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Estudo da Sinch revela que 71% dos brasileiros são mais impactados por imagens na Black Friday

A uma semana da Black Friday, o varejo brasileiro se prepara para uma das edições mais estratégicas dos últimos anos. Segundo pesquisa global da Sinch, líder em comunicação omnichannel, 71% dos consumidores brasileiros afirmam que imagens aumentam seu interesse por uma oferta — percentual bem acima da média global (47%). O dado reforça o papel central do conteúdo visual nas estratégias de marketing digital e coloca o Brasil na dianteira da personalização com impacto emocional.

Além da força visual, a pesquisa revela um consumidor mais conectado, planejado e aberto ao uso de Inteligência Artificial (IA) nas jornadas de compra. Mais da metade dos brasileiros (56,6%) confia em recomendações feitas por chatbots de IA tanto quanto nas feitas por pessoas, superando a média global (46%). Essa receptividade acelera a adoção de automações e experiências ricas nos canais preferidos do público.

“O consumidor brasileiro busca conveniência, confiança e conexão. Canais como o WhatsApp, aliados a conteúdos interativos e personalizados, terão um papel decisivo na performance da Black Friday”, destaca Mário Marchetti, diretor-geral da  Sinch na América Latina.

WhatsApp reina, RCS avança
Enquanto no cenário global o RCS (Rich Communication Services) — formato de mensagens enriquecidas com carrosséis, imagens e botões — ganha espaço com 47% de preferência, no Brasil o WhatsApp segue dominante: 60% dos brasileiros apontam o app como o principal canal para receber promoções na Black Friday e Cyber Monday. A adesão ao RCS ainda está em estágio inicial no país.

O levantamento também mostra um consumidor confiante: 45,4% pretendem gastar mais do que em 2024, enquanto a média global é de 31,5%. Além disso, o brasileiro está se antecipando: 43,7% começaram a monitorar promoções com pelo menos um mês de antecedência, indicando um comportamento mais estratégico e planejado.

Automação e rastreamento são prioridade
A comunicação pós-venda continua sendo essencial para a experiência. Durante o pico da Black Friday, 83,8% dos consumidores brasileiros valorizam mensagens de rastreamento e atualizações de envio, contra 61,6% globalmente. Os canais automatizados já fazem parte da jornada de compra:

  • 60,8% usam bots para acompanhar o status do pedido
  • 51,5% buscam informações de produtos antes da compra

Esses dados confirmam que velocidade, clareza e proatividade são atributos indispensáveis na jornada digital.

Desafios e oportunidades para marcas
A Sinch alerta: marcas que conseguirem alinhar canal, timing e formato terão maior vantagem competitiva. A Black Friday será uma oportunidade para transformar cada mensagem em uma experiência rica — com IA, automação e conteúdo visual como diferenciais.

“O futuro da comunicação no varejo passa pela mensageria interativa. Cada contato pode ser uma oportunidade de engajamento e conversão. As marcas que compreenderem esse movimento sairão na frente não só na Black Friday, mas na fidelização de longo prazo”, conclui Marchetti.

Black Friday 2025: redes de franquia ampliam descontos e oportunidades para novos investidores

Que a Black Friday é um sucesso todo mundo já sabe, mas você sabia que dá para investir em um novo negócio aproveitando essa época do ano? Com diversas promoções no mês de novembro, franquias como Acquazero, Convex, Doutor DM2 Diabetes, Encontre Sua Viagem, Gigatron, Lave & Pegue e Sandaliaria, buscam trazer ainda mais empreendedores apostando em descontos exclusivos. 

Uma pesquisa realizada pelo Google Brasil revelou que 72% dos consumidores esperam ofertas de serviços ou viagens durante o período, o que reforça a tendência de expansão da data para o setor de serviços do franchisng, um dos segmentos que mais crescem no país, segundo os dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). 

Com isso, redes de diferentes setores estão aproveitando a força da Black Friday para lançar promoções inéditas voltadas à abertura de novas unidades. As marcas, reconhecidas por seus modelos sustentáveis e em expansão nacional, oferecem condições especiais para novos investidores. Além de descontos, os benefícios incluem redução da taxa de franquia, parcelamento e suporte ampliado nos primeiros meses de operação, tornando o investimento mais acessível e atrativo. 

Promoções Black Friday

Os principais destaques das campanhas inéditas para futuros franqueados serão:

Acquazero:  Franquia ecológica de limpeza automotiva e residencial. Reconhecida como uma das maiores do segmento de estética ecológica do mundo, a Acquazero atua com foco em sustentabilidade, oferecendo serviços de limpeza a seco e economizando até 320 litros de água por carro. 

Na Black 2025, a rede irá oferecer descontos na taxa de franquia no modelo de loja física de R$40 mil para R$30 mil e modelo móvel de R$15 mil para R$10 mil. Quem já franqueado terá o direito de abrir uma segunda unidade com 50% de desconto e ainda ganha um convite gratuito para a convenção de 2025.

Convex: A Convex Joias, rede especializada em joias de aço e acessórios contemporâneos, combina design autoral, elegância e um modelo de franquia de fácil operação. Durante a Black a rede irá oferecer descontos exclusivos na taxa de franquia, de R$50 mil para R$29.997, válido até o dia 30 de novembro. 

Doutor DM2 Diabetes: Rede voltada à saúde e suplementação, aposta em uma promoção voltada à redução de custos operacionais dos novos franqueados. Quem fechar o contrato durante o mês de novembro ganhará 1 mês de suplementos gratuitos, uma economia de cerca de R$12 mil, permitindo que o início da operação com estoque e estrutura prontos para atender ao público. 

Encontre Sua Viagem: Com mais de 20 anos de mercado, a rede é uma das maiores franquias de turismo do país. Durante a Black, a marca irá conceder descontos de 30% para novos franqueados. No modelo home office, a taxa de franquia de R$10 mil para R$7 mil e a loja física de R$15 mil para R$12 mil. 

Além desses descontos, quem fechar com a rede nesse período terá 1 ano para abrir uma segunda franquia com 50% de desconto na taxa e um convite gratuito para a convenção de 2025. 

Gigatron: Rede especializada em soluções tecnológicas para pequenas e médias empresas, fará uma promoção de 30% de desconto no Modelo Premium, de R$20 mil por R$14 mil. 

A promoção será válida por todo o mês de novembro. 

Lave & Pegue: Com modelo de lavanderias automatizada e gestão simplificada, a Lave % Pegue oferecerá descontos de até R$ 30 mil na taxa de franquia para novos franqueados.

Sandaliaria: Rede de franquia de sandálias personalizadas, destaca-se pela proposta criativa e pelo modelo de negócio que combina moda e identidade visual. Na Black, a marca irá oferecer uma condição inédita: os cinco primeiros franqueados que fecharem uma reserva para 2026 ganharão outra unidade para 2027, pagando apenas a taxa de franquia. A taxa, no valor de R$30 mil, poderá ser parcelada em até 10x sem juros no cartão ou em 7x no boleto. 

Ótimo momento de investimento

Muito além de descontos, a Black Friday representa uma janela de oportunidade para novos empreendedores. De acordo com NielsenIQ, mais de 45% dos consumidores aproveitam essa época para conheceram novas marcas, reforçando a importância de manter um padrão de atendimento e consistência em cada unidade. 

Redes de franquias vem transformando o evento em uma estratégia de longo prazo, aproveitando a visibilidade e o fluxo de negociações para acelerar o crescimento e ajustar o planejamento de expansão. 

O setor de franquias faturou R$ 240 bilhões em 2024, mostrando que o momento é favorável para quem deseja empreender com marcas consolidadas e com investimentos reduzidos. 

Investir agora permite que o franqueado planeje a operação para 2026 com um suporte completo, com benefícios que dificilmente se repetem ao longo do ano. A combinação entre a credibilidade das marcas e as condições financeiras diferenciadas, podem transformar a Black Friday em uma das melhores porta de entrada para o franchising nacional. 

Black Friday 2025: golpes digitais ficam mais sofisticados e aumentam risco para consumidores

A semana da Black Friday é um momento de prestar atenção nas ofertas e de redobrar os cuidados com golpes. A data atrai clientes, mas também golpistas no ambiente digital, que empregam técnicas mais elaboradas e novos recursos como Inteligência Artificial. O que começa como uma simples busca por descontos pode rapidamente se transformar em dor de cabeça, prejuízo financeiro e vazamento de dados pessoais.

De acordo com o professor de Ciência da Computação da Unijorge e estrategista digital, Marcos Leite, com mais acesso à tecnologia, os golpes se tornaram mais sofisticados e convincentes. Ele explica cuidados importantes, como evitar clicar em links enviados via mensagens e por e-mail, além de nunca fornecer dados confidenciais. Essas informações podem ser utilizadas para golpes comoo phishing, que coleta dados pessoais e bancários, como senhas e números de cartões de crédito.

“Os links podem ser utilizados ainda para instalação de vírus ou programas para roubo de informações, para roubo de identidade e para ofertas falsas de produtos que nunca serão entregues”, acrescenta.

Outros tipos de fraudes são as que usam sites espelho com certificados falsos, onde golpistas copiam visualmente lojas verdadeiras e usam URLs quase idênticas. Em muitos casos, até inserem certificados HTTPS falsificados, confundindo quem só verifica se o site tem o “cadeado”.

Também há a clonagem de anúncios patrocinados, em sites como o Google e nas redes sociais, em que anúncios falsos aparecem à frente dos anúncios legítimos. “Muita gente clica achando que é a loja certa e acaba caindo em páginas fraudulentas’, diz Leite. Está cada vez mais comum também o uso de Deepfakes e anúncios de ofertas irreais, com a utilização de vídeos manipulados usando IA para simular influenciadores ou marcas anunciando promoções que não existem.

Outras modalidades que têm crescido são os golpes com Pix “temporizado”. Nesses casos, links falsos geram QR Codes que redirecionam para contas de criminosos, simulando descontos que só aparecem “por tempo limitado”. Ocorrem também o “roubo de sessão” (session hijacking) em redes de Wi-Fi público, quando ao acessar lojas pela rede aberta de shoppings, ônibus ou restaurantes, por exemplo, o usuário pode ter seus dados interceptados e a sessão de compra invadida.

Cuidados simples que fazem diferença

Mesmo diante de golpes tão elaborados, ações práticas continuam sendo efetivas. Os consumidores devem acessar os sites digitando o endereço manualmente e evitar clicar em links enviados por terceiros, pois essa é a forma mais comum de cair em fraude. As pessoas devem desconfiar de ofertas muito abaixo do mercado. 

Para pagamentos, sempre usar cartão de crédito virtual, que a validade é curta e reduz o impacto se os dados forem vazados. Ao pagar com cartão, evitar salvar os dados nos sites, mesmo em lojas conhecidas. Evitar também pagamentos antecipados via Pix para lojas pouco conhecidas. Os clientes devem ativar ainda a autenticação em duas etapas nas plataformas de compra, por ser uma camada a mais de segurança que dificulta o acesso de terceiros. 

Antes das compras, lembrar sempre de pesquisar em sites como Reclame Aqui, em redes sociais e ficar atento a questões como entregas atrasadas, produtos que nunca chegam e suporte inexistente, que são sinais claros de alerta.

Atenção redobrada em dispositivos móveis

A maior parte das compras da Black Friday acontece no celular e isso também aumenta os riscos. Aplicativos falsos na Play Store e App Store, teclados espiões e notificações push manipuladas são estratégias recentes usadas para roubar dados durante a compra.

“Com atenção e cuidado, é possível aproveitar ótimas promoções. O mais importante é nunca agir no impulso. Verificar, comparar e desconfiar de exageros é o que impede que o consumidor perca dinheiro ou tenha seus dados expostos a golpes ainda mais complexos”, reforça o professor.

Cinco tendências do varejo internacional que vão dominar a Black Friday brasileira

A Black Friday brasileira se aproxima do modelo de mercados maduros, como Estados Unidos e Reino Unido, onde a data deixou de ser um único dia e se transformou em uma temporada contínua de compras. O consumidor monitora preços por semanas, compara vantagens entre canais e exige clareza para decidir, o que obriga as marcas a estruturarem campanhas mais completas e menos reativas. Nesse movimento, o desconto vira apenas uma das peças da estratégia, dividindo espaço com experiência, conveniência e previsibilidade em toda a jornada.

Ao mesmo tempo, a digitalização acelera hábitos já consolidados na Europa, com o cliente alternando entre apps, redes sociais, marketplaces e atendimento quase imediato. Esse ritmo pede respostas ágeis, conteúdo confiável e ofertas personalizadas. Para Adriano Santos, sócio da Tamer, o Brasil entra em uma fase mais técnica da Black Friday, movida por dados, personalização e eficiência logística. “Aplicar práticas do varejo internacional reduz custos, aumenta conversão e dá solidez à presença digital.” A seguir, cinco tendências que marcam essa evolução em 2025.

1. Aquecimento antecipado

“A ideia de começar antes funciona como um termômetro real do mercado e dá ao consumidor tempo para comparar sem pressão.” Para o especialista, esse ritmo mais espaçado organiza o mês, melhora previsões e reduz a necessidade de promoções extremas no dia oficial. O modelo, já comum na Europa e nos Estados Unidos, distribui o tráfego, evita sobrecarga e deixa a experiência mais fluida. Para o público, o processo se torna mais claro. Para as marcas, cria previsibilidade e operações mais estáveis. Com essa dinâmica, novembro tende a virar um ciclo único de ofertas, e não uma corrida de 24 horas.

2. Construir descontos consistentes com o comportamento real do produto

A credibilidade da Black Friday passa pela coerência entre o preço promocional e o histórico do item ao longo do ano. Santos explica que o consumidor já acompanha essas curvas e identifica rapidamente distorções ou ajustes de última hora. Por isso, a oferta precisa ser sólida o bastante para se sustentar sem justificativas adicionais. “Desconto confiável é aquele que não precisa de defesa. Ele se prova na relação com o histórico, não no discurso da marca”, comenta. Essa consistência reduz cancelamentos, dúvidas e desgaste pós-venda.

3. Utilizar múltiplos pontos de contato para ampliar relevância sem saturar

A presença em canais complementares aumenta o alcance e reduz a dependência de uma única plataforma, algo crucial em semanas de alta competição. O sócio da Tamer aponta que vídeos curtos, transmissões ao vivo e conteúdos orientados para decisão fazem a mensagem circular com naturalidade. “Hoje a disputa não é pela atenção, é pela utilidade. Quem ajuda o cliente rápido vira prioridade imediata”, afirma. Essa diversificação torna a jornada mais leve e melhora as chances de conversão.

4. Unir preço, benefício e experiência em um único raciocínio

O consumidor atual quer entender de forma objetiva por que aquela oferta faz sentido para sua vida, e isso exige campanhas que mostrem impacto real e não apenas o percentual de desconto. “ A comunicação precisa conduzir o cliente por um fio narrativo claro, relacionando problema, função ou ganho. No momento em que a marca apresenta um raciocínio completo, o desconto se torna consequência, não chamariz”, diz. Essa abordagem reduz dúvidas e torna a compra mais segura e imediata.

5. Tratar o pós-venda como parte central da conversão

A etapa posterior à compra concentra dúvidas, trocas e solicitações, e o modo como a marca responde determina se haverá nova venda ou frustração duradoura. Santos explica que processos simples e tempos de resposta curtos criam sensação de cuidado constante, algo que pesa tanto quanto o preço. “A relação se confirma na entrega. Se a marca resolver bem os detalhes, ela já começa a vender antes mesmo da próxima campanha”, afirma. Esse ciclo qualifica a experiência e reduz custos de aquisição.

Abertura de vagas temporárias sobe 81% nos meses que antecedem a Black Friday, aponta Sólides

A Black Friday está chegando e seus efeitos já são sentidos no mercado de trabalho com meses de antecedência. De acordo com um levantamento inédito da Sólides, HR Tech que atende mais de 40 mil pequenas e médias empresas em todo o Brasil, as contratações ligadas ao período promocional começam semanas antes do evento e têm impacto direto na geração de empregos temporários e fixos.

Entre 2022 e 2024, o número médio de vagas temporárias abertas em setembro e outubro foi 81% maior do que nos outros meses do ano. O dado evidencia como o fenômeno do varejo aquece o mercado de trabalho bem antes das promoções chegarem ao consumidor. A tendência é de crescimento contínuo: de 2023 para 2024, as oportunidades temporárias avançaram 53,3%.

O movimento também se reflete nas contratações permanentes. Nos dois meses que antecedem a Black Friday, o número médio de vagas fixas cresceu 17,5% na média dos últimos dois anos, com alta expressiva de 58,6% entre 2023 e 2024. O resultado mostra que as empresas não apenas reforçam suas equipes para o pico de demanda, mas também aproveitam o período para expandir seus quadros de forma duradoura.

“A Black Friday se consolidou como um gatilho importante para o mercado de trabalho, especialmente entre as PMEs. O que antes era apenas uma data de consumo hoje é um indicador da atividade econômica real e um momento estratégico de geração de oportunidades. Para este ano, a tendência é de que a oferta de vagas temporárias se mantenha como a do ano passado”, afirma Ricardo Kremer, diretor de Produtos e Tecnologia (CPTO) da Sólides. “Muitas empresas usam o período para identificar e reter talentos que, após o aumento sazonal, acabam permanecendo em suas equipes.”

O levantamento da Sólides também destaca o perfil das ofertas de emprego. Em 2024, os estados com maior volume de vagas foram São Paulo (26%), Minas Gerais (17%) e Santa Catarina (6%). As áreas que mais contrataram foram comercial (22%), administrativa (15%) e tecnologia (7%), com destaque para funções como vendedor, representante comercial, auxiliar administrativo e desenvolvedor back-end e full stack.

Os dados consideram o total de vagas abertas entre setembro e outubro de 2022, 2023 e 2024 no Portal de Vagas e na plataforma da Sólides, refletindo de forma direta a movimentação do mercado de trabalho em pequenas e médias empresas brasileiras.

Contratar tecnologia na logística é decisão estratégica e não apenas financeira

Por muito tempo, a escolha entre comprar ou assinar uma tecnologia logística foi vista apenas como custo. Hoje, essa decisão define o quanto uma empresa será capaz de inovar, integrar cadeias complexas e responder rapidamente às demandas do mercado. A licença perpétua, comparável à compra de um imóvel, oferece controle total, mas exige manutenção contínua e pode se tornar um ativo obsoleto. O modelo Software as a Service (SaaS), similar ao aluguel, reduz o investimento inicial e garante evolução constante. Já o pay-per-use adiciona flexibilidade para operações que oscilam conforme a sazonalidade. Ou seja, o modelo ideal depende menos do orçamento disponível e mais da estratégia de crescimento do negócio.

Quando uma empresa opta por comprar um software de forma definitiva, ela assume o risco de ficar presa a uma tecnologia que não acompanhará novas regulamentações, APIs ou integrações críticas. O problema não é apenas a obsolescência, mas a perda de competitividade. Na logística, onde os ciclos de inovação são curtos, investir em algo estático pode significar perder a capacidade de reagir ao mercado. Por outro lado, o modelo de assinatura não está isento de desafios. A dependência do fornecedor para atualizações e suporte exige contratos transparentes, previsibilidade de reajustes e garantias de evolução tecnológica. A velocidade de atualização compensa a dependência, desde que o SLA seja estruturado com critérios de disponibilidade mínima, tempo de resposta para incidentes e penalidades objetivas.

A previsibilidade de gastos é fator relevante, mas o que realmente pesa na decisão é a governança dos dados. De nada adianta pagar menos se a empresa não tem clareza sobre onde os dados estão armazenados ou se consegue extrair inteligência operacional com rapidez. Esse ponto se conecta ao maior motivo de frustração entre gestores logísticos: muitos contratam plataformas caras, mas continuam usando planilhas para consolidar informações. Esse sintoma revela falhas de implantação, governança e escolha inadequada de fornecedor. O modelo de contratação, por si só, não garante eficiência. O que garante é a aderência do sistema à estratégia do negócio e sua capacidade de se integrar a áreas críticas como transporte, armazenagem, compras e financeiro.

Por isso, interoperabilidade deve ser uma cláusula central em qualquer contratação. A plataforma logística não pode ser uma ilha tecnológica. É preciso garantir abertura para integrações via API, compatibilidade futura e portabilidade de dados, evitando qualquer tipo de aprisionamento digital. Do ponto de vista contratual, mecanismos de segurança cibernética, revisões periódicas, liberdade para migração e proteção contra mudanças unilaterais são essenciais para blindar a operação. Mais do que evitar riscos, essas cláusulas preservam a autonomia estratégica da empresa.

Quando falamos de retorno financeiro, a diferença entre os modelos também é clara. Na compra tradicional, o investimento inicial elevado alonga o payback, que só começa a ser percebido após anos. No modelo SaaS, o ROI costuma ser mais rápido justamente pela entrada imediata em operação e pela eliminação de grandes desembolsos iniciais. Porém, o cálculo não deve considerar apenas o valor do contrato, mas os ganhos de eficiência, rastreabilidade, redução de falhas e visibilidade de ponta a ponta. Assinatura não é custo operacional, é investimento estratégico.

A pressão para reduzir custos logísticos é permanente, mas cortar orçamento em tecnologia pode aumentar as perdas em toda a cadeia. Na prática, economizar na assinatura e aceitar uma plataforma limitada pode custar caro em retrabalho, falta de visibilidade ou perda de controle operacional. O equilíbrio está em conectar a tecnologia diretamente aos indicadores de performance logística, demonstrando impacto em produtividade e margem.

Contratar tecnologia não é uma decisão de TI, é uma decisão de futuro. Na logística, onde a previsibilidade da demanda é cada vez menor e a integração de dados se tornou vital, escolher o modelo certo define se a empresa será protagonista da inovação ou espectadora da própria obsolescência.

Bots que decidem pelo cliente criam fricção digital, alerta especialista em atendimento

A expansão da inteligência artificial no atendimento criou um efeito colateral silencioso: consumidores estão exigindo mais autonomia, não necessariamente mais tecnologia. É o que observa João Paulo Ribeiro, CEO do Grupo Inove e especialista em cultura de atendimento, ao analisar transformações recentes em operações de grandes empresas brasileiras. Segundo ele, a próxima fronteira da experiência do cliente não está na velocidade da resposta, mas na sensação de controle sobre a própria jornada.

“O cliente só confia quando entende que continua no comando. A automação que não respeita isso vira obstáculo, não solução”, afirma. Com 14 anos de atuação à frente de operações complexas, Ribeiro percebe um padrão claro, empresas que avançaram rápido demais na digitalização criaram ciclos de dependência entre humano e máquina, congestionando operações e fragilizando a relação com o consumidor.

A tendência, segundo ele, é o surgimento de modelos que oferecem rotas alternativas dentro dos fluxos automatizados. “Não se trata de criar atalhos, mas de devolver ao cliente o poder de decidir quando quer resolver sozinho e quando quer ser atendido por alguém”, explica.

O novo consumo é com  menos passividade, mais participação

Ribeiro afirma que um dos erros mais recorrentes das empresas é acreditar que consumidores desejam jornadas totalmente autônomas. O que eles buscam, na prática, é participação ativa. Ele observa esse movimento em setores como varejo, saúde, delivery, aviação e serviços financeiros.

“A automação tem sido construída com foco na empresa, não no cliente. Quando o consumidor entra em um fluxo que não permite intervenção, ele entende que perdeu autonomia e é aí que nasce a frustração”, diz.

Esse fenômeno, de acordo com o especialista, explica o aumento de reclamações sobre bots que impedem o contato humano, URAs que funcionam como labirinto e aplicativos que escondem opções essenciais. “A automação não pode sequestrar a experiência. Ela precisa devolver clareza e liberdade”, resume.

O risco oculto do excesso de dependência da IA

Ribeiro alerta que parte das empresas já enfrenta um novo problema operacional, jornadas inteiras que só funcionam se a IA funcionar perfeitamente. Isso cria dependência crítica, especialmente em momentos de alto volume, lançamentos de produtos, crises ou picos sazonais.

Segundo o CEO, esse modelo gera prejuízos intangíveis porque fragiliza o elemento que deveria ser mais protegido, a confiança. “Quando todo o atendimento depende da IA, um pequeno erro vira caos. E o caos não escala”, afirma.

Ele recomenda que empresas adotem desenhos de jornada com dupla arquitetura, em que IA e humano coexistem como caminhos paralelos e seguros. “O cliente precisa sentir que existe porta de saída, e não apenas porta de entrada”, diz.

O cliente quer eficiência, mas não quer ser tutelado

Ribeiro propõe que o mercado adote um novo conceito, automação empática, modelo que une autonomia, clareza e ritmo personalizado. Em vez de uma jornada que empurra o cliente para onde é eficiente para a empresa, a automação empática cria trilhas flexíveis com base em três pilares:

  1. Liberdade de escolha — o cliente decide quando continua no fluxo automatizado ou aciona um humano;
  2. Transparência de caminho — a jornada deixa explícitas as alternativas disponíveis;
  3. Interação contextual — IA e humano compartilham o mesmo entendimento sobre o caso, sem reinício de histórico.

Para o especialista, essa abordagem reduz atritos, aumenta a confiança e transforma o atendimento de centro de custo em gerador de valor. “A automação que respeita o cliente não é a que responde rápido. É a que não obriga o consumidor a aceitar uma experiência que ele não pediu”, afirma.

Para onde o setor caminha agora

O diagnóstico de Ribeiro é que o Brasil está entrando em uma fase de reajuste cultural da automação. Após anos de digitalização acelerada, empresas começam a entender que rapidez sem coerência não entrega experiência, apenas volume.

Ele observa que operações mais maduras já estão reconstruindo fluxos para permitir:

  • retomada humana imediata em casos críticos;
  • IA que apoia, mas não controla a jornada;
  • redução de camadas ocultas dentro dos canais digitais;
  • análises contínuas de percepção, não apenas de produtividade;
  • modelos de roteamento que priorizam a intenção do cliente antes de categoria do problema.

“A próxima vantagem competitiva está na automação que devolve voz ao cliente. Tudo que tira autonomia enfraquece a marca. Tudo que devolve a autonomia fortalece”, conclui.

Às vésperas da Black Friday, Shopee inaugura 15º centro de distribuição no país

A Shopee, marketplace que conecta consumidores e vendedores, inaugurou o seu 15º centro de distribuição no país, localizado em Itajaí, em Santa Catarina, o primeiro no estado que já conta com 9 hubs logísticos. A nova operação reforça a expansão logística da empresa no Sul do país, além de ampliar a capacidade operacional, acelerar as entregas e aprimorar a experiência dos usuários da região.

A unidade funciona no modelo cross-docking, em que as mercadorias chegam ao local e são roteirizadas para o destino finalO local terá capacidade para processar cerca de 400 mil pedidos por dia e vai atender principalmente vendedores e consumidores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, com esteiras automatizadas para triagem e movimentação de pacotes.

Além de fortalecer a rede logística da empresa, o novo centro também possui um impacto direto na economia local, serão gerados mais de 700 empregos diretos e indiretos na região, contribuindo para o desenvolvimento econômico. “Seguimos trabalhando para ter uma rede logística cada vez mais robusta e contribuir com o crescimento do e-commerce. A nova unidade em Itajaí é mais um passo nessa jornada de conectar pessoas e impulsionar negócios em todo o país”, afirma Rafael Flores, head de Expansão da Shopee.

Temporada de fim de ano
A inauguração acontece às vésperas da temporada de compras mais movimentada do ano, quando eventos como Black Friday e Natal impulsionam significativamente a demanda no e-commerce. A Shopee está preparada para a maior temporada de compras da sua história no país, com aposta em benefícios e avanços logísticos para garantir a melhor experiência aos consumidores. Durante todo o mês de novembro, a plataforma está oferecendo o dobro do valor total em cupons de desconto em relação ao ano anterior. No 11.11, foram ofertados R$20 milhões em cupons de desconto em um único dia. Já na Black Friday, os usuários terão R$16 milhões em cupons de desconto, incluindo cupons de R$200 OFF em Lojas Oficiais. Os consumidores também contam com os demais benefícios da plataforma, como os cupons adicionais de frete grátis para compras acima de R$10, além de outras ofertas.

Estrutura logística da Shopee

Com as inaugurações já realizadas neste ano, a Shopee agora conta com 15 centros de distribuição (13 no modelo cross-docking e 2 fulfillment) e mais de 200 hubs de primeira e de última milha em operação no Brasil. Além disso, mais de 3 mil pequenos negócios já são Agências Shopee, ou seja, funcionam como pontos de coleta e retirada de produtos de vendedores brasileiros e também de consumidores (na logística reversa). Após a jornada física de um pedido na plataforma passar pela preparação da mercadoria pelo vendedor após a confirmação da compra, coleta, separação e envio para unidades logísticas responsáveis pela roteirização e expedição, os produtos são entregues ao consumidor.

EDANPAY lança Payment as a Service e promete revolucionar o mercado de pagamentos com redução de custos e maior eficiência

A EDANPAY, empresa do Edan Finance Group, acaba de lançar o Payment as a Service (PaaS), solução white label que centraliza toda a infraestrutura de pagamentos em uma plataforma única e personalizada para atender varejistas, indústrias, fintechs e bancos digitais que lidam com alto volume de pagamentos. 

Com integração simples via API, empresas podem oferecer serviços de pagamento com sua própria marca, sem precisar investir em tecnologia própria ou lidar com a complexidade de PCI DSS, adquirentes, bandeiras e exigências de compliance.

A inovação está no roteamento automático de adquirentes: cada transação é direcionada, em tempo real, para a operadora que oferece o menor custo naquele momento. O resultado é uma economia direta, maior escalabilidade, operabilidade, posicionamento e muitas outras possibilidades como a emissão de cartões e antecipação via FIDC (Fundo de Investimento em Direito Creditório), entre outras.

O modelo elimina a necessidade de desenvolver internamente gateways, antifraude, links de pagamentos, split ou de manter múltiplas integrações com bandeiras e adquirentes. “O PaaS reduz complexidade e custo ao mesmo tempo. Em vez de negociar e gerenciar várias adquirentes, o cliente tem uma plataforma única que faz todo o trabalho e garante segurança total em compliance e antifraude”, explica Eduardo Sgobbi, CEO do Edan Finance Group.

Segundo ele, o modelo transforma o pagamento em um ativo estratégico, capaz de reduzir custos, gerar eficiência operacional e abrir novas oportunidades de receita. “Estamos entregando ao mercado uma solução que vai muito além de processar pagamentos: ela reposiciona o papel do setor financeiro dentro das empresas, com segurança, eficiência e rentabilidade”, reforça o executivo.

A solução vai além da tecnologia de processamentos de pagamentos em cartões e PIX pois a EDANPAY, em conjunto com outras empresas que compõem o Edan Finance Group,  também oferece a emissão de bolepix (boleto com código de barras e pix integrados) registrados, cobrança e protesto, monitoramento antifraude integrado; governança de dados com LGPD/GDPR, acompanhamento de Compliance com aprovação prévia do potencial clientes (KYC), monitoramento e sistemas de prevenção à Lavagem de Dinheiro (AML), Conta Digital, Plataforma de Investimentos, Emissão de Cartões, infraestrutura em nuvem escalável para alta volumetria de transações e muito mais.

Outro diferencial é que o EDAN FINANCE GROUP oferece aos seus parceiros a possibilidade de atuar com FIDCs proprietários, potencializando o ganho financeiro com a performance do próprio negócio. 

“O PaaS do EDAN FINANCE GROUP possibilita aliar estratégia financeira, operabilidade, segurança, posicionamento e retorno, somos os mais completos e tecnológicos do mercado”, reforça Eduardo Sgobbi.

RD Station lança kit com ferramentas gratuitas para aprimorar operações de marketing, vendas e atendimento

A RD Station, unidade de negócios da TOTVS, disponibiliza um kit completo de templates e ferramentas gratuitas para organização e aprimoramento das operações de marketing, vendas e atendimento de empresas. O pacote contempla modelos práticos, planilhas e guias, ideal para empreendedores, gestores, líderes e analistas que querem otimizar tempo, padronizar processos, acompanhar resultados e garantir performance em 2026.

Dentre as ferramentas de Marketing disponíveis estão uma Planilha de Gestão e Calendário de Conteúdo; Relatório Mensal de Marketing Digital e Kit de Métricas (Ebook + Planilha). Para Vendas, é possível encontrar o Template de Relatório de Vendas e Template de Playbook de Vendas; já em Atendimento Conversacional, a RD lançou o Template de Mensagens de WhatsApp prontas para adaptar e usar.

Dados dos Panoramas de Marketing e Vendas RD Station 2025 demonstraram que mais de 70% das empresas não bateram suas metas neste ano, e mais de 50% informaram que precisam ter processos mais claros e definidos para o ano que vem.

“Este é o momento de revisar metas, reavaliar processos e estabelecer rotinas de execução mais eficientes para obter resultados no próximo ano. Os materiais gratuitos da RD Station oferecem organização, clareza e estrutura para transformar objetivos estratégicos em planos operacionais logo no início do novo ciclo anual, estruturando as operações com rapidez”, destaca Vicente Rezende, CMO da RD Station.

Todos os materiais estão disponíveis no site.