golpes com uso de IA bloqueados, seguido por Facebook e X, globalmente. A maior parte do conteúdo bloqueado estava relacionada a iscas financeiras, de investimentos e criptomoedas, e foi interceptada durante a reprodução — não no download.

Riscos de identidade e financeiros se ampliaram globalmente

O abuso de identidade continuou a se agravar além do uso indevido tradicional de crédito. Dados de telemetria da Gen mostram que o número de violações aumentou 176% trimestre a trimestre, com uma tendência significativa de crescimento ao longo de todo o ano. Os dados também indicam um aumento nos alertas relacionados a:

  • Novos registros relacionados a propriedades;
  • Atividades incomuns em contas bancárias do dia a dia;
  • Novas solicitações de empréstimos parcelados, leasing e crédito no varejo;
  • Anomalias em nível de transação em cartões de crédito e empréstimos.

Os crescentes índices de risco nessas categorias reforçam o que relatórios externos já indicam: a fraude de identidade está se tornando cada vez mais complexa e multifacetada, afetando simultaneamente registros de propriedades, depósitos, instrumentos de crédito e esquemas de engenharia social impulsionados por golpes.

As ameaças continuam a se espalhar entre diferentes plataformas

No quarto trimestre de 2025, a Gen observou globalmente que os golpes passaram a circular cada vez mais entre diferentes dispositivos, usando as próprias pessoas para transportar o ataque entre plataformas. Algumas campanhas começavam no desktop, com páginas falsas de tutoriais, e em seguida induziam as vítimas a escanear a tela com o celular, transferindo as próximas etapas para o ambiente móvel — onde permissões, sideloading ou verificações são mais facilmente concedidas. Outras operações seguiam o caminho inverso. Nos ataques de GhostPairing, identificados e nomeados pela primeira vez pelos Laboratórios de Ameaças da Gen, as vítimas digitavam um código numérico no WhatsApp pelo celular, vinculando inadvertidamente um navegador controlado pelo cibercriminoso como um dispositivo confiável e permitindo a rápida propagação do golpe por meio de seus contatos. Em conjunto, esses padrões demonstram como os golpes modernos ultrapassam as fronteiras entre dispositivos para escalar rapidamente e permanecer invisíveis.

À medida que 2025 chegou ao fim, os dados do quarto trimestre da Gen mostraram que a superfície de ataque se tornou contínua entre navegadores, aplicativos de mensagens, plataformas sociais e apps financeiros. Os incidentes mais prejudiciais começaram com ações pequenas e familiares, realizadas sob pressão de tempo ou falsa sensação de segurança.

Para ler o Relatório de Ameaças da Gen do quarto trimestre de 2025 na íntegra, visite: https://www.gendigital.com/blog/insights/reports/threat-report-q4-2025 

¹Dados de computadores pessoais

Uappi disponibiliza e-book com insights da Black Friday e estratégicas para 2026

A Uappi, empresa de tecnologia especializada em plataforma de e-commerce multimodelos, disponibiliza o e-book “Insights Pós-Black Friday 2025 & o que esperar para 2026”. O material, totalmente gratuito, está disponível na landing page e traz uma análise aprofundada sobre o maior evento de consumo do ano. O conteúdo traduz os resultados da Black Friday em inteligência prática para apoiar marcas, varejistas e indústrias no planejamento estratégico e na construção de operações digitais mais maduras e eficientes.

Com base em dados consolidados da Black Friday 2025, o estudo apresenta um panorama que desmonta percepções ultrapassadas e corrige distorções comuns do mercado, especialmente em um ano marcado por mudanças profundas no comportamento do consumidor. O e-commerce registrou faturamento recorde de R$ 10,19 bilhões, crescimento de 7,8% frente a 2024, além de 21,5 milhões de pedidos, alta de 16,5%. 

O consumidor, menos impulsivo e mais analítico, distribuiu suas compras ao longo de novembro, já que 83% das transações ocorreram antes do dia 28, e a quinta-feira (27/11) foi o pico absoluto, com avanço de 34,1% em faturamento. Mesmo com queda de demanda em alguns segmentos, o ticket médio no domingo da semana promocional subiu 18%, reforçando um perfil mais seletivo e intencional de compra.

A pesquisa também detalha movimentos relevantes por categoria. Eletrônicos e eletrodomésticos recuaram 3,4%, com baixas acentuadas em smartphones (-9,7%) e eletrodomésticos básicos (-9,5%), enquanto itens ligados à experiência e lazer doméstico ganharam protagonismo. O setor de games cresceu expressivos 49,7%, TVs avançaram 9,4% e produtos premium lideraram a expansão. “A Black Friday deste ano deixou um recado muito claro que o mercado amadureceu. Quem insistir em campanhas desconectadas, tecnologia fragmentada e tomada de decisão sem dados não conseguirá acompanhar o novo ritmo do consumidor”, afirma o CEO da Uappi, Edmilson Maleski.

As projeções apresentadas no estudo reforçam a importância da preparação antecipada. O e-commerce brasileiro deve ultrapassar R$ 235 bilhões em faturamento em 2026, impulsionado pela maturidade do omnichannel, pela consolidação do Black Month como modelo dominante e pela expansão acelerada do social commerce, com destaque para TikTok Shop, Instagram Shopping e transmissões ao vivo. 

Aplicações de inteligência artificial também entram no centro da disputa competitiva, especialmente na previsão de demanda, personalização e atendimento. Programas contínuos de fidelização tendem a substituir promoções isoladas, enquanto a experiência do consumidor se torna o principal diferencial competitivo.

Direcionado a heads de e-commerce, diretores de digital, gestores de marketing, times técnicos, profissionais de operações, consultorias e agências, o e-book está disponível gratuitamente por meio da landing page.

Após rodada Series B, NG.CASH contrata ex-diretor do Google, Brian Zaki, para liderar área de People

NG.CASH anuncia a chegada de Brian Zaki como novo Chief Human Resources Officer (CHRO). O executivo assume a liderança da área de pessoas em um momento-chave da companhia, que, após a captação de uma rodada Série B, se prepara para ampliar sua estrutura organizacional, com a meta de expandir o time de cerca de 80 para mais de 120 colaboradores ao longo de 2026.

Com mais de 25 anos de experiência em People, Cultura, Talent e Desenvolvimento Organizacional em empresas globais, Brian construiu sua trajetória em contextos de crescimento acelerado. Em sua passagem pelo Google, atuou como Diretor de People Operations e Recruiting, sendo responsável por cerca de 10% do volume global de contratações da companhia em um período em que o Google admitia aproximadamente 50 mil pessoas por ano — o equivalente à supervisão direta de cerca de 5 mil contratações anuais. Nesse contexto, liderou o desenho de motores de contratação, sistemas de calibração de liderança e processos organizacionais voltados à sustentação do crescimento em larga escala.

Para Brian, a atração pela NG.CASH está diretamente ligada à combinação entre velocidade de crescimento e clareza de propósito. “Desde as primeiras conversas com os fundadores, fiquei impressionado não apenas pela ambição, mas pelo caráter e pela qualidade da execução. Construir uma plataforma que já atende mais de 7 milhões de clientes, com essa velocidade, mostra que existe uma base sólida de valores, disciplina operacional e pessoas muito talentosas”, afirma.

Segundo o executivo, à medida que a empresa atinge um novo patamar de maturidade, a estratégia de pessoas passa a ter papel central na sustentação do crescimento. “Quando uma startup chega a esse nível de tração, a área de People deixa de ser suporte e passa a ser uma vantagem competitiva. Sistemas bem desenhados, processos claros e uma cultura forte são fundamentais para sustentar o crescimento no longo prazo. É nisso que pretendo concentrar minha atuação”, diz.

Zaki também destaca sua motivação pessoal para integrar uma empresa focada na geração Z. “Como pai de duas adolescentes, me anima fazer parte de uma companhia que realmente entende e prioriza as necessidades da próxima geração — um público historicamente mal atendido pelas instituições financeiras tradicionais. A NG.CASH está redefinindo como produtos financeiros podem ser construídos com e para esse público”, conclui.

A contratação de um CHRO com esse perfil está diretamente conectada ao novo estágio da empresa. Segundo Petrus Arruda, cofundador e COO da NG.CASH, a estruturação da função de People se tornou estratégica para o negócio. “À medida que a NG.CASH continua a escalar, fortalecer a liderança tornou-se uma prioridade central. Estamos crescendo cerca de 50% em headcount e, neste estágio, a área de Pessoas passa a ser essencial para sustentar o ritmo de expansão com qualidade. Escalar preservando o nível do talento e fortalecendo a organização exige estrutura, sistemas e uma visão de longo prazo. Ter liderado pessoalmente essa frente nos últimos meses me permitiu ser criterioso na escolha de alguém capaz de construir a base organizacional da próxima fase da empresa”, afirma.

A chegada de Brian Zaki faz parte de um plano mais amplo da NG.CASH, que inclui também a atração de lideranças de alto nível em crédito e tecnologia para acelerar a inovação e sustentar o crescimento de longo prazo da NG.CASH.

Rodada Série B

NG.CASH levantou US$ 26,5 milhões (cerca de R$ 150 milhões) em uma rodada ‘Série B’ realizada no segundo semestre de 2025. O capital será destinado à expansão de produtos de crédito voltados aos jovens que atingem a maioridade. A rodada foi liderada pela NEA, gestora americana de venture capital fundada em 1977, com investimentos em empresas como Robinhood, Coursera, Duolingo e Perplexity.

Nuvei aponta 15 tendências de Pagamento que vão redefinir como o comércio funciona em 2026

O setor de pagamentos deixou definitivamente de ser apenas uma infraestrutura operacional para se tornar um dos principais motores estratégicos do comércio global. Essa é a principal conclusão do panorama “15 tendências de Pagamento que vão redefinir como o comércio funciona em 2026, elaborado a partir da visão dos líderes globais da Nuvei. Segundo executivos da Nuvei, 2026 marca um claro ponto de inflexão para o setor. Avanços em inteligência artificial, a consolidação dos pagamentos em tempo real, a evolução regulatória e mudanças profundas no comportamento do consumidor estão levando as empresas a repensarem o papel dos pagamentos em suas estratégias tecnológicas, financeiras e de crescimento. O que antes era tratado como um tema tático passa a ser estrutural. “O debate deixou de ser sobre um meio de pagamento específico e passou a ser sobre como desenhar ambientes flexíveis, resilientes, inteligentes e com alto nível de controle financeiro”, avaliam.

A seguir, um compilado das 15 tendências que devem moldar o setor de pagamentos e o varejo global em 2026, com base na experiência prática dos líderes da Nuvei nas áreas de IA, produto, risco, tesouraria, parcerias, turismo, métodos de pagamento e estratégia global.

Tendência 1: Comércio mediado por agentes se torna realidade

Em 2026, o chamado agentic commerce deixa de ser apenas conceitual e passa a operar em ambientes reais. Agentes digitais começam a influenciar a descoberta de produtos, a comparação de ofertas e o início das transações, exigindo que empresas repensem estrutura de produtos, transparência de preços e jornadas de checkout para atender não apenas consumidores, mas também agentes que atuam em seu nome. “2026 é o ano em que o comércio mediado por agentes se torna real. Os agentes do consumidor vão avançar mais rápido do que o restante do ecossistema, e quem se adaptar cedo terá uma vantagem clara”, afirma Hilla Peled, SVP de IA e Ciência de Dados.

Tendência 2: O checkout se torna um sistema de receita

Cada decisão no checkout — etapas, autenticações ou opções de pagamento — tem impacto direto na conversão e no valor do cliente ao longo do tempo. Em 2026, o checkout deixa de ser uma página estática e passa a operar como um sistema vivo, que se adapta em tempo real ao comportamento do cliente, contexto do dispositivo, sinais de risco e desempenho dos meios de pagamento. “A performance do checkout se acumula rapidamente. Quem o trata como sistema, e não como tela, sai na frente”, diz Damien Cramer, SVP e Head Global de Travel.

Tendência 3: Checkout liderado por redes passa de experimento a expectativa

Experiências como Paze e Konek avançam gradualmente do status de novidade para padrão esperado. A familiaridade do consumidor com identidade, tokenização e autenticação habilitadas pelas redes cria um nível de confiança no momento do pagamento. “Pagamentos sem atrito continuam liderando a experiência do consumidor e impulsionando escala para os comerciantes”, afirma Steve Vincent, SVP e Head Comercial da Nuvei na América do Norte.

Tendência 4: Orquestração se torna exigência liderada pelos comerciantes

Para grandes varejistas, orquestração de pagamentos deixa de ser diferencial e se torna requisito mínimo. Roteamento multiadquirente, smart retries e otimização de aprovações passam a ser expectativas básicas. “Os comerciantes esperam que seus parceiros de pagamento melhorem ativamente os resultados. Apenas processar transações já não é suficiente”, destaca Raphael Tetro, SVP de Contas Estratégicas.

Tendência 5: Resiliência e visibilidade financeira ganham prioridade

No setor de viagens, estratégias de pagamento evoluem para garantir resiliência operacional e controle financeiro. Ambientes distribuídos aumentam a flexibilidade, mas fazem de reconciliação, transparência e visibilidade requisitos estratégicos. “Em escala, a performance do pagamento importa, mas visibilidade financeira e confiança importam tanto quanto”, afirma Jacqueline Ulrich, SVP e Head de Travel Payments na Europa.

Tendência 6: Pagamentos B2B entram em uma era de controle de custos

À medida que os pagamentos B2B se digitalizam, o custo assume papel central. Cartões trazem velocidade e automação, mas também custos mais altos. Em 2026, empresas combinam estrategicamente cartões e transferências bancárias integradas — como ACH e SEPA — buscando eficiência econômica e operacional. “Nos pagamentos B2B, 2026 é sobre ter as ferramentas certas para maximizar tanto os benefícios econômicos quanto operacionais dos pagamentos digitais. Dados mais ricos, cobranças em conformidade e transferências bancárias integradas oferecem às empresas alavancas reais para gerenciar custos sem sacrificar eficiência.”, afirma Murray Sharp, SVP Pagamentos B2B.

Tendência 7: Economia dos cartões devolve poder aos comerciantes

A expectativa de acordos regulatórios envolvendo Visa e Mastercard nos EUA, esperados para o fim de 2026, deve ampliar a flexibilidade dos comerciantes na gestão de custos de aceitação, com decisões em tempo real sobre aceitar, direcionar ou sobretaxar transações. “Isso é aceitação seletiva de cartões em escala. Os adquirentes que se prepararem cedo liderarão”, avalia Christine Scappa, General Manager da Nuvei na América do Norte.

Tendência 8: Open Banking e pagamentos em tempo real se tornam operacionais

Setores que exigem velocidade e irrevogabilidade, como games, passam a adotar de forma mais ampla transferências bancárias e Request to Pay, reduzindo custos, fraudes e melhorando fluxo de caixa. “Os pagamentos devem desaparecer no fundo da experiência de compra. Velocidade e certeza tornam isso possível”, afirma Warren Tristram, SVP, Head de iGaming.

Tendência 9: Neobancos expõem limitações do modelo tradicional de cartões

Os Neobancos estão aproveitando infraestruturas de pagamentos em tempo real e métodos alternativos para desafiar a economia tradicional dos cartões. Construídos sobre infraestrutura moderna e livres de sistemas legados, conseguem experimentar de forma mais agressiva como o dinheiro se move e como o valor é entregue aos consumidores. “Os neobancos estão provando que infraestruturas mais baratas, combinadas a marcas fortes, podem mudar o comportamento de pagamento”, Guillaume Conteville, CMO.

Tendência 10: Stablecoins redefinem estratégia de capital e inteligência de balanço patrimonial

Stablecoins deixam de ser apenas infraestrutura de pagamento e passam a integrar a estratégia de capital das empresas, permitindo gestão dinâmica de liquidez, liquidação mais rápida e previsibilidade financeira. “Stablecoins estão mudando como as empresas pensam sobre liquidez. Não são apenas uma forma mais rápida de movimentar dinheiro. São uma forma mais inteligente”Bryce Jurss, VP, Ativos Digitais.

Tendência 11: Métodos de pagamento locais continuam decisivos para crescimento global

Apesar da escala das plataformas globais, os pagamentos permanecem profundamente locais. Consumidores continuam confiando em métodos familiares, como transferências bancárias, carteiras digitais e esquemas regionais e essa confiança tem impacto direto na conversão e na percepção de credibilidade das marcas. Em 2026, o desafio para as empresas deixa de ser apenas adicionar métodos locais e passa a ser escolher os mais relevantes para cada mercado e jornada. Poucas opções limitam o alcance, opções demais geram fadiga, frustração e abandono no checkout. “Marcas globais vencem quando conseguem parecer locais no momento do pagamento”Adina Pop, SVP, Métodos de Pagamento Globais.

Tendência 12: Dados de pagamento evoluem para inteligência de negócios

Os dados de pagamento deixam de ser apenas registros históricos e passam a se consolidar como uma das fontes mais precisas de inteligência de negócios. Em 2026, informações transacionais em tempo quase real passam a orientar decisões estratégicas relacionadas a precificação, personalização, desempenho de autorizações, prevenção a fraudes e expansão geográfica. Empresas mais maduras estão migrando de análises retrospectivas para insights preditivos, usando dados de pagamento para entender onde há atrito, perda de margem ou oportunidades de crescimento. “Os dados de pagamento mostram como o comércio realmente funciona, não como imaginamos que funcione”, Advait Sinha, SVP, Gestão de Produtos.

Tendência 13: Novos métodos europeus enfrentam o teste da adoção real

Soluções como Wero e Revolut Pay ganham visibilidade, mas precisam provar impacto concreto em conversão, custo e experiência no checkout para escalar de forma sustentável.  “O cemitério de pagamentos está cheio de grandes nomes. A adoção sempre é o verdadeiro teste”,  Steffan Jones, SVP, Experiência do Cliente.

Tendência 14: Stablecoins se consolidam como camada operacional da tesouraria

Empresas globais passam a usar stablecoins para centralizar liquidez, movimentar recursos entre países e explorar novas formas de eficiência financeira, reduzindo dependência de estruturas bancárias tradicionais. “Stablecoins estão evoluindo para uma camada operacional do tesouro. Elas permitem que empresas globais centralizem a liquidez, movimentem fundos mais rapidamente através das fronteiras e desbloqueiam eficiência sem renunciar ao controle.”, Damon Burk, diretor Sênior, Ativos Digitais.

 Tendência 15: Compliance se transforma em vantagem competitiva

Em vez de freio ao crescimento, compliance passa a ser visto como diferencial operacional, permitindo expansão mais rápida, onboarding ágil e maior confiança regulatória. “Compliance funciona melhor quando está integrado à operação, e não como uma barreira no final do processo. Em 2026, essa integração se torna uma verdadeira vantagem competitiva”, afirma Noam Grinberg, diretor de Riscos.

Pagamentos como camada habilitadora do comércio moderno

A conclusão desse panorama é de que, em 2026, a grande transformação não está em um único meio de pagamento, mas na forma como empresas desenham estratégias que equilibram flexibilidade, resiliência, inteligência e controle. À medida que os ecossistemas se tornam mais complexos, o papel dos provedores de pagamento evolui para habilitar arquiteturas lideradas pelos comerciantes, integradas a ecossistemas mais amplos e orientadas à criação de valor de longo prazo.

No fim das contas, as melhores experiências de pagamento são aquelas que o consumidor quase não percebe, mas das quais os negócios dependem completamente.